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terça-feira, 20 de maio de 2025

LEITURAS MARGINAIS


"Perto do fim da guerra, em 1865, os negros que não fugiram iniciaram uma greve em grande escala na sequência da derrota da Confederação. Reclamaram as terras em que tinham trabalhado e começaram a armar-se não só contra os plantadores do Sul, mas também contra o exército da União. A preocupação generalizada com esta 'posição perigosa' dos africanos no Sul levou à 'Reconstrução Negra'; aos africanos foi prometida a democracia, os direitos humanos, o autogoverno e a posse popular da terra. Na realidade, tratava-se de uma estratégia de regresso ao domínio euro-americano que envolvia: 
1. A repressão militar das comunidades negras mais organizadas e militantes. 
2. A pacificação dos negros através do neocolonialismo, utilizando elementos da pequena burguesia africana para levar o seu povo a aceitar a cidadania americana como a resposta a todos os problemas. Em vez de nacionalidade e libertação, os agentes neocoloniais disseram às massas que as suas exigências democráticas podiam ser satisfeitas seguindo os capitalistas colonos do Norte...

Seguindo esta estratégia, as forças do exército da União atacaram as comunidades negras que ocupavam terras, forçando dezenas de milhares a abandonar as terras detidas coletivamente e prendendo os 'líderes'. As tropas negras que tinham combatido no exército da União foram rapidamente desarmadas e dispersas, ou enviadas para combater como tropas coloniais nas 'Guerras Índias' em curso. Formaram-se organizações terroristas de supremacia branca, sendo uma das mais infames - mas não a única - o Ku Klux Klan."

Gord Hill, 500 years of indigenous resistance - PM Press 2009, pp 40-41.

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