"Antes da viagem de Colombo, em 1492, o desenvolvimento de um modo de produção capitalista, que emergiu do feudalismo, tinha despojado os camponeses europeus da produção independente e da agricultura de subsistência. Posteriormente, entraram numa relação de dependência forçada com os latifundiários e os industriais, o que conduziu a períodos de intensa luta de classes, em particular à medida que a Revolução Industrial (alimentada pela expropriação de materiais das Américas e de África) se aproximava cada vez mais.
De facto, a maioria dos europeus que emigraram para as Américas nos séculos XVI, XVII e XVIII eram mercadores empobrecidos, comerciantes pequeno-burgueses, mercenários e missionários cristãos, todos na esperança de construírem as suas fortunas no “Novo Mundo” e de escaparem à crescente estratificação de classes que se estava a desenvolver rapidamente. No entanto, os primeiros colonatos permanentes eram limitados, tendo como principal objetivo facilitar e manter as áreas de exploração. Durante todo o século XVI, estima-se que apenas 100.000 europeus foram emigrantes permanentes para as Américas."
Gord Hill, 500 years of indigenous resistance - PM Press 2009, pp 16-17.

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