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quarta-feira, 16 de abril de 2025

LEITURAS MARGINAIS

“A partir da bula papal de 1493 e do subsequente Tratado de Tordesilhas (1494), Portugal ficou na posse do Brasil. Em 1500, o português Pedro Álvares Cabral reivindicou formalmente a terra para a coroa portuguesa.

Terminadas as primeiras missões de reconhecimento, a invasão intensificou-se e expandiu-se. Em 1513, Ponce de Leon, financiado pela Espanha, tentou desembarcar na Flórida, mas foi expulso por 80 canoas de guerra Calusa.

De 1517 a 1521, o conquistador espanhol Hernando Cortes devastou o império asteca no México, capturando a capital Tenochtitlan e matando milhões de pessoas numa campanha impiedosa em busca de ouro.

Pouco tempo depois, em 1524, Pedro de Alvarado invadiu a região de El Salvador, atacando os povos Cuscatlán, Pipeles e Quiche. Na Guatemala, Alvarado conduziu oito grandes campanhas contra os Maias e, enquanto ele e os seus homens queimavam pessoas vivas, os padres católicos que o acompanhavam estavam ocupados a destruir os registos históricos dos Maias (isto é, enquanto eles próprios não estavam ocupados a dirigir massacres). Os soldados de Alvarado foram recompensados com a possibilidade de escravizarem os sobreviventes.

Em 1531, o espanhol Francisco Pizarro invadiu a região dos Incas (atual Peru). Tirando partido de uma luta interna entre duas facções incas lideradas pelos irmãos Huascar e Atahualpa, Pizarro conseguiu subjugar os Incas em 1533.

Dez anos mais tarde, Pedro de Valdivia reclamou o Chile para a coroa espanhola, embora a feroz resistência da nação mapuche tenha restringido os espanhóis às regiões norte e central. Valdivia acabou por ser morto em combate por guerreiros mapuches.

Durante este mesmo período, Jacques Cartier, financiado pela França em 1534, fazia o reconhecimento das regiões orientais do que viria a ser o Canadá, e espanhóis como Hernando de Sotos, Marcos de Niza e outros começaram a penetrar na América do Norte, reclamando as terras para os seus respectivos países, como era seu costume.”

Gord Hill, 500 years of indigenous resistance - PM Press 2009, p 14.

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