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segunda-feira, 17 de março de 2025

BICO CALADO

Imagem: mediadrumimages/Anuj Jain
  • Qual é o procedimento para obter a calendarização para fazer as ligações de água e águas pluviais numa obra em Espinho, perguntou Alberto Barbosa, construtor civil, na reunião pública de Câmara de Espinho de 24 de fevereiro de 2025. Isto porque aguarda resposta desde junho de 2024, apesar de ter solicitado reunião com a presidente do Executivo, sucessivamente adiada. Além disso, o construtor lamenta que “para falar com técnicos gestores do processo são necessários três meses, o que não acontece em outras Câmaras de maior dimensão.” A presidente da Câmara Municipal de Espinho marcou reunião com o empresário para o dia seguinte. Fonte.
  • Deputado do Chega eleito por Castelo Branco, endivida empresa em mais de meio milhão de euros. João Ribeiro levou a empresa à insolvência com uma dívida de mais de meio milhão de euros. Há mais de 130 mil euros em impostos por pagar, assim como mais de 38 mil euros em contribuições à Segurança Social. Fonte.
  • Mohammad Asif Javed Jutt imolou-se no Supremo Tribunal de Lahore. Trabalhara para a Nestlé durante 16 anos, antes de tentar sindicalizar-se e de ser despedido por isso. Recorreu ao tribunal do trabalho, mas o caso arrastou-se durante nove anos. Fonte.
  • Quando uma inundação mortal é provocada pela política e não pelas alterações climáticas. As alterações climáticas alimentaram a tempestade costeira na Argentina, mas um sistema negligente afogou as pessoas. Ricky Lanusse.
  • “Aprendemos com o processo que levou à convocação das próximas Eleições Legislativas que, em Portugal, o que faz cair Governos suportados por uma maioria relativa na Assembleia da República não é a degradação de serviços públicos essenciais, como o Serviço Nacional de Saúde; não é a forma como se inventam, reduzem ou aumentam impostos, sistematicamente a serem melhores para o mundo dos negócios e piores para o mundo dos trabalhadores; não é a forma como se imaginam maneiras para a especulação imobiliária e o preço das casas continuarem a crescer, com leis erradas sobre habitação e solos; não é a gestão, nem os investimentos dos fundos comunitários atribuídos ao famoso PRR; não é a falta de investimento público e o apoio do Estado à produção industrial do país; não é a crescente dependência do turismo volátil; não é o abandono a que estão votadas as pequenas e médias empresas; não é pelas mudanças curriculares na Educação, que cedem à pressão feita pelas correntes católicas mais conservadoras; não é pela incompetência de um ministério que, perante uma greve na Emergência Médica, se esquece de organizar os serviços mínimos; não é a indiferença com que se olha para o acréscimo de lucros de bancos e de grandes empresas, sem que os salários dos trabalhadores subam na mesma proporção; não é passar impune a prescrição de multas de milhões e milhões de euros impostas pela Autoridade da Concorrência ao “cartel da banca” e que nunca serão pagas; não é o fechar de olhos ao desvio de capital para paraísos fiscais; não é uma conceção de Segurança Interna social e racialmente discriminatória, que inopinadamente encosta filas de pessoas a paredes para inúteis revistas policiais; não é a privatização da TAP; não é a construção do TGV; não é o caos em muitos transportes públicos, como na Fertagus; não é o relançamento de PPPs para hospitais; não é a gestão da dívida pública e do défice; não é a legislação, a regulamentação e a aplicação de medidas de combate à corrupção; não é pela aceitação, cega e subserviente, de uma política da União Europeia que a leva à degradação económica, à perda de valores democráticos, à insegurança militar, ao conflito desnecessário que causa guerras e centenas de milhares de mortos.” Pedro Tadeu, Vale a pena mudar de Governo?DN 14mar2025.
  • Ética e Poder: as perguntas sem resposta sobre Luís Montenegro. Garcia Pereira.
  • Um relatório das Nações Unidas concluiu que Israel utiliza a violação e a tortura contra homens, mulheres e crianças como armas de guerra; a intenção não é apenas humilhar e atormentar as vítimas, mas incutir o medo na população civil em geral e expulsá-la da sua terra. Por outras palavras, estes não são apenas crimes individuais contra a humanidade, mas fazem parte de um esforço de guerra psicológica contra todos os palestinianos.
  • O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou as autoridades ucranianas culpadas pelas mortes dos chamados ativistas anti-Maidan que morreram em 2014 queimados depois de se refugiarem no prédio do sindicato de Odessa, que mais tarde foi incendiado por nacionalistas radicais. O tribunal decidiu na quinta-feira que a Ucrânia não tomou todas as medidas razoáveis para evitar a violência, pará-la deois de começar ou que as pessoas presas no prédio conseguiram escapar. Fonte.

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