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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

BICO CALADO

Assembleia Municipal de Espinho 19fev2025 - Mesa do executivo camarário

  • “(…) Considerando os episódios fatídicos que a antecederam e as críticas de que agora é alvo, Maria Manuel Cruz representava, pelo menos, uma narrativa de estabilidade e continuidade, seja ela boa ou má. Ao invés disso, o PS optou por abrir uma nova frente de incerteza. Agora, o partido terá de justificar aos eleitores por que razão não apoia aquela que defendeu ao longo de todo o mandato. Se não servia mais, por que é que serviu durante todo este tempo? Em segundo lugar, substituir Maria Manuel Cruz por Luís Canelas, Nuno Almeida ou qualquer outro nome ‘forte’ da estrutura local não muda substancialmente o cenário. O PS/Espinho não dispõe de tempo político favorável e vencer a Câmara Municipal é uma tarefa hercúlea. Manter Maria Manuel Cruz como candidata, sob o argumento da estabilização da autarquia ou da continuidade administrativa (com melhorias, q.b.), seria a opção que menos riscos comportava para um PS já fragilizado. As consequências de não o terem feito estão agora à vista de todos. (…)” Rafael Oliveira, Agora, sim, “o verniz estalou”: o PS/ Espinho está desnorteado – Maré Viva fev2025.
  • As estufas de Almeria alimentam a Europa, mas, por detrás do plástico, os imigrantes indocumentados enfrentam uma exploração implacável. Agora, a mais recente solução de alojamento da região parece mais uma prisão do que um abrigo. Neal Haddaway, Medium.
  • «O anúncio da morte da OTAN é algo exagerado? talvez, mas sua reformulaçãp segundo o que foi anunciado pelo Bild significa pelo menos o fim da sua fase expansionista e o início de uma retração talvez irreversível. Vejamos o que o diário alemão afirma: ‘’Um funcionário do Leste Europeu disse ao jornal alemão BILD que as discussões estão em andamento sobre a retirada das tropas dos EUA de todos os países da Europa que se juntaram à Aliança da OTAN depois de 1990, que é relatado como um dos objetivos das recentes negociações entre a Rússia e os Estados Unidos. Isso incluiria Albânia, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Montenegro, Macedônia do Norte, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e Suécia. Além disso, os preparativos estão em andamento na Itália para a possível retirada das forças dos EUA do Kosovo.’’ (fim de citação) Isto é nada menos que a NATO regressando a suas fronteiras antes da queda do muro de Berlim, um regresso ao status quo ante, o que não precisaria de ter sido feito se as promessas a Gorbachev tivessem sido cumpridas pelos sucessores de Ronald Reagan quando o líder russo concordou com a unificação da Alemanha: ‘nem mais um palmo, a leste’’. Em 2007, foi essa a proposta de V. Putin na conferência de Munique no contexto de uma nova arquitectura de segurança para a Europa. Na altura, é claro, os representantes ocidentais acharam tal proposta um devaneio do líder russo e receberam essa sugestão com risos ou o que será pior? - com indignação teatral. No entanto, 17 anos e uma visita da Deusa Nemésis depois, é aí que voltamos: venha ou não a ser colocada em prática, a ideia não parece mais absurda ao patrão do Ocidente. Tudo indica que Trump não só não está apegado à manutenção das fronteiras da Ucrânia como também não faz questão de estender o guarda-chuva da NATO aos países mais provocadores da Aliança, no caso aqueles que mais batem no peito, fiados na protecção concedida pelo famoso artigo 5º. Há razões muito fortes para esse distanciamento porque na verdade tais países representam o maior perigo de desencadear uma guerra contra a Rússia. Todos aqueles que desvalorizaram no passado as contínuas ameaças à Rússia debitadas pelos pequenos Estados Bálticos, pelos países Escandinavos e em grau apenas um pouco menor pela Polónia deviam ter em conta que o comportamento desses países foi a maior prova de que os russos tinham razão quando expressaram preocupações com sua segurança. Notem por favor que tais ameaças não se ficaram pelas palavras: o ataque ao nord stream, as tentativas de bloqueio à cidade de Kaleninegrado e a intenção de impedir a navegação russa no mar do norte e no Báltico produziram efeitos práticos muito desagradáveis para poderem ser tolerados pela Rússia. E tudo isto provavelmente seria levado a cabo, caso Trump não tivesse surgido para desarmadilhar a situação, mesmo sabendo-se que a Rússia responderia militarmente e que tais países invocariam o artigo 5º aos gritos. E assim, para utilizar uma expressão cara a Annalena Baerbock, estamos realmente diante da possibilidade de uma volta de 360º na geopolítica da NATO, voltando a um ponto de partida que nunca devia ter sido abandonado, em primeiro lugar. O resto, a gritaria, os desmaios, os choros e os gritos de traição podem vir: eles são música para os ouvidos de quem sabe que estivemos perto, muito perto mesmo de uma terceira guerra mundial que acabaria com fogo de artifício nuclear.» António Gil, Depois de ter dado vários passos maiores que suas pernas, chegou a altura da amputação da NATO?Substack.
  • “(…) todos estes desenvolvimentos só podem surpreender quem não entendeu que esta sempre foi uma guerra por procuração dos norte-americanos, quem papou a treta de ser possível derrotar Moscovo, engoliu a narrativa de que se tratava de “uma guerra na Europa” e de que salvar Kiev era salvar Berlim ou Paris. Ou Lisboa. A guerra sempre foi EUA-Rússia, logo, assim será solucionada. (…) António Costa, Von der Leyen ou Zelensky deviam saber que a criadagem nunca se senta à mesa dos patrões. (…)”. Joana Amaral Dias, Carta a uma ovelhaSapo.

Emad Hajjaj

  • “A transação imobiliária que permitiu aos colonos brancos colonizar Manhattan foi, na realidade, uma operação de limpeza étnica. Trump, cujas primeiras fraudes imobiliárias foram perpetradas em Manhattan, sabe, no fundo do seu ADN de classe criminosa High Dollar, que a limpeza étnica faz parte integrante dos negócios da elite dominante. Assim, os imóveis habitados pelo povo palestiniano, para nos apropriarmos do léxico feio e desalmado dos iniciados nos negócios, são transacionais. O genocídio e a limpeza étnica são apenas negócios normais no despotismo capitalista. Mais uma vez, Trump, pelo seu inerente carácter criminoso, expõe a essência rançosa e mortal do império. A usurpação de terras pelos EUA/sionistas equivale à gentrificação pelo império militarista.” Phil Rockstroh, Inferno da vaidade, da cupidez e do desregramento – Dissent Voice.
  • Os cortes anunciados pelo regime de Trump nos Institutos Nacionais de Saúde não só ameaçam a investigação biomédica essencial nos EUA, como também a subsistência dos investigadores e alguns ponderam deixar o país. Fonte.

Ashraf Amra/Agência Anadolu/MEM/MSN

  • Hamas entrega corpos de 4 prisioneiros mortos durante os bombardeamentos israelitas em Gaza. Antes da transferência de poderes, o Hamas colocou quatro caixões pretos num palco em Khan Yunis, por detrás dos quais se encontrava uma faixa que representava Netanyahu como Drácula, o infame vampiro, posicionado por cima de imagens da família Bibas e de Lifshitz. Fonte.

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