Cadáveres de animais em decomposição, - vitelos e borregos -, ao ar livre, perto da Barragem da Adôa, a 100 metros do campo desportivo de Santana do Campo, Arraiolos. A barragem da Adôa faz parte da herdade com o mesmo nome, que dizem ser dos Melos. As pessoas têm acesso livre à barragem, onde pescam, tomam banho e apanham sombra ou sol, consoante a estação. “O cheiro é intenso”, diz a escritora Isabela Figueiredo.
“Agora estão em sacos plásticos, mas desde que vim para cá já vi carcaças de vacas em decomposição sob um sol de 40 graus. Pedi explicação sobre este hábito. Disseram-me que alguém deixa ali os animais mortos para que o município os venha recolher. A carcaças recolhidas têm de ter o cartão de identidade agrafado na orelha, para os produtores serem indemnizados (…). O que eu penso é que assim se livram dos animais, porque as pessoas se sentem impunes relativamente ao cumprimento de regras de saúde pública e ambientais. Isto é um crime público. Hoje, vi este monte de sacos e pensei que tinha de ser denunciado, ou não termina”, conclui Isabela Figueiredo.

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