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- “(…) Pouco antes da Ofensiva do Tet, a filósofa Hannah Arendt publicou na revista New Yorker um presciente ensaio intitulado Verdade e Política. Arendt salienta que o poder político tem uma incompatibilidade radical com a mais elementar manifestação da verdade, aquela que se limita a relatar e situar os acontecimentos nas coordenadas do espaço e do tempo: a verdade factual. A filósofa identifica até um conjunto de profissões e papéis sociais cuja essência consiste em testemunhar e defender a objetividade factual, correndo os seus praticantes o risco de ficarem sozinhos, ocupando “um ponto de vista fora do campo político”. O filósofo, o cientista, o artista, o historiador imparcial, o juiz, a testemunha e o repórter são, para ela, protagonistas de diferentes formas de dizer e defender a verdade factual. Os factos suscitam opiniões e interpretações, mas não se confundem com elas. O conteúdo absoluto e único dos factos, é, contudo, muito frágil. Depende de validação, como ocorre nas testemunhas oculares de um crime chamadas a tribunal. Um exemplo: podem existir várias e contraditórias interpretações sobre as causas da I Guerra Mundial, mas nenhum revisionismo histórico pode anular a verdade factual absoluta de que a 4 de agosto de 1914, foi a Alemanha que invadiu a Bélgica e não o contrário. A verdade factual está hoje em perigo por toda a parte. As democracias liberais, em recuo, cada vez mais subordinadas a interesses financeiros globais, não escapam à vontade de selecionar apenas os “factos” que satisfaçam as interpretações convenientes. A precariedade crescente da comunicação social torna-a mais vulnerável e menos independente. O assassinato deliberado de jornalistas em Gaza, pelo Exército israelita, mostra como até democracias podem ultrapassar a rudeza das autocracias.” Viriato Soromenho-Marques, A batalha pela verdade factual – DN 11mai2024DN 11mai2024.
- “(…) No plano geopolítico, a Rússia conseguiu aumentar a sua influência e prestígio no mundo por muito espanto que isso possa provocar no Ocidente. A gestão absolutamente desastrada da diplomacia da União Europeia e a sua submissão aos interesses dos Estados Unidos estão a empurrar o chamado Sul Global para os braços de países como a Rússia, a China e a Índia. A forma como o Ocidente se comporta perante o genocídio de Israel em Gaza expõe a hipocrisia de países que não duvidaram em pôr as suas economias em risco para defender militarmente a Ucrânia mas que não mexem um só dedo para proteger a população palestiniana.” Bruno Amaral Carvalho, TelegramTelegram.
- Alemanha deporta 7 soldados ucranianos por usarem símbolos nazis. As autoridades alemãs avisam que todos os militares ucranianos que chegarem para formação receberão instruções explícitas de que é proibido exibir símbolos nazis. Fonte.
- O Tribunal Penal Internacional emitiu pedidos de detenção para Netanyahu e Gallantemitiu pedidos de detenção para Netanyahu e Gallant pelo uso da "fome como método de guerra", incluindo o "corte de condutas de água transfronteiriças de Israel para Gaza". Keir Starmer disse que "Israel tem esse direito" de cortar a água e a eletricidade de Gaza. E, no mesmo dia em Netanyahu é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra em Gaza, Moedas e o PS Lisboa chumbaram o voto de protesto contra a cedência do Cinema São Jorge para uma acção de apoio a Israel.


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