- Um estudo do MintPress sobre a cobertura dos principais media norte-americanos sobre o bloqueio do Mar Vermelho no Iêmen encontrou um preconceito esmagador, que apresentou o evento como um ato de terrorismo agressivo e hostil por parte de Ansar Allah (também conhecidos como Houthis), que foram apresentados como peões do governo iraniano, enquanto os EUA foram retratados como um ator neutro e de boa fé, sendo “arrastado” para outro conflito no Médio Oriente contra a sua vontade. ALAN MACLEOD, MEM.
- “Às acusações do seu contendor, de que o PSD, afinal – como toda a direita – não tem propostas para subir salários e baixar os custos da habitação, Montenegro respondeu com o mantra costumeiro dos neoliberais: “primeiro é preciso produzir riqueza”, depois distribui-se. Esta desculpa funciona para a política como o dízimo para a Igreja: “minha menina, pagas agora, o senhor retribuir-te-á mais tarde”! A verdade, é que não se conhecem grandes exemplos que não sejam os de sempre: a “retribuição” para os mesmos de sempre.(...) Este dízimo falha onde falha o dízimo da Igreja: não se estabelecendo, à partida, as condições da retribuição. O que fazem os vigários, sejam os neoliberais, sejam os das igrejas neoliberais também, é dizer qualquer coisa como: “primeiro dás-me a riqueza, depois eu retribuo-te… Nas condições que eu entender, mais tarde”. (...)” Hugo Dionísio, Do dízimo neoliberal ao cheque em branco - Canal Factual.
- “Começaram os debates televisivos entre os nossos políticos em campanha eleitoral. A golpes de Google fui procurar frases de grandes pensadores ocidentais sobre a relação entre a linguagem, a política e a verdade - desde Sócrates, na Antiga Grécia, até aos nossos dias. (...) Que conclusão tiro? O tipo (ou tipa) que na TV nos fale a verdade, procure conhecimento, respeite o adversário, seja racional, não prometa ilusões, procure ser justo, não se submeta ao domínio do pensamento único, não hipoteque ideias à ganância do poder, não se limite a espelhar a vontade das classes dominantes... é o tipo (ou tipa) que vai perder as eleições. Os outros todos têm algumas hipóteses, como confirmam, aliás, as mais excêntricas sondagens de opinião.” Pedro Tadeu, Andámos 2500 anos para isto? - DN 7fev2024.
- "O sentimento anti-muçulmano de Trump foi buscar inspiração tanto à longa história de xenofobia nos Estados Unidos como a um novo clima político que permitiu o florescimento da islamofobia. Parte da nova imigração que transformou os Estados Unidos depois de 1965, os recentes imigrantes e refugiados árabes e muçulmanos tornaram-se alvos da crescente reação negativa à imigração no século XX. Mas também foram identificados como ameaças à segurança nacional, e a guerra ao terrorismo em curso nos Estados Unidos, na sequência dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, foi utilizada para justificar níveis crescentes de violência, vigilância e discriminação visando os muçulmanos em todo o lado, à semelhança do tratamento dado aos nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Ir para a guerra "lá" depois do 11 de setembro e excluir e seguir os imigrantes "aqui" funcionaram em conjunto para justificar a continuação da intervenção dos EUA no estrangeiro e um regime alargado de aplicação da lei da imigração no país. Encoberto pela retórica da segurança nacional, o aumento dos níveis de ódio islamofóbico tornou-se uma forma normalizada de fanatismo religioso e racismo na América. Inicialmente promovida por uma rede marginal de indivíduos aliados a organizações de extrema-direita conservadoras e religiosas após o 11 de setembro, a islamofobia acabou por se tornar parte do discurso do Partido Republicano e, depois, dos principais media. Todos estes factores contribuíram para tornar possível a eleição de Trump." Erika Lee, America for Americans – a history of xenophobia in the United States. Basic Books/Hachette 2021, pp 290-291. Trad: Olima.


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