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domingo, 7 de janeiro de 2024

BICO CALADO

  • Negociantes de armas estão lucrando com a guerra na Ucrânia. Fonte.
  • “(...) 'Ficou claro que deveríamos estar todos atentos às eleições americanas de novembro. Para percebermos como vai ser o tempo imediato no mundo. Nas guerras, como na economia’, disse Marcelo Rebelo de Sousa. A 14 de outubro de 2023 o presidente Joe Biden, em resposta a uma pergunta de um jornalista sobre se o seu país era capaz de lidar com duas guerras ao mesmo tempo, a da Ucrânia e a de Israel, disparou esta frase: ‘Somos os Estados Unidos da América, por amor de Deus! A nação mais poderosa na História do Mundo. Conseguimos lidar com as duas e manter a nossa defesa internacional.’ A simples ideia de que a república norte-americana é mais poderosa do que foram os grandes impérios militares e/ou coloniais da História (egípcios, romanos, chineses, mongóis, persas, árabes ou, até, os dos espanhóis, portugueses ou britânicos) deveria ser algo afastado do cérebro e da linguagem política de qualquer dirigente do século XXI que acreditasse (como os presidentes norte-americanos, todos, juram acreditar) no primado da paz, da cooperação, da liberdade, da amizade entre povos e das relações internacionais equilibradas e justas. Porém, como esta frase significativamente demonstra, não é assim que o líder da “nação mais poderosa na História do Mundo” pensa: para ele, lidar com duas guerras com o impacto destas é algo mais ou menos banal, é uma espécie de função inerente ao cargo, é uma parte do trabalho. (...)”  Pedro Tadeu, Por que tem Marcelo medo das eleições americanas? - DN 3jan2024.
  • O Pesidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia reconheceu que as forças de segurança são institucionalmente racistas, e apelou a uma reforma profunda das políticas e práticas britânicas para eliminar a discriminação. Vikram Dodd, The Guardian.
  • 70 anos após o processo Brown/Board of Education, as escolas públicas norte-americanas ainda estão profundamente segregadas. Erica Frankenberg, The Conversation.
  • O jornalista Gary Webb foi assassinado após denunciar o tráfico de drogas da CIA. Jeremy Kuzmarov, Global Research.
  • Isto é uma bandalheira – O golpe continua. Carlos Esperança, Ponte Europa.

  • Os governos estão cada vez mais instáveis na Europa. A duração média dos governos nacionais na Europa diminuiu significativamente na última década. De acordo com uma investigação da Matriz da UE, os governos de países como a Roménia e a Bulgária duram, em média, menos de um ano. Strategic Culture. Recorde-se que a Bélgica bateu o recorde de viver sem governo durante 592 dias sem governo e não me lembro de ter visto algum sinal de alarme por parte dos media e comentadores de reverência.
  • “Vi a primeira página do Jornal de Notícias e está lá tudo. Quatro políticos são apontados como estando "a braços com a Justiça": José Sócrates, Rui Rio, Luís Montenegro e António Costa. Os quatro foram enfiados no mesmo saco, como se existisse entre eles um denominador comum. Sucede que apenas um deles é arguido e que, dos restantes casos, pouco se sabe. (...)  Existe uma caça às bruxas. Parece que não é a Justiça ou o jornalismo de investigação que têm o ónus de juntar indícios ou de fazer a demonstração de que alguém é culpado. Dá-se o oposto. São os suspeitos que precisam de fazer prova da sua inocência. Estas são as regras da praça pública. Esta presunção de culpa não defende ninguém e coloca-nos a todos em péssimos lençóis.Carmo Afonso, Uma nova presunção de culpa e um elogio a Rui Rio – Público 3jan2024.

  • “A sério, São, ainda que eu tenha medo, enfim, não deixo de acreditar no futuro, sem isso não se vive, mas receio que o 25 de Abril possa tornar-se um dia longínquo e sem chama, um cravo murcho, cada vez mais pequenino até desaparecer no horizonte, como um amigo a afastar-se, tenho medo que daqui a cinquenta anos ou menos já poucos se lembrem do que foram estas últimas cinco décadas e os fachos regressem, voltem a abrir a sua boca e a fechar a nossa. A vida está sempre entre um estamos fechados para obras e um amanhã logo se vê, entre previsão e acção, entre a expectativa e a realidade, entre o devagar e o já estragámos tudo. Não se pode parar de varrer o mundo, de lhe dar uma mangueirada de vez em quando, pois há sempre sujidade a entrar-lhe pela porta, muita lama e gente pouco asseada.Afonso Cruz, Um amigo a afastar-se - Público 3jan2024

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