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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Bico calado

  • O Hospital da Lagoa, a saúde em negócio ou o negócio da doença? questiona Mário Abrantes no Diário dos Açores. Tudo a propósito da recente venda do Hospital Internacional dos Açores, na Lagoa-Açores, ao Grupo CUF da Saúde, num congresso internacional sobre a saúde nos Açores. Diz o articulista: «(...) o investimento na construção do hospital foi suportado em mais de 50% por dinheiros públicos. Só a comparticipação comunitária sobre os 30 milhões do valor da obra foi na ordem dos 17 milhões de euros, e isto sem contar com a cedência gratuita pela Câmara Municipal da Lagoa dos terrenos onde foi construído (…)» Provocatório será o apelo do Presidente do Conselho de Administração do hospital ter, um dia depois do anúncio da venda, pedir ainda mais apoio do governo regional para com aquele hospital.  E Mário Abrantes termina: «O que lucrou então o Serviço Regional de Saúde com esta “cooperação”? A fuga dos seus médicos e enfermeiros por falta de condições, o desinvestimento na investigação, na tecnologia ou no atendimento? A manutenção das listas de espera imensas? A falta de especialistas e de cuidados? E o que significa assim o apelo do presidente do HIA à ainda maior cooperação do Serviço Regional de Saúde com o setor privado, infelizmente bem acolhido na resposta que o Presidente do Governo Regional então lhe deu? Para já os números nacionais canalizam 41% do dinheiro público da saúde para o setor privado, onde o Grupo CUF é um dos maiores usufrutuários. Assim, de 375 milhões do orçamento regional para 2023, com a compra do HIA, o Grupo CUF já tem em mira mais 150 milhões para o “negócio da doença”. A prevenção da doença e a promoção da saúde sobram para o Serviço Regional de Saúde!»
  • Chega considera lucros extraordinários imorais e compromete-se com proposta. Lusa/Público24out2022. Chega contra taxa sobre lucros extraordinários das petrolíferas. Lusa/DN27jul2022.
  • «Marcelo Rebelo de Sousa – Um perfil escondido (2): «(...) O homem que chamou Lelé da Cuca ao dono do semanário [Expresso] que o nomeou diretor, para se desculpar com um teste aos revisores e lhe revelar, depois, que o considerava como pai, é quem escreveu a Marcelo Caetano o elogiá-lo: “Como Vossa Excelência apontou, Aveiro representou, um pouco mais do que seria legítimo esperar, uma expressão política da posição do PC e o esbatimento das veleidades «soaristas». (...) Marcelo não é só o hipócrita que, na apoteose da fé, deixou numa cama o sacramento do matrimónio indissolúvel e levou para outra as hormonas e o adultério. [Notícias Magazine, 22 de abril de 2018, pág. 20, 3.ª coluna] Foi também, e é, o artífice das soluções mais reacionárias que a direita democrática tomou em Portugal. Foi contra o SNS, lutando depois contra a universalidade, alegando o seu caso, injusto, pois podia e devia pagar a saúde, e tinha direito à gratuitidade. Com Guterres pensou o referendo que atrasou a legislação que aprovou a despenalização da IVG. Este Marcelo, que lava mais branco o passado do que qualquer detergente as nódoas, é o mesmo cujos preconceitos pios preferiam a morte de mulheres cuja vida perigasse com a gravidez, a gestação obrigatória das vítimas de violação e das grávidas de um feto teratogénico. (...) Depois de dez anos de Cavaco, a reintegrar pides e a gozar os pingues fundos europeus conseguidos com a adesão à UE por Mário Soares, podia pensar-se que Marcelo teria o remorso cristão e democrático, e reincidiu na vivenda de Ricardo Salgado, juntando ao casal do anfitrião, o seu, o de Durão Barroso e o de Cavaco, para preparar a primeira candidatura vitoriosa de Cavaco a PR. Nunca ninguém o confrontou sobre a posição que tomou quando Eanes defrontou o gen. Soares Carneiro, ex-diretor do presídio colonial de S. Nicolau e que, após a derrota, em afronta aos militares de Abril, Cavaco reintegrou no ativo e promoveu a CEMGFA. Foi essa afronta à democracia e à legalidade que levou o PR Marcelo a atribuir a Cavaco o mais elevado grau da Ordem da Liberdade? Foi uma ofensa aos mártires da ditadura. Marcelo, que aceitou ser presidente da Fundação Casa de Bragança, saberia que o cargo era incompatível com a ética republicana e a presidência da República? Pode agradar à populaça, mas não serve a democracia. Tenho por este PR o respeito mínimo a que o Código Penal me obriga; julgo-o capaz de quase tudo e com uma agenda perigosa. Vejo nele um perturbador da governabilidade e das relações interpartidárias, por obsessão dele e não por desconfiança minha. É preciso avisar a malta! É urgente impedir a presidencialização do regime parlamentar através do PR que se imiscui na exclusiva responsabilidade do Governo pela condução política do País e na do PM na condução do Governo. (...)» Carlos Esperança.

  • O colapso inevitável da Rússia [conteúdo patrocinado]. EurActiv. Estou esclarecido.
  • A Primeira (1915) e Segunda (1918-1920) Guerras de Caco durante a ocupação americana do Haiti (1915-1934). O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos matou vários milhares de civis haitianos durante as rebeliões entre 1915 e 1920, pelo menos 15.000 haitianos foram mortos durante a ocupação. Marwa Osman.

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