- Os estrangeiros devem dizer ao Ministério da Defesa israelita quando se apaixonarem por um palestiniano/a na Cisjordânia ocupada, de acordo com as novas regras. Se casarem, serão obrigados a partir passados 27 meses para um ‘período de arrefecimento’ de pelo menos meio ano. Yolande Knell, BBC.
- Os 15 maiores bancos da Europa investem 87,7 mil milhões de euros em empresas de armamento que vendem armas a Estados envolvidos em violações dos direitos humanos ou conflitos armados. Embora a maioria dos 15 bancos tenha uma política do setor da defesa que define os riscos, alguns bancos limitam a aplicação desta política ao financiamento de transações de armas específicas. Os bancos concedem empréstimos gerais a empresas e subscrevem empréstimos para os produtores de armas, em negócios que representam milhares de milhões. As empresas de armamento podem utilizar estes empréstimos à sua discrição e podem utilizá-los para financiar a produção para o comércio de armas de alto risco. Este é o resultado de um estudo da organização de paz holandesa PAX. O banco francês BNP Paribas regista os maiores investimentos em 15 dos maiores produtores de armas do mundo. O banco investe mais de 16 mil milhões de euros em onze produtores de armas, incluindo a Boeing e a Airbus. A Airbus vendeu, por exemplo, aviões de caça à Arábia Saudita e mísseis anti-navegação aos Emirados Árabes Unidos. O maior investimento do BNP Paribas é na General Electric, um conglomerado industrial que produz e mantém motores a jacto para a força aérea da Arábia Saudita. Este país está envolvido na guerra do Iémen há mais de 7 anos. Esta guerra custou a vida a cerca de 380.000 pessoas. O Deutsche Bank investe quase 15 mil milhões de euros em 11 empresas. O maior montante em financiamento por este banco vai para a Boeing e a Raytheon. Estas empresas forneceram dezenas de milhares de bombas à Arábia Saudita. BankTrack.
- O Barclays Bank detém mais de 1 bilião de libras esterlinas em ações de 9 empresas cujas armas, componentes e tecnologia militar foram utilizadas na violência armada de Israel contra palestinianos. BankTrack.
- Segundo uma investigação do jornal brasileiro UOL Notícias, a família Bolsonaro pagou em dinheiro mais de metade dos bensimobiliários adquiridos nas últimas três décadas - que valem milhões de dólares. Usar dinheiro, especialmente para comprar bens imobiliários, permite que pessoas corruptas invistam os seus ganhos ilícitos sem serem apanhadas. As compras em dinheiro são consideradas de alto risco porque integram uma quantidade significativa de dinheiro na economia de uma só vez, evitando ao mesmo tempo controlos adicionais por parte dos bancos. Esta não é a primeira vez que Bolsonaro - ou os seus familiares - são acusados de corrupção ou lavagem de dinheiro. Mas esta investigação surge na véspera das eleições de outubro no Brasil - e as sondagens mostram que Bolsonaro tudo faz para tentar ganhar um segundo mandato. O cunhado de Bolsonaro terá pago por uma mansão - novalor de 525.000 dólares ou 2,67 milhões de Reais (BRL) - em dinheiro. Ainda não é claro de onde veio exatamente este dinheiro, mas pode estar potencialmente ligado à corrupção através de um dos outrosesquemas duvidosos de branqueamento de dinheiro vivo de que a família Bolsonaro foi acusada no passado. Isto inclui o desvio dos salários do pessoal que trabalha para eles nos parlamentos municipais, estaduais e federais e a alegada contratação de "empregados fantasma" para ganhar ainda mais dinheiro com os fundos públicos através dos seus salários. Em 2017, a Transparência Internacional Brasil e outros especialistas da sociedade civil conceberam uma lei como parte de um pacote deleis recomendadas de combate ao branqueamento de dinheiro submetidos aos legisladores no Brasil. A lei proposta contra o branqueamento de capitais estabeleceria regras para a utilização de dinheiro vivo em transações de qualquer natureza, incluindo um limite de BRL 10.000, ou cerca de US$1.900, para atividades de transacções comerciais ou profissionais. Apesar das tentativas de Flavio Bolsonaro - filho dopresidente e membro do senado brasileiro - de impedir a aprovação desta lei, ela foi aprovada pela Comissão dos Assuntos Económicos e aguarda agora autorização da Comissão da Constituição e da Justiça no Senado. Se aprovada, esta lei impediria grandes transações em numerário que permitissem a existência de um tal esquema. Transparency International.
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