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terça-feira, 20 de julho de 2021

Bico calado

Por que motivo protestam se não há ditadura sanitaria?

  • Piscina ilegal em terraço ameaça colapsar prédio. Alexandra Barata, JN 16jul2021. A notícia apenas diz que a Câmara de Leiria vistoriou o condomínio após mais de 10 insistências de um morador. Fala-se de infiltrações mas não se sabe quantos apartamentos tem o condomínio. Muito menos se sabe quem é a chicoesperta. Ah, sabe-se que a habilidade tem data de 2012.
  • Como a Texaco ajudou Franco a vencer a Guerra Civil Espanhola. Adam Hochschild, Mother Jones.
  • «O investigador espanhol Julián Macias Tovar analisou dois milhões de tweets com a hashtag #SOSCuba, criada para pedir ajuda pelas mortes por Covid em Cuba, e chegou à conclusão que foram alimentadas por “milhares de contas recém-criadas e bots”. “Estas cibertropas organizadas amplificaram milhões de mensagens e deram instruções para o acosso coordenado a influencers com o objectivo de dar volume à hashtag.» António Rodrigues, Público 16jul2021
  • «Quando até o insuspeito Financial Times publicou um editorial a explicar que os EUA têm de “enfrentar o lobby cubano-americano e levantar as restrições às remessas e a voos directos já”, é porque há um consenso alargado de que nada na política norte-americana em relação a Cuba “resultou”, senão no sofrimento material dos cubanos. (…) Nunca como hoje foi tão consensual que o bloqueio tem de acabar. Cuba tem hoje um contexto internacional mais favorável do que nos anos 90. O país está farto, mas o resto do mundo também. As votações anuais pelo fim do bloqueio na ONU demonstram-no: passaram de 59 países pelo fim do bloqueio (1992) para 184 (2021). Nestes quase 30 anos vários países votaram contra, poucos, mas apenas dois o fizeram reiterada e sistematicamente: Israel e os EUA.» Raquel Ribeiro, A tentacular teia do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba – Público 18jul2021.

  • Os lares estão a tornar-se cada vez mais fábricas de lucro para empresas opacas. Investidores financeiros anónimos estão a assumir participações maiores no negócio dos lares e a retirar os lucros gerados utilizando dinheiro público dos impostos, transferindo as suas receitas para paraísos fiscais. Enquanto apenas se estima que 13% de todos os lares de idosos são geridos por proprietários com fins lucrativos na Suíça, esta proporção é de 43% na Alemanha, 76% na Grã-Bretanha e mais de 80% em Espanha. Investigate Europe.

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