- Em 4 de maio de 2021, a Câmara de Espinho proibiu todos os eventos públicos e ao ar livre até dia 30 de Setembro. Três dias depois, a mesma autarquia contratou por 22.000€ dois grandes concertos para os dias 7 de agosto e 18 de setembro.
- Jornalistas canadianos receiam retaliação por criticarem a cobertura dos ataques israelitas a Gaza. Uma carta aberta sobre os padrões dos media no Canadá, onde alguns guias de estilo proíbem a palavra "Palestina", recolheu mais de 2.000 assinaturas. Akela Lacy, TheIntercept.
- Sabia que o Hamas – sigla que em árabe significa “Movimento de Resistência Islâmica” – provavelmente não existiria hoje se não fosse pelo Estado judeu? Que os israelitas, no fim dos anos 1970, ajudaram a transformar um punhado de islamistas palestinos marginalizados num dos mais famosos grupos armados do mundo? Que o Hamas foi um tiro que saiu pela culatra? Isso não é teoria da conspiração, é um facto assumido por ex-funcionários do governo de Israel, como o general Yitzhak Segev, governador militar de Gaza no início dos anos 1980. Segev disse a um jornalista do New York Times que o seu governo havia ajudado a financiar o movimento islamista palestino, para que ele servisse de “contrapeso” à esquerda secular da Organização para a Libertação da Palestina e do partido Fatah, liderado por Yasser Arafat (que se referia ao Hamas como “cria de Israel”). “O governo israelita deu-me uma verba para ser repassada para as mesquitas”, confessou o general de brigada, então na reserva. “Infelizmente, o Hamas é uma criação israelita”, afirmou Avner Cohen, ex-responsável de assuntos religiosos do governo de Israel, em entrevista ao Wall Street Journal, em 2009. Cohen havia trabalhado em Gaza durante mais de duas décadas e, em meados dos anos 1980, chegou a escrever um relatório no qual alertava contra a política israelita de “dividir para reinar” os Territórios Ocupados, que consistia em apoiar os islamistas palestinos contra a esquerda secular. Mas não lhe deram ouvidos. E o resultado foi o Hamas, como se explica no quinto episódio da série de curtas-metragens sobre os efeitos indesejados de certas políticas. Primeiro, os israelitas ajudaram a fortalecer o braço armado do ativismo islâmico palestino, o Hamas, além do seu precursor, a Irmandade Muçulmana; mais tarde, Israel mudou de ideia e passou a tentar eliminar o Hamas através de bombardeamentos, cercos e isolamento.
- «Até meados dos anos 40 os nossos pais e avós usaram cremes, produtos de higiene e medicamentos radioativos. Eram considerados absolutamente seguros e altamente eficazes pela comunidade científica, pela indústria e pelas autoridades. Os primeiros investigadores que expressaram suspeitas sobre os riscos e levantaram dúvidas sobre a segurança destes produtos foram considerados alarmistas e conspirativos. O amianto foi usado - para telhados, paredes ou até para filtros de água - com as mesmas certezas e só foi proibido em toda a UE em 2005. Hoje continuamos a usar glifosato na agricultura e permitimos carros a gasóleo e gasolina nas cidades com a mesma naturalidade com que os nossos pais e avós fumavam no carro com crianças dentro. Até o conhecimento científico se impor, quem manda são a manipulação, a ignorância, a estupidez e o lucro. Ontem e hoje: as certezas da comunidade científica ao serviço da indústria com o aval dos governos valem próximo de zero.» Miguel Szymanski, Pasta de dentes radioativa.
- André Ventura acaba de ser condenado por ter ofendido a família Coxi residente no Bairro da Jamaica, no Seixal. O Tribunal obriga-o a pedir desculpas públicas e a publicar por sua conta a condenação na SIC/SICN, TVI e conta do Chega no Twitter. CM.


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