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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Bico calado

«A certa altura, conta, num almoço de despedida de uma funcionária administrativa que se ia reformar estava sentada a uma mesa e a seu lado está um diplomata, “aí a meio da carreira (...), que começa a puxar a conversa”. “E diz que ‘isto das mulheres na carreira é uma estupidez, isto não é trabalho para mulheres e outras foleirices bacocas’”. A resposta saiu-lhe de pronto: “’Está enganado, este é o tipo de trabalho que exige muita sensibilidade feminina’ e tanto assim era que bastava olhar para a carreira e ver que estava cheia de gays! E digo que são pessoas que têm outra sensibilidade que não é a sensibilidade masculina típica, o que do meu ponto de vista demonstra que isto é uma carreira também para mulheres.” (…) Ana Gomes não tem dúvidas que “há um lóbi gay no MNE, como há em qualquer organização”. (…) A diplomata diz mesmo que, no passado, “o MNE era, no conjunto da administração pública portuguesa, um oásis para os gays”. “O nosso MNE e todos os MNE de todos os países por onde andei”.»  Luciano Alvarez, Público 15nov2020.

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