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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Bico calado

  • Homenagem a Rui Nabeiro na rua, frente à sua casa. Via Rádio Elvas.
  • «Torna humanamente impossível responder àquelas cinco perguntas consideradas básicas na notícia: Quem? Onde? Quando? Como? Porquê? Hoje em dia, estas questões são praticamente reduzidas ao “agora”, mesmo que a resposta às outras questões não seja ainda clara. O como e o porquê não são muitas vezes devidamente explicados e aprofundados. Tem de ser “agora”, porque a pressão da novidade contaminou as populações, os consumidores – e a concorrência a tal obriga. Antes, não usávamos esta palavra para leitores, ouvintes e telespetadores, mas hoje podemos falar de consumidores, pessoas convencidas de que estão a ser informadas, quando se limitam a consumir rapidamente superficialidades e às vezes mentiras, isto para não falar nas omissões justificadas por critérios ditos editoriais. E uma verdade se não for contextualizada surge como uma mentira, uma coisa sem sentido. “Porquê isto?” Tem de ser explicado... Ora, quando não há tempo nem espaço ou vontade para explicar, acabamos mesmo por estar no mundo da superficialidade, da falta de aprofundamento e da sujeição ou da vulnerabilidade das pessoas ao engano ou mesmo à manipulação.» Fernando Correia, in Jornalismo e jornalistas, jan/abr2020.

  • EUA bloqueiam ajuda humanitária ao coronavírus palestiniano por temer que possa ajudar o terrorismo, titula o New York Post.
  • Ficar em casa não nos faz heróis, escreve Claire Fox, na The Spectator.
  • «No início de 1973, na sequência de uma campanha denunciando o assassinato de Amílcar Cabral, a PIDE tentou prender-me pela terceira vez montando uma operação espaventosa com carros e polícias de arma na mão. Não me apanharam. Consegui escapar através de uma fuga acidentada pelas ruas de Lisboa que acabou comigo escondido nas urgências da Maternidade Alfredo da Costa.» Fernando Rosas, in Público 25abr2020.
  • Rachadinhas de Flávio Bolsonaro financiaram prédios da milícia, titula a The Intercept.

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