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sábado, 17 de agosto de 2019

Bico calado

  • O conselho escolar de São Francisco, na Califórnia, decidiu por unanimidade mandar apagar as treze pinturas de Victor Arnautoff que decoram os muros da Escola Secundária George Washington desde a sua inauguração, em 1936. A decisão baseou-se nas conclusões de um grupo de reflexão e ação alegando que os murais não só glorificavam a colonização, a escravatura, o genocídio, a supremacia branca, a opressão, mas também que a imagem de um índio morto por colonos traumatizava a comunidade educativa. Porém, longe de homenagear o primeiro presidente dos EUA, os murais representam Washington como proprietário de escravos e instigador das primeiras guerras de extermínio dos índios. Pergunta o Le Monde Diplomatique: «Como é que se pode garantir que um artista que evoca a história de um país nunca irá incomodar membros da comunidade, os quais têm, de qualquer forma, mil outras ocasiões para serem diariamente confrontados com cenas de brutalidade, reais ou figuradas? Obras como Guernica, de Pablo Picasso, ou Tres de mayo, de Francisco de Goya, não são igualmente violentas e traumatizantes?». Videos com excertos de debate público sobre esta decisão, aquiaqui e aqui.
  • A série de assassinatos em massa despoletou um negócio formidável: as igrejas norte-americanas estão a armar e a treinar os fieis mais próximos, conta a insuspeita The Associated Press.
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