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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Bico calado

  • «Das 92 eleições que monitorizamos, eu diria que o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo», afirmou o antigo presidente dos EUA Jimmy Carter em Atlanta. «Pelo contrário, temos [nos EUA] um dos piores processos eleitorais do mundo, e quase tudo por causa do influxo excessivo de dinheiro», acrescentou. A Venezuela desenvolveu um sistema de votação em écrã tátil totalmente automatizado, usando a tecnologia de reconhecimento de impressões digitais e imprime um recibo para confirmar as escolhas dos eleitores. Global Research.
  • «(…) Segue-se uma lista cronológica de obstáculos específicos enfrentados pela Venezuela: Abril de 2016: Instituições financeiras começam a deixar de receber pagamentos em dólares de instituições venezuelanas; Maio de 2016: Commerzbank Bank (Alemanha) fecha contas bancárias venezuelanas e da PDVSA; Julho de 2016: o Citibank fecha contas correspondentes de instituições e bancos venezuelanos, incluindo o Banco Central da Venezuela. O fecho das contas correspondentes reduz a capacidade de efetuar pagamentos em dólares, impondo custos adicionais para realizar transações em outras moedas; Agosto 2016: o Banco Novo de Portugal proíbe transações com bancos e instituições venezuelanas; Julho de 2017: a empresa Delaware, agente de pagamento da PDVSA, recusa-se a receber fundos da companhia petrolífera venezuelana; Julho 2017: o Citibank recusa-se a receber fundos venezuelanos para importar 300.000 doses de insulina; Maio de 2017: empresas de origem russa, empreiteiras encarregadas de elaborar a cadeia de blocos Petro utilizando o código NEM, desistem de continuar com o contrato argumentando razões de força maior após terem sido pressionadas pela Security Exchange Commission dos Estados Unidos; Agosto 2017: Os bancos chineses informam que não podem realizar operações em moeda estrangeira em favor da Venezuela devido à pressão do Departamento do Tesouro dos EUA, e a Rússia relata a impossibilidade de realizar transações com bancos venezuelanos devido à restrição dos bancos correspondentes dos EUA.; Agosto de 2017: o banco correspondente do banco chinês BDC Shandong paralisa durante três semanas uma transação de 200 milhões de dólares sacados pela China; Agosto de 2017: devido à pressão da OFAC, a empresa Euroclear retém 1.200 milhões de dólares sem possibilidade de mobilização; Outubro 2017: o Deutsche Bank fecha as contas correspondentes do Citic Bank chinês para processar pagamentos da PDVSA, o que demonstra a pressão sobre a banca internacional; Outubro 2017: A entrada de vacinas no país é adiada por quatro meses porque o bloqueio dos EUA torna impossível fazer pagamentos ao banco suíço UBS; Novembro 2017: a Venezuela faz pagamento para comprar primaquina e cloroquina (para tratamento antimalárico), solicitado ao laboratório médico da BSN na Colômbia. O governo colombiano bloqueia a entrega de medicamentos; Novembro 2017: o Deutsche Bank, principal correspondente do BCV, encerra definitivamente as contas correspondentes desta instituição; Dezembro de 2017: foram devolvidos 29,7 milhões de dólares de bancos na Europa para pagamento a fornecedores de alimentos através do programa alimentar CLAP. Também nesse mês, as autoridades colombianas impediram a transferência para a Venezuela de mais de 1.700 toneladas de perna de porco; Maio de 2018: o pagamento de 9 milhões de dólares para a compra de material de diálise foi bloqueado; Novembro 2018: A partir deste mês, o Banco da Inglaterra reteve 1,2 bilhão de dólares que o governo venezuelano havia depositado nessa entidade.» Francisco Tavares, in A viagem dos argonautas.
  • «A estratégia de dois pesos e duas medidos é uma característica bem conhecida da política interna e externa dos EUA. Washington apregoa os slogans da democracia e da liberdade, mas na prática é completamente contrário a esses slogans. Os slogans são usados apenas para controlar outros estados. Quando a democracia está de acordo com os interesses estratégicos e económicos dos EUA, ela favorece e permanece ao seu lado. Quando a democracia está em conflito com os seus interesses, o seu valor torna-se menor, negligenciado e desconsiderado. Isto é evidente se considerarmos a política dos EUA tanto no Iémen como na Venezuela. Lida com os dois países em nome da democracia com uma contradição que denuncia Washington e revela o seu lado mau dia após dia. Revela também a sua falsa democracia e o facto de não apoiar a vontade do povo e não apoiar os direitos humanos.» AMN.
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