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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Bico calado

  • «(…) O que ele quis dizer foi precisamente isso: um presidente da República costuma adotar um justificado low profil nos anos eleitorais, mas avisa, desde já, não estar disposto a fazê-lo. E, de facto, como poderia  Marcelo deixar de ser Marcelo se não vê óbice em acusar os partidos por estarem demasiado precocemente em campanha eleitoral, apesar de, desde o primeiro dia em que tomou posse ele nunca ter feito outra coisa? (…) nada de importante resulta da sua multiplicação de selfies  e de abraços, nada o país ou os seus cidadãos ganham com essa permanente gestão de imagem de um presidente, que se quer fazer passar por simpático ou inteligente, e esconde na sua mente a perfídia com que ajusta as suas estratégias de acordo com a fria análise dos seus objetivos. Que são evidentes, quando ele lamenta que o orçamento não tivesse contemplado reduções de impostos para os patrões ou ameaçado vetar a Lei de Bases da Saúde se não vier a contemporizar com os lautos negócios dos interesses privados. Mas tudo aponta para que, multiplicando-se em intervenções sibilinas, Marcelo continue a enganar os tolos com substitutos das papas e bolos.» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • «Por um lado temos o Ministério Público que se dedica todos os dias a mandar informações para o Correio da Manhã e para a Sábado e do outro lado temos o mesmo Ministério Público que protege uma empresa da Cofina com o segredo de justiça, razão pela qual merece ser investigada pelo próprio Ministério Público». Miguel Sousa Tavares, comentando o caso Celtejo na SIC - Notícias ao Minuto.
  • «(…) A operação “fake news” impõe, de facto, as verdades oficiais do sistema dominante transmitidas precisamente através dos meios que sempre produziram as falsas notícias, os chamados mainstream. Ou seja, a comunicação social de grande consumo não apenas continua a limitar o acesso dos seus frequentadores – seguramente mais de 90 por cento da população mundial – à realidade em que vivem como aponta o dedo inquisitorial aos que lutam por desvendar e divulgar essa mesma realidade, transformados assim em criminosos fazedores de “fake news”. Por isso, a operação “fake news” não apenas reforça o juízo moral, político e económico, que pretende ser absoluto, como tenta asfixiar a contestação fundamentada desse juízo. A operação “fake news”, no limite, quer inviabilizar os efeitos dos mecanismos através dos quais se divulgam realidades diferentes, factos contraditórios, opiniões contrárias – desacreditando-os, perseguindo-os, caluniando-os.(…)» José Goulão, in O Lado Oculto
  • «O jornalismo tribal começou por ser um nicho de mercado. Dirigia-se a subgrupos muito específicos do público, com base em hábitos de vida, como comunidades de golfistas ou fãs da Star Trek. Ultimamente, o jornalismo tribal estabeleceu-se com sucesso no jornalismo político, uma vez que as notícias partidárias se revelaram um negócio altamente lucrativo. A crescente fragmentação e polarização social impulsionaram-no ainda mais para o jornalismo profissional mainstream. E está prosperando. Em muitas sítios, o jornalismo tribal compensa uma aparente fragmentação da sociedade, alimentando um sentimento de pertença e exercendo a solidariedade tribal. Retoricamente reduz um mundo super-complexo a uma realidade totalitária que consiste em verdades simples e estereotipadas. Em 2019, o público estará exposto a uma quantidade e variedade de jornalismo tribal maior do que nunca. A democracia vai enfrentar outro ano difícil.» Thomas Hanitzsch, in NiemanLab.
  • A polícia siciliana confiscou empresas do setor de gás, imobiliário, carros e dinheiro na Itália, Espanha e Andorra no Âmbito de uma ação contra operações de lavagem de dinheiro do famigerado clã da máfia Corleonesi. OCCRP.
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