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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Bico calado

  • Durante a cerimónia do funeral de McCain, as câmaras captaram GWBush a passar um rebuçado para Michelle Obama. Esta falta de sensibilidade, esta falta de educação não é estranha entre bons rapazes que os três eram ou são. Um invadiu o Iraque e provocou a morte de milhões de iraquianos, baseado em falsas provas da existência de armas de destruição massiva; outro colaborou na carnificina contra a Líbia e a Síria; o homenageado, que promoveu e alimentou a guerra em todos os lados, foi rotulado de herói. Tudo bons rapazes, afinal.
  • José Mourinho aceitou dar-se como culpado de dois crimes fiscais, referente aos exercícios de 2011 e 2012, período durante o qual orientou o Real Madrid. Mourinho foi condenado a um ano de prisão (seis meses por cada delito fiscal) e ao pagamento de uma multa de 1,98 milhões de euros, o equivalente a 60% do valor defraudado. Em 2014, José Mourinho já pagara 4,4 milhões de euros, referentes ao valor defraudado, às multas e aos respetivos juros. MSN.
  • «Nos últimos anos, milhares de pensionistas estrangeiros têm comprado casa em Portugal para viver entre nós. São bem-vindos. Mas não é justo que o façam ao abrigo de um regime que os isenta de IRS, tanto aqui como no país de origem. Também não é justo que qualquer pessoa que tenha trabalhado fora de Portugal por mais de cinco anos pague sobre o seu salário um IRS reduzido à taxa de 20%, desde que tenha uma profissão "qualificada" (médicos, professores, profissionais liberais, altos quadros empresariais e, nalguns casos, administradores e investidores). Não é justo, mas são estas as regras do Regime Fiscal para o Residente não Habitual, criado em 2009 pelo Partido Socialista e altamente promovido pelo Governo de Passos e Portas. Neste benefício - que em 2017 custou ao Estado 433 milhões de euros em impostos não arrecadados - não são considerados os motivos da entrada ou saída do país e o valor dos rendimentos em causa. A única condição é que seja comprada ou alugada uma casa em Portugal. (…) Temos apenas três certezas. Primeiro, o Governo tem escondida (apesar de pedida pelo Bloco no Parlamento) uma auditoria muito crítica feita pela Inspeção-Geral das Finanças em 2015. Segundo, é uma forma de "dumping fiscal" a nível internacional e uma discriminação a nível nacional. Terceiro, contribuiu para o aumento do preço do imobiliário. (…)» Mariana Mortágua, in Temos sol e bom vinho, não precisamos de isenções fiscais - JN 4set2018.
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