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quarta-feira, 21 de março de 2018

Brasil: centenas de mulheres ocupam sede da Nestlé em defesa da água pública

Serra do Marão. Foto: Portugal em caminhadas 20mar2018.
  • A sede da Nestlé em São Lourenço, Sul de Minas Gerais, foi ocupada por 600 mulheres sem terra. As mulheres denunciam a entrega das águas às multinacionais, «conduzida a passos largos pelo governo golpista de Michel Temer», segundo as organizadoras. Elas alertam para as negociatas que ocorrem neste momento no Fórum Internacional das Águas, em Brasília. «Imagina você ser obrigada a comprar em garrafinhas toda a água para matar a sede durante o dia. Ninguém aguentaria isso. É o que querem as empresas reunidas nesse momento naquele Fórum», sublinha Maria Gomes de Oliveira, da Direção do MST. «É muita petulância fazer um fórum internacional para comercializar nossas reservas de água. Eles não estão lá para debater gestão de nada, estão fazendo um leilão para vender o país a preço de banana», acrescenta. Em janeiro de 2018, Michel Temer e o presidente da Nestlé, Paul Bulcke, reuniram-se para discutir a exploração do Aquífero Guarani. A reserva abrange quatro países. Após as vitórias dos conservadores na Argentina e os «golpes de Estado» no Paraguai e no Brasil, apenas o Uruguai poderia colocar empecilhos à privatização. «Quanto mais o golpe se aprofunda, fica mais clara a influência de grandes grupos económicos sobre a política e seu interesse em explorar as nossas riquezas naturais» explica Maria Gomes de Oliveira.
  • O ministério do Ambiente dos EUA rejeitou o projeto de exploração mineira de Back Forty, na fronteira entre Michigan e Wisconsin. Os índios Menominee lutaram contre este projeto durante vários anos, alegando que o estado estava a ignorar as suas preocupações quanto à ameaça do projeto à qualidade da água e ao património cultural.
  • Dezenas de crianças foram envenenadas por consumo de água contaminada com efluentes de chumbo proveniente de uma central de reciclagem de baterias em Owino Uhuru, Mombasa, Quénia.
  • Os comedouros para pássaros instalados nos jardins e quintais estão a contribuir para a propagação de doenças graves entre as aves selvagens, alerta Kate Risely, da British Trust for Ornithology, que, juntamente com a Sociedade Zoológica de Londres e a Fera Science, analisou dados referentes a um período de mais de 25 anos sobre a saúde das aves selvagens.
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