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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Reflexão – As negociatas sujas da privatização da água

Imagem captada aqui.

«No caso da Câmara de Barcelos a água vale, concretamente, 172 milhões de euros. É este o valor que o Município terá de pagar ao concessionário privado a quem foram entregues as Águas de Barcelos em 2005, pela mão de Fernando Reis, autarca do PSD. (…) Acontece que as estimativas feitas para o consumo eram absolutamente irrealistas, sobretudo para um concelho rural, onde a água do furo ou do poço ainda era uma prática corrente. Para evitar o descalabro financeiro, até se começou a cobrar mais a quem não consumia água, promovendo ativamente o desperdício.

Depois de exigências de aumentos do preço de 35% num só ano, a Autarquia decide, já com novo Executivo, resgatar a concessão ruinosa. Pagará por isso mais 87 milhões de euros. Não há forma da AGS, a empresa que detém a maioria da concessão, ficar a perder neste negócio. Por irónico que seja, esta empresa, pertencente à Somague, terá sido entretanto vendida a um consórcio japonês por 72 milhões de euros.

Será este apenas mais um negócio que correu mal? É pouco provável, já que a repetição dos casos aponta para um padrão: o da usurpação de recursos públicos por consórcios privados chamados a gerir serviços do Estado. (…)» 

Mariana Mortágua in Água de fevereiro vale muito dinheiroJN 7fev2017.
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