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quarta-feira, 30 de março de 2016

Reflexão – proibir o glifosato nos Açores seria imprudente


José Contente (PS) diz que não seria prudente proibir o glifosato nos Açores, porque não está estabelecida uma relação direta entre o glifosato e o cancro, e também porque não há alternativas viáveis no mercado que possam satisfazer os Agricultores Açorianos. O deputado socialista acrescentou que a proibição do glifosato colocaria «fortes restrições ao setor agrícola dos Açores, por falta de alternativas no mercado», num momento de turbulência para a agricultura. José Contente sublinhou que «não está provada uma ligação direta entre o glifosato e a carcinogénese nos seres humanos» e que a «Comissão Europeia tem em curso uma avaliação que recentemente foi prorrogada por seis meses para avaliar as alegações de que o glifosato possa ser uma substância perigosa para as pessoas.» Rádio Lumena.

José Contente não está a ser honesto. A Organização Mundial de Saúde há já bastante tempo que alertou o mundo inteiro para o FACTO (cientificamente comprovado) de que o glifosato é POTENCIALMENTE CANCERÌGENO. A OMS emitiu o alerta baseada em bases sólidas, cientificamente comprovadas por investigações a nível mundial que foram sujeitas a rigoroso «peer preview». A OMS é um organismo credível, que merece respeito. Mas parece que José Contente suspeita das intenções da OMS. Fica-lhe muito, muito mal. 
Esta atitude de José Contente sugere que o PS, o governo regional, está refém do poderoso lóbi agrícola dos Açores e que está a borrifar-se para a saúde dos açorianos. Com culturas de milho transgénico Pioneer generalizados em S. Miguel e noutras ilhas, com a aplicação massiva de adubos químicos e herbicidas tipo Roundup ou Montana, os terrenos agrícolas açorianos estão a ficar cada vez mais contaminados, e as águas costeiras também, pondo em perigo muitas espécies de peixes. José Contente parece alheio a tudo isto. E parece contente.
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