- Carga policial na acampada do Porto, 31 outubro 2026: fotos de Sérgio Aires.
- Ricardo Sá Fernandes anuncia participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o Diretor da PSP contra abuso de poder por esta noite negra da democracia portuguesa.
- “(…) Eu não escolhi ser jornalista para estar numa redacção a reproduzir os comunicados enviados pelas agências de comunicação que trabalham para os grandes grupos económicos e financeiros. Do Donbass ao Líbano, das greves gerais às barricadas nas acampadas, o que me faz respirar é estar onde muitos não querem estar. E o que o governo está a fazer é mostrar que tem medo de quem não se cala e de quem dá voz àqueles que não se calam.” Bruno Carvalho.
- Esta madrugada, em Lisboa, durante a carga contra os manifestantes na acampada pela habitação, a polícia de choque arrancou-me o capacete que usava como protecção e tentou impedir-me de filmar duas detenções, apesar de me ter identificado como jornalista. Se toda a acção da PSP é legal qual é o objectivo de impedir e criar obstáculos ao trabalho dos jornalistas? Bruno Carvalho.
- “(…) Luís Montenegro deu um passo de gigante no sentido da cada vez maior legitimação e normalização do discurso do Ventura. Em breve, o medíocre calculismo do PSD passará a feitio, ou intrínseca maneira de ser. Como num poema do Fernando Pessoa, quando quiser tirar a máscara, ela estará colada à pele. Quando a tirar e se vir ao espelho, verá o Chega.” João Pedro Jorge.
- “O Observador (patrocinado por casinos online e empresas privadas que transformam a Saúde, a Educação e a Habitação em negócios), o ‘Grupo Silvio Berlusconi’, (sic), que comprou a maior televisão privada e o maior semanário em Portugal, o senhor dos barquinhos no rio Douro, beneficiário de favores, perdões e isenções fiscais, a CNN (agora controlada pela extrema-direita pró-israelita a partir dos EUA) e o grupo de comunicação do Ronaldo da bola amigo de Trump e há anos promotor activo da extrema-direita. Por baixo da espuma de intermináveis directos, a narrativa que estão a impor é a que o Observador puxa descaradamente para título: “Manifestantes estão a subverter a democracia” e as polícias e o Estado estão a manter a ordem, claro. É um velho truque, vai de Goebbels a Trump: virar a verdade do avesso, inverter factos, repetir as mentiras até que as pessoas concordem ou deixem de se opor. Na realidade - e de acordo com a Constituição - os manifestantes estão a exercer um direito democrático fundamental, é o governo, com as suas polícias, que está a subvertê-lo.” Miguel Szymanski, Quem controla a narrativa?
- “Não é com cargas policiais, agressões e violência sobre quem luta apenas por um teto e pelo direito a viver com um mínimo de dignidade que se resolvem os problemas deste país! É preciso acontecer mais o quê para perceberem que está na hora de largarem o poleiro? Cambada de incompetentes! Não são exemplo para os portugueses, não transmitem confiança e, pelos vistos, já perderam a credibilidade de quem esperava de vós responsabilidade, respeito e capacidade para governar. (…) Os portugueses não precisam de governantes instalados no poleiro. Precisam de quem tenha coragem, humanidade e respeito por quem trabalha, por quem sofre e por quem já pouco ou nada tem. Mas há uma coisa que convém não esquecer: os portugueses NÃO são descartáveis, NÃO são inimigos e muito menos merecem ser tratados à bastonada por exigirem dignidade! A paciência está a esgotar-se. Os portugueses estão fartos de discursos vazios, de responsabilidades sacudidas e de quem parece ter perdido completamente a noção da realidade que se vive nas ruas! O poder não é propriedade de ninguém. E governar não é apenas ocupar uma cadeira!” Maria Goretti Pereira Peralta, Força Espinho. Nota: Mareia Goretti foi durante vários anos na décadas de 1990 vogal da Assembleia Mnnicipal de Espinho eleita pelo PSD.
- A outra face, Jorge Rocha, Ventos Semeados.
- Os trabalhadores portuários de todo o mundo estão em greve pela Palestina. Fazem o mesmo que fizeram em relação ao apartheid da África do Sul em 1984. Estão envolvidos 110 portos de 22 países e ameaçam parar 40% do tráfego de mercadorias no Mediterrâneo. Fonte.
- Antonio Acedo, o maquinista que morreu a tentar evitar a tragédia em Toledo e que temia mais acidentes em Espanha. Era fotógrafo, casado e estava à espera do primeiro filho. Nasceu em Madrid, mas vivia há anos em Barcelona. O maquinista de 36 anos já tinha avisado que o acidente de Adamuz, em janeiro, voltaria a acontecer se nada se fizesse. Fonte. Por exemplo, cada controlador da Adif da linha Madrid-Sevilha passou de gerir simultaneamente 15 comboios de alta velocidade para 40 em seis anos...

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