- O incidente de Fairford — inicialmente tratado como uma potencial ameaça terrorista — parece hoje incompatível com qualquer cenário de terrorismo. A libertação sob fiança dos cinco detidos indica que a polícia não encontrou provas de um ataque iminente. Tudo aponta para um roubo de gasóleo que correu mal ou, alternativamente, para uma narrativa de “bandeira falsa” que terá sido abandonada antes de ser plenamente executada. A hipótese terrorista perde força porque não foram encontrados materiais de fabrico de explosivos nas carrinhas. Os dispositivos eletrónicos e os registos de inteligência terão sido analisados, e nada parece ter justificado uma detenção prolongada. No Reino Unido, suspeitos de um plano terrorista podem ser mantidos sob custódia até 14 dias — mas estes homens foram libertados rapidamente. Por outro lado, o roubo de combustível parece plausível: há relatos de logótipos falsos de empresas de gasóleo nas viaturas, foram encontrados barris no interior, e alguns testemunhos afirmam ter visto homens a extrair combustível. Ainda assim, a história permanece estranha. Dias antes do incidente, a segurança na RAF Fairford terá sido reforçada: aeronaves dispersas, portas de emergência bloqueadas, residentes aconselhados a permanecer em casa, e rumores de que a base estava no nível máximo de alerta. Apesar disso, nenhuma patrulha de rotina avistou os suspeitos, e uma linha telefónica do Ministério da Defesa terá ficado sem resposta quando habitantes tentaram reportar atividade suspeita. A principal testemunha, uma agricultora, disse ter visto entre oito e dez homens, mas a polícia deteve apenas cinco. Ela descreveu-os como tendo “aparência do Médio Oriente”, apesar das balaclavas, da escuridão e da distância — um detalhe difícil de conciliar. O comportamento dos suspeitos também levanta dúvidas: bloquearam uma estrada, chamando atenção desnecessária; abandonaram os veículos, mas permaneceram nas proximidades durante 35 a 40 minutos; e encontravam-se muito perto da entrada de uma base militar — algo improvável para simples ladrões de combustível. As autoridades, por sua vez, agiram de forma igualmente desconcertante: as detenções foram feitas ao abrigo da Lei dos Explosivos, apesar de não existir qualquer dispositivo; as casas próximas das carrinhas só foram evacuadas cinco ou seis horas depois, o que não condiz com uma ameaça terrorista ativa; e os detidos acabaram libertados sob fiança, apesar da gravidade das suspeitas iniciais. Para complicar ainda mais, Donald Trump afirmou que os homens estavam “sob vigilância há muito tempo” e “pretendiam causar grandes danos”, mostrando surpresa pela libertação. Marco Rubio sugeriu que “as mãos de um agente estrangeiro” poderiam estar envolvidas. Entretanto, helicópteros dos media foram autorizados a filmar rapidamente áreas sensíveis, e muitos comentadores não hesitaram em enquadrar o episódio em termos de Irão e guerra. Fonte. Outra visão tem Jonathan Cook, que defende que a cobertura mediática britânica das detenções na base da RAF em Fairford ignorou deliberadamente o contexto político. Segundo ele, os ativistas pela paz tentaram interromper operações militares dos EUA que, alegadamente, apoiavam o ataque de Israel a Gaza, mas os principais media apresentaram o caso como um simples incidente de segurança. Cook afirma que a imprensa evitou mencionar Gaza, Israel ou o envolvimento dos EUA, transformando uma ação antigerra numa notícia despolitizada sobre uma «invasão de propriedade privada». Para ele, isto reflete um padrão mais amplo: os media britânicos ignoram sistematicamente a dissidência contra as ações militares ocidentais e israelitas, contribuindo para impedir que o público compreenda o papel do Reino Unido e marginalizando a solidariedade para com os palestinianos.
- Aumentam os apelos à destituição, com os democratas a afirmarem que foram utilizados cerca de 20 milhões de dólares de fundos dos contribuintes em anúncios «ilegais» a favor de Trump. Fonte.
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