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sexta-feira, 22 de maio de 2026

BICO CALADO

  • "Ver a Selecção no Mundial? Epá… sinceramente? Cada vez me custa mais entrar nessa histeria colectiva. Estamos a falar de um grupo de multimilionários completamente desligados da realidade de quem vive neste país. Malta que ganha numa semana aquilo que a maior parte das pessoas não ganha numa vida inteira. E depois querem vender-nos aquela conversa de ‘orgulho nacional’, como se um golo resolvesse o facto de haver gente a trabalhar 40 horas por semana e mesmo assim não consegue pagar renda, luz e comida ao mesmo tempo. (...) Há ainda outra coisa que ninguém gosta de dizer em voz alta: a Selecção parece cada vez mais um catálogo de activos do Jorge Mendes. Aquilo já não é só futebol. É uma montra do dito empresário. São jogadores valorizados, transferências inflacionadas e muito marketing disfarçado de patriotismo. O adepto acha que está a defender a bandeira, mas muitas vezes está só a ajudar os milionários a ficarem ainda mais milionários. O futebol tornou-se uma anestesia social perfeita. Enquanto o povo anda entretido com penalties, golos e debates de café, o nosso governo vai destruindo direitos, privatizando tudo, esmagando salários e transformando Portugal num país onde trabalhar já não chega para viver com dignidade. E o mais triste é ver pessoas revoltadas a culparem precisamente quem ainda tenta defender os serviços públicos, os trabalhadores e os apoios sociais. Por causa da ignorância, da iliteracia política e da avalanche de desinformação, acabam a votar em partidos que estão literalmente contra os interesses delas. (...) E depois tens o Ronaldo, que supostamente devia ser um símbolo nacional. Um homem com influência planetária. E o que é que ele faz? Anda a normalizar figuras perigosas e autoritárias como o Donald Trump, um lunático egocêntrico que representa tudo o que há de mais tóxico na política moderna. Quando alguém daquela dimensão escolhe bajular esse tipo de poder, está a escolher o lado errado da história. (...)" Pedro Lima
  • “Como prova da degenerescência das espécies, Nuno Melo é hoje o líder e Paulo Núncio, pegador de bezerrinhos, o ideólogo. Para evitar as gafes, para não tartamudear no nome de organizações a que Portugal pertence, Melo nomeou porta-voz do clube o piedoso João de Almeida. Faltou lá a D. Cristas que, em ano de seca, pediu aos portugueses para rezarem a pedir chuva, talvez porque esse ano continuou seco. Com a Pátria indiferente, o repetente presidente do CDS, empolgado, disse que «a marca do CDS está na Defesa Nacional e na revolução que estamos a fazer» [sic], a sonhar com a fábrica de drones com que invadirá Olivença, drones autografados por ele próprio, Nuno Melo, com a bandeira das 7 quinas.” Carlos Esperança, XXXII CONGRESSO DO CDS-PP.
  • Na segunda-feira, realizou-se em Itália uma greve geral a nível nacional em protesto contra as políticas de rearmamento e em solidariedade com os palestinianos em Gaza. Fonte.
  • Enviar mensagens, vídeos e piadas sem graça, em vez de conversarmos uns com os outros, interagindo pessoalmente. A par desta propaganda de lavagem cerebral, fomos levados a acreditar que o teletrabalho está repleto de vantagens. É uma mentira descarada. Esses benefícios do «trabalho a partir de casa» visam separar-nos uns dos outros para que a interação física seja evitada, tornando-nos mais manipuláveis, controláveis e dispensáveis, passíveis de ser substituídos por robôs e, eventualmente, pela Inteligência Artificial. Michel Chossudovsky, Substack.
  • O presidente croata, Zoran Milanović, recusa-se a aprovar a nomeação de um novo embaixador israelita na Croácia. Fonte.
  • Catherine Martina Ann Connolly (nascida a 12 de julho de 1957) é uma política irlandesa que ocupa o cargo de presidente da Irlanda desde 11 de novembro de 2025. Anteriormente, classificou Israel como um Estado terrorista. Fonte.

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