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terça-feira, 21 de abril de 2026

BICO CALADO

  • “Em março de 2019, antes da fundação do Chega, o ‘número dois’ de Ventura por Lisboa nas legislativas de 2022 e presidente da comissão de éticado partido. Foi alvo de uma ação judicial em Santarém por parte da ex-mulher. Em causa, o incumprimento das responsabilidades parentais relativas ao filho menor, com necessidades especiais. Fontes judiciais e familiares próximas da queixosa, enfermeira, alegavam que o antigo sócio de empresas tecnológicas e da sociedade agrícola Villabosque fez depender da conquista de um cargo político remunerado o pagamento integral da pensão de alimentos. Enquanto isso, tentou reduzi-la de 425 euros para 50 euros mensais. Em novembro de 2020, Rui Paulo Sousa, que já falhara pagamentos e despesas médicas, descreveu ao tribunal a sua alegada - e precária - situação laboral: falou dos prejuízos na Villabosque, disse viver em casa da mulher e depender dela para o pagamento de despesas pessoais. Garantiu ainda que não recebia ordenado no Chega: «O partido paga despesas de deslocação no âmbito das campanhas eleitorais e relativas à comitiva do presidente, da qual tenho feito parte.» No final de 2020, Rui Paulo Sousa reforçou, perante o tribunal, as suas expectativas em relação ao partido: «a longo prazo» contava conquistar um cargo político e, aí sim, obteria alguma remuneração. Porém, para que tal se concretizasse, teria de vencer as eleições autárquicas em 2021. Candidato à Câmara de Castelo Branco, o dirigente não foi sequer eleito vereador. Sem vencimento e, a dada altura, apenas a receber o subsídio de desemprego de pouco mais de 765 euros, o agora deputado propusera-se recorrer à conta bancária conjunta com o filho, para onde ele e a sua família transferem dinheiro, para o pagamento da pensão de alimentos. No final de 2020, o saldo da mesma era superior a 18 mil euros. A ex-mulher contestou: tal significaria pagar a pensão com o dinheiro do próprio filho. Vai daí, transferiu o dinheiro para outra conta em nome da criança, movimentada a crédito, como ‘forma de salvaguardar o património do menor’ e precaver-se. Acusou ainda o ex-marido de enganar o tribunal sobre a sua real situação financeira. Segundo ela, Rui Paulo Sousa vendera a quota numa empresa informática por 200 mil euros e recebera subsídios públicos superiores a 300 mil euros em nome da Villabosque, de que era sócio-gerente. O diferendo solucionou-se no final de 2022. O deputado já tinha o tal cargo político remunerado que almejava. Exercido em exclusividade, garantia mais de 4000 euros mensais ilíquidos. Apresentou-se em tribunal e aceitou devolver, com juros, o dinheiro retirado da conta do filho.” Miguel Carvalho, Por dentro do Chega – Penduin/Objectiva 2025 – pp 594-59
 
  • Investigação secreta revela que uma instituição de caridade promovia como «fantásticos» os colonatos ilegais e alegava poder beneficiar de subsídios fiscais do Reino Unido. Fonte.
  • Um soldado israelita filmou-se a destruir uma estátua de Jesus Cristo numa aldeia no sul do Líbano, num incidente que suscitou uma condenação generalizada e que foi posteriormente reconhecido pelo exército israelita. Na sequência do incidente, o exército afirmou estar a «conduzir uma investigação», mas não forneceu detalhes claros sobre as circunstâncias nem indicou quaisquer medidas concretas para a responsabilização dos envolvidos. Fonte.
  • Documentos orçamentais revelam que o Departamento de Segurança Interna está a desenvolver óculos inteligentes especializados que permitirão aos agentes federais nas ruas americanas identificar automaticamente «estrangeiros em situação irregular» à distância. Estes novos «ICE Glasses», baseados em modelos já existentes que permitem a gravação de vídeo e a exibição de dados no campo de visão, serão capazes de aceder a vastos bancos de dados biométricos federais — desde o reconhecimento facial até ao modo de andar — para identificar pessoas em tempo real. Fonte.
  • O líder do Reform UK, Nigel Farage, é o deputado mais bem pago do Parlamento. Em menos de dois anos como deputado por Clacton, Farage acumulou 2 milhões de libras em rendimentos pessoais e presentes, para além do seu salário parlamentar anual de 94 000 libras. Fonte.
  • Massacre de Lisboa de 1506. Carlos Esperança, Ponte Europa.

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