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domingo, 26 de abril de 2026

BICO CALADO

  • Quando a Kellogg’s anunciou, no auge da crise das sanções contra a Venezuela em 2018, que iria abandonar o país de um dia para o outro e despedir centenas de pessoas, os trabalhadores entraram em ação. Com a ajuda do governo, abriram a fábrica e continuaram a trabalhar. A fábrica continua em funcionamento — e muito bem — até hoje, empregando centenas de pessoas diretamente, mantendo a economia local em movimento e apoiando também os agricultores venezuelanos — porque as matérias-primas são 100% venezuelanas. Craig Murray, Uma história inspiradora sobre o poder dos trabalhadoresSubstack.
  • A 22 de abril de 1976, ocorreu um atentado à Embaixada de Cuba em Lisboa, reclamado pelo Movimento Anticomunista Português, que tinha ligações ao Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), uma organização de extrema-direita. Colocaram uma bomba em frente ao elevador principal da Embaixada com mais de 6 quilos de TNT que destruiu completamente o piso. O atentado matou dois trabalhadores cubanos da Embaixada, Adriana Corço Callejas, de 36 anos e Efrén Monteagudo Rodríguez, de 33 anos. O processo judicial durou mais de 5 anos e a maioria dos envolvidos acabou por não ser julgado. Este atentado fez parte de uma onde de ataques a embaixadas cubanas em dezenas de países, durante os anos 70, bem como uma onda de atentados de extrema-direita em Portugal, em 1976. Importa lembrar que o MDLP teve apoio das ditaduras espanhola, chilena e brasileira, da igreja católica, da direita - inclusive do PS. Entre os membros, que eram desde militantes do PSD a ex-PIDEs, estão o General Spínolao atual comentador televisivo José Miguel Júdice e Diogo Pacheco de Amorimdeputado e vice-presidente do Chega, um partido de extrema-direita portuguesa.

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