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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

BICO CALADO

  • O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) 2025 apresenta uma constatação inequívoca: a corrupção está a aumentar em todo o mundo, mesmo em democracias bem estabelecidas. Pela primeira vez em mais de uma década, os resultados do IPC refletem uma deterioração global e sustentada da situação. Esta evolução reflete uma falta de liderança política, o desmantelamento progressivo dos mecanismos anti-corrupção, bem como a multiplicação dos ataques ao Estado de direito e das restrições ao espaço cívico. Dos 182 países avaliados, 122 obtiveram uma pontuação inferior a 50, limite abaixo do qual a corrupção no setor público é considerada elevada. A grande maioria dos países não consegue, portanto, controlar a corrupção de forma sustentável, apesar dos compromissos assumidos em matéria de transparência e boa governação. Fonte.
  • Dezanove membros do Governo português recebem subsídio de apoio à habitação mesmo tendo casa em Lisboa. Entre os casos identificados contam-se o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e o secretário de Estado Pedro Machado, ambos com património imobiliário em Lisboa e, ainda assim, beneficiários de uma compensação mensal de €724,79. Fonte.
  • O presidente da Fundação Nacional para a Democracia, Damon Wilson, gabou-se perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos esforços agressivos do seu grupo para provocar agitação no Irão, incluindo o contrabando de terminais Starlink e a criação de narrativas anti-Irão para os meios de comunicação social. Fonte.
  • A Venezuela gastou centenas de milhões de dólares para construir petroleiros que nunca chegaram às suas costas. (...) Em 2010, numa visita de Chávez a Portugal, encontrou-se com o então Primeiro-Ministro português, José Sócrates, com o objetivo de assinar um contrato de financiamento para a construção de dois navios de asfalto entre a PDVSA e o Banco Espírito Santo. Estas embarcações estavam programadas para serem montadas no estaleiro Viana do Castelo, que deixou de funcionar em 2014. A este respeito, o Correio da Venezuela afirma que até 2017 a construção das embarcações "nunca fez qualquer progresso", apesar do 128 milhões de euros que a Venezuela havia destinado a isso. Fonte.

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