“A escravatura era outra atividade económica importante. Não só para o trabalho nas minas, mas também para a exportação para a Europa. Só na Nicarágua, nos primeiros dez anos de escravatura intensiva, a partir de 1525, estima-se que 450.000 pessoas das etnias Miskitu e Sumu tenham sido enviadas para a Europa. Dezenas de milhares pereceram nos navios que os transportavam. Posteriormente, o comércio de escravos voltou-se para a África, começando em meados do século XV, quando os colonos portugueses trasnportaram escravos africanos para o Brasil para cortar cana e limpar áreas florestais para a construção de povoações e igrejas. Calcula-se que, até 1800, cerca de 15 milhões de africanos tenham sido trazidos como escravos para as Américas e que cerca de 40 milhões tenham morrido na travessia transatlântica nas condições miseráveis dos porões dos navios.
Em regiões como as terras altas do norte do Chile, do Peru, da Guatemala e do México, onde o clima era mais adequado, os espanhóis puderam cultivar o trigo, a couve-flor, a couve, a alface, o rabanete, a cana-de-açúcar e, mais tarde, uvas, bananas e café. Em meados do século XV, recorrendo ao trabalho escravo, muitas destas culturas - sobretudo o trigo e a cana-de-açúcar - eram exportadas em grande escala para os mercados europeus.
Gord Hill, 500 years of indigenous resistance - PM Press 2009, p16.
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