“A atividade principal era a acumulação de ouro e prata, que constituía então uma forma de moeda entre as nações europeias. Esta acumulação começou por ser efetuada através das formas mais cruas de roubo e pilhagem (ou seja, os métodos de Colombo e Cortes). Posteriormente, formas mais sistemáticas foram desenvolvidas, incluindo as encomiendas - uma forma de tributação imposta às comunidades indígenas que haviam sido subjugadas - e o uso de escravos indígenas para explorar os rios e riachos.
Em meados do século XV, a expropriação de ouro e prata envolveu a mineração intensiva. Cidades e vilas inteiras desenvolveram-se em torno das minas. Milhões de indígenas morreram trabalhando como escravos nas minas de Guanajuato e Zacatecas, no México, e de Potosi, na Bolívia. No final de 1500, Potosi era uma das maiores cidades do mundo, com 350.000 habitantes. O Peru foi também outra zona de intensa exploração mineira. Desde a chegada dos primeiros colonizadores europeus até 1650, 180-200 toneladas de ouro - proveniente das Américas - foram adicionadas ao tesouro europeu. Em termos atuais, esse ouro valeria 2,8 mil milhões de dólares. Durante o mesmo período, oito milhões de escravos morreram apenas nas minas de Potosi.
Gord Hill, 500 years of indigenous resistance - PM Press 2009, p 15.

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