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sábado, 1 de fevereiro de 2025

LEITURAS MARGINAIS

Investigadores do tabaco, do álcool e dos alimentos ultra-processados enfrentam ameaças e intimidações, conclui um estudo recente.

As táticas descritas incluem ser desacreditado em público, ameaças legais, queixas, utilização nefasta da legislação relativa à liberdade de informação, vigilância, ciberataques, suborno e até violência física. O descrédito público foi a forma mais comum de intimidação identificada. Os investigadores e defensores foram apelidados de uma longa lista de nomes depreciativos para minar a sua credibilidade: extremistas, proibicionistas, "fascistas da comida", "gestapo gastronómica" e "demónios de excesso de zelo e retidão moral". Em vários tipos de media, foram retratados como não sendo dignos de confiança, incompetentes, ávidos de dinheiro, estranhos ou não tendo o físico adequado para criticar a indústria alimentar.

Ameaças e desafios legais, queixas a indivíduos, aos seus empregadores e a organismos governamentais, também estiveram presentes tanto no sector do tabaco como no sector alimentar. Estes métodos podem ser utilizados para impedir os investigadores de divulgarem as suas descobertas e para impedir os defensores de promoverem intervenções de saúde pública que reduzam o consumo de tabaco e de açúcar.

Os pedidos de liberdade de informação foram utilizados para atrasar o trabalho e impedir o progresso. Aqueles que os receberam tiveram de perder tempo a responder-lhes em vez de continuarem com o seu trabalho habitual. Este tipo de pedidos é uma tática muito utilizada no sector.

Foram registados relatos de vigilância, em que investigadores e defensores e as suas famílias foram seguidos, e de ciberataques em que computadores e telemóveis foram pirateados. Casos houve de ofertas de suborno para desistirem do trabalho e ameaças de violência.

Porém, cerca de metade das fontes incluídas no estudo referem a forma como os alvos de intimidação reagiram. A maior parte dessas fontes disse ter reagido, denunciado as táticas, corrigindo a desinformação e avançado com processos legais contra os autores.

Fonte.


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