- ‘Mar-a-Lago é um sítio fantástico para os habitantes de Gaza’. Boris Johnson, na Cimeira Mundial dos Governos, no Dubai. Fonte.
- Caroline Seguin, coordenadora de emergências de Médicos Sem Fronteiras, relata que o equipamento médico que salvava vidas nos hospitais do norte de Gaza foi metodicamente destruído, "partido aos bocados, um a um, para garantir que já não se pudessem prestar cuidados médicos".
- “(…) A democracia nos EUA já era, há décadas, uma oligarquia em que nenhum senador ganhava eleições sem o apoio dos bilionários do Texas, da Wall Street, de Silicon Valley etc. Agora caiu a máscara. A plutocracia assume-se, sem pudor, com os três homens mais ricos do país, Musk, Bezos e Zuckerberg a manipular a opinião pública e a garantir o sucesso de Donald Trump. (…) Se não for ele, será um JD Vance, Don Trump Jr. ou outro qualquer proto-autocrata a pegar no ceptro que a liga dos bilionários de Wall Street e Silicon Valley lhe entregar. (…)” Miguel Szymanski.
- Darby Saxbe, professora de psicologia na Universidade do Sul da Califórnia, publicou uma lista de quase 120 palavras-chave a proibir, desde "preconceito" a "mulher". O documento foi-lhe enviado por um funcionário da National Science Foundation, uma agência dotada de 8,7 mil milhões de euros por ano para apoiar a investigação científica. Fonte.
- O "Tesla blindado" (estava) previsto para ganhar um contrato de 400 milhões de dólares com o Departamento de Estado após a eleição de Trump. Fonte.
Financial Times,
28ago2016.
- “Os políticos, militares, jornalistas e comentadores pagos pela USAID falsificaram relatórios de guerra, apresentaram derrotas como vitórias e praticaram massacres que atribuíram ao inimigo. Mas não foi aí que começaram a mentir. Grandes mentiras estiveram presentes desde o golpe de Maidan em 2014 e pode dizer-se que desde aí a mentira tornou-se todo o grande programa de ação de todos seus governantes fantoches bem assim como todos os que deles se serviram e também daqueles que os serviam. Curiosamente, uma dessas mentiras está agora na base do abandono da nova administração americana à junta de Kiev. Refiro-me ao colaboracionismo de todos os defensores do regime com o boato Russiagate. (…) Ele era nada menos que um fantoche de Putin, um agente russo, um tarado que permitiu que prostitutas russas urinassem sobre sua cabecinha loira, cantaram em uníssono com seus patrões ocidentais. Tudo isso foi feito nem sequer insinuando nada, mas de forma aberta e com uma euforia inaudita. Desde 2016. Vale a pena lembrar como o atual presidente foi durante muito tempo tratado por seus inimigos internos (os democratas e alguns Republicanos anti-Trump) e como os ucranianos colaboraram de bom grado na farsa Rússiagate. (…) Vendo as coisas por esse prisma, quem pode achar estranho que ele esteja a excluir a Ucrânia das negociações, enquanto fala sobre fazer a Ucrânia pagar em metais raros por toda a ajuda de guerra que os Estados Unidos forneceram? só quem não conhece o carácter de Trump ficará admirado. (…)” António Gil, Substack.
- “No Governo britânico, a começar por Keir Starmer, há uma acirrada competição para ver quem é que tem mais lata e lábia para desdizer todos os insultos que dirigiram a Donald Trump. (…) Mesmo que Trump fosse estúpido, jamais acreditaria nesta súbita mudança de opinião. Mas já conseguiu o que queria: pôs os ingleses a mentir. Mostrou o que pode o poder. Mostrou que o poder é como a violência: altera o comportamento dos outros, tornando-os mais obediente aos interesses do poderoso. (…)” Miguel Esteves Cardoso, O relambório lambe-cus – Público 13fev2025.
- A demonização dos muçulmanos e a batalha pelo petróleo. Michel Chossudovsky, Substack.
- “(…) o discurso do vice-presidente dos EUA apresenta os fundamentos da prática política dos Estados Unidos desde a sua fundação: o poder assenta na força dos fortes e é essa força que permite apresentar os poderosos como virtuosos. (…) J. D. Vance afirmou na cara dos atónitos funcionários políticos europeus reunidos em Munique que o perigo para a Europa se encontra no seu interior, na falsidade em que os políticos assentam os seus princípios, na distância entre as afirmações e a prática dos políticos europeus,na fraqueza do poder político quer na União Europeia quer nos seus Estados nacionais, daí, da perceção de fraqueza dos seus dirigentes, a busca de novas formas de participação dos povos no seu governo, que os funcionários (sempre muito moderados) apressam a classificar de extremistas e radicais. (…) J.D. Vance deixou claro que quem define as relações de poder no mundo atual são as oligarquias dos Estados Unidos, da Rússia e da China porque são estas que dominam os circuitos do dinheiro, das matérias-primas, das tecnologias e da força armada, são elas que decidem a guerra e a paz, quem paga as contas e quem recolhe os lucros. (…) As oligarquias europeias foram aniquiladas e a reconstrução europeia foi efetuada a partir dos Estados Unidos, com o plano Marshall, que colocou o poder da Europa nas mãos de burocratas de confiança. São os descendentes desses burocratas ao serviço dos EUA que se encontram hoje na direção política dos estados europeus, personagens que recebem um salário para administrar os Estados nacionais e a União Europeia, empresas que funcionam por rotina. (…) A aparentemente irreversível irrelevância da Europa resulta em primeiro lugar da incapacidade de reconstituir as suas oligarquias no pós Segunda Guerra, de recriar oligarquias empreendedoras, autónomas, audaciosas. E esta incapacidade inclui também e em boa parte do mundo do trabalho — sindicatos e corporações — que em vez de disputarem o poder reclamam a proteção do Estado burocrático. (…) No momento em que os Estados Unidos reconhecem a Rússia e a China como competidores e vértices do triângulo do poder mundial, e não como inimigos com quem seja estrategicamente vantajoso desencadear um confronto armado, os burocratas europeus propõem comprar armas e tecnologias aos Estados Unidos para se defenderem de uma superpotência que considera a Europa um saco de gatos que se anularão em guerras entre si. É a análise que a Rússia faz da Europa, daí a irracionalidade, para não lhe dar o qualificativo adequado de estupidez dos analistas cujo pensamento foi magistralmente resumido pela doutora Ana Gomes: temos de nos defender dos russos porque se não o fizermos eles “vêm por aí abaixo”! (…)” Carlos Matos Gomes, O esplendor da oligarquia – Medium.
- “(…) Para os liberais europeus, o mais insuportável no sermão de J.D. Vance não foi a mensagem mas os destinatários. (…) Eles estavam habituados a pregar sermões e a aplaudir os sermões de seu senhor (os EUA) a todos os não europeus e mesmo a alguns europeus (os russos, os sérvios). Nunca antes tinham sido eles os alvos de tais prédicas. (…) alguma vez havia de ser a primeira e desde a última sexta-feira, 14-02-2025, conheceram por sua vez o que haviam infligido a outros povos. Descobriram às suas próprias custas que para o novo xerife na cidade, eles não são mais diferentes de qualquer outro povo do planeta. Claro que tal situação só ocorreu porque, como muitas vezes tem sido dito, a Europa é efetivamente uma colónia. Se antes isso não lhe foi lembrado foi porque os xerifes do passado não acharam necessário dizê-lo. Estava implícito na presença militar do Império em solo europeu, nas diretivas que a Europa recebia e cumpria, vindas do lado de lá do Atlântico. Todo o coro de indignação, rasgar das vestes e arrepelar de cabelos que anda por aí tem essa origem: os pregadores receberam um sermão e uma intimação para seguirem os novos mandamentos e sentiram-se humilhados. (…)” António Gil, Anatomia de uma indignação – Substack.
- "Que se foda a União Europeia". Foi assim com a Nuland e é assim com Trump. Foicebook.
- Documentos recentemente divulgados expõem o esforço encoberto e contínuo de Washington para mudar o regime no Irão. Com milhões canalizados para ações secretas, os EUA pretendem infiltrar-se na sociedade civil, manipular a participação política e criar agitação, mantendo na sombra os seus beneficiários iranianos. Fonte.

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