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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

BICO CALADO

Foto:  Soumyabrata Roy/NurPhoto/Shutterstock

  • Na sequência das notícias de que a Autoridade Tributária deixou caducar o pagamento do IMI às barragens, o BE vai chamar ao Parlamento o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e a diretora do Fisco. Esquerda.
  • Israel diz que é antissemita invocar a Convenção do Genocídio sobre Gaza. CAITLIN JOHNSTONE.
  • “(…) Luís Montenegro é mesmo um político com p pequeno: advogado de contratos por ajuste direto em câmaras municipais do seu partido, de tal forma desqualificado que até Passos Coelho evitou que fosse para o Governo, usando-o apenas para a defesa medíocre, na Assembleia da República (AR), da injustiça social que se cavou com o Governo da troika. Incapaz de uma metáfora que não envolva o futebol, e da forma mais desinspirada possível, foi dos que aceitou bilhetes oferecidos pela Galp para ir ver a bola. Sim, a palavra videirinho existe para este tipo de figura pública. Ainda recentemente, assinalou: “André Ventura pertenceu ao PSD e sempre tivemos uma relação muito cordial e amiga”. Alguém acredita que Montenegro não repetirá a sórdida experiência dos Açores no caso, esperemos que cada dia mais improvável, de haver na AR uma maioria das direitas cada vez mais extremas? Afinal de contas, é sabido que o setor imobiliário de luxo está muito bem representado no Chega. (...)” João Rodrigues, Mamarrachos politicossetenta e quatro.
  • O número de sem-abrigo na zona rural da Inglaterra aumentou 40% em cinco anos no quadro do aumento dos preços dos imóveis e da crise do custo de vida, conclui um relatório recente da Campaign to Protect Rural England.
  • “(...) o governo de Benjamin Netanyahu está a conduzir negociações secretas com vários Estados para que acolham refugiados palestinianos. “O nosso problema é [encontrar] países que estejam dispostos a absorver as pessoas de Gaza, mas estamos a trabalhar nisso”, disse Netanyahu numa reunião de fação do seu partido, o Likud. (...) O paralelismo com o Plano Madagáscar, delineado em 1940 pelo regime nazi de Adolf Hitler para deslocar centenas de milhares de judeus europeus para a ilha africana de Madagáscar, não deixa de surgir. Os algozes nazis também o apresentaram como solução humanitária, como um “problema” de toda a Europa, mas bem sabemos quais eram os seus objetivos: exterminar todos os judeus, que viam como sub-humanos, tal como os líderes israelitas veem os palestinianos. E o responsável por esse plano foi nem mais nem menos que o carrasco nazi Adolf Eichmann. Israel abraçou a banalidade do mal quando em tempos a levou ao banco dos réus.” Ricardo Cabral Fernandes, setenta e quatro.

  • "Muito antes de Pearl Harbor, os imigrantes japoneses tinham sido tratados como estrangeiros indesejáveis e perigosos nos Estados Unidos e em todo o continente americano. Considerados racialmente inassimiláveis como os outros asiáticos, os japoneses foram confrontados com restrições à imigração e leis que limitavam os seus direitos nos Estados Unidos. Eram temidos pela sua suposta lealdade ao Japão durante a guerra, e o governo americano tratou-os como um problema racial e de segurança nacional. A resposta dos EUA foi dura: a deslocalização forçada e o encarceramento em massa de 120.000 nipo-americanos, dois terços dos quais eram cidadãos nascidos nos Estados Unidos, das suas casas para campos de prisioneiros como 'prisioneiros sem julgamento' durante toda a guerra. Tal como os mexicano-americanos, toda uma geração de nipo-americanos foi desamericanizada". Erika Lee, America for Americans – a history of xenophobia in the United States. Basic Books/Hachette 2021, p 184.

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