- Desde 2017, Portugal desperdiçou quase seis milhões de euros em fundos europeus atribuídos ao programa Regime de Fruta Escolar, destinado a alunos do 1.º Ciclo. A taxa de execução é a mais baixa da União Europeia – no ano letivo passado, foi de 38%, tendo sido gastos, em 2020/21, 1,25 milhões dos quase 3,3 milhões atribuídos a Portugal. De acordo com o Ministério da Agricultura, no ano passado, o regime da fruta escolar chegou a 160 mil alunos. Nas escolas de 1.º Ciclo públicas, estavam inscritos em 2019/2020 (dados mais recentes da Direção-Geral de Estatísticas da Educação), mais de 317 mil alunos, o que significa que o programa não terá chegado a metade. Alexandra Inácio e Ana Peixoto Fernandes, JN 9jan2022.
- «(…) Portanto, entre 2012 e 2014, com a pobreza em máximos, o Governo PSD-CDS retirou os apoios a praticamente 100 mil pessoas. Em 2014, discutindo estas mudanças no Parlamento, Paulo Portas assegurava que as pessoas que tinham perdido o RSI tinham “mais de 100 mil euros na conta bancária”. Paulo Portas mentia. É que mesmo em 2020, quando os depósitos bancários bateram todos os recordes devido às restrições impostas ao consumo pela pandemia, havia 96.644 depósitos com mais de 100 mil euros, segundo o Fundo de Garantia de Depósitos, citado pelo jornal online Eco. Nos anos de chumbo da crise, Paulo Portas encontrou mais detentores de contas com saldos superiores a 100 mil euros do que os existentes no ano recorde de 2020. Logo por sorte, todos beneÆciários de RSI. (…)» Susana Peralta, Subsidiodepente é quem precisa do RSI para o soundbyte – Público 7jan2022.
- «(…) Fazer micro ou nano-debates de 25 minutos é o maior serviço que a Comunicação Social faz, em liberdade e democracia, ao crescimento da extrema-direita. Aceitar a sua agenda e replicá-la, diariamente, como porta-chave de temas é gravíssimo e autofágico. Vivem-se os debates como “rounds” de boxe ou “sets”de ténis ou pingue-pongue, onde o vencedor tem de ser declarado pela altura para onde atira as bolas, pelo volume do megafone, pela rispidez dos gestos, pelas frases infantis de agressão de pacotilha, pelo nível do acinte ou da ofensa, pelo “sound byte” vazio, pela vulgarização da demagogia ou eficácia da mentira ou populismo.(…)» Miguel Guedes, São precisos dois para dançar a perpétua – JN 7jan2022.
- «Deixar de achar que tenho que ter opinião sobre tudo. E pior: que tenho de a partilhar com os outros. Sim, eu até assisti ao debate, vi o filme, até sei onde aquela celebridade passou as férias, até estou a par da última “polémica”, mas não tenho que comentar tudo nas redes sociais para que toda a gente saiba a minha opinião. Opinamos sobre tudo e, principalmente, sobre todos. Admitamos que praticamente ninguém quer saber da nossa opinião (só estou neste espaço porque me convidaram, não acredito que tenha algo de importante a dizer, na verdade).» Cláudia Brandão, DE 7jan2022.
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