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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Bico calado

  • Em 10 de outubro de 2019, a Secretário de Educação dos EUA, a milionária Betsy DeVos, apresentou um plano antissocial para incentivar ainda mais os ricos a estabelecer mais escolas charter para encher os seus bolsos às custas dos jovens. DeVos promove ativamente esquemas de privatização de escolas há décadas; ela não apoia a educação pública. Os milionários agora também poderão usar escolas charter de gestão privada para usufruir de grandes reduções de impostos. Os “investidores” poderão maximizar seus lucros usando o “Fundo de Oportunidades Qualificadas” (parte da Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017) para “investir” em escolas charter em “áreas economicamente afetadas” conhecidas como “zonas de oportunidade”. Esta nova “oportunidade de financiamento” pode ser usada pelos ricos para evitar impostos sobre instalações de escolas charter e imóveis adquiridos através do “fundo de oportunidades” e vendidos posteriormente. O governo já contratou uma empresa privada, a Leed Management Consulting, Inc., de Silver Spring, Maryland, para ajudar os proprietários de capital a explorar este esquema de privatização. Embora estes projetos sejam ostensivamente lançados para ajudar famílias pobres, especialmente minorias, eles têm um histórico de fazer o contrário. Apesar das investigações confirmarem que não se justifica a existência de escolas charter, elas continuam a aparecer. Estancar esta rápida privatização da educação pública é uma tarefa urgente que preocupa a todos. As escolas charter, de administração privada, estão a destruir as escolas públicas e a prejudicar a economia e o interesse nacional. Recentemente, foi publicado outro relatório (A escolha escolar nos Estados Unidos: 2019), desta vez pelo Departamento de Educação dos EUA, mostrando que as escolas charter de propriedade privada, que existem há mais de 25 anos, não têm registado um desempenho melhor do que o das escolas públicas. Além disso, há muito tempo as escolas charter são palco de escândalos e corrupção sem fim, altas taxas de rotatividade de estudantes e professores, salários inflacionado dos administradores, baixa transparência, conselhos escolares não eleitos e uma reputação de rejeitar muitos estudantes - ao mesmo tempo em que sugam enormes somas de dinheiro público e propriedade pública de escolas públicas. Fonte: Shawgi Tell, in Dissident Voice. Shawgi Tell é o autor de Charter School Report Card. Recordando: Entre 1998 e 2019, 306 escolas charter foram fechadas em Ohio, uma média de mais de uma escola charter encerrada por mês durante 20 anos. Nos EUA, as charter schools não se fartam de sacar dinheiro ao Estado e de o esbanjar descaradamente, admite um relatório da Network for Public Education. Lá se diz que um bilião de dólares foram aplicados em escolas charter que nunca abriram ou que funcionaram durante muito pouco tempo. Sucede que Trump aumentou em 13,6% o orçamento para estas «escolas». Há quem fale em vasta fraude académica.
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