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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Bico calado

  • Dezenas de garimpeiros invadiram a aldeia indígena de Mariry, na reserva indígena Waiãpi, no estado do Amapá, numa zona remota da Amazónia, onde o líder da tribo nativa, Emyra Waiãpi, foi esfaqueado até à morte. O grupo de exploradores de uma mina de ouro assumiu então o controlo da vila, quando a comunidade residente se pôs em fuga. Fontes: The Guardian e TSF.
  • «Saem mais 3 milhões de euros de isenções de taxas para o Rock in Rio, acabadinhos de aprovar.» João Ferreira, FB.
  • «(…) É recorrente em Santa Comba Dão que o autarca de turno reivindique um museu para o mais ilustre dos déspotas e o mais torpe dos ditadores lusos. Penso que só a ignorância os pode levar, não a fazer um museu da resistência, mas a incensar o ditador que fez de Portugal o País mais atrasado da Europa, com os índices de analfabetismo, mortalidade infantil e neonatal a liderar o Continente. Quando se esquecem os presídios salazaristas, os assassinatos de adversários, as torturas e as perseguições do regime fascista, aparece um edil que reincide em querer preservar a memória do ditador numa lógica de culto da personalidade do criminoso, na tentativa de branquear o passado e, quiçá, transformar em modelo de admiração o objeto de repulsa. Não se exige a um edil que não sofreu a ditadura, que saiba o que foi a guerra colonial, o degredo, o exílio, as perseguições, a emigração, os Tribunais Plenários, o massacre de Batepá, em S. Tomé, a Pide e outras organizações terroristas ao serviço da repressão, mas exige-se-lhe que, em democracia, respeite as vítimas e esqueça um algoz que quer converter em símbolo do passado cuja catarse impede. Salazar era um fascista. Na sua secretária, à falta da mulher que amasse, de um filho que não quis, era a foto de Mussolini que o embevecia, o exemplo sinistro que o inspirava, o modelo por que pautou a sua governação. O nojo, a raiva e o desespero juntam-se, não tanto pelo ditador que continua morto, mas pelo autarca capaz de ofender a memória de um país e de incensar o responsável pelo atraso e sofrimento de um povo. No dia em que morreu o déspota, 49 anos depois, aparece a notícia do desejo do autarca em ofender o povo para branquear a mais longa ditadura do século passado. (…)» Carlos Esperança, FB.
  • As mineiras australianas retiraram cerca de 1,1 bilião de dólares de África só em 2015, através de paraísos fiscais, fazendo com que as nações africanas perderam 289 milhões de dólares em receitas fiscais, conclui um relatório da Oxfam, da Uniting Church e da Tax Justice Network Australia. Fontes: ABC, The Australian e The West Australian.
  • A Associação de Lesados do Banif considera que o site Polígrafo, que se anuncia especialista em investigar notícias falsas e verdadeiras, publicou online e difundiu pela SIC uma notícia tendenciosa e falsamente fundamentada sobre o papel da TVI na falência daquele banco, concluindo abusivamente pela de-responsabilização daquela estação televisiva. DN.
  • A vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, vai ser homenageada dando nome a uma jardim em França e a uma rua em Lisboa. O Globo. Menos no Brasil, onde ela foi assassinada!
  • Métodos através dos quais os grupos criminosos organizados operam podem ser ilustrados através de vários exemplos recentes… (pp236-7): « • In May 2016, during Operation Matrioskas, the Portuguese Police (Polícia Judiciária), supported by Europol, dismantled a transnational organised criminal group mainly composed of Russian citizens who focused on money laundering through the football sector. Active since at least 2008, this criminal network is thought to be a cell of an important Russian mafia group, directly responsible for laundering several million euros across numerous EU countries, most of it believed to derive from polycriminal activities committed outside the EU area. The group's known modus operandi was to identify EU football clubs in financial distress, then infiltrate them with benefactors who provide much needed short-term donations or investments. After gaining trust through donating, these same benefactors orchestrate the purchase of the clubs. The purchase of such clubs is facilitated by individuals operating as front men for opaque and sophisticated networks of holding companies, invariably owned by shell companies registered offshore and in high-risk third countries. As a result, the real owners and those who ultimately control the club remain unidentified, as does the true origin of the funds used to purchase them. Once clubs are under the control of the Russian mafia, the large scale of financial transactions, cross-border money flow, and shortcomings in governance allow them to be used to launder dirty money (usually via the over- or under-valuation of players on the transfer market and on television rights deals) and for betting activities (both for the generation of illegal proceeds due to match fixing or for pure money laundering purposes). Using this method, the criminal group first made a series of donations to and investments in a club which had competed in the main Portuguese football league until it faced financial difficulties in 2012 that saw it relegated to lower divisions. In July 2015, the group then purchased the club. The police investigation started due to the detection of strong red flag indicators against the suspects. In particular, suspicion was raised by the high standard of living the suspects enjoyed while using high value assets registered in the names of third parties (use of frontmen). They imported large amounts of cash from Russia to Portugal, in violation of EU cash regulations (use of cash couriers), and they created and used opaque networks of offshore shell companies intended to preserve the identities of their owners. Since July 2015, significant evidence has been gathered showing that this criminal group operates as a criminal association conducting money laundering, tax fraud, corruption and forgery of documents while preparing various transnational criminal offences. • European football clubs acquired by criminal organisations can be further used to launder money through betting activities in fixed football matches. • Sports corruption and match-fixing are often carried out by criminal networks with links to drug trafficking, illicit tobacco smuggling, and burglaries. • An organised crime group had created different websites as part of an online betting platform used to place bets on manipulated sport events that took place in multiple European countries. The criminals are suspected of being involved in attempts to fix professional football matches in Serbia, North Macedonia and Czechia, among other countries. The organised criminal group behind these activities has previously gambled primarily on the Asian market, where they were guaranteed considerable financial gains by knowing the end result of the matches. The ring developed synergies with other major criminal groups in different countries, in order to invest money gained from other serious crimes, including drug trafficking.» 
  • Um empreiteiro israelita pago para cultivar alimentos no sul do Sudão foi punido por vender armas ao governo. Tudo com uma ajudinha da Trafigura. OCCRP.
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