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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Bico calado

  • «(…) a senhora presidente tem apostado com sucesso nos últimos anos na criação de uma “Marca Setúbal” baseada no capital natural e cultural da cidade e da região. Parece, contudo, não compreender que a iniciativa da APSS, que tem apoiado com manifesto entusiasmo, se insere num modelo de desenvolvimento que já foi experimentado em Setúbal nos anos 60, com trágicas consequências. Um modelo que não respeita o capital natural, antes o esbanja e delapida, ao mesmo tempo que lança as pessoas na precariedade laboral e no sofrimento pessoal e familiar. Infelizmente, as últimas semanas têm confirmado por excesso as minhas reservas. Ainda não foi dragado um único metro cúbico de sedimentos e ficámos a saber que a APSS – a mesma megalómana entidade que no limite gostaria de transformar o estuário do Sado num porto de águas profundas para grandes e numerosos porta-contentores – é a instituição responsável por um enorme prejuízo à economia nacional e a algumas das maiores empresas exportadoras nacionais, porque contemporiza há muitos anos com uma situação ignóbil de exploração laboral, a pior de entre os portos nacionais e europeus. Tenho consideração, respeito, e até estima pessoal pela Dr.ª Maria dos Dores Meira. Penso, contudo, que o maior desafio é sempre aquele que lançamos a nós próprios, (…) A Dr.ª Maria das Dores Meira decidiu colocar o Município ao lado de uma entidade que agora nos envergonha a todos nós, setubalenses, à escala nacional e internacional. Está no seu direito. O que não pode é querer ser uma coisa e o seu contrário ao mesmo tempo.» Vitor Soromenho Marques, in Diário da Região Setubalense.
  • «(…) Mas dizer que morrem doentes por falta de enfermeiros é uma declaração falsa, vazia de provas, demagógica. Morrem doentes porque não há solução para eles, morrem por erro médico ou de enfermagem, morrem também, felizmente poucos, por negligência das duas classes. E também porque o nível de infeção hospitalar, apesar de estar a baixar, ainda é elevado nalguns hospitais. Esta segunda-feira, ao comentar a longa greve prevista às cirurgias, disse que iriam morrer doentes devido a esta paralisação. Uma bastonária dizer isto é de uma enorme gravidade. Se pensa que vão morrer doentes só tem uma solução decente e humana: declarar-se abertamente contra a greve, porque jurou, tal como nós, médicos, defender em primeiro lugar os doentes. Não vou aqui repetir o blá blá dos políticos, a greve é um direito, etc., mas há limites para a irresponsabilidade. A bastonária dos enfermeiros não pertence à minha classe profissional, mas mesmo assim tenho o direito de me sentir envergonhado, tal como me senti quando o meu bastonário foi leviano. Que raio de Portugal é este em que, perante declarações como esta, ninguém “abre a boca”? Se eu fosse partidário da teoria da conspiração diria que, assim, quem ganha cada vez mais são os hospitais privados, onde, estranhamente, nunca há greves e para onde, “fogem” os doentes que podem que estão à espera de cirurgias.» José Gameiro, Psiquiatra, in Uma bastonária irresponsável? Expresso.
  • «A propósito de Steve Bannon. Qual é o domicílio fiscal dele? Onde vive? O que veio fazer à Europa? Eu, que sou filho de uma americana, se quiser (já não quero há uns anos) ir aos Estados Unidos tenho de preencher um formulário DS-160 (on line visa application) para entrar no estado de que a minha mãe foi cidadã com passaporte até à sua morte. Aí se pergunta o que vou fazer aos EUA, onde vou ficar, quem são os meus contactos, os meus rendimentos, o numero dos meus cartões, a minha raça, a minha religião, quanto tempo vou lá ficar... Este caramelo respondeu a alguma das questões? O seu boss - Trump - tem uma política anti-migração que até inclui um muro. Este Steve Bannon está aqui legalmente? Saltou o muro? Tem meios de subsistência? Quais? Tem emprego? Quem é o seu patrão? Tem carta de trabalho? E que trabalho? Em que hotel será alojado? Tem vacinas? Este emigrante surge ao lado de duas figuras políticas anti emigração. Há emigrantes dos nossos e dos outros? Porque é recebido o Steve Bannon pela Le Pen e pelo Belang e os migrantes sirios, ou do magreb não? Enfim, onde está a coerência da extrema direita, dos coletes amarelos? Eu, filho de uma americana tenho de colocar o dedo numa maquineta e olhar de lado para uma câmara para passar os muros das alfândegas da nação onde os meus avós foram dos primeiros a instalar-se na Califórnia. Este americano de colagem recente vem aqui à Europa com que papéis? Devíamos, enquanto europeus começar a questionar estes emigrantes.» Carlos Matos Gomes, FB.
  • O imobiliário alemão é um paraíso de lavagem de dinheiro. Leis e regulamentações fracas na Alemanha permitem que biliões de euros em dinheiro sujo sejam canalizados para o mercado imobiliário, transformando o país num foco de lavagem de dinheiro. Fontes: Tranparency e OCCRP.
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