Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 30 de novembro de 2019

Santa Maria da Feira: empresas alvo de contraordenações por recorrentes descargas ilícitas

  • Militares da GNR com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente identificaram a origem de descargas ilegais de águas residuais industriais diretamente para o solo, no concelho de Santa Maria da Feira. As empresas foram alvo de uma fiscalização, que permitiu apurar que as descargas ilícitas eram realizadas recorrentemente, tendo sido elaborados os respetivos autos de contraordenação, cuja coima pode atingir os 24 mil euros. Notícias de Aveiro.
  • A Câmara de Mira pediu celeridade no concurso público de construção da nova estação de tratamento de águas residuais das Cochadas, Cantanhede, aconselhando a Agência Portuguesa do Ambiente a vigiar de perto a situação. Uma das empresas mais afetadas pelas sucessivas descargas poluentes é a Moinhos do Arraial, situada em Casal de São Tomé, Mira. O proprietário da empresa de cultivo de agrião tem acusado repetidamente a Águas do Centro Litoral de efetuar descargas na Vala Real através de um tubo de grandes dimensões, a montante da sua exploração agrícola. A AdCL é participada pela Águas de Portugal, SGPS, S.A. e pelos municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Vagos e Vila Nova de Poiares. Notícias de Coimbra.
  • Os estudantes saíram às ruas em oito cidades de Portugal na sexta-feira para exigir medidas de combate aos impactos da crise climática. A ativista sueca Greta Thunberg não pôde juntar-se-lhes por causa do mau tempo no meio do Atlântico. Esta greve climática é a quarta em Portugal e uma das milhares que terão ocorrido em 2.300 cidades em 153 países no mundo, calcula a Fridays For Future. Portugal foi o primeiro país a comprometer-se com a neutralidade carbónica até 2050, tendo o parlamento declarado uma emergência climática em julho. Em outubro, alterou o prazo para o encerramento das centrais de carvão do país de 2030 para 2023. Porém, há ativistas que dizem que o governo continua a tomar ações que impedirão o país de atingir as suas metas de descarbonização. «Pelo contrário, um novo aeroporto, minas de lítio e portos maiores estão em andamento, disse um membro do grupo de desobediência civil Extinction Rebellion. Reuters.
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Espanha: redução da circulação automóvel no centro de Madrid fez diminuir a poluição do ar em 20% num ano

  • A redução da circulação automóvel no centro de Madrid fez diminuir a poluição do ar em 20% num ano, titula o El País.
  • Os Conservadores britânicos ameaçam rever a licença de transmissão do Channel 4 se vencerem as eleições gerais depois de o canal ter decidido ocupar o espaço do primeiro-ministro Boris Johnson, ausente, por uma escultura de gelo derretida durante o seu debate sobre a crise climática. The Guardian.
  • Uma investigação da DeSmog revela que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson é o parlamentar conservador que mais doações recebeu de indivíduos e empresas que fazem lóbi ativo contra as ações de combate à crise climática. Aliás, o partido Conservador é de longe o destino preferido para doações políticas dos indivíduos e empresas mais poluentes e daqueles que financiam campanhas de negação da ciência climática no Reino Unido, tendo recebido 5 milhões de libras durante a última década.
  • Dezenas de ativistas bloquearam um centro de distribuição da Amazon nos arredores de Paris em protesto contra os danos ambientais que, segundo eles, são causados pelo consumismo desenfreado durante as vendas da "Black Friday". IBTimes.
  • Asbestos, no Quebec, vai mudar de nove. Dizem os locais que o nome, - amianto -, só lhes tem trazido problemas. A alteração de nome vai custar-lhes 100 mil dólares. CBC.
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Bico calado

  • «O novo documentário de John Pilger, The dirty war on the NHS (A guerra suja contra o Serviço Nacional de Saúde) vai ao cerne da luta pela democracia hoje, diz ele. O Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha, o NHS, foi o primeiro serviço universal de saúde pública do mundo. Hoje o NHS está ameaçado de ser vendido e convertido num modelo de mercado livre inspirado no desastroso sistema de seguro de saúde da América, que resulta na morte todos os anos de cerca de 45.000 pessoas. Agora, o presidente Trump diz que o NHS está «em cima da mesa» em qualquer futuro acordo comercial com a América. Filmado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, este documentário oportuno toca-nos a todos e revela qual pode ser a última batalha para preservar o direito humano mais fundamental». Dartmouth Filmes /Youtube.
  • «E o que mostra? Que a participação eleitoral destes dois grupos foi bastante semelhante até 2002. A partir daí, a participação dos mais ricos sobe, enquanto a dos mais pobres desce. Portanto, as Assembleias da República eleitas no século XXI representam cada vez mais os privilegiados e cada vez menos os pobres. (…) este eleitorado é uma reserva adormecida que pode ser mobilizada por líderes populistas em quem estas pessoas vêem (bem ou mal, isso não vem ao caso) uma possibilidade de se verem representadas. Se os abstencionistas tivessem características semelhantes aos eleitores, seria menos provável que isto pudesse alterar o equilíbrio político em que vivemos. Mas, para além de mais pobres, os abstencionistas portugueses são também mais jovens e vivem mais longe dos centros urbanos do que quem vota. Pior: estas assimetrias aumentaram nos últimos anos. Com estas diferenças crescentes entre os abstencionistas e quem vota, é provável que a reserva adormecida se torne num tsunami político. Se os partidos não querem olhar para isto, então têm mesmo umas palas muito grandes à frente dos olhos.(…)» Susana Peralta, acerca das conclusões do estudo Abstenção e participação eleitoral em Portugal: diagnóstico e hipóteses de reforma, de João Cancela e Marta Vicente. Público 30nov2019.
  • As bandeiras de Joacine, por Manuela Aguiar – in Defesa de Espinho 21nov2019.
  • Estado e regiões autónomas devem 184 milhões à ADSE, titula o Público.
  • Londres: mais uma estória mal contada? RT.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Matosinhos: presidente admite que o hotel possa mesmo ser construído em cima da praia da Memória

  • Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, admite que o hotel possa mesmo ser construído em cima da praia da Memória, em Perafita, conta o JN. Calma. O mar está farto de mostrar que é muito sereno. Que o diga o Edifício Transparente, ali perto, no Castelo do Queijo, no Porto.
  • A Câmara Municipal de Gaia vai abolir a taxa de resíduos sólidos na fatura da água dos consumidores. «A cobrança desta taxa era uma medida de injustiça séria para as famílias e empresas, que pagavam uma taxa pesada, calculada de forma relativamente injusta e algo arbitrária», sublinhou Eduardo Vítor Rodrigues. CMGaia.
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Parlamento Europeu declara Emergência Climática

  • O Parlamento Europeu declarou a emergência climática. Nesse sentido, a UE deve reduzir as suas emissões em 55% até 2030 para atingir a neutralidade carbónica em 2050. 
  • A crise climática tem sido pouco abordada pelos media irlandeses e geralmente relatada em termos de política e personalidades, conclui um estudo da Dublin City University encomendado pela Agência de Proteção Ambiental. The Irish Times.
  • Na sexta-feira, 6 de dezembro, Madrid e Santiago do Chile serão palcos de marchas pelo Clima, informam os Ecologistas en Acción.
  • Nove grupos de ativistas climáticos organizam greves climáticas em Chicago, Sacramento, Califórnia e Colorado para exigir aos eleitos e responsáveis políticos medidas concretas de combate aos impactos da crise climáticas, reporta o The Hill.
  • Há um bairro em Key Largo, na Florida, que está inundado há 3 meses, coisa que só acontecia uma vez por ano por altura de maré cheia. NPR.
  • A Coreia do Sul vai encerrar um quarto das suas centrais a carvão durante o inverno para reduzir a poluição do ar, titula o The Guardian.
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Reflexão – Minas e barragens

Pontos vermelhos: novas barragens previstas.
  • Várias organizações ambientalistas instaram a Comissão Europeia a interromper a expansão de projetos hidroelétricos. Um estudo divulgado pela EuroNatur, Riverwatch, World Wildlife Fund (WWF) e GEOTA destacou o falhanço dos governos dentro e fora da Europa na proteção dos rios e da biodiversidade e o desrespeito da EU pela legislação de proteção da água. Via Reuters.
  • «(…) A exploração de Lítio é muito semelhante à de uma qualquer pedreira de minerais de granito por esse país fora, ou seja, quartzo, feldspatos, micas, caulinos, areias. De referir que além destas existem as pedreiras de calcários, que põem problemas diferentes e os barreiros de onde se extraem argilas para diversos fins, também eles com inconvenientes para o ambiente. De uma forma geral, todas as pedreiras implicam ruido, poeiras, cursos de água alterados pela presença de partículas que formam lamas, e feias cicatrizes na paisagem. O problema foi que lhe chamaram Mina de Lítio, em vez de Pedreira de Produtos Graníticos, ou Pedreira de Micas, que é o que de facto é uma mina de Lítio. O granito é uma rocha constituída por quartzo, feldspato e micas, exactamente os mesmos minerais que constituem os grãos de areia das praias, eles próprios produtos de alteração de granitos. O Lítio está associado às micas de Lítio em alguns granitos. Extrair o Lítio, é extrair as micas, tal como se extrai o quartzo e o feldspato dos mesmos locais, apenas com uma muito maior margem de lucro, agora que o Lítio se tornou um mineral com importância nas economias internacionais. Dizem que existem minerais radioactivos associados. Pois existem sim, nalguns casos, como existem quando se extrai o quartzo e os feldspatos nas respectivas pedreiras em alguns casos. Quando isso acontece, a empresa é obrigada a incorporar nos seus processos, uma qualquer forma de encaminhar esses minerais, na maioria das vezes vendendo-os à empresas que os usam. Tanto estes, como os minerais de Lítio, são processados em fábricas, e não propriamente ali no terreno em que se faz a extração, cumprindo, caso isto aconteça em países com regras restritas, ambientais e de segurança humana, e não no terceiro mundo, uma quantidade de condicionantes para garantir que efluentes líquidos e gasosos, bem como resíduos sólidos, são devidamente encaminhados e processados. Já lá vai o tempo, em que na Europa Ocidental, era possível deixar escombreiras toxicas a céu aberto a lixiviar para as ribeiras mais próximas, e lagunas de águas envenenadas a infiltrar para os aquíferos. Para produzir baterias de Lítio é preciso o referido Lítio, e esta coisa do "not in my back yard" tão típica dos Portugueses parece-me mal. Então sendo assim, mandamos isto para os países do terceiro mundo já que eles, assim como assim, já vivem mal e cheios de poluição, e permitimos que este tipo de produção seja feita sem qualquer controlo sobre os impactos ambientais e humanos, desde que não seja aqui por perto? (…)» Maria João Sacadura, in A polémica do contrato de Lítio - Postal.
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Bico calado

  • «O governo chileno vai receber a assessoria de profissionais das polícias de Inglaterra, França e Espanha, para poder enriquecer a estratégia e procedimento operativo e para poder melhorar o mecanismo de controlo da ordem pública.» Piñera, Chile. «A cooperação entre a a França e o Chile em matéria de repressão não é nova. Assim que Pinochet se instalou em 1973, os militares franceses foram ensinar as técnicas de “contra insurreição” utilizadas quando da guerra da Argélia. A França ajudou também a célebre DINA: a polícia política da ditadura chilena, que pratica a tortura e sequestros em massa. A colaboração agora anunciada é um doloroso regresso à história.» Cid Simões, in As palavras são armas.
  • Porque será que o Pingo Doce encena programas de caridadezinha tipo Bairro Feliz e não acaba com a «otimização» dos seus impostos em paraísos fiscais? É que há imensa gente que sabe fazer contas e garante que a aplicação dos seus impostos em Portugal fariam imenso jeito na melhoria dos nossos serviços de Saúde, Educação, Transportes, etc. Ou estarei a tergiversar?
  • «(…) Uma piada com a compra de negros num dia de saldos, num país que tem uma história de escravatura, é especialmente ofensiva. Obviamente tal ideia nem sequer ocorreu a Tânia Laranjo. A pouca gente, aliás. No país que transformou a escravatura num negócio global nada que não engrandeça os nossos feitos é tema. Publicasse esta piada nos EUA ou em muitos países europeus e Tânia Laranjo estaria em muito maus lençóis.(…)» Daniel Oliveira, in Não estamos todos no café, Tânia Laranjo - Expresso Diário 28nov2019. Esta não foi a mesma que tentou acusar Pinto da Costa de a ter empurrado quando insistia em entrevistá-lo na rua?
  • O Público pediu ao deputado André Ventura uma cópia das faturas que apresentou no Parlamento como prova de que os polícias e GNR compram coletes antibalístico, mas nas 56 faturas enviadas não há nenhum colete antibala, ao contrário do que afirmou na AR.
  • As autoridades norte-americanas detiveram em Detroit mais 90 estudantes estrangeiros numa universidade falsa propositadamente criada para atrair imigrantes ilegais e posteriormente deporta-los. USAToday.
  • A falida Philadelphia Energy Solutions tenta arranjar nova pipa de massa para pagar milhões de dólares a sete executivos se o plano de reorganizar ou vender a empresa tiver sucesso. Inquirer.
  • A polícia de Hong Kong encontrou grande quantidade de bombas incendiárias deixadas pelos manifestantes no campus universitário cercado pela polícia durante mais de uma semana. Eyepress News Agency.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Austrália: jornalistas franceses presos quando cobriam protesto contra carbonífera

  • Os jornalistas franceses presos durante as filmagens de um protesto anti-Adani em 22 de julho alegam num documentário que a polícia de Queensland os tinha sob vigilância e tentaram bloquear repetidamente as filmagens perto do terminal de carvão de Adani em Abbot Point. No documentário Sur le Front des Océans, difundido na rede pública de televisão France 2 esta semana, o jornalista Hugo Clément detalhou como a polícia agiu para impedir a tripulação de contratar um barco para obter imagens do terminal de carvão a partir do mar. The Guardian.
  • A valorização energética da biomassa resultante das podas é o grande objetivo do projeto Movbio, que junta o Centro para a Valorização de Resíduos e a Agência de Energia do Ave, do lado português, e a Fundación para la Investigación y Desarrollo en Transporte y Energía, o Ayuntamiento de Valladolid e o Instituto Tecnologico Agrario de Castilla y León, do lado espanhol. Há que anos se aproveita as vides para acender o forno e a lareira…
  • Estará um milionário filantropo norte-americano relacionado com a detenção de ambientalistas iranianos? pergunta Murtaza Hussain na The Intercept. Em setembro de 2017, um grupo de ambientalistas iranianos que trabalhavam na preservação da chita asiática com a Persian Wildlife Heritage Foundation asiática entraram em pânico quando viram Thomas S. Kaplan, um bilionário investidor de metais preciosos na época mais conhecido pela sua coleção de obras de arte, aparecer na conferência anual da United Against Nuclear Iran em New York. Ficaram preocupados porque o seu grupo havia recebido ajuda de uma das instituições de caridade não-políticas da Kaplan e ali estava ele a palestrar para um grupo extremamente hostil ao seu país. E tinham razão para ficar alarmados. Poucos meses depois, vários membros do grupo foram detidos, acusados de espionagem pela judiciária iraniana.
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Memórias curtas


No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares do último mês foram, segundo a Google Analytics:
Durante o mesmo período, a maioria das visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: Portugal, EUA, Ucrânia, Alemanha, Holanda, França, Reino Unido, Irlanda e Rússia.
Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Açores e Vila Real.
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Bico calado

  • Os Trabalhistas obtiveram documentos oficiais mostrando que os EUA estão a exigir que o Serviço nacional de Saúde esteja em cima da mesa nas negociações sobre um acordo comercial pós-Brexit, afirmou Jeremy Corbyn. O líder trabalhista disse que os documentos sem censura contradizem as alegações de Boris Johnson de que o NHS não faria parte de nenhuma negociação comercial. The Guardian.
  • O diretor executivo de uma multinacional pesqueira islandesa foi forçado a deixar o seu cargo da UK Fisheries Limited e da Onward Fishing Company Limited, no Reino Unido, na sequência de um escândalo de suborno no valor de 10 milhões de dólares por direitos de pesca na Namíbia entre 2012 e 2018. Unearthed.
  • Universidades britânicas investem 580 milhões de dólares em empresas cúmplices dos crimes de apartheid de Israel, denuncia uma investigação da Palestine Solidarity Campaign. MEM.
  • O presidente da Associação de imprensa de Madrid disse ao El Mundo que a participação nas recentes eleições daquele organismo de classe foi inferior a 15%, apesar dos graves problemas com que se debate a profissão. Juan Caño acrescentou que a fraca participação não se limita às eleições, pois acontece o mesmo com as assembleias anuais.
  • «Há longos anos que, em Portugal, assistimos ao triste espetáculo de intelectualoides que se opõem ao acordo ortográfico. A situação mais inacreditável é a de jornais que, no fim de alguns textos, põem: o autor não escreve segundo o novo acordo aortográfico (ou qualquer coisa do género). Quando esses jornais, por respeito para com os leitores, é que tinham a obrigação de reconverter os textos em nova ortografia (até porque há programas informáticos que fazem isso automaticamente). Há até quem usurpe o seu espaço de crónica em jornal e faça da guerra ao acordo ortográfico o seu "fundo de comércio", seja embora o autor desprovido de competências gramaticais ou linguísticas. Estes intectualoides querem muito simplesmente afirmar-se assim publicamente como distinguindo-se da massa, como culturalmente superiores à gente "do povo": coitados !» J-m Nobre-Correia.
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Açores: novo miradouro para a Lagoa do Fogo


A Lagoa do Fogo vai ter um novo miradouro. O objetivo é disciplinar o acesso às cumeeiras e ao trilho. Implica um túnel de acesso para, dizem, eliminar eventuais impactos visuais, e incluiu posto de acolhimento, zona de apresentações, instalações sanitárias e área técnica para a instalação de equipamentos necessários à manutenção do espaço e do percurso de acesso à lagoa.
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Espanha critica silêncio cúmplice de alguns países em relação à crise climática

  • A Espanha, anfitriã da cimeira climática, criticou o silêncio cúmplice de algumas nações em relação à crise climática global e disse que a próxima reunião da ONU não deve ser tratada como uma feira comercial. «Esta não é uma feira comercial, uma mostra de quem está a fazer mais, trata-se de consolidar o que está sendo feito para poder fazer mais. Infelizmente, os que estão a progredir são mais criticados do que as pessoas que ficam caladas. O pior de uma situação como a nossa é a cumplicidade silenciosa», afirmou Teresa Ribera. Reuters.
  • A câmara municipal de Madrid vai avançar com um plano para eliminar a maioria dos 12 mil periquitos-monge da cidade, considerados uma praga. Esta espécie é responsável por transmitir doenças a outras aves, para além de comer a sua comida e invadir o seu espaço. The Uniplanet.
  • O Human Rights Watch acusa 4 bancos europeus de desenvolvimento do Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Holanda de não protegerem os trabalhadores das plantações de óleo de palma na República Democrática do Congo de serem expostos a pesticidas perigosos e receberem salários muito baixos, elevando os níveis de pobreza extrema. Fontes: Aljazeera e Dutch News.
  • Universidade de Manchester vai rever as ações que detém em combustíveis fósseis após protesto estudantil. Os estudantes ocuparam instalações universitárias durante uma semana em protesto contra o investimento de 12 milhões de libras da universidade. The Guardian.
  • Tribos nativas americanas, ambientalistas, agências estaduais e federais, canoístas e outros manifestam-se preocupados com a proposta de construção de uma barragem num afluente do rio Colorado a norte do Arizona. A Pumped Hydro Storage, sedeada em Phoenix, está a pedir autorizações preliminares à Federal Energy Regulatory Commission para estudar locais na Navajo Nation, a leste do Parque Nacional do Grand Canyon. O gerente da empresa, Steve Irwin, divulgou os potenciais benefícios económicos de represar o rio Little Colorado em quatro locais, incluindo estradas pavimentadas, turismo e empregos. A nação Navajo é proprietária dos terrenos e os projetos não avançam sem a aprovação da tribo. A tribo considera que as barragens poderiam impactar negativamente a sua terra, água, vida selvagem e recursos culturais. Cameron, a comunidade navajo mais próxima dos projetos propostos, já pediu à Comissão Reguladora Federal de Energia que rejeitasse as licenças. AP.
  • Pelo menos 10 jovens, oriundos da Província de Gaza, que caçavam ilegalmente foram mortos este ano pelas autoridades do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, que compreende o Parque Nacional do Limpopo em Moçambique, o Parque Nacional do Kruger na África do Sul e o Parque Nacional do Gonarezhou no Zimbabwe. Verdade.
  • Os estados indianos deverão fornecer ar e água limpos ou pagar indemnizações, decidiu o Supremo Tribunal do país. The Guardian. Rico negócio para os grandes gabinetes de advogados. O desastre mantém-se para os pobres que não têm dinheiro para pagar advogados que os defendam.
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Bico calado

  • «No dia 25 de Novembro de 1975 os “moderados” (Grupo dos Nove e afectos) lançaram uma acção militar que provocou a morte de três militares no ataque à PM na manhã de 26 - dois comandos e o aspirante Albertino Bagagem. (…) Desde o verão quente de 75 que os “moderados” perceberam não ter pedalada para a luta política aberta e democrática e decidiram enveredar pela conspiração e pelo bombismo, forma escolhida pelo Conselho da Revolução para destruir a antena emissora da Rádio Renascença controlada pelos trabalhadores. Seguiu-se o golpe militar apoiado por praticamente todas as unidades militares e, entusiasticamente, pela Força Aérea. Daí o “perigo” de guerra civil também não passar de uma estória do papão, apesar de armas distribuídas pelo PS e por alguns grupos guerrilheiristas ou fixados no cânone anti-fascista. A tropa estava já toda alinhada e as já muito poucas unidades ligadas ao movimento popular não jogavam esse jogo. (…) Os “moderados”, tendo sido incapazes de se impor durante o PREC, quer no areópago da representação quer na ágora do povo, sentem hoje uma pesada incomodidade: afinal, três mortos depois, mais o Padre Max e a Maria de Lurdes assassinados em pleno dia da promulgação da Constituição, esta emerge exactamente inspirada e marcada, na sua essência, pela mesmíssima Rua com que eles tentaram acabar a tiro. (…) Os factos estão aí, dispersos por milhares de notícias, por inúmeros relatos e declarações em que os próprios golpistas se dizem, entredizem e desdizem. O próprio responsável político que não aparece na alucinação eanista, o coronel Vasco Lourenço “não sabe quantos 25 de Novembro houve”. Eu, por mim, sei que só houve um! (…)» Mário Tomé, in Visão.
  • A BBC admite 'erro' na edição de risadas às intervenções de Boris Johnson em debate na TV, relata o The Guardian.
  • O rótulo do gin da Hendrick diz que a coisa foi fundada em 1886. Treta. De facto, o gin é produzido na destilaria  escocesa de William Grant & Sons fundada há um século. Mas a Hendrick só existe a partir de 1999, resultado da colaboração entre uma empresa de uísque e Steven Grasse, um publicitário de Filadélfia. «As destilarias artesanais são como os caras de cu. Todos têm um, e o que sai deles sabe a merda», diz. Tudo isto se reduz ao «marketing de nostalgia», um termo comum na publicidade contemporânea, significando que uma marca que usa a sua história para excitar a imaginação dos consumidores. Segundo um estudo recente publicado no Journal of Consumer Research, sentir-se nostálgico «enfraquece o desejo de dinheiro de uma pessoa» ou, para ser mais direto, incentiva-a a comprar muitas coisas. Tom Vanderbilt, in The Economist.
  • Nicky Morgan, deputada conservadora, espremida pelos jornalistas, não consegue explicar como o future governo do BoJo vai dar emprego a mais 50 mil enfermeiras. O seu olhar esgazeado é mesmo aflitivo. A partir do minuto 4…
  • O chefe de gabinete do primeiro-ministro maltês e o ministro do turismo do país demitiram-se na sequência da escalada da turbulência política em torno da investigação do assassinato da jornalista anticorrupção Daphne Caruana Galizia em 2017. The Guardian.
  • O objetivo da candidatura do bilionário mediático Bloomberg é minar e destruir a candidatura de Bernie Sanders, precisamente na altura em que Sanders sube imenso nas sondagens. Truthdigg.
  • Os telemóveis enviam e recebem dados de dois em dois segundos, diz Simon Elvery, no ABC.
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Lousada vence prémio de sustentabilidade

  • Ativistas do Clima interromperam jogo de futebol entre as universidades de Yale e Harvard. Os manifestantes invadiram o campo durante o intervalo, fazendo com que o jogo fosse adiado por cerca de uma hora. A polícia de Yale emitiu 42 intimações por conduta desordeira. Youtube.
  • Lousada venceu um prémio europeu de sustentabilidade apoiado pelo Comité das Regiões e pelo Banco Europeu de Investimento, num reconhecimento pela aposta do município na educação ambiental e na conservação da natureza. Em dois anos, o município plantou cerca de 40 mil árvores com o apoio de mais de 4.500 voluntários, criou 20 lagoas e aumentou a reciclagem de resíduos em mais de 500 toneladas por ano. A competir com Lousada estavam, nesta edição, as cidades de Berlim (Alemanha) e de Lovaina (Bélgica). Público.
  • A Malásia devolveu 42 contentores de resíduos de plástico ilegalmente exportados pelo Reino Unido, conta a Reuters.
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Reflexão – O lítio, esse presente envenenado

  • «(…) sempre que se acena com uma nova forma de produzir energia, porque é mais limpa, porque é mais “verde”, invadem-se novos territórios sempre importantes para a conservação da natureza, para a biodiversidade, ou seja, para todos nós. Cada vez mais reduzidos e fragmentados e por isso vitais para a salvaguarda de populações de fauna, flora e seus “habitats”, nem sempre resistiram a investidas anteriores, como foram as centrais mini-hídricas e os parques eólicos. Abrir, por exemplo na região de Montalegre, grandes minas a céu aberto e as ditas unidades industriais é, neste contexto, intolerável. (…)» Miguel Dantas da Gama, in O lítio na senda dos eucaliptos - Público 22nov2019.
  • «(…) A Bolívia possui as maiores reservas de lítio do mundo, cerca de 60% de todas as reservas conhecidas. Até agora, o lítio da Bolívia foi inexplorado, sendo o Chile, a  Argentina, a Austrália e a China os principais produtores. As reservas da Bolívia estão localizadas nas salinas de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo (cerca de 10.000 km2) na remota ponta sul da Bolívia, cerca de 4.000 m acima do nível do mar. O acesso é complicado por causa da altitude e distância e a mineração de lítio também tem problemas ambientais. Evo Morales prometeu ao povo que esse recurso valioso não será apenas exportado como matéria-prima, mas processado na Bolívia, para que o valor agregado e os principais benefícios permaneçam na Bolívia. O lítio é usado principalmente para a produção de baterias de carros, telemóveis e dispositivos eletrónicos em sofisticados sistemas de armas. O presidente da China, Xi Jinping, disse recentemente que, a partir de 2030, todos os carros novos nas estradas da China serão elétricos. Espera-se que o uso de lítio apenas nas baterias de carros possa triplicar nos próximos 5 a 10 anos. Nas últimas semanas, o governo boliviano estava quase a assinar um contrato com a ACI Systems Alemania (ACISA), uma pequena empresa de mineração alemã. Em 4 de novembro, o acordo foi cancelado devido a protestos locais sobre participação nos lucros. A população local queria um aumento dos pagamentos de royalties de 3% para 11%. O acordo traria um investimento de 1,3 bilião no Salar del Uyuni (Salares de Uyuni) ao longo do tempo para uma fábrica de baterias de veículos e uma fábrica de hidróxido de lítio. Negócios semelhantes com a Tesla e outros fabricantes de baterias nos EUA e no Canadá também falharam, devido a acordos inaceitáveis de participação nos lucros. A China possui, de longe, o maior mercado de lítio do mundo, e aquele com o maior potencial de crescimento. Com um milhão de carros elétricos chineses vendidos apenas em 2018, a procura deverá aumentar quase exponencialmente. As previsões do presidente Xi podem ser um pouco otimistas, mas segundo um laboratório de ideias chinês, até 2040 todos os novos veículos nas estradas da China serão elétricos. Hoje, quase 100% de todas as scooters que circulam nas principais cidades são elétricas. Em fevereiro de 2019, a empresa chinesa Xinjiang TBEA Group Co Ltd. e a empresa estatal boliviana Yacimientos de Litio Bolivianos (YLB) negociaram um acordo que daria à Bolívia 51% e aos chineses 49% ações de um investimento em extração de lítio, um investimento inicial de 2,3 biliões, expansível de acordo com a procura do mercado. O projeto incluiria a fabricação de baterias de veículos, agregando valor na Bolívia e criando milhares de empregos. Uma grande parte deste mercado multibilionário seria chinesa. Por isso, não será exagero acreditar que o próprio golpe militar induzido pelos EUA, e particularmente o seu timing, tenha algo a ver com o lítio da Bolívia, e mais precisamente com o acordo de parceria China-Bolívia.(…)» Peter Koenig, in Dissident Voice.
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Mão pesada

  • A Weetabix foi multada em 140 mil libras por poluir o rio Ise, em Northamptonshire, com milhares de litros de diesel e por colocar em risco a vida dos peixes e das plantas. The Guardian.
  • A Monsanto Co. Deverá pagar multa de 10 milhões de dólares por armazenar e usar ilegalmente um pesticida proibido na ilha de Maui, no Havaí. Reuters.


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Bico calado

  • «Há vários administradores da Mota-Engil que são presenças televisivas constantes: Paulo Portas, consultor da Mota, comenta política na TVI; Jorge Coelho e Lobo Xavier, administradores da Mota, comentavam na SIC e, mais tarde na TVI, semanalmente; Seixas da Costa, também administrador da Mota, foi nomeado, pelo governo, membro do Conselho Geral da RTP. Desta forma, o presidente do Grupo, António Mota, está presente em todas as televisões de Portugal sem sequer ter de investir no seu capital. Basta-lhe contratar (e nomear) comentadores que tentam convencer os espectadores de que "O que é bom para a Mota-Engil é bom para Portugal". Sem sequer declararem o seu conflito de interesses.» Paulo de Morais.
  • Lagarde, atual presidente do Banco Central Europeu, foi diretora de duas filiais do escritório de advocacia Baker & McKenzie nos paraísos fiscais das Bermudas e de Singapura entre 2003 e 2005. El País.
  • O procurador-geral de Israel acusou formalmente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de fraude, quebra de confiança e aceitação de suborno em três processos diferentes. Truthdigg.
  • Bruce Bagley, 73, de Coral Gables, Flórida, foi libertado sob fiança de 300 mil dólares. O professor da Universidade de Miami, especialista em corrupção, é acusado de lavagem de dinheiro. Se condenado, pode ter de cumprir até 20 anos de prisão. The Guardian.
  • Um jovem guru da tecnologia, que trabalha para o Facebook e se tornou o testa de ferro da campanha de Trump para ajudar a maximizar o seu alcance durante as eleições de 2016, agora mudou de lado para ajudar a tirá-lo do cargo. James Barnes contou tudo ao… Wall Street Journal.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Grândola: projeto de luxo da herdeira da Zara arrasa dunas protegidas de Tróia


«Península de Tróia, freguesia do Carvalhal, concelho de Grândola: é aqui, em zona de habitats protegidos, que vai nascer um empreendimento turístico de luxo, propriedade da mulher mais rica de Espanha, Sandra Ortega, a herdeira do fundador da Zara. Um hotel de cinco estrelas, três aldeamentos turísticos, 76 moradias, 128 unidades de alojamentos e 584 camas no total. Equipamentos de desporto e de lazer, um parque de estacionamento para mais de 700 veículos. 
Um projecto que arrasa as dunas mais bem preservadas do litoral português.
Um projecto ilegal do ponto de vista ecológico. Pelo menos, é o que mostra o Estudo de Impacte Ambiental encomendado pelo próprio dono da obra. Estranhamente, o Estado deu luz verde ao projeto, apesar de reconhecer que viola as mais elementares normas do ambiente.
A implementação do projeto em estudo condiciona o cumprimento dos objetivos de conservação legais, listados para estes habitats protegidos, quer por via da eliminação da área de ocupação dos habitats, quer pela degradação do estado de conservação dos mesmos”, lê-se no estudo. »
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Irlanda: avó faz greve de fome pelo Clima

  • Uma avó irlandesa iniciou greve de fome de 4 dias para conseguir falar com o ministro do Ambiente e tentar convencê-lo a tomar medidas mais rigorosas de combate aos impactos da crise climática. Belfast Telegraph.
  • Um relatório da ONU alerta a Noruega para o facto de a crescente produção de petróleo ser inconsistente com os esforços climáticos. Tudo porque nos últimos 4 anos a Noruega aumentou a produção de petróleo em cerca de 40%. The Barents Observer.
  • O plano de compensação de emissões de carbono propagandeado pela britânica EasyJet está a enfrentar um coro de críticas. A Greenpeace rotula a operação de puro greenwashing.  «Se a EasyJet quiser fazer a sua parte para enfrentar a emergência climática, devia apoiar uma taxa sobre o passageiro frequente, o que que reduziria o número de voos e de emissões destruidoras do clima que elas produzem», afirmou Doug Parr. AFP.
  • Advogados da Colúmbia Britânica, Ontário e Alberta lançaram uma ação coletiva de 500 milhões de dólares contra os fabricantes do herbicida Roundup (Bayer, Monsanto e Intertek Group) por supostamente reterem informações de que o produto causa cancro. Edmonton Journal.
  • A China voltou a aumentar a sua produção de carvão, revela um relatório do Global Energy Monitor, replicado pelos media de referência internacionais como a BBC, o The Guardian, a Bloomberg, a Al Jazeera, e a Agence France-Presse. A China vai reduzir os subsídios às renováveis para 5,67 bilhões de yuans (US $ 807 milhões) em 2020. 
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Bico calado

  • «Ao longo de meses, anos, estive do lado dos polícias. Ganham mal e ainda têm de financiar parcialmente a sua atividade. Uma entre outras classes profissionais deserdadas pelo Estado. Isso acabou hoje. Os polícias deixaram-se instrumentalizar pela extrema direita. São hoje mais perniciosos socialmente que as claques de futebol. Não têm mais a minha simpatia enquanto classe.» Paulo Querido.
  • Os Tories criaram um site do manifesto trabalhista para atacar o programa eleitoral de Corbyn, titula o The Guardian.
  • O Reino Unido é o país mais afetado pelo terrorismo na UE, de acordo com o Global Terrorism Index, elaborado pelo Institute for Economics and Peace. O Índice Global de Terrorismo coloca o Reino Unido entre as 30 principais nações do mundo, à frente de França (36), Alemanha (44), Bélgica (53) e Espanha (59). Portugal é 138º em 168 países analisados. Via Telegraph.
  • Um condomínio em Beichen Central Park, na província de Hunan, China, vendeu os apartamentos com um espaço pintado de azul simulando um lago, conta o El País.
  • Nas entranhas da deserta Billionaires Row de Londres, uma rua de cerca de 2 Km de de comprimento, prenhe de mistério, assassinatos e evasão fiscal. Uma seculenta leitura, com excelente grafismo disponibilizado pela Inside.
  • O Human Rights Watch agressivo para com a Venezuela, mas calado sobre a repressão e golpe nas Honduras, escreve Ben Norton, in AlterNet.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Portugal: 15º no Índice dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

  • «Portugal surge em 15º lugar entre os 28 países da União Europeia no Índice dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, obtendo uma pontuação de 66,2 em 100, abaixo da média europeia. Dinamarca, Suécia e Finlândia são os únicos países com pontuações acima dos 70, enquanto Grécia, Bulgária, Roménia e Chipre surgem na casa dos 50 pontos. Nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável para atingir em 2030, Portugal não alcançou ainda nenhum. Em dois dos objetivos Portugal apresenta até uma trajetória descendente no caminho para os atingir: na área da Ação Climática e na criação de parcerias para atingir as metas de desenvolvimento sustentável. Os indicadores em que Portugal está mais próximo dos objetivos são o da eliminação da pobreza, da qualidade da educação, do crescimento económico e do emprego e na paz, justiça e instituições eficazes. Os desafios mais relevantes que o país tem para enfrentar são nos campos da proteção da vida terrestre, da proteção da vida marinha, na produção e consumo sustentáveis e na área da indústria, inovação e infraestruturas. Segundo o relatório divulgado esta segunda-feira, nenhum dos 28 países da União Europeia está no bom caminho para atingir em 2030 as metas do desenvolvimento sustentável definidas pelas Nações Unidas. Os piores indicadores são na área da agricultura e produção sustentável e nos objetivos ligados à proteção do ambiente, clima e biodiversidade.» JN.
  • Duas famílias de castores serão libertadas na próxima primavera em terras administradas pelo National Trust como parte de planos para mitigar os impactos das inundações e estimular a biodiversidade. Os castores foram caçados até à extinção há 400 anos no Reino Unido pelas suas peles, carnes e glândulas aromáticas. The Guardian.
  • Os grandes poluidores plásticos estão a ser acusados de apoiar cinicamente o dia da reciclagem nos EUA. A iniciativa não passa de uma recriação da Keep America Beautiful, uma organização sem fins lucrativos fundada e apoiada por grandes empresas que produzem grandes quantidades de produtos plásticos que acabam sendo poluentes. The Guardian.
  • Um homem passou 30 anos a regenerar pasto para floresta. O tojo estimula a fixação de nitrogénio, é amigo da regeneração florestal nativa.
  • A Nespresso investiu 1.2 milhões de dólares para resolver um problema que criou: o das cápsulas de café. Agora, em New York, o seu projeto vai ajudar a reciclar essas cápsulas tão convenientes mas tão poluentes. Fast Company.
  • Guerra ao eucalipto. Os que lutam contra a "praga" e os que lucram com ela, por Catarina Maldonado Vasconcelos, in TSF 20nov2019.
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Reflexão – É você que gosta de sopradores?


Os sopradores, para além de serem ruidosos e poluentes, representam um desastre para os insetos. O problema é tão grave que o próprio ministério do Ambiente alemão chegou a ponderar proibir a sua utilização em espaços públicos, quedando-se, no entanto, por aconselhar o seu uso apenas em casos considerados indispensáveis. 
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Bico calado

  • «(…) É fundamental perceber se Rui Moreira está de acordo com a instalação de uma grande superfície na cidade. E se acha que aquele é o melhor local. Ou se considera que essa não é uma opção política e que, no Porto, o "mercado" é que decide. Porque se investimentos deste calibre são decididos por verificação das volumetrias estabelecidas no PDM, então escusamos de ter presidentes de Câmara e vereadores do urbanismo, porque qualquer robô faz automaticamente essas contas...». Rui Sá, in Lavar as mãos como Pilatos - JN 18nov2019.
  • Era você que desconfiava da isenção do Polígrafo? A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista investiga animador do programa, reporta o insuspeito Correio da Manha.
  • Dez membros suspeitos de um grupo do crime organizado foram presos por suspeita de levar cerca de 15,5 milhões de libras do Reino Unido para o Dubai escondidas em malas. GovUK.
  • A Argélia queixa-se da demora da França reconhecer os crimes cometidos no seu território durante século e meio de ocupação colonial. MEM.
  • Um projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados de Ohio poderá obrigar as escolas públicas a aceitar respostas cientificamente incorretas se essas respostas se alinharem com a religião do aluno. The Feed.
  • O derrube de Trump não pode esperar pela sua destituição, por Paul Street, in Truthdigg.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Porto: Ambiente e espaços verdes têm prioridade no próximo orçamento municipal

  • Ambiente e espaços verdes têm prioridade no próximo orçamento da cidade, titula o Porto. «O orçamento municipal para 2020 reserva cerca de 20,4 milhões de euros para o eixo Ambiente e Qualidade de Vida. Vão ser aplicados na valorização e requalificação de espaços verdes, na promoção e sustentabilidade ambiental e no bem-estar animal.»
  • Os gastos com árvores e florestas caíram cerca de 20 milhões de libras por ano entre 2015 e 2018 no Reino Unido, apesar das inúmeras promessas de se plantar mais árvores. The Guardian.
  • A Alemanha produziu um recorde de 18,7 milhões de toneladas de embalagens em 2017, o que representa um aumento de 3% em relação ao ano anterior e equivale a 107 kg por pessoa. DW.
  • O primeiro dos três fornos da Nikel está a ser desmantelado. Isso representa um corte de 33% nas emissões da fábrica na fronteira russa e norueguesa. The Barrents Observer.
  • Três meses depois de um derrame de óleo no Brasil, as suas origens permanecem incertas.  Mas uma nova análise dos dados de satélite pelos investigadores da Universidade Federal de Alagoas pode ter identificado o navio responsável; essas conclusões serão apresentadas ao Senado brasileiro em 21 de novembro. Mongabay.
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Reflexão – O Canadá ainda não consegue controlar a nível nacional a qualidade da água que consome


Foi preciso os alunos de jornalismo de várias universidades canadianas, - University of King’s College, Concordia University, Carleton University, Humber College, Ryerson University, The University of Regina, Mount Royal University, MacEwan University e The University of British Columbia -, irem ao terreno fazer um levantamento do estado da qualidade da água que corre nas torneiras de 32 comunidades deste país. 
Só assim se pôde confirmar os receios manifestados há alguns meses sobre os elevados níveis de chumbo detetados na água de consumo doméstico. Tudo isto num país que se diz avançado, mas que ainda não consegue ter padrões nacionais de análise e avaliação da água que consome. 


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Bico calado

  • «O país nunca lhe deu o devido valor. Sempre foi marginalizado pelas rádios e televisões, mas é natural que hoje venham chorar lágrimas de crocodilo. Um homem que veio de longe e nos alertou que "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, nos mostrou a sua "Inquietação", que fez a "Travessia do Deserto", que nos falou das "Canseiras desta vida", que nos avisou que vinha aí "O Charlatão", que nos perguntou: " Qual é a tua, ao meu? e nos ensinou a "Ser Solidário". Este homem chama-se José Mário Branco, que partiu, mas deixou-nos como marco da sua passagem entre nós as suas canções e o seu exemplo de luta contra o fascismo e as injustiças desta vida. Um até sempre José Mário Branco.» Fernando Oliveira, sobre nota de Francisco Louçã. Pormenores biográficos aqui. Chegada em 30abr1974 de José Mário Branco e Luis Cília ao Aeroporto da Portela em Lisboa, regressados do exílio em França. Declarações de José Afonso sobre a importância do 25 de Abril, e de José Mário Branco sobre o significado do seu regresso. Os presentes, onde se incluem muitos outros nomes da canção de intervenção, cantam em coro o “Grândola Vila Morena”. O Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa lançou um arquivo digital sobre José Mário Branco com mais de mil documentos, entre partituras, cartas, letras de canções, alinhamentos de espetáculos, fotografias, maquetas ou anotações sobre peças de teatro.
  • Fake news a R$ 25 mil por mês: como o Google treinou e enriqueceu blogueiros antipetistas, por Rodrigo Ghedin, Tatiana Diase Paulo Victor Ribeiro, em The Intercept.
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terça-feira, 19 de novembro de 2019

São Pedro da Cova: ministro garante retirada dos resíduos industriais perigosos no início de 2019


«O ministro do Ambiente garantiu que a retirada dos resíduos industriais perigosos depositados em São Pedro da Cova, em Gondomar, vai começar no início do próximo ano.
(…) Em causa está uma situação que remonta a 2001/2002, quando toneladas de resíduos industriais perigosos provenientes da Siderurgia Nacional, que laborou entre 1976 e 1996 na Maia (Porto), foram depositadas nas escombreiras das minas de carvão de São Pedro da Cova.
A remoção de resíduos começou em outubro de 2014, mais de 10 anos depois, tendo terminado em maio do ano seguinte, com a retirada de 105.600 toneladas. No entanto, ficaram para uma segunda fase de remoção mais 125 toneladas de resíduos.
O Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, alocou 12 milhões de euros para a remoção total e o concurso registou sete candidatos.
Em abril de 2018 foi anunciado que a empreitada terminaria este ano, mas em junho do ano passado o processo foi adiado devido a uma impugnação judicial, que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, instaurada por um concorrente que não ganhou o procedimento concursal.» RTP.
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França: parlamento aprova fim do subsídio ao óleo de palma para biocombustível

  • O documentário Sea of Shadows (Mar de sombras), co-produzido por Leonardo DiCaprio e a National Geographic e dirigido por Richard Ladkani, relata o fim quase certo de uma espécie animal lendária: a vaquita marinha (Phocoena sinus).
  • O parlamento francês votou por larga maioria a favor da remoção de incentivos fiscais para o uso de óleo de palma como biocombustível, reporta a Reuters.
  • Mais de 2 milhões de americanos vivem sem bons acessos a água e é mais provável que os índios americanos tenham muitos mais problemas de acesso à água do que qualquer outro grupo, sugere um estudo citado pela insuspeita NPR.
  • Duas das maiores centrais a carvão da América fecharam este mês: a Navajo Generating Station, no Arizona, e a Bruce Mansfield, na Pennsylvania. Quartz.
  • Depois de o magnata dos vinhos da Califórnia, Hugh Reimers, ter destruído parte de uma floresta, prados e córregos para dar lugar a novas vinhas, as autoridades locais multaram-no em 131 mil dólares e ordenaram-lhe para que tomasse medidas para minimizar os impactos causados. Os ativistas ambientais dizem que as multas e tentativas de restauração não serão suficientes; querem que Reimers enfrente um processo criminal, o que pode levar a uma sentença de prisão. NPR.
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Bico calado

  • Ana Gomes, ex-eurodeputada, foi uma das galardoadas com o Prémio Magnitsky, concedido aos que lutam contra o abuso de direitos humanos e a impunidade. O evento deste ano marcou o 10º aniversário do assassinato de Sergei Magnitsky sob custódia da polícia russa. Twitter.
  • «Carlos Costa Pina, gestor executivo da Galp desde 2012, aprovou em 2008, quando era secretário de Estado do Tesouro, as reavaliações das redes de gás que hoje estão no centro de uma batalha jurídica entre a empresa e a ERSE. Galp rejeita incompatibilidade.» Público.
  • Exilados iranianos financiam o Vox desde a sua criação, revelam documentos divulgados pelo El País.
  • Sioux Falls, no Dakota do Sul, está a tornar-se um enorme paraíso fiscal, depois de Delaware, Nevada e Wyoming, revela o The Guardian.
  • Os EUA enviaram uma carta ao governo do Egito alertando sobre possíveis sanções sobre a decisão do Cairo de avançar com os planos de comprar jatos russos. Bloomberg.
  • «Nenhuma ocupação no mundo moderno foi conduzida com a comunidade internacional tão alerta para as suas muitas violações graves do direito internacional, tão conhecedoras da intenção óbvia e bem sinalizada dos ocupantes [israelitas] de anexar e estabelecer soberania permanente, tão bem informada sobre a escala de sofrimento e expropriação sofrida pela população protegida [palestina] sob ocupação e, no entanto, tão pouco disposta a agir de acordo com a esmagadora evidência diante dela (…) Os inimigos da responsabilidade são a impunidade e o excecionalismo (…) Os que afirmam que estão isentos das instruções da nossa ordem jurídica e diplomática internacional não apenas desafiam o Estado de Direito, mas também falham no teste de realismo político. Pois nenhum país pode sustentar por muito tempo a sua posição e influência entre a comunidade das nações se impuser argumentos especiais proibidos a outros (...) A impunidade em qualquer lugar é um perigo para a justiça em todo o lado.» Michael Lynk, relator especial da ONU sobre direitos humanos na Cisjordânia ocupada e Gaza, citado por Robert Fisk, in The Independent.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Santa Maria da Feira: esgotos do canil municipal correm a céu aberto

  • O BE entregou um projeto de resolução na Assembleia da República a recomendar a criação de um plano nacional de controlo da espécie invasora Jacinto-de-água. O Bloco defende ainda a realização de uma campanha de sensibilização para difundir o caráter invasor da espécie, os riscos que apresenta para os ecossistemas e para a necessidade de não a reproduzir ou utilizar como planta ornamental. NA.
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Banco Africano de Desenvolvimento suspende subsídios a novas centrais a carvão

  • O Daily Mirror de anteontem explica, em editorial, por que dedicava a sua edição à questão da crise climática: «Acreditamos que esta é a questão mais importante do nosso tempo e o desafio é imediato. O mundo está a aquecer a um ritmo alarmante. Dez dos anos mais quentes registados no Reino Unido ocorreram desde 2002.» O jornal sugere a proibição de jatos particulares, a aplicação de impostos mais altos para os veículos mais poluentes, uma nova Lei do Ar Limpo para proteger as crianças, investimentos massivos em todas as formas de transporte público e tarifas mais baixas, para que as pessoas tenham uma alternativa ao uso do carro, um compromisso para tornar todas as novas moradias neutras em carbono, um plano para instalar isolamentos e painéis solares nas propriedades existentes e a plantação de árvores. 
  • O banco central da Suécia vendeu títulos da província canadiana de Alberta, rica em petróleo, e em Queensland e Western Australia, por consider que as emissões de gases de efeito estufa nos dois países eram muito altas. O vice-governador do Riksbank, Martin Floden, disse que o banco não investirá mais em ativos de emissores com uma grande pegada climática, mesmo que os rendimentos sejam altos. «A Austrália e o Canadá são países que não são conhecidos pelo bom trabalho climático. As suas emissões de gases de efeito de estufa per capita estão entre as mais altas do mundo», afirmou em discurso na Universidade Orebro, na Suécia. Reuters.
  • Uma empresa de pesca islandesa subornou funcionários da Namíbia e usou o maior banco da Noruega para transferir 70 milhões de dólares para um paraíso fiscal. A Samherji usou contas do estatal norueguês DNB NOR para transferir o produto das suas capturas em África. Parte do dinheiro vem da pesca de carapau na Namíbia, onde a empresa pagou subornos a funcionários para garantir o seu acesso a cotas. Stundin.
  • O Banco Africano de Desenvolvimento não vai financiar um projeto de central a carvão no Quénia e não tem planos para financiar novas centrais a carvão no futuro, conta a Reuters.
  • Os EUA limpam grafitos na cúpula de resíduos nucleares das Ilhas Marshall, mas não limpam a radiação lá dentro, o Los Angeles Times. Sobre este problema grave, (re)ler o que este blogue escreveu aqui.
  • Um especialista em incêndios indonésio que testemunhou em 500 casos contra empresas acusadas de permitir incêndios nas suas concessões recebeu o Prémio John Maddox por defender a ciência. Bambang Hero Saharjo enfrentou uma série de ameaças e um processo de retaliação ao longo dos anos por empresas contra quem testemunhou. O júri do prémio elogiou Bambang por continuar «a testemunhar e defender o direito constitucional do povo indonésio a um ambiente saudável, um dos poucos cientistas no seu ramo que estão preparados para fazê-lo». Mongabay.
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Reflexão - Que fazem os políticos quando a água lhes entra na sala?


O conselho regional de Veneto, localizado no Grande Canal de Veneza, foi inundado pela primeira vez na sua história na noite de terça-feira, logo depois de rejeitar medidas para combater a crise climática.

A câmara do conselho no Palácio Ferro Fini começou a ser inundada por volta das 22h, hora local, enquanto os conselheiros debatiam o orçamento regional para 2020. 
«Ironicamente, a câmara foi inundada dois minutos depois de a maioria composta pelo Fratelli d'Italia e Forza Italia terem rejeitado as nossas propostas para combater a crise climáticas», escreveu o conselheiro do Partido Democrata Andrea Zanoni, vice-presidente da comissão do Ambiente, na sua página do FB.

Entre as propostas rejeitadas estão medidas para financiar fontes renováveis, substituir autocarros a diesel por outros mais eficientes e menos poluentes, eliminar os fogões poluentes e reduzir o impacto dos plásticos. Zanoni acusou o presidente regional de Veneto, Luca Zaia, membro do partido de extrema-direita de Matteo Salvini, por apresentar um orçamento sem ações concretas para combater a crise climática. 
Via CNN.
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Bico calado

  • «(…) A WhatsApp, uma plataforma do grupo Facebook, processou a NSO, a maior empresa de vigilância de Israel, acusando-a de ataques cibernéticos. Em apenas duas semanas, a NSO teria atacado telemóveis de mais de 1.400 utentes em 20 países. O spyware da NSO, conhecido como Pegasus, foi usado contra ativistas de direitos humanos, advogados, líderes religiosos, jornalistas e ativistas humanitários. Segundo a Reuters, altos funcionários de aliados dos EUA também teriam sido vítimas desses ataques. Depois de controlar o telefone do utente sem o seu conhecimento, o Pegasus copia os dados e liga o microfone para fazer vigilância. A Forbes descreveu essa aplicação como o "kit espião móvel mais invasivo do mundo". A NSO licenciou o software para dezenas de governos, incluindo regimes que violam os direitos humanos como a Arábia Saudita, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos, o Cazaquistão, o México e Marrocos. A Amnistia Internacional queixou-se de ser um dos alvos de spywares da NSO. Atualmente, apoia uma ação legal contra o governo israelita por emitir à empresa uma licença de exportação. Na mesma semana em que o WhatsApp lançou a sua ação legal, o canal de televisão americano NBC revelou que a Sillicon Valley está interessada em entrar em contato com startups israelitas envolvidas em abusos associados à ocupação. A Microsoft investiu imenso na AnyVision para desenvolver ainda mais a sofisticada tecnologia de reconhecimento facial que já ajuda os militares israelitas a controlar os palestinianos. As ligações entre a AnyVision e os serviços de segurança israelitas são visíveis. O seu conselho consultivo inclui Tamir Pardo, ex-chefe da secreta israelita Mossad. O presidente da empresa, Amir Kain, foi chefe do Malmab, o departamento de segurança do ministério da defesa. O principal software da AnyVision, Better Tomorrow, foi apelidado de "Ocupação Google" porque a empresa garante que pode identificar e rastrear qualquer palestiniano pesquisando imagens da extensa rede de câmaras de vigilância do exército israelita nos territórios ocupados. Segundo Yael Berda, investigador da Universidade de Harvard, Israel mantém uma lista de cerca de 200.000 palestinos na Cisjordânia sob vigilância permanente. Tecnologias como a AnyVision são consideradas vitais para manter esse vasto grupo sob constante controlo. O próprio governo israelita tem cada vez mais interesse em usar essas tecnologias de espionagem nos EUA e na Europa, pois a sua ocupação tornou-se motivo de controvérsia e escrutínio no discurso político convencional, especialmente depois da eleição de Jeremy Corbyn, há muito ativista dos direitos palestinianos, como líder dos Trabalhistas no Reino Unido e da entrada de deputados no Congresso dos EUA, nomeadamente Rashida Tlaib, a primeira mulher palestino-americana a ocupar o cargo. Israel receia que o movimento internacional de solidariedade BDS (boicote, desinvestimento e sanções), que apela ao boicote a Israel – seguindo o modelo da luta contra o apartheid da África do Sul - até que pare de oprimir os palestinianos.  Como resultado, as empresas cibernéticas israelitas têm-se envolvido cada vez mais nos esforços para manipular o discurso público sobre Israel, alegadamente intrometendo-se nas eleições estrangeiras. Duas dessas empresas foram manchetes. A Psy-Group, que se comercializava como uma “Mossad privada de aluguer”, foi encerrada o ano passado, acusada pelo FBI de interferência nas eleições presidenciais de 2016 nos EUA. O seu "Projeto Borboleta", de acordo com o New Yorker, tinha como objetivo "desestabilizar e interromper os movimentos anti-Israel a partir de dentro". A Black Cube foi denunciada, o ano passado, por realizar vigilância hostil aos principais membros do governo anterior dos EUA, sob Barack Obama. Aparece intimamente ligada aos serviços de segurança de Israel, tendo estado alojada, durante algum tempo, numa base militar israelita. Há outras empresas israelitas que procuram confundir a distinção entre espaço público e privado. A Onavo, uma empresa israelita de recolha de dados criada por dois veteranos da Unit 8200, foi adquirida pelo Facebook em 2013. A Apple baniu a sua aplicação VPN o ano passado após confirmar que estava a fornecer acesso ilimitado aos dados dos utentes. O ministro de assuntos estratégicos de Israel, Gilad Erdan, que lidera uma campanha secreta para demonizar ativistas estrangeiros do BDS, teve reuniões regulares com outra empresa, a Concert, o ano passado, segundo um relatório publicado pelo Haaretz. Este grupo secreto, isento das leis de liberdade de informação de Israel, recebeu cerca de 36 milhões de dólares do governo israelita. Os seus diretores e acionistas são a nata da segurança e informações de Israel. A Candiru, nomeada a partir de um pequeno peixe amazónico que tem a fama de invadir secretamente o corpo humano onde se torna um parasita, vende as suas ferramentas de hackers principalmente a governos ocidentais, embora as suas operações estejam envoltas em segredo. Se este futuro distópico continuar se desenrolando, Nova York, Londres, Berlim e Paris parecer-se-ão cada vez mais com Nablus, Hebron, Jerusalém Oriental e Gaza. E todos nós entenderemos o que significa viver dentro de um estado de vigilância envolvido em guerra cibernética contra aqueles que ele domina.» Jonathan Cook, in Dissident Voice.
  • O governo israelita criticou a decisão do tribunal europeu de rotular os produtos dos colonatos israelitas no território palestiniano ocupado como uma forma de discriminação e prometeu impedir sua implementação. MEM.
  • «Em 1995, a UGT dirigida por TORRES COUTO foi acusada pelo Ministério Público por fraude na obtenção de subsídios (em 1988/89) do FUNDO SOCIAL EUROPEU, num valor superior a 1,8 milhões de euros. Torres Couto, então secretário-geral da UGT, conseguiu a prescrição do procedimento criminal em que era acusado, graças a uma “conveniente” falha processual: “por ter sido notificado numa data posterior a todos os restantes acusados”. Era (e é!) esta a Justiça em Portugal. Torres Couto continuou a sua vida, o dinheiro nunca mais ninguém o viu.» Paulo de Morais.
  • «Talvez não tenhamos ainda reparado, mas aquilo que se está a globalizar não é apenas o capital ou o investimento, as empresas ou a inovação, o turismo ou a tecnologia – é também o desespero. (…) Ao Estado Social redistributivo e que provisiona sucedeu o Estado Liberal da “competitividade”, da “flexibilização laboral”, da “atracção de investimento estrangeiro”, da “privatização” – um Estado que se “funde com o capital” e por isso é cada vez mais permeável à corrupção. Se a “mão invisível” se impôs sobre os países e as suas legislações, as pessoas e o ambiente, munindo-se de todos os dispositivos jurídicos, institucionais e tecnológicos para agir globalmente, pelo contrário a luta contra as desigualdades permanece dispersa no interior de uma geografia de nações e do seu sistema de contradições internas. Para agravar, os contentores ideológicos tornaram-se difusos. Ao “conflito entre classes” sucederam-se os interesses dos diversos “grupos sociais” e agora, no limite, resta-nos a nossa própria “identidade” como forma de expressão e argumento no combate político. Será suficiente ou terá chegado o momento de “globalizar” a própria luta? O grau de marginalização e de invisibilidade ampliou-se a camadas vastas da sociedade — implica, por isso, que articulemos “conjuntos de reivindicações diversas” numa mão colectiva comum — tal como se anuncia nas questões ambientais. Só assim será possível fazer frente a um sistema económico cumulativo, global, monopolista e desregulado que se apoia na produção da desigualdade (entre pessoas e territórios) e na dispersão da luta social para progredir. (…)» Sebastião Ferreira de Almaida, in Público 13nov2019.
  • O presidente da associação de estudantes da Universidade da Flórida está a ser acusado de abuso de poder pelo uso do dinheiro de propinas dos alunos para hospedar um dos filhos do presidente Trump, relata o New York Times.
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