Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 28 de setembro de 2019

Despeja lixo na praia para simular operação de limpeza

  • A ClientEarth vai processar a PGE GiEK, uma subsidiária da gigante estatal polaca Polska Grupa Energetyczna, pelas emissões produzidas na central de Bełchatów, sugerindo o seu encerramento em 2035. The Guardian.
  • O Ibama está a investigar uma série de derrames de petróleo que afetou 1.500 Km da costa nordeste do Brasil, poluindo algumas das praias mais carismáticas do país. Reuters.
  • Lee Dong-jin, o presidente da Câmara de Jindo, Coreia do Sul, admitiu ter mandado transportar uma tonelada de lixo dos arredores para que os 600 voluntários inscritos numa operação de limpeza da costa tivessem lixo para recolher. O lixo foi trazido por voluntários. AFP.
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Bico calado

  • «O Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, não tem qualquer registo matricial, ou seja, em termos legais, não existe. Como é possível? E como foi possível concessioná-lo a privados, à VINCI, se o objecto da concessão é formalmente inexistente? Sem a documentação adequada, a concessão só poderá ter sido irregular e ilegal. O novo FUTURO GOVERNO REGIONAL da Madeira deve promover um esclarecimento cabal desta estranha situação. E deve fazer uma auditoria ao processo de concessão do aeroporto. E apurar quem ganhou (e ganha!) afinal milhões com esta anómala situação.» Paulo de Morais, in Madeira: o aeroporto fantasma, FB.
  • A Igreja Anglicana da África Austral aderiu ao movimento internacional de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra a ocupação israelita. MEM.
  • Um empresário de Los Angeles foi condenado a quatro meses de prisão por ter pago 400 mil dólares para fazer entrar o seu filho na Universidade de Georgetown como um falso aprendiz de ténis. AP.
  • Em 1918, o Texas Rangers, soldados e fazendeiros dos EUA massacraram um grupo de homens e crianças mexicanos-americanos desarmados e incendiaram a pequena cidade de Porvenir, no Texas. Poucos americanos sabem disso, mas há um novo documentário. NBC.
  • 32 dicas para navegar numa sociedade cheia de propaganda e manipulação, por Caitlin Johnstone – in Medium. Atenção especial a estas: 12, 17, 25, 26, 28 e 30.
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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

6ª feira, 27set2019 - Greve Global pelo Clima

Sexta-feira, 27 de setembro de 2019: 
Greve Global pelo Clima.
Pode ver aqui onde há eventos confirmados.
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Rio Ponsul com muito pouca água

  • O Rio Ponsul transformado em regato, nas Pontes que ligam Castelo Branco-Lentiscais e Lentiscais-Alfrivida, alerta Edite Candeias.
  • O editor do diário sueco Dagens ETC anunciou que deixará de receber publicidade que promova bens e serviços baseados em combustíveis fósseis. Para além de considerar a decisão crucial para a credibilidade do jornal, apelou a outros media para fazerem o mesmo. The Guardian.
  • A Royal Shakespeare Company está a ser pressionada por jovens para rejeitar o patrocínio da petrolífera BP, informa o The Guardian.
  • Um incêndio numa fábrica de produtos químicos Rouen, noroeste de França, causou um risco de contaminação do rio Sena, alertam as autoridades locais. El País.
  • Na Alemanha, centenas de ativistas bloquearam uma fábrica de adubos sintéticos em Brunsbüttel. A Yara é a maior produtora europeia e a segunda mundial de adubos sintéticos. Reporterre.
  • Montreal disponibiliza transportes públicos grátis esta sexta-feira em nome da greve mundial pelo Clima. Montreal Gazette.
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Reflexão – Paços de Ferreira com água 40% mais cara


A Águas de Paços de Ferreira vai aumentar o tarifário da água no concelho pacense para os valores praticados antes de março 2017. 
Segundo fonte da empresa concessionária, pertencente ao grupo espanhol Sacyr, uma família que hoje paga 17 euros mensais passará a pagar 24, um aumento de cerca de 40%. 
A empresa alega incumprimento por parte da Câmara de um acordo estabelecido entre as duas entidades e que que previa o pagamento de 30 milhões de euros em verbas de compensação. 
A autarquia fala num contrato mal feito e afirma que não paga um cêntimo enquanto o Tribunal de Contas não validar a operação. A Câmara admite mesmo avançar para uma rescisão do contrato com justa causa. A autarquia acrescenta que a decisão da concessionária é ilegal, pois é à Câmara que compete a fixação dos tarifários da água e saneamento.
Fontes: JN e TVI24

Estórias mal contadas de «acordos» escritos de modo a serem interpretados por gabinetes bem abonados. Talvez um dia Paços de Ferreira faça o mesmo que Mafra, que acaba de remunicipalizar os serviços de água e saneamento.
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Bico calado

«
  • A diferença entre jovens ativistas criados pelo sistema como GretaThunberg e orgânicos como Rachel Corrie é que os símbolos reais de rebelião são esmagados pelas elites, atropelados por bulldozers. Eles não recebem prêmios Nobel, passeios de iate e promoções de livros. Em 16 de março de 2003, a pacifista americana Rachel Corrie, de 23 anos, foi morta por um bulldozer israelita que avançava para demolir uma casa palestiniana na Faixa de Gaza. Youtube.
  • Dois indivíduos de nacionalidade americana, com idades compreendidas entre 63 e 76 anos de idade, foram repatriados pela direcção de Migração de Nampula, alegadamente, por terem sido encontrados na posse de dois prováveis passaportes falsos. Macua.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Que se passa com a barragem de Cedillo?

  • «A barragem de Cedillo descarregou nas últimas 2 semanas, cerca de 150hm3, quando a Convenção de Albufeira prevê 7hm3 por semana. Algo de estranho se passa no reino de Espanha! Já pedimos esclarecimentos à Agência Portuguesa do Ambiente.» Luis M. B. Miguens.
  • As autoridades italianas fecharam estradas e evacuaram abrigos nas montanhas depois que especialistas terem alertado que parte do glaciar Planpincieux, no Monte Branco, poderia entrar em colapso. BBC.
  • Na Polónia, o partido Lei e Justiça quer introduzir legislação que permita ao governo abrir novas minas de carvão sem a aprovação das autoridades locais. Reuters.
  • As autoridades do Zimbabwe encerraram a principal estação de tratamento de águas da capital, deixando mais de 2 milhões de pessoas sem água, o que provou imensos receios sobre um novo surto de cólera. O país enfrenta uma grave crise económica e não consegue importar químicos para tratar a água. Por outro lado, as albufeiras estão com muito pouca água devido a seca prolongada. AP.
  • Níveis elevados de subprodutos de mineração foram detetados em água e peixe no oeste de Montana, o que, segundo as autoridades ambientais norte-americanas, é provavelmente causado pela mineração de carvão a montante, no Canadá. KPAX.
  • Um engenheiro da Fiat Chrysler foi acusado de manipular testes de poluição em mais de 100.000 carrinhas a diesel e SUVs vendidos nos EUA. AP.
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Bico calado

  • O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, e os vereadores Firmino Marques e Miguel Bandeira, eleitos pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, são arguidos num processo relacionado com uma permuta de terrenos do Parque Desportivo da Rodovia, titula a 24Sapo.
  • A Ucrânia ataca jornalistas que denunciam o fluxo de armas israelitas para a sua milícia neonazi, reporta a Grayzone.
  • Greta Thunberg, Davi Kopenawa (povo Yanomami), Guo Jianmei (advogado de direitos das mulheres chinesas) e Aminatou Haidar (direitos humanos no Saara Ocidental) foram nomeados vencedores do Right Livelihood Award de 2019, conhecido como o Prêmio Nobel alternativo da Suécia. Reuters.
  • Um ataque à sede da Frelimo, partido no poder, em Mocímboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, na noite de segunda-feira, 23, deixou 15 mortos e vários feridos, relata a VOA.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Rússia adotou formalmente o Acordo de Paris

  • O ministro da Educação da Itália incentivou os alunos a fazerem greve às aulas na próxima 6ª feira, 27 de setembro para poderem participar nas manifestações em defesa do Clima. «Pedi às escolas que considerassem justificada a ausência de estudantes que participam da mobilização global contra a crise climática», disse. Ex-professor de Economia da Universidade de Pretória, Fioramonti escreveu vários livros argumentando que o produto interno bruto não deveria ser mais usado como a principal medida de sucesso econômico dos países. Membro do Movimento 5 estrelas anti-establishment e ambientalista, sugeriu novos impostos sobre passagens aéreas, a fim de aumentar os fundos para a educação e reduzir as emissões. Reuters.
  • Sabe o que fazem as autoridades de Valência quando se regista contaminação de uma praia por bactérias fecais? Isolam-na temporariamente e aplicam-lhe cloro. Tudo sob o controlo do Ministério da Agricultura e Transição Ecológica. Os Ecologistas en Accion consideram a medida ineficaz e uma falsa solução, porquanto o cloro reage com a matéria orgânica gerando cloraminas e trihalometanos, substâncias perigosas para a saúde humana. 20 mInutos.
  • O governo de Múrcia aprovou em maio último a modificação da lei que proíbe a construção nas encostas dos canais fluviais. Apenas quatro meses antes das chuvas torrenciais inundarem metade das populações da comunidade autónoma, o Executivo ainda liderado pelo PP submeteu a informações públicas a mudança do regulamento que regulamenta a ordenação da orla costeira, a fim de eliminar a restrição que até agora exigia proteger o solo a 100 metros de ambos os lados dos canais. El Confidencial.
  • Cannes, o quarto maior porto de cruzeiros de França, vai proibir os navios de cruzeiro mais poluentes no próximo ano, com o objetivo de aumentar a qualidade do ar na cidade. A proibição terá como alvo navios que não respeitem um limite de 0,1% de enxofre no seu combustível. Reuters.
  • O quarto país mais poluidor do mundo, a Rússia, adotou formalmente o Acordo de Paris, encerrando meses de tensões nacionais sobre o assunto. «A Rússia já está a desempenhar um papel de liderança na redução das emissões de gases de efeito estufa em comparação com a realidade de 1990. Desde então, as nossas emissões totais diminuíram quase para metade», afirmou um representante de Putin à cimeira das Nações Unidas reunida em New York. EurActiv.
  • A Nova Gales do Sul tem explorado secretamente um plano altamente controverso para desviar os seus rios costeiros para o interior, a fim de fornecer mais água para os regantes e cidades do oeste do estado. Apresentada pela WaterNSW, a proposta é semelhante à que foi discutida pela primeira vez por John Bradfiel em 1938. The Guardian.
  • Greta Thunberg e 15 outros jovens entraram com uma ação, via Hausfel, contra cinco dos principais poluidores do mundo, alegando que os países estão a violar os seus direitos enquanto crianças. Se o processo for bem-sucedido, as Nações Unidas classificariam a crise climática como uma crise de direitos das crianças, o que obrigaria a Argentina, o Brasil, a França, a Alemanha e a Turquia, - os cinco países visados no processo -, a trabalhar com outras nações para criar metas obrigatórias de redução de emissões. Gizmodo.
  • «Um estudo de quase 3.000 empresas de capital aberto constatou que apenas 18% divulgaram planos alinhados ao objetivo de limitar o aumento da temperatura a 1,5° C dos níveis pré-industrializados até meados do século. O relatório, do fornecedor de dados de investimentos Arabesque S-Ray, descobriu que mais de um terço das 200 maiores empresas do mundo ainda não divulgam as suas emissões de gases de efeito estufa, provavelmente para evitar perder investimentos.» The Guardian, via Richard Murphy, in Tax Research UK.
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Reflexão – Qual a diferença entre Greta Thunberg e Severn Culls-Suzuki?


O que será que Greta Thunberg tem a mais que Severn Culls-Suzuki? Competências dramáticas? Máquina de Relações Públicas? 

É que já ninguém se lembra da outra menina que, com 12 anos, no plenário da Cimeira da Terra no Rio, em 1992, disse: 
«Cheguei aqui sem agenda oculta. Estou a lutar pelo meu futuro. Perder meu futuro não é como perder uma eleição ou alguns pontos no mercado de ações. Estou aqui para falar por todas as gerações vindouras. Ouvimos falar de animais e plantas extintos todos os dias, desaparecendo para sempre. Vocês tinham que se preocupar com essas coisas quando tinham a minha idade? Tudo isso está a acontecer diante dos nossos olhos e, no entanto, agimos como se tivéssemos todo o tempo que queremos e todas as soluções. Sou criança e não tenho todas as soluções, mas quero que vocês percebam, que vocês também não as têm. Se vocês não sabem como consertar, por favor, parem de destruir.» 
Via Irish Times
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Bico calado

  • «Em 2017, Governo comunicou à EDP intenção de tirar 73 milhões às receitas da elétrica. Ganhos em excesso nos serviços de sistema valeram multa de 48 milhões, mas devolução a consumidores deverá cair.» Observador. Comentário pescado numa rede social: «Quando alguém rouba, é punido e devolve o que roubou. Exceto se for a EDP. Nesse caso, evita-se esta "dupla penalização" (?) e o dinheiro tirado aos consumidores fica para os acionistas.»
  • Supremo Tribunal britânico considera ilegal suspensão do Parlamento, titula o Jornal de Negócios.
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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Ondas3: há 15 anos a divulgar e debater questões ambientais

Desde 2004 que o blogue Ambiente Ondas3 ajuda a divulgar e a debater questões ambientais. 
Se costuma segui-lo, pode acrescentá-lo à lista de todos os parceiros do projecto Covering Climate Now.
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Rio Mau: aterro continua a receber resíduos indiferenciados

  • O vídeo mostra um camião a descarregar resíduos no aterro sanitário de Rio Mau, na serra da Boneca. «Espero que contribua para sensibilizar quem o vê para a necessidade imperiosa de reciclarmos e reduzirmos a nossa produção de lixo. Quanto ao crescimento do aterro e ausência de uma educação ambiental para a reciclagem a conversa é outra.», diz Antonio Teixeira, que captou as imagens. Obrigado por partilhar imagens tão elucidativas sobre o produto e destino da nossa voragem consumista. Mais do que educar para a reciclagem, julgo ser urgente educar para a redução.
  • Arganda del Rey, Alcalá de Henares, Móstoles e Arroyomolinos são alguns dos municípios de Madrid que vivem em situação de risco devido às casas construídas em zonas de inundação, um problema grave evidenciado por três grandes cheias em menos de um mês, como aconteceu perto de Fuenlabrada. EFE Verde.
  • Há décadas, produtores de banana na Nicarácua pulverizaram as suas plantações com um pesticida tão poderoso que esterilizou os trabalhadores em massa. Agora, milhares deles estão a processar a Dow Chemical, a Shell Oil e a Occidental Chemical/OxyChem na tentativa de serem indemnizados. Fazem-no  em França para tentar receber as indenizações que lhes foram negadas há dez anos por tribunais da Nicarágua. Os processos andaram, nos anos 90, por tribunais norte-americanos depois de se descobrir, em meados dos aos 70, que o dibromocloropropanoe, or DBCP, a substância ativa do Nemagon, era responsável pela doença contraída. Apesar de proibido nos EUA, o pesticida continuou a ser puverizado na Nicarágua e outros países da Amércia Central por produtores de banana e de ananás, baseados nos EUA. NYTimes.
  • Mais de 100 países concorreram para discurss na cimeira do Clima, mas só metade foram admitidos: os que têm mostrado mais empenho em combater a crise crimática. CCN.
  • O governador do New Hampshire vetou a atribuição de subsídios por três anos a 6 incineradoras de biomassa. Subir as faturas de eletricidade para subsidiar algumas das incineradoras mais poluentes do estado não é apoiar a energia limpa. Abater árvores apenas para queima não é gerir nada, é atirar subsídios a quem prejudica ecossistemas florestais e poluir em nome da energia verde. NHPR.
  • A Korindo mandou suspender a pubicação de um relatório da Forest Stewardship Council que acusava a gigante do óleo de palma em Papua, Indonésia, de ter roubado às comunidades locais centenas de milhares de dólares em terras, em recursos naturais e em vidas. Mongabay.
  • A Indonésia está a devolver centenas de contentores de resíduos contaminados para os EUA, Alemanha. GRécia, Bélgica, ESlovénia, Holanda, Nova Zelândia, Hong KOng, FRança e Reino Unido, depois de remessas supostamente contendo plástico destinado à reciclagem esconderem substâncias perigosas, disseram as autoridades alfandegárias. AFP.
  • Peter Kallang venceu o prémio Seacology 2019 por, durante cinco anos, ter desenvolvido uma campanha que culminou com a suspensão da construção de um mega barragem, poupando floresta tropical e a deslocalização de comunidades locais de Sarawak, Malásia. BBC.
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Reflexão - «As informações climáticas estão a ser privatizadas. O público ficará a perder?»


O aparecimento de serviços climáticos privados - onde as empresas vendem dados personalizados para os clientes - beneficiará todos ou apenas aqueles que podem pagar?
Em vez de se concentrar amplamente nos impactos regionais, nacionais ou globais da subida das temperaturas, os fornecedores de serviços climáticos criam dados personalizados para os responsáveis como o presidente da Câmara de uma cidade costeira, ou o CEO de uma empresa de energia.
Este ramo está a criar uma indústria de empresas de serviços climáticos que percebem o potencial de lucros imensos através da venda de dados personalizados para clientes que desejam aprender com detalhes financeiros explícitos onde e quanto a crise climática os afetarão.
Rich Sorkin, um dos líderes deste setor, considera que que pegar a ciência climática geral produzida por agências federais e transformá-la em avaliações de ameaças hiperlocais é uma maneira eficaz para as cidades, estados, empresas e investidores se prepararem melhor para a emergência climática.
Sorkin sugeriu que sua empresa climática focada no risco, Jupiter, está preparada para essta tarefa. «Acreditamos que o governo federal deveria passar esta área para o setor privado», defende. Ele pensa que o setor privado está a milhas de distância do que o setor público faz, porque o público é cauteloso e lento, enquanto o privado é rápido e inovador, pois pode contar com enormes apoios nas áreas do gás, do petróleo, dos seguros e da defesa. 
A investigadora da Universidade de Melbourne, Svenja Keele, argumenta que o crescimento deste  setor  «desloca os incentivos para a ciência climática do interesse público para a busca contínua de lucro».
Sorkin admite que uma abordagem do setor privado - pelo menos por si só - provavelmente não atenderá às necessidades dos mais vulneráveis do planeta. «Não vemos as comunidades ou países subdesenvolvidos como geradores de lucro para nós», diz. Esses tipos de projetos, diz ele, só fazem sentido financeiro através de parcerias com o governo ou com ONGs.
Geoff Dembicki, in Ensia.
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Bico calado

  • Dois eurodeputados do PC e outros dois do BE descartaram o convite do Porto Canal para se pronunciarem sobre o caso Rui Pinto.
  • «Acho muito preocupante que a PGR, o MP e a PJ revelem um trabalho intenso na investigação dos crimes que Rui Pinto possa ter cometido. Mas, no entanto, o comunicado da PGR não tem uma única linha sobre os gravíssimos e terríveis crimes que foram expostos por ele no site Football Leaks e que dizem respeito à criminalidade à solta no mundo do futebol, designadamente os de evasão fiscal, branqueamento de capitais, negócios de promiscuidade, conflito de interesses tremendos, captura de agentes do mundo económico, etc.» Ana Gomes, in Sapo Desporto.
  • "MP quer silenciar e destruir Rui Pinto", denunciam advogados citados pelo DN. Comentário de Maria José Oliveira: «Esta frase tem muita piada dita por um tipo que não há mts anos telefonou-me à noite (era advogado do Público) e disse-me p eu me calar c a história dos telefonemas do Relvas. Tentou insultar-me e eu comecei a tirar notas de tudo o q ele dizia p dp reportar para o C. Redacção.»
  • «Eu destruí o meu casamento e as minhas amizades a escrever O Tubo [de Ensaio), a recusar milhares para não escrever certos tubos (…)» João Quadros.
  • O júri literário de Dortmund rescindiu o prémio atribuído à escritora paquistã-britânica Kamila Shamsie or ela apoiar a campanha de boicote a produtos israelitas devido aos atos de discriminação e brutalidade contra os palestinianos. The Guardian.
  • «(...) Curioso, e até divertido, é ver como nos vão sendo ministrados todo os dias ecopaliativos. Dizem-nos: viaja o menos possível de avião, vai para a escola ou para o emprego de bicicleta, bebe só água da torneira, reutiliza os sacos plásticos, não deixes a torneira aberta enquanto lavas os dentes, toma atenção a todos os teus gestos quotidianos, torna-te um herói da salvação do planeta (como se o planeta estivesse interessado nos nossos esforços e não continuasse a existir depois de nós, tal como já existia antes de nós). Tudo isto não passa de formas de exorcismo e de recalcamento do medo, ao mesmo tempo que cria a ilusão de que estamos a responder à urgência. Se olharmos com atenção e utilizarmos o bom senso (nem é preciso muita ciência) facilmente concluímos que muito pouco se faz porque era preciso virar os nossos modos de vida de pernas para o ar para se fazer alguma coisa eficaz (se ainda há tempo para isso porque obviamente não se pára de um dia para o outro um processo que começou há séculos). (...)» António Guerreiro, in A Terra é redonda – Público 20set2019.
  • «(...) É preciso repetir isto várias vezes, porque há quem ainda não tenha percebido ou não queira perceber: em 2011, o Estado levou-nos a todos à falência. Destruiu milhares de empresas, centenas de milhares de postos de trabalho, riquezas e poupanças acumuladas, expulsou os melhores e os mais jovens. E depois, para pagar os seus desmandos, sugou-nos de impostos, como se a culpa tivesse sido nossa. O mérito do Governo de António Costa e Mário Centeno foi pôr um termo a essa vertigem castigadora e apostar que, aliviando o sacrifício, dando mais dinheiro às pessoas, era possível encontrar outra saída. Mas o monstro mantém-se intacto e a sua voragem também. Ao menor sinal de alívio, vimos como os mesmos de sempre, os tais que vivem ancorados nas benesses do Estado, foram os primeiros a reivindicar de volta os seus antigos privilégios e até novos. E, curiosamente, se já antes tínhamos visto a direita a castigar-nos com impostos, depois vimo-la a colar-se aos privilegiados do sector público — de que o caso dos professores foi eloquente e inesquecível — e Costa e Centeno a resistirem, como lhes competia. Pois, é verdade, tudo anda muito confuso e o que deveria ser claro torna-se às vezes obscuro. O desespero é mau conselheiro — na política, como no resto. Mas, depois de 2011, devia ser claro para todos que o Estado não pode voltar a comportar-se como o inimigo da comunidade. Devíamos olhar para o Estado e para os serviços que ele nos presta — e que concordamos que deve continuar a prestar-nos — e vermos ali não quase sempre uma fonte de eternas reivindicações e despesas acrescidas que teremos de pagar com mais e mais impostos, mas, pelo contrário, vermos um corpo de organismos que tentam melhorar a nossa vida com os serviços que nos prestam e com respeito pelo dinheiro que é de todos e que é escasso. (...).» Miguel Sousa Tavares, in Mas é o melhor que se arranja – Expresso 21set2019.
  • «As fake news apareciam nas folhas da mídia de então. E o anonimato que permite os mais brutais ataques a desafetos, tão criticado como se fosse característico das redes sociais, era igualmente muito comum pelos idos de 1821-22. Um dos que mais frequentemente recorriam a esse estratagema era o próprio príncipe regente D. Pedro I, que sob pseudônimos empreendia ações de difamação e calúnia em O Espelho, contra adversários de longa duração ou circunstanciais.»  Isaías Dalle, in Carta Maior.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Greve pelo clima


Cinco organizações não-governamentais de ambiente, GEOTA, LPN, FAPAS, SPEA e A Rocha -, dão parecer negativo ao projeto do aeroporto do Montijo e respetivo Estudo de Impacto Ambiental, considerando que este falha em todas as vertentes relacionadas com a avaliação de impactos, a mitigação e as medidas compensatórias e que o estudo está em desconformidade com diretivas europeias, legislação nacional e compromissos assumidos pelo Estado português perante tratados internacionais, no que diz respeito à conservação do património natural e ao desenvolvimento sustentável. 
«A pressão política exercida publicamente para a execução da obra Aeroporto do Montijo e Respetivas Acessibilidades é inaceitável, colocando em causa todo o processo de avaliação ambiental, incluindo a participação pública justa e informada. 
A assinatura do Acordo entre o Governo de Portugal e ANA para a construção do novo aeroporto do Montijo, ainda antes da elaboração do Estudo de Impacte Ambiental e do parecer da Comissão de Avaliação, é uma forma de ingerência política em processos de avaliação ambiental que consideramos inaceitável num Estado de direito», concluem. Público.
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Quem quer tornar o PAN campeão do Ambiente em Portugal?


Folgo ver o Expresso extasiado perante o enorme impulso que, segundo o jornal, o PAN terá dado à introdução de questões ambientais na nossa sociedade. 

«Nunca se falou tanto de ambiente como agora. Quase de repente – em especial depois das últimas europeias, em que o PAN conseguiu eleger o seu primeiro eurodeputado – todos os partidos são ecologistas e ambientalistas», escreve Carolina Reis.

Afirmações deste tipo só poderão ser entendidas se presumirmos que a jornalista será jovem e não terá memória do que tem sido o movimento ambientalista em Portugal. 
Porém, isso não a impediria de fazer alguma investigação, evitando veicular uma narrativa exagerada e distorcida, e que soa a frete ou publicidade gratuita a uma força política recentemente formada e cujos membros ou são neófitos ou desconhecidos, pelo que a sua participação ativa, no terreno, em ações ou tarefas de defesa e preservação do Ambiente não tem sido notada nem notória. Olhando para a foto de perfil do líder daquele partido e ler a respetiva legenda, - «André Silva teve um encontro amigável com António Costa» -, tomamos a liberdade de nos questionamos perante os objetivos que terão norteado esta peça.
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Espanha: ilegalidades suspendem obras de expansão de estância de esqui

  • As autoridades espanholas suspenderam as obras de expansão da estância de esqui de Cerler, no vale dos Castanesa, nos Pirinéus, a cargo da Aramón S.A, por serem ilegais e não possuírem os estudos e autorizações necessárias para iniciá-los. Ecologistas en Acción.
  • Na Turquia, a rápida urbanização e o controle deficiente da poluição estão a afetar a saúde pública, alerta um estudo de Onur Hamzaoglu, ex-professor da Universidade de Kocaeli. Publicado em 2011, o estudo constatou que, em Dilovasi, as taxas de mortalidade por cancro são quase três vezes maiores que a média nacional e mundial: 32% das mortes em Dilovasi são causadas por cancro, em comparação com 12,5% no mundo e 13% na Turquia. O problema é que o governo sabe disso e castiga especialistas que tentaram alertar o público. Bulent Şik é um engenheiro de alimentação que está a ser julgado, podendo ser condenado até 12 anos de prisão acusado de obter e divulgar informações proibidas depois de divulgar dados sobre riscos à saúde em várias províncias turcas. DW.
  • O Western Environmental Law Center e a organização de conservação de água Amigos Bravos avançaram com uma ação no Tribunal Distrital dos EUA contra a Agência de Proteção Ambiental por poluição da água a jusante do Laboratório Nacional de Los Alamos. Níveis excessivos de mercúrio, prata, cobre, zinco, níquel, bifenilos policlorados e radiação alfa bruta têm sido registados nas vias navegáveis locais através dos pluviais. Albuquerque Journal.
  • As autoridades californianas dizem que já previam a oposição de Trump contra o estabelecimento de limites especiais de emissões dos carros na Califórnia, pelo que vão levar o presidente a tribunal. HP.
  • Uma empresa de agronegócio com sede em Singapura deseja arrasar meio milhão de hectares de floresta tropical no Gabão para plantações de dendezeiros e seringueiras. As comunidades locais não estão a aceitar isso e estão a pedir o nosso apoio. Por favor, assine esta petição.

  • O documentário ‘River of Gold’ [Rio do Ouro] denuncia mais uma ameaça à Amazónia: a mineração ilegal de ouro. Via EcoDebate.
  • Tribunal absolve executivos da Tepco por papel no desastre nuclear de Fukushima, titula o Malay Mail. A impunidade corporativa é assim…
  • A análise de custo-benefício exclui geralmente os impactos da crise climática na saúde humana, escrevem Vijay Limaye e Wendy Max, na Carbon Brief. Divulgam dados da sua investigação mostrando como apenas 10 eventos relacionados ao clima em 2012 - de incêndios florestais em Washington ao furacão Sandy em Nova York e Nova Jersey - causaram cerca de 10 biliões de dólares em custos relacionados com a saúde.
  • Aumentar a vida útil dos telemóveis e outros equipamentos eletrónicos em apenas um ano economizaria à UE tantas emissões de carbono como retirar 2 milhões de carros das estradas anualmente, revela um estudo da Coolproducts and Right to Repair, coordenado por Jean-Pierre Schweitzer, do European Environmental Bureau. META.
  • Trainando para o ativismo climático. Twitter.
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Reflexão: «Para o bem da vida na Terra, temos que colocar um limite na riqueza»


«Não são apenas os milionários: o aumento do poder de compra leva-nos a provocar danos ambientais. Está na hora de um plano radical.
(…) Grandes riquezas implicam automaticamente imensos impactos ambientais, independentemente das intenções daqueles que as possuem. Os muito ricos, quase como uma questão de definição, estão a cometer ecocídio.
Recebi, há poucas semanas, uma carta de um funcionário de um aeroporto privado britânico. “Vejo coisas que realmente não deveriam acontecer em 2019", escreveu ele. Todos os dias ele vê jatos Global 7000, Gulfstream G650 e até Boeing 737 a descolar do aeroporto levando apenas um passageiro, principalmente para a Rússia e os EUA. Os Boeing 737 particulares, construídos para levar 174 passageiros, são cheios no aeroporto com cerca de 25.000 litros de combustível. É a energia fóssil que uma pequena cidade africana pode usar num ano.
Para onde vão esses passageiros solitários? Talvez visitar uma das suas mansões, construída e gerida a um elevado custo ambienpetrtal, ou fazer uma viagem no seu iate, que pode queimar 500 litros de diesel por hora, construído e mobiliado com materiais raros extraídos de locais bonitos. (…) quando a Google convocou uma reunião dos ricos e famosos no resort de Verdura, na Sicília, em julho, para discutir a crise climática, os seus delegados chegaram em 114 jatos particulares e numa frota de mega-iates e circularam na ilha em supercarros. Mesmo quando querem o bem, os milionários não conseguem deixar de destruir o mundo dos vivos.
Uma série de investigações mostra que o rendimento é de longe o fator mais importante do impacto ambiental. Não importa quão verde você pensa ser; se você tem dinheiro a mais, gasta-o. A única forma de consumo que está clara e positivamente relacionada com boas intenções ambientais é a dieta: as pessoas que se consideram verdes tendem a comer menos carne e mais vegetais biológicos. Mas as atitudes têm pouca influência na quantidade de combustível de transporte, energia doméstica e outros materiais que você consome. O dinheiro conquista tudo.
Os efeitos desastrosos do poder de compra são agravados pelos impactos psicológicos de ser rico. Muitos estudos mostram que quanto mais rico você é, menos consegue relacionar-se com outras pessoas. A riqueza suprime a empatia. Um estudo revela que os motoristas de carros caros têm menos probabilidade de parar para deixar as pessoas passar nas passadeiras do que os motoristas de carros baratos. (…)
Embora sejam desproporcionalmente responsáveis pelas nossas crises ambientais, os ricos serão prejudicados menos e por último por desastres planetários, enquanto os pobres serão prejudicados primeiro e pior. (…) Outra questão é que a riqueza limita as perspetivas até das pessoas mais bem-intencionadas. Esta semana, Bill Gates argumentou numa entrevista ao Financial Times que desinvestir dos combustíveis fósseis é uma perda de tempo. Seria melhor, afirmou ele, investir dinheiro em novas tecnologias com menores emissões. Claro que precisamos de novas tecnologias. Mas ele esqueceu-se que ao tentar evitar o colapso climático, o que conta não é o que você faz, mas o que pára de fazer. Não importa quantos painéis solares você instala se entretanto você não desligar os equipamentos a carvão e a gás. Se as atuais centrais de combustíveis fósseis não forem encerradas antes do fim das suas vidas e se a exploração e desenvolvimento de novas reservas de combustíveis fósseis não forem canceladas, há poucas chances de impedir o aumento de 1,5 ° C no aquecimento global.
Mas isso requer mudanças estruturais, que envolvem intervenção política e inovação tecnológica, um anátema para os bilionários do Silicon Valley. Isso exige admitir que o dinheiro não é uma varinha mágica que faz desaparecer todas as coisas ruins. (…)
Talvez a coisa mais radical que possamos fazer agora seja limitar as nossas aspirações materiais. A filosofia sobre a qual governos e economistas operam é que todos se esforçam para maximizar a sua riqueza. Se formos bem-sucedidos nessa tarefa, inevitavelmente demoliremos os nossos sistemas de suporte à vida. Se os pobres vivessem como os ricos e os ricos como os oligarcas, destruiríamos tudo. A busca contínua da riqueza num mundo que já tem o suficiente (embora muito mal distribuído) é uma fórmula para a miséria em massa.
Uma greve significativa em defesa do mundo dos vivos é, em parte, uma greve contra o desejo de aumentar o nosso rendimento e acumular riqueza: um desejo moldado (…) pelas narrativas sociais e económicas dominantes. Eu vou fazer greve para apoiar um conceito radical e perturbador: basta. Individual e coletivamente, é hora de decidir como é o suficiente e como saber quando o conseguimos.
Há um nome para essa abordagem, criada pela filósofa belga Ingrid Robeyns: limitarismo. Robeyns argumenta que deveria haver um limite para a quantidade de rendimento e riqueza que uma pessoa pode acumular. Assim como admitimos uma linha de pobreza, abaixo da qual ninguém deve cair, devemos estabelecer uma linha de riqueza, acima da qual ninguém deve subir. Este pedido de nivelamento será talvez a ideia mais blasfema do discurso contemporâneo.
Os seus argumentos são sólidos. O excedente de dinheiro permite que algumas pessoas exerçam poder excessivo sobre outras: no local de trabalho, na política e acima de tudo na captura, uso e destruição da riqueza natural do planeta. Se todos quiserem florescer, não podemos ter ricos. Nem podemos ter as nossas próprias aspirações, incentivadas pela cultura da maximização da riqueza.
A triste verdade é que os ricos são capazes de viver como vivem apenas porque os outros são pobres: não há espaço físico nem ecológico para que todos possam buscar o luxo privado. Em vez disso, temos que lutar pela suficiência privada, pelo luxo público. A vida na Terra depende da moderação.»
  George Monbiot, in The Guardian.

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Mão pesada

O Departamento de Justiça dos EUA e a Agência de Proteção Ambiental chegaram a um acordo de 47 milhões com a Hyundai Construction Equipment Americas Inc e a Hyundai Heavy Industries Co Ltd para resolver violações da Clear Air Act. Reuters.
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Bico calado

  • Há ninho de vespa asiática no Convento de Cristo! titula a Rádio Hertz. O ponto de exclamação no fim do título da notícia só poderá significar que esta vespa é democrática e ecuménica, não faz distinções em relação aos sítios onde coloca os seus ninhos. Crescei e multiplicai-vos…
  • «Os debates entre líderes dos "principais" partidos são, mais uma vez, seguidos por debates entre "jornalistas independentes" - deixem-me rir -, isto por três razões principais: i) os telespectadores podem não ter percebido o que foi dito pelos políticos em confronto ou, o que é pior, podem ter percebido bem de mais. ii) os ditos comentadores adoram ouvir-se a si próprios, já que se têm em grande conta. iii) o patrão mandou-os.» José Gabriel, FB.
  • «O Bloco de Esquerda será um partido do sistema quando tiver 8 ex-secretários de Estado como administradores da banca, 4 ex-ministros na EDP e comentadores diários em todos os canais generalistas.» Adriano Campos.
  • Pelo menos 30 pessoas foram mortas após um drone apoiado pelos EUA ter atacado acidentalmente agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão. Aljazeera.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Açores: tamanhos mínimos de espécies piscícolas alterados

  • A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores reviu os tamanhos mínimos de várias espécies piscícolas, nomeadamente do Alfonsim (Beryx splendens), Boca-Negra (Helicolenus dactylopterus dactylopterus), Garoupa (Serranus spp.) e Veja (Sparisoma cretense). O tamanho mínimo de captura passa a ser de 35 centímetros para o Alfonsim e de 30 centímetros para o Boca-Negra, a Garoupa e a Veja. O secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, afirmou que esta decisão «resulta de fatores de natureza biológica e económica». Segundo ele, a alteração dos tamanhos mínimos das espécies em causa permitirá «reforçar os fatores de sustentabilidade na sua exploração, contribuindo para uma melhor utilização das quotas atribuídas e, consequentemente, para o aumento do rendimento proveniente destas pescarias». As associações representativas do sector pronunciaram-se favoravelmente. Agricultura e Mar.
  • Os fabricantes de plásticos estão a pressionar imenso os supermercados do Reino Unido para abandonarem as suas promessas e esforços para eliminar sacos plásticos e embalagens de alimentos de suas lojas, denunciou Richard Walker , diretor da cadeia de alimentos congelados Iceland. iNews.
  • As principais economias, incluindo o Japão e a Austrália, não foram convidadas para discursar na cimeira da ONU sobre crise climática, reporta o Financial Times. O apoio que aqueles países dão ao carvão contraria as exigências de Guterres de parar de construir novas centrais de carvão, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e se comprometer com emissões líquidas zero até 2050. O The Guardian diz que os executivos das indústrias de combustíveis fósseis vão realizar um fórum só para convidados com ambientalistas e governos à margem da cimeira, o que já foi por muitos considerado de greenwashing.  Entretanto, o Climate Home News informa que a China e a Índia, dois dos maiores poluidores do mundo, estão a exigir que os países ricos forneçam apoio financeiro, qualquer coisa como 100 biliões de dólares por ano até 2020 para os países pobres lidarem com os impactos da crise climática. 
  • A administração Trump revogou a decisão do estado da Califórnia para estabelecer os seus próprios padrões de eficiência de gases de efeito estufa e de combustível para veículos e legislou no sentido de impedir que os estados estabeleçam essas regras. Reuters.
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Reflexão – Esta modinha dos passadiços…


«(…) A maioria dos passadiços construídos em Portugal podem ser um interessante equipamento de recreio, mas não são um equipamento de conservação da natureza e educação ambiental, nem um bom exemplo de intervenção do território.
Os passadiços sobrelevados ou em estrados de madeira (em inglês, boardwalk, um tipo especial de footpaths) são muito antigos e destinam-se a evitar a degradação do solo e da flora ou/e a vencer obstáculos, como pequenos lagos ou rios.
Na Europa, o primeiro guia para a construção deste tipo de percursos foi editado em 1983 pelo British Trust for Conservation Volunteers; em Portugal o primeiro passadiço instalado de que há registo foi o da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, na década de 80 do século passado, e destinava-se a permitir o acesso à área de reserva integral, sem pisotear o cordão dunar, e a vencer algumas valas de drenagem.
Em ambiente urbano, os primeiros passadiços terão sido instalados em Vila Nova de Gaia, em 1988, igualmente para defessa das dunas do pisoteio.
A colocação de passadiços, especialmente nas dunas, foi-se alargando ao território nacional e, em alguns casos, assumiu uma função recreativa o que levou a perder-se a noção da sua função inicial e a fomentar a instalação de muito quilómetros de passadiços em que a função lúdica teve prioridade e que, em muitos casos, estão a prejudicar as condições ambientais dos sítios onde foram instalados.
É o caso dos passadiços da Ria de Aveiro, do Alvor, da Reserva Ornitológica do Mindelo, da Barrinha de Esmoriz e de muitos outros, que devassaram áreas naturais até então livres da pressão humana e que, com a facilidade de acesso criada, passaram a ser frequentada por multidões, muitas vezes ruidosas e, frequentemente não apenas em deslocação pedonal, mas também em motociclos.
Mas o culminar foram os, já célebres, passadiços do rio Paiva; para além de perturbarem o corredor ripícola e a sua fauna e flora (que supostamente pretendiam valorizar), não se percebe a necessidade de fazer passadiços onde já havia caminhos. Uma ou outra passagem em passadiço, numa ribeira ou num afloramento rochoso, ainda se compreende, agora 8 km de percurso em passadiço de madeira não faz qualquer sentido.
(…)
Mas se julgávamos que os passadiços do Paiva tinham sido, nesta matéria, o máximo da má relação com o ambiente, ficamos agora chocados com o novo passadiço entre as árvores do Parque de Serralves que só tem três utilidades: uma é lúdica, outra é perturbar a biodiversidade e outra contribuir para a deseducação ambiental.
(…) 
qual a justificação para perturbar o Parque de Serralves com esta estrutura recreativa e qual a justificação para o pagamento através do Fundo Ambiental cujo objetivo é, naturalmente, promover o ambiente?
Pretende Serralves justificar que este passadiço será mais uma ferramenta do parque para a “sustentabilidade ambiental e proteção da biodiversidade”, o que não se percebe pois é um exemplo de falta de respeito pela natureza e pelo património; quanto à biodiversidade, com exceção da vegetal (que não pode fugir) a outra, a animal, já fugiu há muito, quer das obras quer das luzes, quer das ruidosas noites do “Serralves em Festa” com 264 mil visitantes nos três dias de 2019.
Não se pode ter o melhor de dois mundos: ou "Há vida no parque" ou há festas, iluminação e barulho! (...)»
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Bico calado

  • Em África, os aviões voam com mais assentos vazios do que em qualquer outra região do mundo. Então, porque será que os governos, como o Uganda, a Tanzania, a Etiópia, o Chade, o Gana, a Zambia, o Senegal e a Costa de Marfim, estão a requalificar as suas companhias aéreas? The Economist.
  • A secretária de Comércio Internacional, Liz Truss, está a ser pressionada para se demitir após admitir que o governo britânico violou uma ordem judicial que proíbe a venda de armas para a Arábia Saudita. The Guardian.
  • Em Wu Kau Tang, Hong Kong, parece que o monumento aos mártires da Segunda Guerra Mundial também foi eleito inimigo do movimento Democracy and Freedom
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Alemanha: Flixbus oferece transporte gratuito aos grevistas pelo Clima

Finalmente a subida do nível do nível das águas do mar cobriram a última central a carvão. Vês ,eu bem te dizia que o clima se autocorrigia.
  • A operadora alemã de autocarros Flixbus vai oferecer viagens gratuitas a manifestantes contra a crise climática em 20 e 27 deste mês, informa a Deutsche Welle
  • Famílias lutam contra poeira tóxica da Ilva, em Taranto, no sul de Itália. Desde os anos 70, estudos científicos relacionaram as emissões daquela fábrica de aço com problemas de saúde da população local. Um dos relatórios mais recentes e abrangentes, publicado pelo grupo epidemiológico Sentieri, constatou que entre 2005 e 2012, mais de 3.000 mortes estiveram diretamente ligadas à exposição ambiental a poluentes. Para alguns tipos de cancro, os índices taxas de Taranto eram 70% superiores à média regional. As doenças respiratórias, renais e cardiovasculares também excedem as médias regionais, e as crianças tiveram maior probabilidade de nascer com deficiências. «Estamos sempre expostos», diz Celeste Fortunato, mãe de um menino de seis anos. A sua escola fica ao lado da fábrica, separada apenas por "colinas ecológicas" - uma barreira supostamente natural destinada a proteger a população de poeira tóxica. Porém, o ano passado, descobriu-se que as colinas tinhham sido produzidas com resíduos tóxicos da fábrica. A escola frequentada pelo filho de Celeste, e uma segunda escola adjacente, foram consideradas inseguras pela autarquia local e encerradas em março, forçando 700 crianças a frequentar escolas mais distantes. BBC.
  • Seis denunciantes e ex-cientistas do governo descrevem como Trump os obrigou a enterrar a ciência do clima - e por que eles não vão ficar ficam calados. Oliver Milman, in The Guardian.
  • O governo de Bolsonaro bloqueou 30% do orçamento do ministério do Ambiente do Brasil para prevenção de incêndios, garante a Unearthed. Para além disso, nos primeiros seis meses de 2019, houve uma queda de 25% no número de multas aplicadas pelo Ibama por crimes ambientais na Amazónia Legal, a área que contém todos os 9 estados da bacia amazónica. Bolsonaro pediu o afrouxamento da proteção à Amazónia e a abertura aos interesses da mineração e do agronegócio. Funcionários do ICMBio e do Ibama admitem a existência de uma estratégia do governo brasileiro para desmoralizar, desmotivar e retirar poder aos funcionários.
  • A desflorestação na Amazónia brasileira é impulsionada em grande parte por redes criminosas que usam violência e intimidação contra aqueles que tentam impedi-los, e o governo de Bolsonaro não protege os defensores e a própria floresta tropical, concluiu um relatório recente do Human Rights Watch.
  • Bolsonaro escala cinco ministros para receber garimpeiros ilegais que queimaram caminhão do Ibama no PA. Garimpeiros ilegais queimaram caminhão que estava sendo usado para abastecer três helicópteros que apoiavam uma operação contra o tráfico de madeira. Eles foram recebidos no Planalto com promessas de "regularização fundiária e a exploração mineral em terras indígenas". Forum.
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Reflexão: sexta-feira, 20 de setembro: jovens lutam pelo Clima


A cidade de New York anunciou que os estudantes podem faltar às aulas, sem penalizações, para poderem participar nas greves climáticas agendadas para esta sexta-feira, 20 de setembro, em todo o mundo, informa o New York Times
O departamento de educação da cidade disse que os alunos precisarão do consentimento dos seus pais ou responsáveis para serem dispensados e que também enviará diretrizes às escolas incentivando-as a organizar debates sobre o impacto da crise climática e a importância do envolvimento cívico.
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Bico calado

  • O tubarão do Douro e o dono do Cálem: os parceiros da Cofina na compra da TVI, titula o Expresso.
  • A candidata presidencial democrata Elizabeth Warren criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, como "corrupção na carne" e apresentou o seu projeto de erradicar a corrupção na Casa Branca, no Congresso e nos tribunais.: «A corrupção colocou o nosso planeta em risco. A corrupção quebrou a nossa economia. E a corrupção está a quebrar a nossa democracia ». The Canary. Veja aqui o clip com legendas.
  • Greve maciça atinge a General Motors – 46 mil trabalhadores a nível nacional, titula o Huffington Post.
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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Aveiro: colaboradores da Ábaco Consultores plantam estorno em dunas

  • Semana da mobilidade em S. João da Madeira vai disponibilizar transportes públicos gratuitos, conta o Notícias de Aveiro.
  • A casa do guarda florestal de Vale de Cambra está a ser requalificada para albergar o Centro Interpretativo da Serra da Freita, sito na União das Freguesias de Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho. Este centro irá divulgar o património material e imaterial local, com recursos multimédia, com percurso de visita guiada que dê a conhecer as componentes ambiental e paisagística da zona serrana. Notícias de Aveiro.
  • Passadiço numa notória fundação do Porto só serve para afugentar ainda mais a passarada. 
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Alemanha investe 100 milhões na proteção de insetos

  • Os ambientalistas do Hubbub e o presidente da Câmara de Londres lançaram a iniciativa Give It A Grow, uma campanha que quer tornar a capital do Reino Unido mais verde e criar habitats para a biodiversidade urbana.  Foram distribuídos 10 mil kits de cultivo gratuitos, que incluem sementes de flores silvestres e de ervas aromáticas, bolbos de flores e  substrato para ser cultivado pelos interessados. A iniciativa surgiu na sequência de uma sondagem que revelou que 74% dos londrinos acreditam que os espaços verdes melhoram a capital e que 60% das pessoas querem saber mais sobre o cultivo de plantas em casa e sobre as plantas que se adequam aos seus espaços. 
  • A Alemanha vai investir 100 milhões de euros em programas de proteção de insetosEcocosas.
  • Dezenas de milhares de manifestantes climáticos marcharam para protestar no maior salão de carros da Alemanha em Frankfurt, usando o evento como uma plataforma para exigir que a indústria automóvel e não só dê prioridade a meios de transporte menos poluentes. DW.
  • Segundo a legislação europeia, os estados costeiros são obrigados a criar áreas marinhas protegidas para proteger espécies ou habitats específicos. Um relatório da WWF constatou que apenas 1,8% dos mares da Europa incluem áreas marinhas protegidas, com planos de gestão. The Guardian.
  • Escolas em duas cidades na parte indonésia da ilha de Bornéu foram encerradas após o fumo dos incêndios florestais ter feito com que a qualidade do ar atingisse níveis perigosos. Reuters.
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Bico calado

  • Marques Mendes é um contorcionista brilhante: recordem como o seu «pensamento» em relação ao BES evoluiu durante o mês de junho de 2014. Youtube.
  • «Os patrões são francos: para eles, a maioria absoluta é boa. Por isso, toca a apelar à dita, mostrando gratidão e confiança a quem não os quis incomodar com alterações das leis laborais e a quem não os quer incomodar com aumentos salariais. Tudo franco, tudo virtuoso. Na verdade, é essa franqueza virtuosa que os une – os três querem mesmo é ver-se livres da esquerda, esse empecilho.» José Manuel Pureza, in Dias de franqueza - As Beiras.
  • «O papel medonho dos jornalistas está na subserviência às pautas ditadas pelos barões que controlam os maiores veículos de comunicação do país. É uma postura humilhante, mesmo que se justifique pela necessidade do emprego e da sobrevivência. O comportamento servil daqueles que deveriam zelar e lutar pela independência do pensamento e da imparcialidade na interpretação dos fatos reflete um jornalismo que se rende como cúmplice voluntário às campanhas de ódio que soterram a missão de informar todos os aspectos de questões que irão impactar o cotidiano dos cidadãos. O atual jornalismo brasileiro está muito mais próximo à fraude e à omissão, afastando-se conscientemente da autenticidade que deveria guiar os profissionais da área. Não seria exagero afirmar que a verdade é vista frequentemente pela nossa imprensa como um elemento incômodo a ser contornado.» Alexandre Coslei, in O jornalismo servil - Observatório da Imprensa.
  • Pompeo acusa o Irão dos ataques de drones a poços de petróleo da Arábia Saudita. Pois claro. Ele próprio disse há pouco tempo: «Eu fui diretor da CIA. Nós mentimos, fizemos batota, roubámos»

  • Em 16 de setembro de 1982 registaram-se os massacres de Shatila e de Sabra. Saiba como e porquê. Youtube.
  • Como a Grã-Bretanha pode ajudá-lo a roubar milhões: um guia em cinco etapas, titula o The Guardian.
  • Juan Gaidó encontrou-se com 2 chefes de um cartel de droga colombiano, conta a RT.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Desenvolvimento sustentável: Portugal é 26º entre 162 países

  • A Assembleia Municipal de Vila do Conde atribuiu o reconhecimento de interesse público municipal a uma empresa de reciclagem de areias, que opera de forma ilegal no concelho há mais de 20 anos. O Fundo de Proteção dos Animais Selvagens de Vila do Conde acusa a autarquia de falta de transparência no processo. A presidente da Câmara, Elisa Ferraz (PS), considera que este reconhecimento de interesse público permitirá que a empresa inicie um processo de legalização, sob a alçada de várias entidades do foro económico e ambiental, que agora se irão pronunciar sobre o processo e fiscalizar a atividade. Opinião contrária manifestou a bancada do PSD: «Não estão reunidos os parâmetros necessários, perante a lei, para ter esse reconhecimento, nem o executivo trouxe a certificação que estavam cumpridas certas regras para ter esse estatuto, nomeadamente a apresentação de um estudo de impacto ambiental prévio e o reconhecimento da necessidade da empresa para o concelho», afirmou Luísa Maia. Ramiro Pereira, dá a sua versão desta decisão: «A assembleia municipal aprovou em reunião da passada sexta feira mais uma pérola para memória futura com esta deliberação: - Reconhecimento de Interesse Público Municipal – solicitado pela Sociedade Dragagens Raulino Gomes da Silva, L.ª – aprovado por maioria, com a abstenção dos eleitos pelo PS e o voto a favor da NAU. (…) o presidente da Junta de Arvore rodou 360 graus, porque era contra esta indústria em 2013, tentou algumas vezes visitar tal estrutura mas nunca o conseguiu, recebeu inúmeras queixas de moradores, e agora vem descaradamente dizer em plena Assembleia que nunca foi contra e que não há nem nunca houve queixas. Estamos a falar de uma empresa que tem as suas instalações em área identificada no PDM como Reserva Agrícola Nacional e não terá, segundo as noticias divulgadas e o próprio documento reconhece, as licenças das entidades competentes para efectuar as extrações que realiza (na zona fronteira das freguesias de Árvore/Tougues/Retorta) assim como para o tratamento de resíduos ali depositados. Labora há mais de 20 anos no local perante a inoperância, cumplicidade e conivência dos sucessivos executivos municipais - com responsabilidade acrescida do pelouro do Ambiente se é que existe? - e demais entidades fiscalizadoras sendo agora premiada com uma legalização administrativa sem qualquer analise de impacto ambiental. Mas a pérola pode ser resumida nesta afirmação intolerável: "atestam a importância da atividade desenvolvida, bem como a inexistência de qualquer reclamações ou impactos ambientais conhecidos". É lamentável a ligeireza com que todo este caso tem vindo a ser tratado pela Câmara Municipal de Vila do Conde e pelas Juntas de Freguesia envolvidas. Não é aceitável este tipo de procedimentos por parte dos nossos eleitos em que o infrator é, em vez de penalizado, beneficiado.»
  • O último relatório da ONU sobre desenvolvimento sustentável para 2019 coloca Portugal em 26.º lugar de um total de 162 países avaliados. Dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, Portugal está a cumprir da melhor forma o sétimo, de energias renováveis e acessíveis, que deve garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos. Segundo o relatório, o país continua com grandes desafios na erradicação da fome e nos objetivos 12, 13 e 14: produção e consumo sustentáveis, ação climática e proteção da vida marinha, respetivamente. À semelhança da maioria dos países, Portugal tem tido um desempenho negativo no objetivo 13, da ação climática, que consiste em adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas nas políticas, estratégias e planeamentos nacionais. A ação climática foi avaliada pela emissão de CO2 na atmosfera e produção de dióxido de carbono nos produtos importados e exportados. A lista dos 10 países com desenvolvimento mais sustentável é liderada pela Dinamarca, seguida pela Suécia, Finlândia, França e Áustria. JN.
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EUA: Greenpeace bloqueia ponte Fred Hartman

  • Uma fuga de informação da Organização Internacional para as Migrações dos EUA sugere que a agência de refugiados da ONU está a autocensurar-se ao discutir a crise climática e o seu impacto global na migração, diz o The Guardian. Segundo o jornal britânico, as fontes da agência e informações posteriores sugerem que a agência está a evitar fazer referências diretas à crise climática quando se trata de projetos financiados pelo Departamento de População, Refugiados e Migração dos EUA e outras entidades governamentais dos EUA, como a USAID.
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Mão pesada

A BP foi multada em 400 mil libras por derrame de mais de três toneladas de petróleo bruto no terminal de Sullom Voe, em Shetland, Escócia. BBC.
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Reflexão: «Crise da Amazónia no Brasil está enraizada no seu passado fascista»


«Durante os anos 80, uma série de imagens e filmes chocantes mostraram uma enorme devastação que avançava em Rondônia. Aí, uma velha área de floresta tropical de tamanho semelhante ao da Grã-Bretanha estava a ser destruída a um ritmo recorde. Enquanto os incêndios geravam enormes nuvens de fumo, milhares de indígenas que viviam na floresta morreram nas mãos de fazendeiros e agricultores, mortos a tiros, envenenados ou deliberadamente infetados com varíola.

Esta devastação, retratada em documentários como "Década de Destruição", de Adrian Cowell, estava a ser financiada pelo Banco Mundial, que havia convencido a ditadura militar brasileira autoritária e não eleita, de que derrubar grande parte da floresta seria bom para a economia. O resultado dessa parceria foi o notório projeto Polonoroeste de 1981. O Banco Mundial emprestou cerca de 440 milhões de dólares e prestou apoio técnico a uma ditadura militar autoritária, conhecida por cometer atos de genocídio contra tribos indígenas na Amazônia, para pavimentar a estrada de terra 364 (intransitável durante a estação chuvosa, na época), ligar uma rede de estradas que cortaram a floresta tropical e forneçer infraestruturas para p alojamento de 30 mil famílias migrantes do sul do Brasil. Os contribuintes brasileiros, que não se manifestaram sobre o assunto, seriam obrigados a pagar o empréstimo com juros nas próximas décadas, enquanto presidentes neoliberais como Fernando Henrique Cardoso usavam a dívida do Brasil como desculpa para não financiar adequadamente os sistemas de saúde e educação. 0,19% do orçamento do projeto estava destinado a proteção ambiental.

No ensaio “Avenida dos sonhos desfeitos: a história por dentro do Projeto Rodoviário Polonoroeste do Banco Mundial na Amazónia brasileira", Robert H. Wade analisa as comunicações internas dentro do Banco Mundial durante a implementação da Polonoroeste. O chefe da Divisão de Programas, Robert Skillings, estava no Banco Mundial desde 1947 e considerava o projeto a sua obra-prima final antes de se aposentar. Um após outro, ele conseguiu neutralizar e afastar do projeto todos os tecnocratas de bancos que criticavam a operacionalidade, ética, direitos humanos e estratégias ambientais. Muitas pessoas dentro do banco sabiam que um desastre ambiental e de direitos humanos estava em marcha, mas as suas críticas foram silenciadas. (…)
Para o Banco Mundial, derrubar árvores e queimar petróleo ajudam no crescimento do PIB a curto prazo. Por enquanto. Tratar os danos ambientais como uma externalidade continua a ser um dos maiores problemas da economia monetarista/neoliberal até hoje. Se os danos ambientais de médio e longo prazo fossem calculados nos seus modelos de desenvolvimento, eles entrariam em colapso.
O desastre em Rondônia levou ao surgimento de ONGs ambientais internacionais como atores importantes no cenário internacional. Como resultado do fracasso de Polonoroeste, o Banco Mundial começou a consultar ONGs sobre todos os seus futuros projetos de desenvolvimento no Terceiro Mundo, embora muitas vezes lhes dessem pouco mais do que elogios.

Polonoroeste representou um dos últimos projetos de desenvolvimento em larga escala da Ditadura Militar, que foi deposta em 1985. Até hoje, oficiais militares da época recusam-se a admitir que foi um fracasso. Afinal, Rondônia é hoje um dos principais produtores de soja e carne transgénica para os mercados internacionais e, embora essas atividades sejam de baixa intensidade de trabalho, elas dão muito dinheiro aos grandes fazendeiros e fornecedores da cadeia de valor do agronegócio e com as empresas internacionais que lucram com eles, como a Cargill, que atualmente está expandindo a sua capacidade de exportar soja transgénica a partir do seu terminal de cereais de Porto Velho de 3,5 para 6 milhões de toneladas por ano.
Eu viajei Rondônia durante a última semana de julho. Aí soube que o governo de Bolsonaro está a planear duplicar Polonoroeste no Amazonas através de um processo a que chamam de “Rondonização”.
Quando Dilma Rousseff era presidente, a Rodovia 319, que liga Porto Velho à capital do Amazonas, Manaus, era uma estrada de terra intransitável durante a estação chuvosa. Após o golpe de 2016, Michel Temer cortou o financiamento ao Ibama, o órgão de proteção/ fiscalização ambiental, em 51% e começou a pavimentar a rodovia 319. O troço de 120 Km entre Porto Velho e Humaitá, no Amazonas, que atualmente é o epicentro de incêndios no Amazonas, já está pavimentado. Antes, levava dois dias para chegar de Porto Velho. Agora, como descobriram as multidões de jornalistas internacionais que pululam para a área, é alcançável em questão de horas. O governo Bolsonaro estripou ainda mais o Ibama e tornou disfuncional, demitindo os superintendentes em 22 estados e ordenando que interrompessem todas as atividades, a menos que sejam aprovadas em Brasília, por inimigos do ambientalismo ligados ao agronegócio internacional.
O governo está a avançar na pavimentação do restante da estrada até Manaus, e planeia estabelecer uma rede de estradas de serviço semelhantes que funcionam como "veias sugando tudo da floresta".

Durante o período em que a Ditadura Militar e o Banco Mundial trabalharam juntos na tragédia ecológica e de direitos humanos de Polonoroeste, Jair Bolsonaro foi capitão do exército. 16 dos seus ministros são generais aposentados que também trabalhavam na ditadura. Eles não acham que havia algo errado com o projeto, quer do ponto de vista ambiental quer de direitos humanos. É por isso que agora eles estão a começar a "Rondonizar" o resto da floresta tropical.» 
Brian Mier, in TruthDigg.


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