Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mafra remunicipaliza serviços de água e saneamento


A remunicipalização dos serviços de água e saneamento de Mafra acontece a partir de Setembro. A Be Water, que explorou o serviço público desde 1994, pela mão do executivo camário de maioria PSD, vai ser indemnizada em 25 milhões de euros pelo facto de o contrato ter sido terminado antes do prazo previsto, 2025. Calcula-se que os utentes tenham sido lesados em mais de 60 milhões de euros devido às tarifas elevadas.
Em dezembro de 2017, a Assembleia Municipal de Mafra aprovara a suspensão da concessão das águas. Tudo porque a autarquia estava farta das pressões da concessionária Be Water exigindo uma compensação de 19 milhões de euros por os consumos serem inferiores ao contratualizado. Agora a autarquia terá de indemnizar aquela empresa em 10,6 milhões de euros. Refira-se que Mafra foi o primeiro município do país a concessionar a água a privados, em 1994, para resolver os problemas de falta de água no concelho e é o primeiro a acabar com essa concessão e a 'remunicipalizar' o serviço. 
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Alemanha: 40 biliões para apoiar regiões afetadas pelo processo de descarbonização

  • O governo alemão apoiou um projeto de lei para canalizar 40 biliões de dólares distribuídos nos próximos 20 anos, principalmente para quatro regiões afetadas pelos planos de eliminar o carvão até 2038. Reuters.
  • O Uganda rejeitou um projeto hidroelétrico proposto pela Bonang Power and Energy da África do Sul, devido à importância das suas famosas Cataratas de Murchison como atração turística lucrativa. Reuters.
  • Centenas de pais pedem às escolas públicas de Pittsburgh que interrompam a pulverização de herbicidas nos recintos escolares, titula o The Allegheny Front.
  • O projeto da mina de carvão Adani na Austrália seria inviável sem sos 4,4 biliões de dólares dados pelo governo, diz um relatório Institute of Energy, Economics and Financial Analysis citado pelo The Guardian.
  • O terreno onde Jakarta se desenvolveu está a afundar-se. O governo planeia mudar os seus serviços para terrenos mais altos, mas o local escolhido pode ser um desastre ecológico. Borneo alberga uma das maiores florestas tropicais do mundo, e Arief Wijaya, um investigador do World Resources Institute, calcula que o abate de 247.000 acres de florestas virgens em Kalimantan Oriental poderia liberar 48 milhões de toneladas de CO2. Perder florestas e turfeiras também significaria perder a capacidade de absorver emissões, e a área também se tornaria mais propensa a incêndios. Na melhor das hipóteses, se o governo puder evitar derrubar a floresta enquanto constrói, a nova capital provavelmente ainda atrairá mais pessoas para os arredores. Fast Company.
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Reflexão –Enquanto a Amazónia arde (4)

  • Ameaçados pelo fogo, deflorestação e invasão, o povo Xikrin do norte da Amazônia contra-ataca, escreve Fabiano Maisonnave no The Guardian: Enquanto as autoridades permanecem ociosas e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tenta minar os seus direitos territoriais, a comunidade indígena resolveu o problema com as suas próprias mãos expulsando os madeireiros e fazendeiros que ocuparam ilegalmente as suas terras e incendiaram a floresta. Munidos de espingardas e varapaus, grupos de guerreiros xikrin varreram o seu extenso território no estado do Pará na semana passada. Sempre que encontravam terras incendiadas, clareiras e habitações ilegais, iam de cabana em cabana, expulsando os invasores e confiscando motosserras e outras ferramentas. Legalmente, essa devia ser a tarefa da polícia federal. O território indígena Trincheira Bacajá foi oficialmente reconhecido pelo governo em 2000. Ninguém, exceto os 1.100 membros da comunidade Xikrin, tem o direito de viver nele. Mas os idosos sabem que há pouca esperança de que o governo faça valer os seus direitos. Os grileiros começaram a invadir a área em junho de 2018, usando uma estrada improvisada que tinha sido cortada na floresta por madeireiros ilegais. O Xikrin apresentou queixas às agências oficiais várias vezes, mas sem sucesso. Em julho, grileiros destruíram uma área de floresta virgem do tamanho de 1.500 campos de futebol. Estes problemas são antigos, mas Bolsonaro piorou as coisas. Em vez de defender os territórios do crime, os críticos dizem que ele mina repetidamente os indígenas nos seus discursos e nas suas políticas. Durante uma reunião com os governadores da região amazónica em 27 de agosto, BOlsonaro alegou que as comunidades nativas foram usadas por interesses estrangeiros para limitar o crescimento do Brasil. “[Os povos indígenas] não falam a nossa língua, mas de alguma forma conseguiram obter 14% do nosso território nacional”, disse Bolsonaro recentemente, acrescentando: “Um dos objetivos disso é prejudicar-nos.” Bekara Xikrin, chefe da vila Rapkô, disse que os grileiros foram encorajados pelo presidente. “Um cara [entre os invasores] nos disse que a terra é de acesso livre, que Bolsonaro concedeu acesso a ela, que essa não é uma terra indígena.” As ações de autodefesa dos Xikrin não assustaram os grileiros. Numa mensagem de áudio divulgada pelo WhatsApp, um deles avisou que cerca de 300 pessoas estavam a preparar um ataque contra uma aldeia indígena próxima. Para evitar a violência, a promotora federal da região, Thais Santi, solicitou formalmente uma ação pela polícia em 26 de agosto. Ela sugeriu a realização de uma operação dentro de 24 horas, mas dois dias depois nada aconteceu. Muitas outras terras indígenas na região do rio Xingu estão sob pressão semelhante. Esta bacia - uma das maiores da Amazónia – desenvolveu-se mercê da hidroelétrica de Belo Monte, que trouxe um fluxo de empresários e trabalhadores. O município em torno da principal cidade de Altamira lidera o Brasil em termos de surtos de incêndio. De 1 de janeiro a 26 de agosto, o município sofreu 2.566 incêndios, um aumento de 459% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe. Vizinho da Trincheira, é o território indígena Apyterewa do povo Parakanã, que sofreu uma grande invasão de pecuaristas. Em julho, 28 Km2 foram desflorestados nesta área - a maior dentro de um território indígena brasileiro naquele mês, segundo o Imazon. Na mesma região, o território indígena Ituna / Itatá perdeu 9 km² de floresta no mês passado. Estas três terras indígenas são as mais afetadas no Brasil nas últimas semanas, segundo o Imazon. A pressão contra os Xikrin vem principalmente da pecuária. A indústria pecuária representa um forte apoio a Bolsonaro. Não muito longe do seu território, encontra-se São Félix do Xingu, município com o maior rebanho bovino do país, com 2,24 milhões em 2017.
  • A empresa dona das marcas Kipling, Timberland e Vans confirma a suspensão de compra de couro brasileiro. A VF Corporation diz que defende a vida sustentável e já não tem segurança sobre matéria prima do Brasil. Folha de S. Paulo.
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Bico calado

  • Temos que tirar o chapéu ao Boris e aos que lograram fazê-lo primeiro-ministro. Ver um primeiro-ministro não eleito exigir a uma dama não eleita que suspenda um parlamento que foi eleito, merece mesmo uma ovação em pé. Essa ainda não tinha sido ponderada pela veneranda Manuela Ferreira Leite, lídima defensora da tese da suspensão da democracia divulgada em novembro de 2008.
  • A BP está a vender os seus ativos de petróleo no Alasca. A compradora, a Hilcorp, tem uma longa lista de violações de segurança e meio ambiente. ICN.
  • Um relatório recente da GlobalData prevê que a região da Ásia-Pacífico liderará o mercado de turbinas eólicas com uma capacidade de instalação anual de 33,14 gigawatts até 2023. Em segundo e terceiro lugar, estarão a Europa/Médio Oriente/África e América, com capacidades de 19,9 GW e 11,7 GW, respetivamente. Energías Renovables.
  • Qual será o país que tem um sistema judicial dedicado ao julgamento e detenção de crianças? A BBC esclarece-nos.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ANAFRE: reuniões só com água da torneira

  • As ribeiras de Pera, de Nodel, de Frades e da Bouçã, no concelho de Pedrógão Grande, foram alvo de intervenções de regularização fluvial, financiadas pelo Fundo Ambiental. Nas linhas de água afetadas pelos grandes incêndios de 2017 e 2018, foram usadas técnicas antigas, produtos locais, aproveitando árvores queimadas e ramos secos para fazer diques e consolidar margens. Ao todo foram 69 pontos de intervenção de engenharia natural nas quatro ribeiras do concelho, em zonas mais debilitadas (34,5 quilómetros), removendo sedimentos, recuperando margens, consolidando-as, trazendo espécies autóctones de volta, tudo de forma natural. MedioTejo.
  • Os membros da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) prometem apenas beber água da torneira durante as suas reuniões. Para tal, assinou um parceria com a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) e com as Águas do Vale do Tejo para que, nas juntas de freguesia dos distritos de Lisboa, Santarém, Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Évora façam o mesmo MedioTejo.
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EUA: 17% das escolas da Califórnia registam chumbo nos seus bebedouros

  • Chumbo encontrado em bebedouros de 17% das escolas públicas da Califórnia, titula o  Capital & Main.
  • Trump terá ordenado ao Departamento de Agricultura dos EUA para abrir a Floresta Nacional de Tongass, a maior floresta intata e temperada do planeta, a projetos madeireiros, mineiros e energéticos, uma iniciativa que ocorre quando milhares de incêndios destroem a floresta tropical da Amazónia. Common Dreams.
  • Membro do MPF explica que Justiça livrou fazendeiro e empresa que pulverizaram pesticida sobre índios Guyra Kambi’y no MS, apesar de um vídeo comprovar o ataque. APublica.
  • A Índia vai impor, a partir de 2 de outubro, a proibição nacional de sacos plásticas, copos e palhinhas descartáveis, reporta a Reuters.
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Reflexão –Enquanto a Amazónia arde (3)

Os trágicos incêndios da Amazónia exigem ação imediata! Cancelem o meu projeto de a comprar.
  • Duas empresas brasileiras, propriedade de um dos principais doadores do presidente Donald Trump e do líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, são significativamente responsáveis pela contínua destruição da floresta amazónica, escreve Ryan Grim, na The Intercept. As empresas conquistaram o controlo da terra, desmataram e ajudaram a construir uma polémica rodovia para o seu novo terminal na outrora selva, tudo para facilitar o cultivo e a exportação de cereais e soja. O terminal de Miritituba, no interior da Amazónia, no estado do Pará, permite que os produtores carreguem soja em barcaças, que então navegarão para um porto maior antes de a carga ser transportada para todo o mundo. Este terminal é administrado pela Hidrovias do Brasil, uma empresa que pertence em grande parte à Blackstone, uma importante empresa de investimentos dos EUA. Outra empresa da Blackstone, a Pátria Investimentos, possui mais de 50% da Hidrovias, enquanto a própria Blackstone possui uma participação adicional de aproximadamente 10%. O co-fundador e CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, é um aliado próximo de Trump e doou milhões de dólares para McConnell nos últimos anos. Schwarzman, um dos fundadores da Blackstone, possui cerca de um quinto da empresa, fazendo dele um dos homens mais ricos do mundo. Em 2018, ele faturou pelo menos 568 milhões de dólares e foi generoso em relação a McConnell e Trump: em 2016, doou 2,5 milhões para o Fundo de Liderança do Senado, o Super PAC de McConnell e colocou Jim Breyer, o cunhado bilionário de McConnell, no conselho da Blackstone. Dois anos depois, Schwarzman arrecadou 8 milhões para o Super PAC da McConnell. Schwarzman é um amigo próximo e conselheiro de Trump, e foi presidente do seu Fórum Estratégico e de Políticas até o escândalo da manifestação neonazi em Charlottesville, na qual Trump elogiou «pessoas muito boas, de ambos os lados». Em dezembro de 2017, quando os detalhes finais do corte de impostos estavam a ser ultimados, Schwarzman organizou para Trump um jantar de recolha de fundos a 100 mil dólares por lugar. Alguns dos convivas queixaram-se da nova lei do imposto e, dias depois, Trump reduziu a taxa percentual mais alta no pacote final de 39,6 para 37. Apenas um pormenor: O presidente brasileiro viajou para Nova York em maio para ser homenageado numa festa de gala patrocinada pela Refinitiv, uma empresa de que a Blackstone é proprietária maioritária. Os incêndios na Amazónia têm provocado devastação inédita, muitos deles ateados por agricultores e outros que buscam limpar a terra para cultivo ou pastagem. Bolsonaro inicialmente descartou os incêndios como indignos de atenção séria. Há poucas semanas, Bolsonaro demitiu um cientista-chefe do governo por causa de um relatório sobre a rápida escalada da desflorestação sob a administração de Bolsonaro, alegando que os números tinham sido forjados.
  • Um grupo de juristas brasileiros prepara desde 23 de agosto uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro por crime ambiental contra a humanidade, a ser apresentada ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda. Os juristas argumentam que Bolsonaro pode ser responsabilizado pelo aumento dos danos na Amazónia em 2019 devido à demora da resposta contra as queimadas na região e à atual política ambiental do governo. A ação está sendo articulada por especialistas em direitos humanos, direito ambiental e internacional. «Os ataques de Bolsonaro aos órgãos de pesquisa, aos ambientalistas, às organizações não governamentais e aos órgãos de fiscalização ambiental se apresentaram como um salvo conduto para ações criminosas contra o meio ambiente», sublinha a jurista Eloísa Machado, que é professora de direito constitucional da Fundação Getúlio Vargas. DW.
  • O líder sindicalista José Dutra da Costa escapou de duas tentativas de homicídio antes de ser assassinado com três tiros na porta de casa. O mandante do crime só foi condenado quase 20 anos depois: José Dutra da Costa foi morto por denunciar desmatamento, grilagem e trabalho escravo. APublica.
  • Grupos ambientalistas no Equador lançaram um apelo à "ação global" perante a proliferação de incêndios desencadeados na floresta amazónica e dos efeitos perniciosos que os incêndios nessa floresta podem gerar em todo o planeta. El Día.
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Bico calado

  • «(…) Todos os dias o Presidente dos Estados Unidos cria uma polémica nova. Umas sérias, outras não. Umas chocantes, outras patéticas. Quando a coisa o começa a atingir de alguma forma, muda para outra ou recua. Mas a regra é produzir o máximo de ruído, sobrepor polémicas umas nas outras, para que a sua cacofonia leve a uma cacofonia dos seus opositores, que diariamente se indignam com coisas diferentes, sem conseguir ter foco na oposição que lhe fazem. Usando as redes sociais, Trump consegue banalizar os seus próprios disparates, banalizando com isso as críticas que lhe fazem. Já nada tem realmente importância a não ser o festival diário e inconsequente de polémicas. Com as redes sociais, ele consegue construir esta narrativa sem narrativa que os jornalistas seguem, sem outro critério que não seja o de alimentar o espetáculo que Trump lhes oferece. (…) Não sei como se desarma esta armadilha. Sei que Trump e Bolsonaro devem começar a ser tratados pelo que são. Sim, são Presidentes dos seus países. Dois Estados bem relevantes, por sinal. Mas só é importante o que dizem como tal e usando os instrumentos que o Estado lhes garante. Tudo o resto deve ser tratado como é: entretenimento sem qualquer relevância política. Sim, é perigoso não nos indignarmos. Mas a indignação só vale a pena se for consequente, agindo conformidade e com gravidade. Era o que se devia estar a fazer com o que se passa na Amazónia. Para o resto, a resposta da primeira-ministra da Dinamarca deveria ser apenas uma: “Aqui governa-se um país, não temos tempo para palhaçadas”. Esvaziar a polémica é transformá-la no que é: entretenimento de um farsante. Guardem a indignação para aquilo contra o qual pretendem realmente agir. Mantenham o foco, ignorem o ruído.» Daniel Oliveira, in Don’t feed Trump - Expresso Diário, 27ago2019.
  • «(…) Ninguém esqueceu no país que as duas maiorias absolutas do cavaquismo e a do PS de Sócrates se traduziram no abuso absoluto. Um partido governante com maioria absoluta, ensina-nos o nosso historial recente desse tipo de situações, acha-se dispensado de falar às pessoas, de prestar contas à cidadania, de negociar e de debater dentro ou fora do Parlamento as suas decisões, anula facilmente o contraditório, tende a controlar os media em proveito próprio, ilude com muito maior facilidade a fiscalização possível dos seus atos, fomenta quase inelutavelmente o compadrio e a corrupção a todos os níveis. Ninguém se esqueceu em Portugal que as maiorias absolutas pretéritas do PSD e do PS significaram arrogância e autoritarismo, privatizações obscuramente negociadas dos sectores estratégicos da economia, ataques devastadores ao emprego e aos direitos do trabalho, corrupção e promiscuidade atravessando horizontalmente a banca, os negócios e a política, tudo a desaguar no colapso financeiro, na troika e no memorando de entendimento com ela preparado por aqueles dois partidos, a magna carta da austeridade.(…)» Fernando Rosas, in O centro da questão – Público 27ago2019.
  • «(…) as últimas semanas foram particularmente ilustrativas daquilo que carateriza largamente a prática do jornalismo em Portugal. Um jornalismo que vai a reboque dos serviços de relações públicas e das assessorias de partidos, sindicatos, ordens, ligas,… De preferência se estes organismos emitirem comunicados prontos-a-publicar e os seus representantes fizerem declarações prontas-a-servir. Basta vermos a omnipresença nestes últimos tempos, durante dias e semanas a fio, dos mesmos líderes sindicais e de ordens profissionais (para além dos habituais políticos e treinadores de futebol). E, à parte as declarações mais ou menos bombásticas deles, que sabemos nós dos seus percursos profissionais, das condições salariais e demais alcavalas de que usufruem, dos eventuais dissabores judiciários que os ameaçam? Ou das organizações de que são líderes, do número de aderentes, do funcionamento interno, dos meios de que dispõem (lembremo-nos da greve anunciada “por um ano”)? Se tudo ignorávamos, na ignorância ficámos: nenhuma investigação e documentação de fundo foi feita para sermos devidamente informados e fazermos uma opinião cautelosamente fundada.(…)» J.-M. Nobre-Correia, in A informação que temos ou não… - Público 28ago2019.
  • Porque será há milhares de cidadãos a manifestarem-se pela independência em várias cidades do País de Gales? The Canary tenta explicar.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Aplicação agiliza registo e denúncia de problemas ambientais às entidades competentes

  • O FAPAS manifestou-se apreensivo em relação ao futuro dos parques e reservas naturais, com o alijar de responsabilidades do Estado preconizadas pelo Decreto-Lei n.º 116/2019, publicado no passado dia 21. Para além de criticar os esvaziamento da importância e protagonismo do ICNF, a atual Autoridade Nacional de Conservação da Natureza, com experiência e quadro técnico habilitado, o FAPAS considera inadequado um presidente de Câmara só por ser presidente de câmara, (Art.º 7º) a presidir à comissão de cogestão e não um especialista, que deveria sair preferencialmente dos quadros do ICNF (até por razões de economia) ou ser escolhido em concurso público.
  • Os downloads da APP Patrulheiros cresceram 75% no segundo trimestre de 2019 em comparação com os primeiros meses de 2019. Com cerca de 3.500 usuários registados e ativos, esta ferramenta permite detetar e enviar ocorrências de atentados ao meio ambiente em qualquer parte do país, sendo rapidamente direcionadas às entidades responsáveis de cada região. Ativa em 298 dos 308 municípios de Portugal Continental e Ilhas, a ferramenta estará presente até ao final do ano em todo o país. Lisboa, Porto e Aveiro lideram os distritos com maior atividade entre os utilizadores da APP Patrulheiros. Entre os tipos de ocorrências mais enviadas pelos patrulheiros no segundo trimestre do ano, estão Entulho (37%), Lixo florestal (29%), Pisos em mau estado e estradas perigosas (7%), e a Existência de produtos tóxicos, riscos elétricos e outros (7%). Problemas na Zona Costeira (5%), Falta de caixotes de lixo (3%) e Queimadas ilegais e/ou fora de época (2%) aparecem no fim da lista.
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Quénia: jacinto-de-água produz biogás

  • As elevadas temperaturas frequentes na linha norte do metropolitano de Londres vão começar a manter as casas em Islington, norte de Londres, aconchegantes nos meses mais frios, através de um esquema para aproveitar o calor do subsolo. The Guardian.
  • No Quénia, o jacinto-de-água está a ser testado como matéria-prima para a produção de biogás. Lançado em 2018, o projeto desenvolve-se em 50 biodegestotes, satisfazendo, por exemplo, as necessidades de energia de 60% da população de Dunga. The Guardian.
  • A U.S. Steel, está a ser processada por não ter reportado a emissão de poluentes no ar das suas centrais de Clairton, Braddock e West Miffli, no Mon Valley, Pensivânia, conforme a lei exige. Pittsburg Post-Gazette.
  • Um grupo de pescadores de Oslob , nas Filipinas, deixaram de pescar e voltaram-se para o turismo, alimentando tubarões-baleia com camarão para os atrair para perto da costa, para que os turistas possam fazer snorkel ou mergulhar com eles. Os ex-pescadores passaram a ganhar 62 dólares por dia. The Conversation.
  • O tabaco aquecido representa um grave impacto para a gestão de resíduos eletrónicos. Nos EUA, foram vendidos em 2017, segundo o Center for Disease Control and Prevention, 565 tipos de cargas ou cápsulas, 184 delas descartáveis. Esses produtos podem verter metais perigosos, ácido de bateria e nicotina no ambiente. E não há legislação para os reciclar. Pior: nenhuma marca comercializada fornece instruções sobre a melhor forma de reciclar o produto. The Guardian.
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Mão pesada

Três funcionários a Southern Water foram condenados por obstruir a recolha de dados pelo ministério do Ambiente, que estava investigando o esgoto bruto derramado nos rios e nas praias do sudeste da Inglaterra. 
Uma outra investigação da Ofwat, a agência financeira do setor, de que resultou em multa de 3 milhões de libras e indemnização 123 milhões a clientes, apurou que a Southern Water havia manipulado amostras de água e "deliberadamente reportou dados incorretamente" durante sete anos até 2017 para evitar penalidades financeiras. Isso incluiu evidências de que a empresa usava navios-tanque para mudar os esgotos de locais problemáticos, no sentido de evitar que eles pudessem apresentação uma leitura ruim para o ministério. 
As investigações seguem uma série de episódios de poluição, incluindo a multa de 2 milhões de libras, há três anos, por contaminar a costa de Kent com esgoto, deixando praias como a de Margate encerradas ao o público durante nove dias. Outra multa de 200 mil libras foi-lhe aplicada por infrações semelhantes em 2013. A Southern é propriedade de um consórcio de fundos de private equity e infraestrutura, incluindo o UBS Asset Management e o JPMorgan Asset Management. FT.
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Reflexão – Enquanto a Amazónia arde (2)

  • O governo Bolsonaro foi informado oficialmente em 7 de agosto, três dias antes do "Dia do Fogo" articulado por fazendeiros bolsonaristas do Pará, que os incêndios iriam começar. E nada fez. O Ministério Público Federal do Pará enviou um ofício ao Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente, alertando para o ato criminoso, sem qualquer reação do governo. A Força Nacional de Segurança, subordinada a Moro, também foi alertada, mas nada fez. O MPF do Pará relata que funcionários do Ibama vinham sofrendo ataques por parte de madeireiros e grileiros, sem contar com proteção policial. Grupo no WhatsApp contratou motoqueiros e motosserras para desmatar e incendiar a floresta. Globo Rural revela como foi organizado o ‘dia do fogo’ no Pará; grupo “SERTÃO” tem 80 membros entre grileiros, garimpeiros e fazendeiros da região.
  • O Ministério Público Federal em Santa Catarina está de posse de um dossiê com uma série de documentos apontando supostas irregularidades nas decisões de anulação de multas pelo atual presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim. Através desses sabe-se que, logo depois das eleições, os produtores, liderados por dirigentes de sindicatos rurais, foram cobrar do ministro Ricardo Salles e do Ibama a promessa feita por Jair Bolsonaro na campanha de acabar com o que chamava de “indústria de multas” ambientais. O acordo teria sido confirmado em 30 de janeiro na sede do Ibama, em Brasília, segundo carta do Sindicato de Lages ao presidente do Ibama e outros documentos. APublica.
Entretanto, para desviar as atenções do essencial, muitos babam-se a alimentar a briga de putos entre Bolsonaro e Macron por causa de comentários do primeiro a foto da mulher do segundo.
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Bico calado

Nos EUA, cada professora dá do seu bolso 459 dólares, por ano, para aquisição de material escolar para a sua sala de aula. Common Dreams.
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terça-feira, 27 de agosto de 2019

França: 20 Câmaras proíbem a aplicação de glifosato em espaços públicos

  • Vagos foi o 7º município a aderir ao projeto Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses. Lançado em 2017 pela Zero e seis municípios (Almada, Bragança, Castelo Branco, Gaia, Guimarães e Lagoa), o projeto pretende motivar e alertar os cidadãos para a importância de conhecer o impacto de cada um no ambiente, bem como incentivar a reduzir a utilização de combustíveis fósseis, a poluição, o desperdício e a destruição de ecossistemas e da biodiversidade, incentivando a mudanças do estilo de vida e da relação com o ambiente. Pretende ainda obter dados concretos e cientificamente fiáveis sobre as ações que mais afetam o ambiente, permitindo que as tomadas de decisão sejam mais assertivas e atinjam os fins pretendidos. No primeiro ano do projeto foi avaliada a Pegada Ecológica de cada município, a Biocapacidade e a sua contribuição para a média nacional, isto é, se o município usa mais ou menos recursos naturais do que regenera. Os resultados desta avaliação poderão ser usados para informar políticas de planeamento local ou nacional. No segundo ano, vai ser instalada no site de cada autarquia uma calculadora online da Pegada Ecológica, de modo a que cada pessoa calcule a sua própria pegada, perceba a dimensão do impacto da sua atividade diária no território e no planeta e se consciencialize sobre os múltiplos impactos humanos no ambiente. Finalmente, no terceiro ano, o projeto vai estudar e propor uma alteração dos critérios de distribuição de fundos nacionais pelos municípios, tendo em conta os resultados da Pegada Ecológica e a contribuição de cada município para a Biocapacidade nacional. Será também possível analisar e propor políticas de coesão e equidade territorial e políticas para conservar e melhorar o capital natural do município, isto é, o seu stock de recursos naturais - geologia, solos, ar, água e todos os organismos vivos - que fornece as populações em bens e serviços.
  • Cerca de 20 presidentes de câmara franceses proibiram o glifosato nos seus municípios, contrariando o governo, que legislou no sentido de permitir a aplicação daquele herbicida ainda durante algum tempo. Reuters.
  • O rio Cam está a secar e a culpa é das companhais de água, acusam os ambientalistas do Cam Valley Forum. The Guardian.
  • Temperatura elevada da água no Alasca está a matar centenas de salmões, reporta a CNN.
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Reflexão – Enquanto a Amazónia arde (1)

  • A Amazónia está a arder porque o mundo come demasiada carne, titula a CNN.
  • A Finlândia, que detém a presidência rotativa da União Europeia, sugeriu que a UE analise a possibilidade de proibir a carne bovina brasileira nos seus mercados devido à devastação causada por incêndios na floresta amazônica. Reuters.
  • O papa Francisco pediu um compromisso global para apagar os incêndios na Amazónia, dizendo que a área era essencial para a saúde do planeta. Reuters.
  • Ricardo Salles: Amazónia pertencer à humanidade é bobagem.
  • Manifestantes vão às ruas contra política ambiental de Bolsonaro e queimadas na Amazónia, titula a Folha de S. Paulo.
  • «Desde que tomou posse, o governo só faz enxovalhar os fiscais, enfraquecer os órgãos de fiscalização, perdoar dívidas de criminosos ambientais e açoitar o ambientalismo. Quem tem Ricardo Salles como ministro do Meio-Ambiente não pode mesmo esperar respeito do restante do planeta». Fabio Pannunzio.
  • «(…) Os incêndios imensos que lavram no Brasil (numa área maior do que a União Europeia), queimando imensidões de floresta tropical e de cerrado, revelam que o programa de Bolsonaro consiste em destruir tudo o que foi sendo construído para organizar a Amazónia legal, desde os tempos de Getúlio Vargas. O aumento exponencial dos incêndios reflete no terreno a consequência das suas palavras de ódio contra todos aqueles que querem preservar a floresta e respeitar os povos indígenas. Bolsonaro e os seus cúmplices, como o “ministro do Ambiente” Ricardo Salles, estão a instigar todos aqueles que se querem apoderar, mesmo ilegalmente, do território da Amazónia para fazer pastagens, garimpo ilegal e corte predatório de madeira. A partir de Brasília, atacam-se as agências federais que têm ajudado a manter a lei e a ordem: o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); o IBAMA (principal agência ambiental); a FUNAI (a fundação destinada a proteger as populações indígenas). Sem vergonha, Brasília insulta a Alemanha e a Noruega que desde 2008 têm feito grandes doações para o Fundo Amazónia e diaboliza as ONG como se fossem malfeitores.(…)» Viriato Soromenho Marques, in Diário de Notícias, 24ago2019.
  • Subitamente, os media em massa falam dos fogos na floresta amazónica do Brasil. Ninguém fala da parte boliviana. A floresta de Chiquitano perdeu, em 5 dias, 500 mil hectares
  • Angola lidera uma lista de países com o maior número de incêndios florestais. O país registou 6.902 fogos nos últimos dois dias, comparado com os 2.127 no Brasil, principalmente na Amazónia, aponta satélite da NASA. DW.
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Bico calado

  • «(…) Não é verdade que favorecer a memória de Salazar como um "filho da terra", figurão na História do país, seja só uma liberdade democrática, porque não é. É uma desfaçatez. Salazar mandou assassinar, criou campos de concentração, torturou, mentiu, falseou eleições, dispôs do país e das colónias como se fossem sua mercearia e seu jogo de soldadinhos. Por isso, o que diz respeito à saudade de Salazar não é opinião, é desfaçatez. Não é exercício democrático, é branqueamento de um regime que assassinou, torturou, mentiu e empobreceu os bolsos e os espíritos dos portugueses e de todos os povos de que os portugueses tiveram a ilusão de ser proprietários. O museu que tinha de haver era o que se perdeu com a sede da PIDE. Aí, sim, haveria de se espanar o saudosismo. A simples ostentação daquelas portas e daquelas paredes serviria para se contar a História a partir do prisma da decência; aquele que imediatamente diz que nenhum poder se pode arrogar a perseguir os seus opositores. Ninguém nos pode voltar a diminuir na liberdade de pensamento e de expressão. Não nos podem matar. (…)» Valter Hugo Mãe, JN 25ago2019.
  • «Não há museus dedicados a Hitler, Mussolini e Franco. Há museus que expõem os seus crimes. Fazer um museu em Santa Comba é um insulto à memória de todas as mulheres e de todos os homens que foram perseguidos, torturados e assassinados.» Abílio Hernandez, FB 22ago2019.
  • Sequiosas de pelo financiamento dos EUA, ONGs de direitos humanos da Nicarágua inflacionaram o número de mortos durante do ano passado. Hoje, esses grupos estão em situação caótica, escreve John Perry na Grayzone.
  • O Fisco australiano aplicou à Shell uma multa calculada em 755 milhões de dólares por alegadas operações de fuga de impostos, informa o The Guardian.
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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Braga: município manifestou-se contra a prospeção de lítio no seu território

  • Invasão de jacintos de água ameaça rio Sorraia. Grupo de cidadãos estima que, entre Benavente e Coruche, 80% do rio já esteja coberto por esta espécie. O problema não é novo, mas as condições climatéricas e os baixos caudais ajudam a agravar o problema, que só poderá ser atenuado com operações de remoção caras e demoradas. Público. Recorde-se que, em outubro de 2017, o BE questionou o governo sobre este problema. Refira-se ainda que o curso do rio Sorraia foi interrompido pela Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, autorizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo-se criado uma espécie de açude a cerca de 1 quilómetro do Porto Alto que serviria para a rega de mais de 10 mil hectares de culturas
  • O Município de Braga emitiu um parecer desfavorável à prospeção de lítio e outros minerais metálicos associados na área do concelho. «Braga atingiu um estatuto de aglomeração urbana, com potencial para se transformar na terceira área metropolitana de Portugal, que não se compadece com a localização da atividade de exploração dos recursos minerais em causa, sob pena de se estar a prejudicar a qualidade de vida dos cidadãos e a capacidade de atração da cidade em termos sociais, empresariais, turísticos, paisagísticos e ambientais», lê-se no documento enviado à Direcção Geral de Energia e Geologia. A par dos espaços urbanos e da estrutura ecológica municipal, o polígino de prospecção e pesquisa proposto «sobrepõe-se a áreas muito relevantes de outros recursos naturais, tais como, agrícolas, reserva agrícola nacional, florestais, agroflorestais, hídricos (rio Cávado e rio Torto), reserva ecológica nacional, mas também, áreas de protecção patrimonial de património classificado e inventariado e áreas com potencial turístico muito relevante». O Minho.
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Reino Unido: apenas 14% dos rios estão de boa saúde

  • Segundo dados oficiais, apenas 14% dos rios na Inglaterra estão de boa saúde. O ministério do Ambiente britânico prevê que em 2021, 19% dos rios sejam bons, e 75% em 2027. Mas a WWF contradiz a retórica do governo britânico: é muito improvável alcançar esses objetivos sem regulamentação mais rígida e sem trabalhar para restaurar os rios à sua forma mais natural.  Andrew Singer, cientista do Centro de Ecologia e Hidrologia, diz: «Não há rio no Reino Unido em que seja seguro nadar. Temos tantas ETARs a despejar esgoto para os rios que, mesmo se fosse tratado perfeitamente, haveria tantos agentes patogénicos saindo do esgoto bem operado que ninguém ia querer nadar no rio.» BBC.
  • A extração de gás e petróleo através de fraturação hidráulica realizada pela Cuadrilla foi suspensa em Preston New Road, perto de Blackpool, após a ocorrência do maior tremor de terra até agora registado no local, diz a BBC News.
  • 135 paineis solares estão a ser instalados na Estação de Aldershot, Inglaterra, para fornecer eletricidade diretamente às linhas ferroviárias sem antes distribuí-la à rede. Solar Power Portal.
  • Espuma de poliuretano foi aplicado na primeira fase de uma operação de consolidação e reforço de rochas erodidas pelo mar na ilha de Hilbre, entre a Inglaterra e o País de Gales. Uma tempestade desfez o material aplicado e espalhou-o no mar. The Telegraph.
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EUA: biblioteca disponibiliza sementes

  • O governador de Washington, Jay Inslee, que colocara o combate à crise climática como lema da sua candidatura às presidenciais de 2020, abandonou a corrida. Alegando não ter hipóteses de ser apurado, admitiu que a sua campanha conseguiu ser adotada por outros candidatos com mais hipóteses de sucesso. The Guardian.
  • A biblioteca Ocean Beach de San Diego é uma das centenas nos EUA, onde os utilizadores podem levar para casa sementes e livros. Armazenados num catálogo de cartões recuperados, dezenas de variedades de sementes são indexadas alfabeticamente de acordo com o seu nome comum, juntamente com pormenores sobre a sua origem. Desde a primavera de 2019, os visitantes da biblioteca têm sido encorajados a levar envelopes de sementes para casa para plantar. Os envelopes de sementes são disponibilizados na zona de livros de referência. San Diego Reader.
  • Corrupção, poluição, consumo: os estragos do lítio na Argentina, por Alan Loquet, in Reporterre jul2014.
  • Os microplásticos são cada vez mais encontrados na água potável, mas não há evidências até ao momento de que isso represente um risco para os seres humanos, admite a Organização Mundial de Saúde. No entanto, a ONU alerta contra a complacência, porque são necessárias mais pesquisas para perceber como o plástico se espalha para o ambiente e funciona através de corpos humanos. The Guardian.
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O Japão insiste no carvão

  • O ministro brasileiro do Meio Ambiente foi vaiado enquanto participava na Semana Latino-Americana sobre Mudança do Clima que se realiza em Salvador da Bahia e tem o apoio da Organização das Nações Unidas. Folha de S. Paulo.
  • O Japão continua a investir imenso na construção de centrais a carvão no estrangeiro. Esses projetos não seriam aprovados no Japão por violarem os padrões de emissões domésticas, diz um relatório da Greenpeace. O Japão é o único país do grupo dos países mais ricos do G7 que ainda constrói ativamente centrais a carvão no país e no exterior, o que ameaça os esforços internacionais para reduzir as emissões de carbono. As emissões das centrais financiadas por instituições públicas japonesas podem provocar 410 mil mortes prematuras em 30 anos. Tudo isso porque os países nos quais eles estão localizados, incluindo a Índia, a Indonésia, o Vietname e o Bangladesh, geralmente têm controlos de emissões menos rigorosos do que no Japão. Esta política contradiz as afirmações públicas e solenes do primeiro-mimistro japonês Shinzo Abe e todos os compromissos assumidos desde 1997 em Kioto. No Japão, o carvão é a fonte de produção de cerca de um terço da sua energia. O ministro da Comércio e da Indústria diz que o acidentado relevo do país inibe o investimento nas renováveis. Via Mongabay.
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Mão pesada

A empresa de plásticos Sabic, em La Aljorra, Múrcia, foi multada em 52 mil euros por emissão de doze metais pesados que deveriam estar ausentes nos processos de incineração e co-incineração de resíduos. El Diario.
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Reflexão - «Quem pode vir agora dar lições ao inqualificável Bolsonaro?»


Inaugurada em janeiro de 1994, a hidroelétrica de Petit Saut, no rio Sinnamary, na Guiana Francesa, foi apresentada como a maior barragem da América do Sul, que iria abastecer de eletricidade não só o centro espacial de Kourou (base de lançamento da Agência Espacial Europeia) como outras regiões do país.

«Para a construção da barragem foram arrasados mais de 300 km² de floresta tropical contígua ao parque amazónico da Guiana. Antes da sua construção, que teve início em 1989, Petit-Saut era uma zona de rápidos tumultuosos no rio Sinnamary. Actualmente, é um lago de água de 365 km², ou seja, três vezes a superfície de Paris. Houve quem apelidasse este projecto da EDF de "Tchernobyl amazonien". 
Mas poucos ouviram! Recordo os animais ainda presos em gaiolas, a série de contentores contendo exemplares de vasta flora e fauna, fruto de recolhas/capturas que equipas de biólogos e zoólogos faziam, de forma a tentar preservar alguns indivíduos de diferentes espécies, uma vez que a subida das águas iria arrasar toda aquela área. 
Por que razão voltei a pensar nesse silêncio arrasador face à devastação que pude perceber e, em parte, presenciar, há tantos anos? É que não sei quem pode vir agora dar lições ao inqualificável Bolsonaro! E isso é medonho.» M Rosário Sousa Fardilha.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Holanda: Amsterdam e Ultrech usam coberturas das paragens de autocarro para atrair abelhas

  • As cidades de Amsterdão e Ultrech, na Holanda, dotaram as coberturas das paragens de autocarro de estrutura que atrai abelhas e insetos em geral. El Periodico.
  • Afinal o Reino Unido tem reservas de gás de xisto para muito menos tempo do que se previa. Os media britânicos realçam as implicações políticas, económicas, sociais e ambientais das conclusões do laboratório da universidade de Nottingham e da British Geological Survey. Fontos: Daily MailBBCThe Guardian, e Daily Telegraph. Lá se vai a famigerada fraturação hidráulica…
  • Elton John saiu à cena para defender o príncipe Harry, alvo de uma avalamcha de críticas por pregar uma coisa e fazer o contrário. Harry tinha apregoado que ia ter apenas dois filhos para manter a sustentabilidade do planeta. Fizera-o perante uma plateia de celebridades que tinham viajado em, pelo menos, 114 jatos particulares. Por isso fora alvo de severas críticas e de ser um hipócrita refinado. Elton John veio então defender o seu príncipe, alegando que o jato que lhe emprestara cumprira as normas internacionais do comércio de emissões, isto é, Elton John pagara para compensar as emissões de gases de efeito de estufa. Perante esta defesa esfarrapada, redobraram as críticas a Harry. Madeline Grant, no Daily Telegraph,fala de «pecadores ecológicos» e sublinha que árvores plantadas agora não crescem suficientemente depressa para compensar os nossos hábitos. Guy Adams, no Daily Mail, questiona a validade de uma «indústria que promove nos consumidores a sensação de que basta passar um cheque para combater a crise climática. Até mesmo o Sun, que costuma incensar amiúde a família real britânica, traz um artigo de Jane Moor acusando o casal real de hipocrisia.
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Reflexão – Porque arde como nunca a floresta amazónica?


A floresta amazónica bate o recorde de incêndios. 
Bolsonaro acusa as ONGs de terem ateado os fogos com o objetivo de denegrir a imagem de um governo que lhes cortou as verbas que sustentavam os seus projetos de conservação.
Para o congressista Nilto Tatto, a acusação de Bolsonaro não passa de uma cortina de fumo para esconder o desmantelamento de 30 anos de legislação que protegia o Ambiente no Brasil. 
«As palavras de Bolsonaro são miseráveis, lamentáveis. 
O aumento da desflorestação e os incêndios são o resultado da sua política anti Ambiente», afirma Marcio Astrini, da Greenpeace. 
O cientista climático Carlos Nobre diz que os agricultores costumam atear fogo na estação seca para limpar a terra para pastos, mas este ano não foi excecionalmente seco, pelo que a vaga de incêndios deveu-se a desflorestação galopante e ilegal. «As ONGs que trabalham na Amazónia não usam fogo na agricultura. Pelo contrário, eles incentivam as comunidades rurais a evitar o fogo», sublinha Nobre, investigador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Reuters.

Folgo ver muito boa gente manifestar a sua tristeza e revolta perante esta vaga de incêndios que está a destruir grande parte da biodiversidade da floresta amazónica. 
Admira-me, no entanto, a sua indignação ao referirem-se à pouca ou nula referência destes fogos por parte dos media de referência. 
Atrevo-me a dizer que, se estivessem atentos a estas coisas do Ambiente, teriam reparado, - e também se teriam indignado -, perante as implicações das tragédias de Mariana e de Brumadinho, por exemplo
E de tantas, tantas outras coisas que o Ambiente Ondas3 vem referindo desde 2004…

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Bico calado

«Como antecipação à eventual visita de Trump a Portugal, devíamos dizer à Casa Branca que as Berlengas não estão à venda» Rui Tavares.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Reino Unido: Amazon introduz embalagens de um tipo de plástico que não pode ser reciclado no país

  • A Amazon está a ser criticada por clientes e ambientalistas após a introdução de uma variedade de embalagens plásticas que não podem ser recicladas no Reino Unido. Embora os supermercados e outros retalhistas tenham reduzido o uso de plásticos de uso único, a Amazon começou a enviar pequenos itens em envelopes plásticos, aparentemente para permitir que mais encomendas sejam carregadas em cada camião de entrega. The Guardian.
  • Paredes de betão construídos pela ONU na capital da Tanzânia estão a ser alvo de críticas por protegerem a Mwalimu Nyerere Memorial Academy, uma instituição de prestígio, enquanto as comunidades mais vulneráveis são deixadas sozinhas para lidar com o aumento da erosão costeira. Os moradores de zonas pobres protegem as suas habitações com resíduos, como pneus. The Ecologist.
  • Os Reguladores ambientais do Michigan dizem que um campo de golfe do condado de Kent, construído sobre um depósito de lixo industrial, está a poluir a água potável residencial próxima usando uma lagoa contaminada com PFAS tóxicos como fonte de irrigação. Michigan Live.
  • Flint, Michigan, pode ser sinónimo de desastres de saúde ambiental, mas Flint não é uma anomalia, diz a escritora de ciências e especialista em ética Harriet Washington. Somos uma nação de Flints. De cidades pequenas como Anniston, Alabama, a grandes cidades como Washington, D.C., os perigos para a saúde ambiental são generalizados e as comunidades de cor são mais propensas a serem atacadas por metais pesados, pesticidas e outros venenos. Segundo ela, os impactos negativos da toxicidade ambiental não são apenas físicas. O chumbo, o arsénio, o mercúrio, os PCBs, os ftalatos, o DDT e até mesmo alguns patógenos podem privar as pessoas de sua acuidade mental e diminuir a sua inteligência, perturbando os seus meios de subsistência e frustrando o seu potencial. The Revelator.
  • Milhares de pessoas em Newark, uma cidade de Nova Jersey com uma população predominantemente negra e hispânica, foram informadas de que só deveria água engarrafada após a Agência de Proteção Ambiental ter descoberto que os filtros não estavam a reter chumbo adequadamente. A situação fez recordar Flint, Michigan, que se tornou um símbolo da injustiça social na América. AFP.
  • Pela primeira vez desde que a Califórnia começou a rastrear as emissões de gases de efeito de estufa, a rede elétrica estatal usou mais energia de fontes renováveis, como energia solar e eólica, do que de fontes de combustíveis fósseis. O governador Gavin Newsom congratulou-se com o facto de as emissões de gases de efeito estufa na Califórnia terem continuado a cair antes do previsto em 2017, enquanto a economia do estado tinha crescido acima da média nacional.
  • Milhares de peixes apareceram mortos na semana passada, após uma falha na ArcelorMittal, uma fábrica de aço, ter provocado o derrame de cianeto e amónia num rio que desagua no Lago Michigan. The Hill.
  • A indústria de carvão australiana lançou uma campanha de 4 milhões de dólares para persuadir o público de que o carvão será uma forma limpa de energia através da captura e armazenamento de carbono, reporta o Financial Times.
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Reflexão – Detida por colocar resíduos nos sacos indevidos


Uma mãe foi detida depois de ser acusada de violar as novas regras de reciclagem em Ipswich, Suffolk. 
O tribunal apurou que a acusada tinha colocado resíduos domésticos em sacos pretos perto de sua casa porque a Câmara Municipal de Ipswich alegadamente não lhe tinha enviado os novos sacos cor de laranja. 
No início de 2019, o Telegraph revelou que apenas um quinto dos municípios fornecia um serviço completo de reciclagem, deixando os proprietários de casas deixados à sua sorte e confusos quanto ao que deviam colocar nos seus caixotes de lixo.
A continuar assim, a Grã-Bretanha não cumprirá as metas de reciclar 50% dos resíduos domésticos até 2020.
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Bico calado

  • «O Estado recebeu um e-mail a avisar que a greve dos motoristas ia provocar uma revolução no país. A carta, assinada pelo motorista que em janeiro transportou o Presidente da República numa viagem entre Lisboa e o Porto, foi de imediato participada à Procuradoria-Geral da República e às secretas.» Expresso.
  • Será a bandeira britânica um símbolo da liberdade e da defesa dos direitos humanos em Hong Kong? William Whiteman esclarece.
  • Com que então a Mercedes admite que espiona os motoristas com dispositivos de rastreamento instalados nos seus carros. A revelação é do Sun
  • O Twitter e o Facebook bloqueram uma série de perfis chineses alegando querer estancar uma campanha chinesa de desinformação apoiada pelo Estado, conta a BBC. Quem tem medo de ver ou ouvir notícias do outro lado?
  • Promotores suíços acusam o magnata da mineração de diamantes Beny Steinmetz e dois outros de corrupção e suborno supostamente envolvendo uma viúva do ex-presidente da Guiné. Os três são acusados de emitir contratos e faturas falsas no valor de 10 milhões de dólares para esconder subornos pagos a uma esposa do presidente guineense Lansana Conte para esmagar um concorrente pelos direitos de mineração no sudeste de Simandou, entre 2005 e 2010. MEM.
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terça-feira, 20 de agosto de 2019

EUA: moradores de South Jersey querem que o estado compre as suas casas alvo de frequentes inundações

  • A Holanda desenvolveu uma maneira engenhosa de combater a subida do nível das águas construindo casas que acompanham essa subida em ocasiões de cheias. The Guardian.
  • O príncipe Harry, a mulher e o filho viajaram para Nice e regressaram de Ibiza para a Inglaterra em jatos privados, contam os insuspeitos Sun e Times. A hipocrisia da realeza britânica no seu melhor! Aliás, John Vidal já o criticara pelo constante uso de jatos particulares para as suas deslocações, como o Ambiente Ondas3 referiu em 2 de agosto. Aliás, logo depois da operação de charme, e greenwash, do circo mediático que propagandeou que o príncipe Harry prometera só ter dois filhos de modo a reduzir a sua pegada ecológica se soube que o fizera perante celebridades que tinham viajado em 114 jatos particulares para o ouvir.
  • Que dizer de dois trabalhadores do serviço de limpeza que, com o camião de recolha ao lado, despejam lixo numa ribeira Polígono Industrial de la Ermita, em Marbella? Video clip de um jornalista espanhol.
  • Cansados dos prejuízos causados por inundações, os moradores de South Jersey querem que o estado compre as suas casas, escreve Ellie Rushing no Philadelphia Inquirer.
  • O rio Mekong, um canal crítico para seis países no sudeste da Ásia, está a registar níveis de água extremamente baixos neste verão. Esta seca contínua e dezenas de hidroelétricas estão a reduzir os níveis de água e prejudicando um ecossistema frágil. DW.
  • São públicas e notórias as posições assumidas pela atual primeira-ministra da Nova Zelândia em relação ao combate contra a crise climática. É por isso que é alvo de piadas grosseiras por parte de um radialista provavelmente patrocinado por céticos do clima. Fontes: TVZN e The Guardian.
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Mão pesada

A Pretoria Energy Company (Arable) Limited, que produz matérias-primas para as centrais de digestão anaeróbica de uma empresa irmã, foi multada em cerca de 46 mil libras por responsabilidades em vários episódios de poluição no Little Racy Drain (afluente do Forty Foot Drain) em Emneth Hungate, Norfolk e New Cut Drain  em Aldreth, Cambridgeshire. GovUK.
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Bico calado

  • Os protestos em Hong Kong têm sido dirigidos por ativistas há muito treinados pelo Oslo Freedom Forum. A insuspeita BBC conta como é.
  • «(…) Barreto parece comungar daquela opinião de que só existe democracia quando a direita governa. Se o Governo em funções não lhes alegrar, esse executivo passa automaticamente a ser autoritário, fascista, etc. (…) Apesar de terem o grupo Impresa, do co-fundador do PSD, como o grupo mais influente no panorama da Comunicação Social em Portugal, apesar de terem o grupo Cofina, do Correio da Manhã, como constantes promotores de populismo anti-governo no jornal de maior tiragem nacional, apesar de terem jornais financiados por milionários ligados ao PSD e ao CDS-PP, como o Observador, criados especificamente para enviesarem para a direita o debate público no país, e apesar de estarem distribuídos por todas as outras plataformas de informação portuguesas, desde as televisões à imprensa, os Antónios Barretos desta vida continuarão a queixar-se das ameaças à sua liberdade de expressão, não porque estão objectivamente ameaçados, mas porque gostariam de falar sem contraditório. O que estas pessoas querem não é liberdade de expressão, é hegemonia. O mais interessante é que, olhando para os factos objectivos, eles quase já têm essa hegemonia, mas querem mais. (…) As "ameaças" de que fala António Barreto no seu texto do Público não existem. As falácias primárias que o autor alinhou são um barrete que ele tenta enfiar a quem o lê. É com esse nome que ele deveria ter assinado aquele disparatado pedaço de prosa, com o nome de António Barrete.» Uma Página Numa Rede Social.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Alemanha: mais uma central nuclear demolida

  • A central nuclear Mülheim-Kärlich foi demolida de forma inédita. Tinha sido encerrada em 1988, após pouco mais de ano de atividade. Problemas de licenciamento e preocupações com o risco de terramotos na área forçaram a decisão. Esta não é a única central nuclear alemã a ser demolida nos últimos anos. O acidente nuclear de Fukushima, no Japão em 2011, assustou Berlim que, desde então, tem acelerado o processo de eliminação das centrais nucleares do país. Das 17 existentes no país na altura, oito foram imediatamente desativadas. As sete que ainda estão em atividade devem fechar até 2028. Visão. Entretanto, as 3 torres de refrigeração da central a gás de Didcot A, em Oxfordshire, foram demolidas no domingo de manhã, relata o The Guardian.
  • A refinaria da Shell em Beaver County, Pensilvânia, mereceu a visita de Trump. A gerência convidou os colaboradores a estarem presentes e absterem-se de atitudes impróprias, garantindo-lhes o pagamento de horas extraordinárias. Considerando que que um colaborador da Shell ganha cerca  de 700 dólares por dia, cada um dos que fizeram figura de presença e ajudaram a colorir as notícias da visita de Trump terão recebido cerca de 1050 dólares, garantiu um líder sindical. O evento foi considerado ação de formação paga que contou com a presença de Trump como orador convidado. Pittsburgh Post-Gazette.
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Memórias curtas


No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares da última semana foram, segundo a Google Analytics:

Durante o mesmo período, a maioria das visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: Portugal, EUA, Brasil, França, Japão, Angola, Bélgica, Canadá e Colômbia. 

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Faro, Setúbal, Madeira, Braga, Évora e Portalegre.
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Bico calado

  • «(…) A doutora Raquel Varela, de quem sou amigo e por quem tenho muita estima, defende a bondade deles. Mais, defende que eles são meus defensores e escreve no Público que a democracia em Portugal está a ser defendida pelos motoristas reunidos num sindicato de motoristas de camiões cisterna de combustíveis, a que atribuíram de moto próprio a categoria exclusiva de matérias perigosas. Na realidade a categoria de matérias perigosas abrange mais cargas, desde a água ao transporte de animais, de ar líquido a ácidos, de farinhas a caixas de bebidas. Até o lixo é matéria perigosa. Estes motoristas e os seus padrinhos apenas identificam os combustíveis como matérias perigosas porque são os combustíveis que lhes permite perturbar a vida da sociedade, de causar danos económicos e sociais de forma rápida e com resultados garantidos. Como os faquistas sabem onde espetar o punhal. Adiante, porque a defesa da democracia é um ato sério, praticado por gente séria. Não é o caso dos dirigentes deste sindicato erigidos pela doutora Raquel Varela em condestáveis da democracia. Alguém os viu em algum ato de defesa da democracia, numa eleição democrática, na defesa de saúde ou educação pública? Na luta pelos direitos de minorias? Na defesa de uma causa como a da paz, ou do ambiente? (…)Nem ao dito vice presidente Pardal Henriques, nem ao dito presidente do sindicato Francisco São Bento são, pois, conhecidas anteriores intervenções sindicais, de ordem cívica, política, ou cultural. São dois arrivistas, de passado obscuro e de presente suspeito. Quem está por detrás deles? Uma estudiosa dos movimentos sociais acredita em salvadores saídos do nada? Nem a Joana d’ Arc, o foi. Nem qualquer dos revolucionários franceses, nem russos. Todos os protagonistas de movimentos sociais tinham uma história. Até os relâmpagos têm uma causa, uma origem conhecida. Estes dois salvádegos da democracia não, saíram do ovo e logo se transformaram em serpentes! Ora é a estes dois neófitos da luta sindical e da luta cívica e política que Raquel Varela atribui a defesa da democracia! E tantos homens e mulheres dignos foram torturados, presos, exilados, assassinados por lutarem pela democracia e afinal era tão fácil e rápido! (…)A greve deste sindicato ad hoc, feito ao microondas, ou de uma Bimby, pode muito bem ser um instrumento de uma estratégia muito mais vasta. Um dia saberemos. Antes convinha, por prudência, não classificar o doutor Pardal Henriques e os seus apoiantes de cavaleiros da liberdade e da democracia. Os combatentes da liberdade – freedom fighters – inventados e incensados por Reagan nos anos 80 do século passado afinal eram talibãs e alquaedas financiados pelos Estados Unidos! (…)A minha avó, uma mulher que aos dezoito anos saiu dos Açores para os Estados Unidos, que foi recolhida na ilha Ellis, que atravessou a América de Providence à Califórnia para ir ter com o homem com quem casou, que viveu nas terras do Oeste, no Vale de São Joaquim, dizia que mais valia um ano de tarimba que cem de Coimbra. Pese embora o exagero e a necessidade do estudo sério e profundo, convém dar também atenção às vozes de pessoas como a minha avó Honorina e até à do Padre Américo, o fundador da Obra do Gaiato, de quem  terá ficado apenas a primeira parte da frase em que ele apreciava os jovens recolhidos e de quem desconhecia o passado: «Não há rapazes maus». Ficou censurada a última parte: O que há é muito filho da mãe. Os estudos sociais deviam tomar em consideração os filhos da mãe, porque eles existem e não são todos burgueses e aristocratas. (…)» Carlos de Matos Gomes, in Se o Pardal Henriques é o condestável da democracia, eu sou o Zaratustra - Jornal Tornado.
  • «(…) O Pardal Henriques e os seus homens de mão, motoristas de camiões de combustíveis, são, neste caso, apenas o pretexto para potenciar grupos políticos em tempo de eleições. Uma acção perfeitamente legítima. Mas não há necessidade de tratar os motoristas como coitadinhos vítimas da exploração e da violência do Estado. (…)» Carlos de Matos Gomes, in Libelo contra a petição a favor de sindicatos abutres e de greves neoliberais - Jornal Tornado.
  • O presidente do Instituto do Seguro Social de Moçambique Francisco Mazoio foi preso na sequência de uma investigação sobre o uso de fundos da instituição numa injeção de capital numa companhia aérea privada. Fonte.
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domingo, 18 de agosto de 2019

Itália: autoridades alfandegárias detêm dois turistas franceses na posse de 40 Kg de areia

  • Dois turistas franceses foram detidos pelas autoridades alfandegárias italianas na posse de 40 Kg de areia de uma praia da Sardenha. Os turistas alegaram ter recolhido areia branca da praia de Chia como recordação. Incorrem numa pena que pode ir até 6 anos de cadeia. El País.
  • O número de multas de lixo emitidas pelos municípios quase quadruplicou em seis anos, com mais de 250 mil entregues no ano passado. O aumento coincide com o crescimento do número de Câmaras Municipais na Inglaterra e no País de Gales que contrataram empresas privadas para policiar as ruas em cata de incumprimentos de regras do lixo. The Guardian.
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Reflexão – O impacto positivo de uma central a carvão… em Moçambique


Uma central a carvão projetada para Nacala-a-Velha, Nampula-Moçambique, não representa impactos fatais que impeçam o lançamento da obra, conclui o estudo de avaliação de impactos ambientais realizado pela IMPACTO, do conhecido escritor Mia Couto.
Tudo isto apesar de se alertar, em duas páginas inteiras, para vários impactos negativos. Sobre este negócio, alguém escreveu o seguinte ao blogue Macua, que citamos com a devida vénia: «(…) É criminoso uma empresa como a IMPACTO fazer um estudo afirmando que uma central a carvão não vai ter impacto na Baía de Nacala. Sr. Mia Couto, se ama o seu país, se há alternativas mais baratas e sem os impactos de uma central a carvão em Nacala a Velha, tem poderes para parar este projeto e instalar uma central solar ou eólica em Nacala não falta sol e vento. 
O Sr. Mia Couto é um homem inteligente que ama o seu povo, porque permite maltratar o seu povo desta maneira? (…) Existem alternativas, muito mais baratas para produção de energia elétrica (…) 
A energia eólica e solar estão muito mais baratas que a energia do carvão, basta fazer umas contas de merceeiro e verificar que se trata de um negocio ruinoso para Moçambique (…) A energia elétrica em Moçambique está cada vez mais cara, diminuindo a competitividade do pais para se instalarem mais indústrias. A central solar de Mocuba com 40 MW de potência, custou 76 milhões de usd, se fossem instalados 200 MW em Nacala a Velha custariam 380 milhões. A central a carvão irá custar 347 milhões de usd, para produzir os mesmos 200 MW de potencia instalados. A grande diferença é que a central solar, não vai poluir, vai trabalhar 30 anos a consumir o combustível solar que não tem custos, os Chineses irão vender na mesma os painéis solares e poderão financiar.(…)»
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Bico calado

  • Programa de TV pública alemã chama Bolsonaro de 'Idiota de Ipanema', titula a Folha de S. Paulo.
  • O Supremo Tribunal de Angola condenou o ex-ministro dos Transportes Augusto da Silva Tomas por peculato, apropriação indébita de fundos públicos, abuso de poder e violação dos padrões orçamentários. Bloomberg.
  • Por que será que os bancos de referência deixaram de financiar negócios tão chorudos como os da compra, venda e transferência de jogadores de futebol? Devem andar com ele apertado após revelações de tanta fraude relacionada com lavagem de dinheiros. Mas a 23 Capital, com escritórios em Londres, Los Angeles, New York e Barcelona, não parece ter medo de correr riscos. O negócio avança de vento em popa: mais de 2 biliões de dólares em empréstimos diretos a alguns dos maiores nomes do futebol europeu, nomeadamente ao Atlético de Madrid pela transferência de João Féliz do Benfica. Aliás, o Benfica trabalhou com a 23 Capital, vendendo os seus direitos de transmissão num acordo que viu a 23 Capital fornecer um empréstimo de 5 anos no valor de mais de € 100 milhões. Forbes.
  • A perífrase na toponímia, doença infantile do turimo pimba – por José Gabriel, FB.
  • «Se Israel não quiser que membros do Congresso dos Estados Unidos visitem o seu país talvez eles possam respeitosamente recusar os biliões de dólares que que temos dado a Israel.» Bernie Sanders, sobre a decisão de Israel de negar a entrada de duas congressistas mulçulmanas dos EUA. Youtube.
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