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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Samora Correia: Agência Portuguesa do Ambiente autoriza corte do rio Sorraia

  • A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), autorizou a Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, a cortar o rio Sorraia a cerca de um quilómetro e meio a montante da Ponte do Porto Alto. Objetivo: evitar que a água salgada das marés pudesse danificar os campos de arroz. Tendo as licenças em seu poder até dia 17 de Setembro de 2019, a Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, avançou com as obras sem ouvir o parecer de ambientalistas, deixando a jusante dessa “barreira” de pedras, saibro e rochas, toneladas de peixe da água doce que estão a morrer lentamente por causa dos efeitos da água salgada proveniente das marés. Se não houver celeridade em destruir o dique construído pela Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira com a autorização da APA, e não se devolver as marés naturais ao rio Sorraia, daqui a alguns dias podemos ser confrontados com uma mortandade de toneladas de peixes da água doce, que poderá ter efeitos catastróficos no que diz respeito à biodiversidade existente na Reserva Natural do Estuário do Tejo, situada a poucos quilómetros desta obra “monstruosa”. Ribatejo News.
  • A Quercus considera totalmente inaceitável e injustificável o prolongamento da Licença Ambiental da Central Termoelétrica de Sines. A maior empresa poluidora do país, que em conjunto com a central do Pego é responsável por quase 20% do total de emissões nacionais de GEE, produz eletricidade através da queima de carvão com um elevado grau de ineficiência. Fazer a descarbonização do setor energético do país não é viável sem o encerramento, quer da Central Termoelétrica de Sines, quer da Central Termoelétrica do Pego.
  • Na sequência da transferência de competências ao nível do licenciamento e gestão das praias que está a ser realizada das Capitanias para as Câmaras Municipais, 14 Municípios já aceitaram o desafio: Caminha, Viana do Castelo, Murtosa, Aveiro, Ílhavo, Nazaré, Lourinhã, Torres Vedras, Almada, Odemira, Portimão, Albufeira, Olhão e Tavira. Faltam 36 Municípios, que terão que, até ao próximo ano, decidir se querem ou não aceitar tais competências. No entanto, a partir de 2021 todos terão obrigatoriamente que os assumir, segundo o comunicado da AESDP – Associação de Escolas de Surf de Portugal, a acompanhar o caso de perto. JE do Mar.
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