Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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domingo, 30 de junho de 2019

Espanha: Milhares defendem aplicação do programa Madrid Central

  • Milhares de pessoas ignoraram o calor insuportável que assolou a capital e invadiram as ruas em defesa do Madrid Central, um plano antipoluição que restringia a entrada dos veículos mais poluentes na área mais central da cidade. Este plano foi lançado pelo anterior executivo municipal, chefiado por Manuela Carmena, mas, depois de ter sido recuperado pelo PP em aliança com o Ciudadanos e o Vox, a cidade decretou uma moratória de 3 meses que suspende as multas pela violação das restrições. El País.
  • Todos os países do G20, exceto os EUA, ratificaram o seu apoio ao Acordo Climático de Paris de 2015, informa o El País.
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Memórias curtas - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?


No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares do mês de junho foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, a maioria das visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: EUA, Portugal, EUA, Brasil, Alemanha, Vietname, Bélgica, Canadá, Costa Rica e Espanha. 

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Açores, Setúbal, Faro, Coimbra, Guarda e Viseu.

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Bico calado

  • A BBC concordou em encobrir uma boca de Boris Johnson na qual chamou «cagalhões» aos franceses. Um repórter da BBC seguia Johnson para um documentário quando Johnson fez a observação, aparentemente por frustração em relação à França por esta não favorecer o Brexit. O Daily Mail diz que a BBC removeu a boca do documentário a pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
  • «Acusar os whistleblowers de atividades criminosas é um clássico (…) As fontes dessa informação da Sábado só podem ser o Ministério Público ou a Polícia Judiciária. Se eles sabem disso e não têm pejo em expor a fragilidade do Estado português, então agora que tirem todas as consequências de toda a informação que têm (…) Aquilo que eu sei é que o Rui Pinto é uma pessoa com excecionais capacidades informáticas que colaborou com a Justiça de vários países. Não entendo como é que a justiça portuguesa não lhe pediu colaboração quando outros [países] o fizeram e por causa disso já recuperaram imenso dinheiro, de fuga ao fisco e branqueamento de capitais (…) Rui Pinto pode ser um delinquente, mas os grandes criminosos estão aí à solta e não vejo as autoridades a atuarem contra eles (…)nunca houve uma atuação proativa, mas sim uma atuação seletiva para ir atrás de uns e encobrir outros (…)Ele sabe que isto é um combate longo, difícil e duro, ele sabe disso perfeitamente, como eu sei disso e fico exatamente onde estou (…).» Ana Gomes, DN 28jun2019.
  • As conversas da Lava Jato revelam que procuradores reclamavam de violações éticas de Moro e temiam que operação perdesse toda credibilidade com sua ida ao governo Bolsonaro. The Intercept.
  • «Indo direito ao assunto: eu sou contra a independência e mesmo contra a autonomia funcional do Ministério Público. Assim mesmo, sem cerimónias nem paninhos quentes. Tenho alguns bons amigos que são magistrados do MP e que, além de amigos que estimo pessoalmente, são profissionais que admiro pela forma como desempenham a sua função e como vêem a sua justa importância — com espírito de serviço público e não com delírios de grandeza corporativa ou de casta moralmente superior. Mas acontece que também já conheci o inverso: justamente por defender isto que defendo, já fui tratado em julgamentos onde me sentei apenas como réu de crimes de liberdade de imprensa (e, com excepção de uma vergonhosa sentença, sempre absolvido) como se fosse um perigoso criminoso, pelos magistrados do MP de serviço ao tribunal. E tive de engolir em silêncio revoltado a sua arrogante vingança sobre as minhas ideias, exactamente porque são autónomos e independentes e não há ninguém a quem me possa queixar deles, excepto um órgão chamado Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), em cuja composição estão em maioria, administrando portanto uma justiça interpares. Ou seja, um simulacro de justiça. Mas os meus irrelevantes exemplos pessoais não são o que pesa na minha posição de princípio. Ela é fruto de longa e ponderada reflexão — desde logo, olhando para o exemplo contrário do que acontece em países como a Alemanha, a França, os Estados Unidos, cuja natureza democrática do regime não consta que alguém ponha em causa pelo facto de o MP local não gozar da autonomia e independência de aqui goza. Mas é, sobretudo, fruto de uma reflexão resultante de uma longa observação da forma como tantas vezes um só magistrado do MP, actuando em roda livre, sem ter de prestar satisfações a ninguém durante ou depois, conseguiu roubar a liberdade a alguém, destruir a sua reputação na praça pública, liquidar a sua vida profissional e familiar, para no fim se concluir que tinha estado assanhado em cima de um inocente ou de alguém cuja culpabilidade não conseguiu provar. Dir-me-ão: “Bem, quando se persegue o crime, é aceitável poder-se enganar”. E eu respondo: “Não, não é aceitável. Quando se tem o poder de privar alguém da liberdade, de destruir a sua vida profissional e pessoal, de liquidar o seu bom nome, não se pode falhar. E, quando se falha, tem de se pagar.” Mas eles não pagam. Nunca. São irresponsáveis, inamovíveis, impunes, inatingíveis. São a única classe profissional em Portugal que não pode ser julgada disciplinarmente por ninguém que não eles próprios (nem sequer os juízes beneficiam de tal estatuto!), que não respondem perante um poder externo nem perante um poder interno hierárquico. São intocáveis. A ex-procuradora-geral Joana Marques Vidal dizia há dias que se se alterasse este estatuto os procuradores-gerais passariam a ser uma espécie de rainhas de Inglaterra. Mas é curioso que o diga quando o seu antecessor Pinto Monteiro dizia o contrário: que, com este estatuto, era a rainha de Inglaterra que ele se sentia, sem sequer poder dar ordens aos procuradores de que é superior hierárquico. Quanto ao ministro da Justiça, esse, é apenas uma figura decorativa, que não tem poderes para definir e executar qualquer politica de justiça, cabendo-lhe apenas inaugurar instalações, ouvir reclamações e discursar na abertura do ano judicial. Esta semana, os magistrados do MP estiveram três dias em greve. Contra os projectos de lei do PS e do PSD de alterações aos Estatuto do MP — mudando apenas a composição do CSMP, que deixaria de ser maioritária e obrigatoriamente formada por magistrados do MP. Já tinham feito greve pelos mesmo motivo em Fevereiro e agora voltaram à carga, mesmo sabendo que as suas principais objecções estavam chumbadas à partida, pelo próprio e amedrontado Governo. Se em Fevereiro fora uma greve preventiva, agora foi uma greve punitiva, só pela intenção: para se ver quem manda na matéria. Uma greve contra um projecto de lei de deputados, ainda por cima condenado à partida, não é nada mau para quem acusava os deputados de se intrometer no princípio da separação de poderes… Mas a greve manteve-se, explicou o sindicato, porque, veja-se lá o desplante, das dezanove alterações que o sindicato queria ver na lei, só estavam asseguradas doze! Lá ficaram, como o sindicato queria, a manutenção da composição maioritária dos seus pares no CSMP; lá ficou, como pretendiam, a equiparação salarial dos magistrados do MP aos juízes, com a correspondente possibilidade de ultrapassarem no topo o vencimento do primeiro-ministro (uma situação que deve ser única no planeta); lá ficou a autonomia financeira, mais isto e mais aquilo. E ficou o princípio de que qualquer entidade, pública ou privada, tem de colaborar com o MP, “facultando documentos e prestando os esclarecimentos e informações solicitadas” — mas, para grande indignação do sindicato, com a ressalva de os senhores magistrados terem de justificar esse pedido de devassa absoluto. Ah, não tenham mão neles não! Na véspera, o sindicato tinha, aliás, promovido uma espécie de roadshow sobre as iminentes ameaças à democracia que resultavam da simples ideia de alterar a composição do CSMP. Para tornar a coisa abrangente, convidaram dois eméritos representantes da sociedade civil, ou que imaginaram como tal: o primeiro era o agora nomeado justiceiro-mor e pregador moral do reino, João Miguel Tavares, o qual logo retribuiu a distinção escrevendo no “Público” que tudo se resumia a uma tentativa do PS e PSD para proteger os corruptos contra a nobre luta dos intrépidos magistrados do MP — o argumento popular ad terrorem que nunca falha; o segundo era esse modelo de jornalista, ex-“Correio de Manhã” e agora “Sábado”, Eduardo Dâmaso. E, perante o campeão da violação do segredo de justiça, em estreita e íntima colaboração com magistrados do MP, Joana Marques Vidal afirmou que os responsáveis habituais por essas violações eram os polícias e os advogados dos arguidos. Não sei se a sala se riu ou corou de vergonha, mas sei por que razão os “rigorosos inquéritos” às violações do segredo de justiça ficaram sempre no armário do arquivo permanente. Também é por esta razão que eu sou contra a autonomia e independência do MP. Porém, são mais importantes as outras razões. É certo que um MP sob a alçada do poder político é um risco sempre presente. Mas, apesar de tudo, é um risco controlado: pelos outros poderes, pela imprensa, pela própria dignidade dos magistrados do MP e da sua hierarquia, de que só eles parecem duvidar à partida. Mas quem controla o risco da sua total independência, que, com o actual estatuto, equivale a total impunidade? Quem nos garante que quando investigam um político ou um empresário não é por razões políticas ou pessoais? Quem nos garante que quando não investigam não é por razões obscuras? Quem nos garante que estão dispostos a investigar um colega com o mesmo empenho que investigam um político? Quem nos pode garantir que não abrem investigações ou as fecham em benefício de interesses escondidos? Que não promovem fugas de informação para disfarçar a sua incompetência ou para ajustes de contas? E, sobretudo, quem nos pode garantir que os mais sérios e mais competentes ficam com os processos mais importantes? Quem, finalmente, responde pela seriedade de quem não aceita responder a não ser perante um círculo fechado de pares? A que órgão independente nos podemos queixar dos abusos da independência do Ministério Público? Não nos deixemos enganar: é disto que se trata quando o Ministério Público grita aos quatro ventos que está ameaçada a sua autonomia e independência. Outros pensarão diferente, com toda a legitimidade, mas, como vivemos em democracia, é isto que eu penso. E não estou na política, não exerço cargos públicos, não concorro a dinheiros do Estado, não tenho negócios e, tanto quanto sei, não sou suspeito de qualquer crime.» Miguel Sousa Tavares, Expresso 29jun2019.
  • O juiz federal do Northern District of California emitiu duas sentenças no final da sexta-feira, bloqueando a administração Trump de usar 2,5 biliões de dólares de fundos militares para construir um muro no Novo México, Califórnia, Arizona e Texas. Huffington Post.
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sábado, 29 de junho de 2019

Alentejo: Beja e Castro Verde rejeitam integração na Águas do Baixo Alentejo

  • A Assembleia Municipal de Castro Verde rejeita a proposta do executivo camarário de concessionar o abastecimento de água ao domicílio à Águas do Baixo Alentejo. Enquanto o executivo alega que se perdeu uma excelente oportunidade para investir 6 milhões de euros na melhoria das infraestruturas, a CDU considera que a solução da Câmara «prejudica os consumidores, retira competências e autonomia aos municípios, tem custos significativos, implica perda de capacidade na área de operação e manutenção e transforma a gestão da água ao domicílio num modelo de negócio que abre as portas à privatização de um bem público». Argumentam ainda os eleitos da CDU que “a tarifa da água vai aumentar para mais do dobro nos próximos cinco anos” e que “o tão propalado investimento de pouco mais de seis milhões de euros, que a empresa propõe realizar no concelho, é repartido por 40 anos”. A Assembleia Municipal de Beja adotou a mesma posição. Refira-se que Aljustrel, Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura e Ourique são os 8 municípios do Baixo Alentejo, todos de maioria socialista, que pretendiam agregar-se para realizar uma parceria com a Águas de Portugal para a gestão da água em baixa.
  • O Movimento de Amigos da Ria de Aveiro (MARIA) e Câmara de Ovar assinaram um acordo para a promoção e defesa do espaço integrado da Ria de Aveiro. Um dos objetivos é alargar o plano do desassoreamento em curso a algumas zonas das margens onde se encontram as infraestruturas dos clubes e associações náuticas e da pesca profissional.
  • Alagoas Brancas, Lagoa-Algarve: ambientalistas contestam projeto de construção de edifícios para fábricas e serviços em zona considerada santuário de pássaros. A zona é alagadiça, o poderá ser desastroso para os ppesrojetos em vista, alertam alguns. O executivo camarário alega ter pareceres favoráveis de todos os organismos oficiais consultados aquando da aprovação do Plano de Urbanização em 2008. RTP1.
  • Ativistas da Greenpeace enfrentam uma embarcação de pesca enquanto transporta um tubarão a 320 Km dos Açores. Milhares de tubarões ameaçados são mortos todos os anos no Atlântico Norte devido à falta de proteção contra a pesca excessiva em águas internacionais, diz a Greenpeace. Entretanto, o barco da Greenpeace aportou ao Faial, Horta-Açores.
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Reflexão – Que pretende a propaganda do PS para reduzir a pegada ecológica nas campanhas eleitorais?


PS quer diminuir pegada ecológica na campanha e, entre 10 sugestões, desafia partidos a reduzir para metade o número de cartazes em relação a campanhas eleitorais anteriores, conta o Público.

Não seria mais simples recomendar fazer o que, por exemplo a CDU já faz há muito: cartazes móveis que, durante vários anos e para diferentes tipos de campanhas eleitorais, são colocados nos lugares de estilo, retirados após as eleições e guardados para utilizações futuras?
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Suíça: Relator Especial da ONU sobre Tóxicos refere violações dos direitos humanos associados ao uso de pesticidas

  • As dunas no campo de golfe Trump na Escócia vão perder o estatuto de conservação especial. A Scottish Natural Heritage, uma agência de conservação do governo, recomendou que as dunas perdessem a sua designação como local de interesse científico especial por terem sido parcialmente destruídas pelo campo. Até agora, apenas um campo de golfe foi construído, mas Trump pode conseguir licença das autoridades de Aberdeenshire para construir 500 casas nas proximidades, admite o The Guardian. Sarah Malone, a vice-presidente executiva da Trump Scotland pode muito bem fingir-se indignada, mas convenhamos que as autoridades escocesas fizeram um rico frete a Trump. Sem o estatuto de conservação, Trump terá muito menos obstáculos e condicionantes para executar o seu projeto imobiliário.  
  • O governo suíço é acusado pelas Nações Unidas de violações dos direitos humanos associados ao uso de pesticidas e ações de empresas de pesticidas. O Relator Especial da ONU sobre Tóxicos, Baskut Tuncak, afirmou publicamente que o comportamento das empresas de pesticidas é muito deficiente em relação aos direitos humanos (especialmente os das crianças), e que o governo suíço deveria agir de forma mais agressiva para eliminar o uso desses produtos químicos perigosos. A conscientização pública na Suíça também está a crescer mercê de desenvolvimentos globais, e das descobertas recentes de que pequenos riachos nas zonas agrícolas suíças estão muito poluídos com pesticidas. Aliás, já em 2017, um relatório da ONU concluíra que os direitos humanos estavam a ser afetados negativamente pelo uso de pesticidas: não só a agricultura industrializada não conseguia eliminar a fome no mundo como prejudicava a saúde e o bem-estar humano e ambiental. Via Beyond Pesticides.
  • As Nações Unidas abrigaram famílias ciganas e outras minorias étnicas em campos tóxicos no Kosovo e depois não as compensaram, diz o relatório de um especialista em direitos humanos da ONU. Cerca de 600 pessoas foram colocadas em campos para deslocados internos entre 1999 e 2013 em terras contaminadas. Cerca de metade eram crianças com menos de 14 anos, disse o especialista da ONU, Baskut Tuncak. Desde a década de 1970, a área era conhecida por estar contaminada por chumbo. Acredita-se que o envenenamento por chumbo tenha contribuído para a morte de várias crianças e adultos. «As circunstâncias exigem uma indenização individual e um pedido público de desculpas pelas Nações Unidas», diz Baskut Tuncak . «Estou profundamente desiludido com a inércia em torno deste caso», acrescentou. Relatos de intoxicação entre os moradores do campo já estavam disponíveis em 1999, mas nada foi feito até 2006, segundo o especialista. EuroNews.
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Mão pesada

A Seearo Group Ltd foi multada em 10 mil libras por queima ilegal de resíduos em Flint Cross, Hertfordshire. Essa verba será à The Woodland Trust e à Wild Trout Trust para projetos de conservação dos ecossistemas de Cambridgeshire. GovUK.
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Bico calado

  • Procurador suíço Michael Lauber nas malhas do escândalo de corrupção da FIFA, titula a Suiss Info.
  • Hackers que trabalham para secretas ocidentais invadiram a o motor de busca russo Yandex no final de 2018, implantando um tipo raro de malware na tentativa de espiar contas de utentes, revela a Reuters. O malware, chamado Regin, é conhecido por ser usado pela aliança secreta “Five Eyes” dos EUA, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. O malware Regin foi identificado como uma ferramenta da Five Eyes em 2014, após revelações do ex-contratado da secreta norte-americana NSA, Edward Snowden.
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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Algarve: empresa de águas apela à poupança


Desde janeiro que não chove no Algarve. E, como nem o governo de António Costa nem o ministério do Ambiente de Matos Fernandes dizem nada, a empresa Águas do Algarve vai iniciar uma campanha porta-a-porta a defender a poupança de água. RTP.
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França: cidadãos contra parque de estacionamento no centro de Chambéry

  • O estaleiro da obra de um parque de estacionamento de 5 andares em Chambéry, em Savoie, França, foi invadido por 60 adversários do projeto. Dois subiram ao cimo de uma grua, exibindo uma bicicleta e desfraldando um pano onde se lia «Laisse béton». A ação decorreu entre as 6 e as 9 horas da manhã de terça-feira, 25 de junho, tendo os adversários do projeto conseguido agendar uma reunião com o presidente da autarquia local e membro do Parlamento Europeu, Michel Dantin. Os ativistas dizem que o projeto vai atrair mais carros para o centro da cidade. Contra isso defendem investimentos em infraestruturas de apoio à mobilidade suave. France Bleu.
  • Os cidadãos de Bruxelas têm o direito de levar o governo regional da cidade a tribunal por não combater a poluição do ar, deliberou o Tribunal de Justiça da União Europeia. META.
  • A República Checa, a Estónia, a Hungria e a Polónia adiaram uma decisão essencial para a União Europeia ser neutra em relação ao clima até 2050, lançando dúvidas sobre o papel da Europa como líder nas próximas negociações climáticas da ONU. META.
  • Smugglers Way é o nome de uma central de reciclagem em Wandsworth, oeste de Londres. É administrado pela Western Riverside Waste Authority, um organismo público que lida com lixo de quatro municípios de Londres, onde vive cerca de um milhão de pessoas, através de um contrato com a empresa privada Cory. O estresse é enorme e os trabalhadores separam sacos para a incineração sem os abrirem, tudo a grande velocidade e entre ratos e baratas. Foi o que revelou uma reportagem disfarçada da Unearthed.
  • O governo federal do Canadá vai injetar 275 milhões de dólares de no projeto de gás natural liquefeito de Kitimat, na British Columbia, quer inclui a substituição de uma ponte. CBC. Tudo isto depois da pompa e circunstância da declaração de emergência climática!
  • O Conselho Mundial de Energia Eólica publicou um relatório em que analisa as perspetivas do mercado global eólico marinho, incluindo previsões a nível regional. Pela primeira vez, em 2018, a China instalou mais energia no mar do que qualquer outro país no mundo. O mercado global de energia eólica offshore cresceu em média 21% desde 2013.
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Reflexão – Um bom exemplo de combate à desertificação


Yacouba Sawadogo começou a plantar árvores em 1980 para impedir a desertificação. Aos 80 anos, ele vê os frutos do seu projeto…
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Bico calado

  • «Mais do que atacar clubes de futebol e empresários de jogadores, Rui Pinto é agora suspeito de piratear o Estado Português. A Polícia Judiciária e o Ministério Público encontraram indícios de que o hacker entrou nos e-mails do antigo diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, e da ex-procuradora geral distrital de Lisboa, Maria José Morgado. Indícios que foram expressos pelo MP no pedido de declaração de especial complexidade.» Sábado. «Portugal, país seguro! onde se investe à brava em ciber-segurança, tanto q até os procuradores da República ficam à mercê da curiosidade de putos habilidosos! Quem precisa de espiões russos ou americanos? Chato, chato, são os escritórios de advogados q trabalham p/ os criminosos...» comenta Ana Gomes.
  • Um grupo de políticos britânicos de vários quadrantes partidários, a favor e contra o Brexit, acaba de processar a Polícia por esta nada ter feito contra «colegas» que violaram leis para conseguirem determinados resultados eleitorais. «A Comissão Nacional de Eleições multou duas campanhas principais pró-Brexit - Vote Leave e Leave.EU. A Vote Leave foi multada em £ 61.000 por quebrar os limites de gastos. Esta foi a campanha que foi liderada por vários ministros do governo, incluindo o homem que agora é o principal candidato a ser o nosso próximo primeiro-ministro, Boris Johnson», escreve Caroline Lucas. «O desprezo da Vote Leave pela lei não terminou aí. Ele até se recusou a ser entrevistado pela Comissão Eleitoral e destruiu documentos importantes. Por outro lado, a campanha anti-UE Leave.EU - Nigel Farage - foi multada ainda mais (£ 70.000) por uma série de delitos, incluindo a quebra do limite de gastos de campanha, relatórios imprecisos de empréstimos recebidos e não ter sido claro sobre quem havia fornecido o dinheiro. Também falhou em declarar serviços recebidos de uma organização de campanha dos EUA». A Comissão Nacional de Eleições cumpriu a sua tarefa e entregou à Polícia 2 mil documentos de provas das violações cometidas. Como a Polícia até agora nada fez e se tem remetido ao silêncio, estes políticos avançaram com o processo.
  • «El País recebe o prémio de jornalismo da FAO pela sua cobertura contra a fome. A organização da ONU reconhece o compromisso do jornal com informações "atraentes, constantes, coerentes e inovadoras" sobre segurança alimentar e nutrição.»
  • Merkel imita Bolsonaro: viajou com um avião de reserva para a Cimeira do G20 em Tóquio. Não fosse a informação veiculada pela insuspeita Deutsche Welle e eu diria que era notícia falsa.
  • Masroor Ali Siyal, líder do partido do governo no Paquistão, atacou o jornalista e presidente do Karachi Press Club, Imtiaz Khan, durante um programa televisivo.


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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Olhão: Escola com mural em defesa dos cavalos-marinhos

  • A EB 2,3 João da Rosa, em Olhão, ganha mural para ajudar a salvar os cavalos-marinhos da Ria Formosa. Tudo graças à arte de SEM, um antigo aluno, do Rotary Clube de Olhão e da Tintas 2000, que apoiaram o projeto, respetivamente, com 500 euros e tintas. Sul Informação.
  • No Quénia, um tribunal ambiental adiou uma licença para uma central a carvão projetada para a costa da ilha de Lamu, exigindo aos promotores a submissão de um novo estudo de impacto ambiental por não terem consultado os vizinhos. Reuters.
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Mão pesada

  • A Northumbrian Water foi multada em cerca de 1,2 milhão de libras por diversas violações de regras ambientais em County Durham e Marske-by-the-Sea. Essa verba vai ser distribuída por 10 organizações ditas de defesa do ambiente. GovUK.
  • A University of British Columbia e a CIMCO Refrigeration foram multadas, respetivamente, em 1,2 milão de dólares por despejo de substâncias químicas num afluente do rio Fraser e 800 mil dólares por despejo de água contaminada com amónia na ribeira de Booming Ground. Cowichan Valley Citizen.
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Reflexão: Cuidado com o apartheid climático entre ricos e pobres


Um especialista da ONU alertou para um possível apartheid climático, em que os ricos pagam para escapar da fome enquanto o resto do mundo sofre. 
Philip Alston, relator especial da ONU sobre pobreza extrema, criticou ainda as medidas tomadas pelos órgãos da ONU como inadequadas. Segundo ele, os pobres serão provavelmente os mais afetados pela subida das temperaturas e pela potencial escassez de alimentos e conflitos que poderão acompanhar essas alterações. Os países pobres deverão sofrer pelo menos 75% dos custos da crise climática, apesar de a metade mais pobre da população mundial gerar apenas 10% das emissões.
Por outro lado, Alston cita exemplos de como os ricos lidam com eventos climáticos extremos.
Quando o furacão Sandy atingiu New York em 2012, a maioria dos cidadãos ficou sem energia, enquanto «a sede da Goldman Sachs era protegida por dezenas de milhares de sacos de areia e energia do seu gerador». Da mesma forma, «bombeiros privados de luvas brancas foram enviados para salvar as mansões» dos ricos. É isto o apartheid climático, aliás já previsto em 2007 pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.
"Discursos pessimistas de funcionários governernamentais em conferências periódicas não têm despoletado nenhuma ação significativa», diz Alston. «Trinta anos de cimeiras parecem ter feito muito pouco».
O Brasil é lavo de críticas por, após a vitória de Bolsonaro, ter escancarado a Amazónia à mineração e pela desregulamentação ambiental em curso. Os EUA também não escapam, sobretudo depois de Trump ter colocado lobistas de grandes interesses corporativos privados na chefia de ministérios importantes e de ter revertido grande parte da legislação ambiental anterior.
Philip Alston alerta ainda o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas: «O Conselho de Direitos Humanos não pode dar-se ao luxo de confiar apenas nas técnicas consagradas de organização de painéis de especialistas, pedindo relatórios que não levem a lugar nenhum, exortando os outros a fazerem mais, mas fazendo pouco e adotando amplas, mas inconclusivas medidas». A própria democracia poderá estar em risco se se concretizar o cenário, previsto em 2014, de uma vaga de entre 25 milhões e um bilião de migrantes climáticos em 2050. 
BBC.


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Bico calado

  • «Para aquilo ter alguma lógica, ao menos faziam ao Marques Mendes ao domingo: ligavam-no a uma máquina da verdade e era ver a máquina a guinchar de 10 em 10 segundos. No fundo, no Polígrafo, eles vão buscar notícias que eles próprios andaram a alimentar e depois vão ser se é ou não verdade. (…) ou os Panama Papers: também não acredito que alguma vez apareçam no Polígrafo. Será que a SIC prometeu divulgar todos os nomes dos jornalistas e políticos envolvidos nos Panama Papers e afinal não fizeram nada? Aí o Polígrafo cometia autofagia, deixavam de piscar as luzes da SIC e ficava tudo às escuras e o Polígrafo deixava de existir. Tinha sido uma cena que nós inventamos só porque somos uns grandes mentirosos. (…) Bruno Nogueira, Tubo de Ensaio/TSF 26 jun2019.
  • A Guarda Civil espanhola deteve no aeroporto de Sevilha um militar brasileiro que havia transportado 39 quilos de cocaína num avião da FAB integrado na comitiva do presidente Jair Bolsonaro. A prisão ocorreu durante uma escala do avião reserva da presidência em Sevilha, no sul da Espanha, rumo a Tóquio, onde Bolsonaro participará da reunião do G-20. El País.
  • Que fazer quando uma equipa de repórteres da PBS-NewsHour é gaseada por militares israelitas enquanto trabalhava na West Bank? Haaretz.
  • Apesar das sanções da União Europeia, empresas alemãs exportaram produtos químicos para armas para a Síria durante a guerra, revela um relatório publicado pelo Süddeutsche Zeitung, pela Bayerischer Rundfunk e pelo grupo suíço Tamedia. Segundo o relatório, a Brenntag AG vendeu os produtos químicos isopropanol e dietilamina para a Síria em 2014 usando uma subsidiária na Suíça. A dietilamina foi produzida pela gigante alemã BASF na cidade belga de Antuérpia, e o isopropanol foi produzido pela Sasol Solvents Germany GmbH, em Hamburgo. DW.
  • A China suspendeu as importações de carne canadiana depois de ter descoberto vestígios de um aditivo para ração proibido e de certificados de saúde falsificados anexados a um carregamento de carne suína. Bloomberg.
  • «O general Ramalho Eanes diz que em Portugal há uma “epidemia de corrupção”. É uma opinião, bem entendido, e o senhor general tem direito a ela. Foi pena não ter falado da época em que era Presidente da República. Eu diria que a epidemia era maior e que se agora ainda se vai investigando e condenado alguns, se agora estamos mais atentos, se agora há mais sindicância e mais legislação, na altura a impunidade era total.» Pedro Marques Lopes. Apenas me lembro de que Eanes foi o herói do 25 de novembro. Não me lembro de Eanes ter tomado medidas para combater a corrupção de que agora fala. Não me venham dizer que não o fez porque no tempo dele não havia corrupção. A corrupção não se tornou epidemia de um dia para o outro: foi semeada, cultivada, tutorada, desenvolvida e sofisticada. Onde esteve e para onde olhou Eanes durante todo este tempo?
  • Um tradutor foi condenado a pena de dois anos por fazer um documentário sobre tráfico sexual no Camboja que, segundo o governo, continha notícias falsas. O primeiro-ministro Hun Sen lançou uma ofensiva contra os críticos do governo, incluindo defensores dos direitos humanos e políticos da oposição, e nos últimos anos usou o termo "notícias falsas" para desacreditar as vozes dissidentes. Reuters.
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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Reino Unido: aumenta o IVA sobre sistema solares domésticos

  • No Reino Unido, as casas que esperam reduzir as suas pegadas de carbono instalando um sistema de baterias solares enfrentam um aumento acentuado do IVA a partir de outubro segundo as novas leis propostas pelo ministério das Finanças. The Guardian. E são estes senhores que a semana passada se fingiram amigos do Ambiente e prometeram eliminar as suas emissões de gases de efeito de estufa até 2050.
  • Uma maré de algas vermelhas (Karenia brevis) voltou a atingir as costas da Florida. O cheiro é nauseabundo e o seu contato provoca problemas respiratórios. Os impactos económicos são desastrosos, tendo a pesca sido suspensa e alguns restaurantes encerraram. A culpa é dos fertilizantes aplicados nas searas do Minnesota, diz Jack Davis, professor na University of Florida. Dois terços de todos os rios norte-americanos desaguam no Golfo, trazendo escorrências urbanas e agrícolas com muito nitrogénio e fósforo, o que cria uma enorme zona morta no delta do Mississippi. Civil Eats.
  • O ministério da Agricultura dos EUA terá recusado emitir comunicados sobre mais de 45 estudos revistos por pares após análise do Serviço de Pesquisa Agrícola. Todos os estudos apontam para os potenciais impactos da crise climáticas, desde a descoberta de que o arroz perde vitaminas num ambiente rico em carbono até um alerta de que a subida das temperatuasa pode aumentar os níveis de pólen e intensificar a temporada de alergias. The Hill.
  • Está provado que o glifosato provoca o cancro. Mas antes disso, prejudica gravemente a saúde do solo, escreve Gosia Wozniacka no Civil Eats: «(…) O glifosato, o principal ingrediente do famigerado herbicida, não é fabricado em laboratório, mas vem de uma mina. Para o produzir, o minério de fosfato é extraído e refinado em fósforo elementar. Embora a Bayer, que recentemente comprou a Monsanto, diga que o seu processo de mineração é sustentável, ambientalistas afirmam que o processo envolve a remoção do solo das montanhas, que destrói a vegetação, contamina a água e cria poluição sonora e ambiental que prejudica a vida selvagem e o ambiente há anos. Durante décadas, a Monsanto extraiu minério de fosfato numa zona remota do sudeste do Idaho. Como esta mina está quase esgotada, a Bayer solicitou uma licença para iniciar uma nova mina nas proximidades. Em maio, o US Bureau of Land Management divulgou a declaração final de impacto ambiental analisando a mina proposta, devendo o ministério do Ambiente emitir a sua decisão final no final deste verão. Mas os opositores dizem que o governo não analisou adequadamente os danos ambientais, incluindo impactos no Grande Ecossistema de Yellowstone e num corredor regional de vida selvagem, na diminuição da maior população de perdizes e nas tribos índias que dependem da terra e da vida selvagem. Eles sublinham o impacto cumulativo da mina proposta e um total de cerca de 20 outras minas inativas, ativas e propostas no corredor do fosfato, muitas das quais são locais contaminados do programa Superfund que exigirão anos de limpeza. «Do berço ao túmulo, o glifosato é profundamente problemático», diz Hannah Connor, advogada do Centro de Diversidade Biológica. «Os custos ambientais começam com minas a céu aberto que destroem centenas de hectares de habitat crítico para a sobrevivência de espécies ameaçadas e terminam com um pesticida que prejudica a vida selvagem e as pessoas. É muito perturbador.»
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Mão pesada

A Souther Water foi condenada a pagar multa de 3 milhões de libras por faltas graves registadas nas suas ETARs e devolver 123 milhões aos seus 4,2 milhões de clientes. The Guardian.
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Reflexão – O G20 triplicou os subsídios às centrais a carvão


Os países do G20 quase triplicaram os subsídios que concedem às centrais a carvão nos últimos anos, apesar da necessidade urgente de reduzir as emissões de carbono que aceleram a crise climática. 

Os números, publicados no relatório do Overseas Development Institute, mostram que o Japão é um dos maiores financiadores do carvão, apesar do primeiro-ministro, Shinzo Abe, ter dito em setembro: “A crise climática ser vida uma ameaça de vida para todas as gerações… Temos que tomar medidas mais robustas e reduzir o uso de combustíveis fósseis.» A reunião anual do G20 começa no Japão esta sexta-feira, 28 de junho. The Guardian.
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Bico calado

  • Relatório internacional: Portugal volta a fazer má figura na prevenção da corrupção, titula o Expresso.  Entre os 49 países que integram o Greco, um organismo criado pelo Conselho da Europa para monitorizar a corrupção, Portugal destaca-se entre os 16 que não cumprem boa parte das recomendações. Portugal é ainda o país com maior percentagem de medidas ainda por implementar. Meteram o Rui Pinto na prisão e agora queixam-se.
  • «São mais de 500 os benefícios fiscais existentes em Portugal. Esta é uma das conclusões do relatório do Grupo de Trabalho para o Estudo dos Benefícios Fiscais(GTEBF), tornado público na semana passada. O número impressiona por uma razão óbvia: um benefício fiscal é uma excepção às regras gerais sobre o pagamento de impostos. Meio milhar de casos soa mais a regra do que a excepção.(…) a análise desenvolvida pelo GTEBF mostra que em muitos casos não é possível identificar de forma clara os motivos que justificam a existência dos benefícios. Quem lê os textos legais que os criaram não consegue perceber que objectivos específicos visam atingir. (…)Ao contrário dos subsídios, a despesa associada aos benefícios fiscais não é apresentada no Orçamento do Estado por função orgânica, o que significa que não afecta o orçamento de cada Ministério. Na perspectiva de um ministro ou de um secretário de Estado que, por algum motivo, queira satisfazer os interesses de qualquer grupo de pressão, os benefícios fiscais são uma forma barata de fazer política. (…)O problema agrava-se porque em vários casos é muito difícil apurar a despesa fiscal associada ou sequer o número de beneficiários - seja antes ou depois da entrada em vigor do benefício. O resultado é a proliferação de excepções à regra que representam um custo para o país, mas que não sabemos de facto se cumprem uma função útil do modo mais adequado. (…) » Ricardo Paes Mamede, DN 25jun2019.
  • O New York Times reconheceu publicamente que envia algumas das suas estórias ao governo dos EUA para aprovação prévia. Provas? Em 15 de junho, o Times informou que o governo dos EUA estava a aumentar os seus ataques cibernéticos à rede elétrica russa. Em resposta ao artigo, Donald Trump atacou o Times no Twitter, considerando o artigo «um ato virtual de traição». O New York Times PR respondeu a Trump a partir de sua conta oficial no Twitter, defendendo a estória e observando que, de facto, ela tinha sido esclarecida com o governo dos EUA antes de ser publicada. «Acusar a imprensa de traição é perigoso», disse o NYTimes. «Nós descrevemos o artigo para o governo antes da sua publicação.» Ben Norton, The Grayzone.
  • Dez anos depois da morte, Michael Jackson sobrevive aos escândalos, titula o Público. Tudo porque, depois dele, a produção deste tipo de música tem sido abaixo de medíocre, digo eu.


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terça-feira, 25 de junho de 2019

Inglaterra: alunas excluídas do baile de fim de ano por falta às aulas de revisões e participação em greve climática

  • Mais de duas mil e quinhentas toneladas de lixo italiano chegaram a Portugal, através da La Ecosistem, para serem eliminadas no Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Industriais, em Setúbal. Estes resíduos vêm da região de Campânia, que acumula seis milhões de toneladas de resíduos sem solução de tratamento há vários anos. Refira-se que em Itália, o negócio do lixo tem sido alvo de manifestações populares, com a máfia napolitana, a Camorra, a controlar durante anos este circuito. Esta foi a forma encontrada por Itália para tentar travar a multa da União Europeia (120 mil euros por dia), por atentado contra o meio ambiente durante vários anos, especialmente em Nápoles. Há, pelo menos, mais duas empresas portuguesas que mostraram disponibilidade em receber o lixo, proveniente de Itália: a Valor-Rib (Indústria de Resíduos), situada em Fradelos, Vila Nova de Famalicão e a Rima – Resíduos Industriais e Meio Ambiente, com diversas fábricas em todo o país, e cuja acionista maioritária é a Suma. RTP. Sobre os graves problemas de recolha e tratamento de resíduos em algumas regiões de Itália, convirá conferir o que este blogue publicou aqui, aqui e aqui. Para os estudiosos: para uma visão mais aprofundada da crise dos resíduos em Campania, consultar este estudo.
  • Uma investigação do The Guardian conclui que as cidades norte-americanas deixaram de recolher e reciclar muitos tipos de plásticos descartados em contentores de reciclagem. Em vez disso, eles estão a ser despejados em aterros, queimados ou estocados para exportação para o Vietname, Turquia, Malásia e Senegal. 
  • Três alunas da Albany Academy, em Chorley, Lancashire, - uma escola privada subsidiada por dinheiros públicos -, foram excluídas do baile de fim de ano por terem faltado às aulas de revisões para participar numa greve climática em Manchester. The Independent.
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Reflexão – O que leva um ambientalista a desistir de recolher plástico de praias e admitir a derrota?


Durante 4 anos, Alan Cookson, 46 anos, de Aberystwyth, País de Gales, recolheu pelos menos 5 toneladas resíduos de plástico em mais de 120 praias. Diz agora que não aguenta e que o planeta perdeu o combate contra o plástico. 
«Dói-me o coração desistir, mas tenho 3 filhos que sentiram muito a minha ausência por uma causa que eu pensava que podia vencer», afirma. 
Alan Cookson  critica os governos e as grandes empresas por não abordarem a questão e alerta que os oceanos estão mortos ou perto disso, 
Acusa ainda grupos de pressão de competirem uns com os outros, em vez de colaborarem entre si: «Nestes quatro anos, eu vi os Surfers Against Sewage, The Marine Conservation Societye e Keep Wales Tidy competirem pelas mesmas verbas, replicar as campanhas uns dos outros e em geral dividirem-se, em vez de se apoiarem uns aos outros. Cada organização esforça-se tanto por justificar a sua própria existência que não querem colaborar umas com as outras porque isso enfraqueceria a sua própria existência». 



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Mão pesada

  • A Bauder Ltd, de Ipswich, foi multada em cerca de 30 mil libras por violar regras de recolha e reciclagem de embalagens. GovUK.
  • A Biffa Waste Services Ltd foi multada em cerca de 10 mil libras por envio de diversos tipos de resíduos para a China rotulados de resíduos de papel. GovUK.
  • Os proprietários da maior empresa de reciclagem de resíduos eletrónicos do noroeste dos EUA foram condenados a 28 meses de prisão e 3 anos de liberdade condicional por incumprimento de regras de segurança que possibilitaram a exposição de trabalhadores estrangeiros a materiais tóxicos e perigosos para a sua saúde. EPA.
  • O diretor da Mountainaire Village Utility, LLC admitiu ter sido responsável pelo despejo de esgotos não tratados no rio Potomac, perto de Ridgeley, West Virginia. Pode ser condenado a uma pena máxima de 3 anos de prisão e a pagamento de multa no mínimo de 5 mil dólares. EPA.
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Bico calado

  • Na Venezuela, há farmácias solidárias que tentam furar o bloqueio mafioso.
  • «Aprendi com a reportagem de Snowden e WikiLeaks: se publicar o arquivo completo, será acusado de ser imprudente, invadir a privacidade e afogar o público em demasiada informação; se publicar com cuidado, um artigo de cada vez, será acusado de "divulgação parcial e seletiva"». Glenn Greenwald.
  • «Na segunda-feira passada, depois de orientar centenas de diferentes grupos de turistas da Alemanha e do mundo para várias exposições, apresentei a minha demissão como guia no Museu Judaico de Berlim em protesto contra a intervenção política grosseira do governo alemão e do Estado de Israel no trabalho do museu.» Yossi Bartal, Haaretz.
  • No Canadá, grupos de extrema-direita descobriram uma maneira de ganhar aceitação por parte dos media: apoiar Israel. Yves Engler explica tudo na Dissident Voice.

  • Na última edição da New York, E. Jean Carroll diz que Donald Trump a violou num camarim do Bergdorf Goodman em meados dos anos 90. Via Mother Jones.
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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Alemanha: ativistas do clima invadem mina de carvão

  • Centenas de ativistas do clima invadiram uma enorme mina de carvão a céu aberto na Alemanha, entrando num impasse com a polícia dentro da mina enquanto milhares de outros mantinham vários bloqueios dispersos da infraestrutura de carvão do país como parte de uma série de ações realizadas para terminar com a dependência da Europa em relação aos combustíveis fósseis. Common Dreams.
  • São cada vez mais os que exigem a demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido. A polícia investiga o incidente em que Mark Field empurra uma ativista da Greenpeace contra um pilar e agarra o seu pescoço. Ativistas da Greenpeace vestidas de vermelho com uma tarjeta dizendo «Emergência Climática» tentaram interromper o discurso de Philip Hammond perante uma plateia da elite financeira num banquete na Mansion House e ler um texto apelando à tomada de medidas urgentes de combate à crise climática. As ativistas foram expulsar da sala e a plateia bateu palmas. The Guardian.
  • O pico imobiliário turístico na costa marroquina está a dizimar as dunas. O programa das Nações Unidas para o Ambiente já acusou as mafias da areia estarem a destruir a costa marroquina e a acelerar a erosão, tudo com a cumplicidade official. AFP/Terra Daily.
  • David Gilmour, dos Pink Floyd, leiloou 126 guitarras a favor da ClientEarth, uma organização internacional de direito ambiental sem fins lucrativos. Huffington Post.
  • Um tribunal federal considerou ilegal a aprovação de um pipeline para extrair água do Deserto de Mojave. O pipeline de 43 milhas projetado pela Cadiz Inc. atravessaria o Mojave Trails National Monument e outras terras públicas no sul da Califórnia para extrair água do aquífero do deserto para a vender a várias cidades. Huffington Post.
  • Manifestantes da Extinction Rebellion bloquearam a Oitava Avenida e o New York Times exigindo mais e melhor cobertura mediática para a luta contra a crise climáticas. The Guardian.
  • A General Electric disse que vai demolir a Inland Empire Energy Center, uma grande central de gás que possui na Califórnia por já não ser economicamente viável num estado em que a energia eólica e solar fornecem uma parcela crescente de eletricidade barata. Reuters.
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Reflexão - Qual é a melhor maneira de destruir uma cidade?


«Qual é a melhor maneira de destruir uma cidade? Inundá-la de carros. Investigações de 50 anos mostram que o tráfego intenso destrói comunidades, perturba a vida social e esmaga as culturas locais. O ruído abafa a conversa e leva as pessoas para dentro de casa. A poluição torna as ruas inóspitas. Os carros ocupam o espaço que poderia ser usado para as crianças brincarem, para os adultos conviverem e para projetos locais se desenvolverem.
A vida na rua é vista como um empecilho para o tráfego. Em todo o mundo, a rua foi libertada para os carros. Barraquinhas, vendedores ambulantes, jogos de futebol e cricket, idosos jogando dominó, xadrez ou petanca: todos têm de ceder espaço ao carro. Tanta é a terra necessária para conduzir e estacionar que resta pouco para a vida humana. Em cidades como Barcelona, que restringem o tráfego, os carros usam cerca de 25% da área urbana. Em cidades como Houston, eles usam 60%. O carro devora o espaço público que poderia ser parques, ciclovias, mercados e recreios.

Os novos anúncios da Land Rover para o seu Range Rover Evoque criam a impressão oposta: a de que este ridículo comilão de gasolina contribui para a cultura urbana. O Evoque é comercializado como “o Range Rover para a cidade”, que soa como uma contradição: os SUVs como este foram originalmente projetados para estradas de terra batida. Mas agora, segundo a agência por trás desta campanha revoltante, somos convidados a usá-lo para “explorar a nossa cidade” e criar as nossas próprias “aventuras urbanas”.
Um dos anúncios apresenta a supermodelo Adwoa Aboah conbduzindo em Brixton, olhando para a interessante vida de rua como se estivesse num safári humano e falando sobre a sua "incrível alma e ritmo ... as pessoas aqui são reais". Dá a impressão de que o carro está a passar por ruas do mercado, onde o tráfego é proibido. Porquê? Porque estes são os lugares com mais “alma e ritmo surpreendentes”.
Ela também conduz pela Brixton Road, uma das ruas mais poluídas de Londres. Todos os modelos Evoque produzem mais emissões de óxido de nitrogénio do que a média dos carros novos (e emissões de CO2 muito mais altas). A única contribuição do Evoque para a vida de rua de Brixton provavelmente consistirá em acelerar as mortes de algumas das pessoas "reais" por que passa.
Atualmente a poluição do ar mata mais pessoas do que o tabaco. Em toda a Europa, estima-se que causará a morte prematura de 800.000 pessoas por ano. Todas as semanas, os carros aqui matam muito mais pessoas do que o número total de vítimas do desastre de Chernobyl. A poluição do ar danifica corações e pulmões, causa uma ampla gama de cancros e prejudica a saúde dos fetos. Pode reduzir radicalmente a inteligência, como resultado do estresse oxidativo e da neurodegeneração. E agora vem a Land Rover, não apenas promovendo um SUV poluente como um carro urbano, mas sugerindo que ele seja usado para diversão: para se arrastar pelas ruas congestionadas e olhar embasbacado para o jardim zoológico humano.
Os SUVs estão máquinas mortíferas: porque são mais altos e mais pesados, é mais provável você morrer se for atingido por um do que se for atingido por um carro normal. A moda dos SUVs é uma das duas principais razões para o aumento das mortes de peões na estrada (a outra é os motoristas que usam telemóveis). Serão especialmente perigosos se você usá-los para conduções de caça humana, em vez de observar a estrada.
Outro dos anúncios incita os motoristas a “partirem para uma aventura. Descubra Edimburgo, uma das cidades mais visionárias do Reino Unido ”. Uma cidade voltada para o futuro deveria proibir esses carros nas suas ruas. A agência de publicidade da Land Rover promete lançar essa campanha em todo o mundo, nomeando cidades da África do Sul, China e Colômbia. Onde quer que as culturas urbanas interessantes persistam, um Range Rover passará por elas.
Estes anúncios são horrivelmente reminiscentes dos passeios comerciais de jipe pelas favelas do Rio de Janeiro. Os moradores dizem que esses passeios fazem com que se sintam humilhados e coisificados. Os turistas sentam-se atrás das janelas do carro, em segurança e isolados dos nativos, filmando a pobreza exótica enquanto são conduzidos pelas casas das pessoas.
Lembram-se também os anúncios horrorosos da Volkswagen o ano passado, que perguntavam: “Quer aumentar a sua credibilidade à porta da escola? O nosso Tiguan foi votado um dos carros mais fixes para levar os meninos à escola”. Envenenar as crianças levando-as à escola num SUV monstro é, na minha opinião, a coisa menos fixe que um pai pode fazer.
Estes anúncios ajudam a normalizar os comportamentos antissociais e e até mesmo patológicos. E é precisamente quando precisamos de reduzir drasticamente o uso de carros, para bem da saúde humana e da sobrevivência do planeta (o mayor de Londres, Sadiq Khan, acaba de anunciar um dia livre de carros em Setembro para sublinhar esta necessidade), que os fabricantes tentam arrastar-nos para o século 20. 
No seu livro Unlocking Sustainable Cities, Paul Chatterton defende que o control do automóvel é o passo mais importante para criar cidades amigáveis e vivas. Ele dá como exemplo o trabalho de arquitetos ocmo Jan Gehl, que procura reconquistar o espaço capturado pelos carros de modo a permitir o florecimento da vida entre os edifícios.
Nemo s carros elétricos nemo s carros sem conductor resolverão o problema. Ambos ocupam o mesmo espaço que os veículos a combustíveis fósseis. Os carros elétricos já estão a despoletar uma série de desastres ambientais devido À corrida ao lítio, ao cobalto e ao níquel necessários para fazer as suas baterias. Os carros sem condutor vão provavelmente exacerbar o congestionamento e acelerar a crise climática devido às necessidades energéticas exigidas pelos centros de dados para os controlarem.
Faz muito mais sentido construir uma rede de tráfego elétrico. Mas os que lucram com o trânsito automóvel urbano têm feito tudo para boicotar esquemas dese tipo. Nos EUA, o Americans for Prosperity, um grupo fundado e financiados pelos irmãos Koch, criou campanhas para combater projetos de autocarros e metros de superfície, conseguindo suspender sistemas de transportes púbicos em vários estados. Muita da fortuna dos Koch vem da refinação do petróleo e da produção de asfalto.
Um outro anúncio em preparação para o Evoque, para Chicago, define o conflito de modo grosseiro. Segundo a Land Rover, “O Evoque vai subir literalmente pela coberta de uma movimentada plataforma de transportes.” O tema do safari continua: o novo Land Rover exibe-se no topo do sistemapúblico de transportes como um caçador com o seu pé em cima de um leão abatido.
Em A Tale of Two Cities, Charles Dickens escreveu acerca do “hábito selvagem de conduzir dos ricos”.  Quando os aristocratas conduziam os seus carros desgovernados pelas ruas de Paris toda a gente tinha que saltar para fora do caminho ou morrer. Dickens sugeriu que esta prática bárbara foi uma das muitas atrocidades que ajudaram a catalizar a Revolução Francesa. Hoje, quando os carros rasgam um caminho nas nossas vidas, precisamos de uma nova revolta contra a condução selvage. É tempo de devolver as ruas às pessoas.»

George Monbiot, in The Guardian 20jun2019.
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Mão pesada

  • Um indivíduo de New Balderton, Newark, foi multado em 4.200 libras por transporter resíduos controlados sem as devidas licenças. GovUK.
  • Um indivíduo de Oak Lane, Billericay, foi multado em 1500 libras e condenado a 100 horas de trabalho comunitário por despejos ilegais de inertes de construção em terrenos abandonados. GovUK.
  • O diretor de uma fábrica de Biocombustível do Missouri foi condenado a pena de prisão de um ano por falsificação de reembolsos de impostos e intimado a restituir cerca de 532 mil dólares ao fisco.
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Bico calado

  • «Vasco Pulido Valente escreve que lhe vem um arrepio quando me vê. Não sei a morada do coitadinho mas, se soubesse, mandava-lhe uma mantinha com um bilhetinho: “Estimo as melhoras!”» Ana Gomes.
  • "Romero" é um filme que conta um pouco da história recente de El Salvador - a trajetória de Don Oscar Romero, arcebispo assassinado pela direita salvadorenha. O filme pode se visto através deste link.
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Mafra remunicipalizou serviço de água e saneamento

  • Uma jovem perguntou aos 5 candidatos a primeiro-primeiro o que pretendem fazer para combater a atual crise climática. Nenhum dos candidatos forneceu um plano claro para tal, cita o The Guardian.
  • A erosão causada pela crise climática ameaça a infraestrutura de aldeias e pode forçar a relocalização de comunidades como Quinhagak, no Alasca, reporta o CBC.
  • As 1.500 toneladas de lixo devolvidas pelas Filipinas ao Canadá vão ser incineradas numa central anteriormente acusada de produzir cinzas tóxicas e poluição por dióxido de nitrogénio. The Post Millenial.
  • A governadora do Oregon, Kate Brown, mandou a polícia estadual buscar e trazer de volta os legisladores republicanos que fugiram do Congresso para bloquear a votação de um projeto de combate à crise climática. AP.
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Mão pesada

  • O diretor da Intercon Solutions Inc. e da EnviroGreen Processing LLC foi condenado a três anos de prisão por gestão ilegal de resíduos eletrónicos potencialmente perigosos como parte de um esquema para revender os materiais e fugir ao fisco.
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Reflexão – Fundo da UE financia lóbi do carvão


Enquanto os líderes europeus debatem uma União Europeia neutra em relação ao clima até 2050, um obscuro fundo da UE está a ser usado para pagar os salários dos lobistas do carvão e promover o uso do carvão em países em desenvolvimento como a Índia e a China. 
O dinheiro do Fundo de Pesquisa de Carvão e Aço da Comissão Europeia paga os salários do pessoal da Euracoal, o grupo de lóbi da indústria do carvão em Bruxelas, denuncia uma investigação do META.
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Bico calado

  • «(...) O estatuto editorial do site “Polígrafo” diz, a dada altura, o seguinte:” “O POLÍGRAFO não possui uma agenda político-ideológica. Os jornalistas que colaboram com o POLÍGRAFO não são militantes de qualquer partido político. Aqueles que, estando dentro da organização, decidam fazê-lo, serão imediatamente afastados das suas funções.” O cidadão Pedro Tadeu, que escreve estas linhas, jornalista desde 1983, militante do PCP, acha o “Polígrafo” interessante e acha também, por causa deste estatuto editorial, que o “Polígrafo” é estúpido. Em primeiro lugar, o “Polígrafo” diz que não tem agenda político-ideológica mas também afirma, noutro parágrafo desse texto, ser “um defensor das virtualidades da democracia liberal”, o que significa que, afinal, sempre tem uma agenda politico-ideológica. Isto é, repito, estúpido. Em segundo lugar, o “Polígrafo” defende a independência e a liberdade dos seus jornalistas ameaçando-os com o despedimento. Isto é, realmente, muito estúpido! (…)Eu acredito mais num jornalista que, de forma transparente, me diga o que politicamente pensa do que aquele que grita aos quatro ventos não ter partido. Porquê? Porque todo o jornalista tem opções políticas, vota, abstém-se, declara acordo ou discordância com posições políticas de partidos; porque, de uma forma ou de outra, a vida política-partidária, mais a sua dinâmica e a sua pressão, influenciam a forma como um jornalista analisa a realidade e influenciam a forma como o jornalista escreve. Mesmo para fazer uma verificação de factos, a ideologia conta. Por outro lado, um jornalista que abdica de direitos de cidadania para si próprio por imposição do patrão, como o “Polígrafo” quer, é um jornalista civicamente débil e não está, consequentemente, em condições de defender os direitos de cidadania dos leitores. Um jornalista que abdica de direitos de cidadania para si próprio por imposição do patrão está a ceder aos interesses corporativos da organização que lhe dá o bem escasso de um emprego e isso, custa-me dizê-lo, é uma forma de corrupção. (…)Um membro de um partido é um bandido?… Bem, isso era o que o fascismo pensava e, por isso mesmo, só havia, nesse tempo, um partido em Portugal… Não entendo, por isso, que modelo de “democracia liberal” o “Polígrafo” acha que defende. “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.” É bonito, o artigo 13 da nossa Constituição que acabo de citar, não é? Mas, pelos vistos, é só tinta num papel porque, se fosse mesmo Lei Fundamental, o “Polígrafo” estava ilegal.» Pedro Tadeu, in O “Polígrafo” é ilegal?DN 19jun2019.
  • «(…) O que distingue um canalha de um tipo decente é a atitude perante os indefesos. O canalha humilha os indefesos. Os pides eram canalhas, não pela ideologia, mas por torturarem, violentarem pessoas indefesas. Eram canalhas porque podiam ofender sem correrem riscos. Foi o que o pretenso cómico Ricardo Araújo Pereira fez com Armando Vara, hoje, há pouco.  Armando Vara está preso e foi exposto, por gente de baixo carácter, numa comissão da Assembleia da República. Mandava a decência que a dita comissão de deputados não promovesse o espectáculo do aviltamento de um cidadão preso, trazido algemado à Assembleia da República.  Ao aviltamento promovido pelos deputados, correspondeu o dito cómico com uma canalhice guinchada e histérica. O homem, neste caso, o Vara não se pode defender: vá de o utilizar para ganhar a vida. Presumo que se Vara fosse um criminoso de sangue, um assassino com um gangue atrás, o Ricardo não se atreveria a humilha-lo e a utilizá-lo para pagar o seu cachet. Podia sempre receber de troca um tiro, uma tareia. Mas, perante o Vara, o Ricardo sente-se imune. É um cobarde, além de canalha. (…)» Carlos Matos Gomes,  in Jornal Tornado.
  • «O trigo é uma arma de grande poder na próxima fase do conflito sírio”, insistiu Nicholas Heras, membro do New American Security (CNAS) em Washington, DC. Washington pode pressionar os seus aliados curdos a restringir o fornecimento de alimentos do país para pressionar o regime de Assad e, através dele a Rússia, a forçar concessões». The Grayzone.
  • Como Wall Street colonizou as Caraíbas. A história do imperialismo americano pode ser encontrada nos arquivos das instituições mais antigas, maiores e mais poderosas de Wall Street. Um mergulho profundo nos cofres e registos de bancos como o Citigroup, Inc. e o JP Morgan Chase e Co. revela uma história de capitalismo e império cuja narrativa não é de crescimento económico moralmente puro e inspirador, inovação tecnológica, expansão de mercado e acumulação de acionistas, mas sim de sangue e trabalho, soberania e recursos roubados, ocupação militar e controlo monetário. Um ensaio de James Hudson que vale a pena ler, via Boston Review.
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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Espanha: crianças de 6 escolas protestam contra suspensão do programa Madrid Central


  • Ricardo Vicente, engenheiro agrónomo e membro especialista do Observatório do Pinhal do Rei, apresentou a demissão daquele órgão, criticando a falta de coordenação e a ausência de vontade política para assegurar o seu funcionamento. Ricardo Vicente diz-se indignado pelo facto de o parecer emitido pelo Observatório não ter sido enviado aos executivos das Câmaras Municipais e às Assembleias Municipais das áreas abrangidas pelas Matas Litorais ardidas. O Observatório do Pinhal do Rei foi criado na sequência de um despacho governamental, em abril de 2018, com o objetivo de interpretar, acompanhar e monitorizar o Plano de Recuperação do Pinhal do Rei. Região de Leiria.
  • Crianças de seis escolas do centro de Madrid protestaram com máscaras contra a suspensão do programa de redução do tráfego automóvel Madrid Central aplicado pelo novo executivo camarário de maioria PP. Tudo isto depois das análises da qualidade do ar realizadas em maio terem registado os níveis de óxidos de nitrogénio mais baixos numa década. El País.
  • Os EUA gastam 10 vezes mais em subsídios aos combustíveis fósseis do que em educação, admite um estudo recente do insuspeito Fundo Monetário Internacional citado pela não menos insuspeita Forbes.
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Mão pesada

  • O diretor da Rhino Recycling Limited foi condenado a pena de prisão suspensa por gestão ilegal de aterro em Long Lane, Pershore. GovUK.
  • A BioConstruct NewEnergy Ltd,  especializada em digestão anaeróbica, foi multada em mais de 19 mil libras pelos maus cheiros exalados da sua unidade de Middlesbrough. GovUK.
  • Um indivíduo de Maidenhead, Berkshire, foi detido em Eton Wick pela Thames Valley Police por despejo ilegal de resíduos em Surrey, Londres oeste, Buckinghamshire, Kent e Hampshire. GovUK.
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Reflexão – Quem manipula as negociações climáticas das Nações Unidas?


Lóbis que representam alguns dos maiores poluidores do mundo enviaram milhares de delegados às negociações destinadas a limitar o aquecimento global desde que as negociações climáticas da ONU começaram, revelam dados compilados pelo Climate Investigations Center desde 1995.
Por exemplo, o International Emissions Trading Group (IETA), que conta entre os seus membros gigantes da energia como a BP, a Chevron e a Shell, enviou 1.817 delegados para COPs e reuniões inter-sessões desde 2000; a  International Petroleum Industry Environmental Conservation Association (IPIECA), cujos membros incluem a ExxonMobil, a Chevron e a  Shell, enviou 258 funcionários para as negociações climáticas da ONU no mesmo período; Edison Electric Institute (EEI) enviou 201; a World Business Council for Sustainable Development, cujos membros incluem a BP, a Exxon Mobil e a Shell, enviou 1266; só a Shell enviou 111, a Exxon 20 e a Chevron 29. AFP/RFI.
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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Texas: 10 anos de prisão e 10 mil dólares de multa para quem danificar oleodutos

  • A poluição por amónia e nitrogénio, principalmente em terrenos agrícolas, está a prejudicar mais de 60% do território do Reino Unido, admite um relatório do governo de Theresa May. Mais de 85% da área total da Inglaterra recebe concentrações de amónia acima do nível crítico estabelecido para proteger os líquenes, musgos e plantas semelhantes - espécies-chave que são vitais para os ecossistemas – sendo a situação na Irlanda do Norte ainda pior, com 88%. The Guardian.
  • O Texas tem uma das leis mais severas do país para proteger as suas operações de petróleo e gás dos manifestantes. Danificar um oleoduto no Texas pode resultar em 10 anos de prisão e 10 mil dólares de multas a partir de setembro. Grist.
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