Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Programas Regionais de Ordenamento Florestal não reduzem eucaliptal

  • Programas Regionais de Ordenamento Florestal ignoram recomendações do Observatório Técnico Independente e não reduzem área de eucaliptal conforme aprovado em Lei na Assembleia da República, titula o JN.
  • Prevê-se que os Estados membros da União Europeia capturem em 2019 peixe no Atlântico Nordeste acima dos limites aconselhados pelos cientistas. Reino Unido, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Holanda e Suécia lideram as ultrapassagens. Via PONG-Pesca.
  • A Noruega vai pagar cerca de 20 milhões de dólares à Indonésia pelos cortes nas emissões de carbono após uma queda dramática na desflorestação registada em 2017 e continuará a pagar mais se a tendência se mantiver. The Straits Times.
  • O governo dos EUA concluiu as negociações com a Califórnia sobre as intenções de reverter as regras de economia de combustível, diz a Reuters. Segundo peritos na matéria, prevê-se uma longa batalha legal sobre a capacidade do Estado para regular as emissões dos veículos. A administração Obama tinha autorizada a Califórnia a estabelecer padrões mais rigorosos do que as regras federais, mas agora a EPA quer revogar essa exceção, alegando que a Califórnia não deve "ditar" a política para o resto do país. Refira-se que 13 estados seguem os padrões da Califórnia para carros vendidos nos seus territórios, o que representa cerca de 40% do mercado de veículos dos EUA.
  • O governo australiano pediu à China esclarecimentos sobre a suspensão, por parte de um porto chinês, das importações de carvão australiano. Embora as autoridades chinesas tenham alegado não ter havido motivos políticos para a ocorrência, alguns observadores não descartam a hipótese de esse bloqueio ter sido acionado como retaliação pelo facto de a Austrália ter proibido a Huawei de operar as suas redes 5G no seu território. BBC.
  • «O mundo não sabe o suficiente para decidir se a geoengenharia solar deve ser usada para combater as alterações climáticas», escreve Janos Pasztor, diretor executivo da Carnegie Climate Geoengineering Governance Initiative e ex-assessor sobre alterações climáticas da ONU. Uns defendem a «injeção estratosférica de aerossóis» - a pulverização da estratosfera com partículas para refletir a luz solar, reduzindo assim a temperatura do planeta Terra. Os adversários rejeitam isso por ser uma solução técnica perigosa. «Os riscos da aplicação não governada são muito altos», alerta Pasztor, concluindo: «Ainda temos algum tempo, mas talvez não tanto quanto gostaríamos de pensar. A profunda crise climática pressiona-nos a tomar decisões difíceis. Precisamos de coragem para as enfrentar.» Chathan House.
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Memórias curtas

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Bico calado

  • «Das 92 eleições que monitorizamos, eu diria que o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo», afirmou o antigo presidente dos EUA Jimmy Carter em Atlanta. «Pelo contrário, temos [nos EUA] um dos piores processos eleitorais do mundo, e quase tudo por causa do influxo excessivo de dinheiro», acrescentou. A Venezuela desenvolveu um sistema de votação em écrã tátil totalmente automatizado, usando a tecnologia de reconhecimento de impressões digitais e imprime um recibo para confirmar as escolhas dos eleitores. Global Research.
  • «(…) Segue-se uma lista cronológica de obstáculos específicos enfrentados pela Venezuela: Abril de 2016: Instituições financeiras começam a deixar de receber pagamentos em dólares de instituições venezuelanas; Maio de 2016: Commerzbank Bank (Alemanha) fecha contas bancárias venezuelanas e da PDVSA; Julho de 2016: o Citibank fecha contas correspondentes de instituições e bancos venezuelanos, incluindo o Banco Central da Venezuela. O fecho das contas correspondentes reduz a capacidade de efetuar pagamentos em dólares, impondo custos adicionais para realizar transações em outras moedas; Agosto 2016: o Banco Novo de Portugal proíbe transações com bancos e instituições venezuelanas; Julho de 2017: a empresa Delaware, agente de pagamento da PDVSA, recusa-se a receber fundos da companhia petrolífera venezuelana; Julho 2017: o Citibank recusa-se a receber fundos venezuelanos para importar 300.000 doses de insulina; Maio de 2017: empresas de origem russa, empreiteiras encarregadas de elaborar a cadeia de blocos Petro utilizando o código NEM, desistem de continuar com o contrato argumentando razões de força maior após terem sido pressionadas pela Security Exchange Commission dos Estados Unidos; Agosto 2017: Os bancos chineses informam que não podem realizar operações em moeda estrangeira em favor da Venezuela devido à pressão do Departamento do Tesouro dos EUA, e a Rússia relata a impossibilidade de realizar transações com bancos venezuelanos devido à restrição dos bancos correspondentes dos EUA.; Agosto de 2017: o banco correspondente do banco chinês BDC Shandong paralisa durante três semanas uma transação de 200 milhões de dólares sacados pela China; Agosto de 2017: devido à pressão da OFAC, a empresa Euroclear retém 1.200 milhões de dólares sem possibilidade de mobilização; Outubro 2017: o Deutsche Bank fecha as contas correspondentes do Citic Bank chinês para processar pagamentos da PDVSA, o que demonstra a pressão sobre a banca internacional; Outubro 2017: A entrada de vacinas no país é adiada por quatro meses porque o bloqueio dos EUA torna impossível fazer pagamentos ao banco suíço UBS; Novembro 2017: a Venezuela faz pagamento para comprar primaquina e cloroquina (para tratamento antimalárico), solicitado ao laboratório médico da BSN na Colômbia. O governo colombiano bloqueia a entrega de medicamentos; Novembro 2017: o Deutsche Bank, principal correspondente do BCV, encerra definitivamente as contas correspondentes desta instituição; Dezembro de 2017: foram devolvidos 29,7 milhões de dólares de bancos na Europa para pagamento a fornecedores de alimentos através do programa alimentar CLAP. Também nesse mês, as autoridades colombianas impediram a transferência para a Venezuela de mais de 1.700 toneladas de perna de porco; Maio de 2018: o pagamento de 9 milhões de dólares para a compra de material de diálise foi bloqueado; Novembro 2018: A partir deste mês, o Banco da Inglaterra reteve 1,2 bilhão de dólares que o governo venezuelano havia depositado nessa entidade.» Francisco Tavares, in A viagem dos argonautas.
  • «A estratégia de dois pesos e duas medidos é uma característica bem conhecida da política interna e externa dos EUA. Washington apregoa os slogans da democracia e da liberdade, mas na prática é completamente contrário a esses slogans. Os slogans são usados apenas para controlar outros estados. Quando a democracia está de acordo com os interesses estratégicos e económicos dos EUA, ela favorece e permanece ao seu lado. Quando a democracia está em conflito com os seus interesses, o seu valor torna-se menor, negligenciado e desconsiderado. Isto é evidente se considerarmos a política dos EUA tanto no Iémen como na Venezuela. Lida com os dois países em nome da democracia com uma contradição que denuncia Washington e revela o seu lado mau dia após dia. Revela também a sua falsa democracia e o facto de não apoiar a vontade do povo e não apoiar os direitos humanos.» AMN.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Reino Unido: professores e alunos unidos pelo Clima

  • Os professores britânicos vão juntar-se aos alunos em greve com um protesto para exigir que o currículo nacional seja reformado para tornar a crise climática e ecológica uma prioridade educativa. The Guardian.
  • A Igreja Católica agendou um Sínodo para outubro, uma reunião em que bispos e padres (e uma freira) dos nove países amazónicos da América Latina discutirão questões ambientais, indígenas e de alterações climáticas. O governo de Jair Bolsonaro considera a iniciativa um ataque à soberania nacional por parte de uma igreja progressista. Para mostrar sua oposição ao Sínodo da Amazónia, o governo brasileiro vai patrocinar um simpósio em Roma, um mês antes da reunião do papa, para apresentar exemplos de preocupação e cuidado do Brasil pela Amazónia. Em questão estão dois pontos de vista opostos: a Igreja Católica, sob o Papa Francisco, vê a si mesma e a todas as nações como mordomos da Terra e de povos indígenas e tradicionais menos privilegiados. Bolsonaro e muitos dos seus aliados ruralistas e evangélicos vêem a Amazónia como um recurso a ser usado e desenvolvido livremente pelos homens. Mongabay.
  • Um ativista ambiental mexicano foi assassinado antes de um referendo sobre uma polémica central termoelétrica e oleoduto que ele combatia. Samir Flores Soberanes, um indígena Náhuatl, foi morto em sua casa na cidade de Amilcingo, no estado de Morelos, a 130 Km a sul da Cidade do México. Era um ativista de direitos humanos, produtor de uma estação de rádio comunitária e opositor de longa data do Proyecto Integral Morelos, que inclui a central e o oleoduto. The Guardian.
  • Todos os dias, muitos milhões de galões de água contaminada com arsénico, chumbo e outros metais tóxicos fluem de alguns dos locais de mineração mais contaminados dos EUA para córregos e lagoas adjacentes sem serem tratados. Isto está a envenenar a vida aquática e a contaminar o abastecimento de água em Montana, Califórnia, Colorado, Oklahoma e pelo menos cinco outros estados, denuncia uma investigação da Associated Press.
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Mão pesada

Baltimore processou a gigante agroquímica Monsanto, acusando-a de poluir as linhas de água e a rede de pluviais, sobretudo com PCBs. New Jersey Herald.
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Reflexão – Quando a irresponsabilidade gera o desordenamento e a morte


Uma jovem de 23 anos morreu na Calheta, na Madeira, numa derrocada que atingiu o restaurante Rocha Mar, onde trabalhava como cozinheira. A derrocada aconteceu numa extremidade da escarpa onde decorrem obras de consolidação. O proprietário do restaurante, Manuel Jardim Barbosa, não compreende por que motivo o projeto de consolidação da escarpa não incluiu também aquela área, garantindo que avisou as autoridades. 
O secretário regional do Equipamento e Infraestruturas, Amílcar Gonçalves, diz que a versão do proprietário não corresponde à verdade, porque quando foi feita a primeira intervenção, em 2012, o proprietário se opôs veementemente a qualquer intervenção na zona e obstaculizou todos os procedimentos de expropriação e de aquisição da propriedade, inviabilizando assim a intervenção na escarpa naquela área. O presidente do município pondera processar criminalmente as falsas declarações contra a câmara. 
Entretanto, o Regional Governo refuta categoricamente a hipotética relação de causa/efeito entre as obras que estão a decorrer na escarpa sobranceira ao Porto de Recreio da Calheta e a queda do bloco rochoso do último sábado, sublinhando que os trabalhos, até agora realizados, se resumem apenas a desmatações da área a intervir e à colocação de duas gruas no topo da escarpa. Apesar de previstos na empreitada, ainda não foram realizados quaisquer trabalhos de execução de pregagens ou ancoragens até ao momento, pelo que os trabalhos realizados até ao momento não contribuíram para o acréscimo de vibrações na escarpa.
Sublinhe-se que um estudo do LREC, solicitado pelo arrendatário do restaurante, fazia algumas referências às perigosidades que podiam comprometer a segurança do edifício. Isto não impediu a continuidade da sua atividade comercial. 


«Há até uma padaria que tem pneus no telhado para funcionar como amortecedor no caso de cair pedras.» diz Raimundo Quintal.
O Geógrafo diz aqui muito, muito mais sobre o (des)ordenamento do território madeirense.


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Bico calado

  • O UBS foi multado em 3,7 biliões de euros por facilitar a evasão fiscal em França e a lavagem de dinheiro. Terá ainda de indemnizar o estado francês em 800 milhões por danops diversos. Le Monde.
  • Os ex-deputados trabalhistas que agora fazem parte do Grupo Independente sempre apresentaram despesas superiores às do seu anterior líder. Uma delas, Angela Smith, tem interesses, com o marido, no negócio das águas, e, coerentemente, reprovou, enquanto ainda deputada, a renacionalização da água. Smith tem ainda interesses distribuídos por bancos, empresas de armas e petrolíferas, tendo, enquanto deputada, apoiado a fraturação hidráulica contra a orientação do partido. Chuka Umunna recebe uma boa maquia do laboratório de ideias The Progressive Centre. Seis do 8 ex deputados trabalhistas são membros do lóbi Labour Friends of Israel. The Canary.
  • Em 2010, a USAID criou a ZunZuneo, uma rede social para estimular a criação e organização de manifs expontâneas para despoletar uma primavera cubana. Tudo feito com peritos recrutados em vários pontos do globo e distribuídos por várias cidades, apoiados através de uma conta bancária no paraíso fiscal das ilhas Caimão. A Associated Press investigou e divulgou o caso, mas, entretanto, fez eclipsar o tema. O The Guardian mantém-no, com imensos pormenores.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Açores: Onde foi enterrado o amianto e outros contaminantes na Base das Lajes?


As imagens dos trabalhos de alegada descontaminação na Base das Lajes, no "site" 3012, - "Abestos Dump Site", onde existirão três bacias com amianto, revelam solos contaminados, molhados, a escorrer, a serem manuseados de forma pouco profissional e sem conhecimento técnico.  A opinião é do especialista em poluição, Félix Rodrigues, com base no relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) apresentado na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA.
O problema ganha contornos mais gravosos quando não se sabe onde estão as bacias onde foram colocados os contaminantes, problema aliás admitido pelo LNEC.: os estudos promovidos em 2010, com recurso a prospeção geofísica, "não permitiram a definição espacial e em profundidade das áreas das presumíveis bacias de deposição".
Os materiais contendo amianto eliminados nas baciais terão sido aparentemente colocados em sacos e depositados com uma camada de solos de cobertura com 2 metros de espessura", pode ler-se no documento.
"O LNEC diz que basta remover os solos, sinalizá-los e cobri-los com vegetação que fica tudo bem, mas não fica tudo bem relativamente à sua gestão, afirma Félix Rodrigues. “Há um conjunto de poluentes variados que não foram identificados e se não foram identificados não os podemos classificar como perigosos ou não. Por outro lado, se não sabemos onde estão, qual a sua profundidade, não podemos gerir este local. É uma foram inconsequente de gerir os riscos. É que quando nós pensamos nestas questões, temos de pensar nas gerações futuras e há aqui uma ausência total de pensamento em relação a isso", considera. Diário Insular, Imagens do LNEC revelam realidade preocupante, diz Félix Rodrigues. 
Via Félix Rodrigues, FB.
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Novo México: água subterrânea contaminada devasta laticínio

  • Água subterrânea contaminada devasta um laticínio e ameaça a saúde pública. Acontece em Curry County, no Novo México, resultado do deslizamento de substâncias químicas perigosas que migraram da Cannon Air Force Base e que continuam a avançar inexoravelmente para o Ogallala Aquifer, o maior aquífero dos EUA, que se estende por 174 mil milhas e por zonas de 8 estados. O ministério da Defesa norte-americano conhecia o problema há décadas mas sempre o escondeu. Sabia que os produtos químicos PFAS são tóxicos para os seres humanos, animais e o ambiente. Em 2000, cientistas da indústria e da Agência de Proteção Ambiental tinham documentado que os compostos persistem no meio ambiente durante milénios. Eles estão ligados, entre outros problemas graves de saúde, ao cancro, doenças da tiróide, baixa imunidade e distúrbios do desenvolvimento. Pior: sabe-se agora, pelo próprio ministério da Defsa, que esses PFAS envenenaram as águas subterrâneas em pelo menos 121 instalações militares dos EUA. Até agora ninguém conhece as eventuais ações corretivas que serão tomadas por parte dos responsáveis. Searlight New Mexico e NM Political Report.
  • Um hidrólogo explica como a indústria de petróleo e gás contamina a água potável de Pavillion, em Wyoming.
  • Várias cidades da região de Kuzbass, na Sibéria, apareceram cobertas de neve enegrecida supostamente causada por uma fábrica de processamento de carvão. Aljazeera.
  • 35 thinktanks (laboratórios de ideias) baseados nos EUA, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia foram patrocinados para promoverem os interesses das indústrias do tabaco e dos combustíveis fósseis, revela uma investigação conduzida por David Hsu, do MIT, com base no banco de dados de desinformação do DeSmog e no banco de dados de tabaco do Guardian. DesmogUK.
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Reflexão – Porquê concentrar apenas no cidadão a responsabilidade do descarte e recolha dos resíduos de plástico?


O cartaz da ONG brasileira Mar Sem Lixo pretende consciencializar os jovens para o cuidado no descarte dos resíduos de plástico de modo a evitar que eles cheguem aos oceanos, com os impactos negativos e desastrosos que se conhecem.

Nunca será demais consciencializar os cidadãos para o grave problema dos resíduos plásticos nos oceanos. A cadeia de responsabilidades apresentada pelo cartaz está, porém, incompleta. Muito incompleta. 
A mensagem do cartaz é redutora porque concentra esta campanha de limpeza, recolha e reciclagem de plásticos apenas nos cidadãos. É notória a falta de alguém atrás dos cidadãos. É preciso não esquecer que atrás do cidadão estão as produtoras de embalagens plásticas. Sobre elas deveria ser feita igual pressão para se investigar e lançar soluções capazes de reduzir substancialmente os impactos negativos e desastrosos dos plásticos nos mares em particular e no Ambiente em geral.
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Mão pesada

  • A polícia brasileira prendeu oito funcionários da mineradora Vale SA, acusados de encobrir as deficiências na represa de Brumadinho que desmoronou e matou mais de 300 pessoas. As prisões e mandados de busca visaram funcionários da Vale, bem como a empresa de auditoria alemã TÜV SÜD, que havia certificado a barragem como estável. Reuters.
  • O ministério do Ambiente do Chile apresentou 18 acusações contra a Lumina Copper por infrações relacionadas à extração excessiva de água de poços que alimentam a sua mina de cobre em Caserones. A operadora JX Holding and Mitsui Mining poderá ser multada em 54 milhões de dólares. Reuters.
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Bico calado

  • A Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça, paga em 85% por fundos europeus, está a funcionar em cerca de 15,%. Os doentes que necessitam de exames são encaminhados para uma empresa privada, a antiga Quadrante, hoje grupo Joaquim Chaves Saúde. A reportagem da TVI denuncia, ainda, que a Quadrantes, durante seis anos, chegou a fazer milhares de exames sem estar devidamente licenciada pela Direção Geral de Saúde.
  • 7 irmãos morreram num incêndio. Aconteceu em Halifaz, Toronto. Eram refugiados sírios. Huffington Post.
  • As autoridades de ocupação israelitas permitem que grandes empresas farmacêuticas realizem testes em prisioneiros palestiannos e árabes, revelou a Nadera Shalhoub-Kevorkian citando dados da sua investigação para projeto da Hebrew University. Já em julho de 1997 se sabia que o Ministério da Saúde de Israel havia dado às empresas farmacêuticas permissão para realizar milhares de testes de novos medicamentos em presos. MEM.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Gondomar: Ministério Público pede condenações por crime ambiental em São Pedro da Cova

  • A Câmara Municipal de Aveiro prepara-se para gerir a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto. Ribau Esteves já deu um ar da sua graça. Os media dizem que ajudou a semear 1200 bolotas de várias espécies de carvalhos e a plantar outras espécies autóctones. E fê-lo sem luvas, sem botas, sem vestuário adequado à tarefa em causa. E para quê, se o que interessava era aparecer na fotografia, de frente para o sol? Fotos: Terra Nova e Diário de Aveiro.
  • O Ministério Público pede condenações por crime ambiental em São Pedro da Cova. Os responsáveis pela deposição de resíduos perigosos nas escombreiras das minas tinham, segundo o Procurador, todas as condições para saber qual a perigosidade dos resíduos, mas nada fizeram para impermeabilizar os resíduos e impedir a migração de substâncias perigosas para os lençóis freáticos, gerando-se assim a possibilidade de fazer perigar a saúde das populações. O caso remonta a 2001 e 2002 quando centenas de milhares de toneladas de resíduos industriais perigosos provenientes da Siderurgia Nacional, que laborou entre 1976 e 1996, na Maia, foram depositadas nas antigas minas de carvão de São Pedro da Cova, Gondomar. A Junta de Freguesia de São Pedro da Cova pediu uma indemnização superior a dois milhões de euros para investir na requalificação do espaço e do património mineiro. JN.
  • A Noruega está a proibir a circulação de carros no centro de Oslo. Os lugares de estacionamento estão a ser substituídas por canteiros de flores e constroem-se 60 km de ciclovias. Twitter.
  • 13 sistemas de água no estado do Michigan registam níveis elevados de chumbo,admite um relatório do Michigan Department of Environmental Quality. The Hill.
  • Durante vários anos, a cientista climática Maria Caffrey liderou um estudo pioneiro descrevendo os riscos da subida do nível dos mares nos parques nacionais dos EUA. Acaba de ser dedspedida, por ter resistido às pressões das autoridades federais para remover do seu relatório científico todas as referências às causas humanas das alterações climáticas. Reveal.
  • Porque é que uma pasta de dentes é vendida dentro de uma embalagem inútil? Assine a petição.
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Bico calado

  • «Vice-presidente do Partido Aliança sob suspeita. Em causa está a alegada construção ilegal da casa de família e o pagamento de pareceres jurídicos [50 mil euros] com dinheiro da autarquia em benefício próprio. Carlos Pinto deixou a liderança da autarquia em 2013 e é agora um dos vice-presidentes do Partido Aliança, fundado por Pedro Santana Lopes. SIC.
  • «O antigo Pavilhão Atlântico custou 60 milhões de euros aos contribuintes, mas foi entregue por um terço desse valor ao genro de Cavaco Silva, numa negociata que envolveu o “Dono Disto Tudo”, Ricardo Salgado. Cristas tem noção de que este assunto pode mesmo arruiná-la, pois está a ser investigada pela Procuradoria-Geral da República. Foi neste contexto que subitamente surgiu a moção de censura, um dia após a reportagem ter sido transmitida.» Uma Página numa Rede Social.
  • A Cristas deve estar com as orelhas a arder a propósito do caso do Pavilhão Atlântico. Tubo de Ensaio/TSF 18fev2019.
  • Conselheiros do governo britânico receberam contratos no valor de milhões de libras em projetos nucleares fracassados, apesar de em alguns casos também assessorarem as empresas por trás desses mesmos projetos, conta o insuspeito The Times.
  • A Westmoreland Coal Co. faliu e a mina de Kemmerer, em Lincoln Country, Wyoming, vai ser vendida em leilão. Os mineiros vão para o desemprego e perdem os seus seguros de saúde. Common Dreams.
  • Empresas indonésias devem pelo menos 1,3 bilião de dólares em multas não pagas por danos ambientais causados por desflorestação generalizada e incêndios fatais ligados a dezenas de milhares de mortes prematuras, revela a Greenpeace com base em dados oficiais. AFP.
  • Relatórios sigilosos revelam como a maior fabricante mundial de dispositivos cardíacos fraudou licitações e estimulou cirurgias desnecessárias no Brasil durante 20 anos. Publica.
  • Ilhan Omar entrou em choque com o recém-enviado à Venezuela, Elliott Abrams, durante uma audiência na Comissão de Relações Externas da Câmara dos Representantes, discutindo o papel dos militares americanos na América Central. Abrams, colaborador do Departamento de Estado na administração Reagan, enfrentou várias acusações por mentir ao Congresso e violar a lei dos EUA como mentor do desastre Irã-Contra. A sua desonestidade destruía a presidência de Ronald Reagan através de um impeachment iminente. Abrams foi autorizado a declarar-se culpado por duas acusações reduzidas e mais tarde foi perdoado por George H.W. Bush, que temia o impeachment por causa do seu papel no Irã-Contra. Via MintPress.
  • Dois executivos da empresa que fretou o avião dos EUA que foi apanhado a contrabandear armas para a Venezuela foram referenciados a uma empresa de carga aérea que ajudou a CIA na entrega de alegados terroristas a centros de “locais negros” para interrogatórios. A revelação ocorre quando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou um comboio de "ajuda humanitária" dos EUA, por temer que possa conter armas destinadas a armar a oposição do país apoiada pelos EUA. MintPress.
  • «(…) Nunca ninguém se interroga por que razão nunca houve nada de parecido com a Operação Marquês ao longo dos extensos 48 anos de ditadura? Não havia corruptos nos altos lugares da nação? Não havia corruptos na União Nacional? Nenhum general, embaixador, deputado à Assembleia Nacional, ministro ou secretário de Estado, comandante da Legião ou graduado da Mocidade Portuguesa, nenhum governador colonial, bispo, “meteu a mão na massa”? Ou houve casos de corrupção que a Censura não nos deixou conhecer? Sem dúvida, como se vê nos cortes da Censura, do mesmo modo que escondia a pedofilia, as violações, os roubos, as violências, os suicídios. Mas a resposta é pior ainda: não havia corrupção porque não havia justiça para os poderosos do regime, e a pouca que havia era para os escalões intermédios para baixo. E, por isso, a corrupção entre os grandes da Situação, fossem políticos, com a mais que comum transumância da política para os negócios, decidida quase sempre pelo próprio Salazar, fossem os banqueiros e empresários do regime, estavam naturalmente protegidos porque ninguém sequer se atrevia a iniciar um inquérito. A excepção com os “ballets roses” foi um caso de costumes, e mesmo assim fortemente protegido pela Censura. Sim, meus caros “anti-sistémicos”, o Portugal ideal com que têm uma não-nomeada simpatia, era um regime profundamente corrupto e onde se escapava à punição muito mais eficazmente do que na democracia. A verdade é que, por muita malfeitoria que exista, os regimes democráticos são muito menos corruptos do que as ditaduras, ou os “paraísos anti-sistémicos”.» José Pacheco Pereira, in Chamar à democracia "sistema" e depois ser contra o "sistema" - Público 16fev2019.
  • «(…) A escola em causa é uma das três básicas de um agrupamento de um bairro de Lisboa. São três e aquela é a única que tem "os ciganos". É "a escola dos ciganos". Como é que uma mãe poderia querer que o seu filho fosse para "a escola dos ciganos"? Há aquela outra em que pais e mães se desunham para conseguir moradas - "funciona como uma privada" - e há a outra, a do meio, que é assim mais ou menos, mas não tem ciganos. Ninguém quer ir para "a escola dos ciganos". O rótulo está dado, o retrato está feito, ponto final parágrafo. É preciso entrar nos portões da escola em causa para perceber o que se passa lá dentro. Porque podemos entrar, essa é a primeira vantagem. O recreio é gigantesco, tem árvores que se pode trepar (bom, às vezes não, diz-me o pequeno que gosta de se esconder no meio das folhagens), tem um campo de basquetebol e outro de futebol, tem um relvado, tem um baloiço de pneu. Tem filhos de professores universitários, de jornalistas, de economistas, de geólogos, tem meninos sem pai nem mãe que vêm de uma instituição próxima, tem sotaques brasileiros, franceses, chineses. Tem professores homens e mulheres, tem professores brancos e negros. Tem pais que ajudam a tratar da horta - as alfaces já brotam e custam 20 cêntimos -, outros que tomam conta da biblioteca e desenham sereias às amigas que aparecem sempre juntas. O diretor reúne-se com os representantes das turmas para saber como se pode resolver os problemas da escola - eles têm entre 6 e 10 anos e, por isso, excelentes soluções. Na festa de final do ano juntamo-nos todos. Altos, baixos, magros, gordos, ricos, remediados, pobres, brancos, negros, indianos, chineses, ciganos. Nesta escola somos todos e por isso acredito que somos mais por causa disso. Que pena não haver um ranking para medir isto.» Rita Ferreira, in A "escola dos ciganos" está em que lugar no ranking?DN 16fev2019.
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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Açores: para onde foi a terra contaminada da Base das Lajes?


«Desconhece-se, neste momento, o paradeiro das terras contaminadas da Base das Lajes. O alerta é do investigador Félix Rodrigues, que se pronuncia sobre o relatório de acompanhamento, produzido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), aos trabalhos nos locais alegadamente já descontaminados na Base das Lajes.

"É estranho. Este é um local que os EUA consideravam extremamente perigoso e o próprio LNEC entendia que deveria ser interditado, por conter materiais muito preocupantes, como o PCB (bifenilospoliclorados), cancerígeno e altamente tóxico. Por outro lado, é um dos locais onde há contaminação cruzada, isto é, foram lá identificados, também, pesticidas - e não me venham dizer que a culpa é dos lavradores da ilha Terceira, que foram lá despejá-los", atenta.
Ora, segundo o especialista em poluição, no "site" 2009 - também conhecido por "Transformer Yard", onde durante mais de 35 anos foram armazenados e drenados transformadores - as terras contaminadas alcançavam uma profundidade de três metros. Isso significa, entende, que a ter havido alguma descontaminação, ela implicaria a remoção de um "volume enorme" de solos.

(…) Os relatórios norte-americanos sobre a contaminação resultante da ação militar na Base das Lajes indicavam, no "Transformer Yard", a existência de cerca de 12 mil miligramas de hidrocarbonetos totais de petróleo (HTP) por cada quilo de solo. Segundo Félix Rodrigues, sem as devidas ações de descontaminação (remoção e incineração de solos e biorremediação), não pode dizer-se que os contaminantes não possam passar, efetivamente, para os aquíferos e, assim, causar perigo à população.
"O LNEC não se preocupa em saber se a descontaminação foi feita como mandam as regras. É necessário, é obrigatório, saber para onde foram estas terras. Estes contaminantes, o PCB, são responsáveis por problemas oculares graves, por cancros do fígado, por deformações dos fetos", sublinha. (…)» 

in Diário Insular, "Site 2009, considerado extremamente perigoso, tapado com asfalto: Desconhecido paradeiro das terras contaminadas". Via Félix Rodrigues, FB.
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Benefícios fiscais para limpeza e gestão da floresta

  • A portaria do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural determina que os proprietários e as empresas podem receber descontos nos impostos se apresentarem custos com a abertura e a melhoria das faixas de gestão de combustível e com a elaboração de planos de gestão da floresta - por exemplo, serviços de consultoria e despesas de certificação florestal. TSF.
  • Espanha e Marrocos assinaram um Memorando de Entendimento para construir um terceiro cabo de interconexão elétrica entre os dois países, o que permitirá a integração no sistema europeu de energia renovável de Marrocos. Energías Renovables.
  • A União Europeia e outros nove países, - Canadá, China, Dinamarca, EUA, Islândia, Japão, Coreia do Sul, Noruega e Rússia -, aprovaram um acordo que proíbe, durante 16 anos, embarcações comerciais de pescar no Ártico para preservar o frágil ecossistema da região. EURactiv.
  • Mais de dois mil noruegueses pediram ao governo para suspender o avanço do projeto de uma mina de cobre em Repparfjord, na costa do Mar de Barents, sob pena de lançarem ações de desobediência civil para travar o que consideram ser uma barbaridade para o ecossistema local. O projeto da mineira Nussir prevê extrair cobre para painéis solares, aserogeradores, carros elétricos e baterias, devendo os rejeitos ser depositados no fundo do fiorde. Acontece que este fiorde consta da lista de sítios protegidos por ser berço de importantes estoques de salmão, bacalhau, escamudo e arenque, entre outros, que veriam a sua sobrevivência extremamente ameaçada perante despejos de metais pesados equivalentes a 17 camiões por hora de produção. The Barents Observer.
  • Greve às aulas pelo Clima – agora também no Reino Unido. The Guardian.
  • Representantes dos três partidos da oposição na parlamento canadiano criticaram o tratamento dado pelo governo a Louis Robert, um especialista em sementes com 32 anos de experiência no Ministério da Agricultura que foi demitido no mês passado depois de denunciar a pressão do setor privado na pesquisa de pesticidas no sentido de os cientistas evitarem divulgar descobertas que demonstram que os neonicotinóides, - uma classe de inseticidas -, são prejudiciais para as abelhas e outros insetos polinizadores. CBC.
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Bico calado

  • Cavaco, Cristas e outros à pega no nebuloso negócio da venda do Pavilhão Atlântico a um genro muito especial. TVI24.
  • «(…) Se aceitarmos que o objectivo primário deste negócio é o lucro, ou não seria um negócio, ninguém se surpreenderá que o resultado do primeiro acto médico de uma consulta nestes hospitais seja habitualmente a realização de uma larga bateria de exames médicos, seguidos de outra consulta para os analisar – o seguro paga. Ou que o tratamento de doenças, como cancro, com recurso a medicamentos inovadores seja interrompido logo que o plafond do seguro esteja esgotado, encaminhado os doentes para o SNS, sem garantir a continuidade do tratamento e sem possibilidade de se concluir quanto à eficácia do tratamento. Ou, ainda, que o serviço de urgências tenha mais recepcionistas a atender os doentes do que médicos – especialmente em urgências menos frequentes, nas quais é necessário chamar o médico de prevenção, deitando por terra o conceito de urgência. Afinal de contas, uma urgência que acontece poucas vezes não paga o médico de serviço. E não sendo frequente, a probabilidade de alguém morrer enquanto se espera que o médico de prevenção chegue ao hospital também é baixa. Portanto, está tudo bem. É isto, não é? (…)» Manuel Cordeiro, in Os hospitais privados e a ADSE - Aventar.
  • «Nos idos de 2005, Pedro Santana Lopes apresentou-se aos eleitores para discutir o seu caótico mandato de cinco meses e meio à frente do governo com um hino no qual se dizia: “Um homem também chora/ Também deseja colo/ Precisa de carinho/ Precisa de ternura/ Precisa de um abraço/ Da própria candura”. Quase quinze anos depois, já se viu que Pedro Santana Lopes terá tudo aquilo por que então choramingou: carinho, ternura, um abraço e, sobretudo, muito muito colo. Os noticiários e os diretos deste fim-de-semana a partir do congresso do seu novo partido estão aí para o provar. Pedro Santana Lopes será levado ao colo pela comunicação social até às eleições europeias e legislativas. (…) Precisamente porque o objetivo de Pedro Santana Lopes é acrescentar zero novidade à política portuguesa, nada poderia ser mais reconfortante para uma boa parte do jornalismo português. Os humanos são seres narrativos, e os media vivem de vender aos humanos uma história (ou aos clientes que compram publicidade os minutos de atenção dos humanos que seguem essa história). É assim que as coisas são em qualquer lado do mundo. Mas em Portugal acrescenta-se um aspecto decisivo: é preciso que essa história seja sobre nada. Que não dê trabalho a escrever. Que a papinha já esteja feita. Que não seja necessário aprender novos termos, descrever novos procedimentos, falar com gente nova, comparar com o que acontece noutros países (…) Que não tenha consequências. Que não afronte interesses ou poderes estabelecidos. Que venha de um lugar com o qual os anos de habituação deram origem a boas relações. Que os seus adversários estejam tão exangues e desorientados que não sejam capazes de reagir, de forma a que não se percam amizades nem fontes nem bons contactos nem se zanguem pessoas. Pedro Santana Lopes, neste momento, dá tudo isto. E por isso terá da comunicação social todo o colo que desejar. (…) Há cinco anos, para as eleições europeias, a cobertura da campanha eleitoral foi estritamente zero, porque as televisões não estiveram interessadas em cumprir o espírito da lei que dava igualdade de cobertura a todas as candidaturas. Assim sendo, cumpriram a letra da lei: toda a gente teve direito a zero debates entre os candidatos nas televisões — o que não incomoda nada os partidos estabelecidos, que têm dinheiro de todos nós para encher o país de cartazes panorâmicos, os caríssimos outdoors. A seguir, para as legislativas, os partidos parlamentares entenderam-se para mudar a lei de cobertura das campanhas eleitorais numa discreta última votação antes das férias, e assim cartelizaram não só os debates, como também as entrevistas (até em programas humorísticos houve direito a três rondas entre os partidos parlamentares, e zero comparências para partidos “emergentes”, não fossem as assessorias de imprensa dos partidos parlamentares zangar-se com os diretores de informação num momento em que a lei passara a dizer que sem partidos parlamentares não poderia haver debates televisivos). Durante este mandato, na comissão à porta fechada sobre financiamento dos partidos, os partidos parlamentares decidiram continuar a subvencionar-se generosamente para continuarem a poluir visualmente o país com os tais outdoors, em campanhas publicitárias permanentes que só bancos ou construtoras de automóveis têm capacidade financeira de imitar. Que fique claro, em mais nenhum país democrático e pluralista, de sistema proporcional e representativo, isto se passa. (…) Sendo assim, há apenas espaço mental e mediático para dois tipos de figuras. Quem já lá está. E quem sempre “andou por aí”.» Rui Tavares, in O colinho de Pedro Santana Lopes - Público 11fev2019.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Brasil: dez cidades sofrem com a água com lamas de rejeitos da barrahem de Brumadinho

  • «O embaixador dos EUA em Lisboa, George Glass, esteve na Base Aérea de Monte Real (Leiria) de visita a um destacamento temporário norte-americano que anda em exercícios com a Força Aérea Portuguesa, e produziu algumas declarações acerca das Lajes. (…) Diz o embaixador que os EUA estão a trabalhar de forma afincada para terminar os trabalhos de descontaminação, que seis locais já estão dados como concluídos, que mais dois estão em vias e que resta uma mão cheia. Logo a seguir diz que o Governo Regional dos Açores deverá "fazer um anúncio em breve" sobre esta matéria. Ficamos a aguardar esse anúncio. O que sabemos é que ainda está por cumprir o desafio que o Presidente do Governo Regional fez, quer ao Governo da República, quer à parte norte-americana, para a divulgação pública da documentação sobre este assunto, bem como a realização de uma ou várias sessões públicas destinadas a esclarecer e informar os açorianos, em geral, e os terceirenses, em particular. O que sabemos é que não basta afirmar que os trabalhos em seis locais mais dois estão concluídos e avaliados pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e sumariamente descritos no relatório a que poucos têm acesso. A questão começa muito atrás, ou seja, em relação a cada um dos locais a intervencionar devia ter sido divulgado o conteúdo do caderno de encargos, desmontada a complexidade técnica dos trabalhos e o envolvimento de gente "nossa" (porque não a Universidade dos Açores) em todo o processo de acompanhamento. A pública nota de tudo isto ajudaria e muito ao descanso das populações e fecharia as portas a toda a especulação. Não se percebe por isso que não haja divulgação prévia do que vai ser feito, que a "mão cheia" (sic embaixador dos EUA) de locais a descontaminar que ainda resta não esteja assinalada, delimitada e com a lista de trabalhos e calendário de intervenções a efetuar. Se fosse feito desta maneira evitaria a confusão que parece grassar entre o que é "descontaminação" e "mitigação de riscos" de que fala o Professor Félix Rodrigues, quando analisa os relatórios atrás referidos. (…)» Diário Insular. Via Félix Rodrigues, FB.
  • Dez cidades no sudeste do Brasil estão a sofrer com a poluição do rio na sequência do colapso da barragem de rejeitos de uma mina de ferro há cerca de três semanas e que matou 166 pessoas e deixou 155 desaparecidos. O lodo proveniente do desastre de Brumadinho contaminou 120 Km do rio Paraopeba, atingindo as cidades ribeirinhas. As autoridades detetaram níveis de metais tóxicos na água, incluindo chumbo e cromo, pelo que alertaram os habitantes locais para não usarem a água do rio para beber, dar de beber a animais ou regar. AFP.
  • A China prendeu 15.095 pessoas por crimes ambientais em 2018, um aumento de 51,5% em relação ao ano anterior, admitem fontes oficiais. Reuters.
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Mão pesada

Um indivíduo foi multado em mais de 4 mil libras por não provar por documentos a situação legal da sua atividade legada a resíduos. GovUK.
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Bico calado

  • A Universidade Católica fatura mais de 65 milhões e não paga impostos. Esta universidade cobra propinas à semelhança das outras universidades particulares, mas é a única que tem uma isenção fiscal atribuída por decreto-lei assinado por três pessoas com ligações à universidade: Cavaco Silva, Roberto Carneiro e Miguel Beleza, entretanto falecido. TVI24.
  • «(…) as empresas privadas de saúde parecem estar a usar os seus utentes para chantagear o Estado, usando a situação de fragilidade dos pacientes como uma espécie de escudo humano, para pressionarem a ADSE no sentido de desistir do pedido de devolução dos 38 milhões de euros indevidamente cobrados. É imoral, é hediondo, é inaceitável, mas é precisamente isso que estas empresas privadas estão a fazer. (…) a variação entre preços mínimos e máximos fica entre 61% e 411%, com empresas privadas de saúde que chegam a cobrar 1635 euros por uma prótese com um preço mínimo estabelecido de 320 euros. (…)os valores são ainda mais escandalosos, com variações que chegam a atingir quase 3000% entre os preços mínimo e máximo. Coisas simples como comprimidos de Paracetamol, com um valor unitário mínimo de 12 cêntimos, chegam a ser facturados a 3,66 euros através da ADSE. (…)os 38 milhões de euros que o Estado exige de reembolso às empresas privadas de saúde correspondem ao acumulado que a ADSE e a Procuradoria-Geral da República identificaram em todos os produtos e serviços que os privados injustificadamente cobraram, entre 2015 e 2016  (…) A ADSE é um sub-sistema de saúde que há vários anos é superavitário, ou seja, cuja receita contributiva é superior à despesa que tem com os seus beneficiários. No entanto, o dinheiro da ADSE é dos seus contribuintes, e não uma renda garantida das empresas privadas de saúde. É por isso que a gestão da ADSE não pode abrir mão de 38 milhões de euros indevidamente cobrados, sob pena de estar a praticar uma gestão danosa do fundo. (…) O Estado encontrou um conjunto de empresas que estão a fazer uma espécie de roubo legal de fundos públicos, exigiu a rectificação da situação e a direita, em vez de dar os parabéns ao Governo por não deixar-se chantagear por privados, vem atacar as entidades públicas, defendendo as empresas privadas que usam fraudes e zonas cinzentas da lei para se apoderarem de dinheiros públicos. (…) Dizer que o Estado falhou numa situação em que o Estado tenta recuperar fundos de que privados indevidamente se apropriaram é quase como um carteirista roubar a carteira a uma pessoa e vir o CDS dizer que a culpa é da pessoa, que se deixou ser roubada. (…)» Uma Página Numa Rede Social.
  • «(…) quatro funcionários da Assembleia Legislativa dos Açores foram advertidos por escrito por terem inadvertidamente digitalizados “documentos confidenciais” e os terem enviado por via eletrónica a vários deputados. (…) os Açorianos tiveram a oportunidade de ficar a saber que o Governo dos Açores nos mentia sobre o concurso da privatização de 49% da Azores Airlines do Grupo SATA e nos andava a endrominar ao dizer que se estava a analisar uma proposta de uma empresa islandesa quando ele sabia que esta não tinha validade legal por não cumprir os requisitos do concurso. Igualmente se ficou a saber que a transportadora aérea regional estava em falência técnica (…) Em democracia são heróis aqueles funcionários que no passado denunciaram o poder político em ditadura, divulgando segredos que fragilizavam a prepotência dos governantes do regime totalitário. Só que esta mesma democracia por cá sente-se bem agora a advertir aqueles que em trabalho de funções públicas acidentalmente contribuíram para a transparência do sistema e desmascaram a mentira veiculada por Governantes que os permitia ser prepotentes sobre a Verdade. Não é por acaso que na novilíngua os trabalhadores em funções públicas tendem a ser chamados superiormente de colaboradores, palavra semelhante e igual raiz de colaboracionista, como se chamava a quem trabalhava com fidelidade ao poder político da ditadura. Será uma intenção velada de pretenderem agora fazer sentir os funcionários como os novos colaboracionistas nos desaforos dos políticos? Não sei quem são os quatro funcionários do Parlamento, mas fica aqui a minha solidariedade e o meu obrigado por terem inadvertidamente tornado público uma verdade de interesse público.» Carlos Faria, FB.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Açores: Portugal e EUA confundem descontaminação e mitigação de riscos na Base das Lajes


Remoção de terras, asfaltagem e deposição de cascalho foram levadas a cabo pela força aérea norte-americana nos terrenos identificados como contaminados na Base das Lajes, Terceira-Açores. Não há necessidade de novas intervenções, diz o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) num relatório de dezembro de 2018 apresentado na última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os EUA e citado pelo Diário Insular de 12fev2019. 

Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, apresenta muitas reservas em relação ao relatório encomendado pelo Ministério da Defesa ao LNEC. Portugal e os EUA estão, deliberadamente, a confundir os conceitos técnicos de "descontaminação" e "mitigação de riscos": "Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso", avança.

Segundo ele, o LNEC limita-se a fazer assunções sobre o risco de contaminação dos aquíferos, sem as suportar com análises e leituras técnicas: "O LNEC só constata que há intervenção no local e conclui que há degradação dos pesticidas, não havendo risco de contaminação da água, mas não é verdade que estejam a degradar-se. O DDT, por exemplo, foi proibido ao nível mundial precisamente porque persiste no solo. O Clordano é bio-resistente. Em cinco anos pode desaparecer 75%. Mas se não é medido, como é que se sabe se desapareceu?", questiona. Também não é verdade, acrescenta Félix Rodrigues, que não haja risco de migração dos pesticidas para os aquíferos: "Houve um conjunto de pesticidas detetados em furos de abastecimento de água aos norte-americanos. Foi detetado, por exemplo, ácido aminometilfosfónico, que resulta da degradação do glifosato - que durante muito tempo se disse ser de uso dos agricultores da ilha. Para além disso, foi detetado um conjunto de outros pesticidas, nomeadamente dioxinas de TCDD, extremamente preocupantes, utilizados pelos EUA no Vietname. Até que ponto não estarão a infiltrar-se na água? Foi nos furos que foram encontrados", refere. 

Outra questão levantada pelo investigador tem que ver com a alegada remoção de terras: "Fala-se na remoção dos solos contaminados, mas não se diz para onde foram e isto é importantíssimo. É preciso saber que gestão se faz dos solos contaminados", afirma. Para Félix Rodrigues, as ações levadas a cabo pelos norte-americanos servem exclusivamente para mitigar os impactos "do contacto direto" dos indivíduos com os solos alegadamente contaminados. "E os indivíduos que lá andam são norte-americanos, ou seja, estão a evitar o risco de contaminação deles próprios", disse. 
Via Félix Rodrigues, FB.

Mais informação
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Impostos ambientais representam 7,5% das receitas fiscais

  • Os impostos ambientais valeram aos cofres do Estado, em 2017, 5,04 mil milhões, o valor mais elevado desde 1995 e que representa 7,5% do total das receitas fiscais. Os impostos sobre a energia (77%) lideram as receitas com impostos ambientais, muito acima dos impostos cobrados sobre os transportes (20%) ou sobre a emissão de gases ou sobre a uso de recursos (3%). ECO.
  • Quer dourar a pílula e tornar uma incineradora popular? Construa pistas de esqui ao lado. Copenhagen fê-las e a ideia é exibida em museus de alto coturno, reporta o The Guardian.
  • Trump pediu à Tennessee Valley Authority para ignorar o parecer das autoridades ambientais e manter em laboração uma grande central a carvão. Acontece que a central em questão compra carvão a uma empresa liderada por um grande doador de campanha de Trump, Robert Murray, o presidente e diretor executivo da Murray Energy Corporation. Reuters.
  • Mais de 60% das hortaliças e dos citrinos contêm resíduos de pesticidas, herbicidas e fungicidas em níveis não permitidos. OS laboratórios do Mercado Central de Buenos Aires detetam e removem essa mercadoria de circulação. InfoBAE.
  • A China licenciou uma nova mina de carvão na região de Xinjiang. Reuters.
  • Uma decisão do governo japonês de coartar perguntas de uma repórter durante conferências de imprensa provocou protestos de outros jornalistas. A polémica reacendeu questões de longa data sobre o impacto ambiental de uma nova base os fuzileiros navais dos EUA que está a ser construída ao largo de Henoko, em Okinawa. Global Research.
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Mão pesada


A carbonífera Drummond Company foi multada em 775 mil dólares por ocorrências de poluição por benzeno na sua unidade de ABC Coke, Tarrant, Alabama. AL.
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Bico calado

  • As empresas de petróleo e gás devem ao governo de Alberta mais de 20 milhões de dólares por rendas de terrenos por pagar desde 2010. The Narwhal.
  • «Como se não bastasse a sua atuação no caso BES, o Banco de Portugal recusa-se agora a avaliador o governador pelo seu papel na CGD. Sem avaliação não há clarificação, só há suspeita. E um governador sob suspeita, que usa o seu estatuto para escapar ao escrutínio, não pode ser governador.» Mariana Mortágua, FB.
  • «Por ser o maior subsistema complementar do País negoceia com os privados numa posição de menor assimetria de poder de mercado que muitos outros. Um dos segredos dos privados na Saúde é este: são contra a ADSE, mas existem muito por conta da ADSE."» Marco Capitão Ferreira, in Cartel da Saúde, S.A.  - Expresso Diário, 13fev2019.
  • Humberto Delgado foi assassinado pela Pide em 13 de fevereiro de 1965. Convém recordar.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

França e Alemanha: agricultores vão ser indemnizados por contamninação das suas culturas com estirpe transgénica



  • Agricultores franceses e alemães foram forçados a desentrrar milhares de hectares de campos de colza depois de as autoridades terem encontrado uma variedade ilegal trasngénica misturada com as sementes naturais que tinham adquirido à Bayer-Monsanto. A descoberta foi feita o ano passado, mas quando a Bayer emitiu um alerta de recolha, muitas sementes de marca DEKALB já tinham sido lançadas à terra, cobrindo 8.000 ha na França e 3.000 ha na Alemanha. A Bayer-Monsanto propõe-se indemnizar ao agricultores franceses e alemães em 20 milhões uma vez que a safra desta época está fora de questão, o mesmo acontecendo com a de 2020 para evitar o ressurgimento da cepa transgénica. RT.
  • A Comissão Europeia considerou o óleo de palma como responsável por desflorestação massiva e elevado volume de emissões. EURactiv.
  • O VW golf já é mais barato de comprar e manter do que as alternativas em gasolina ou gasóleo em países como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Holanda e a Noriega, conclui um estudo do International Council for Clean Transportation (ICCT). The Guardian.
  • Uma invasão de cerca de 50 ursos polares causou uma situação de emergência em Belushya Guba, no arquipélago de Novaya Zemlya, Ártico, a 1200 milhas a nodeste de Moscovo. Há muito que os cientistas avisam que o gelo marinho está a recuar no Ártico, o que representa uma ameaça direta para os ursos e aumenta a probabilidade de encontros com seres humanos. USA Today.
  • A Shell está a ser julgada por responsabilidades em graves violações dos direitos humanos levadas a cabo pelo governo nigeriano contra o povo Ogoni nos anos 1990s. Esther Kiobel, Victoria Bera, Blessing Eawo e Charity Levula estão a processar a Shell por responsabilidades na prisão, detenção e eliminação dos seus maridos pelas forças armadas nigerianas, após uma brutal repressão aos protestos Ogoni contra a devastadora da região pela poluição da Shell. 
  • O Dakota do Norte pondera elaborar e aprovar uma lei para restringir o acesso público a informações críticas de infraestruturas relacionadas com oleodutos. The Intercept.
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Mão pesada

  • A diretora do departamento das Pescas de Malta foi suspensa após alegações de receber subornos do produtor espanhol Ricardo Fuentes e Filhos em troca de permitir a captura de atum-azul acima dos limites legais estabelecidos. Times of Malta.
  • O gerente da M&M Autos, de Middlesbrough, foi multado em cerca de 6 mil libras por incumprimento de regras de gestão de resíduos. GovUK.
  • A Antero Resources Corp foi multada em mais de 11 milhões de dólares por despejo de efluentes de rejeitos de fraturação hidráulica para extração de gás natural em West Virginia. Reuters.
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Bico calado

  • Bilhetes para ver Al Gore no Porto custam 270 euros, titula o Jornal de Negócios. Ena pá, isto dá para muita coisa…
  • A petrolífera francesa Total suspendeu os seus investimentos em Israel. Israel, que pratica um autêntico apartheid em relação à Palestina, acusa a Total de boicote. MEM.
  • Expliquem-me que ainda não percebi: Os EUA e a Europa querem enviar 60 milhões de ajuda à Venezuela, mas continuam a congelar e não restituem 23 biliões de dólares à Venezuela…
  • «(…) Recentemente, uma agência de notícia brasileira detectou que jornais de estados americanos produtores de soja estavam publicando matérias condenando a produção de soja no cerrado brasileiro, no centro do país, uma das regiões mais produtivas do mundo nesse tipo de cultivo. Diziam que os brasileiros estavam destruindo o cerrado e alertavam para os riscos ao meio ambiente. Coincidentemente, essas informações começaram a ser divulgadas quando os Estados Unidos entraram em conflito econômico com a China e esta, por sua vez, passou a importar toda a soja do Brasil e não mais dos Estados Unidos. Seriam os produtores brasileiros mais irresponsáveis com o meio ambiente do que os produtores americanos? Essas reportagens procuraram ouvir especialistas brasileiros? Os repórteres foram até o cerrado confirmar se esta destruição está realmente acontecendo? Ou simplesmente reproduziram opiniões de quem tem interesse em prejudicar o comércio ao sul do equador? Não estou dizendo que as notícias têm ou não fundamento, dado que eu não investiguei este assunto, apenas levanto uma hipótese que deve ser levada em consideração, principalmente pelos repórteres estrangeiros que escrevem sobre a América Sul, antes de atacarem negócios do continente que incomodam competidores da Europa e Estados Unidos.(…) Consuelo Dieguez, in Rede Ética.
  • Como Israel destrói o Ambiente na Palestina: 1 abatendo e arrancando centenas de oliveiras; 2 arrasando aldeias e desertificando grandes zonas; 3 controlando a água e desviando-a para favorecer colonatos; 4 despejando resíduos domésticos e esgotos em território palestiniano; 5 construindo estradas para uso exclusivo de colonos, isolando aldeias e cidades palestinianas, destruindo núcleos de agricultura de sobrevivência; 6 contaminando solo palestiniano e matando indivíduos com resíduos de urânio empobrecido e fósforo branco provenientes de ataques aéreos e constantes ofensivas militares; 7 aplicando frequentemente glifosato ao longo da vedação que separa os dois territórios e queimando culturas e causando graves problemas de saúde a famílias que vivem na Faixa de Gaza; 8 arrancando dezenas de milhares de oliveiras para construir o Muro do Apartheid. Ramzy Baroud, in MEM.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Loulé: PDM suspenso para travar vaga de construção na orla cosdteira

  • Loulé suspende PDM para travar onda de construção no litoral, nomeadamente o projeto para converter o parque de campismo de Quarteira num empreendimento com torres de seis pisos. A medida mereceu parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Algarve, chama a atenção para um conjunto de fragilidades ambientais que importa minimizar no âmbito da revisão do PDM neste troço da costa. O avanço do mar, sublinha o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), ocorre a uma média de 1,4 metros por ano. Segundo o POOC, a lagoa da foz do Almargem faz parte do corredor das Zonas Húmidas entre Armação de Pêra e o Ancão, tal como sucede com a lagoa dos Salgados, em Albufeira, que também se encontra em risco.  Público.
  • A energia eólica gerada a partir de plataformas costeiras do alto mar aumentou 18% em 2018 na Europa. WindEurope.
  • As energéticas preparam-se para extrair mais combustíveis fósseis. As consequências para o clima podem ser desastrosas, titula o The Economist.
  • O governo britânico rejeitou os pedidos de fraturação hidráulica da Cuadrilla e da Ineos para aliviar o rigor das sobre os terremotos causados pelas suas operações. As empresas contestam a decisão alegando que assim não podem trabalhar. The Guardian.
  • Registou-se uma queda de 80% em alguns tipos de multas aplicadas contra os poluidores, dizem os números divulgados pela administração Trump citados pelo LATimes.
  • New York introduziu uma taxa de congestionamento de $2.50 para os táxis em áreas movimentadas de Manhattan para reduzir o número de carros nas ruas. Evening Standard.
  • Era uma vez um advogado que tinha uma residência de verão junto de uma praia. Um dia resolveu vedar a praia, alegando ameaças à segurança por parte de turistas. A comunidade e veraneantes, na presença das autoridades, derrubaram a vedação para não terem de dar uma grande volta para tomar banho e porque a praia é de todos. Aconteceu em Calcurrupe, Lago Ranco, no sul do Chile.
  • Ministério Público Federal investiga anulação de multa ambiental de Bolsonaro. Bolsonaro foi flagrado em área protegida com vara de pescar em 2012; anulação ocorreu após a eleição. Gazeta do Povo.
  • Governo brasileiro assina decreto ambiental para facilitar o pagamento das multar e fornecer desconto aos devedores; espera-se que pelo menos 35% do valor seja pago. Campo Grande News.
  • O The Intercept contra como Ricardo Salles, atual ministro do Meio Ambiente do Brasil,  conseguiu fazer adulterar um mapa ambiental para beneficiar mineradoras.
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Reflexão – Que educação ambiental há nas escolas?


Na Alemanha, há alunos que pensam que as escolas não estão a dotá-los de competências para compreenderem e lidarem com as alterações climáticas. Por isso, tentam que os currículos sejam alterados.
Alega-se que os poucos conteúdos ambientais veiculados pelos manuais, normalmente os de ciências, privilegiam apenas soluções de baixo impacto. Decisões como, por exemplo, viver sem automóvel, o que corresponde a 2,4 toneladas de emissões de CO2 por ano, aparecem em apenas 4% das ações sugeridas em 10 manuais de ciências. Ter um só filho, o que pouparia 58,6 toneladas de CO2 por ano, é uma medida que é omissa. 
Por isso, esses jovens estão a contatar editoras e políticos para alterarem o currículo escolar de modo a incluir referências a soluções de alto impacto em relação às alterações climáticas. 
Mas alterar o currículo é extremamente difícil. A educação ambiental depende da prioridade que lhe é dada pelo sistema educativo, pelas autoridades locais, pela escola e pelo professor.
Além disso, não é fácil capacitar professores para essa tarefa quando eles já se encontram assoberbados com currículos enormes e pesados. 
A solução será, segundo muitos investigadores, permear a temáticas das alterações climáticas em várias disciplinas. DW.

Não é por nada, mas isso já foi feito em escolas portuguesas já lá vão uns bons 25 anos. Concretamente, em 1995 e 96, foram publicados dois manuais de Inglês que incluíam temáticas ambientais em várias unidades didáticas. O Link-up, (ASA 1995) para o 10º ano e o Gateway (ASA 1996), para o 7ºano.
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Mão pesada

A Pittsburgh Water and Sewer Authority foi intimada a investir 50 milhões de dólares na substituição de condutas de chumbo por onde passa a água para casa das pessoas. A companhia já tinha sido multada em 2,4 milhões por nada ter feito para as substituir. AP.
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Bico calado

  • «(…) como é possível que possam faltar cinco dias seguidos ou dez alternados sem qualquer justificação? Que outra classe profissional usufrui de tal mordomia? Compreende-se, assim, melhor a facilidade com que circulam entre os serviços mínimos prestados nos hospitais públicos, e os que lhes complementam os vencimentos nas clínicas privadas, onde sendo obrigados a revelarem-se bem mais empenhados, recebem comparativamente menos... Não sobram dúvidas quanto à intenção da bastonária e dos grevistas em destruírem o Serviço Nacional de Saúde, tornando um direito constitucional num indecoroso negócio, que enriquece um punhado de ´«investidores».» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • Mario Vargas Llosa recebeu uma notificação da Agência Tributária, reivindicando os 2,1 milhões que o escritor deve ao Tesouro, conta o El Mondo.
  • O Facebook começou a identificar os patrocinadores da propaganda partidária. Na Índia, diz a CNN.
  • É preciso não esquecer que, em 1986, foi Elliott Abrams quem ordenou que armas fossem transportadas de avião para os rebeldes da Nicarágua, apoiados pelos EUA, disfarçadas de ajuda humanitária dos EUA. É o insuspeito New York Times de 17 de agosto de 1987 que conta.
  • A Coreia do Sul e os Estados Unidos fecharam um novo acordo que aumenta a contribuição de Seul (924 milhões) para o custo da presença militar norte-americana (cerca de 30 mil) no seu território. TruthDig.
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