Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Leça da Palmeira: Galp assume responsabilidade por derrame de produtos poluentes na praia do aterro

  • A Galp, empresa responsável pela refinaria Petrogal de Matosinhos, confirmou a descarga de produtos poluentes na praia do Aterro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, a 19 de outubro. O acidente ocorreu, segundo a empresa, na sequência do temporal daquele dia, que fez transbordar um depósito com vestígios de gasóleo e gasolina. Os líquidos acabaram por entrar no sistema de condutas de águas pluviais e desaguar na praia do Aterro. JN.
  • A Câmara Municipal da Chamusca deu parecer favorável à plantação de eucalipto em 152 hectares. A empresa Altri Florestal, S.A., da qual fazem parte a Celbi, a Caima e a Celtejo, apresentou três pedidos: 83,18 ha em Vale Pequeno de Cima e 55.80 ha em Cascalheira, ambas na Freguesia de Carregueira, e mais 8.29 ha em Aranhas, na Freguesia de Ulme. A Sociedade Agro-Florestal Azevedo Ramalho, Lda. pediu para rearborizar 5,38 ha em Casal das Folguinhas e Casal do Vale Grande de Baixo, na União de Freguesias da Parreira e Chouto. As deliberações foram tomadas com três votos a favor de Paulo Queimado, Cláudia Moreira e Rui Ferreira (PS), e um voto contra de Gisela Matias (CDU), tendo-se registado a ausência do vereador Rui Rufino (PSD/CDS/MPT). Mediotejo.
  • Nos EUA, há pelo menos 1.688 barragens de alto risco em condições más ou insatisfatórias em 44 estados, revela uma investigação levada a cabo durante mais de dois anos pela Associated Press. E há suspeitas de que o número poderá ser muito superior, dado que alguns estados se recusaram a fornecer dados acerca das suas barragens e outros afirmaram não ter avaliado todas as suas barragens devido à falta de financiamento, pessoal ou autoridade para o fazer. Segundo o Programa Nacional de Desempenho de Barragens, da Universidade de Stanford, seriam necessários mais de 70 biliões de dólares para reparar e modernizar as mais de 90 mil barragens do país. Mas o facto de a maioria das barragens dos EUA ser propriedade privada, dificulta que os reguladores exijam melhorias dos operadores que não podem ou não querem pagar os altos custos. Cerca de 20% das barragens de alto risco carecem de planos de emergência, diz o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA. Além disso, não há um padrão nacional para inspeção de barragens, o que significa uma manta de retalhos de regulamentos estaduais. Alguns estados inspecionam barragens de alto risco todos os anos, enquanto outros as fazem de 5 am 5 anos e ainda alguns nunca inspecionam barragens de baixo risco. As condições da barragem devem ser classificadas como insatisfatórias, ruins, justas ou satisfatórias. Por outro lado, as classificações são subjetivas - variando de estado para estado e das interpretações dos inspetores individuais - e nem sempre são divulgadas publicamente. LATimes.
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Bico calado

  • Durante o aniversário da queda do Muro de Berlim, o canal de televisão alemão ZDF transmitiu um texto em grandes letras hebraicas que diziam «Acabar com a ocupação», contam o Middle East Monitor e o The Jerusalem Post. Sucederam-se os habituais pedidos de desculpa perante as críticas agressivas do visados.
  • Segunda-feira, em Hong Kong, manifestantes do movimento pró democracia despejaram gasolina e pegaram fogo a um homem que discordou abertamente deles.
  • «Andam para aí uns infelizes a interrogar-se sobre se a Universidade de Coimbra devia retirar o Doutoramento Honoris Causa a Lula da Silva. Disparate. Para não falar na exigência que que por aí apareceria de referendar todos os DHC atribuídos ao longo da História da Universidade. Isto num país que andou a chamar, durante quase meio século, Professor Doutor ao licenciado António Salazar, que nem o raio de um doutoramento fez. Tenham juízo.» José Gabriel.

  • Em 2017, o programa de John Oliver irritou Bob Murray, um magnata do carvão, que o processou numa tentativa para o silenciar. O processo foi anulado. E Oliver arrasa Murray num programa. Murray, gigante carbonífero, entrou em falência, convém lembrar.



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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Ilhas Marshall responsáveis pelos resíduos dos testes nucleares norte-americanos?

  • O Runit Dome, nas Ilhas Marshall, possui mais de 3,1 milhões de pés cúbicos - ou 35 piscinas olímpicas - de resíduos radioativos, incluindo quantidades letais de plutónio, produzidos pelos EUA. Tudo fruto do seu programa de testes nucleares da Guerra Fria. Entre 1946 e 1958, os Estados Unidos detonaram 67 bombas nucleares na zona das Ilhas Marshall,  vaporizando ilhas inteiras, abrindo crateras e exilando centenas de pessoas de suas casas. As autoridades americanas limparam o solo contaminado no Atol de Enewetak, onde os EUA não só realizaram a maior parte dos seus testes de armas, mas também realizaram uma dúzia de testes de armas biológicas e despejaram 130 toneladas de solo de um teste realizado no Nevada. Todos estes resíduos letais foram encerrados num caixão. Passados estes anos, o caixão corro o risco de colapsar mercê da pressão das marés e da subida do nível do mar. As autoridades das Ilhas Marshall pressionaram o governo dos EUA em busca de ajuda, mas as autoridades americanas recusaram, dizendo que a cúpula está em território das Marshall, pelo que as Marshall são as responsáveis. LATimes.
  • Ciência pública para interesses privados: como a investigação agrícola na Unversity of Missouri cultiva lucros para a indústria, titula o Investigate Midwest.
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Reflexão – «A falsa promessa da habitação verde»


«(...) Na Universidade de Trent, em Peterborough, Ontário, Chris Magwood investiga o carbono incorporado, - um termo para as emissões de gases de efeito estufa associadas à criação de um produto- , aplicado aos edifícios. Geralmente, os arquitetos avaliam um edifício com base apenas nas suas emissões operacionais - a poluição causada quando os inquilinos acendem a luz, por exemplo, ou usam o ar condicionado. Magwood está a pedir aos arquitetos que analisem toda a vida útil de uma estrutura. Os seus cálculos tomam em consideração os custos ambientais da fabricação de materiais de construção, incluindo vidro, aço e betão, o seu transporte para o local da obra, a sua montagem e depois a sua desativação quando o edifício é demolido.
Durante anos, os arquitetos têm trabalhado em casas herméticas e bem isoladas que requerem pouco aquecimento ou arrefecimento e são capazes de gerar energia renovável. OS seus esforços culminaram no movimento da "casa passiva", que promove a construção de "edifícios de energia zero". Apresentados como o futuro da arquitetura verde, essas casas autossustentáveis geram a sua própria energia com painéis solares, por exemplo. E, embora a sua construção tenda a ser mais cara que a de um edifício normal, a sua economia acumulada de energia visa reduzir os custos para os proprietários a longo prazo.
Os benefícios a longo prazo das casas com eficiência energética também se baseiam nos caprichos do comportamento humano - comportamento que pode ser contraproducente. O chamado efeito rebote mostrou que, quando as pessoas se sentem quentes em casa, preferem usar menos roupas do que diminuir o calor, perdendo a oportunidade de economizar energia. Um estudo na Grã-Bretanha descobriu que as casas destinadas a reduzir o uso de energia em 20% acabaram economizando apenas 1,7% por causa dos hábitos dos seus ocupantes.
O foco do trabalho de Magwood é, neste momento, o armazenamento líquido de carbono - o próximo passo na evolução da arquitetura sustentável. Usando materiais como madeira e palha, armazenam que naturalmente mais carbono do que libertam, pode-se criar edifícios com materiais que retiram o carbono da atmosfera. A palha, por exemplo, é um subproduto natural do cultivo de trigo, arroz, centeio e aveia, por isso requer pouca energia para criar e está facilmente disponível. Também armazena sessenta vezes mais carbono do que o necessário para crescer, o que o torna um dos materiais de construção mais poderosos para armazenar carbono. (...)»
In A falsa promessa da habitação verde - The Walrus.
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Bico calado

  • «A Bolívia está há mais de uma década crescendo a uma média anual de 5% – muito superior à dos Estados Unidos e à dos países sul-americanos.» BBC de 29out2017
  • «A Web Summit que abre com Edward Snowden realiza-se no país que tem na prisão há sete meses Rui Pinto, que é um denunciante reconhecido a nível global pela importância que teve na exposição da corrupção do futebol e negócios conexos. É uma vergonha total para Portugal». Ana Gomes, à Rádio Renascença.
  • A candidata trabalhista Kate Ramsden demitiu-se na sequência de um texto que publicou num blogue comparando Israel a «uma criança abusada que se torna um adulto abusador... e da mesma forma que intervimos com abusadores de crianças, também a comunidade internacional precisa de intervir com Israel.» The Guardian.
  • O governo russo determinou a dissolução da ONG Centre for Support of Indigenous Peoples of the North. O facto de ser apoiada por verbas estrangeiras fê-la ser considerada «agente estrangeiro». EurActiv.
  • Nove empresários russos que deram dinheiro ao Partido Conservador são citados num relatório da secreta britânica. Alguns doadores russos são próximos do primeiro ministro. Alexander Temerko, que trabalhou para o ministério da defesa do Kremlin e doou mais de 1,2 milhão de libras para os conservadores nos últimos sete anos. The Times.
  • «Atingimos o ápice do populismo quando o PR vai-se fotografar ao lado de um operário da construção civil desempregado à espera de uma cirurgia no SNS - e que por isso vive na rua como “sem abrigo”. Na verdade é um “sem saúde, e sem emprego” graças às liberais políticas que Marcelo toda a vida abraçou com responsabilidades dirigentes no PSD. Marcelo já era populista. Agora foi simplesmente confrangedor ao fazer dos mais pobres marionetas para a sua eterna campanha. Se queria ajudá-lo - e fazer um pouco de democracia-cristã e caridade, o que não muda o país que fabrica sem abrigos mas podia salvar aquele senhor - fazia-o em silêncio e sem imagens. Com a foto quis ajudar-se a si próprio. É moralmente inaceitável.» Raquel Varela.
  • A criminalidade financeira através de jogos de vídeo está em ascensão. Os criadores do Counter-Strike dizem que os criminosos o usaram. The Economist.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Tomar: amianto contamina rio Nabão

  • Toneladas de placas de amianto desfazem-se às portas de Tomar, paredes meias com o rio Nabão, junto da antiga fábrica de papel de Porto Cavaleiros. FB.
  • O ministro do Ambiente João Matos Fernandes pediu uma reunião urgente a Espanha para discutir o quase esvaziamento da barragem mais próxima de Portugal e tentar evitar a redução nos caudais do Rio Tejo. Portugal alertou o país vizinho que os caudais estavam abaixo da média dos outros anos. Mas perante a falta de respostas, o ministro do ambiente decidiu endereçar a Espanha um pedido formal. RTP.
  • O BE vai chamar o ministro do Ambiente a dar explicações ao parlamento, mal esteja instalada a comissão parlamentar da área. Em causa está a decisão “em pleno período pré-eleitoral, e que visava beneficiar uma empresa da Mota Engil, a EGF”, atribuindo-lhe o exclusivo da recolha de resíduos e afastando o regulador de todo o processo.
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União Europeia: 9 estados defendem introdução de imposto sobre a aviação

A Fajãzinha. Ilha das Flores-Açores. Foto: Frederico Fournier
  • Nove estados da União Europeia, entre os quais a Alemanha, a França, a Holanda e a Suécia,  defendem a introdução introduza de um imposto sobre a aviação em toda a EU. Reuters.
  • Níveis elevados níveis de ácido perfluorooctanóico (PFOA) e outros produtos químicos perfluorados (PFAS) foram detetados na água das torneiras doo Trump National Golf Course em Bedminister, New Jersey. Os PFAS são vulgarmente chamados "produtos químicos para sempre", porque não se decompõem quando entram no ambiente e podem causar acúmulo no sangue e nos órgãos das pessoas expostas a eles. O presidente Trump costuma usar o clube privado para reuniões com autoridades públicas e refere-se ao complexo como "a Casa Branca de verão". Newsweek.
  • Amostras de água recolhidas em 27 escolas de Virginia Beach, Virgínia, apresentavam níveis de chumbo mais altos do que as legalmente recomendadas. Newsweek.
  • O Governo brasileiro notificou a empresa Delta Tankers Ltd., proprietária do navio de bandeira grega Bouboulina, suspeito de ter derramado o petróleo que atinge praias do país, foi hoje anunciado. Plataforma.
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Reflexão - As atuais propostas de plantar árvores para combater a crise climática estão a ser mal orientadas

Cascata do Cagarrão, S. Miguel-Açores. Foto: Paulo Machado.

Plantar árvores é uma estratégia popular para reduzir o carbono na atmosfera para ajudar a combater o aquecimento global. Mas está sendo bem pensado? Acho que não.
Nos últimos anos, o ato de plantar uma árvore no quintal transformou-se em grandes projetos de geoengenharia comercializados como intervenções-chave para gerir o carbono global. Exemplos importantes são o Bonn Challenge, lançado em 2011, que previa plantar 3,5 milhões de Km2 de árvores até 2030 e a Billion Tree Campaign das Nações Unidas.
A África foi alvo do Bonn Challenge como uma área essencial para a “restauração florestal”. Possui vastas áreas de pradarias e savanas, onde o clima permite o crescimento de florestas. A AFR100, uma ramificação do Bonn Challenge, prevê plantar pelo menos 1 milhão de Km2 de árvores em África até 2030. Já se inscreveram 28 países, cada um obrigado a responsabilizar-se pela sua própria área-alvo, com alguns países reservando entre um terço e três quartos da sua área total para árvores.
Presume-se que os ecossistemas gramados de África são paisagens degradadas e desmatadas "que oferecem benefícios limitados quer aos seres humanos quer à natureza". Mas sabemos que as savanas africanas são antigas - muito mais antigas que as sociedades humanas que abatem florestas. Elas apoiam a espetacular vida selvagem dependente de erva do continente, juntamente com milhares de outras espécies de plantas e animais que preferem a luz solar. E elas apoiam as sociedades humanas.
Os projetos de plantio de árvores ignoram o destino dos atuais habitantes da savana. E eles trazem o risco de grandes incêndios, bem como a alteração adversa dos fluxos de linhas de água. Ao fixar metas estabelecidas por um determinado período, esses projetos estão a forçar uma mudança rápida no uso da terra em grande escala. Está na hora de parar e fazer perguntas sobre o plantio de árvores e suas consequências.
Uma motivação para os planos globais de plantio de árvores é reduzir o carbono atmosférico armazenando emissões de nações industrializadas nos ecossistemas das nações menos industrializadas. Quão eficaz será? As emissões atuais estão a acrescentar 4,7 biliões de toneladas extras de carbono à atmosfera todos os anos. Como será que o plantio de 3,5 milhões de Km2 de árvores reduzirá esse aumento anual?
As estimativas de armazenamento de carbono através da plantação de árvores são surpreendentemente divergentes e incertas (…) 
E porque é que as estimativas são tão incertas? Diferentes espécies de árvores crescem em ritmos diferentes, com árvores florestais naturais crescendo muito mais lentamente do que árvores de plantio, como pinheiros e eucaliptos. As árvores também crescem a ritmos diferentes conforme os climas. E a acumulação de carbono diminui para zero à medida que as árvores crescem. Para continuar a armazenar carbono, as plantações precisam ser abatidas e replantadas, e a madeira tem que ser armazenada para que o carbono acumulado não se perca na atmosfera.
(…) A urgência invocada pelas agências internacionais que promovem o plantio de árvores deu pouco tempo para os países envolvidos considerarem os prós e os contras da mudança de uso da terra a longo prazo.
O AFR100 está a ser financiado pelo Banco Mundial (US $ 1 bilião) e outros financiadores, incluindo empresas florestais (quase meio bilião de dólares) até 2030. Isso equivale a US $ 10–15 por hectare, uma pechincha. No entanto, o incentivo à injeção de moeda estrangeira é um forte incentivo para os países anfitriões se inscreverem. Os ganhos de riqueza a curto prazo para alguns, empregos para outros, novas indústrias primárias e até alguma reversão da erosão serão atraentes.
A desvantagem é a prisão da terra à silvicultura no futuro próximo, com opções limitadas para o cultivo agrícola, a pastagem de gado ou a conservação de ecossistemas gramíneos. Isso poderia aumentar o risco de incêndios florestais desastrosos e reduzir o fornecimento de água devido ao fluxo reduzido das linhas de água.
Um grande problema com os atuais projetos de florestamento é o estabelecimento de metas para áreas fixas em datas fixas. Se realmente queremos restaurar áreas degradadas e desmatadas, primeiro precisamos de as localizar; identificar o que é possível, dadas as restrições sociais, económicas e ecológicas; e planear adequadamente.
(…)
A plantação de árvores é uma pequena e lenta contribuição para a redução de gases de efeito estufa. A prioridade imediata é reduzir as emissões, principalmente reduzindo o uso de combustíveis fósseis e reduzindo drasticamente o desmatamento.
Se queremos fazer a diferença, em vez de contribuir para um programa de plantio de árvores, considere apoiar o plantio de torres eólicas, energia solar e energia hidroelétrica, ou conservar os ecossistemas de alto carbono existentes e ajudar a transição de África para um ambiente mais urbano, industrializado e menos dependente de combustíveis fósseis. Teremos, assim, a certeza de ter um efeito muito maior no aquecimento global do que arrasar savanas para plantar árvores.» 
William John Bond, in ENSIA.
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Bico calado

  • «(…) As mesmas direções de informação também não conseguiram escamotear a enorme ovação dedicada a Edward Snowden na abertura da Web Summit e que constituiu uma ruidosa condenação da criminosa agenda norte-americana para controlar os fluxos de informação a nível mundial.  Bem podem a Casa Branca, a CIA ou o Pentágono apresentarem Snowden, Assange ou outros whistleblowers como criminosos, que a opinião pública mundial reflete uma perspetiva exatamente oposta.  E, aspeto óbvio do mesmo acontecimento é a constatação de as mulheres serem quase metade da assistência no Pavilhão Atlântico ou na FIL, confirmando que, apesar de quem queira afiançar o contrário, o mundo anda mesmo a pular e a avançar.». Jorge Rocha.
  • «600 milhões desviados do BES? Isso não interessa nada. Em Portugal, Ministério Público acha mais importante guerras da Doyen, Sporting, Benfica, F.C.Porto, etc. Tudo menos investigar as denúncias da #FootballLeaks sobre alta corrupção, fuga fiscal, crime financeiro organizado.»  Carlos Vargas.
  • O Partido Conservador do primeiro-ministro britânico Boris Johnson recebeu uma pipa de massa de doadores russos no último ano, rfevela uma investigação da OpenDemocracy. citada pelo Business Insider.
  • O governo saudita, frustrado com as crescentes críticas aos seus líderes e políticas nas redes sociais, recrutou dois funcionários do Twitter para colher informações pessoais confidenciais em milhares de contas que incluíam adversários. AP.
  • O presidente Bolsonaro ataca jornalistas e o jornalismo em geral através de discursos, entrevistas e postagens em redes sociais pelo menos duas vezes por semana, admite um estudo da Federação Nacional dos Jornalistas.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Turismo, medicamentos e microplásticos contaminam estuário do rio Douro

  • O estuário do rio Douro tem níveis de contaminação preocupantes, conclui um estudo da Universidade do Porto. Entre as causas apontadas estão a pressão turística e poluentes, como os medicamentos e os microplásticos não tratados pelas ETARs. Mas a Agência Portuguesa do Ambiente garante que a qualidade da água varia entre o Bom e o Razoável, reporta o Expresso de 27out2019. Já o JN de 22out titulava: Poluição no Douro acima do limite há mais de 30 anos, fazendo eco de outro título de 17out2004 - Poluição no Douro sempre a crescer e ainda deste, do Público de 16jun2005: Rio Douro apresenta níveis de contaminação 122 vezes superior ao permitido. Triste fado este com refrão tão pelintra.
  • «Um movimento de cidadãos de Alcanena vai apresentar queixa à Comissão Europeia. Dizem não aguentar mais a poluição e os maus cheiros da indústria de curtumes. O mais recente episódio coincidiu com a passagem da gestão da Estação de Tratamento de Águas Residuais para o município, contra a vontade dos industriais. SIC.
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Reino Unido: é ilegal proibir protestos climáticos

  • O Supremo Tribunal considerou ilegal a proibição aplicada pela polícia britânica contra os protestos do ativistas climáticos da Extinction Rebellion. BBC.
  • No distrito central de Hulu Sungai, em Bornéu, na Indonésia, indígenas, agricultores e pescadores passaram a contar com o apoio do governo local na sua luta contra o projeto de uma nova mina de carvão. Com o apoio dos conservacionaistas da Walhi, os moradores avançaram com uma ação alegando que o governo central emitiu ilegalmente uma licença para a PT Mantimin Coal Mining, uma subsidiária da empresa indiana Infrastructure Leasing & Financial Services Limited (IL&FS). Mongabay.
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Reflexão – O capitalismo verde


Financeirização da Mãe Natureza (1:26:47) é um documentário que merece ser visto para tentarmos compreender melhor o que está em jogo em termos de crise climática.
O clima está a mudar significativamente e as espécies vegetais e animais estão a morrer a um ritmo constante. Mas o desastre ecológico global de uns é a oportunidade económica de outros. Nos últimos anos, a conservação da natureza tornou-se um setor de negócios florescente, onde grandes somas de dinheiro mudam de mãos e organismos ameaçados de extinção são transformados em produtos financeiros.

Valerá também a pena consultar/ler A fabricação de Greta Thunberg – Para consentimento: A Economia Política do Complexo Industrial Sem Lucros, de Cory Morningstar.
Os vários capítulos poderão ser acedidos através destas hiperligações graciosamente disponibilizadas por Cory Morningstar, jornalista independente, escritora e ativista ambiental, com foco no colapso ecológico global e na análise política do complexo industrial sem fins lucrativos. Reside no Canadá. Os seus textos têm sido publicados em Wrong Kind of Green, The Art of Annihilation e Counterpunch.
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Mão pesada

Um indivíduo de Sunderland foi multado em mais de 12 mil libras por violar uma várias regras de gestão de resíduos. GovUK.
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Bico calado

  • «AGUIAR-BRANCO, José Pedro: A Sociedade de Advogados que dirige desde sempre era contratada pela empresa do METRO DO PORTO, ao mesmo tempo que era deputado no Parlamento e Presidente da Assembleia Municipal do Porto. À época, a tutela da empresa do Metro do Porto era conjunta, entre as câmaras da Área Metropolitana do Porto e o Governo, controlado pelo Parlamento. Ou seja, tinha acesso por duas vias (Câmara do Porto e Parlamento) à empresa Metro do Porto, que contratava a sua sociedade de advogados. Aguiar-Branco nunca soube o que são conflitos de interesses. Com esta postura, foi mais tarde nomeado Ministro de Santana Lopes e de Passos Coelho.» Paulo de Morais.
  • Gravações da PIDE: RTP divulga-as pela primeira vez.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Os cavalos de guerra da Ria Formosa

  • «Aquela que foi considerada a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo, enfrenta hoje sérios riscos de desaparecimento. Uma equipa de mergulhadores, fotógrafos e cientistas embarcam numa missão pelas águas labirínticas da ria Formosa, com o objetivo de salvar um dos tesouros mais valiosos de Portugal, o enigmático cavalo dos mares.» «Cavalos de Guerra», 18 novembro, 2ª feira, 17h30 - Auditório Municipal de Olhão.
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Itália introduz crise climática e sustentabilidade no currículo escolar


  • A crise climática e o desenvolvimento sustentável farão parte dos currícula obrigatórios das escolas públicas italianas. O programa, que começará já no próximo ano, terá 33 horas distribuídas ao longo do ano letivo, sendo as disciplinas tradicionais como geografia, matemática e física, estudadas sob uma perspetiva do desenvolvimento sustentável. Reuters.
  • A Universidade de Cambridge aceitou uma doação de 6 milhões de libras da Shell para financiar uma equipa de pesquisa em tecnologia de extração de petróleo, apesar de se assumir publicamente como parte da transição para um futuro sustentável. The Guardian.
  • «O isolacionismo de Trump neste momento crítico para o planeta e para a humanidade é moralmente repreensível, mas a sua tentativa de atrapalhar o progresso global na luta contra a crise climática vai fracassar. O Acordo de Paris permanecerá em vigor, com ou sem o governo dos EUA. A transição para a energia limpa continuará», disse a diretora executiva do Greenpeace nos Estados Unidos, Annie Leonard. «O setor das renováveis está a crescer exponencialmente. O progresso energético continuará com ou sem Donald Trump. Ele não pode cancelar um tratado multilateral assinado por cerca de 200 nações soberanas. Trump está a manter os Estados Unidos amarrados ao passado de combustíveis fósseis, permitindo que a China e outras nações se tornem os líderes do século XXI»”, afirmou Leonard. LTR.
  • Cerca de 40 mil moradores de cidades contaminadas com produtos químicos de espumas de combate a incêndios vão processar o governo australiano. Há receios de que os produtos químicos possam aumentar o risco de cancro. Os produtos químicos, - perfluoroalquil e polifluoroalquil ou PFAS -, foram usados em espumas de combate a incêndios pelo departamento de defesa da Austrália na década de 1970. O processo representa oito locais perto de bases militares em todo o país. New Scientist.
  • Os jornalistas indonésios Maraden Sianipar e Martua Siregar foram encontrados mortos com facadas e outras feridas de cortes numa plantação ilegal de dendezeiros em Sumatra por eles reportada criticamente. As vítimas faziam alegadamente parte de um grupo comunitário que tentava obter o controlo de uma plantação de palma após as autoridades terem determinado que a empresa por trás dela, a PT Sei Alih Berombang (SAB), tinha abatido áreas florestais ilegalmente. Fontes: Mongabay e The Jakarta Post.
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Reflexão - PDM de Aveiro com plano de mobilidade deficiente?


«A proposta de revisão do PDM de Aveiro falha ao não incluir, articulada com a política territorial, uma visão de futuro e estratégia municipal consistente para a mobilidade sustentável, abordagem sistematizada de redução do risco rodoviário e a qualificação do espaço público a uma escala mais humana», diz o parecer da Associação pela mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi).

«A única medida proposta no PDM nesse âmbito consiste na obrigatoriedade de as operações urbanísticas passarem a assegurar, à semelhança do que já acontecia para veículos automóveis, espaço e parqueamento para bicicletas. Uma medida certamente muito necessária no sentido de reduzir uma das adversidades de quem pretende optar por esta forma de mobilidade saudável, ecológica e económica. Contudo, muito aquém do que se seria de esperar de um novo instrumento estratégico que norteará durante a próxima década os demais planos municipais.
Redução da dependência do transporte motorizado individual; reforço do transporte público; hierarquia viária centrada no peão, dando-lhe segurança e prioridade; incentivo das deslocações a pé, em bicicleta e outros modos suaves, nos centros urbanos e nas suas ligações; qualificação adequada do espaço público; dotação da cidade e do município com as infraestruturas necessárias à circulação em segurança e conforto de peões e ciclistas; são algumas das linhas de orientação estratégica no domínio da mobilidade e acessibilidades, constantes do Relatório de Fundamentação da Revisão do PDM, que ficaram de fora da presente proposta de revisão.
É sintomático disso o PDM contemplar a ligação rodoviária Aveiro – Águeda, sem financiamento definido, e omitir as ligações cicláveis Aveiro – Gafanha da Nazaré e Aveiro – Ílhavo – Vagos, com financiamento do Fundo Ambiental.»

O contributo completo da MUBi, submetido em sede do processo de consulta pública da proposta de revisão do PDM de Aveiro, encontra-se disponível aqui.


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Memórias curtas

Gruta do Galo. Ilha das Flores, Açores. Foto: Carlos Mendes.

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares da última semana foram, segundo a Google Analytics:
Durante o mesmo período, a maioria das visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: EUA, Portugal, Reino Unido, Brasil, Índia, Holanda, Canadá, França, Singapura e Alemanha.
Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Porto, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Braga, Açores, Faro, Guarda, Viana do Castelo e Madeira.
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Bico calado

  • A gigante petrolífera Exxon parece estar acima das regras impostas pelo Twitter sobre a proibição de publicar anúncios de teor político ou de defesa de causas. Há quem tenha analisado ao pormenor esta questão e concluísse que há favoritismo em relação à petrolífera, deixando passar greenwashing da Exxon pretensamente defendendo o Ambiente e o clima. Heated.
  • Consta que os EUA estão a preparar a instalação de 2 bases militares em Deir Al-Zour, uma província do leste do país, rica em petróleo.
  • A campanha de Bernie Sanders acusa os grandes media de ignorarem intencionalmente as referências às últimas sondagens que mostram aquele senador a subir nas intenções de voto.
  • «O dinheiro das dívidas ocultas saiu dos bancos Credit Suisse e VTB em Londres para empresas do grupo Privinvest, em Abu Dhabi. De lá começou a distribuição de subornos para muitos países do mundo. A Justiça norte-americana estima em 200 milhões de dólares o valor gasto em subornos e comissões ilícitas. As figuras da elite política moçambicana que receberam subornos das dívidas ocultas através de contas de empresas e de particulares domiciliadas em Moçambique, Portugal, África do Sul e em paraísos fiscais como Maurícias, Hong Kong, Ilhas Virgens Britânicas. O sector imobiliário foi o mais usado para a lavagem do dinheiro. As evidências foram apresentadas pelo FBI, no tribunal de Brooklyn, que julga o executivo da Privinvest, Jean Boustani. O pagamento de subornos era efectuado por transferências bancárias, na maioria dos casos, mediante apresentação de facturas. As facturas eram dirigidas à empresa Logistics International SAL, do grupo Privinvest, a mesma que simulou ter contratado Armando Ndambi Guebuza, Bruno Tandande Langa e Teófilo Nhangumele, para trabalharem como engenheiros em Abu Dhabi e assim poderem abrir contas bancárias e receber dinheiro de suborno.» Centro de Integridade Pública.
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Portugal lidera cumprimento de metas climáticas

  • Portugal lidera a lista dos três países que têm medidas delineadas que são suficientes para chegar a 2020 e depois a 2030 dentro das metas para redução de emissões de gases com efeito de estufa, incorporação de fontes de energia renovável e eficiência energética, conclui a  Agência Europeia do Ambiente. TSF.
  • A plataforma petrolífera Buchan Alpha partiu as amarras e encontra-se à deriva em Shetland, Escócia, após ter sido atingida por tempestade. Energy Voice.
  • Os habitantes de Dublin foram aconselhados a ferver a água antes de a consumirem. A medida foi lançada por precaução após intensas chuvas terem avariado a estação de tratamento de águas de Leixlip. The Irish Times.
  • A mineração ilegal na Serra Leoa tem provocado desastres ambientais e perda de muitas vidas. O governo está a introduzir penalizações fortes para os responsáveis. Mas há quem diga que seja muito pouco, muito tarde. Aljazeera.
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Reflexão - Dramatismo da subida do mar retira seriedade ao problema?


«Ninguém hoje tem dúvidas acerca do impacto das alterações climáticas presentes e futuras na vida do planeta, mas dramatizar o problema com base em suposições de estudos sem escala e sem detalhe é erradamente perigoso e desnecessário.
Nos últimos dias, todos fomos assaltados por um conjunto de notícias, umas mais alarmistas do que outras, acerca do desaparecimento de enormes manchas do território nacional, por volta de 2050, devido à subida do nível do mar.
Na região de Aveiro, o cenário apresentado é catastrófico, com o mar a entrar pela costa adentro, devolvendo ao território um aspeto semelhante àquele que já existiu no período anterior à nacionalidade, quando a foz do Vouga se localizava numa região onde é hoje a cidade de Águeda e depois se estendia por uma imensa baía até ao mar.
(…) Mas não se pode alarmar e intoxicar a opinião pública, não se pode dramatizar um problema ao ponto de fixar o caos como a meta, seguindo aquela velha lógica do “quanto pior melhor”.
Não, o território da Ria de Aveiro e os municípios que a circundam vão continuar em 2050 tal como hoje os conhecemos, esperemos até que melhor, porque temos essa responsabilidade e essa obrigação que nos foi “contratada” pelas gerações dos nossos filhos e dos nossos netos. A Ria de Aveiro é a nossa casa!»

Parece que estamos esclarecidos: o povo é sereno e a MARIA é que sabe. Fazendo fé nas palavras tranquilizadoras deste Movimento, a MARIA terá dados científicos e argumentos de sobra e de peso para menosprezar projeções feitas, como tudo indica, por gente que estudou, investigou e continua a pesquisar sobre esta coisa complicada que é a crise climática.
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Bico calado


«Já não há partidos conservadores no Reino Unido: apenas a direita radical, esmagando instituições, arrasando proteções públicas em nome do capital em paraísos fiscais. Mas como os partidos de direita radicais têm que apelar aos eleitores conservadores, invocam mitos de grandeza nacional. Esses mitos são inseparáveis da história colonial da britânica. Esta história, por sua vez, é inseparável do racismo - a ideologia que justifica o colonialismo. A necessidade de preencher a lacuna entre o conservadorismo e a direita radical ajuda a explicar o ressurgimento do racismo.» George Monbiot.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

EUA: autoridades menosprezam poluição radiotiva junto de fábrica de combustível atómico

Ilha das Flores, Açores. Foto: Carlos Mendes.

Apesar de uma história de cinco décadas de fugas e derrames na fábrica de combustível atómico de Westinghouse, na Carolina do Sul, perto de Columbia, a Comissão Reguladora Nuclear dos EUA minimiza a possibilidade de grandes danos ambientais no local nos próximos 40 anos. 82% dos habitantes dessa zona são negros. The State.
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Reflexão – Valerá a pena divulgar imagens de sítios paradisíacos?


A divulgação de locais e paisagens paradisíacas nas redes sociais tem contribuído para a degradação de muitas dessas maravilhas. 
Ansiando por se exibirem nesses sítios, muitos não hesitam em calcar musgo, arrancar plantas, invadir espaços privados, congestionando estradas e exigindo a criação de mais e melhores acessos e de mais parques de estacionamento para suas excelências poderem usufruir esses paraísos e exibirem-se neles. 
E você, car@ leitor@, já pensou nisto? Valerá a pena?
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Bico calado

  • No Reino Unido, o ministro da Saúde Matt Hancock apagou uma falsa notícia que publicara no Twitter alegando a contratação de mil médicos para o Serviço Nacional de Saúde. The Independent.
  • Christine Lagarde, diretora administrativa cessante do FMI, é a nova presidente do Banco Central Europeu (BCE). Apesar de os media a incensarem, convirá sublinhar que estão a omitir um pormenor muito curioso: Lagarde tem antecedentes criminais. Como ministra das Finanças da França em 2008, ela aprovou um subsídio de 404 milhões de euros para o empresário Bernard Tapie pela venda de uma empresa. Um tribunal francês condenou-a a uma multa de 15 mil euros e a um ano de prisão. Lagarde negou irregularidades, não foi presente ao tribunal, tendo saído de Paris para Washington DC. Mais pormenores aqui, aqui e aqui.
  • Vídeo mostra polícia israelita a abater palestiniano que seguia as suas instruções. RTP.
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domingo, 3 de novembro de 2019

Reino Unido: governo impõe moratória na fraturação hidráulica

  • O Município de Ílhavo será o anfitrião e a Câmara Municipal parceira da Associação Bandeira Azul da Europa no acolhimento e na realização do Seminário Nacional Jovens Repórteres para o Ambiente, que terá lugar de 8 a 10 de novembro, no Museu Marítimo de Ílhavo. O Seminário irá reunir 180 participantes, alunos e professores coordenadores, permitindo a partilha de experiências e objetivos comuns, o debate de estratégias e metodologias inerentes ao Projeto, e o desenvolvimento de trabalhos de investigação, jornalismo, fotografia e multimédia na área ambiental. O evento será composto por uma parte teórica e outra prática, com a dinamização de oficinas com o apoio de jornalistas, técnicos e monitores da ABAE e dos JRA, e de trabalho de campo a partir dos fóruns e em estudos de caso. O Seminário irá ainda reconhecer e premiar as melhores reportagens de 2018 e realizar dois concursos: “Melhor poster JRA” e “Melhor Foto do Encontro”. Notícias de Aveiro.
  • O governo britânico impôs uma moratória na fraturação hidráulica. A proibição marca uma grande reviravolta para o partido conservador e o primeiro-ministro Boris Johnson, que uma vez se referiu à fraturação hidráulica como «uma gloriosa notícia para a humanidade» e instou o Reino Unido a «não deixar pedra sobre pedra ou sem fratura» em busca de gás de xisto . O governo suspendeu o apoio à indústria em dificuldades pouco menos de uma semana depois de um relatório do órgão de fiscalização de gastos de Whitehall descobrir que os seus planos para desenvolver a fraturação hidráulica em todo o Reino Unido estavam muito atrasados e sobrecarregavam os contribuintes em pelo menos 32 milhões de libras, sem produzir energia. Jeremy Corbyn e , Jo Swinson, respetivamente líderes dos Trabalhistas e dos Liberais Democratas, consideram a medida uma ação de propaganda e de distração em vésperas de eleições.
  • O arcebispo de York exigiu medidas imediatas para acabar com os constantes derrames de petróleo na região de Bayelsa, Nigéria, responsáveis por impactos desastrosos nas comunidades que lá vivem. John Sentamu acusou as petrolíferas Shell, AGIP e outras de provocarem desastres ambientais e ignorarem pedidos de auxílio feitos pelos locais. BBC.
  • Um guardião indígena da Amazónia foi morto a tiro e outro ferido na sequência de emboscada montada por madeireiros. Paulo Paulino Guajajara, conhecido como Kwahu Tenetehar, levou um tiro no pescoço e morreu na floresta. O seu colega, Tainaky Tenetehar, levou um tiro nas costas e no braço, mas escapou. Pelo menos três guardiões já foram mortos e muitos dos seus parentes também foram mortos em Arariboia, a última área de floresta que resta na região. Survival International.
  • O turismo é um grande negócio nas Maldivas. Tudo à custa da destruição de mangais e da extração de areias de uns sítios para os outros de modo a criar ilhas artificiais e mais um aeroporto. Até à destruição final, um dia destes. DW.
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Reflexão – China: tentativa de limpar os rios de resíduos plásticos parece tê-los deslocalizado para o mar.


A quantidade de plástico que polui as águas costeiras da China aumentou após uma iniciativa do governo para impedir o despejo de lixo nos rios do país.
Mais de 200 milhões de metros cúbicos de resíduos foram encontrados flutuando nas costas chinesas no ano passado, um aumento de 27% em relação a 2017, diz o ministério do Ambiente.
Os detritos nos mares do país atingiram o nível mais alto numa década, sendo o plástico a grande maioria do lixo.
A maior parte do lixo foi despejada nos deltas dos rios Yangtze e Pearl, as principais zonas industriais da costa leste da China.


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Bico calado

  • Portugal em 12º lugar na lista de 180 países incluídos na Classificação Mundial da Liberdade de imprensa 2019. A lista mostra como o número de países seguros, onde os jornalistas podem trabalhar com total segurança, continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários continuam a asfixiar ainda mais os media. «Apesar da crescente precariedade e falta de recursos, os jornalistas portugueses trabalham num ambiente relativamente pacífico. Alguns problemas, no entanto, persistem. A difamação e a injúria continuam a ser criminalizadas, apesar das reiteradas condenações de Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por violar a liberdade de expressão. O mundo do futebol, dirigentes e torcedores misturados, mantém a sua atitude ofensiva em relação aos meios de comunicação, e os jornalistas são por vezes ameaçados de processo quando investigam os assuntos nebulosos dos principais clubes». RSF.
  • «(…) Agora, temos mais ferramentas para nos informar, mas o ruído tornou-se outra maneira de criar silêncio. Estamos cada vez mais na sociedade panótica, disse Foucault, em que todos atuamos como vigilantes daqueles que vigiam, onde estamos continuamente expostos e nus perante a disciplina de grupo, enquanto temos a sensação de sermos mais livres e estarmos mais bem informados. Só olhando mais alto para se obter uma visão mais geral, começaremos a discernir quem denuncia, quem intoxica, quem descreve, quem pensa e quem, como poder, cria ruído para criar confusão a partir de uma distância confortável.» Mar Capela, in Panóptico, CTXT.
  • «Vivemos tempos difíceis para a democracia e o momento é de exigência. Pela primeira vez na nossa história democrática, a extrema-direita sente-se representada no Parlamento e parte da nossa Direita, ao invés de traçar firmemente os seus traços distintivos, prefere incomodar-se com a quantidade de vezes que terá que se levantar para permitir passagem e assento a um deputado. Há sinais de aproximação. A incomodidade é nossa. É difícil conceber como deputados portugueses eleitos ao Parlamento Europeu conseguem votar negativamente ou abster-se, relativamente a uma matéria humanitária tão pungente quanto uma proposta que permitiria salvar pessoas através da criação de mecanismos europeus de protecção de vidas no Mediterrâneo. Abstenho-me de qualificar o que fica do sentido de voto dos deputados Nuno Melo, Álvaro Amaro e José Manuel Fernandes. (…) A proposta foi chumbada por dois votos, 290 contra 288, para regozijo bem sonoro da extrema-direita europeia. E foi assim, com esta candura, que deputados portugueses ajudaram a chumbar a única proposta que tinha hipóteses de ser bem-sucedida para salvar vidas humanas no Mediterrâneo.» Miguel Guedes, JN.
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sábado, 2 de novembro de 2019

Montijo: aeroporto envolto em polémica


A Quercus parece ser a única organização ambientalista a dar luz verde ao aeroporto do Montijo. FAPAS, GEOTA, LPN, A Rocha e SPEA estão contra.
O presidente da Quercus considera que o parecer favorável condicionado da Agência Portuguesa do Ambiente ao aeroporto do Montijo não é a solução ideal, mas pode ser positivo se forem salvaguardadas medidas de minimização de impacto
A Zero pondera avançar com uma providência cautelar, até porque o ICNF escamoteia agora a obrigatoriedade da elaboração de exames de soluções alternativas, contrariando em absoluto a sua anterior posição. 
«A aparente mudança de posição do ICNF do primeiro para o segundo Estudo de Impacto Ambiental, pode mesmo ser usada pela associação ambientalista Zero na batalha jurídica contra o procedimento ambiental. A confirmar-se este vício, pode invalidar a Declaração de Impacte Ambiental emitida pela APA», afirma Carla Amado Gomes, professora de Direito do Ambiente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
E o Movimento proTEJO garante que, caso a ANA-AEROPORTOS não seja mais sensata que a Agência Portuguesa do Ambiente, rejeitando a opção pelo aeroporto do Montijo e a sua Declaração de Impacto Ambiental, e estudando as localizações alternativas com menor impacto no ambiente e na saúde humana, tudo fará para atuar nas instâncias nacionais, comunitárias e internacionais pela defesa de um Tejo que, apesar de tantos problemas, ainda tem joias como a Reserva Natural do Estuário do Tejo.
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Itália: governo rejeita projeto de expansão de aeroporto

Ribeira Grande, Ilha das Flores, Açores. Foto: Carlos Mendes.
  • O governo italiano rejeitou um plano para expandir o aeroporto de Fiumicino depois de uma comissão ambiental considerar o projeto incompatível com uma reserva natural existente. AFP/YahooNews.
  • O Golfo do Maine está a aquecer mais depressa do que 99% dos oceanos do mundo e está a alterar significativamente os padrões de pesca. Por exemplo, as capturas de lagosta diminuíram imenso em Rhode Island e aumentaram no Maine. The Washington Post.
  • As escolas da capital indiana vão estar encerradas até 5 de novembro devido à péssima qualidade do ar registada na região nos últimos dias. Reuters.
  • As capturas de atum ultrapassam os níveis razoáveis de sustentabilidade, alertam investigadores da University of British Columbia e da University of Western Australia num estudo publicado na Fisheries Research e citado pela Sea Around U.
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Reflexão – Subida do nível das águas do mar força o encerramento de um centro de educação ambiental


Nos últimos 40 anos, o mar engoliu cerca de 70% da Fox Island, na Virginia.
O centro de educação ambiental que, durante décadas, acolheu alunos dos estados da Virginia, Delaware, Maryland e Pennsylvania para desenvolverem trabalhos de projeto de defesa da Chesapeake Bay, vai ser encerrado.
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Mão pesada

  • Um agricultor de Milton Keynes foi multado em cerca de 9 mil libras por poluir, com efluentes dos seus estábulos. uma ribeira que atravessa um sítio de especial interesse científico em Northamptonshire. GovUK.
  • As autoridades do Peru acusaram cinco homens da indústria madeireira pelos assassinatos, em 2014, de quatro ativistas indígenas que haviam combatido o abate ilegal de madeira na floresta amazónica. AP.
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Bico calado

  • «O cateterismo cardíaco é realizado pela introdução de um cateter através de artérias ou veias periféricas até as câmaras cardíacas, artérias pulmonares e veias arteriais coronárias. Esses exames definem a anatomia arterial coronária, função cardíaca e hemodinâmica arterial pulmonar para estabelecer os diagnósticos e ajudar a seleccionar o tratamento. Em situações raras, serve também para anunciar candidaturas à presidência da República. Neste caso é seguido por um intenso e prolongado catequerismo.» José Gabriel.
  • 48 Horas no Sistema de Saúde Inglês, Clara Ferreira Alves, in Expresso 1nov2019. Via A estátua de sal.
  • Não só os governos dos EUA mas também outros gastaram dinheiro em propriedades de Donald Trump, mas a campanha política do próprio presidente e de comissões políticos afiliadas também gastaram cerca de 16,8 milhões de dólares nosseus negócios desde o início da sua candidatura à presidência em 2016, segundo uma análise registos federais de gastos com eleições. Hiffington Post.
  • Falsas histórias e citações de imigrantes, juntamente com imagens de pessoas, foram publicadas no Twitter pelo Ministério de Integração de Imigrantes de Israel para incentivar os judeus a imigrar, revela uma investigação do The Times of Israel, citada pelo Middle East Monitor. Israel tem feito enormes esforços para convencer os judeus da Europa e dos EUA a migrarem, a fim de manter a superioridade demográfica dos cidadãos judeus no estado. A imigração para Israel aumentou mais de um quarto no primeiro semestre de 2019, alimentada quase inteiramente por um aumento contínuo de imigrantes judeus da Rússia.
  • Palermo, na Sicília, nomeou uma praça e parte de seu passeio marítimo em homenagem ao presidente da Palestina Yasser Arafat (1929-2004), prémio Nobel da Paz 1994. Refira-se que, em 1996, Palermo tinha nomeado uma rua da cidade para o vencedor do prémio Nobel Yitzhak Rabin, morto em 1995. MEM.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

79% das centrais a carvão de Espanha, Alemanha e República Checa registam prejuízos acentuados

  • Mais de 42 mil pessoas avançaram com processos contra a gigante química alemã Bayer, culpando o glifosato produzido da empresa de lhes ter causado cancro. Estes processos têm afetado a reputação da Bayer e o valor das suas ações na bolsa. DW.
  • Em média, 79% das centrais a carvão registam prejuízo na Alemanha, Espanha e República Checa, conclui investigação do laboratório de ideias Carbon Tracker, citado pela PVMagazine.
  • Grupos de conservação estão a exigir a suspensão imediata da pesca de arenque no estreito da Geórgia, após a divulgação de novos dados do governo federal canadiano que mostram um declínio da biomassa populacional de cerca de 60% nos últimos 4 anos. The Narwhal.
  • As carboníferas do Texas estão a abandonar terras contaminadas. O estado faz vista grossa. Uma investigação do Texas Tribune e da Grist mostra que as reguladoras deram uma mão às empresas de carvão em dificuldades, pois enfrentam milhões de dólares em custos obrigatórios de restauração de solos.
  • O banco de dados de pesquisa sobre desinformação climática DeSmog permite a pesquisa sobre indivíduos e organizações que ajudaram a atrasar e distrair o público e os nossos líderes eleitos de tomar as medidas necessárias para reduzir a poluição dos gases de efeito estufa e combater o aquecimento global. 
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Bico calado

  • «(…) O Sr. Presidente da Camara Municipal de Espinho ainda não percebeu que a Assembleia Municipal não é o Notário do Executivo Camarário, pelo contrário, a sua missão é fiscalizar os atos da Câmara Municipal e cumprir a Lei.(…) O Sr. Presidente da Câmara qual Calimero insiste em culpar todos os outros pelos seus próprios falhanços (…) O Sr. Dr. Pinto Moreira tem é dificuldade em explicar aos espinhenses porque é que, tendo orçamento desde 2018 aprovado para o Estádio, a obra ainda não saiu do papel do arquiteto. Além disso, se em 2018 previa gastar 2,2 milhões, em março de 2019 já previa gastar 2,85 milhões e agora em outubro a obra já vai em 4,8 milhões! Sim leram bem: 4,8 milhões um aumento de 212%! Ainda por cima num projeto de obra muito mais reduzido face ao projeto inicial! Até hoje foram gastos no Estádio 141 mil euros! O Estádio Municipal tem uma execução financeira global de 0,61%! Não admira que não haja Estádio! Claro que o Dr. Pinto Moreira diz que a culpa é da Assembleia Municipal.» José Carvalhinho (Pela Minha Gente).
  • Melos aos refugiados, por Nuno Nogueira/João Quadros – Tubo de Ensaio/TSF
  • «Educadora de infância penalizada por não participar em atividade na igreja. A educadora de infância recusou receber o bispo na igreja. A decisão foi usada pela diretora para lhe dar uma nota mais baixa na avaliação anual.» Observador.
  • Durante uma década, a BBC fez entrar Nigel Farage nas nossas salas de estar por tudo e por nada. Agora que ele é uma ameaça real para a maioria conservadora em Westminster, a BBC eclipsou-o como convinha. Craig Murray.
  • Jornalistas tradicionais que se recusam a defender jornalistas dissidentes são adoradores do poder, escreve Caitlin Johnstone.
  • O México, até agora o país mais letal para jornalistas este ano, viu a sua taxa de impunidade piorar quase todos os anos desde 2008, enquanto cartéis criminosos realizam uma campanha de terror contra os media. Durante o período de dez anos que terminou em 31 de agosto de 2019, 318 jornalistas foram assassinados em retaliação pelo seu trabalho em todo o mundo e em 86% desses casos nenhum agressor foi processado com êxito. CPJ. O Índice Global de Impunidade do Comitê para a Proteção dos Jornalistas pode ser acedido aqui.
  • Donald Trump foi vaiado ao som de «Lock him up» (Prendam-no) ao ser exibido nas telas de vídeo no estádio Nationals Park, onde assistiu a um jogo da World Series entre o Washington Nationals e o Houston Astros.
  • O Facebook concordou em pagar uma multa de 500 mil libras (cerca de 580 mil euros) por violações da lei de proteção de dados relacionadas com o escândalo da Cambridge Analytica. O regulador britânico tinha emitido a multa simbólica em julho do ano passado, depois de afirmar que dados pessoais de pelo menos um milhão de usuários britânicos (de um total de cerca de 87 milhões) estavam entre as informações recolhidas pela empresa e usadas para fins políticos. Clube de Jornalistas.
  • O manifesto eleitoral dos Conservadores britânicos está a ser escrito por um lobista da empresa de fraturação hidráulica Cuadrilla e grandes empresas de internet como a Amazon e Facebook, conta o The Guardian.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Subida do nível do mar vai provocar muito mais impactos do que se previa


A subida do nível do mar não é novidade. Há muito que se ouve falar disso. As previsões mais recentes realçam os perigos que, até 2050, serão enfrentados por muito mais pessoas que vivem em zonas costeiras. «Algumas das zonas em risco assinaladas são Viana do Castelo, Esposende, Fão, Apúlia, Vila do Conde, Matosinhos, Espinho, Esmoriz, Ovar, Torreira, Aveiro, São Martinho do Porto, Caldas da Rainha, Alcobaça, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, cidades contíguas ao Estuário do Tejo como Lisboa, Vila Franca de Xira, Carregado, Montijo, Moita, Azambuja, Benavente, Alcochete, e zonas da costa algarvia», escreve o JN.

O mapa das zonas mais vulneráveis em Portugal pode ser acedido aqui.

As imagens referem-se às previsões para Espinho.
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