Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Açores: para onde foi a terra contaminada da Base das Lajes?


«Desconhece-se, neste momento, o paradeiro das terras contaminadas da Base das Lajes. O alerta é do investigador Félix Rodrigues, que se pronuncia sobre o relatório de acompanhamento, produzido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), aos trabalhos nos locais alegadamente já descontaminados na Base das Lajes.

"É estranho. Este é um local que os EUA consideravam extremamente perigoso e o próprio LNEC entendia que deveria ser interditado, por conter materiais muito preocupantes, como o PCB (bifenilospoliclorados), cancerígeno e altamente tóxico. Por outro lado, é um dos locais onde há contaminação cruzada, isto é, foram lá identificados, também, pesticidas - e não me venham dizer que a culpa é dos lavradores da ilha Terceira, que foram lá despejá-los", atenta.
Ora, segundo o especialista em poluição, no "site" 2009 - também conhecido por "Transformer Yard", onde durante mais de 35 anos foram armazenados e drenados transformadores - as terras contaminadas alcançavam uma profundidade de três metros. Isso significa, entende, que a ter havido alguma descontaminação, ela implicaria a remoção de um "volume enorme" de solos.

(…) Os relatórios norte-americanos sobre a contaminação resultante da ação militar na Base das Lajes indicavam, no "Transformer Yard", a existência de cerca de 12 mil miligramas de hidrocarbonetos totais de petróleo (HTP) por cada quilo de solo. Segundo Félix Rodrigues, sem as devidas ações de descontaminação (remoção e incineração de solos e biorremediação), não pode dizer-se que os contaminantes não possam passar, efetivamente, para os aquíferos e, assim, causar perigo à população.
"O LNEC não se preocupa em saber se a descontaminação foi feita como mandam as regras. É necessário, é obrigatório, saber para onde foram estas terras. Estes contaminantes, o PCB, são responsáveis por problemas oculares graves, por cancros do fígado, por deformações dos fetos", sublinha. (…)» 

in Diário Insular, "Site 2009, considerado extremamente perigoso, tapado com asfalto: Desconhecido paradeiro das terras contaminadas". Via Félix Rodrigues, FB.
Share:

Benefícios fiscais para limpeza e gestão da floresta

  • A portaria do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural determina que os proprietários e as empresas podem receber descontos nos impostos se apresentarem custos com a abertura e a melhoria das faixas de gestão de combustível e com a elaboração de planos de gestão da floresta - por exemplo, serviços de consultoria e despesas de certificação florestal. TSF.
  • Espanha e Marrocos assinaram um Memorando de Entendimento para construir um terceiro cabo de interconexão elétrica entre os dois países, o que permitirá a integração no sistema europeu de energia renovável de Marrocos. Energías Renovables.
  • A União Europeia e outros nove países, - Canadá, China, Dinamarca, EUA, Islândia, Japão, Coreia do Sul, Noruega e Rússia -, aprovaram um acordo que proíbe, durante 16 anos, embarcações comerciais de pescar no Ártico para preservar o frágil ecossistema da região. EURactiv.
  • Mais de dois mil noruegueses pediram ao governo para suspender o avanço do projeto de uma mina de cobre em Repparfjord, na costa do Mar de Barents, sob pena de lançarem ações de desobediência civil para travar o que consideram ser uma barbaridade para o ecossistema local. O projeto da mineira Nussir prevê extrair cobre para painéis solares, aserogeradores, carros elétricos e baterias, devendo os rejeitos ser depositados no fundo do fiorde. Acontece que este fiorde consta da lista de sítios protegidos por ser berço de importantes estoques de salmão, bacalhau, escamudo e arenque, entre outros, que veriam a sua sobrevivência extremamente ameaçada perante despejos de metais pesados equivalentes a 17 camiões por hora de produção. The Barents Observer.
  • Greve às aulas pelo Clima – agora também no Reino Unido. The Guardian.
  • Representantes dos três partidos da oposição na parlamento canadiano criticaram o tratamento dado pelo governo a Louis Robert, um especialista em sementes com 32 anos de experiência no Ministério da Agricultura que foi demitido no mês passado depois de denunciar a pressão do setor privado na pesquisa de pesticidas no sentido de os cientistas evitarem divulgar descobertas que demonstram que os neonicotinóides, - uma classe de inseticidas -, são prejudiciais para as abelhas e outros insetos polinizadores. CBC.
Share:

Bico calado

  • Cavaco, Cristas e outros à pega no nebuloso negócio da venda do Pavilhão Atlântico a um genro muito especial. TVI24.
  • «(…) Se aceitarmos que o objectivo primário deste negócio é o lucro, ou não seria um negócio, ninguém se surpreenderá que o resultado do primeiro acto médico de uma consulta nestes hospitais seja habitualmente a realização de uma larga bateria de exames médicos, seguidos de outra consulta para os analisar – o seguro paga. Ou que o tratamento de doenças, como cancro, com recurso a medicamentos inovadores seja interrompido logo que o plafond do seguro esteja esgotado, encaminhado os doentes para o SNS, sem garantir a continuidade do tratamento e sem possibilidade de se concluir quanto à eficácia do tratamento. Ou, ainda, que o serviço de urgências tenha mais recepcionistas a atender os doentes do que médicos – especialmente em urgências menos frequentes, nas quais é necessário chamar o médico de prevenção, deitando por terra o conceito de urgência. Afinal de contas, uma urgência que acontece poucas vezes não paga o médico de serviço. E não sendo frequente, a probabilidade de alguém morrer enquanto se espera que o médico de prevenção chegue ao hospital também é baixa. Portanto, está tudo bem. É isto, não é? (…)» Manuel Cordeiro, in Os hospitais privados e a ADSE - Aventar.
  • «Nos idos de 2005, Pedro Santana Lopes apresentou-se aos eleitores para discutir o seu caótico mandato de cinco meses e meio à frente do governo com um hino no qual se dizia: “Um homem também chora/ Também deseja colo/ Precisa de carinho/ Precisa de ternura/ Precisa de um abraço/ Da própria candura”. Quase quinze anos depois, já se viu que Pedro Santana Lopes terá tudo aquilo por que então choramingou: carinho, ternura, um abraço e, sobretudo, muito muito colo. Os noticiários e os diretos deste fim-de-semana a partir do congresso do seu novo partido estão aí para o provar. Pedro Santana Lopes será levado ao colo pela comunicação social até às eleições europeias e legislativas. (…) Precisamente porque o objetivo de Pedro Santana Lopes é acrescentar zero novidade à política portuguesa, nada poderia ser mais reconfortante para uma boa parte do jornalismo português. Os humanos são seres narrativos, e os media vivem de vender aos humanos uma história (ou aos clientes que compram publicidade os minutos de atenção dos humanos que seguem essa história). É assim que as coisas são em qualquer lado do mundo. Mas em Portugal acrescenta-se um aspecto decisivo: é preciso que essa história seja sobre nada. Que não dê trabalho a escrever. Que a papinha já esteja feita. Que não seja necessário aprender novos termos, descrever novos procedimentos, falar com gente nova, comparar com o que acontece noutros países (…) Que não tenha consequências. Que não afronte interesses ou poderes estabelecidos. Que venha de um lugar com o qual os anos de habituação deram origem a boas relações. Que os seus adversários estejam tão exangues e desorientados que não sejam capazes de reagir, de forma a que não se percam amizades nem fontes nem bons contactos nem se zanguem pessoas. Pedro Santana Lopes, neste momento, dá tudo isto. E por isso terá da comunicação social todo o colo que desejar. (…) Há cinco anos, para as eleições europeias, a cobertura da campanha eleitoral foi estritamente zero, porque as televisões não estiveram interessadas em cumprir o espírito da lei que dava igualdade de cobertura a todas as candidaturas. Assim sendo, cumpriram a letra da lei: toda a gente teve direito a zero debates entre os candidatos nas televisões — o que não incomoda nada os partidos estabelecidos, que têm dinheiro de todos nós para encher o país de cartazes panorâmicos, os caríssimos outdoors. A seguir, para as legislativas, os partidos parlamentares entenderam-se para mudar a lei de cobertura das campanhas eleitorais numa discreta última votação antes das férias, e assim cartelizaram não só os debates, como também as entrevistas (até em programas humorísticos houve direito a três rondas entre os partidos parlamentares, e zero comparências para partidos “emergentes”, não fossem as assessorias de imprensa dos partidos parlamentares zangar-se com os diretores de informação num momento em que a lei passara a dizer que sem partidos parlamentares não poderia haver debates televisivos). Durante este mandato, na comissão à porta fechada sobre financiamento dos partidos, os partidos parlamentares decidiram continuar a subvencionar-se generosamente para continuarem a poluir visualmente o país com os tais outdoors, em campanhas publicitárias permanentes que só bancos ou construtoras de automóveis têm capacidade financeira de imitar. Que fique claro, em mais nenhum país democrático e pluralista, de sistema proporcional e representativo, isto se passa. (…) Sendo assim, há apenas espaço mental e mediático para dois tipos de figuras. Quem já lá está. E quem sempre “andou por aí”.» Rui Tavares, in O colinho de Pedro Santana Lopes - Público 11fev2019.
Share:

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Brasil: dez cidades sofrem com a água com lamas de rejeitos da barrahem de Brumadinho

  • «O embaixador dos EUA em Lisboa, George Glass, esteve na Base Aérea de Monte Real (Leiria) de visita a um destacamento temporário norte-americano que anda em exercícios com a Força Aérea Portuguesa, e produziu algumas declarações acerca das Lajes. (…) Diz o embaixador que os EUA estão a trabalhar de forma afincada para terminar os trabalhos de descontaminação, que seis locais já estão dados como concluídos, que mais dois estão em vias e que resta uma mão cheia. Logo a seguir diz que o Governo Regional dos Açores deverá "fazer um anúncio em breve" sobre esta matéria. Ficamos a aguardar esse anúncio. O que sabemos é que ainda está por cumprir o desafio que o Presidente do Governo Regional fez, quer ao Governo da República, quer à parte norte-americana, para a divulgação pública da documentação sobre este assunto, bem como a realização de uma ou várias sessões públicas destinadas a esclarecer e informar os açorianos, em geral, e os terceirenses, em particular. O que sabemos é que não basta afirmar que os trabalhos em seis locais mais dois estão concluídos e avaliados pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e sumariamente descritos no relatório a que poucos têm acesso. A questão começa muito atrás, ou seja, em relação a cada um dos locais a intervencionar devia ter sido divulgado o conteúdo do caderno de encargos, desmontada a complexidade técnica dos trabalhos e o envolvimento de gente "nossa" (porque não a Universidade dos Açores) em todo o processo de acompanhamento. A pública nota de tudo isto ajudaria e muito ao descanso das populações e fecharia as portas a toda a especulação. Não se percebe por isso que não haja divulgação prévia do que vai ser feito, que a "mão cheia" (sic embaixador dos EUA) de locais a descontaminar que ainda resta não esteja assinalada, delimitada e com a lista de trabalhos e calendário de intervenções a efetuar. Se fosse feito desta maneira evitaria a confusão que parece grassar entre o que é "descontaminação" e "mitigação de riscos" de que fala o Professor Félix Rodrigues, quando analisa os relatórios atrás referidos. (…)» Diário Insular. Via Félix Rodrigues, FB.
  • Dez cidades no sudeste do Brasil estão a sofrer com a poluição do rio na sequência do colapso da barragem de rejeitos de uma mina de ferro há cerca de três semanas e que matou 166 pessoas e deixou 155 desaparecidos. O lodo proveniente do desastre de Brumadinho contaminou 120 Km do rio Paraopeba, atingindo as cidades ribeirinhas. As autoridades detetaram níveis de metais tóxicos na água, incluindo chumbo e cromo, pelo que alertaram os habitantes locais para não usarem a água do rio para beber, dar de beber a animais ou regar. AFP.
  • A China prendeu 15.095 pessoas por crimes ambientais em 2018, um aumento de 51,5% em relação ao ano anterior, admitem fontes oficiais. Reuters.
Share:

Mão pesada

Um indivíduo foi multado em mais de 4 mil libras por não provar por documentos a situação legal da sua atividade legada a resíduos. GovUK.
Share:

Bico calado

  • A Universidade Católica fatura mais de 65 milhões e não paga impostos. Esta universidade cobra propinas à semelhança das outras universidades particulares, mas é a única que tem uma isenção fiscal atribuída por decreto-lei assinado por três pessoas com ligações à universidade: Cavaco Silva, Roberto Carneiro e Miguel Beleza, entretanto falecido. TVI24.
  • «(…) as empresas privadas de saúde parecem estar a usar os seus utentes para chantagear o Estado, usando a situação de fragilidade dos pacientes como uma espécie de escudo humano, para pressionarem a ADSE no sentido de desistir do pedido de devolução dos 38 milhões de euros indevidamente cobrados. É imoral, é hediondo, é inaceitável, mas é precisamente isso que estas empresas privadas estão a fazer. (…) a variação entre preços mínimos e máximos fica entre 61% e 411%, com empresas privadas de saúde que chegam a cobrar 1635 euros por uma prótese com um preço mínimo estabelecido de 320 euros. (…)os valores são ainda mais escandalosos, com variações que chegam a atingir quase 3000% entre os preços mínimo e máximo. Coisas simples como comprimidos de Paracetamol, com um valor unitário mínimo de 12 cêntimos, chegam a ser facturados a 3,66 euros através da ADSE. (…)os 38 milhões de euros que o Estado exige de reembolso às empresas privadas de saúde correspondem ao acumulado que a ADSE e a Procuradoria-Geral da República identificaram em todos os produtos e serviços que os privados injustificadamente cobraram, entre 2015 e 2016  (…) A ADSE é um sub-sistema de saúde que há vários anos é superavitário, ou seja, cuja receita contributiva é superior à despesa que tem com os seus beneficiários. No entanto, o dinheiro da ADSE é dos seus contribuintes, e não uma renda garantida das empresas privadas de saúde. É por isso que a gestão da ADSE não pode abrir mão de 38 milhões de euros indevidamente cobrados, sob pena de estar a praticar uma gestão danosa do fundo. (…) O Estado encontrou um conjunto de empresas que estão a fazer uma espécie de roubo legal de fundos públicos, exigiu a rectificação da situação e a direita, em vez de dar os parabéns ao Governo por não deixar-se chantagear por privados, vem atacar as entidades públicas, defendendo as empresas privadas que usam fraudes e zonas cinzentas da lei para se apoderarem de dinheiros públicos. (…) Dizer que o Estado falhou numa situação em que o Estado tenta recuperar fundos de que privados indevidamente se apropriaram é quase como um carteirista roubar a carteira a uma pessoa e vir o CDS dizer que a culpa é da pessoa, que se deixou ser roubada. (…)» Uma Página Numa Rede Social.
  • «(…) quatro funcionários da Assembleia Legislativa dos Açores foram advertidos por escrito por terem inadvertidamente digitalizados “documentos confidenciais” e os terem enviado por via eletrónica a vários deputados. (…) os Açorianos tiveram a oportunidade de ficar a saber que o Governo dos Açores nos mentia sobre o concurso da privatização de 49% da Azores Airlines do Grupo SATA e nos andava a endrominar ao dizer que se estava a analisar uma proposta de uma empresa islandesa quando ele sabia que esta não tinha validade legal por não cumprir os requisitos do concurso. Igualmente se ficou a saber que a transportadora aérea regional estava em falência técnica (…) Em democracia são heróis aqueles funcionários que no passado denunciaram o poder político em ditadura, divulgando segredos que fragilizavam a prepotência dos governantes do regime totalitário. Só que esta mesma democracia por cá sente-se bem agora a advertir aqueles que em trabalho de funções públicas acidentalmente contribuíram para a transparência do sistema e desmascaram a mentira veiculada por Governantes que os permitia ser prepotentes sobre a Verdade. Não é por acaso que na novilíngua os trabalhadores em funções públicas tendem a ser chamados superiormente de colaboradores, palavra semelhante e igual raiz de colaboracionista, como se chamava a quem trabalhava com fidelidade ao poder político da ditadura. Será uma intenção velada de pretenderem agora fazer sentir os funcionários como os novos colaboracionistas nos desaforos dos políticos? Não sei quem são os quatro funcionários do Parlamento, mas fica aqui a minha solidariedade e o meu obrigado por terem inadvertidamente tornado público uma verdade de interesse público.» Carlos Faria, FB.
Share:

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Açores: Portugal e EUA confundem descontaminação e mitigação de riscos na Base das Lajes


Remoção de terras, asfaltagem e deposição de cascalho foram levadas a cabo pela força aérea norte-americana nos terrenos identificados como contaminados na Base das Lajes, Terceira-Açores. Não há necessidade de novas intervenções, diz o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) num relatório de dezembro de 2018 apresentado na última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os EUA e citado pelo Diário Insular de 12fev2019. 

Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, apresenta muitas reservas em relação ao relatório encomendado pelo Ministério da Defesa ao LNEC. Portugal e os EUA estão, deliberadamente, a confundir os conceitos técnicos de "descontaminação" e "mitigação de riscos": "Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso", avança.

Segundo ele, o LNEC limita-se a fazer assunções sobre o risco de contaminação dos aquíferos, sem as suportar com análises e leituras técnicas: "O LNEC só constata que há intervenção no local e conclui que há degradação dos pesticidas, não havendo risco de contaminação da água, mas não é verdade que estejam a degradar-se. O DDT, por exemplo, foi proibido ao nível mundial precisamente porque persiste no solo. O Clordano é bio-resistente. Em cinco anos pode desaparecer 75%. Mas se não é medido, como é que se sabe se desapareceu?", questiona. Também não é verdade, acrescenta Félix Rodrigues, que não haja risco de migração dos pesticidas para os aquíferos: "Houve um conjunto de pesticidas detetados em furos de abastecimento de água aos norte-americanos. Foi detetado, por exemplo, ácido aminometilfosfónico, que resulta da degradação do glifosato - que durante muito tempo se disse ser de uso dos agricultores da ilha. Para além disso, foi detetado um conjunto de outros pesticidas, nomeadamente dioxinas de TCDD, extremamente preocupantes, utilizados pelos EUA no Vietname. Até que ponto não estarão a infiltrar-se na água? Foi nos furos que foram encontrados", refere. 

Outra questão levantada pelo investigador tem que ver com a alegada remoção de terras: "Fala-se na remoção dos solos contaminados, mas não se diz para onde foram e isto é importantíssimo. É preciso saber que gestão se faz dos solos contaminados", afirma. Para Félix Rodrigues, as ações levadas a cabo pelos norte-americanos servem exclusivamente para mitigar os impactos "do contacto direto" dos indivíduos com os solos alegadamente contaminados. "E os indivíduos que lá andam são norte-americanos, ou seja, estão a evitar o risco de contaminação deles próprios", disse. 
Via Félix Rodrigues, FB.

Mais informação
aqui,
aqui,
aqui,
aqui,
aqui,
e aqui.
Share:

Impostos ambientais representam 7,5% das receitas fiscais

  • Os impostos ambientais valeram aos cofres do Estado, em 2017, 5,04 mil milhões, o valor mais elevado desde 1995 e que representa 7,5% do total das receitas fiscais. Os impostos sobre a energia (77%) lideram as receitas com impostos ambientais, muito acima dos impostos cobrados sobre os transportes (20%) ou sobre a emissão de gases ou sobre a uso de recursos (3%). ECO.
  • Quer dourar a pílula e tornar uma incineradora popular? Construa pistas de esqui ao lado. Copenhagen fê-las e a ideia é exibida em museus de alto coturno, reporta o The Guardian.
  • Trump pediu à Tennessee Valley Authority para ignorar o parecer das autoridades ambientais e manter em laboração uma grande central a carvão. Acontece que a central em questão compra carvão a uma empresa liderada por um grande doador de campanha de Trump, Robert Murray, o presidente e diretor executivo da Murray Energy Corporation. Reuters.
  • Mais de 60% das hortaliças e dos citrinos contêm resíduos de pesticidas, herbicidas e fungicidas em níveis não permitidos. OS laboratórios do Mercado Central de Buenos Aires detetam e removem essa mercadoria de circulação. InfoBAE.
  • A China licenciou uma nova mina de carvão na região de Xinjiang. Reuters.
  • Uma decisão do governo japonês de coartar perguntas de uma repórter durante conferências de imprensa provocou protestos de outros jornalistas. A polémica reacendeu questões de longa data sobre o impacto ambiental de uma nova base os fuzileiros navais dos EUA que está a ser construída ao largo de Henoko, em Okinawa. Global Research.
Share:

Mão pesada


A carbonífera Drummond Company foi multada em 775 mil dólares por ocorrências de poluição por benzeno na sua unidade de ABC Coke, Tarrant, Alabama. AL.
Share:

Bico calado

  • As empresas de petróleo e gás devem ao governo de Alberta mais de 20 milhões de dólares por rendas de terrenos por pagar desde 2010. The Narwhal.
  • «Como se não bastasse a sua atuação no caso BES, o Banco de Portugal recusa-se agora a avaliador o governador pelo seu papel na CGD. Sem avaliação não há clarificação, só há suspeita. E um governador sob suspeita, que usa o seu estatuto para escapar ao escrutínio, não pode ser governador.» Mariana Mortágua, FB.
  • «Por ser o maior subsistema complementar do País negoceia com os privados numa posição de menor assimetria de poder de mercado que muitos outros. Um dos segredos dos privados na Saúde é este: são contra a ADSE, mas existem muito por conta da ADSE."» Marco Capitão Ferreira, in Cartel da Saúde, S.A.  - Expresso Diário, 13fev2019.
  • Humberto Delgado foi assassinado pela Pide em 13 de fevereiro de 1965. Convém recordar.
Share:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

França e Alemanha: agricultores vão ser indemnizados por contamninação das suas culturas com estirpe transgénica



  • Agricultores franceses e alemães foram forçados a desentrrar milhares de hectares de campos de colza depois de as autoridades terem encontrado uma variedade ilegal trasngénica misturada com as sementes naturais que tinham adquirido à Bayer-Monsanto. A descoberta foi feita o ano passado, mas quando a Bayer emitiu um alerta de recolha, muitas sementes de marca DEKALB já tinham sido lançadas à terra, cobrindo 8.000 ha na França e 3.000 ha na Alemanha. A Bayer-Monsanto propõe-se indemnizar ao agricultores franceses e alemães em 20 milhões uma vez que a safra desta época está fora de questão, o mesmo acontecendo com a de 2020 para evitar o ressurgimento da cepa transgénica. RT.
  • A Comissão Europeia considerou o óleo de palma como responsável por desflorestação massiva e elevado volume de emissões. EURactiv.
  • O VW golf já é mais barato de comprar e manter do que as alternativas em gasolina ou gasóleo em países como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Holanda e a Noriega, conclui um estudo do International Council for Clean Transportation (ICCT). The Guardian.
  • Uma invasão de cerca de 50 ursos polares causou uma situação de emergência em Belushya Guba, no arquipélago de Novaya Zemlya, Ártico, a 1200 milhas a nodeste de Moscovo. Há muito que os cientistas avisam que o gelo marinho está a recuar no Ártico, o que representa uma ameaça direta para os ursos e aumenta a probabilidade de encontros com seres humanos. USA Today.
  • A Shell está a ser julgada por responsabilidades em graves violações dos direitos humanos levadas a cabo pelo governo nigeriano contra o povo Ogoni nos anos 1990s. Esther Kiobel, Victoria Bera, Blessing Eawo e Charity Levula estão a processar a Shell por responsabilidades na prisão, detenção e eliminação dos seus maridos pelas forças armadas nigerianas, após uma brutal repressão aos protestos Ogoni contra a devastadora da região pela poluição da Shell. 
  • O Dakota do Norte pondera elaborar e aprovar uma lei para restringir o acesso público a informações críticas de infraestruturas relacionadas com oleodutos. The Intercept.
Share:

Mão pesada

  • A diretora do departamento das Pescas de Malta foi suspensa após alegações de receber subornos do produtor espanhol Ricardo Fuentes e Filhos em troca de permitir a captura de atum-azul acima dos limites legais estabelecidos. Times of Malta.
  • O gerente da M&M Autos, de Middlesbrough, foi multado em cerca de 6 mil libras por incumprimento de regras de gestão de resíduos. GovUK.
  • A Antero Resources Corp foi multada em mais de 11 milhões de dólares por despejo de efluentes de rejeitos de fraturação hidráulica para extração de gás natural em West Virginia. Reuters.
Share:

Bico calado

  • Bilhetes para ver Al Gore no Porto custam 270 euros, titula o Jornal de Negócios. Ena pá, isto dá para muita coisa…
  • A petrolífera francesa Total suspendeu os seus investimentos em Israel. Israel, que pratica um autêntico apartheid em relação à Palestina, acusa a Total de boicote. MEM.
  • Expliquem-me que ainda não percebi: Os EUA e a Europa querem enviar 60 milhões de ajuda à Venezuela, mas continuam a congelar e não restituem 23 biliões de dólares à Venezuela…
  • «(…) Recentemente, uma agência de notícia brasileira detectou que jornais de estados americanos produtores de soja estavam publicando matérias condenando a produção de soja no cerrado brasileiro, no centro do país, uma das regiões mais produtivas do mundo nesse tipo de cultivo. Diziam que os brasileiros estavam destruindo o cerrado e alertavam para os riscos ao meio ambiente. Coincidentemente, essas informações começaram a ser divulgadas quando os Estados Unidos entraram em conflito econômico com a China e esta, por sua vez, passou a importar toda a soja do Brasil e não mais dos Estados Unidos. Seriam os produtores brasileiros mais irresponsáveis com o meio ambiente do que os produtores americanos? Essas reportagens procuraram ouvir especialistas brasileiros? Os repórteres foram até o cerrado confirmar se esta destruição está realmente acontecendo? Ou simplesmente reproduziram opiniões de quem tem interesse em prejudicar o comércio ao sul do equador? Não estou dizendo que as notícias têm ou não fundamento, dado que eu não investiguei este assunto, apenas levanto uma hipótese que deve ser levada em consideração, principalmente pelos repórteres estrangeiros que escrevem sobre a América Sul, antes de atacarem negócios do continente que incomodam competidores da Europa e Estados Unidos.(…) Consuelo Dieguez, in Rede Ética.
  • Como Israel destrói o Ambiente na Palestina: 1 abatendo e arrancando centenas de oliveiras; 2 arrasando aldeias e desertificando grandes zonas; 3 controlando a água e desviando-a para favorecer colonatos; 4 despejando resíduos domésticos e esgotos em território palestiniano; 5 construindo estradas para uso exclusivo de colonos, isolando aldeias e cidades palestinianas, destruindo núcleos de agricultura de sobrevivência; 6 contaminando solo palestiniano e matando indivíduos com resíduos de urânio empobrecido e fósforo branco provenientes de ataques aéreos e constantes ofensivas militares; 7 aplicando frequentemente glifosato ao longo da vedação que separa os dois territórios e queimando culturas e causando graves problemas de saúde a famílias que vivem na Faixa de Gaza; 8 arrancando dezenas de milhares de oliveiras para construir o Muro do Apartheid. Ramzy Baroud, in MEM.
Share:

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Loulé: PDM suspenso para travar vaga de construção na orla cosdteira

  • Loulé suspende PDM para travar onda de construção no litoral, nomeadamente o projeto para converter o parque de campismo de Quarteira num empreendimento com torres de seis pisos. A medida mereceu parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Algarve, chama a atenção para um conjunto de fragilidades ambientais que importa minimizar no âmbito da revisão do PDM neste troço da costa. O avanço do mar, sublinha o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), ocorre a uma média de 1,4 metros por ano. Segundo o POOC, a lagoa da foz do Almargem faz parte do corredor das Zonas Húmidas entre Armação de Pêra e o Ancão, tal como sucede com a lagoa dos Salgados, em Albufeira, que também se encontra em risco.  Público.
  • A energia eólica gerada a partir de plataformas costeiras do alto mar aumentou 18% em 2018 na Europa. WindEurope.
  • As energéticas preparam-se para extrair mais combustíveis fósseis. As consequências para o clima podem ser desastrosas, titula o The Economist.
  • O governo britânico rejeitou os pedidos de fraturação hidráulica da Cuadrilla e da Ineos para aliviar o rigor das sobre os terremotos causados pelas suas operações. As empresas contestam a decisão alegando que assim não podem trabalhar. The Guardian.
  • Registou-se uma queda de 80% em alguns tipos de multas aplicadas contra os poluidores, dizem os números divulgados pela administração Trump citados pelo LATimes.
  • New York introduziu uma taxa de congestionamento de $2.50 para os táxis em áreas movimentadas de Manhattan para reduzir o número de carros nas ruas. Evening Standard.
  • Era uma vez um advogado que tinha uma residência de verão junto de uma praia. Um dia resolveu vedar a praia, alegando ameaças à segurança por parte de turistas. A comunidade e veraneantes, na presença das autoridades, derrubaram a vedação para não terem de dar uma grande volta para tomar banho e porque a praia é de todos. Aconteceu em Calcurrupe, Lago Ranco, no sul do Chile.
  • Ministério Público Federal investiga anulação de multa ambiental de Bolsonaro. Bolsonaro foi flagrado em área protegida com vara de pescar em 2012; anulação ocorreu após a eleição. Gazeta do Povo.
  • Governo brasileiro assina decreto ambiental para facilitar o pagamento das multar e fornecer desconto aos devedores; espera-se que pelo menos 35% do valor seja pago. Campo Grande News.
  • O The Intercept contra como Ricardo Salles, atual ministro do Meio Ambiente do Brasil,  conseguiu fazer adulterar um mapa ambiental para beneficiar mineradoras.
Share:

Reflexão – Que educação ambiental há nas escolas?


Na Alemanha, há alunos que pensam que as escolas não estão a dotá-los de competências para compreenderem e lidarem com as alterações climáticas. Por isso, tentam que os currículos sejam alterados.
Alega-se que os poucos conteúdos ambientais veiculados pelos manuais, normalmente os de ciências, privilegiam apenas soluções de baixo impacto. Decisões como, por exemplo, viver sem automóvel, o que corresponde a 2,4 toneladas de emissões de CO2 por ano, aparecem em apenas 4% das ações sugeridas em 10 manuais de ciências. Ter um só filho, o que pouparia 58,6 toneladas de CO2 por ano, é uma medida que é omissa. 
Por isso, esses jovens estão a contatar editoras e políticos para alterarem o currículo escolar de modo a incluir referências a soluções de alto impacto em relação às alterações climáticas. 
Mas alterar o currículo é extremamente difícil. A educação ambiental depende da prioridade que lhe é dada pelo sistema educativo, pelas autoridades locais, pela escola e pelo professor.
Além disso, não é fácil capacitar professores para essa tarefa quando eles já se encontram assoberbados com currículos enormes e pesados. 
A solução será, segundo muitos investigadores, permear a temáticas das alterações climáticas em várias disciplinas. DW.

Não é por nada, mas isso já foi feito em escolas portuguesas já lá vão uns bons 25 anos. Concretamente, em 1995 e 96, foram publicados dois manuais de Inglês que incluíam temáticas ambientais em várias unidades didáticas. O Link-up, (ASA 1995) para o 10º ano e o Gateway (ASA 1996), para o 7ºano.
Share:

Mão pesada

A Pittsburgh Water and Sewer Authority foi intimada a investir 50 milhões de dólares na substituição de condutas de chumbo por onde passa a água para casa das pessoas. A companhia já tinha sido multada em 2,4 milhões por nada ter feito para as substituir. AP.
Share:

Bico calado

  • «(…) como é possível que possam faltar cinco dias seguidos ou dez alternados sem qualquer justificação? Que outra classe profissional usufrui de tal mordomia? Compreende-se, assim, melhor a facilidade com que circulam entre os serviços mínimos prestados nos hospitais públicos, e os que lhes complementam os vencimentos nas clínicas privadas, onde sendo obrigados a revelarem-se bem mais empenhados, recebem comparativamente menos... Não sobram dúvidas quanto à intenção da bastonária e dos grevistas em destruírem o Serviço Nacional de Saúde, tornando um direito constitucional num indecoroso negócio, que enriquece um punhado de ´«investidores».» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • Mario Vargas Llosa recebeu uma notificação da Agência Tributária, reivindicando os 2,1 milhões que o escritor deve ao Tesouro, conta o El Mondo.
  • O Facebook começou a identificar os patrocinadores da propaganda partidária. Na Índia, diz a CNN.
  • É preciso não esquecer que, em 1986, foi Elliott Abrams quem ordenou que armas fossem transportadas de avião para os rebeldes da Nicarágua, apoiados pelos EUA, disfarçadas de ajuda humanitária dos EUA. É o insuspeito New York Times de 17 de agosto de 1987 que conta.
  • A Coreia do Sul e os Estados Unidos fecharam um novo acordo que aumenta a contribuição de Seul (924 milhões) para o custo da presença militar norte-americana (cerca de 30 mil) no seu território. TruthDig.
Share:

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Aumentou o número de plataformas offshores petrolíferas

Rabo de Peixe, Açores.
  • O Reino Unido devia gerir os seus resíduos de plástico, pelo que a sua exportação devia ser proibida, defende um grupo de deputados de vários partidos. The Guardian.
  • Advogados de uma cidadã de Whidbey Island, no estado de Washington, avançaram com uma ação no tribunal federal contra empresas que dizem ser responsáveis por contaminar as águas subterrâneas com produtos químicos altamente tóxicos encontrados em espuma de combate a incêndios. Herald Net.
  • O juiz Brian Preston negou conceder licença a uma mina de carvão em Rocky Hill, na Nova Gales do Sul, alegando um aumento nas emissões de gases do efeito estufa, além de benefícios económicos incertos e impactos visuais e sociais. Reuters.
  • Em Janeiro de 2019, havia 265 plataformas offshore petrolíferas em todo o mundo, mais 50 do que no mês homólogo de 2017, e mais cinco do que em Dezembro de 2018, diz um relatório da Baker Hughes citado pelo Jornal de Economia do Mar.
Share:

Mão pesada

O diretor da TLC Recycling Ltd foi condenado a 7 anos e meio de prisão depois de fraudar a indústria de reciclagem de lixo elétrico de Leeds em 2,2 milhões de libras. GovUK.
Share:

Memórias curtas

  • 9fev2016 – Agência Portuguesa do Ambiente recusa divulgar análises às águas do Tejo.
  • 9fev2015 - O Norte tem um radar meteorológico, no Pico do Gralheiro, Serra da Freita.
  • 9fev2009 - Mais de 230 voluntários colaboraram numa ação de reflorestação da Serra da Estrela.
  • 9fev2007 - Em Leça da Palmeira, a chuva fez transbordar os reservatórios da ETAR da refinaria da Petrogal, despejando efluentes não tratados para a praia do Aterro.
  • 9fev2006 - Parque eólico do Caramulo foi inaugurado, embora por concluir.
Share:

Bico calado

  • A Comissão Europeia quer incluir a Arábia Saudita na sua lista negra de países que não lutam contra a lavagem de dinheiro. A lista, que será aprovada na próxima semana, provocou uma disputa na UE com vários países, nomeadamente Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, Bélgica e Grécia, que se opõem a esta ideia. MEM.
  • Crianças protestam contra o vício do telemóvel. Em Hamburgo. DW.
  • As petrolíferas e as mineiras canadianas sempre se esforçaram por derrubar Chávez e Maduro, escreve Yves Engler, na Dissent Voice. Tudo começou em 2007, quando a Venezuela, para obter uma fatia maior das receitas do petróleo, Venezuela forçou as empresas petrolíferas privadas a tornarem-se parceiras minoritárias da petrolífera estatal. O mesmo aconteceu com a extração de ouro, tendo as Crystallex, a Vanessa Ventures, a Gold Reserve Inc. e a Rusoro Mining avançado para os tribunais.


Share:

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O plástico afoga-nos


«Recentemente fiquei impressionado com a notícia de que no estuário do Douro, os peixes recém-nascidos, ao comerem plásticos, que não os alimentam, e pelo contrário, provocam a sua morte! Claro que há sempre quem, admitindo o perigo que corremos, dizem que quando tal acontecer, já não estarão cá para ver! Mas as pessoas mais conscientes, como já disse, não podem assistir a este resvalar para o abismo, assobiando para o lado. Pelo contrário, devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para contrariar essa tendência.» Fernando Meneses, in Maré Viva de 6fev2019.
Nada como começar a atacar o problema ao pé da porta.

Share:

ONU apela à França para suspender o projeto de mineração de ouro na Guiana

  • A ONU apela à França para suspender o projeto de mineração de ouro na Guiana. As populações locais não foram consultadas e vão certamente sofrer os impactos negativos previsíveis, nomeadamente a desflorestação massiva, a contaminação dos solos durante séculos e a destruição de parte da biodiversidade local. O projeto é gerido pelo consórcio russo-canadiano, Nordgold e Coombus Gold. Terra Darwin.
  • Está por descobrir a causa da morte súbita de cerca de 20 mil mergulhões ao largo da costa holandesa. Para além do mau tempo, outra hipótese poderá ter sido a exposição aos conteúdos de 291 contentores à deriva, caídos de um cargueiro durante uma a forte tempestade de 2 de janeiro a norte de Ameland, uma ilha a norte de Amsterdão. The Guardian.
  • A central a carvão de Cottamk, em Nottinghamshire encerra no final de setembro, diz o The Guardian.
  • Apesar da forte e constante oposição à implantação de uma incineradora em Javelin Park, em Gloucestershire, o projeto avançou, primando as autoridades locais pela opacidade. Sabe-se agora, através da pressão dos ambientalistas da Community R4C, que os custos sofreram um agravamento de 30%, o equivalente a 150 milhões de libras.
  • A israelita Watergen doou ao Brasil 11 máquinas capazes de fabricar água potável a partir da humidade do ar. Curiosamente , o Brasil já tem essa tecnologia desde, pelo menos, 2010. A Wateair, instalada no interior de São Paulo, oferece equipamentos do tipo por custo similar, e nunca foi procurada pelo governo federal. UOL.
  • «Há 3 anos, barragem da Samarco, controlada em parte pela Vale, se rompeu em Mariana e matou 19, além de afetar milhares. Dos 53 mil pedidos de indenização feitos, 84% não foram pagos. O processo criminal ainda ouve testemunhas e ninguém foi condenado ou preso. Nenhuma das 3 comunidades destruídas foi reconstruída: Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira, A mineradora entrou na Justiça e ganhou o direito de descontar das indenizações finais as doações feitas a pescadores. A Fundação Renova, criada após a crise, afirma que gastou R$ 1,3 bilião em auxílios financeiros e indenizações.» UOL.
Share:

Bico calado

  • «Bateria palmas ao Dr. Humberto Brito e ao Dr. Paulo Ferreira se, em vez de tantas banalidades, fossem apresentados compromissos para o corrente ano, acompanhados de metas a atingir e projectos de ruptura face ao actual estado do ambiente do nosso concelho [de Paços de Ferreira].» Joaquim Pinto, in Ano Municipal do Ambiente: muitas festas, poucos objectivos! - Verdadeiro Olhar.
  • Israel violou as águas do Líbano ao licenciar uma empresa para "explorar uma área" de petróleo e gás perto de fronteiras disputadas, acusa o presidente do parlamento libanês, Nabih Berri. Reuters.
  • Muitos estados membros europeus, em demasiadas questões, tornaram-se Estados capturados, permitindo que os interesses das empresas influenciem perniciosamente as decisões que tomam sobre as questões da EU, e, em vez de agirem no interesse público dos seus cidadãos e daqueles da UE em geral, funcionam frequentemente como canais de influência corporativa, conclui um estudo do Observatório Europeu Corporativo (OEC). A rotatividade das presidências do Conselho Europeu facilita o esquema aos lóbis. Por exemplo, a presidência holandesa, em 2016, promoveu os interesses da indústria de armamento, e a presidência austríaca organizou um evento de alto nível para ministros da UE nas instalações do seu principal produtor nacional de aço, Voestalpine, lançando uma iniciativa para promover o «hidrogênio verde» (que provavelmente dará um impulso aos gases combustíveis fósseis) assinado pelos Estados membros. A complexa e opaca estrutura das comissões da UE beneficia os lóbis corporativos com recursos e capacidade para influenciar os resultados finais. A tomada de decisão sobre a renovação da licença do pesticida glifosato e a segurança do agente clareador dióxido de titânio demonstram o alcance e a resistência do lóbi da indústria química. É em Bruxelas que estão sediadas as firmas de consultadoria que prestam serviços a lóbis corporativos especializados em influenciar estados membros. A situação privilegiada destes lóbis colide com a fraca capacidade da sociedade civil fazer valer as suas ideias. Para além disso, os estados membros e os lóbis nacionais desenvolveram uma relação simbiótica pela qual o interesse corporativo nacional tornou-se, erradamente, sinónimo do interesse público nacional apresentado pelo governo nos fóruns da UE. Mais: os Estados membros absorveram algumas agendas corporativas e integraram-nas na agenda da UE, como a governança económica (regras fiscais e austeridade) e a proteção dos investidores em tratados comerciais (permitindo que empresas processem estados em biliões quando os governos agem para proteger o seu povo e o planeta). Procedimentos complexos de tomada de decisão, falta de transparência, exclusão dos cidadãos na tomada de decisões a nível nacional sobre assuntos da UE e mecanismos parlamentares nacionais geralmente fracos, combinaram-se para criar um défice de responsabilidade e de democracia. A retórica nacionalista contemporânea argumenta que uma UE forte está a imôr regras e regulamentos a estados-nação e, às vezes, convém aos estados-membros fazer jus a essa narrativa e culpar a UE por decisões que são impopulares em casa. No entanto, culpar o «aparelho» da UE é demasiado simplista: afinal, os governos definem a direção estratégica da UE, estão intimamente envolvidos na elaboração e aplicação das regras da UE e têm aprovação final de toda a legislação da UE. Os governos dos Estados membros, agindo individual ou coletivamente, são, muitas vezes, um bastião da influência corporativa na tomada de decisões da UE. O risco de captura corporativa de alguns estados membros, em alguns dossiês da UE, é muito alto, minando a democracia e o interesse público. E está a piorar. 
Share:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Ovar: central de betonagem continua envolta em polémica

  • Paio Pires ultrapassou valor-limite de partículas inaláveis durante 13 dias, mas a administração da Siderurgia, citada pelo Público, garante que está tudo dentro da normalidade, As organizações ambientalistas cumprem os mínimos: a ZERO considera pertinente investigação do Ministério Público às queixas da população e a Quercus solicita inspeção urgente da IGAMAOT e pede reunião com o delegado saúde local.
  • A central de betonagem de Ovar (ABTF - António Branco Tavares e Filhos Lda., do Grupo Tavares) foi obrigada a encerrar em maio de 2018 após protestos por alegadas emissões poluentes e falta de licenciamento. A situação já foi regularizada, mas os vizinhos continuam a queixar-se do pó e do barulho. Há quem suspeite de eventual licenciamento fraudulento da central da betonagem, de um frete da câmara ao Grupo Tavares. A empresa contra-ataca. Para além de alegar que toda a sua atividade cumpre rigorosamente a legislação ambiental, acusa a vizinhança de querer pressionar o Grupo Tavares a adquirir os lotes onde os queixosos desenvolvem as suas atividades. A autarquia diz que tem monitorizado a situação e que nada de irregular tem sido registado. DN.
  • O governo britânico analisa a possibilidade de descartar resíduos nucleares na Irlanda do Norte, tendo a Radioactive Waste Management (RWM) sugerindo várias áreas para o efeito. «Não há nenhum projeto nuclear nesta ilha. Por que devemos ver a nossa fauna local sofrer, a nossa biodiversidade ser prejudicada e a  nossa saúde ameaçada, para que o lixo nuclear produzido na Grã-Bretanha seja despejado sobre nós aqui na Irlanda?» questionam os ambientalistas do Cant’t Fathon It. «Há uma ano que todas as autarquias da Irlanda do Norte sabiam disto, mas o governo britânico e o RWM só agora divulgam isto», acusam os ambientalistas do Rostrevor Action Respecting the Environment, que apelam ao voto popular para correr com os políticos que apoiarem o projeto de enterramento de lixo nuclear britânico em solo irlandês. Via The Canary.
  • Ao negar a concessão de benefício fiscal de 2,9 milhões, a East Baton Rouge Parish School, em Baton Rouge, fez soar os alarmes numa Louisiana tradicionalmente amiga das petrolíferas. A câmara de comércio local não hesitou em acusar o Conselho Escolar de radicalismo. «Deixamos as petrolíferas capturar a nossa democracia», diz Russel L. Honoré, veterano e líder da resposta militar ao furacão Katrina. «A indústria gaba-se do desenvolvimento dos nossos negócios, mas se estamos assim tão bem, porque é que somos o segundo estado mais pobre do país?» interroga-se. Entre 2008 e 2016, a Câmara de Comércio local ofereceu 10 biliões de dólares de isenções de impostos locais, sempre no maior dos sigilos. Por isso, aquela e outras escolas e instituições públicas figuram sempre no fundo de listas de avaliação. Por isso, 25% dos habitantes de Baton Rouge vivem em pobreza. The NYTimes.
  • No Paquistão, a seca e a quebra das colheitas estão a forçar algumas famílias agrícolas a abandonar as suas terras, fugindo do que as autoridades dizem ser a pior seca que atingiu o país nos últimos anos, enquanto outras estão a vender os seus últimos animais reprodutores ou sementes para sobreviver. IRIN. Mais refugiados climáticos à vista.
Share:

Reflexão – Até onde pode ir a hipocrisia na questão do controlo das emissões dos automóveis?




A Comissão dos Transportes do Senado do estado de Vermont aprovou, por unanimidade, uma proposta de lei que isenta os automóveis de 10 ou mais anos de inspeção às suas emissões. A proposta sobe agora ao Senado e à Câmara dos Representantes. Nos últimos dois anos, cerca de 59 mil carros receberam, por ano, «aprovações condicionais» por incumprimento dos limites legais estabelecidos para os testes de emissões. VTDigger.

Tudo isto depois de o mesmo estado de Vermont ter recebido mais de 10 milhões de dólares e de cada proprietário de veículo de marca VW, Audi e Porsche ter recebido mil dólares como indemnização por terem sido enganados por publicidade enganosa quanto às emissões desses veículos
Tudo isto depois de sabermos que a defesa do Ambiente não consta de nenhuma emenda à Constituição do estado do Vermont.

Cada vez mais desconfio das alegadas preocupações para com a saúde das pessoas e do ambiente que levaram os tribunais dos EUA a processar a Volkswagen. A vaga de processos terá tido muito mais a ver com um ataque ao poderia automóvel alemão.

Aliás é o próprio James Ehler a colocar o dedo na ferida: 
«A Carta de Direitos de Vermont, Capítulo I da Constituição, inclui 22 parágrafos que protegem a propriedade privada, os direitos civis, os direitos religiosos, o direito a um julgamento por júri, o direito de reunião e de petição. Protege tudo menos o ambiente. É deficiente nesse aspeto. É difícil, se não impossível, para nós, cidadãos de Vermont, valermo-nos dos nossos «direitos naturais, inerentes e inalienáveis, entre os quais o gozo e a defesa da vida e da liberdade, aquisição, posse e proteção da propriedade, e busca e obtenção da felicidade e segurança» quando interesses privados e agências governamentais estão a envenenar e a poluir as necessidades mais fundamentais da própria vida - ar limpo e água potável.»

Share:

Bico calado


  • Mais confusão na Venezuela, Tubo de Ensaio 6fev2019 – TSF. Augusto Santos Silva deve estar com as orelhas a ferver. 
  • (…) Portugal calou-se covardemente diante de um país que nem às mulheres deixa sair à rua e que assassina e faz desaparecer o cadáver de Jamal Khashoggi. Põe-se agora a falar de cima do capoeiro, como se vozes de garnisé chegassem ao céu… Chavez foi um amigo de Portugal, com quem foram realizados negócios bons para os dois lados, um Presidente democraticamente eleito e que ganhou em eleições livres e limpas. Não instaurou uma ditadura, nem defendeu ditadores como fez Bolsonaro. Para que conste. A ditadura fria, cruel, absolutista está em Riad de onde Trump e os líderes europeus enchem os bolsos com os triliões de dólares da venda de armamento.» Domingos Lopes, in Venezuela, para que constePúblico 5fev2019.
  • «(…) Porque é que os EUA, acolitados por alguns países europeus, embarcam numa posição agressiva e maximalista que inutiliza à partida qualquer solução negociada? Porque é que se fazem ultimatos típicos dos tempos imperiais dos quais, aliás, Portugal tem uma experiência amarga? Porque foi recusada a proposta de intermediação feita pelo México e o Uruguai, que tem como ponto de partida a recusa da guerra civil? Porque um jovem desconhecido do povo venezuelano até há algumas semanas, membro de um pequeno partido de extrema-direita, Voluntad Popular, directamente envolvido na violência de rua ocorrida em anos anteriores, se autoproclama Presidente da República depois de receber um telefonema do vice-presidente dos EUA, e vários países se dispõem a reconhecê-lo como Presidente legítimo do país? (…) também tu, Europa? Estão conscientes de que, se a Europa estivesse genuinamente preocupada com a democracia, há muito teria cortado relações diplomáticas com a Arábia Saudita. E que, se a Europa estivesse preocupada com a morte em massa de civis inocentes, há muito que teria deixado de vender à Arábia Saudita as armas com que este país está a levar a cabo o genocídio do Iémen. Mas talvez esperassem que as responsabilidades históricas da Europa perante as suas antigas colónias justificassem alguma contenção. Porquê este alinhamento total com uma política que mede o seu êxito pelo nível de destruição de países e vidas? (…) Tenho-me reconhecido bem representado pelo Governo do meu país no poder desde 2016. No entanto, a legitimidade concedida a um Presidente-fantoche e a uma estratégia que muito provavelmente terminará em banho de sangue faz-me sentir vergonha do meu Governo. Só espero que a vasta comunidade de portugueses na Venezuela não venha a sofrer com tamanha imprudência diplomática, para não usar um outro termo mais veemente e verdadeiro da política internacional deste Governo neste caso.» Boaventura Sousa Santos, in A Nova Guerra Fria e a VenezuelaPúblico 6fev2019.
  • O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico são usados como «armas financeiras não convencionais em tempos de conflito e ainda guerra geral em grande escala», bem como em alavancar «as políticas e a cooperação dos governos estaduais», já dizia um documento divulgado pelo Wikileaks em dezembro de 2008. Estas armas financeiras podem ser usadas pelos militares dos EUA para criar «incentivos financeiros ou desincentivos para persuadir adversários, aliados e quejandos a modificar o seu comportamento nos níveis estratégico, operacional e tático do teatro (…)». Venezuela, Equador e Argentina fazem parte da lista de países alvo. Via Mint Press.
  • Uma investigação da Reuters descobriu recentemente que ex-agentes das secretas norte-americanas tinham colaborado com a ditadura dos Emirados Árabes Unidos para invadir iPhones pessoais. O programa monitorizou centenas de alvos durante 2016 e 2017, incluindo jornalistas e ativistas de direitos humanos.
Share:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Sheffield: manifestantes indemnizados por detenção indevida

  • Sete manifestantes indevidamente presos entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017 receberam 24.300 libras da da polícia de South Yorkshire. Os ativistas tinham sido injustamente detidos quando protestavam contra o abate de árvores em Sheffield. Os 7 cidadãos dizem que teria sido melhor a polícia ter emitido um pedido de desculpas. The Guardian.
  • As áreas mais carenciadas da Europa são as mais afetadas pela poluição do ar. Esta tendência manifesta-se no Reino Unido, em França, na Alemanha, em Malta, na Holanda, no País de Gales e na Bélgica, revela uma análise da Agência Europeia do Ambiente.
  • O Fundo de Resíduos Nucleares atingiu 43 biliões de dólares, mas o Departamento de Energia (DOE) dos EUA não enterrou um grama de resíduos. O Fundo de Resíduos Nucleares foi criado no século passado, quando a energia nuclear era vista como o futuro da nação. Para incentivar o seu desenvolvimento, o governo federal aprovou a Lei de Política de Resíduos Nucleares de 1982, prometendo aceitar e descartar combustível nuclear comercial e resíduos de alto nível até 31 de janeiro de 1998. Como contrapartida, as concessionárias das centrais nucleares fariam pagamentos trimestrais ao fundo de alienação. As concessionárias mantiveram a acordo injetando cerca de 750 milhões de dólares por ano para o fundo -, mas o DOE não o fez: durante 40 anos, não aceitou um quilo de lixo nuclear comercial para descarte permanente. Por isso, as concessionárias das centrais nucleares processaram o DOE por quebra de contrato. Um juiz federal disse que o DOE não podia cobrar por um serviço que não fornecia há décadas e, em 2014, todas as concessionárias de centrais nucleares norte-americanas deixaram de pagar para o Fundo de Resíduos Nucleares. Entretanto o DOE já pagou 6,9 biliões às concessionárias para elas guardarem resíduos e, a manter-se a tendência, terá de pagar outros 28 biliões. O problema é que serão os contribuintes a cobrir a despesa, quer tenham ou não acesso a energia proveniente do nuclear. Redlands Dails Facts.
  • A Energy Australia é propriedade de uma empresa sediada no famigerado paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Pelo quarto ano seguido, ela não pagou impostos na Austrália. Michael West.
Share:

Reflexão – Campos de golfe, um negócio de buracos e sorvedouro de milhões públicos


«O negócio da compra dos campos de golfe em S. Miguel é, somente, mais uma demonstração da gestão ruinosa com que o Governo Regional trata as empresas públicas regionais. (…) o governo manda uma empresa pública (Ilhas de Valor) ir à banca pedir dinheiro emprestado para comprar, por 6,6 milhões de euros, os campos de golfe da Batalha e das Furnas, que tinham sido vendidos há alguns anos por 9 milhões, mas que, na retoma, já tinham consumido à mesma empresa pública (Ilhas de Valor), que geriu os campos nestes últimos anos, cerca de 9 milhões de euros! (…) 

O Governo Regional, que não tem vocação para gerir fábricas de açúcar, de conservas e muito menos campos de golfe, decidiu entregar os campos de S. Miguel à Oceânico, uma empresa irlandesa com interesses em campos de golfe no Algarve, que depois, em 2008, descobriu que não ia a lado nenhum com as condições impostas pela tutela regional, passando de imediato a bola para o grupo madeirense SIRAM (…) Prometeu de imediato construir um campo de golfe no Faial (…) A SIRAM, que veio a falir e obrigando o governo a retomar os campos, disse logo adeus ao Faial. (…) apenas entre 2010 e 2013, a exploração dos campos, nas mãos do governo regional, acumularam prejuízos de exploração de quase 3 milhões de euros, a somar a outros 3,6 milhões de dívida acumulada. (…) Pior, durante todos esses anos foi um tal acumular gente nos quadros da empresa, sem se perceber porquê (…) Em 2006 o governo prometia-nos outro campo de golfe em Santa Maria (…) foram atirados ao caixote de lixo mais de 1,3 milhões de euros na execução de estudos, levantamentos, projectos e publicitação. (…)»

Osvaldo Cabral, in O especialista em negócios de buracosRTP Açores.

Share:

Bico calado

  • Gente Que Não Sabe Estar: 3 de fevereiro de 2019 (parte 1)TVI. O Marcelo deve estar com as orelhas a arder.
  • «(…) Quando um homem diz, na sua qualidade de mais alto magistrado da nação, que se recandidatará ao cargo que exerce por ser aquele que está em melhores condições para receber o Papa, entra no caminho, tantas vezes condenado nos Evangelhos, da mais pura hipocrisia. Na verdade como se pode saber que homem estará em melhores condições para receber o Papa? O Papa é Chefe de Estado e é, segundo o catolicismo, o representante de Deus na Terra. Vindo como Chefe de Estado, o que importa é o que as relações entre os dois Estados saiam reforçadas. Ninguém acreditará que o Presidente da República portuguesa não receba da melhor maneira o Chefe de Estado do Vaticano. (…) A afirmação de Marcelo quanto à sua recandidatura, no momento do anúncio do país escolhido para acolher as Jornadas de 2022, constitui uma argumentação rasteira que exigiria, face à importância do evento, uma outra elevação de espírito. É algo, em termos de honestidade intelectual, que raia a pouca vergonha, pois o que Marcelo está a querer dar a entender é que ele é o único capaz de receber o Papa …  (…) Para receber como deve ser recebido o Papa não é preciso que venha ao de cima a confissão religiosa do Chefe de Estado português, basta atentar no modo como Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva os receberam. Proclamar ser candidato a PR pelas razões expostas é algo muito feio, que convoca o que de mais primário pode haver em quem professa a religião católica e disso quer tirar vantagem. (…)» Domingos Lopes, in O estonteante percurso de Marcelo até ao céuPúblico 2fev2019.
  • A Guardia Civil confirma o financiamento ilegal do PP de Aguirre dez anos depois de o Publico o revelar. O partido do ex-presidente de Madrid desviou 1.250.000 euros de subsídios públicos para a Fundescam para pagar eventos partidários e de campanha nas eleições regionais de 2011. Publico.
  • Lorde Deben, presidente da Comissão das Alterações Climáticas, foi acusado de conflito de interesses entre a sua posição no governo e negócios familiares. Alega-se que a Sancroft International recebeu mais de 600 mil libras de empresas de energias renováveis que poderiam lucrar com o seu conselho. ELN.
  • Benjamin Netanyahu lançou o seu próprio canal de TV (Likud TV) para contornar os media e garantir uma cobertura positiva antes das próximas eleições. Geopolitics alert.
  • «O jornalismo editorialista, governado pelos editocratas (um neologismo surgido em França há alguns anos e que serviu de título a um livro colectivo), anula a função crítica do jornalismo e funciona segundo a lógica do entretenimento: promove a encenação de polémicas e debates que funcionam em circuito fechado, segundo uma tendência endogâmica, tautológica e mimética que atinge os cumes da exasperação quando há um acontecimento ou um assunto actual que polariza as atenções. Nesses momentos, impera um espírito de rebanho e o espaço mediático é varrido por uma onda avassaladora que cresce e desaparece» António Guerreiro, in Rezar pelo jornalismoPúblico 3fev2019.
  • «Agora mesmo sequestraram-nos em Portugal uns 30 milhões de euros, com os quais estávamos a pagar um sistema de autocarros que comprámos no país para transporte público». Nicolás Maduro, ao La Sexta. Via Jornal Económico 5fev2019
Share:

Translate

Pesquisar no Ambiente Ondas3

Património

O passado do Ambiente Ondas3

Ver aqui.

Amig@s do Ambiente Ondas3

Etiquetas

Arquivo do blogue