Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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sábado, 25 de maio de 2019

A maior manifestaç]ao mundial de jovens pelo Clima


Há quem diga que foi a maior manifestação mundial de jovens pelo Clima. 
Alunos portugueses fazem greve e desfilam pelo Clima. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento de Escolas apoia a coragem dos participantes da greve em defesa do clima, mas defende o funcionamento normal das escolas e posição dos diretores. considerando que, apesar de os estudantes não estarem preocupados com a questão das faltas injustificadas, devem ter consciência das consequências das faltas às aulas. 

Filinto Lima, e se estas atividades tivessem sido incluídas no projeto escolar, com as respetivas autorizações por parte dos conselhos de turma e dos conselhos pedagógicos, como aliás acontece com visitas de estudo que, convenhamos, muitas vezes, não ensinam nada mas consomem imensos recursos pedagógicos e financeiros?
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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Os créditos de carbono foram inócuos para o clima?

  • A Comunidade Portuária de Leixões lamenta a existência de uma campanha de desinformação contra o prolongamento do quebra-mar do porto de Leixões, o que pode prejudicar o desempenho do porto e os agentes económicos relacionados com a praia de Matosinhos. JE do Mar. Refira-se que uma petição pública a contestar o prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões, em Matosinhos, foi submetida à Assembleia da República com mais de 6.500 assinaturas. DN. Bom teria sido a abra ter avançado pela calada sem ninguém topar nada ou então, tendo topado, termos ficado calados.
  • A primeira eco mesquita da Europa invoca Deus para combater as alterações climáticas. Está em Cambridge, custou 24 milhões de libras e pode albergar 1000 pessoas. Capta energia a partir de painéis fotovoltaicos, capta água da chuva, que recicla para regas, tem entradas de iluminação natural… Reuters.
  • A Igreja da Escócia decidiu continuar a investir nos combustíveis fósseis, apesar dos apelos em sentido contrário. The Guardian.
  • A fábrica de produtos químicos em Alden Leeds, New Jersey, onde um incêndio expeliu cloro suficiente para encerrar rodovias nas proximidades e forçar os vizinhos a ficar em casa durante o fim-de-semana passado tem um histórico de incêndios e fugas de gás que levantam preocupações sobre o seu histórico de segurança e potencial ameaça à saúde. North Jersey.
  • O Environment Texas, o Sierra Club e a Rede de Ação Comunitária de Port Arthur notificaram a Valero Energy Corp de que vão avançar com uma ação judicial por poluição na refinaria da empresa em Port Arthur, no Texas. Alegam mais de 600 violações dos limites de poluição do ar desde 2014. Reuters.
  • A ProPublica publicou uma análise pormenorizada dos créditos de carbono, e sua principal autora, Lisa Song, não gostou do que apurou: «A fome desesperada por esses planos de crédito de carbono parece ter cegado muitos de seus defensores para a crescente quantidade de evidências de que eles não vão trazer benefícios climáticos prometidos. Analisei projetos de 20 anos e descobri que os créditos de carbono não tinham compensado a quantidade de poluição que deveriam, ou então trouxeram ganhos rapidamente revertidos ou não podiam ser medidos com precisão. No fundo, os poluidores receberam um cartão de livre trânsito para continuarem a emitir CO2, mas a preservação da floresta que deveria equilibrar as contas do deve-haver nunca se concretizou ou foi sol de pouca dura».
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Bico calado


A maldição da finança: como o poder descomunal da City of London torna a Inglaterra mais pobrepor Nicholas Shaxson, no The Guardian.

«Na década de 1990, eu era correspondente da Reuters e do Financial Times em Angola, um país rico em petróleo e diamantes que estava a ser dilacerado por uma guerra civil assassina. Os visitantes ocidentais pediam-me uma explicação para esta pergunta: como podeiam os cidadãos de um país com enorme riqueza mineral ser tão miseráveis? Uma razão era a corrupção: uma elite que bebia champanhe e comia lagosta estava a tornar-se muito rica na capital, enquanto os seus compatriotas empobrecidos se massacravam nas províncias empoeiradas. (…)  Mais dinheiro pode fazer as pessoas mais pobres: é por isso que a maldição dos recursos também é às vezes conhecida como o Paradoxo da Pobreza a partir da Abundância.
Nos anos 1990, John Christensen, conselheiro económico oficial do paraíso fiscal britânico de Jersey, registava paralelos entre o que eu observava em Angola e o que ele via em Jersey. Um imenso setor financeiro da pequena ilha estava a tornar uma minoria riquíssima, enquanto muitos populares sofriam dificuldades extremas. Mas ele podia ver um paralelo ainda mais poderoso: a mesma coisa estava a passar-se na Grã-Bretanha. (…)
Em Angola, a entrada massiva da riqueza do petróleo aumentou os níveis locais de preços de bens e serviços, da habitação ao corte de cabelo. Esse ambiente de alta de preços provocou uma vaga de destruição na indústria local e na agricultura, a ponto de se tornar cada vez mais difícil competir com produtos importados. Da mesma forma, a entrada de dinheiro na City of London tem um efeito similar nos preços da habitação e nos níveis de preços locais, tornando mais difícil para os exportadores britânicos competirem com concorrentes estrangeiros. (…)
A City orgulha-se da sua contribuição para com a economia da Grã-Bretanha: 360 mil empregos bancários, 31 biliões de libras em receitas de impostos diretos em 2018 e um superavit comercial de serviços financeiros de 60 biliões. Os dados oficiais de 2017 mostraram que o londrino médio pagava £3.070 a mais em impostos do que recebia nos gastos públicos, enquanto nas zonas rurais mais pobres do país acontecia o contrário. (…)
Argumentar que a City prejudica a economia da Grã-Bretanha pode parecer loucura. Mas a investigação mostra cada vez mais que todo o dinheiro que circula à volta do nosso setor financeiro superdimensionado pode, de facto, estar a tornar-nos coletivamente mais pobres. À medida que a economia da Grã-Bretanha se reorganiza para servir as finanças, outras partes da economia lutam para sobreviver à sua sombra (…) Gerações de líderes desde Margaret Thatcher a Tony Blair e Theresa May acreditam que a cidade é a galinha dos ovos de ouro da Grã-Bretanha, para ser priorizada, mimada e protegida. Mas a análise da maldição financeira mostra que uma City sobredimensionada é uma ave diferente: um cuco no ninho, desembaraçando-se de outros setores. (…)
Há cada vez mais investigações económicas que confirmam que a partir do momento em que um setor financeiro cresce acima de um tamanho ótimo e ultrapassa os seus papéis úteis, ele começa a prejudicar o país que o hospeda. A origem mais óbvia dos prejuízos vem sob a forma de crises financeiras (…). Há muito tempo que o nosso setor financeiro superdimensionado começou a abandonar o apoio à criação de riqueza e a extraí-la de outras partes da economia. Para conseguir isso, ele maniopula leis, regras, laboratórios de ideias e até mesmo a nossa cultura. Os resultados incluem menor crescimento económico, desigualdade mais acentuada, mercados distorcidos, aumento da criminalidade, mais corrupção, esvaziamento de setores económicos alternativos. (…) Segundo um artigo de Andrew Baker, da Universidade de Sheffield, Gerald Epstein, da Universidade de Massachusetts Amherst, e Juan Montecino, da Universidade de Columbia, uma grande City of London infligiu um impacto cumulativo de 4,5 triliões de libras à economia britânica entre 1995 e 2015. (…)
As taxas de investimento na economia não financeira do Reino Unido desde 1997 foram as mais baixas da OCDE (…). E na economiaalegadamente “competitiva” de baixa tributação e alta finança, a produtividade da mão-de-obra é entre 20 e 25% menor do que a da Alemanha ou da França com impostos mais altos. Os recursos estão a ser mal alocados, já que o financiamento se tornou um fim em si mesmo, desligado da economia real e das pessoas e negócios reais que deveria servir. (…)
A partir dos anos 1970s, (…) os impostos foram reduzidos e setores das nossas economias foram privatizadas. E as nossas empresas começaram a passar por uma transformação dramática: os seus objetivos principais foram reduzidos, através de mudanças ideológicas e mudanças nas leis e regras, para pouco mais do que a maximização da riqueza dos acionistas, os proprietários dessas empresas. Os diretores muitas vezes descobriram que a melhor maneira de maximizar a riqueza dos proprietários não era fabricar produtos e maquinarias melhores, nem encontrar novas curas para a malária, mas dedicarem-se à engenharia financeira. Que se lixasse o propósito social. Como se viu, a desigualdade aumentou, as crises financeiras tornaram-se mais comuns e o crescimento económico caiu, à medida que os diretores começaram a concentrar as suas atenções em todos os lugares errados. (…) Entraram pela financiarização. 
Em 2012, Boris Johnson, então mayor de Londres, afirmou: "Uma libra gasta em Croydon vale muito mais para o país do que uma libra gasta em Strathclyde. Pode-se criar empregos e crescimento em Strathclyde com muito mais eficiência se investir em Hackney, Croydon ou em outras partes de Londres."
Regressando à ideia de Londres como motor da economia. Ele tem razão? Será que apoiando Croydon, Londres e o sudeste da Inglaterra vai gerar riqueza que pode ser distribuída por Strathclyde, na Escócia? Ou Londres é o centro de uma máquina financeirizadora que suga poder e dinheiro das periferias? Pode uma City of London superdimensionada e o resto da Grã-Bretanha prosperar lado a lado? Ou, para as regiões prosperarem, a City of London deve ser humilhada? Esta é talvez a questão económica definidora dos nossos tempos, maior do que o Brexit.
Estudos recentes fornecem parte da resposta, sugerindo que o poder daa finança de Londres está a prejudicar a Grã-Bretanha em 4,5 triliões de libras. (…) Se Johnson pensa que o dinheiro flui de Croydon para Strathclyde, ele pode ponderar sobre o Centro de Treino e Recrutamento da Polícia de Strathclyde, construído pela empresa de construção Balfour Beatty e inaugurado em 2002 ao abrigo de uma PPP confidencxial. Segundo essa PPP, em vez de o governo construir e pagar diretamente projetos como escolas ou hospitais, eles contratam empresas privadas para emprestar o dinheiro da cidade para financiar a sua construção, sob um acordo que o governo lhes devolverá, por exemplo, 25 anos, com juros e extras (…)
O centro de treino esconde-se debaixo de uma rede corporativa muito complexa. Os pagamentos da PPP fluem do governo para um veículo privado de propósito especial (SPV) chamado Strathclyde Limited Partnership e depois para mais de 10 empresas ou parcerias, para uma firma de Guernsey com capital de 2 biliões de libras, chamada International Public Partnerships Limited (INPP). Depois, através de participações tangíveis, parcerias, acordos bancários e de empréstimo, e advogados e contabilistas cortando taxas ao longo do caminho, para outras pessoas e empresas em Londres, África do Sul, Nova York, Texas, Jersey, Munique, Ontário e muito mais. A tubagem é complexa, mas o padrão geral é claro. O dinheiro flui dos orçamentos da polícia da Escócia, através desses oleodutos financiados e para a City, zonas chiques de Londres e do sudeste e paraísos fiscais. Pelo caminho, fazem-se e distribuem-se os lucros e evitam-se os impostos. 
(…) Dados do Tesouro mostram que, enquanto o custo da construção do centro de treino policial se situou entre 17 e 18 milhões de libras, o fluxo de pagamentos para o consórcio PPP atingiria 112 milhões de libras entre 2001 e 2026, seis vezes se tivesse sido o governo local a construí-lo.(…)
Analisei várias estruturas corporativas de PPPs: cada uma tem uma arquitetura financeira complicada, e cada uma envolve uma chuva de pagamentos das regiões britânicas (incluindo as partes mais pobres de Londres) para esse centro financeiro centrado em Londres, no exterior e em paraísos fiscais. E as PPPs são apenas um componente de uma imagem maior. Cerca de 240 biliões de libras, um terço do orçamento anual do governo do Reino Unido, destinam-se a serviços públicos privados, mas financiados pelos contribuintes, a maior parte dos quais é executada por meio de ligações que se concenytram na City.
A imagem de Johnson do dinheiro a fluir de Croydon para Strathclyde coloca-se assim de trás para a frente. Estes são exemplos do que o falecido geógrafo Doreen Massey chamava de “relação colonial” entre partes de Londres e o resto do país. (…)
Atrair enormes quantidades de riqueza estrangeira não cria  serviços úteis para a economia britânica - mas aumenta o poder e a riqueza do setor financeiro, contribuindo para a fuga de cérebros, as crises econômicas, o colapso da produtividade, as atitudes predatórias, os empréstimos mal direcionados e a subsequente desigualdade. Receber de braços abertos o dinheiro sujo do mundo está as corromper a nossa política, e está a inflacionar os nossos mercados habitacionais, penalizando os jovens, os pobres e os fracos. Tudo isto atá a agudizar a maldição das finanças.
A finança é uma ótima máquina de classificação geográfica, dividindo-nos em vencedores de offshore e perdedores metropolitanos. Mas também é uma máquina de triagem para raça, género, deficiência e vulnerabilidade – retirando valor daqueles que sofrem reduções nos serviços públicos ou cortes salariais, e de grupos compostos desproporcionalmente de mulheres, pessoas não brancas, idosos e vulneráveis - e transferindo-o para a City. Também é uma máquina de classificação geracional, já que as PPPs, lucros bancários arriscados e jogos financeiros ajudam os vencedores a interferirem hoje, com as contas enviadas para os nossos filhos
Esta corrente oculta flui constantemente dos cansados, dos fracos, das massas vulneráveis e amontoadas por toda a Grã-Bretanha, através destes canais de filigranas invisíveis para um número relativamente pequeno de homens brancos europeus ou norte-americanos em Mayfair, Chelsea, Jersey, Genebra, Ilhas Cayman ou Nova York. (…)
Por que não podemos fazer algo sobre o poder esmagador da finança? Porque é que os protestos são tão silenciosos? Porque é que não podemos tributar, regular ou policiar as instituições da City adequadamente?
Não o fazemos e não podemos, não só porque o dinheiro da City fala muito alto, mas também por causa de uma ideologia que nos levou a pensar que devemos ser "competitivos". A Cidade faz como outros centros financeiros em todo o mundo, eles choram, e se quisermos ficar à frente nesta corrida, não podemos segurá-la com regulamentações duras, policiais, ou com impostos "não competitivos". Caso contrário, todo esse dinheiro será transferido para Genebra ou Hong Kong. Depois do Brexit, será ainda mais urgente manter essa competitividade. (…) 
Em Inglaterra as pessoas assumem atitudes contraditórias sobre tudo isso. Por um lado preocupam-se com o facto de que a City ser um paraíso mundial para lavagem de dinheiro, prejudicando outras nações, mas, muito baixinho, apreciam o dinheiro quente e os oligarcas que ele atrai às nossas terras. (…) 
Nos últimos oito anos, a Grã-Bretanha cortou a sua principal percentagem de impostos corporativos de 28% para 20%, reduzindo as receitas em 16 biliões de libras.
Subjacente a tudo isso está a falácia da composição, em que as fortunas dos nossos grandes negócios e grandes bancos se confundem com as fortunas de toda a nossa economia. Tornar o HSBC ou o RBS mais competitivos globalmente, segundo se diz, tornará a Grã-Bretanha mais competitiva. Mas tendo em conta que os seus lucros são extraídos de outras partes da economia britânica, o seu sucesso prejudica mais a Grã-Bretanha do que ajuda. (…) 
Precisamos de investimento embutido na economia local, que traga empregos, competências e envolvimento de longo prazo, em que os gestores mandam os filhos para escolas locais e os negócios apoiem um ecossistema de cadeias de abastecimento local. E se um investimento for bem incorporado, um cheirinho de imposto não vai assustá-lo. Um investidor que seja mais sensível aos impostos tem, quase por definição, raízes pouco profundas. Assim, os impostos tenderão a desencorajar os investidores mais flutuantes, mais predatórios, mais financeirizados, que trazem menos empregos e vínculos locais, e maiores receitas tributárias corporativas compensam os ingredientes que atraem investidores: estradas, forças policiais, tribunais e trabalhadores cultor e saudáveis. Para prosperar, a Grã-Bretanha deveria aumentar os seus impostos corporativos, pelo menos para financeiros e grandes multinacionais. (…) 
Um país que se envolva numa corrida a sério nestas coisas precisa também de entender que a corrida não acaba quando a a percentagem dos impostos atinge o zero. Literalmente, não há limite para o quanto os jogadores corporativos e os ricos desejam libertar-se dos impostos pagos por nós. Eliminem os seus impostos, apaziguem-nos e eles exigirão outros subsídios, tal como o bully no recreio. Porque não?
A agenda da competitividade é uma treta dos milionários. (…)
Não precisamos de  nos vergar perante as exigências de monopolistas, oligarcas estrangeiros, operadores de paraísos fiscais, magnatas de participações privadas, banqueiros demasiado grandes para serem presos ou cadeia ou ordenhadores de PPPs. Podemos taxar, regular e policiar o nosso setor financeiro como é nosso dever. A coordenação global e a cooperação valem a pena sempre que possível, mas não precisamos esperar por isso. E apelando para o interesse nacional, podemos mobilizar o maior eleitorado de todos e colocar a finança no seu devido lugar: servir o povo britânico, não ser servido por ele. (…)»

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

ANP/WWF: Portugal está a viver além da água que tem

  • Portugal está a viver além da água que tem, alerta a ANP/WWF. Sugere-se, entre outras medidas, que não haja financiamento de novos regadios em zonas de escassez e sempre que não se garantam sistemas de uso eficiente da água. JN.
  • A praia pequena da Baixa d´Areia, na Caloura, Lagoa-Açores, foi interdita esta época balnear devido à sequência de derrocadas que afetaram a arriba da praia no início do ano. Açoriano Oriental.
  • A petrolífera BP desempenhou um papel fundamental no lóbi do governo Trump para permitir a perfuração de petróleo e gás em duas áreas anteriormente protegidas do Ártico do Alasca, revela a Unearthed. A abertura das áreas à exploração representa riscos significativos para o ambiente e prejudicará os esforços para cumprir as metas climáticas de Paris para evitar alterações climáticas catastróficas.
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Mão pesada

Uma descarga ilegal de inertes levada a cabo por uma empresa de inertes na zona industrial de Rio Maior deixou o solo de um eucaliptal coberto de espuma esbranquiçada. A GNR avançou com um processo de contraordenação. O Mirante.
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Bico calado

  • Chico Buarque ensinou o quê? Pedro Tadeu, in DN.
  • CDS/Vila Verde denuncia uso de carrinha de junta para comício do PSD. Observador.
  • Governo Regional da Madeira atribui 100 mil euros ao Clube de Golfe do Santo da Serra para organizar “Madeira Golf Trophy” a 21 e 22 junho. Funchal Notícias.
  • Para muitos brasileiros ricos, Portugal é quase uma nova Miami. Os benefícios fiscais e a segurança são dos pontos mais destacados. Bloomberg/JNegócios.
  • Reguladores britânicos pediram que a KPMG seja multada em pelo menos 12,5 milhões de libras por má conduta no seu trabalho para o Bank of New York Mellon. Via Tax Research UK.
  • Uma falha no software do Deutsche Bank impediu durante cerca de uma década que algumas transações potencialmente suspeitas fossem reportadas para as autoridades policiais, descobriu o maior banco da Alemanha. Financial Times
  • Matthew Amatruda, principal procurador do caso que incrimina o ex-ministro das finanças de Moçambique Manuel Chang e outros antigos membros do governo moçambicano, deixou de representar o governo dos Estados Unidos da América num tribunal federal de Nova Iorque e trabalha agora como advogado para a companhia norte-americana Exxon, operadora de um projecto de exploração de gás natural liquefeito em Moçambique. Lusa/Macua.
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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Três empresas portuguesas violam regras REACH de segurança no uso de substâncias químicas

  • A EDP - Gestão da Produção de Energia, de Lisboa, a Tejo Energia, de Paço d'Arcos e a Nemoto Química Fina, do Pombal são as empresas portuguesas entre as mais de 650 em incumprimento da regulamentação de segurança no uso de substâncias químicas, revelam os ambientalistas da BUND. Os dados consultados pela BUND são de 2014, mas permitiram concluir que pelo menos 940 substâncias químicas utilizadas por centenas de companhias investigadas não respeitavam as regras REACH, isto é, as regras de registo, avaliação, autorização e restrição do uso de substâncias químicas. A Alemanha tem o maior número de empresas incumpridoras, com 169. O Reino Unido tem 80, a Holanda, 68; a França, 56; a Itália, 49; e a Espanha, 42. Apenas Malta e Letónia não tem empresas implicadas nesta escândalo de violação de regras europeias. Do top-10 mundial de empresas do setor químico, há pelo menos cinco implicadas, denuncia a EEB: BASF, Dow Chemical, SABIC, Ineos, ExxonMobil, a 3M, a Henkel, a Sigma-Aldrich, a Solvay, a Du Pont, a Clariant, a Thermo Fisher, a Michelin. A BP, a Endesa e a BASF/Monsanto. EuroNews.
  • Os escoceses registam o índice europeu mais baixo de energia térmica proveniente de renováveis, revelam dados oficiais. Apenas 6% de todo o aquecimento na Escócia é sustentável, um décimo da proporção na Suécia, a nação com melhor desempenho na União Europeia. The Herald.
  • Um grupo de ativistas ambientais tentou interromper a reunião anual de acionistas da Royal Dutch Shell em Scheveningen, Haia. Uma porta-voz do Code Red, Talissa Soto, dirigiu-se ao conselho, dizendo que os negócios da Shell não podiam ser conciliados com o aquecimento global e que a única solução era que o seu modelo de negócios «se torne história». «Vocês estão a testemunhar a última AGM da Shell», disse. O CEO da Shell, Ben van Beurden, afirmou que a empresa queria fazer tudo direito, mas que a indústria de energia não podia trabalhar sozinha. «A nossa empresa quer estar do lado certo da história e estamos a fazer tudo o que é necessário, mas não podemos fazê-lo sozinhos e, na verdade, nem mesmo toda a indústria de energia pode fazer isso sozinha», disse. «Se não podemos fazer isso juntamente com os clientes, reguladores, decisores políticos, isso não vai acontecer. É por isso que eu acho que todos temos que tentar avançar, em vez de acusar, polarizar e usar posturas inúteis». Reuters.
  • Na Rússia, o Serviço de Defesa do Consumidor, Rospotrebnadzor, abriu um processo de violação administrativa contra a Nestlé Rússia depois de encontrar papaia geneticamente modificada na mistura instantânea de aveia e cereais da empresa. RT.
  • A Greenpeace vai ser indemnizada em 2,7 milhões de euros pela Rússia segundo um acordo alcançado entre o Estado holandês e Moscovo. O acordo deve encerrar anos de batalhas judiciais após a apreensão pelas autoridades russas de um navio da Greenpeace de bandeira holandesa, o Arctic Sunrise, em 2013 e a prisão de 30 pessoas a bordo. Agentes russos capturaram o Arctic Sunrise em águas internacionais após um protesto contra uma plataforma de petróleo. A tripulação foi detida durante meses e libertada pouco antes das Olimpíadas de Sochi, em 2014. The Moscow Times. Vagamente relacionado: 10 julho 1985: a secreta francesa coloca bombas no Rainbow Warrior, um navio da Greenpeace, na ocasião no rasto de ensaios nucleares franceses no Pacífico. Fernando Pereira, fotógrafo português, de Vila do Conde, morre. A polícia neozelandesa prende dois agentes secretos franceses por posse ilegal de passaporte. Os detidos admitem participação no ato de sabotagem e são condenados a 10 anos de prisão. A França retalia e impõe um embargo à importação de produtos neozelandeses para a Europa. As Nações Unidas obrigam a França a levantar o embargo e a pagar uma indemnização de 7 milhões de dólares à Nova Zelândia. Esta devolve os detidos à França. A França indemniza a Greenpeace em 8 milhões. Os dois agentes secretos são, pouco depois, libertados e promovidos. Anos mais tarde, descobre-se que um deles é patrão de uma fábrica de armas que as comercializa para a Nova Zelândia e para a secreta norte-americana.
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Reflexão - O que é que certos incêndios terão a ver com a corrida ao lítio?



E, a propósito disto e da corrida ao lítio, já há quem esteja a juntar pontas de coincidências 
- 2016: incêndios de Arouca e de Agueda
- 2017: Incendios de 15 de outubro, em toda a zona envolvente da Serra da Estrela (Nelas, Oliveira do Hospital, Vouzela, Mortágua, Mangualde, Tondela, Guarda, Seia, Castelo Branco, Oleiros), Incêndios de Cabril, Castro Daire.
- 2018/2019: Incêndios de Pinheiro da Bemposta a Sever do Vouga
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Bico calado

  • O Parlamento Europeu investiga Nigel Farage sobre despesas financiadas por Arron Banks. Acontece que, a semana passada, o Channel 4 revelou que Farage foi generosamente financiado por Arron Banks no ano do referendo Brexit. Faturas, e-mails e documentos mostraram que Farage beneficiou de uma casa na zona chique de Chelsea no valor de 13.000 libras por mês, um carro com motorista e visitas promocionais aos EUA em 2016. Tudo isto para além de um salário de 102.000 euros por ano, 700.000 euros de de aparições nos media em 2014-18, colocando-o em sexto lugar em uma "lista rica" de parlamentares europeus dos ganhos externos dos eurodeputados. The Guardian.
  • O embaixador da Venezuela em Itália acaba de renunciar ao cargo por causa da falta de dinheiro do governo. Isaías Rodríguez diz que as sanções dos EUA contra Caracas significam que ele não se pode se dar ao luxo de cumprir as suas obrigações. «A minha esposa acabou de vender as suas roupas e eu estou a tentar vender o meu carro por causa dos gringos», afirmou. The Guardian.
  • «O apelo inicial de Assange ao Supremo Tribunal do Reino Unido baseou-se em grande parte no facto de que o mandado não ter vindo de um juiz, mas de um promotor, que não é uma autoridade judicial. Não tenho dúvidas de que, se qualquer outra pessoa no Reino Unido tivesse sido acusada, os tribunais britânicos não teriam aceitado o mandado de um promotor. O viés dos tribunais contra Assange é evidente desde o primeiro dia. Digo isto porque, imediatamente após Assange ter perdido o seu processo contra o mandado no Supremo Tribunal, o governo britânico alterou a lei para especificar que futuros mandados de detenção devem ser emitidos por um juiz e não por um promotor. Esse é apenas um dos factos incríveis sobre o caso de Assange que os grandes media esconderam do público em geral.» Craig Murray.
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terça-feira, 21 de maio de 2019

O aquecimento global acelera o crescimento das árvores e redu o seu período de vida

  • A recente reeleição do primeiro-ministro australiano Scott Morrison confirma que os australianos acreditam mesmo no carvão, reporta a Reuters. Que se lixe a seca, as inundações e os incêndios. Viva o carvão! 
  • O ministério do Ambiente dos EUA intimou uma antiga indústria de curtumes a retirar todos os resíduos das suas operações enterrados ao longo do White Pine Trail, Rockford, e de inspecionar o rio Rogue em busca de eventuais focos de poluição. Beloit Daily News.
  • Belle Vernon, na Pensilvânia, rompeu o acordo com o aterro de Westmoreland após detetar elevados níveis de resíduos tóxicos provenientes de efluentes de fraturação hidráulica que eram despejados no rio Monongahela. Youtube.
  • Centenas de alunos protestaram contra a instalação de uma central de energia em Meadowlands, New Jersey, uma zona rotulada de F pela America Lung Association.  NorthJersey.
  • O aquecimento global tem acelerado o ritmo de crescimento das árvores, especialmente em lugares tradicionalmente frios. Este desenvolvimento acelerado faz com que elas morram mais cedo, liberando prematuramente o carbono que capturaram da atmosfera por toda a vida. «O valor da reflorestação é limitado. O importante é conservar as florestas de árvores antigas, que não são apenas reservatórios de biodiversidade, mas também carbono de longo prazo», explica o investigador do Instituto de Ecologia dos Pireneus (IPE-CSIC) Jesús Julio Camarero, um dos autores do estudo. El País.
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Mão pesada

A Acacia Mining foi multada em 2,4 milhões de dólares por poluição provocada por baía de retenção de inertes da sua mina de ouro de North Mara, Tanzânia. Reuters.
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Memórias curtas

  • 21mai2015 - O governo regional dos Açores declarou cinegética mais uma espécie protegida, o Estorninho-dos-Açores (Sturnus vulgaris granti), entre 15 de Junho e 15 de Setembro.
  • 21maio2010 - Plantação ilegal de eucalipptos avança sobre espécies protegidas de sobreiros e azinheiras em Casais da Moreta, freguesia de Monsanto, no concelho de Alcanena, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.; Acesso a piscina pública e respectivos apoios à beira mar destrói escoadas lávicas. É nos Açores, em S. Miguel, na Ponta da Ferraria, em S. Miguel-Açores.
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Bico calado


«Joe Berardo não é um chico-esperto em terra de saloios, ao contrário daquilo que ostensivamente julga. Mas também não é a ovelha negra num rebanho de gente séria. Berardo é o saloio num palco de saloios, onde aventureiros morais como ele são tratados como empresários, venerados como mecenas das artes e distinguidos como comendadores da nação. O seu feito, ao ter conseguido tudo isso e ainda devolver os mimos com que foi tratado com aquele riso alarve de quem acredita que nos comeu a todos por parvos, não é de grande monta. Foi só uma questão de estar no lugar certo no momento certo e no meio da gente certa. Hoje, quando ele (e seguramente orgulhoso) foi erigido ao estatuto de bandido-modelo da nação, o que importa questionar é o tipo de clube-nação que o permitiu.(…) Metade, seguramente, da lista destes supostos heróis da pátria, feitos comendadores por todos os Presidentes sem excepção, são gente que de modo algum se recomenda. Metade deles foi distinguida pelos mais inconfessáveis motivos: compadrio pessoal, compadrio político, compadrio financeiro, compadrio maçónico, cunhas e pagamento de dívidas. Os membros do “Clube da República”, como um dia aqui lhe chamei, dedicaram-se ao longo de décadas a nomearem-se uns aos outros para os lugares mais apetecíveis do Estado, a financiarem-se uns aos outros, a cobrirem-se uns aos outros, a negociarem uns com os outros, a criarem um sistema cruzado de impunidades e irresponsabilidades e, para finalmente enganarem os tolos, a elogiarem-se e distinguirem-se uns aos outros. No final do processo, os Presidentes da República, levados ao engano ou incapazes de resistir às pressões dos amigos do “Clube da República”, enfiaram-lhes no peito uma certidão de cidadãos exemplares, funcionando como uma espécie de indulgência plenária para eventuais malfeitorias, passadas ou futuras. No caso de Berardo, o cúmulo do ambiente de saloiice geral que sempre o rodeou e cortejou foi a história da Colecção Berardo. A dita Colecção (e isto é, obviamente, apenas a minha opinião) não tem qualquer valor representativo da arte moderna. Precisamente porque ele não é um coleccionador, mas sim um empilhador de arte, o seu acervo não reflecte qualquer critério de gosto, de conhecimento ou mesmo de paixão pela arte. Mas o homem soube rodear-se de quem, devidamente contratado para tal, tratou de criar uma aura de excelência em volta da colecção que, por simples temor intelectual, ninguém se atreveu a pôr em causa. E foi assim que ele conseguiu a proeza de resolver o seu problema particular de onde guardar aquilo, à custa de todos nós. Num contrato negociado directamente entre o assessor cultural do primeiro-ministro de então, José Sócrates, e o conselheiro de arte e avençado de Berardo — (que, por incrível coincidência, eram uma e a mesma pessoa) — o “mecenas” da arte moderna portuguesa sacou nada menos do que de toda a área de exposição do CCB para guardar e expor a sua colecção sem quaisquer custos. E ainda lhe fez chamar Museu/Colecção Berardo, com entradas gratuitas, de modo a poder dizer que era o mais visitado museu português. E de novo todos se calaram, no terror de atrair sobre si a ira e o desprezo dos ditadorezinhos da nossa “crítica de arte”. Todos, incluindo o director do CCB, talvez também aliviado por não ter de se preocupar mais com a ocupação daquele espaço. E foi assim que o CCB — o mais caro equipamento cultural que alguma vez pagámos — nunca mais viu uma exposição, hipotecado que está há dez anos a servir de arrecadação e promoção pessoal do comendador. E por ali têm desfilado todos os notáveis da pátria, em ocasiões festivas de homenagem ao “mecenas”. (…)» 

Miguel Sousa Tavares, in A lição de Berardo – Expresso 18mai2019. 

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Madeira: COSMOS quer aquacultura invisível para os turistas


A Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida (Cosmos) é totalmente contra a instalação de infraestruturas de aquacultura em determinadas zonas marítimas da costa sul da ilha da Madeira, por defender que essas infraestruturas provocam um grande impacto negativo na paisagem. A Cosmos admite que se possa instalar ssas “jaulas” em pontos que não se vêm de terra., como acontece a oeste da vila da Calheta até o início da Fajã do Jardim do Mar. «Mas nunca em locais como o Cabo Girão ou outros locais onde a paisagem marítima tem de ser preservada e onde existam instalações turísticas, porque são estas atividades a nossa riqueza e o nosso ganha pão», sublinha a Cosmos. Jornal da Madeira.
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Islândia encerra miradouro de desfiladeiro para evitar impacto negativo do turismo de massas

  • As autoridades islandesas vedaram o acesso do público ao desfiladeiro Fjaðrárgljúfur. Agradeçam ao vídeo clip do Justin Bieber que provocou enorme afluência de hordas de turistas que nada respeitam. The Guardian.
  • A Irlanda poderá ser multada em 150 milhões de euros por incumprimento de reduçaõ de emissões, reporta o Independent.
  • A proliferação do javali no Canadá pode tornar-se rapidamente um desastre ecológico, alerta um estudo da Universidade de Saskatchewan. Ontario, Quebec, nordeste da British Columbia e arredores de Vancouver são as zonas mais críticas. CBC.
  • O governo Filipino está a retirar os seus diplomatas do Canadá por este não ter, dentro do prazo estabelecido, retomado 69 contentores de resíduos mal rotulados exportados para as Filipinas. Reuters.
  • Níveis de arsénio 4 vezes mais altos do que o normal foram detetados em analises feitas às unhas de 34 crianças entre os nove meses e os 6 anos residentes em Notre-Dame, vizinhos de uma fundição de cobre que opera desde 1927 em Rouyn-Noranda, Quebec. A operadora Glencore vai investir, até 2021, 54 milhões de dólares em medidas para reduzir as suas emissões. CBC.
  • No Brasil, para comprar um produto fitossanitário, é necessário uma receita assinada por um engenheiro agrónomo ou um técnico agrícola. Esses profissionais visitam as fazendas e indicam as melhores práticas para o controlo de pragas e a gestão sustentável das lavouras. Funciona exatamente como um médico receitando um antibiótico: ele precisa primeiro examinar o paciente para depois fazer a prescrição. Mas o Ministério Público no Paraná descobriu que muitos agrónomos estão a abusar da caneta e emitindo receitas às cegas, sem visitar as propriedades. Por exemplo, em 2017, um único profissional emitiu entre 15 mil e 20 mil receitas – uma média superior a 50 receitas por dia, considerando 280 dias trabalhados no ano, sem descontar férias. Para uma jornada de oito horas, é aproximadamente uma receita a cada 10 minutos. Além de tecnicamente inviável devido à distância entre uma propriedade e outra, esse desempenho indica, segundo os peritos que ouvimos, uma prescrição de veneno bem acima do razoável. Taís Seibt, in The Intercept.
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Mão pesada

A têxtil JF Almeida, sedeada em Conde, Guimarães, fofi multada 3 vezes por danos causados ao ambiente com a construção de um parque de estacionamento e depósito de resíduos de construção junto a um ribeiro, em frente às instalações onde a têxtil labora. JN. Entretanto, a JF Almeida já retirou todos os resíduos de construção que tinham sido depositados junto ao ribeiro, em Conde.
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Bico calado

  • A Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro homenageou, em Válega, os «mártires do corte das vinhas», que tombaram às balas da GNR, em 1939. Por ordem do então governador civil, a GNR abriu fogo sobre os manifestantes que, a 15 de maio de 1939, se juntaram em protesto contra o arranque das vinhas americanas, que haviam sido proibidas pelo Governo de António de Oliveira Salazar. A carga policial tirou a vida a Jaime da Costa e Manuel Maria Valente de Pinho. Ovar News.
  • A mafia impõe silêncio nos media italianos, admite uma investigação  baseada em 24 entrevistas realizadas em 2018 a peritos das atividades da mafia, fiscalistas, políticos e jornalistas. Os entrevistados referem a violência psicológica e física e a difamação na criação de uma atmosfera de medo, o que induz a autocensura entre os jornalistas. Os autores do relatório intitulado «Tantas mafias, tão poucas notícias» recomendam a criação de fiscais públicos especializados em delitos contra jornalistas para reduzir a impunidade desse delitos. Além disso os jornalistas têm de ser tratados com dignidade: «Têm de ter um contrato e uma remuneração adequada. Não se pode pagar 5 euros por um artigo a um colaborador que cubra a máfia», afirma Elisabetta Cosci. Via Periodistas en Español.
  • O Facebook desativou dezenas de contas que estavam a espalhar desinformação ao se apresentarem como jornalistas e influenciadores locais. Essas contas eram controladas pelo Archimedes Group, uma empresa privada sediada perto de Tel Aviv que havia arquitetado a campanha. MEM.
  • A Comissão Europeia multou o Barclays, o Royal Bank of Scotland, o Citigroup, o JPMorgan e o MUFG Bank, do Japão, num total de 1,07 bilião de euros por cartelização de taxas de câmbio. EurActiv.
  • Um clube de futebol inglês foi financiado por um empréstimo de 3,8 milhões de dólares da família de Osama Bin Laden. A revelação foi feita durante uma audiência do Supremo Tribunal durante uma luta pelo controlo da recém-promovida equipa da Premier League Sheffield United Football Club. MEM.
  • «Perante graves violações dos direitos humanos, escassez de medicamentos e alimentos e violência generalizada na Venezuela, há uma fome urgente de justiça. Os crimes contra a humanidade provavelmente cometidos pelas autoridades não devem ficar impunes.» Erika Guevara-Rosas, diretora norte-americana da Amnesty International. Das duas uma: ou é ignorância ou é má-fé. Então não estamos todos fartos de saber que a principal causa direta da situação precária do país foi provocada pelas fortes sanções aplicadas pelos EUA e seus aliados? Para não referir o seguinte, escrito por José Goulão: «O governo da República Portuguesa está envolvido, directa e indirectamente, na apropriação ilegal de pelo menos três mil milhões de euros de bens públicos da Venezuela a que o Estado venezuelano está impedido de recorrer para comprar medicamentos, alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a sobrevivência da população do país. Dessa verba, 1359 milhões de dólares correspondem ao valor do ouro de Caracas extorquido pelo Banco de Inglaterra, com anuência dos países da União Europeia; e 1543 milhões de euros é a fatia de dinheiro confiscada pelo Novo Banco, uma entidade nacional que foi salva com dinheiro extraído dos bolsos dos portugueses e depois oferecida a um fundo abutre norte-americano.»
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quinta-feira, 16 de maio de 2019

União Europeia: altas individualidades políticas protegeram os interesses da indústria dos pesticidas

  • O COSMO (Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental) consiste na recolha, processamento e análise de informação sobre a evolução das praias, dunas, fundos submarinos próximos e arribas ao longo da faixa costeira de Portugal Continental. Para ter acesso aos dados, o utilizador deve criar uma conta para o efeito. O Programa COSMO iniciou-se em julho de 2018, tendo financiamento assegurado até julho de 2021.
  • Mais de 600 documentos secretos revelam como políticos da União Europeia (UE) apoiaram os grandes produtores de pesticidas. Após uma batalha legal de 2 anos, confirmou-se a forte pressão de altas individualidades políticas da UEpara proteger os interesses da indústria química e agrícola da aplicação de legislação para proibir 32 pesticidas de desregulação endócrina (CDE) (pg 115). A lei estabelecia a proteção da saúde humana e animal e do ambiente e aplicava 25 anos de evidências científicas que ligam os pesticidas do CDE a impactos graves na saúde humana e anomalias no género em animais. Eles podem ser a causa de defeitos congénitos que chocaram a França no ano passado e fizeram manchetes internacionais. Os documentos secretos, divulgados por despacho do Tribunal Europeu de Justiça, mostram uma luta interna para definir critérios científicos para identificar e proibir os pesticidas do CDE: os funcionários do departamento de pesquisa e meio ambiente, em minoria, resistem às tentativas da agricultura, da empresa, da indústria e até mesmo dos funcionários do departamento de saúde de enfraquecer os critérios, introduzindo fatores não científicos, como a rentabilidade da agricultura; a eles juntou-se o secretário-geral da Comissão que orquestrou um processo de avaliação de impacto imperfeito; os seus resultados iniciais bizarros minimizaram os impactos na saúde; constatam que quanto mais pesticidas permanecessem em uso, menor seria o impacto sobre a saúde e o meio ambiente e que quanto menos pesticidas de EDC fossem identificados, melhor. Sustainable Pulse.
  • As medições feitas em 3 de maio na estação de medição mais antiga do mundo, o Observatório Mauna Loa, no Havaí, registraram o primeiro dia da humanidade com mais de 415 partes por milhão de CO2 no ar, segundo a conta Twitter das alterações climáticas das Nações Unidas.  A partir de 12 de maio, os níveis permaneceram estáveis em 415 ppm. Acontece que já em 1982 a Exxon previra isto mesmo. Via Think Progress.
  • Uma montanha de cinzas de carvão tóxicas está a ser transportada de Guayama, Porto Rico, para Osceola County, Florida, provocando inúmeros protestos. Earther.
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Mão pesada


Portline Bulk International, de Portugal, que opera a embarcação Achilleus, foi multada em 1,5 milhão de dólares num caso em que os engenheiros do navio terão despejado água oleosa no mar e manipularam documentação para encobrir a poluição. O caso remonta a agosto de 2018, em Charleston. Os membros da tripulação Achilleus costumavam ignorar o separador de óleo-água, passando água de porão através de uma mangueira - às vezes referida como um "tubo mágico" que leva à válvula de descarga ao mar do navio. As descargas oleosas não eram documentadas no livro de registro de óleo do navio. O truque era ligar a mangueira de desvio um ou dois dias depois de o navio deixar o porto e deixá-lo conectado, sob as placas do convés, durante a viagem oceânica. Antes de entrar no porto seguinte, a mangueira era desconectada e escondida numa sala de armazenamento. O separador de óleo e água era só para fazer de conta. Os membros da tripulação por vezes passavam água limpa através do separador de óleo-água para enganar os sistemas de monitorização eletrónica do navio. Se esses sistemas fossem inspecionados, as autoridades portuárias seriam levadas a acreditar que o separador de óleo-água estava realmente sendo usado de acordo com a legislação internacional. As descargas ilegais ocorreram durante pelo menos um período de 16 meses desde abril de 2017. The Post and Courier.
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Reflexão - os milhões gastos no controlo de incêndios


"O governo galego gastou entre 50 a 65 milhões de euros em controlo de incêndios todos os anos no período 2000-2006, o que representa cerca de 20% do valor da madeira produzida (Sineiro García, 2006). Portanto, os benefícios económicos destas plantações são para os proprietários privados, mas os custos são compartilhados por todos os galegos, que pagam pelos esforços de controlo de incêndios com impostos e sofrem os efeitos dos incêndios, erosão e inundações. É injusto e economicamente insustentável."  

Adolfo Cordero Rivera, Departamento de Ecoloxía e Bioloxía Animal, University of Vigo. Via Miguel Nunes.
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Bico calado

  • «Paulo Rangel está preocupado com os incêndios. Embora não se veja a razão da preocupação, no que diz respeito à Europa, ficam duas dúvidas: 1 – Está preocupado com os incêndios para as eleições europeias ou guarda-os para as eleições legislativas? 2 – No caso de os eleitores votarem PSD, o risco de incêndio diminui, como subliminarmente quer fazer crer, ou pode dar uma ajudinha?» Carlos Esperança, FB.
  • «O país está chocado, o primeiro-ministro está chocado, os partidos estão chocados e o presidente da República pede decoro apenas porque não pode assumir que está chocado. Não há outro assunto que consiga gerar tamanho consenso público e urticária política quanto as dívidas acumuladas de Joe Berardo e a forma triunfal como se passeia, há anos, pelos corredores da fama, num português mal amanhado que usa para nos amesquinhar. (…) Se fosse necessário erguer uma estátua à podridão do regime e das instituições, ei-la, esplendorosa e em tons dourados, em forma de colecionador de arte. (…)» Pedro Ivo Carvalho, JN 15mai2019. Podem ter a certeza de que os madeirenses um dia vão fazer-lhe uma estátua ou busto. Tal como o fizeram ao Ronaldo, que também é (era) muito honesto em termos fiscais.
  • A AT&T prometeu criar milhares de novos postos de trabalho logo que Trump anunciou reduções de impostos para as empresas. Mas fez precisamente o contrário: com 20 biliões de dólares de lucros extra, despediu mais de 23 mil. Common Dreams.
  • As ações da Ford caíram 29%, e as tarifas impostas por Trump custaram à empresa 1 bilião de dólares, já que a empresa está no meio de uma reorganização. Agora, a empresa anuncia despedimentos. Fortune.
  • A Brazzaville Foundation, apoiada pela realeza britânica, é acusada de lavagem de dinheiro de e Denis Sassou-Nguesso, o presidente do Congo. Finance Uncovered.
  • O software Pegasus, do grupoa NSO, está a ser usado por governos que cometem abusos de direitos humanos para vigiar e atingir ativistas que usam a aplicação WhatsApp e o SMS. A Amnistia Internacional apoia ações legais para encerrar a exportação dessa ferramenta perigosa.
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Espinho: o mistério da cor castanha da água da Ribeira do Mocho

  • Espinho acordou terça-feira, 14 de maio, com as águas da Ribeira do Mocho castanhas. As águas corriam castanhas apenas a partir da segunda ponte, na rua 8, para jusante. A montante desta ponte, para leste, as águas corriam claras. Como não consta que haja exploração mineira por baixo da ponte da rua 8, esperamos que as autoridades locais apurem a origem deste fenómeno.
  • A Lusorecursos assinou em março um contrato com o Estado português para explorar lítio na zona de Montalegre. E a australiana Fortescue,  representada em Portugal pelo ex-ministro José Aguiar Branco, entregou 22 pedidos para o mesmo fim, para as áreas denominadas ‘Cruto’ (concelhos de Braga, Barcelos e Vila Verde), ‘Fojo’ (Melgaço, Monção e Arcos de Valdevez), ‘Viso’ (Vieira do Minho, Montalegre, Cabeceiras de Bastos, Fafe); ‘Calvo’ (Almeida, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo), ‘Crespo’ ( Idanha-a-Nova) e ‘Nave’ (Guarda, Almeida e Sabugal). Os ambientalistas da ZERO têm criticado a falta de avaliação dos impactos ambientais do alargamento da exploração de lítio em Portugal, considerando que se trata de «um desrespeito pelas populações», garantindo que «qualquer concurso que venha a ser lançado terá de ser baseado na legislação de 1990» e, como tal, considera ser «incompreensivelmente obsoleta e não acompanha as exigências ambientais mais recentes». Porém, a associação reconhece que se trata de «um recurso mineral fundamental», utilizado em baterias de alta capacidade, para «a transição para uma sociedade de baixo carbono baseada numa mobilidade que se quer cada vez mais elétrica», Sol. Atualização de 6 de maio: Fortescue abandona projeto de prospeção de lítio na zona de Fojo.
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Vietname do Sul: campanha de descontaminação de zonas afetadas pelo Agente Laranja

  • Um relatório da organização britânica Earthsight revela que as redes de supermercados do Reino Unido - incluindo a Sainsbury, a Asda, a Morrisons e o Lidl - continuam a importar carne bovina da maior produtora de carne bovina do Brasil, a JBS, apesar da empresa estar envolvida numa longa série de escândalos de corrupção e desmatamento ilegal na última década. A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, enfrentou múltiplas acusações de corrupção que levaram à prisão de dois de seus ex-CEOs e foi multada em 8 milhões de dólares em 2017 por desmatamento ilegal na Amazônia. Mongabay.
  • A Escola de Zahn's Corner, do Distrito Escolar do Vale de Scioto, no Ohio, foi encerrada por ter sido detetado urânio enriquecido dentro do prédio e de neptúnio 237 no ar fora da escola. Os terrenos da escola estão a 6 Km da Portsmouth Gaseous Diffusion Plant, que, entre 1954 e 2001, processou urânio enriquecido para reatores nucleares e para o programa de armas nucleares dos EUA. Cincinnati.com
  • De 1962 a 1971, os militares americanos, a mando do Pentágono, pulverizaram vastas áreas do Vietname com o Agente Laranja, contaminando o solo e rios de dioxinas que afetaram gravemente a saúde de três gerações de vietnamitas. Agora, os governos dos EUA e do Vietname uniram-se num grande projeto de limpeza e descontaminação. O Agente Laranja foi usado para eliminar os mangues costeiros do Delta do Mecão e as densas florestas de tripla cobertura que escondiam combatentes vietnamitas e linhas de abastecimento. Cerca de 80 milhões de litros deste herbicida desfolhante foram pulverizados em apenas um sexto do Vietname do Sul, afetando cerca de 5 milhões de vietnamitas que exibem deformações faciais, membros muito magros que se estendem em ângulos anormais naturais, cabeças inchadas e distorcidas que denotam hidrocefalia, problemas graves que se têm passado de geração em geração. Yale Environment.
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Mão pesada

  • A Comissão Nacional de Mercados e Concorrência multou a Naturgy Generación em 19,5 milhões de euros e a Endesa Generación em 5,8 milhões, por oito infrações graves da Lei de Eletricidade. Tanto a Naturgy como a Endesa apresentaram preços altos em suas ofertas ao mercado de energia elétrica, o que alterou o despacho de geração e permitiu maiores receitas. Os eventos ocorreram entre outubro de 2016 e janeiro de 2017 em dez centrais de ciclo combinado. Energías Renovables.
  • A gigante química Monsanto foi condenada a indemnizar em 2 biliões de dólares um casal da Califórnia após determinar que o cancro contraído por eles foi causado pelo herbicida RoundUp. The Hill.
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Bico calado

  • Quanto vale um candidato às eleições europeias que falta a um debate na RTP para participar num «debate» sobre futebol na CMTV? Houve quem tenha analisdo esta atitude e retirado conclusões.
  • «(…) Zeinal Bava, Hélder Bataglia e José Berardo, todos condecorados pelos seus méritos empresariais. Berardo, no pico da crise acionista do BCP, chegou mesmo a ser considerado pelo comentador Marcelo Rebelo de Sousa a figura empresarial do ano. (…) O processo de ascensão social e económica de Berardo está ligado ao Estado. Por um lado, a Caixa emprestou mais de 300 milhões para a compra de ações do BCP. Por outro, o Estado aceitou financiar a coleção de quadros de Berardo, pagar as despesas da sua manutenção, e expô-la numa das mais prestigiadas montras culturais do país, valorizando-a. Durante anos o Bloco criticou esse protocolo e questionou o seu preço para as contas públicas, sem sucesso. Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado. Pelo meio, cumpre dizer que a Fundação José Berardo não pagou impostos pelos lucros que fez em Bolsa porque é, imagine-se, uma IPSS. As burlas têm de ser julgadas, as dívidas têm de ser cobradas, e os ex-administradores punidos em caso de irregularidades ou gestão danosa. Mas tudo parece pouco para aplacar o sabor amargo da injustiça, num país que insiste em desconfiar mais de pobres que de banqueiros charlatões.» Mariana Mortágua, in Quem fez Joe Berardo?JN 14mai2019.
  • A polícia de San Francisco deteve o jornalista Bryan Carmody por se negar a revelar uma fonte. El País.
  • A polícia norte-americana expulsou os ativistas que protegiam a embaixada da Venezuela em Washington do regime ilegal de Guaidó. Consortium News.
  • No Brasil, professor é demitido em SC por ler para alunos post do Socialista Morena sobre tortura.
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terça-feira, 14 de maio de 2019

Brasil: ministro visita plantação ilegal de soja na Amazónia

  • Arroz biológico da Guiné Bissau, in Conta Satélite-RDP, Luísa Schmidt.
  • Se a Torre Trump e outros edifícios do grupo não reduzirem as emissões, o grupo Trump arrisca-se a ser multado em milhões de dólares. As leis de New York City são claras e Bill de Blasio, o mayor, já avisou: «Presidente Trump, você está avisado. OS seus prédios poluentes são parte do problema. Reduza as emissões ou pague o preço.» The Guardian.
  • No Brasil, o ministro do Ambiente visitou uma plantação ilegal de soja. Não para a encerrar, mas para celebrar a sua sobrevivência. Fabiano Maisonnave reporta no Climate Home News.
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Memória curta

14mai2008 - As salas de aulas de, pelo menos, 19 escolas do Porto concentram altos níveis de dióxido de carbono, revela um estudo do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.
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Mão pesada

A Sutton Grange AD Ltd e a Sutton Grange Services Ltd foram multadas em 28.800 libras por poluírem uma lagoa com efluentes da silagem de milho perto de Retford e, consequentemente, terem provocado a morte de dezenas de peixes. GovUK.
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domingo, 12 de maio de 2019

Viseu: Câmara continua a aplicar glifosato em espaços públicos

Espinho
  • A Câmara de Viseu continua a aplicar nas ruas e jardins herbicida declaradamente perigoso para a saúde, alerta Carlos Vieira e Castro, na Gazeta da Beira. Em 2016, em resposta a um inquérito do BE, a autarquia declarara ter aplicado 223 litros de herbicida com glifosato em 2015, nos sectores de Parques, Jardins e ruas do concelho. Atualmente aplica o Roundup e outras marcas comerciais do glifosato, mesmo perto de escolas e jardins , o que provocou denúncias públicas de munícipes que viram os seus animais ficarem doentes depois de cheirarem ervas expostas à pulverização. 
  • Lousada: autarquia apoia projetos de conservação ao longo de cursos de água. SIC.
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Reino Unido: descarte ilegal de lixo aumentou 40% em 6 anos

  • O descarte ilegal de lixo aumentou 40% em 6 anos no Reino Unido. A Associação de Municípios alega os cortes orçamentais e as baixas multas aplicadas. The Guardian.
  • 10 autocarros de dois andares, movidos a hidrogénio, vão equipar a frota londrina em 2020. Fabricados pela Wrightbus, na Irlanda do Norte, cada um custará 500 mil libras. A infraestrutura de carregamento custará 12 milhões, sendo 5 comparticipados por fundos europeus. Refira-se que autocarros a hidrogénio, de um andar, já operam no centro de Londres, em Brighton e em Aberdeen. The Guardian.
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Reflexão – Os motoristas violam mais as regras de condução do que os ciclistas


Um novo estudo da Direção de Estradas da Dinamarca mostra que menos de 5% dos ciclistas infringem as leis de trânsito enquanto conduzem e que 66% dos motoristas o fazem quando conduzem. 
Uma ONG financiada pelo setor privado sublinha: a violação de regras de trânsito por parte de ciclistas é fácil de ser notada por todos, mas as transgressões dos motoristas, como excesso de velocidade, são mais difíceis de detetar. 
O estudo foi realizado pela empresa de consultoria Rambøll usando câmaras de vídeo localizadas em grandes cruzamentos nas cidades dinamarquesas, incluindo Copenhague. Verificou-se que apenas 4,9% dos ciclistas quebraram as regras da estrada quando circulavam em ciclovias. Isso aumentou para 14% dos ciclistas quando não havia ciclovias. O estudo registou que dois terços dos motoristas violavam com frequência o limite de velocidade. Forbes.

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Bico calado

  • Portugal ocupa a 30ª posição no Índice de Transparência de 180 países. Para comparar com os índices de corrupção desde 1995, clicar aqui. O índice, que classifica 180 países e territórios pelos seus níveis percetíveis de corrupção no setor público de acordo com especialistas e empresários, usa uma escala de 0 a 100, sendo 0 altamente corrupto e 100 muito limpo. Mais de dois terços dos países pontuam menos de 50 no Índice deste ano, com uma pontuação média de apenas 43. Os resultados revelam que o contínuo fracasso da maioria dos países em controlar significativamente a corrupção está a contribuir para uma crise na democracia em todo o mundo. Embora existam exceções, os dados mostram que, apesar de alguns progressos, a maioria dos países não está a conseguir fazer incursões sérias contra a corrupção.
  • «(…)  Ao contrário do que afirmam o Governo e muitos fazedores de opinião, os professores não estão à espera de ser ressarcidos pelo que perderam durante o período da crise: como todos os outros trabalhadores dos setores público e privado perderam parte dos seus salários, vários subsídios de férias e de Natal, e cerca de 20 mil ficaram sem emprego. Que preço vai o país pagar quando não tiver professores qualificados para garantir a qualidade da formação das futuras gerações? Em 2019, apenas 0,2% dos docentes têm menos de 30 anos de idade. Doze dos 21 cursos de formação de professores tiveram este ano menos de dez candidatos e os melhores alunos não querem seguir a via do ensino. Nos mais velhos há exaustão e vontade de abandono. Desde que Cavaco Silva jogou com vários grupos profissionais, nomeadamente os professores, para obter uma maioria absoluta, que se acumulam problemas com este importantíssimo setor profissional e é evidente a necessidade de harmonizar e valorizar a sua carreira. Durante quatro anos o Governo nada fez para encontrar soluções e termina, desgraçadamente, a tratar os professores como grupo privilegiado e gastador.» Manuel Carvalho da Silva, in O Império dos AlgarismosJN 11mai2019.


Joana Mortágua desmonta os falsos mitos sobre os professores.
  • O golpe de estado falhado na Venezuela não passou de uma encenação para ludibriar o exército venezuelano e a opinião pública norte-americana, escreve Dave Lindorf, na FAIR. E enquanto se intoxica e manipula a opinião pública mundial sobre a crise venezuelana, o governo da Nicarágua aperta a repressão sobre os seus opositores, reporta o insuspeito Washington Post.
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sábado, 11 de maio de 2019

Reino Unido: lóbi do plástico pressiona governo para reduzir imposto sobre plásticos descartáveis

  • A Federação dos Plásticos Britânicos realizou reuniões de última hora com autoridades do governo com o objetivo de reduzir o imposto sobre plásticos de uso único, revelam documentos a que a Greenpeace teve acesso, conta o The Guardian.
  • Os EUA queimam 6 vezes mais plástico do que o reciclam, conclui o engenheiro Jan Dell, fundador da The Last Beach Cleanup e vice-presidente da US Federal Advisory Committee on the Sustained National Climate Assessment em 2016-2017. TreeHugger.
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Reflexão – Foi você que falou em ursos?


Dois ursos envolveram-se em luta na frente de uma casa em Frankford Township, New Jersey, a semana passada…
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Memórias Curtas

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Bico calado

  • Chelsea Manning, ex-analista da secreta do exército norte-americano, foi libertada de uma prisão no norte da Virgínia após uma estadia de dois meses por se recusar a testemunhar perante um grande júri. Manning passou 62 dias no Centro de Detenção de Alexandria sob acusação de despbediência civil por se recusar a responder a perguntas de grande júri federal que investiga o WikiLeaks. Os seus advogados receiam que a sua liberdade seja de curta duração. Ela foi libertada apenas porque o mandato do grande júri expirou. Antes de sair da prisão, ela recebeu outra intimação exigindo o seu testemunho em 16 de maio para um novo júri. TruthDig.
  • A Western Forest Products, que declarou um lucro líquido de 69,2 milhões de dólares em 2018, foi multada em apenas 29.049 de dólares pela morte de três trabalhadores na ilha de Vancouver - menos de 10 mil por cada vida. The Narwhal.
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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Escócia avança com sistema de devolução de depósito de garrafas

  • As autoridades espanholas concederam autorizações excecionais para a utilização de pesticidas proibidos e não autorizados de forma repetitiva, antes do ataque das pragas e sem fornecer dados científicos. Segundo a investigação dos Ecologistas en Acción, entre abril e julho de 2018, foram concedidas mais de 38 autorizações excecionais que permitiram a utilização de dez pesticidas não autorizados devido à sua elevada toxicidade e 15 pesticidas com efeitos de desregulação endócrina.
  • A Escócia vai avançar com uma lei que introduz um sistema de devolução de depósito de garrafas de vidro e de plástico e de latas de bebidas, informa o Edinburgh Live.
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Reflexão - O setor energético paga três dos quatro euros arrecadados pela UE no quadro dos impostos ambientais


O setor energético paga três dos quatro euros arrecadados pela UE no quadro dos impostos ambientais. Nenhum destes impostos tem por objetivo principal influenciar o comportamento ou a redução de poluentes na promoção do uso mais eficiente de energia, tendo em conta que os impostos sobre energia representam 76,9% de toda a receita proveniente de impostos ambientais, conclui um estudo patrocinado pela Naturgy Foundation (ex Gas Natural) e publicado em livro - «Tributação da energia. Sentido, objetivos e critérios », da autoria de Juan Carpizo, Eugenia Montaña e Teresa Checa.
O livro relembra que um dos principais desafios em relação à política e legislação da União Europeia ambiental é «melhorar a tributação ambiental e reduzir os subsídios prejudiciais para o ambiente», e para isso, «os impostos ambientais são uma peça-chave». Contudo, os autores afirmam que, na última década, houve alguma dispersão normativa e uma abordagem heterogénea à escala regional e local. Relembra-se ainda que o Eurostat afirma que os impostos sobre a energia representam mais de três quartos da receita total dos impostos ambientais (76,9%), bem à frente de impostos sobre os transportes (19,7%) e sobre poluição e recursos (3,4%).
Da análise comparativa entre os vários países, o estudo destaca «o uso de incentivos em alguns países para promover a energia limpa e reduzir as emissões poluentes, em vez de apenas usar o mecanismo de tributação». Este é o caso, por exemplo, da Alemanha, que está isenta de imposto sobre a energia, - conhecido por Energiesteuer e Stromsteuer -, a eletricidade produzida pelo vento, energia solar, geotérmica ou biomassa ou produzido por centrais hidroeléctricas inferiores a 10 MW. 

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