Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Salgueiros bons para suster cheias, travar a erosão e não só...


Salgueiros plantados em Cumbria sustiveram cheias, dizem agricultores que plantaram aquelas plantas para a Iggesund, uma fábrica de papel sueca. Não só sustiveram as cheias como travaram a erosão dos terrenos, forneceram embalagens de cartão para produtos da Toblerone e da L’Occitane e biomassa para a sua própria fábrica. O salgueiro cresce 6 polegadas por semana e, como não tem raízes profundas, não representa grande impacto para terrenos de cultivo. The Guardian.
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Ambiente Ondas3 em retrospetiva


Durante 2018, os 6 textos mais populares do Ambiente Ondas3 foram:
Em 2018, os visitantes e leitores do Ambiente Ondas3 vieram, na sua esmagadora maioria, dos seguintes países, por ordem decrescente e segundo a Google Analytics: Portugal, EUA, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Espanha, Perú e Suíça. 

Durante o mesmo período, os visitantes e leitores do Ambiente Ondas3 vieram, na sua maioria, das seguintes cidades/regiões portuguesas: Lisboa, Porto, Aveiro, Coimbra, Braga, Setúbal, Açores, Faro, Leiria e Santarém.

Já agora, mais alguns pormenores: a maioria dos visitantes foi do género masculino (54%); 34% tinham 25-34 anos, 28% tinham 18-24 anos e 16% tinham 35-44 anos. Os seus interesses declarados eram: desportos individuais (6%), computadores e acessórios eletrónicos (4%), cicloturismo (3%), alimentação (3%) e viagens (3%).
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Bico calado


"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres.
Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.
Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam.
Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria: - Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da menina Teresinha.
O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente».
No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, um bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. 
Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:
- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.
Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres dinheiro, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto (- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro) de forma de deletéria e irresponsável.
O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico
- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho
 O atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:
- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu.
Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros:
- O que é que o menino quer, esta gente é assim.
E eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.
Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais.
A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse
- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar, e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.
Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.
Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis"

António Lobo Antunes, Livro de Crónicas - Dom Quixote 1998
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Oliveira do Hospital: escolas deixam de fornecer água em garrafas de plástico

  • O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, vai deixar de vender água em garrafas de plástico a partir de janeiro de 2019. O mesmo acontecerá em relação a pratos, colheres, copos e outros utensílios de plástico. JN.
  • A Universidade de Vigo lançou mais um satélite para combater incêndios florestais. O Lume-1 é o quarto satélite posto em órbita por aquela instituição, desta vez da base espacial russa de Vostochny, na Sibéria, a bordo de uma nave espacial Soyuz. El País.
  • O governo da Catalunha abriu a segunda linha de ajuda, no valor total de 360 mil euros, para a aquisição de baterias a serem integradas em instalações de autoconsumo solar fotovoltaico. Isto representa um apoio de até 60% do custo das baterias. Energías Renovables.
  • O maior grupo de lóbi na Europa prepara-se para impedir uma iniciativa da UE para impulsionar a ação contra as alterações climáticas, revela um memorando interno obtido pela Greenpeace. Segundo o documento, a BusinessEurope, que representa 40 federações de comércio em toda a UE e 70 corporações globais como a ExxonMobil, a Google e a Facebook, descreve «como se oporá ao novo aumento de ambição» e «desafiará o processo»: os seus membros deverão fazer passar mensagens positivas sobre a ação climática «desde que permaneça como uma declaração política, sem implicações na legislação de 2030 da EU». Uma das táticas sugeridas será exigir maior transparência e avaliações de impactos nos custos para as empresas. Unearthed.
  • As minas de chumbo e zinco de Red Dog. No Alaska, libertaram 378 mil toneladas de substâncias químicas tóxicas. Os habitantes de Kotzebue, a 80 milhas das minas, estão muito preocupados com os impactos negativos sobre a sua saúde. National Geographic.
  • A ilha de Kokota, no arquipélago de Zanzibar, estava à beira de um enorme desastre ecológico. Mas as pessoas arregaçaram as mangas e plantaram milhares de árvores. Os equilíbrios foram restabelecidos e o caso tornou~se um exemplo de adaptação ás alterações climáticas. National Geographic.
  • O Ibama negou licença para exploração de petróleo na foz do Amazonas. A Total não apresentou plano de emergência adequado em caso de derrames. Bahia.
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Bico calado

  • Donald Trump em 2013: o presidente devia ser despedido quando o orçamento é chumbado. YouTube.
  • Está visto que Trump é um mentiroso compulsivo. Desta vez atingiu o cúmulo: perante tropas norte-americanas estacionadas no Iraque, gabou-se de lhes ter subido os salários em 10% após 10 anos de longo jejum salarial. Não só o aumento deste ano foi de 2,6% como tem havido aumentos para as tropas todos os anos. The Washington Post.
  • «(…) Como é que Trump é capaz de ter feito tanta coisa negativa, qual super-homem do Mal? A resposta é simples: é Presidente dos EUA, o homem mais poderoso do planeta, e não responde a nada a não ser ao seu próprio narcisismo e aos mecanismos do narcisismo, sondagens, audiências, aos bajuladores e sicofantas, e está cada vez mais preso no casulo do seu Ego doentio.(…) Eu passei o ano entre a explicação racional, a explicação do que ele faz e do seu sucesso e insucesso, e a tentação do irracional, Trump não é bom da cabeça. Cada vez mais penso que são as duas coisas. O que é mais grave é que toda a gente nos EUA que o conhece e com ele contacta sabe que é assim. Suspeito aliás que mesmo na sua base mais fiel, há muita gente que sabe que ele não regula bem. (…) Trump mostrou a força da negatividade, um dos mecanismos base do populismo moderno. Conseguiu uma coisa que até agora lhe tem garantido imunidade, mesmo para os actos mais graves quotidianos: conseguiu ser o azorrague dos inimigos de muita gente, a emanação da vontade de vingança e ódio, o cavaleiro andante de muito ressentimento. E nos dias de hoje isso é muito poderoso. Trump foi a todas as cloacas da vida que se manifestam nas redes sociais e fê-las correr a céu aberto e inundar mesmo as terras que eram sadias e limpas. Ele é o primeiro político típico do século XXI. (…) Trump não vai abandonar o poder a bem mesmo que perca as eleições. Ele encontrará uma qualquer teoria da conspiração porque é incapaz de admitir sequer que ele, o “génio estável”, possa perder uma eleição. E nas chamas tribais que ele incendeia todos os dias isso é um risco de guerra civil. Não como as do passado, mas as modernas, as que vão das igrejas evangélicas aos hackers de Moscovo, passando pelas redes sociais e pelo ataque à liberdade de imprensa e por juízes políticos. Não sei como vai ser, mas não vai ser bom e se a gente não usa todas as armas da democracia vai perder.» José Pacheco Pereira, in Prendam o Trump! E não faltam motivos para isso – Público 29dez2018.
  • «A ameaça amarela era inócua, mas houve muita gente a servir-se dela para alimentar uma cosmopolítica do medo. Já todos deveríamos ter percebido que o diagnóstico de perigosidade é um prognóstico que privilegia sempre o cenário mais catastrófico; e que as verdadeiras catástrofes ocorrem em situações que não foram previstas. Felizmente, as catástrofes ficam quase sempre aquém das previsões. Mas gostam de se exceder quando estamos distraídos e nada tinha sido previsto.» António Guerreiro, in Público 28dez2018.
  • «(…) Com a perda de audiência de todos eles (considerados individualmente), resultado de uma infindável proliferação, os media de informação passaram a privilegiar acontecimentos e personagens disruptivos. Acontecimentos embora menores, mas que dão o sentimento de que, decididamente, nada funciona nesta nossa democracia. Personagens líderes ultra-egocêntricos de sindicatos, ordens ou ligas que fazem declarações e propõem ações quantas vezes inaceitáveis e até antidemocráticas. No seu umbigo-centrismo, estes personagens perceberam bem que a boa estratégia para passarem constantemente nos media, e sobretudo na televisão, é fazerem declarações mais ou menos aterrorizantes: ausência de aulas ou de avaliações nas escolas, atrasos em atos médico-cirúrgicos decisivos, riscos de incêndios fora de controlo... E os media, esquecendo-se da responsabilidade social do jornalismo, põem-nos em evidência e até favorecem, reforçam este tipo de atitudes. Agindo de facto como verdadeiros bota-fogos de situações capazes de constituir autênticos atentados à democracia legalmente constituída.» JM Nobre-Correia, in Do jornalismo bota-fogoPúblico 28dez2018.
  • Nos últimos quatro anos, a Câmara de Barcelona adquiriu 22 prédios inteiros com 401 residências, para expandir o parque habitacional público e evitar que os apartamentos caíssem nas mãos de fundos abutres que expulsam famílias inteiras dos seus bairros. Info Barcelona.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Água da torneira faturada ao litro

  • Quatro empresas do grupo Águas de Portugal (EPAL, Águas do Norte, Águas da Região de Aveiro e Águas de Santo André) vão disponibilizar a partir de janeiro faturas com informação detalhada sobre os litros consumidos, com o objetivo de consciencializar os clientes para um uso responsável. As ditas fazem questão de sublinhar que esta medida não terá qualquer impacto no valor da fatura. Quem fez a quarta classe muito tempo depois dos anos 60 ainda poderá ficar espantado com tamanha simpatia e solidariedade por parte destas empresas que quiseram dar um ar da sua graça nesta época festiva. Quem fez a quarta classe naquela década, sabe muito bem que 1 m3 de água são 1000 litros e vê nesta operação um arzinho de relações públicas adocicadas com uns pozinhos de humor. Já estamos a imaginar os fabricantes de automóveis a adotar medida semelhante, convertendo quilómetros em metros para os senhores automobilistas estarem mais conscientes para a poupança de combustível e redução de poluição. 
  • O custo dos desastres naturais em todo o mundo este ano está calculado em US $ 155 biliões, diz a seguradora suíça Swiss Re.
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Memórias curtas

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Bico calado

  • «(…) Por essas e outras razões tinha de ficar espantado e chamar a atenção para o facto de a campanha eleitoral ter começado mais cedo. Se os partidos fizessem como ele, não fariam campanha eleitoral como ele não fez. Marcelo está de manhã à noite, todos os dias, nas televisões, nas rádios, nos jornais, preocupado com os portugueses. Para ele todos os dias são dias para aparecer preocupado. Quando chegarem as presidenciais ele não precisa de fazer propaganda. Só precisa de ir a um ou dois debates com uma caterva de candidatos que começam a campanha quatro ou cinco meses antes…» Domingos Lopes, in O Chocalho.
  • O lucro e a mentira alimentaram a militarização da Guerra Fria. O sistema de radar do bombardeiro anti-nuclear SAGE nunca funcionou mas o projeto manteve-se 25 anos, diz Lester Earnest, fundador do Laboratório de Inteligência Artificial de Stanford. «As corporações subornaram os políticos - é legal, chama-se contribuições de campanha - e financiaram projetos que o Departamento de Defesa entregou a terceiros, dando muito dinheiro a criminosos; isso ainda funciona bem», acrescenta.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Especulação com licenças de centrais fotovoltaicas?

Açores: Do Monte Brasil ao topo de Portugal com passagem por São Jorge.
  • 31 novas centrais solares fotovoltaicas estavam previstas para serem construídas até 2021, sobretudo no Algarve e Alentejo, num total de mil megawatts de licenças que o governo de António Costa aprovou em regime de mercado, ou seja, sem dinheiro a tarifas subsidiadas.  Porém, após a saída de Seguro Sanchez do governo e a entrada de João Galamba para a mesma posição, num espaço de seis meses o discurso do governo mudou e as licenças para a construção de centrais fotovoltaicas, num total de 1,5 mil megawatts, são agora um número excessivo. O processo está a ser passado a pente fino sob suspeita de especulação com licenças. JE.
  • Tübingen vai ser a primeira cidade alemã a introduzir uma taxa sobre produtos descartáveis, como copos de café, caixas de pizza e outros recipientes de entrega de alimentos. DW.
  • A Taylor Energy processou o Couvillion Group por incompetência na solução da fuga de petróleo detetada há 14 anos a 10 milhas da costa da Louisiana, no Golfo do México. Nola.
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Mão pesada

  • «O Supremo Tribunal de Espanha confirmou a sentença do Tribunal Provincial da Corunha, segundo a qual o comandante do petroleiro Prestige e a seguradora The London P&I Club devem pagar 1,6 mil milhões de euros de compensações pelos danos resultantes do afundamento do navio, ao largo da Galiza, em 2002. De acordo com a decisão, 1,57 milhões de euros são devidos a Espanha e 61 milhões de euros são devidos a França, por danos provocados por um dos piores desastres ambientais de sempre na Europa e que poluiu 3 mil quilómetros de costa marítima em Espanha, França e Portugal, afectando a vida marinha e a indústria pesqueira locais.» JE do Mar. Mais informação sobre o caso Prestige, aqui.
  • A Whites Recycling Ltd, sedeada em Mill Lane, South Witham, Lincolnshire, foi multada em 20 mil libras por responsabilidades na poluição do rio Tees. GovUK.
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Reflexão sobre indústrias natalícias


A rainha Isabel II fez o seu habitual discurso de Natal. Falou do Brexit, da austeridade e da necessidade de toda a «comunidade» britânica se unir perante tempos adversos. Tudo feito ao lado de um piano dourado, numa faustosa sala do não menos faustoso Buckingham Palace.

Em Espinho, os despojos do consumismo fizeram-se exibir um pouco por todo o concelho. Foto:  sobre uma original de Elísio Silva.
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Bico calado

  • «(…) O que ele quis dizer foi precisamente isso: um presidente da República costuma adotar um justificado low profil nos anos eleitorais, mas avisa, desde já, não estar disposto a fazê-lo. E, de facto, como poderia  Marcelo deixar de ser Marcelo se não vê óbice em acusar os partidos por estarem demasiado precocemente em campanha eleitoral, apesar de, desde o primeiro dia em que tomou posse ele nunca ter feito outra coisa? (…) nada de importante resulta da sua multiplicação de selfies  e de abraços, nada o país ou os seus cidadãos ganham com essa permanente gestão de imagem de um presidente, que se quer fazer passar por simpático ou inteligente, e esconde na sua mente a perfídia com que ajusta as suas estratégias de acordo com a fria análise dos seus objetivos. Que são evidentes, quando ele lamenta que o orçamento não tivesse contemplado reduções de impostos para os patrões ou ameaçado vetar a Lei de Bases da Saúde se não vier a contemporizar com os lautos negócios dos interesses privados. Mas tudo aponta para que, multiplicando-se em intervenções sibilinas, Marcelo continue a enganar os tolos com substitutos das papas e bolos.» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • «Por um lado temos o Ministério Público que se dedica todos os dias a mandar informações para o Correio da Manhã e para a Sábado e do outro lado temos o mesmo Ministério Público que protege uma empresa da Cofina com o segredo de justiça, razão pela qual merece ser investigada pelo próprio Ministério Público». Miguel Sousa Tavares, comentando o caso Celtejo na SIC - Notícias ao Minuto.
  • «(…) A operação “fake news” impõe, de facto, as verdades oficiais do sistema dominante transmitidas precisamente através dos meios que sempre produziram as falsas notícias, os chamados mainstream. Ou seja, a comunicação social de grande consumo não apenas continua a limitar o acesso dos seus frequentadores – seguramente mais de 90 por cento da população mundial – à realidade em que vivem como aponta o dedo inquisitorial aos que lutam por desvendar e divulgar essa mesma realidade, transformados assim em criminosos fazedores de “fake news”. Por isso, a operação “fake news” não apenas reforça o juízo moral, político e económico, que pretende ser absoluto, como tenta asfixiar a contestação fundamentada desse juízo. A operação “fake news”, no limite, quer inviabilizar os efeitos dos mecanismos através dos quais se divulgam realidades diferentes, factos contraditórios, opiniões contrárias – desacreditando-os, perseguindo-os, caluniando-os.(…)» José Goulão, in O Lado Oculto
  • «O jornalismo tribal começou por ser um nicho de mercado. Dirigia-se a subgrupos muito específicos do público, com base em hábitos de vida, como comunidades de golfistas ou fãs da Star Trek. Ultimamente, o jornalismo tribal estabeleceu-se com sucesso no jornalismo político, uma vez que as notícias partidárias se revelaram um negócio altamente lucrativo. A crescente fragmentação e polarização social impulsionaram-no ainda mais para o jornalismo profissional mainstream. E está prosperando. Em muitas sítios, o jornalismo tribal compensa uma aparente fragmentação da sociedade, alimentando um sentimento de pertença e exercendo a solidariedade tribal. Retoricamente reduz um mundo super-complexo a uma realidade totalitária que consiste em verdades simples e estereotipadas. Em 2019, o público estará exposto a uma quantidade e variedade de jornalismo tribal maior do que nunca. A democracia vai enfrentar outro ano difícil.» Thomas Hanitzsch, in NiemanLab.
  • A polícia siciliana confiscou empresas do setor de gás, imobiliário, carros e dinheiro na Itália, Espanha e Andorra no Âmbito de uma ação contra operações de lavagem de dinheiro do famigerado clã da máfia Corleonesi. OCCRP.
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Açores: Graciosa com 100% de energias renováveis

  • A Ilha Graciosa está a ser alimentada a 100 % por energias renováveis. O sistema, pioneiro a nível mundial, foi desenvolvido pela empresa alemã Younicos. O projeto assenta na integração de produção eólica e solar com uma potência instalada de 4,5 MW e 1 MW, respetivamente, complementada por um sistema de armazenamento de energia composto por um conjunto de baterias de última geração, que permitirão o armazenamento de 3,2 MWh. Meo Beachcam. A Ilha Graciosa foi classificada pela Unesco como Reserva da Biosfera em 2007.
  • Mais de metade de Portugal continental corre o risco extremo de desertificação, mas a resposta a este risco não está a ser eficaz e eficiente, considera um relatório do Tribunal de Contas Europeu, que aponta para os efeitos nefastos da agricultura intensiva e da insistência em políticas desajustadas para o país como a insistência no regadio num país onde a água vai ser cada vez mais escassa. Jornal Económico.
  • Casos chocantes de pesca ilegal na União Europeia exigem um maior controlo das pescas, defende Elisabeth Druel, da ClientEarth, uma organização de advogados empenhados na luta por um planeta saudável. Por exemplo, a Irlanda e a Dinamarca falham ao não avançar com um sistema de pontuação que penalize os infratores; pescadores italianos usam explosivos e operam ilegalmente em águas de países africanos ocidentais; 79 pessoas detidas em outubro de 2018 por comércio ilegal de atum, capturado ilegalmente em águas italianas e maltesas e exportado para Espanha através de portos franceses. EURactive.
  • Nova Jersey é um dos nove estados que processaram o governo federal, tentando reverter a aprovação dada há três semanas para testes sísmicos ao largo da costa do Atlântico. O Procurador-Geral Gurbir Grewal disse que a indústria de turismo e mais de 830 mil empregos estavam em jogo: «O teste sísmico é o primeiro passo antes das petrolíferas começarem a perfurar as nossas praias», disse. NJ101.5.
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Mão pesada

A Thames Water foi multada em 2 milhões de libras por fuga de esgotos não tratados para uma ribeira na zona mui seleta das Cotswolds. The Guardian.
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Bico calado

  • «(…) Compreendo o interesse perante um protesto anónimo, tenho mais dificuldade em compreender a confusão entre informação e mera divulgação. Para a divulgar sem filtro os jornalistas não são precisos. (…) A comunicação social não tem de ser cúmplice desse anonimato. Quando foi o “Que se Lixe a Troika” havia signatários do manifesto inicial e eles foram, com toda a legitimidade, escrutinados. Os jornalistas quiseram saber, e bem, quem eles eram e que filiações políticas tinham.  (…) O que eu esperava que os jornalistas me dessem não era horários, locais de encontro e manifestos colados com cuspo. É o que eles não queriam que eu soubesse: quem esteve a preparar um movimento. (…) Durante uma semana, a comunicação social fez muito menos do que informar. Promoveu e convocou uma manifestação sem identificar os seus autores e sem ter a menor ideia da sua real dimensão. Nunca, que me recorde, qualquer manifestação teve esta cobertura antes de acontecer. Incluído manifestações que tiveram centenas de milhares de pessoas. Sempre com promotores conhecidos. (…) O que eu esperava que os jornalistas me dessem não é o que estes grupos anónimos me davam nas redes sociais: horários e locais de encontro, manifestos colados com cuspo. É o que eles não queriam que eu soubesse: quem esteve a preparar este movimento e porquê. Isso é que é jornalismo. Sobretudo quando não há um rastilho claro que explique o nascimento do protesto. (…) Os próximos movimentos já sabem como ganhar o interesse da comunicação social: quanto menos transparentes forem mais atenção terão. Não de jornalistas que lhes queiram retirar a opacidade, mas de jornalistas que colaborem ativamente com ela. Basta qualquer partido ou movimento radical esconder-se atrás de um falso movimento inorgânico e logo terá a ajuda de uma imprensa demasiado sedenta de mistério e modernidade para se atrever a fazer perguntas. Terão promoção gratuita. E, um belo dia, um dos jornalistas que fez esta triste figura vai perguntar, ao ver um Bolsonaro ou um Trump no poder: “Como raio chegámos aqui”? Nunca se lembrará do dia em que desistiu de ser desconfiado.» Daniel Oliveira, in Expresso 21dez2018.
  • «(…) Há, igualmente, coincidências que não passam despercebidas: a instrumentalização dos enfermeiros numa altura em que os interesses privados e das misericórdias arriscam ser beliscados por uma Lei de Bases da Saúde, que possa impor a complementaridade e a subordinação da sua «contribuição», em vez do seu carácter supletivo, que tanto agrada a Marcelo por deixar tudo exatamente na mesma, ou seja na contínua sangria de recursos do SNS para encher os bolsos dos que fazem obsceno negócio. Ou ainda as reivindicações dos caciques dos bombeiros voluntários que, não só querem evitar verem-se marginalizados do lucrativo fornecimento dos meios de combate a incêndios como se querem livrar de quem lhes possa auditar as contas. É porque tais argumentos podem e devem ser utilizados no momento certo mostrando aos portugueses o que está verdadeiramente em causa, que não me assustam as greves e muito menos a muralha intransponível, com que o governo as enfrenta. À exceção da luta dos estivadores de Setúbal, que tinha fundamento para se considerar justificada, todas as demais não encontram resposta assertiva do governo, que mantém o princípio de optar por dar mais a muitos, mas considera irresponsável dar tudo a todos. (…)» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • A Der Spiegel admitiu que um dos seus jornalistas e editor, distinguido com vários prémios, inventou histórias e personagens em reportagens publicadas naquele que é um dos meios mais influentes da Alemanha e de maior difusão na Europa, conta o DN. O The Guardian também conta a mesma estória, mas ainda não pediu desculpas pelo artigo que Luke Harding fabricou sobre as visitas de Manafort a Assange na Embaixada do Equador em Londres e ainda não o despediu.
  • A Estónia prendeu 10 ex-funcionários da filial local do Danske Bank no âmbito de uma investigação internacional sobre alegada lavagem de dinheiro envolvendo a Geórgia e o Azerbaijão. EUObserver.
  • Os israelitas arrancaram 100 árvores de fruto de agricultores palestinianos em Tarqumiya, uma localidade no sul da zona ocupada de Hebron. MEM.
  • Afinal, os amigos do Trump sempre podem cotizar-se para pagar o famigerado muro na fronteira dos EUA com o México, conta o mui insuspeito Daily Mail.
  • O governo de Trudeau aprovou um pacote de benefícios fiscais de 1,6 biliões de dólares às petrolíferas, conta a Global News. Já em outubro de 2017 o Guardian dizia que as gigantes petrolíferas pagavam muito mais biliões a países em desenvolvimento do que ao Canadá.
  • A Confederation Mapuche de Neuquén, Argentina, apresentou uma queixa criminal contra a Pan American, filial da BP, a Exxon e a Total por despejo ilegal de resíduos de fraturação hidráulica no ambiente sensível da Patagónia. DeSmogUK.
  • Coca-Cola é investigada por esquema bilionário para não pagar impostos, titula o Intercept.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Pescas: volumes de capturas ameaçam sustentabilidade

  • Os ministros das Pescas da União Europeia reunidos em Conselho em Bruxelas voltaram a estabelecer volumes de capturas acima dos pareceres científicos. Os ministros têm agora apenas 1 ano para atingir as metas com que se comprometeram em 2013, de acordo com os pareceres científicos. PONG-Pesca.
  • Petrolíferas como a Total, Shell Chevron e Exxon, têm descartado ilegalmente resíduos de processos industriais no norte da Patagônia, na Argentina, denuncia a Greenpeace. O despejo é feito pela Treater S.A., que opera para as petrolíferas. Os resíduos químicos são restos do processo de fraturação hidráulica e estão a ser despejados sem qualquer tratamento ou proteção em aterros a céu aberto. Tudo isso a menos de 5 Km do rio Neuquén e da cidade de Añelo, onde há campos agrícolas e fontes de água potável das quais a população depende. Em menos de dois anos, um dos depósitos de lixo alcançou o tamanho de 15 campos de futebol.
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Mão pesada

  • A mineradora de cobre Freeport-McMoRan Inc foi condenada a indemnizar a Indonésia em 32 milhões de dólares por milhares de hectares de floresta protegida que usou sem licença. Reuters.
  • Giovany Marcelino Pascoal foi condenado a pagar mais de R$ 1,6 milhão em indemnizações e danos pelo abate de 244,74 hectares de floresta amazónica. Pascoal, que já fora detido em 2014 na Operação Castanheira por motivos idênticos, responde agora por 25 processos por devastação florestal. EcoDebate.
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Bico calado

  • «(...) Agora, a via para a destruição do SNS parece ser fomentar o seu descrédito. Por via da greve de longa duração dos enfermeiros (que fazem greve no público mas continuam a trabalhar no privado, onde os seus salários não são superiores), por via das constantes críticas aos serviços que não funcionam (às vezes justas, mas muitas vezes parcelares). Os enfermeiros querem ganhar mais. Muito bem. (…) Quando uma doença como o cancro atinge uma pessoa de rendimentos médios (a designada classe média, largamente maioritária), ela aguenta até ao segundo ou terceiro tratamento de quimioterapia. Ao quarto tem de passar para o público, que a recebe sem perguntas. Porquê? Porque os tratamentos inovadores são de tal modo caros que os 10 ou 20 por cento que é preciso pagar para completar o seguro de saúde não são, pura e simplesmente, comportáveis. Convém acrescentar que o SNS tem ao seu dispor o que de mais avançado e inovador existe nos países mais desenvolvidos e não regateia a sua aplicação» Teresa de Sousa, in Público.
  • Em 2018, 63 jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam. Os países mais perigosos são o Afeganistão, a Síria, o México, o Yemen, a Índia e os EUA. Reporters Without Borders.
  • «(…) O recurso à engenharia eleitoral é um dos segredos mais conspícuos do nosso tempo e um exercício esperado de quem que se sente ameaçado. Assim, os democratas têm mais 14 milhões de votos do que os republicanos mas ficam em minoria no Senado. Trump perde as eleições populares por três milhões de votos e é eleito presidente. (…) Macron pode ter 30% e depois conseguir, pela magia uninominal, uma aterradora maioria de dois terços. Ora, de todas as formas de engenharia eleitoral, a mais eficaz e, portanto, mais repetida, também a mais delinquente, é essa dos círculos uninominais, que exigem maioria em cada circunscrição e que, desse modo, anulam a proporcionalidade. Se houvesse em Portugal um sistema destes só haveria deputados do PSD e PS, talvez um ou dois do PCP. Mais de um terço dos eleitores deixaria de estar representado. Para cobrirem tal descaramento, os promotores da ideia sugerem compensar a distorção com um círculo nacional ou com outros modos de contabilidade que transformariam as eleições numa charada. (…) No Brasil os deputados também são votados individualmente, disputando dentro de cada partido os lugares, o que estimula uma corrida ao dinheiro e permite que seitas, gangues e empresas se façam representar. Seria o que aconteceria em Portugal com os círculos uninominais, que exigiriam primárias dentro de cada partido, a porta de entrada para essas forças. Esta proposta promove o avanço da corrupção do sistema político. Resta a demagogia. Na plataforma da imitação lusitana dos “coletes amarelos” repete-se a frase mais popular de todos os populistas: menos deputados, agora com a ideia atordoante de “só 4 deputados por cada região”. Presumindo que os autores não se referem só à Madeira e Açores, teríamos assim que Portalegre passaria a eleger o dobro dos deputados, tantos como Lisboa, que tinha 48. Ou seja, num parte do país oito mil votos elegem um deputado, noutra são precisos 200 mil. Nesse sistema de batota, a única pergunta seria se vale a pena votar. » Franciso Louçã, in Delinquência política no sistema eleitoral - Expresso, via FB.
  • No Reino Unido, a Amnistia Internacional lidera campanha de boicote à importação de artigos produzidos na faixa ocupada de Gaza.
  • A União Europeia prepara a atualização da sua lista negra de paraísos fiscais para incluir novos critérios e um maior alcance geográfico, possivelmente alargado até aos EUA, diz a insuspeita Bloomberg.
  • Ricardo Salles, anunciado por Bolsonaro para o Ministério do Meio Ambiente, teve a sua campanha financiada pelo maiores desmatadores do país e é acusado de incumprimento de leis ambientais. «Desde 2017, é alvo de ação movida pelo Ministério Público de São Paulo sob a acusação de alterar ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental, na Várzea do Rio Tietê, com a clara intenção de beneficiar setores econômicos», escrevem o El País e o Brasil 247.


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Barrinha de Esmoriz: adjudicada a conclusão da dragagem

  • «A Polis Litoral Ria de Aveiro adjudicou a conclusão da empreitada de dragagem da Barrinha de Esmoriz, à empresa Manuel Maria de Almeida e Silva & CIA, S.A., por 1,339 milhões de euros. A intervenção, que deverá ser executada em 150 dias, abrange a Barrinha de Esmoriz, em Ovar, e a Lagoa de Paramos, em Espinho, e inclui a transposição de sedimentos para redução da erosão costeira. A dragagem e despoluição faziam parte da empreitada de requalificação e valorização da Barrinha de Esmoriz, iniciada em setembro de 2016 e suspensa antes da época balnear de 2017, pela Polis Litoral Ria de Aveiro, por alegado incumprimento por parte do empreiteiro.» Diário de Aveiro.
  • A Assembleia Municipal de Tomar exige que as autoridades identifiquem os responsáveis pela poluição no Nabão para que sejam julgados e punidos. Radio Hertz.
  • A Shell e a EDP Renováveis juntaram-se numa joint venture, a Mayflower Wind Energy, para entrar no mercado das eólicas flutuantes nos EUA. A área de concessão pode acomodar uma capacidade total de produção de aproximadamente 1,6 GW, o suficiente para fornecer eletricidade limpa a mais de 680 mil famílias médias em Massachusetts por ano. EDP.
  • As produtoras inglesas terão a obrigação legal de pagar a conta pelo descarte ou reciclagem dos resíduos de embalagens que produzem sob novos planos pelo ministro do Ambiente da Grã-Bretanha. Os parlamentos regionais do País de Gales, da Escócia e do Ulster (Irlanda do Norte) decidirão sobre a adoção de medida semelhante. Reuters.
  • Várias organizações relacionadas com a preservação do Ambiente como a Oxfam, a Greenpeace, a Fondation pour la Nature et l'Homme e a Notre Affaire à Tous avançaram com uma ação legal contra o Estado francês. Censuram-no por sua falta de ação perante as alterações climáticas e exigem compensações por danos morais e ecológicos. France Inter.
  • Cinco organizações ambientalistas avançaram com uma ação tentando bloquear a produção de petróleo a partir de uma ilha artificial de cascalho implantada nas águas federais do Ártico. Alega-se que o projeto viola a lei federal que rege a perfuração de plataformas continentais externas, o ambiente e as espécies em vias de extinção. A administração Trump não salvaguardou os impactos de um derrame de petróleo em águas remotas do Ártico ou os efeitos da perfuração nos ursos polares e outras espécies ameaçadas. The Journal Record.
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Bico calado

  • «(…) o site Bombeiros 24 espalha nos computadores de quem o visita um tipo específico de software malicioso - um affiliate, que permite aos administradores do site receber dinheiro de empresas de vendas online. O truque é simples: o site deixa uma espécie de cookie nos computadores dos leitores que passam assim a ficar associados ao Bombeiros 24. Quando essa pessoa usar aquele computador para, por exemplo, comprar alguma coisa na Amazon, a empresa americana fica a saber que a sua venda foi "sugerida" pelo site português e paga-lhe uma comissão. Além de ceticismo, os frequentadores desta página precisam de um bom antivirus. Esta é mais uma prova de que o negócio das fake news é rentável. O que poucos portugueses conhecem é a real dimensão deste "mercado".(…)» DN. Se gosta se ser enganado e de beneficiar vigaristas, clique, leia, siga e partilhe as mentiras e vigarices destes «sites»: 1001 Ideias, Altamente, Cura Natural, EventoXXI, Futebol Total, hawkfinancing.com, Jornaldiario, JornalQ, Luso Jornal 2015, Lusonoticia, Lusopt, Magazinelusa, Muito Bom, Muito Fixe, Noticiario.com, noticias24.com.pt, Semanarioextra, Vamoslaportugal, Tafeio.com.pt…, 
  • «(…) É interessante observar como alguns dos que lamentam a pobreza no nosso país nesta altura do ano são os mesmos que repudiam os impostos sobre as grandes fortunas, os altos rendimentos, e as transacções vultuosas, são os mesmos que têm a perspectiva rentista de pôr o dinheiro a salvo e a render seja onde for, são os mesmos que discutem o aumento do salário mínimo, euro a euro, que são “tão bons” que já pagam 630 euros a alguns a quem podiam pagar 580. São os que exigem “menos Estado”. Enfim, são os mesmos que apoiam os filhos para estarem com os sacos à porta dos supermercados, porque isto de dar aos pobres “empresta a Deus” e sempre é melhor ir pagando um seguro para a eternidade para além do seguro de Saúde. (…) É fácil ouvir pessoas que dizem “e nós descontamos!”, sabendo que a percepção delas é que estão a pagar impostos e serviços de saúde, quando nós sabemos que só descontam para a segurança social e que não pagam impostos directos nem serviços de saúde. Já não é raro ouvir ou ler nas redes sociais que estão a pagar impostos para sustentar deputados e reformas milionárias dos mesmos, notícias falsas divulgadas por fontes organizadas e impunes. Na generalidade da voz pública sente-se que a corrupção está a aumentar, quando o que está a aumentar é a sua investigação e divulgação. E já é possível ouvir quem reclame a pena de morte para os corruptos. Um dia pode vir alguém que diga “Chega” e seja aceite como chefe. Um dia poderá ocorrer que nós, que discutimos isto e que pertencemos a uma elite, mesmo que na elite haja gente “à rasca”, sejamos englobados num todo que são “eles”, os que mandam, os que discutem na Assembleia da República, os que estão lá em cima e têm voz, enquanto uns milhões não têm voz de facto. Portugal vive um momento feliz, apesar das muitas greves, mas há mar e marés e há ir e voltar. Há marés amarelas auto-organizadas e há marés negras que pedem chefes.» Isabel do Carmo, in Pùblico.
  • «(…) Foi em 1990 que a direita fez o seu ataque ao SNS. PSD e CDS aprovaram uma proposta do governo de Cavaco Silva para uma nova Lei de Bases da Saúde que escancarou as portas do SNS ao saque dos privados. Essa lei atribuiu ao Estado a obrigação do “desenvolvimento do setor privado de prestação de cuidados de saúde (...) em concorrência com o setor público”. Com esta alteração, o SNS já não servia apenas para garantir cuidados de saúde às pessoas, tinha a obrigação de ajudar ao estabelecimento dos privados.(…) Enchiam a boca com as virtudes do mercado e os méritos do empreendedorismo, mas, na verdade, era sempre o Estado que bancava a iniciativa dos privados. Como dizia António Arnaut, estas alterações serviram para criar as condições “legais” para uma futura privatização do SNS através da “medicina convencionada”, da possibilidade da “gestão empresarial” e de incentivos aos “seguros de saúde”. Chegados aqui, o resultado das alterações feitas pela direita são visíveis: atualmente, quase 40% do orçamento anual é desviado para os privados, 500 milhões de euros só para as Parcerias Público-Privado (PPP). Uma enorme sangria de recursos públicos. (…) Quando Marques Mendes diz que “o país não precisa de uma nova lei de bases” da saúde, uma vez que esta serve como uma lei “enquadradora” e por isso “não resolve problema nenhum”, sabemos que não é uma opinião desinteressada. Esta é a opinião de quem quer manter as rendas no setor da saúde, das centenas de milhões de euros de lucros dos grupos económicos que parasitam o SNS. Para eles, será sempre desnecessária uma lei que lhes belisque os seus dividendos. Quando é a raposa quem garante a segurança do galinheiro, sabemos que alguém sairá depenado. Neste caso, é o bolso de todos nós.» Pedro Filipe Soares, in Salvar o SNS, in Pùblico 18dez2018.
  • Um empresário de Castro Daire foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por fraude na obtenção de subsídio e branqueamento de capitais. O empresário terá enganado o Turismo de Portugal, apoderando-se ilegalmente de 2 milhões e 292 mil euros. Jornal do Centro.
  • A Comunidade valenciana precisa de 20 estagiários pastores. El País.
  • «No passado dia 19 de Novembro, os ministros da Defesa da esmagadora maioria dos países da União Europeia, incluindo Portugal, aprovaram 16 projectos federalistas militares que integram a criação de uma escola de espionagem, a vigilância reforçada desde a atmosfera ao fundo dos mares, o apuramento dos mecanismos de navegação e reacção rápida, guerras cibernética, química, biológica, bacteriológica e nuclear. Em Bruxelas considera-se que estamos na antecâmara do exército europeu.» José Goulão, in O Lado Oculto.
  • As autoridades israelitas demoliram uma estátua do jornalista e escritor Ghassan Kanafani à entrada do cemitério de Acre. Argumento: o escritor é um herói nacional para os palestinianos, portanto tem estatuto de terrorista.
  • A deputada eleita Ana Caroline Campagnolo que desafiou os alunos a filmarem professores a expressar opiniões político-partidárias em salas de aula viu as suas contas reprovadas pelo TRE por, entre outras coisas, transferir dinheiro da campanha para a sua conta pessoal, conta a insuspeita Globo.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Inspeção do Ambiente: O braço da lei é brando e curto para com crimes ambientais

  • "Guardiões da Energia" é um projeto que funciona em 41 escolas da Europa Central e é financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. EuroNews.
  • «Nos últimos quatro anos, a Inspeção-Geral do Ambiente decretou coimas num valor superior a 37 milhões de euros, mas dos tribunais saíram punições de pouco mais de seis milhões. Nuno Banza, inspetor-geral do Ambiente, considera que o sistema judicial acaba por aliviar o quadro legal que é exigente. Carla Amado Gomes, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa alerta para o facto de que, para além de o legislador ter vindo a atenuar as sanções às contraordenações ambientais,  os tribunais passam este sinal à sociedade: “se no caso das infrações ambientais, as coimas são muito atenuadas e se, no crime, as poucas condenações que há, são penas suspensas, a mensagem que se está a passar é que o crime compensa.”» RR.
  • Residentes de Newark, New Jersey, estão a processar a sua cidade por muito pouco está a ser feito para garantir a boa qualidade da água que chega às toneiras das suas casas. NJTV.
  • A capital do Chile recebeu 100 autocarros elétricos importados da China. Os governantes julgam poder com esta pequena revolução nos transportes públicos de Santigo reduzir os elevados níveis de poluição do ar naquela área. World Economic Forum.



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Bico calado

  • «(…) Conheço muito mal Rui Rio mas um dia fiz uma conferência com ele sobre jornalismo e política. Ouvi-o falar e fiquei siderado. Percebi é um defensor da censura. Deixem-no à solta e é um censor. Ele não entende o que é a liberdade de imprensa e por isso vai ter sempre um conflito com a imprensa. (…) É um caminho suicidário. E até acho que a imprensa é muito branda com ele porque percebe que ele nunca chegará ao poder. Se quisesse exterminá-lo já o teria feito. » Miguel Sousa Tavares, entrevistado por Maria Lopes, no Público de 16dez2018.
  • O dono da fazenda São Francisco, em Bonito, alvo de ação em 2016 que lhe valeu multa de R$ 10 milhões, Adolpho Mellão Cecchi, doou R$ 20 mil para a deputada federal e futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), na campanha de 2018. Campo Grande News.
  • «A globalização era toda sobre a liberdade do capital e a falta de liberdade das pessoas. O internacionalismo deve ser tudo sobre a liberdade das pessoas e restringir o génio financeiro. O dinheiro é um bem público que nunca é produzido de forma privada, por isso tem que ser controlado publicamente». Yanis Varoufakis, in The Nation.
  • Utsa Patnaik calcula que o Reino Unido extraiu 45 triliões de dólares da Índia entre 1765 e 1938, desmontando assim o mito segundo o qual o Reino Unido teria perdido com a colonização da Índia. Tudo conseguido através de um truque. «A Companhia das Índias Orientais assumiu o controlo do subcontinente e estabeleceu o monopólio sobre o comércio indiano e começou a cobrar impostos, usando cerca de um terço dessas receitas para financiar a compra de bens indianos para uso britânico. Isto é, em vez de pagar pelos bens indianos do seu próprio bolso, os comerciantes britânicos adquiriam-nos de graça, "comprando" de camponeses e tecelões usando dinheiro que acabara de ser tirado deles. Alguns dos bens roubados foram consumidos na Grã-Bretanha e os demais foram reexportados para outros lugares. O sistema de reexportação permitiu que a Grã-Bretanha financiasse um fluxo de importações da Europa, incluindo materiais estratégicos como ferro, alcatrão e madeira, que eram essenciais para a industrialização britânica. De fato, a Revolução Industrial dependia em grande parte desse roubo sistemático da Índia. Além disso, os britânicos conseguiram vender os bens roubados para outros países a preços muito mais altos do que os tinham "comprado", embolsando não só o valor integral original das mercadorias, mas também uma margem de lucro. Quando o monopólio da Companhia das Índias Orientais acabou, os produtores indianos puderam exportar os seus produtos diretamente para outros países, sendo os pagamentos feitos em Londres. Como? Quem quisesse comprar produtos da Índia faria isso usando notas especiais do Conselho - uma moeda de papel única emitida apenas pela Coroa Britânica. E a única maneira de conseguir essas moedas era comprá-las com ouro ou prata a partir de Londres. Assim, os comerciantes pagariam a Londres em ouro para conseguir as moedas e depois usavam as moedas para pagar aos produtores indianos. Quando os indianos descontavam as moedas no escritório colonial local, eles eram "pagos" em rúpias com a receita de impostos - dinheiro que acabava de ser coletado deles. Por isso, mais uma vez, eles não eram de facto pagos; eram defraudados. E Londres ficava com todo o ouro e prata que deveria ter ido diretamente para os Indianos pela venda das suas exportações. Embora a Índia gerasse um enorme superávit comercial com o resto do mundo - um superávit que durou três décadas no início do século 20 -, ele revelou um déficit nas contas nacionais porque o rendimento real da Índia proveniente das exportações eram apropriadas na sua totalidade pela Grã-Bretanha. E esse défice obrigava a Índia a contrair empréstimos ao Reino Unido para financiar as suas importações. Portanto, toda a população da Índia era obrigada a endividar-se desnecessariamente aos seus senhores coloniais, o que reforçava o controlo britânico. Este sistema permitiu o financiar não só a expansão do capitalismo na Europa, no Canadá e na Austrália, mas ainda a invasão da China nos anos 1840s e a supressão da revolução indiana em 1857. A população indiana pagava a respetiva fatura. Durante toda a história de 200 anos do domínio britânico na Índia, quase não houve aumento na rendimento per capita dos indianos. De facto, durante a última metade do século 19 - o auge da intervenção britânica – o rendimento na Índia caiu para metade. A expectativa média de vida dos indianos caiu um quinto entre 1870 e 1920. Dezenas de milhões de pessoas morreram desnecessariamente de fome induzida por estas políticas. A Grã-Bretanha não desenvolveu a Índia. Muito pelo contrário, conclui Patnaik: a Índia desenvolveu a Grã-Bretanha.»
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Leiria: autarcas preocupados com prospeção de gás e petróleo

  • Os municípios da Região de Leiria estão preocupados com as propostas de furos de prospeção de gás e petróleo, especialmente na Batalha. Há um património jurássico no solo que pode sofrer danos irrecuperáveis. TSF.
  • A cimeira do Clima encerrou com um acordo pouco ambicioso para evitar o fracasso total.  O texto final aprovado é menos ambicioso do que as versões originalmente tratadas, especialmente no que se refere aos cortes nas emissões de gases de efeito estufa. O pomo da discórdia residiu nas conclusões e sugestões do relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações climáticas, segundo o qual o planeta enfrenta graves riscos se a temperatura ultrapassar 1,5 graus em relação aos níveis pré-industriais. El País.
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Memórias curtas

  • 17dez2016 – Presidente da CM de Espinho: «Devemos fixar as populações perto do mar porque só assim conseguimos também criar sedimentos»
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Bico calado

  • «(…) quando é que o ministério público abre uma justificada investigação sobre a proveniência dos milhares de euros, que os enfermeiros em greve alegam terem recebido numa suspeita subscrição pública para lhes facilitar uma luta virada fundamentalmente contra o Serviço Nacional de Saúde? Talvez assim se confirmem quais os verdadeiros interesses que andam a defender...(…)» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • Sabia que os maquinistas do metro de Londres ganham mais que a média dos pilotos de aviação comercial? O Mail explica.
  • A Integrity Initiative, criada para alegadamente combater a desinformação russa, andou a fazer campanha suja contra o líder dos Trabalhistas britânicos Corbyn e outros políticos europeus. Twitter.
  • A República Árabe Síria apresentou uma queixa à UNESCO contra a França e a Turquia por pilhagem de bens culturais levadas a cabo pelos exércitos francês e turco em Manbij, Afrin, Idlib, Hassaka e Raqqa, zonas que supervisionaram. Um gabinete privado sediado em Paris coordenava as ordens de pilhagem aos jiadistas para compradores ocidentais. Uma parte do lucro dos negociantes de arte servia como financiamento das organizações terroristas. Em 2015, a UNESCO tinha registado através de satélite as pilhagens de quase 900 sítios. Voltaire.
  • Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 46 nações desenvolvidas, apenas a Sérvia e os Estados Unidos tiveram taxas de mortalidade materna que pioraram entre 1990 e 2015. O maior número de vítimas são mães negras. National Geographic.
  • A campanha de verificação de notícias falsas patrocinada pelo Facebook (FB) não passou de uma operação de cosmética e de relações públicas, denunciam alguns jornalistas pagos para o serviço mas desiludidos com o FB por menosprezar os relatórios dos dados colhidos. Fontes: The Guardian e NeoNettle.
  • O Sinclair Broadcast Group despediu uma reporter depois dela ter dado baixa para tratamentos de cancro. Times Free Press.
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domingo, 16 de dezembro de 2018

Póvoa de Varzim: máquina dá vales de descontos em compras e serviços em troca de resíduos de plástico


Na Póvoa de Varzim, uma máquina recebe resíduos de plástico para reciclar e fornece vales de descontos em compras no mercado municipal, oferece bilhetes de cinema na sala de espetáculos local e entradas gratuitas nas piscinas e ginásios municipais. O projeto foi desenvolvido pela Lipor. Notícias ao minuto.
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Memórias curtas

  • 16dez2010 - O Parlamento aprovou um projeto-lei do PSD que estabelece uma redução de 90% no fornecimento de sacos nos supermercados até 2016, e um projeto-lei socialista para um sistema de desconto mínimo de 5 cêntimos por cada 5 euros de compras a quem prescinda de sacos. Comentário do Ondas3: Vão passar a fazer como sempre fizeram o Lidl e o Mini Preço: só fornecem sacos por dinheiro.
  • 16dez2008 - Portugal ocupa o 15º lugar em desempenho ambiental, à frente de países como a  Finlândia (48) e os EUA (58). 
  • 16dez2007 - Um pelotão de fuzileiros da Marinha portuguesa associou-se à campanha “Um Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela”, plantando árvores na zona dos Fornos, acima do Covão d’Ametade.
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Bico calado

  • «(…) Mas os enfermeiros não são remunerados por um fundo de greve, com regras claras e que resulta de anos de trabalho de um sindicato. São remunerados através de crowdfunding. Dirão: é outra forma de fazer o mesmo, já que um conjunto dos enfermeiros se cotizou para isto. Só que a plataforma usada para esta recolha de fundos permite o anonimato dos doadores. O dinheiro pode não vir apenas de enfermeiros. Especulando, para se perceber o risco, poderia vir de quem sirva os interesses privados que mais ganham com esta greve. Não digo que seja o caso, digo que o perigoso precedente de podermos ter financiamento anónimo de greves por concorrentes de empresas ou instituições está aberto. (…) Com um pormenor: os 42 euros pagos por dia a estes grevistas não estão sujeitos a impostos ou descontos. Depois há a origem da greve. Não é os sindicatos que a marcam serem próximos do PSD. Há muitos sindicatos próximos de partidos e isso nunca foi problema. Não é o descarado envolvimentos (ou direção) da bastonária, também do PSD, numa luta sindical, violando a delegação de funções do Estado na Ordem. É estes dois pequenos sindicatos (ASPE e Sindepor) terem sido fundados há apenas um ano e limitarem-se a entregar pré-avisos de greve em resposta às exigências de um movimento inorgânico que é presa fácil de oportunismos, aproveitando o desespero dos enfermeiros. Não é por acaso que, apesar de terem as mesmas reivindicações, o maior sindicato da classe (SEP) e a Federação que junta outros dois sindicatos (FENSE) não participam nesta greve. Estão em negociação e têm consciência que a perda de vidas por causa de uma greve continuada às cirurgias teria repercussões dramáticas para a imagem do sindicalismo e para a credibilidade SNS.(…)» Daniel Oliveira, in Expresso 15dez2018.
  • «(…) Quando se trata de decidir o que quer que seja, sobre as leis propostas para promulgação, ou simplesmente em preparação, Marcelo cuida de marcar a linha vermelha, que alerta não deixar ultrapassar. A respeito do Serviço Nacional de Saúde - cuja criação recorde-se que mereceu o seu voto contra quando era deputado na Assembleia da República - apressou-se a vir-se pôr ao lado da lobista Maria de Belém que, com o seu grupo de consultores, formulara uma Lei de Bases defensora dos interesses privados e das oportunistas Misericórdias, em detrimento dos hospitais e clínicas do setor público. Aproximando-se bem mais dos princípios defendidos pelo criador do SNS, António Arnaut, que subscrevera com João Semedo uma proposta de reactualização da Lei existente, a ministra Marta Temido cuidou de aparar tudo quanto pudesse prejudicar a medicina pública e beneficiasse os que fazem da saúde dos portugueses um negócio. Já não bastava que a ministra tivesse encontrado no próprio Conselho de Ministros a oposição dos que nele têm assento e mantém firme resistência ao espirito da atual maioria parlamentar, e já conta com o aviso de Marcelo em como é na lobista dos grupos económicos privados, que se reconhece.(…)» Jorge Rocha, in Ventos Semeados.
  • No Reino Unido, os diretores da Crossrail receberam bónus de 725 mil libras na véspera do projeto da linha férrea ter registado um atraso de um ano e ter ultrapassado o orçamento previsto. The Times.
  • Agentes da autoridade norte-americana destruíram cerca de 4 mil garrafões de água disponibilizados por grupos solidários a migrantes que atravessam o deserto para tentar entrar nos EUA. Cerca de 7 mil pereceram ao tentar a sua sorte. Vagamente relacionado: a migrante Jackeline Caal, de sete anos, morreu de sede quando em custódia dos EUA.

  • John Bolton, conselheiro para a segurança nacional dos EUA, considera os investimentos chineses e russos em África não só uma atitude predatória e neocolonialista mas também uma ameaça para a segurança dos EUASerá caso para pensar que tudo seria diferente para melhor se os investimentos fossem americanos. Só que o presidente da China visitou África 9 vezes para promover investimentos, enquanto Trump enviou a esposa numa visita de cortesia. Estranho é Bolton dizer o que disse quando os EUA têm tropas em 50 países africanos…
  • Diretores da Trafigura, da Vitol e da Glencore estão a ser investigados por suspeitas de suborno de 15,3 milhões de dólares a homólogos da brasileira Petrobras para conseguirem bons negócios. Global Witness.
  • Celebridades criticadas por fuga ao fisco através de offshores: Bono, Shakira, Nicole Kidman, Madonna, Jean-Jacques Annaud, Amitabh Bachchan, Akira Toriyama. ICIJ.
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sábado, 15 de dezembro de 2018

Carviçais: 200 mil euros de fundos comunitários voam em projeto fantasma de reposição de vegetação

  • 200 mil euros de fundos comunitários foram atribuídos à Junta de Freguesia de Carviçais, em Torre de Moncorvo, para repor floresta dizimada pelos incêndios de 2013. O presidente da freguesia adjudicou a empreitada por ajuste direto e garante que o trabalho foi realizado: plantação de ervas rasteiras nas encostas para impedir a erosão dos terrenos e limpeza de algumas linhas de água. Mas no terreno ninguém encontra vestígios do dinheiro. O projeto estava dividido em três partes, conta a TVI24: «Duas foram adjudicadas à empresa Floresta Bem Cuidada; a terceira parte foi entregue à Rota Evolutiva. (…) O proprietário da Floresta Bem Cuidada diz que apenas estava prevista a sementeira aérea. O cademo de encargos desmente-o. Acrescenta que, em outubro de 2014, um helicóptero esteve uma semana a lançar oito toneladas de sementes em Carviçais. Acrescenta que o serviço terá sido subcontratado à Heliportugal, mas a empresa desmente. A TVI sabe que foi a Helibravo a realizar os trabalhos e as contradições são evidentes: a Floresta Bem Cuidada diz que a sementeira aérea em Carviçais durou uma semana. Já a Helibravo garante à TVI que nesse período lançou sementes numa área três vezes superior, incluindo no concelho vizinho de Mogadouro, que também pagou à Floresta Bem Cuidada 100 mil euros pela intervenção. Os proprietários destas terras falam numa operação de cosmética em Carviçais.»
  • Paineis solares híbridos, capazes de produzir eletricidade e aquecer água, estão a ser desenvolvidos pela Abora Solar, empresa criada na sequência da tese de doutorado de Alejandro del Amo na Universidade de Zaragoza. Os testes estão a ser realizados, com sucesso, em vários locais de Granada, Toledo, Málaga e Gerona. A amortização do investimento neste tipo de painel está calculado em 4 anos, e o seu período de vida útil em 25. Energías Renovables.
  • Centenas de pessoas despediram-se do maior pinheiro da Suíça, com 48 metros de altura e 260 anos de vida, localizado em Luve, que teve que ser cortado por sofrer de doença. EFEverde.
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