Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

França: que se passa em Ain, Lyon?

  • Subiu para 8 o número de crianças que nasceram sem armas, ou sem mãos, entre 2009 e 2014, no Ain, uma área de 17 Km de raio a nordeste de Lyon, em que todos os casos de agenesia transversa do membro superior (ATMS) foram identificados. Segundo a REMERA (Registre des Malformations en Rhône-Alpes), o número de casos em seis anos nesta pequena área é mais de 50 vezes superior ao «normal», podendo haver para essas malformações uma causa exógena, provavelmente ambiental. Le Monde.
  • No Canadá, os glaciares de Yukon estão a recuar muito mais depressa do que o previsto, alertam investigadores. The Guardian.
  • A enorme caravana de sul-americanos para o norte não resulta apenas do clima de violência e pobreza que se instalou nos seus países. As alterações climáticas são também um poderoso factor, sugerem especialistas como Robert Albro, investigador do Center for Latin American and Latino Studies da American University e Sam Dupre, da University of Maryland Baltimore County. Muitos são fazendeiros e agricultores desesperados perante secas prolongadas que há 7 anos têm destruído 70% das culturas de milho e café. The Guardian.
  • O Peru deu um passo muito importante para tornar as suas práticas de pesca comercial mais transparentes, colocando pelo menos 1.300 dos seus navios de pesca industrial numa plataforma digital de acesso público para que suas localizações possam ser monitorizadas em tempo real. Esta ferramenta é também essencial no combate à pesca ilegal e não reportada. Undercurrent.
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Mão pesada

A JBS foi multada em R$ 1 milhão por despejar sangue bovino no rio Araguaia, em Mato Grosso, informa a Globo.
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Bico calado

  • Em Vilar, Vila do Conde, o pároco da freguesia, Padre Bruno Miguel Ávila, benzeu a nova máquina ATM. Caso para dizer, como Joana Lopes, «euros abençoados valem a dobrar».
  • Paulo Rangel a tirar macacos do nariz e a comê-los – no parlamento europeu. Isto por causa da outra a limpar as unhas na Assembleia da República.
  • Paulo Portas não encontra na vida de “Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável”, cita o SolPara que conste: Paulo Portas recebeu a mais alta condecoração brasileira dada a estrangeiros, a Ordem do Cruzeiro do Sul, concedida por Dilma Roussef, do PT, em 2016.
  • As autoridades australianas acusam um ex-oficial da secreta e seu advogado de violar as leis de segurança do Estado por revelarem que Canberra espiou o gabinete do governo de Timor Leste durante as negociações sobre um tratado de petróleo e gás no valor de cerca de 40 biliões de dólares. FT. Mais pormenores aqui.
  • As autoridades búlgaras destruíram um esquema montado por funcionários públicos que, mediante 5 mil euros, concederam milhares de vistos a cidadãos da Ucrânia, da Moldávia e da Macedónia para estes adquirirem a nacionalidade búlgara. EURActiv.
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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Gaia integra projeto europeu de combate à erva-das-pampas

  • A Comissão Europeia aprovou o projeto LIFE+ Stop Cortaderia, dedicado à gestão da erva-das-pampas (Cortaderia selloana), planta invasora muito agressiva com grande proliferação. Orçamentado em cerca de 3.500.000 € (52% financiados pela UE), o projeto será aplicado em Portugal, Espanha e França durante 4 anos. As ações a implementar incluem o desenvolvimento de estratégias e planos de ação para gestão da espécie e campanhas de comunicação para informar e alertar os cidadãos sobre as graves ameaças associadas à expansão da espécie. O projeto inclui como parceiros (beneficiários) uma aliança de ONGs espanholas (a ONG ambiental SEO, BirdLife e três ONGs sociais – AMICA, AMPROS e SERCA) e duas entidades portuguesas (a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra e o Município de Vila Nova de Gaia). O co-financiador e promotor principal do projeto é o Governo da Cantábria – mais concretamente o Ministério do Desenvolvimento Rural, Pescas e Alimentação – e conta, ainda, com o co-financiamento da Junta da Galiza, do Município de Santander e de empresas privadas (ASTANDER, VIESGO, SOLVAY), além dos próprios parceiros. Outras entidades e associações (como ONGs e Municípios do Sul de França, instituições de investigação e a infraestruturas de Portugal) mostraram o seu apoio ao projeto. Cerca de 52% do orçamento é destinado à contratação de pessoas uma vez que o trabalho de eliminação e controlo de erva-das-pampas será realizado por equipas contratadas pelas entidades sociais AMICA, AMPROS e SERCA, o que confere uma importante dimensão social à iniciativa. Especificamente, o projeto envolverá contratação direta durante o período de projeto de 24 pessoas (3 técnicos e 21 operacionais) e 12 pessoas que participarão de forma parcial nas diferentes ações. Ambiente Magazine. Mais pormenores aqui. Duas notas: (1) A Europa Press já divulgara esta notícia há 4 meses; (2) Alunas da Escola Secundária de Canelas desenvolveram no último ano letivo um projeto precisamente sobre este problema que resultou num filme que foi premiado.
  • A Câmara de Oliveira do Hospital vai investir um milhão de euros na compra de árvores autóctones (castanheiros, medronheiros, carvalhos, pinheiros-mansos) como incentivo aos proprietários para arrancarem os eucaliptos que nasceram após os incêndios de 2017. TSF.
  • A ZERO denunciou que estão sem destino conhecido cerca de 50% das lamas das ETARs produzidas em Portugal continental.  Lembra que desde o início do ano existem as guias eletrónicas de acompanhamento de resíduos (e-GAR), pelo que pediu recentemente à APA os dados sobre a gestão de lamas. E concluiu que no primeiro semestre deste ano metade das lamas produzidas não foram enviadas para um destino legal, tendo, provavelmente, sido descarregados ilegalmente no solo e no meio hídrico. Sábado.
  • A Galp e a Eni decidiram abandonar o projeto de prospeção de petróleo em Aljezur uma vez que «as condições existentes tornaram objetivamente impossível» prosseguir as atividades de exploração. DN.
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Espanha vai fechar 10 minas de carvão

  • Centenas de milhares de borboletas, talvez milhões, caíram nos últimos dias como uma bela chuva outonal nas ilhas de Lanzarote e Fuerteventura. Trata-se da vanesa dos cardos (Vanessa cardui), um dos insetos que mais viajam. Este pequeno inseto é capaz de fazer migrações de até 14.000 Km, cruzando duas vezes o deserto do Saara e alcançando as terras escandinavas geladas. Conseguem-no através de uma extraordinária viagem familiar que envolve várias gerações. Crónica Verde/20Minutos.
  • A Espanha vai fechar 10 minas de carvão em Asturias, Aragón, Castilla e León até o final do ano, após o governo e os sindicatos terem feito um acordo que que envolverá 250 milhões de euros para compensações, formação e requalificação ambiental. The Guardian.
  • O governo francês ordenou a proibição por três meses da comercialização e aplicação do pesticida metam sódio, após dezenas de pessoas, muitas delas trabalhadores agrícolas, terem adoecido em Angers, no oeste da França, nas últimas semanas. AFP.
  • O Reino Unido vai cobrar um novo imposto, a partir de 2022, sobre aqueles que fabricam ou importam embalagens plásticas com menos de 30% de material reciclado. Reuters.
  • Em Istanbul há 25 máquinas na rede de metropolitano da capital turca para trocar garrafas de plástico por bilhetes para viagens. 20Minutos.
  • A Bloomberg Philanthropies vai injetar $ 86 milhões para apoiar comunidades costeiras em 10 países, incluindo Austrália, Fiji, Indonésia, Tanzânia, Peru e EUA. The Guardian.
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Mão pesada

A empresa Fortunato Minerações e Serviços foi multada em R$ 188.440 por carência de autorização para extrair barro e argila em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Globo.
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Bico calado

  • Luis Kutner, cofundador da Amnesty International, deu informações ao FBI sobre o líder dos Panteras Negras Fred Hampton poucos dias antes da polícia de Chicago o ter abatido a tiro. Os pormenores foram extraídos no decorrer de um julgamento levada a cabo 7 anos depois da ocorrência, revela a revista Nation de 25dez1976.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Plantações ilegais de eucalipto sujeitas a coimas até 44 mil euros

  • A compra de plantas de eucalipto vai passar a exigir uma autorização prévia e os proprietários de plantações ilegais serão multados com coimas entre os 3.700 euros, para cidadãos, e os 44 mil euros, para empresas. As coimas serão duplicadas se os donos das plantações ilegais não as arrancarem no prazo de seis meses após as notificações. Notícias ao minuto.
  • A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o Ministro da Ciência, Tecnologia e Espaço de Israel, Ofir Akunis, assinaram um memorando de entendimento e cooperação para «reforçar as colaborações científicas e aumentar o intercâmbio de conhecimentos e de cientistas entre os dois Estados em matérias do mar». A Ministra do Mar destacou que este memorando é uma «oportunidade de ouro» na proteção dos oceanos e dos mares e destacou que «as colaborações científicas e tecnológicas são a maneira mais eficaz de enfrentar estes desafios futuros». Portugal e Israel pretendem promover o crescimento económico azul e vão trabalhar para «adaptar os setores marítimos para conseguir acabar com o desperdício e reduzir as emissões» de gases com efeito de estufa», refere o memorando. O documento prevê também visitas mútuas de delegações científicas e peritos, participação em expedições científicas conjuntas e troca de dados, equipamentos e serviços de investigação científica. GovPT.
  • O Parlamento Europeu aprovou por esmagadora maioria (571-53) uma medida que, a partir de 2021, torna ilegal o comércio e uso de objetos plásticos descartáveis como pratos, talheres, palhinhas e cotonetes, responsáveis por mais de 70% do lixo marinho. Os estados membros terão de garantir que as empresas de tabaco cobram o custo de recolha e processamento de pontas de cigarros numa tentativa de reduzir em 80% e durante os próximos 12 o número de beatas descartadas. Medidas semelhantes poderão ser aplicadas aos produtores de artes de pesca, que terão de ajudar a garantir que pelo menos 50% das artes de pesca perdidas ou abandonadas contendo plástico sejam recolhidas anualmente. O equipamento de pesca é responsável por mais de um quarto dos resíduos encontrados nas praias europeias, sendo a "pesca fantasma" responsável pela morte de milhares de baleias, focas e aves marinhas todos os anos. Os países da UE também serão obrigados a reciclar 90% das garrafas plásticas até 2025, e os produtores terão que ajudar a cobrir os custos da gestão de resíduos. The Independent.
  • Cerca de 90% do carvão queimado na central da Moneypoint, em Clare, no oeste da Irlanda, é importado da Colômbia. Dois terços são comprados à mina de Cerrejón, em La Guajira, no norte da Colômbia, uma das maiores minas de carvão a céu aberto do mundo, relacionada com casos de violação de regras ambientais e de direitos humanos. The Guardian.
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Memórias curtas


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Bico calado


A antiga ministra do Trabalho e atual embaixadora de Moçambique em Angola, Helena Taipo, é acusada de ter desviado cerca de 100 milhões de meticais do Instituto Nacional de Segurança Social. Segundo o Ministério Público, o dinheiro foi transferido do INSS para as contas da Helena Taipo como forma de agradecer a ministra pela assinatura de contratos de investimentos em imobiliária e prestação de serviços entre o instituto e diversas empresas. O País.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Alemanha com 15 cidades com níveis de poluição acima do legalmente estabelecido

  • A Alemanha registou junto da União Europeia 15 cidades do país, nomeadamente Frankfuret, por elevados níveis de poluição. Reuters. Em 2015, as cidades alemãs mais poluídas eram as que constam aqui.
  • Os títulos da gigante química alemã Bayer estão a sofrer forte queda na bolsa alemã, após a confirmação, nos EUA, da condenação da sua filial Monsanto por esconder a perigosidade do Roundup, o seu herbicida com glifosato. JNegócios.
  • Golfinhos roazes ao longo da costa oeste da Flórida contêm vestígios de ftalatos, produtos químicos usados em plásticos, cosméticos e ingredientes inertes em produtos pesticidas, revela uma investigação publicada pela revista GeoHealth. Coordenado por College of Charleston, South Carolina, o estudo é o primeiro a encontrar níveis detetáveis desses subprodutos tóxicos industriais em golfinhos. Nola.
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Memórias curtas

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Bico calado

  • «Há pessoas que, em vez de exibirem o currículo feito ao sabor dos seus desejos, deviam esconder o cadastro que tropeça nos factos. (…) Cavaco Silva descansou eventuais leitores, ao afirmar que termina a prestação de contas aos portugueses, contas que ninguém lhe pediu, onde é copioso nas acusações que faz e omisso nas explicações que deve. O ex-PR sabe que a Constituição o protege de qualquer prestação de contas e da mínima investigação no Conselho de Estado, razão por que devia dar as explicações que não se podem confirmar, em vez de fazer acusações que ninguém pode desmentir. Ele sabe que o grande colar da Ordem da Liberdade não o faz democrata, como a oferta de uma cátedra não transforma Passos Coelho em académico. Cavaco tem memória seletiva, apesar de ter um gabinete vitalício, eficaz a guardar-lhe os papéis e a registar-lhe as intrigas. Não escreve sobre o que os portugueses pretendem, divaga sobre o que gostaria que acreditassem. Não esclarece como foi parar à vivenda de Ricardo Salgado, e com quem, a preparar a primeira candidatura vitoriosa a Belém, mas diz que adivinhou que este governo duraria toda a legislatura. (…) O parolo de Boliqueime descai-se a dizer que o PSD ofereceu o ministério das Finanças ao CDS, dada a alegada incompetência de Maria Luís, e foi Paulo Portas que recusou, deixando Cavaco e o Opus Dei sem o ministro óbvio, Bagão Félix. (…)» Carlos Esperança, FB.
  • Há anos que os sauditas sequestram dissidentes no estrangeiro e os devolvem ao Reino para serem mortos secretamente, escreve Craig Murray*. Em 14 agosto de 2017, a BBC referia o rapto e «desaparecimento» de 3 príncipes sauditas entre 2015 e 2017. Mas enquanto o «desaoarecimento dos 3 príncipes não provocou qualquer alarido mediático, o de Khashoggi conseguiu-o por ele ser ocidental e jornalista do norte-americano Washington Post. «É extraordinário que os crimes de guerra sauditas no Iémen, a sua repressão militar à democracia no Bahrein, as suas frequentes execuções de dissidentes, defensores dos direitos humanos e figuras xiitas, até mesmo a prisão de feministas, tenham tido pouco impacto no Ocidente. Mas o horrível assassinato de Khashoggi atraiu a imaginação do público e forçou os políticos ocidentais a pelo menos fingir que querem fazer algo sobre os sauditas, cuja riqueza anseiam. Espero que qualquer sanção seja fumaça e espelhos.» É que o Reino Unido vai continuar a vender armas à Arábia Saudita… *Embaixador britânico no Uzbequistão (2002-2004) 


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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Planos de Poupança Florestal para incentivar o investimento na floresta

  • O governo de António Costa vai avançar com um conjunto de medidas fiscais para incentivar o investimento na floresta onde se incluem Planos de Poupança Florestal. Estes PPFs serão regulamentados no âmbito do Programa para Estímulo ao Financiamento da Floresta (previsto na resolução do Conselho de Ministros aprovada em 27 de outubro de 2017) e quem os subscrever terá um benefício fiscal em sede de IRS, à semelhança do que atualmente acontece com os PPRs e com os chamados PPRs do Estado. Neste caso prevê-se que 30% das aplicações de dinheiro nestes Fundos de Poupança Florestal abatam ao IRS até ao limite de 450 euros por contribuinte. Dinheiro Vivo.
  • O Governo espanhol confirmou o abandono do projeto da mina de urânio em Alameda de Gardón, em Salamanca, próximo da fronteira com Portugal, indicando que a empresa promotora não apresentou a documentação necessária para avançar. JN.
  • A Associação de Consumidores Orgânicos diz ter encontrado altos níveis de glifosato e de AMPA, seu principal metabólito, em amostras de farinha de milho branca e amarela recolhidas em diferentes lugares do México. Os resultados das amostras do laboratório do Health Reasearch Institute, em Iowa, à farinha de milho branco e amarelo da marca Maseca revelam concentrações de glifosato variando de 5,14 a 17,59 microgramas de glifosato por quilo de farinha. Igualmente, a presença de Organismos Geneticamente Modificados atinge até 94,15% numa das amostras, observando-se uma clara correlação: maior porcentagem de OGM, maior concentração de glifosato. Asociación de Consumidores Orgánicos.
  • Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia, criou uma nova maneira de incentivar os seus moradores a reciclarem o lixo: dando bilhetes de autocarro gratuitos em troca de garrafas plásticas usadas. Um bilhete de autocarro de duas horas custa 10 copos plásticos ou até cinco garrafas plásticas, dependendo do tamanho. A cidade espera que este programa ajude a atingir uma meta ambiciosa de se livrar de resíduos plásticos até 2020. Reuters.
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Memórias curtas

  • 24out2017 – Resíduos de hidrocarbonetos contaminam areal da Reserva Natural das dunas de S. Jacinto
  • 24out2012 - Os Verdes querem que seja suspensa a comercialização, na Europa, do milho transgénico NK603, da multinacional Monsanto, que um estudo polémico diz causar cancros e outros problemas graves de saúde.
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Bico calado


«(…) Pobres árvores que foram abatidas para que o personagem nelas afixasse toda a sua verborreia despeitada. Se as televisões têm tido mérito na divulgação de algumas partes do vómito só lhes devemos reconhecer a possibilidade de vermos mais do que confirmadas todas as péssimas opiniões, que ele nos merece. No entanto, ainda há quem acredite que ele era economista de mérito - coisa que nunca foi! - ou político exemplar—o que ainda menos conseguiu ser. Pelo contrário ele é exemplo lapidar—para utilizarmos o conhecido título do romance de Robert Musi - de homem sem qualidades e com quase todos os defeitos. Cavaco mostrou-se vil para com quem odiou, desde José Saramago a António Costa, oportunista ao surgir no Congresso da Figueira da Foz para liderar o PPD, quando Mário Soares acabava de garantir um fluxo prodigioso de dinheiro europeu para desenvolver o país (quão fácil foi parecer grande político às custas de tal «milagre»), ganancioso como o demonstrou com o negócio da Casa da Coelha ou com as ações do BPN «compradas» e vendidas no tempo certo, e com comportamento de pequeno chefe mafioso capaz de reunir em seu torno uma corte de oportunistas, todos eles vindos de estratos economicamente remediados (a pequena-burguesia que costuma servir de base social aos movimentos fascistas!), e todos eles hoje integráveis no restrito lote dos noventa mil milionários lusos.(…)» Jorge Rocha, in Ventos semeados.
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Setúbal: quais os impactos da dragagem do Canal da Barra?

  • Portugueses e espanhóis juntam-se no sábado passado numa manifestação em Salamanca, Espanha, contra a instalação de uma mina de urânio da Berkeley em Retortillo, a 40 Km de Portugal, projeto que, dizem, terá graves impactos ambientais e na saúde. CM.
  • Impactos negativos da dragagem Canal da Barra, de acesso ao porto de Setúbal, segundo os ambientalistas da Wilder: (1) o ruído dos motores de sucção das dragas vai afugentar os 30 golfinhos que vivem na zona; (2) a mobilização do lodo provocará dispersão de contaminantes e dos poluentes presentes, ainda que de forma vestigial, nos sedimentos; (3) as obras representam um risco para as quatro principais áreas de pradarias marinhas nas áreas adjacentes à intervenção e que desempenham um papel-chave para a biodiversidade marinha na região, pelo que são protegidas a nível europeu; (4) a suspensão desses sedimentos afetará bivalves (ostras), polvos e chocos, várias espécies de raias, prevendo-se mortalidade elevada de larvas e juvenis de peixes, pela sua reduzida mobilidade; (5) o aumento da capacidade do porto de Setúbal poderá enterrar as empresas de turismo de natureza. Wilder.
  • Cerca de um quarto do lixo da Cidade do Cabo, África do Sul, é despejado ilegalmente ou deixado em aterros sanitários. The Citizen.
  • Um navio de cruzeiro da P & O despejou 27 mil litros de restos de comida e água suja no parque marinho da Grande Barreira de Corais em agosto passado. O caso está a ser investigado pelo Senado australiano na sequência da denúncia apresentada pela senadora Larissa Waters após ter recebido informação anónima. A ocorrência foi comunicada às autoridades competentes com alguma demora injustificada. The Guardian.
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Reflexão - Podem Bolsonaro e seus simpatizantes provocar e exercer violência contra as autoridades ambientais?


O Ibama e o ICMBio sofreram ataques na Amazónia durante operações de combate ao abate ilegal de floresta
O atentado contra o Ibama aconteceu em Buritis (RO), a 338 km de Porto Velho. Usando um galão de gasolina, um homem ateou fogo em três das dez viaturas do órgão estacionadas em frente a um hotel. Durante a confusão, um grupo de pessoas aglomerou-se diante do hotel, algumas incentivando a queima de outras viaturas. 
No caso do ICMBio, o incidente ocorreu no município de Trairão (PA), a 1.395 km a sudoeste de Belém, quando uma equipa estava na Floresta Nacional Itaituba 2 para verificar uma ação de abte ilegal de árvores  detetado por satélite e combater o roubo de madeira. No incidente foi queimada uma pequena ponte na única estrada de acesso. O ataque foi orquestrado por moradores de Bela Vista do Caracol, distrito de Trairão, cuja economia depende de madeira ilegal e extração de palmito. 
Estes episódios ocorrem após reiteradas críticas de Bolsonaro contra o Ibama e o ICMBio. Durante a primeira volta da campanha eleitoral, ele acabar com a «indústria de multas» dos órgãos ambientais: «Vamos botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil. Vamos tirar o Estado do cangote de quem produz», prometeu, referindo-se às agências ambientais. 
A animosidade de Bolsonaro tem origem numa multa de R$ 10 mil que recebeu do Ibama após ter sido apanhado em flagrante pescando dentro de uma unidade de conservação, em Angra dos Reis (RJ). Em retaliação, o deputado federal apresentou, em 2013, um projeto de lei que proibia agentes ambientais de serem portadores de arma. Posteriormente, Bolsonaro retirou a proposta, mas nunca pagou a multa. Folha de S. Paulo.
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Bico calado


«Os políticos e os seus agentes passam a vida a falar em reciclagem confundindo as pessoas e esquecendo que antes dela há a redução e a reutilização que não promovem porque a sua intenção é queimar o futuro através de incineradoras. Dizem eles que estão também a promover a economia circular que consiste em fazer circular o dinheiro para os seus bolsos e os dos seus amigalhaços.» Terra Livre
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Açores: obras de remodelação de tanques de combustíveis na base aérea das Lajes expôs centenas de trabalhadores a substâncias tóxicas

  • «(…) Cerca de 450 trabalhadores portugueses estiveram envolvidos na obra de remodelação do "Tank Farm" (tanques de armazenamento de combustíveis) dos norte-americanos situado a sul da Base das Lajes, entre esta infraestrutura e o porto oceânico da Praia da Vitória. (…) A obra decorreu na segunda metade dos anos oitenta do século XX, depois de a empresa norte-americana Oman-Fischbach Internacional ter ganho, em 1985, um concurso público lançado pela engenharia naval dos EUA (Atlantic Division, Naval Facilities Engineering Command, Norfolk, Virgina). A substituição de tanques antigos por outros modernos (à altura) e de maior dimensão, parece ter sido o objetivo central das obras, que obrigaram à remoção de enormes massas de terra. (…) Tratores de rastos de grandes dimensões e máquinas retroescavadoras reviraram todo o antigo "Tank Farm", preparando o terreno para a nova infraestrutura. O trabalho dessas máquinas era acompanhado por brigadas de trabalhadores. Cada uma dessas brigadas poderia envolver dezenas de trabalhadores manuais, que utilizavam pás, picaretas, enxadas e outros instrumentos, para ajudar a preparar (alisar, sobretudo) o terreno revolvido pelas máquinas. "Era um trabalho muito duro!", recorda Alberto Vieira. À medida que os trabalhos avançavam, Vieira foi-se fixando, surpreendido, na cor da terra. "A terra aparecia de várias cores, por vezes em camadas. Era escura, esverdeada, avermelhada... Nunca tinha visto nada parecido", recorda Vieira. Outros antigos trabalhadores com quem DI falou, mas que preferem manter-se anónimos, por receio de represálias, confirmam as tonalidades da terra. Alguns lembram-se de outros tons, para além dos referidos por Vieira. São citados casos de terra cinzenta, cor-de-rosa, amarela e até azul. (…) Um trabalhador muito jovem parecia drogado logo nos primeiros dias de atividade. Trabalhava de enxada na mão atrás dos tratores que removiam a terra e a partir de poucos dias de atividade aparentava estar zonzo em permanência. Alberto Vieira chegou a chamá-lo para conversarem. Sabia que o rapaz precisava de trabalhar, mas não podia permitir drogados na sua equipa. As dúvidas do capataz, porém, dissiparam-se depressa. "Começamos a ficar todos drogados... Percebi que o problema não era só do rapaz", explica. (…) Mas o cheiro acabou por não ser o pior dos problemas. Além das tonturas, que eram permanentes, os trabalhadores sentiam um mal-estar geral. "Por mim tinha dores de cabeça permanentes e dores no estômago. Os outros queixavam-se do mesmo. Cheguei a tomar muitos medicamentos, sobretudo para o estômago, mas o problema nunca se resolveu. Só me senti aliviado quando saí dali", recorda Alberto Vieira. Quase todos os antigos trabalhadores das obras do "tankfarm" com quem DI falou sofrem de doenças do foro oncológico ou outras que podem ser associadas à exposição a hidrocarbonetos e derivados. Cancros do pulmão, da tiroide e do rim são os mais mencionados. Porém, há também casos de impotência sexual ainda em idades muito jovens, problemas cardíacos, entre muitas outras histórias clínicas. Alguns trabalhadores lembram-se de antigos colegas que morreram novos, provavelmente por morte súbita difícil de explicar. A associação entre o "Tank Farm" e as doenças oncológicas é feita num estudo mandado elaborar pelos norte-americanos em 2007 e do qual DI tem uma cópia em seu poder. O trabalho incidiu apenas sobre a exposição a alguns contaminantes - cerca de 10 - e em situação passiva, ou seja, sem a remoção ou contactos com terras contaminadas. Os trabalhadores que participaram na obra de remodelação estiveram expostos a centenas de contaminantes e numa situação de contacto direto e manuseamento direto, uma vez que a terra estava a ser removida, daí os cheiros que deixavam os trabalhadores tontos.(…)» Armando Mendes, in Obras no "Tank Farm" na segunda metade dos anos 80 do século XX: Brincar com a sorte e com a própria vida - Diário Insular, via Felix Rodrigues, FB. A propósito:  US base in the Azores linked to inflated cancer rates, environmental damage (Base dos EUA nos Açores associada a índices elevados de cancro, danos ambientais), Ruptly (14:00).
  • O Ministério Público acusou um clube de caça e pesca de Vila Verde e o respetivo presidente de um crime de poluição, pela contaminação, pelo menos desde 2005, de um terreno agrícola em Sabariz com uma enorme quantidade de chumbos. Análises feitas ao solo em 20011 e 2016 revelaram teores de chumbo de 11 a 16 vezes superiores ao limite legal. Diário Rural.
  • Os problemas da indústria de reciclagem de plásticos estão a custar 500 mil libras por ano aos municípios britânicos, na sequência das proibições de importação impostas pelos países que deixaram de importar os resíduos do Reino Unido. The Guardian. Quem sabe este novo factor não venha a acelerar a tomada de medidas para reduzir a produção de plásticos?
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Reflexão: A alterações climáticas e o próximo colapso imobiliário do litoral


A alterações climáticas e o próximo colapso imobiliário do litoral
por Patrick Sisson, in Curbed. (resumo)

A impressionante imagem do Sand Palace isolada no meio de destroços é uma das muitas imagens que mostram a escala do impacto do furacão Michael na Florida. Os analistas imobiliários da CoreLogic estimaram que apenas a Flórida sofrerá entre US $ 2 e US $ 3 biliões de prejuízos causados pelo furacão Michael, e provavelmente mais US $ 1 bilião por outras perdas.
O Sand Palace prova que as mudanças climáticas e a subida do nível do mar e o aumento da força e frequência das tempestades exigirão investimentos cada vez caros e abalarão os alicerces de alguns dos mais caros. A consequente queda dos valores das propriedades costeiras não estão a ser tidas em consideração.
A partir do momento em que o governo garante compensações em áreas especiais de risco de inundação, alguns proprietários reconstruíram a mesma segunda casa em solos que se enterravam lentamente no litoral, sabendo que seriam apoiados.
Noutros casos, os proprietários ignoram a exigência de pagar seguros e o governo pouco faz para tornar isso obrigatório. Além disso, os mapas usados para determinar o risco estão desatualizados e, como o setor imobiliário em geral, não levam em conta os riscos crescentes das alterações climáticas.
Entre outras aspetos, o relatório da Union of Concerned Scientists, publicado em junho, prevê que 120 comunidades vão ver 20 ou mais por cento da sua base tributária destruída, com 30 comunidades vendo mais da metade da base tributária da propriedade em risco. 

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Bico calado

  • Há sites portugueses de notícias falsas sediados em Montreal, Canadá, mas criados em Santo Tirso. Por exemplo, a Forsaken pertence a João Pedro Rosas Fernandes, sócio de duas empresas têxteis, que se afirma “descontente com a falta de contraditório que existia na comunicação social” e diz ser apoiante “desde o primeiro momento” de Trump e Bolsonaro.» Expresso.
  • «(…) Como se constrói este esquema dos 70%? De forma simples. Os comerciais do Continente chegam a um produtor e - vamos dar um exemplo que resume o espírito do negócio - dizem que precisam de uma nova marca com um preço de venda ao público de, por hipótese, €3,89, e pelo qual pagarão ao viticultor entre €2 e €2,5 (aqui os valores oscilam muito). Mas - cá está o detalhe - exigem que o produtor conceba um vinho que, no imaginário do consumidor, se posicione na faixa dos €13, por exemplo. Como? Com uma garrafa cuidada, um rótulo bem desenhado e um nome estratégico. Se vier com "velha", "manca", "pêra" ou um título nobre (marquês, conde ou visconde), melhor ainda. E, como tais vinhos comprados entre os €2 e os €2,5 dificilmente passariam numa câmara de provadores como Reserva ou Grande Reserva, não há problema. Uns serão Signature e os outros Premium. A cereja em cima do bolo é, sendo possível, juntar-lhe o chavão de Vinhas Velhas. E está feito o embrulho de algumas marcas de vinho Continente. Em loja, esse vinho que custou entre os €2 e os €2,5 e que ninguém conhece ficará entre uma a duas semanas nos tais €13 (não registamos a margem especulativa nessa altura porque, na realidade, ninguém lhes deita a mão em cima). Passado este tempo, o vinho entra no maravilhoso mundo dos descontos Super Preço - entre os 65% e 70%. Assim, quando um consumidor compra esse tal vinho de €3,89, regista na sua factura um desconto de €9,10. É brutal! E, lá está, vai gabar-se junto dos amigos que fez um grande negócio. Só que - reflictam bem sobre isso, caros leitores -, ele, na realidade, pagou o preço justo por um vinho que, na produção, custou entre os €2 e os €2,5. Cerca de €3,89 é o preço correcto para o vinho em causa. Que não haja dúvidas. Mas, €13, nunca. O valor dos €13 tabelado apenas para preparar o estrondoso desconto dos 65% ou 70% é a armadilha para apanhar consumidores descuidados e deslumbrados com a cultura das promoções. Ponto final. De resto, como poderia um hipermercado - cujas campanhas de promoção atira sempre para os produtores - ser tão generoso com os seus clientes? E, já agora, como poderiam os produtores viver com a oferta de descontos da ordem dos 65% ou 70%? A resposta é simples: porque tais vinhos nunca foram pagos em conformidade com o tal target dos €13. (…) Os produtores estarão condenados a alimentar estratégias destas? As comissões vitivinícolas regionais (CVR) não sentem necessidade de dizer qualquer coisinha (as CVR e, já agora, a Autoridade da Concorrência)? Faz sentido as associações de consumidores passarem ao lado deste debate?(…)» Edgardo Pacheco, in O mistério ardiloso dos descontos de 70% - JNegócios 13out2018.
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domingo, 21 de outubro de 2018

Efluentes de lavandaria do Hospital Robisco Pais e da Lactogal contaminam Lagoa de Mira

  • O Parlamento português aprovou um projeto de resolução do BE que recomenda ao governo a criação de um programa urgente para apoiar o arranque dos eucaliptos que nasceram depois dos incêndios de 2017. O parlamento recomenda ainda o desenvolvimento de um programa para controlar o enorme avanço da invasão de acácias, e a atribuição de apoios à substituição do eucalipto por espécies autóctones de maior resistência ao fogo. JN.
  • A Vala Real, em Cochadas-Tocha, tem sido alvo de despejos de efluentes tóxicos provenientes da lavandaria do Hospital Robisco Pais e da Lactogal sem qualquer tipo de tratamento. As águas contaminadas desaguam na Lagoa de Mira, na Barrinha da Praia de Mira, podendo estar a contaminar viveiros de bivalves e até pessoas. Rogério Guímaro acusa a Águas do Centro Litoral de, com a autorização da Agência Portuguesa do Ambiente,  ter construído as condutas de descarga para o curso de água em causa, provenientes das Estações Elevatórias localizadas no Casal de São Tomé. «Em Portugal não interessa a reutilização da água, interessa mesmo é libertar, conspurcar e intoxicar os cursos hídricos públicos, porque o que interessa é ter ganhos de milhões de euros de lucro, que é o caso das Águas de Portugal, que só o ano passado, teve lucros acima de oitenta milhões de euros», afirma Rogério Guímaro. «A Agência Portuguesa do Ambiente, em total promiscuidade com as Águas do Centro Litoral SGPS, tem de responder pelos muitos crimes ambientais e à saúde pública», sublinha.
  • Cinco tremores de terra foram sentidos desde que há 3 dias a Cuadrilla Resources começou a fraturar hidraulicamente o primeiro de dois poços em Preston New Road, Lancashire. FrackOff.
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Reflexão - Tecnologia de recolha de lixo marinho testada em Rabo de Peixe


Uma tecnologia da Thomsea para a recolha de plástico no mar foi testada no porto de Rabo de Peixeem S. Miguel-Açores. 
O programa é das direções regionais das Pescas e dos Assuntos do Mar, em parceria com a Fundação Waste Free Oceans e a Associação Sete Mares dos Açores, sediada em Rabo de Peixe.
Para o diretor regional das Pescas «ensaiar um dispositivo de recolha de plásticos no mar faz dos Açores uma região na vanguarda da preocupação com o lixo marinho». Segundo Luís Rodrigues, este programa, intitulado “Clean Up the Azores”, consubstancia-se numa estratégia ligada à luta contra o lixo no mar». O plástico recolhido será transformado em pequenas células e posteriormente reciclado e usado no fabrico de mobiliário.
O dispositivo é semelhante a uma rede de arrasto que recolhe lixo à superfície do mar, sendo a ação de limpeza realizada por pescadores locais. 
Os armadores receberão cerca de 400 euros por cada dia de recolha de resíduos plásticos.


Apenas 3 notas:
1 A tecnologia é inovadora há mais de 10 anos, tendo sido desenvolvida pela Thomsea não só para a recolha de lixo marinho como para a limpeza dos oceanos em geral, como pode ser confirmado não só no seu portal como em vídeos publicados em junho de 2010, fevereiro de 2011, abril de 2011março de 2013 e março de 2018.

2 As verbas garantidas pelas ONGs envolvidas neste programa junto da União Europeia e do Governo Regional dos Açores permitem o pagamento a cada armador de cerca de 400 euros pela recolha diária de resíduos plásticos no mar. Que tipo de controlo vai haver sobre estas operações de modo a evitar possíveis oportunismos e abusos fáceis de imaginar e prever?

3 É lamentável continuar a ver o cidadão e as instituições públicas serem o alvo preferencial de campanhas e programas de limpeza, recolha e reciclagem de plásticos. Igual pressão deveria ser feita junto das produtoras de embalagens plásticas para investigarem soluções e produzirem outras tecnologias capazes de reduzir substancialmente os impactos negativos dos plásticos nos mares em particular e no Ambiente em geral.

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Bico calado

  • «(…) não foi assim há tanto tempo que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque aterrorizavam a nossa existência com Orçamentos anuais destinados a um “empobrecimento criativo”, sempre acompanhados fatalmente de um ou mais orçamentos rectificativos e medidas avulsas, quase semanais, todas elas tornando invivível a vida das famílias, dos indivíduos, das empresas. Foram quatro anos de terror financeiro, de “brutais” aumentos de impostos, de milhares de falências de empresas, de meio milhão de postos de trabalho destruídos, de 400 mil portugueses, na sua grande maioria jovens, mandados emigrar, e de ruinosas privatizações como a TAP, a ANA, a EDP, os CTT. Sem falar, ao inverso, dos milhões injectados a acorrer ao sistema financeiro, que os banqueiros, o regulador e o Governo deixaram em roda livre e a que acorreram tarde e com desastrosas soluções, que hoje ainda pagamos e pagaremos: o Banif, a Caixa, o Novo Banco — cuja Resolução, tão saudada, vai custar-nos, tudo somado, alguns 11 mil milhões. Sim, eu sei: herdaram um défice de 11% do PIB e trouxeram-no para 3%, mas à custa da ruína do país para pagar a ruína do Estado e à custa da aplicação de uma receita que muita gente avisou na altura de que estava errada, mas que a sua altivez e sapiência garantiam ser o único caminho. Por isso, quando agora os executores dessa política vêm acusar de eleitoralismo um Orçamento que aponta para um défice de 0,2% (quando em Espanha é de 1,9, em França de 2,6 e em Itália de 2,8), ao mesmo tempo que prevê a queda do desemprego para 6% e a criação de 400 mil postos de trabalho, ao longo da legislatura, e repondo grande parte do poder de compra retirado às pessoas para acorrer à falência do Estado, é preciso não ter memória. (…) Ao pôr em causa a credibilidade do sorteio que designou Ivo Rosa, e não ele, para dirigir a instrução do ‘Processo Marquês’, Carlos Alexandre, no fundo, veio confessar várias coisas: a) que não confia no sistema de algoritmo que designa um entre os dois juízes — e que também pode ser posto em causa no sorteio que, em 2014, o manteve à frente do processo; b) — que não confia na seriedade do seu colega ou que teme que este possa questionar muito daquilo que deu como provado na acusação do Ministério Público; e c) e mais grave, que tinha um desejo pessoal de ser ele a deduzir a acusação final contra Sócrates, logicamente subscrevendo tudo ou quase tudo o que consta da acusação do MP e que acompanhou desde sempre. Tal, por si só, torna-o, obviamente, impedido, se outra razão não houvesse, para voltar a tomar conta do processo: auto-exclui-se.(…)» Miguel Sousa Tavares, in Expresso 20out2018.
  • O cúmulo da ignorância? Brasileiros imigrantes em Portugal que dizem ir votar em Bolsonaro, que é anti-imigração. Fonte.
  • Em 20 de outubro de 1947, a Comissão Parlamentar de Atividades Antiamericanas abriu audiências sobre a influência e a infiltração comunistas na indústria cinematográfica dos EUA. AP/Youtube.
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sábado, 20 de outubro de 2018

Bélgica: pão ressesso produz cerveja

  • Dez cidades da província de Hebei, no norte da China, incluindo a maior cidade siderúrgica de Tangshan, emitiram alertas de poluição de nível 2 ou "laranja", forçando as fábricas a reduzir a produção. Reuters.
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Reflexão: Lóbi das embalagens cria grupos anti-lixo para travar soluções mais avançadas


Depois de terem lutado contra esquemas de reciclagem de depósitos, grandes marcas de alimentos e bebidas, entre as maiores poluidoras de plástico, usam agora o apoio do esquema de retorno para reciclagem para fazer lóbi contra a proposta de tornar obrigatória a cápsula agarrada à garrafa, denuncia o Corporate Europe Observatory.

Há ONGs que foram criadas por lóbis, que dependem dos seus apoios financeiros, partilham colaboradores seus com a indústria e permitem que interesses corporativos definam a sua direção e/ou atuem como consultores para a indústria. Basicamente, trata-se de uma enorme operação de greenwashing por parte dessas grandes empresas.
É muito mais barato e mais conveniente para a indústria fazer concentrar a responsabilidade de reciclar os resíduos no consumidor individual, em vez de mudar os métodos de produção e embalagem. Não surpreende, por isso, que a indústria de embalagens e seus clientes no setor da alimentação e bebidas apoiem várias campanhas anti-lixo na Europa. A indústria faz isso por várias razões, incluindo o greenwashing dos seus produtos de embalagem de uso único com o verniz da respeitabilidade ambiental. Mas essa tática também tem outros propósitos mais insidiosos, nomeadamente tentar mudar a narrativa popular e política sobre resíduos, especialmente plásticos e embalagens descartáveis. Colocar a recolha de lixo, por mais importante que seja, no centro do debate sobre resíduos, transfere a responsabilidade dos industriais para as autoridades locais e cidadãos, complicando e adiando a tomada de difíceis soluções de políticas públicas, como por exemplo tornar a indústria responsável pelos seus produtos ao longo de toda a cadeia - o que pode prejudicar os lucros das empresas.
Ao tornar a recolha do lixo o centro do debate, o foco será transferido para os consumidores e autoridades locais para que tomem medidas. Deste modo, a indústria ganha algumas credenciais ecológicas ao decidir apoiar e financiar operações de limpeza de lixo e campanhas de educação pública, ao mesmo tempo que desvia a atenção de ações de políticas públicas de maior alcance para lidar com o lixo plástico. 
Este truque foi lançado nos anos 1970s com a campanha Keep America Beautiful, atrás da qual estavam as mesmas empresas que produziam a maior parte das latas e garrafas e estavam contra as políticas de redução e reciclagem dos resíduos. Agora, o mesmo truque está a ser aplicado um pouco por toda a Europa, com várias orquestras (Pack2Go Europe, Clean Europe Network, Mooimakers, Nederland Schoon, Keep Scotland Beautiful) regidas pela batuta de Eamonn Bates.
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Memórias curtas

  • 20out2007 - Em Tomar, milhares de peixes mortos têm aparecido à tona de uma água escura e manchada, nos últimos dois dias, no rio Nabão;
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Bico calado


La Sagrada Familia, o ex-libris de Barcelona e o melhor exemplo de arquitetura inacabada na Europa, foi multada em 36 milhões de euros por carência de licença de construção por mais de um século. EURactive.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Espinho: via permeável impantada ao longo de cordão dunar em Paramos


A atual menina dos olhos do executivo camarário de Espinho é a via permeável que passou a garantir mais um acesso ao povoado da praia de Paramos. 
Diz o executivo camarário que o local, que até agora «ficava muitas vezes intransitável devido a inundações» foi beneficiado com uma estrada empedrada «com capacidade para absorver águas que se acumulam na via devido à agitação marítima» e que, a partir de agora, deixou de haver «risco de inundações provocadas pelo galgar das ondas». 
Diz também que o traçado da referida via tem 1.200 metros «ao longo do cordão dunar de Paramos, pelo que o respetivo projeto foi previamente sujeito ao parecer de diversas entidades» como a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta e o Ministério da Defesa, uma vez que a estrada abrangia «uma área ambientalmente muito sensível». 
Mas o executivo camarário omite dois pormenores importantes: a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu parecer desfavorável acerca deste arruamento e o próprio Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Espinho desaconselhou a abertura de estradas paralelas à linha de costa, próximas do mar, em cordões dunares.
Contra pareceres e recomendações de gente que sabe, este executivo fez avançar o projeto, e agora orgulha-se de que «a nova via tem seis metros de largura, inclui passeios de metro e meio para ciclistas e peões, dispensa valetas para garantir maior proteção das dunas». 

Tanta trapalhada argumentativa confunde-nos e ficamos sem saber se estamos perante relações públicas apressadas ou greenwashing incipiente.
Alguns espinhenses parecem só agora ter despertado para eventuais ilegalidades e irregularidades embutidas em todo este projeto. O problema é que, durante o período de debate público, o PDM não conseguiu atrair a atenção dos espinhenses em geral.
Perante a inércia geral, este executivo camarário tornou-se exímio na arte de fazer o que lhe apetece, posar para as fotografias e plantar as respetivas legendas nos media. E há quem goste e bata palmas.

Sobre este tema, valerá a pena recordar as palavras proferidas pelo presidente da Câmara Municipal de Espinho em dezembro de 2016.
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Reino Unido: exportadoras de resíduos de plástico investigadas por suspeitas de fraudes

  • Há resíduos plásticos descartados em rios e mares em vez de serem reciclados, revela uma investigação do ministério do Ambiente do Reino Unido. Seis exportadores de resíduos plásticos já viram as suas licenças suspensas ou canceladas nos últimos três meses. Uma empresa teve 57 contentores de resíduos plásticos parados em portos do Reino Unido nos últimos três anos devido a preocupações com a contaminação de resíduos. O ministério apurou que exportadores reportam falsamente dezenas de milhões de toneladas de resíduos de plástico que podem não existir, que remessas ilegais de resíduos plásticos estão a ser encaminhadas para o Extremo Oriente através dos Países Baixos e que há empresas que continuam a exportar apesar de sobre elas pesarem acusações de violações graves por causa de resíduos contaminados. Os exportadores ganham milhões ao cobrar dos varejistas e fabricantes uma taxa de tonelagem flutuante para as notas de recuperação de resíduos plásticos - atualmente £60 a tonelada. Os varejistas compram essas notas de recuperação de exportação de plástico para provar ao governo que estão a contribuir para a reciclagem de resíduos de embalagens plásticas. Mas o sistema depende de empresas que fazem declarações voluntárias sobre o volume de embalagens que estão a exportar. As investigações revelam enormes discrepâncias entre a quantidade de exportações de embalagens registadas pela alfândega britânica e a quantidade que os exportadores alegam ter despachado. Os números sugerem que há gente a declarar quantidades altas de resíduos plásticos exportados com o intuito de receber o subsídio Pern de reciclagem. Como o Pern está a £ 0-70 a tonelada, isto encoraja o pessoal a explorar o mercado de exportação, e a questão é se a fiscalização é suficientemente forte para detetar se é de facto lixo plástico sendo que está a ser exportado. The Guardian.
  • Sulfato de alumínio está a ser cada vez mais usado para combater a proliferação de algas, estimuladas pelo excesso de fósforo proveniente de escorrências de fertilizantes aplicados em terrenos de cultivo e relvados. Tal como qualquer método de restauração de um ecossistema, despejar milhares de galões de sulfato de alumínio num lago não é isento de riscos. Se o pH baixar durante o tratamento, o produto químico pode tornar-se tóxico para a vida selvagem. Esta tecnologia foi testada pela primeira vez na Suécia há um século. NG.
  • Centenas de oliveiras e vinhas foram encontradas destruídas no domingo em terras pertencentes a cinco aldeias diferentes na Cisjordânia. O grupo de direitos israelita Yesh Din informou que «tal como em anos anteriores, esta época de colheita da azeitona é caracterizada por abusos da polícia e do exército, não fazendo a prevenção da destruição de árvores e do roubo de azeitonas. Estes incidentes ocorrem em áreas notórias por essa conduta, onde os serviços de segurança estão cientes da situação delicada». MEM.
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Mão pesada

Um indivíduo de Solihull, West Midlands, foi multado em 5 mil libras e condenado a 12 meses de trabalho comunitário por despejo de 26 toneladas de resíduos em terreno abandonado em Smethwick Birmingham. GovUK.
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Bico calado


  • A embaixadora de Israel em Paris, Aliza Bin-Noun, pressionou um canal de televisão para retirar da sua programação uma reportagem sobre os palestinianos baleados pelo exército israelita na Faixa de Gaza ocupada, conta a YNet. O documentário intitulado "Adolescentes com deficiência de Gaza" foi passado na France 2. Nele se discutia as estórias de vários jovens palestinianos que perderam as pernas depois de serem baleados por atiradores da FDI e que falavam dos seus sonhos desfeitos. Um dos adolescentes disse que o seu sonho era ser ciclista.
  • «Os políticos não são especialistas. Não o devem ser. Os especialistas têm o saber técnico, aos políticos são exigidas outras qualidades: imaginação, capacidade de negociar e de mobilizar vontades, conhecimento do aparelho de Estado, capacidade de lidar com a incerteza e com as forças que se movem na sociedade. Tudo coisas que a esmagadora maioria dos técnicos não conseguiria fazer. Os cemitérios políticos estão pejados de extraordinários académicos. E não faltaram pessoas com pouco ou nada a ver com as áreas a marcar pontos nas suas pastas: António Costa foi um excelente ministro da Justiça (e ser jurista não faz dele um especialista), Paulo Macedo foi elogiado como ministro da Saúde e o fundador do SNS foi um advogado. Para onde devem ser escolhidos especialistas é para lugares técnicos. O facto de ministros e secretários de Estado se rodearem de boys partidários em vez de serem assessorados por especialistas é que deve merecer crítica. E ainda mais quando enchem o Estado, em lugares que são de confiança política mas não correspondem a cargos políticos, pessoas que não são da área. Ou, caso mais ainda grave, quando escolhem para entidades reguladoras deputados. A regulação, sendo uma função política do Estado, depende de conhecimento técnico. Mas a competência técnica de ministros e secretários de Estado é a política. E devem rodear-se de técnicos para tomar boas decisões políticas. Sempre assim foi e qualquer debate que desqualifique um governante apenas por não ter currículo técnico na área é tonto e ignorante em relação à longa história de excelentes ministros que o foram apenas por serem excelentes políticos. Não me recordo de alguém alguma vez se ter perguntado quais eram as qualificações de Assunção Cristas para a Agricultura ou de Aguiar Branco para a Defesa. (…)» Daniel Oliveira, in Expresso.
  • Investigações da ProPublica e da WNYC revelam que Trump enganou investidores e compradores em negócios em todo o mundo. Aliás as trapaças deste «tipo» parecem infinitas. «As relações financeiras de Donald Trump com a Arábia Saudita acabaram de ser denunciadas... por ele mesmo. O presidente dos EUA afirmou recentemente num tweet que não tinha interesses financeiros no país. Mas isso não parece ser toda a verdade. Porque num vídeo de há alguns anos, Trump orgulha-se das suas relações financeiras com cidadãos sauditas ricos.» Via The Canary.
  • Os Ismail pai e filho, rei dos camarões-tigre de Madagascar, recorrem a circuitos financeiros offshore para rentabilizar os milhões de dólares obtidos na exportação de crustáceos. Ilhas Virgens britânicas, Mónaco e Luxemburgo fazem parte do seu circuito de «otimização» financeira. Le Monde.
  • Como durante 70 anos o NYTimes descreveu os reis sauditas medievais e brutais como progressistas e reformadores. Jaddaliyya.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Porto: inaugurado o Parque da Quinta de Lamas, na Asprela

  • Foi inaugurado o Parque da Quinta de Lamas. Situado entre as Faculdades de Engenharia e de Economia, na zona da Asprela, o parque tem três hectares, 18 mil metros quadrados de área relvada, 700 árvores e arbustos, zonas de desporto informal e percursos cicláveis. A requalificação desta zona, coordenada por Paulo Farinha Marques, arquiteto paisagista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destaca-se pela larga alameda arborizada que faz a ligação visual e física entre a FEUP e FEP, pela grande clareira relvada e pelo "destapamento" da Ribeira da Asprela, que ali passava entubada e agora corre a céu aberto, com leito e margens naturalizados. CMPorto.
  • O Oceanário de Lisboa lançou a 19ª edição do seu Programa de Educação, para o ano letivo 2018/2019, com mais de 30 atividades para alunos dos 3 aos 18 anos e algumas novidades, incluindo uma programação dedicada às alterações climáticas. JE do Mar.
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A Monsanto fomenta a criação de associações de falsos agricultores para defenderem o glifosato

  • A Monsanto terá pago 200 mil dólares à irlandesa Red Flag Consulting para lançar uma campanha de relações públicas através da criação de várias organizações de falsos agricultores em toda a Europa com o objetivo de combater uma possível proibição do glifosato, denuncia a Greenpeace. A Red Flag Consulting está associada à norte-americana Lincoln Strategy, que colaborou na campanha eleitoral de Trump. Assim, criaram-se a Agritulture et Liberté, em França, a Free to Farm, no Reino Unido, a Liberta di coltivare, em Itália, a Raum für Landwirtschaft, na Alemanha, a Libertad Para Consultar, em Espanha, a Wolsnosc Dla Farm, na Polónia e a Vrijheid om te Boeren, na holanda. «A Monsanto deve andar desesperada para usar esses métodos», disse Bart Staes, membro do partidos Os Verdes, na Bélgica. «Se o produto é seguro, não será necessário usar esses métodos. É realmente um escândalo, mas infelizmente isso está totalmente de acordo com o comportamento da Monsanto em toda a campanha de renegociação do glifosato», acrescentou. A Monsanto confirmou estes dados, admitindo que ter sido uma forma de defender uma «agricultura sustentável».
  • Pelo menos 60 pessoas morreram devido a uma explosão num oleoduto da Nigerian National Petroleum Corporation perto de Ana, no sudeste da Nigéria. Energy Voice.
  • A petrolífera Chevron vai doar 500 mil dólares à American Red Cross e à Volunteer Florida como forma de ajuda no esforço de apoio às vítimas do furacão Michael.
  • Seis países asiáticos, - Filipinas, Indonésia, Ilhas Salomão, parte da Malásia, Timor Leste e Papúa Nova Guiné -, elaboram um plano de ação regional para proteger os seus recursos marinhos e garantir o acesso das pessoas à alimentação. El País.
  • O Ministério do Ambiente da China acusou um número indeterminado de autoridades na província de Jiangsu de não aplicarem corretamente medidas antipoluição no coração industrial da costa leste do país. Reuters.
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