Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 29 de setembro de 2018

Lisboa: como estacional sem ser multado

  • O método de estacionar eficaz em Lisboa sem ser multado; a capital portuguesa é uma das piores do mundo em acessibilidade devido à inércia policial – titula o El País de 26set2018. E não encobrem as matrículas dos prevaricadores…
  • A floresta Hambach, na Alemanha, tem 12.000 anos de idade. Dela apenas resta um décimo. Agora, a gigante alemã do carvão, RWE, quer destruir o resto para expandir a sua mina e, para tal, a polícia começou a remover à força as pessoas que tentavam protegê-la. Assine a petição para parar esta destruição.
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Mão pesada

Que fazer quando se apanha uma viatura alugada pela empresa Cervejas de Moçambique a depositar lamas fecais na lixeira do Crispim, arredores da cidade de Nampula? Que fazer quando, no momento da autuação, o diretor da empresa Municipal de Saneamento tenta ser aliciado com uma quantia monetária, cujo valor inicial era de 20 mil meticais e pela sua recusa subiu até aos 50 mil meticais? A camioneta foi apreendida e emitida uma multa de 80 mil meticais. O motorista da viatura confirmou ter sido indicado pelo seu patronato para que possa despejar as referidas lamas no local.  in Jornal IKWELI de 28set2018, via Macua.
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Bico calado

  • «Operação Marquês: Operação Marquês calhou a Ivo Rosa, o juiz que já inocentou vários arguidos», titula o Público. Que título mais miserável.
  • «Não sei se o antigo PR tinha dívidas a pagar ou alguma vingança a exercer, mas as suas declarações, com a sensibilidade e argúcia das cagarras das Ilhas Selvagens, são a prova reiterada da falta de sentido de Estado que revelou em Belém, onde foi forjada a cabala contra um PM e cujo inquérito às despesas, ordenado pelo sucessor, nunca foi revelado. Cavaco é a maior referência ética do condomínio fechado da Praia da Coelha e é preciso nascer duas vezes para alguém ser mais honesto do que ele, mas ver “com estranheza”, achar “estranhíssimo”, aquilo a que chamou “afastamento” da PGR cessante, é esquecer o direito do Governo, a propor, e do PR, a nomear, o/a titular da PGR. A ofensa gratuita ao PR que lhe sucedeu é maior do que o rancor ao PM que empossou. Confundir ‘afastamento’ com ‘renomeação’ é o velho problema de quem nunca leu “Os Lusíadas” e tem recorrente conflitualidade com a língua portuguesa, quer na ortografia do verbo ‘haver’, no preenchimento da ficha da Pide, ou na conjugação oral do futuro do verbo ‘fazer’. Trata o idioma com a delicadeza com que mastiga bolo-rei. Para que não o julgassem em defunção ou a gozar as delícias da vivenda Gaivota Azul, apareceu na comunicação social a dizer: “Sou levado a pensar que esta decisão política de não recondução de Joana Marques Vidal é a mais estranha tomada pelo Governo, que geralmente é conhecido como ‘gerigonça’”. Com a argúcia conhecida, afirmou que “foi uma decisão política”, como se alguma vez o não fosse uma nomeação governamental. Passos Coelho não conseguiu dizer melhor e Cavaco limitou-se a secundá-lo. Há em Cavaco, o finório que ganhou uns cobres na compra e venda das ações da SLN, não cotadas na Bolsa, ele e a filha, e fez o excelente negócio com a permuta da Vivenda Mariani (Maria e Aníbal) pela Gaivota Azul, aquele sentido de oportunidade que o levou a jantar com Ricardo Salgado para preparar a primeira candidatura vitoriosa a PR. Portugal deve-lhe a posse que conferiu ao atual Governo, depois de pérfidas tentativas para assustar os portugueses e os mercados internacionais, mas não é esse ato meritório que o iliba da amargura permanente que consome o ressentido salazarista. O homem que ‘punha as mãos no fogo’ por Dias Loureiro, o modelo de empresário para o experiente gestor da Tecnoforma, Passos Coelho, podia optar pelo silêncio, mas não lho permitiu o ressentimento e a inveja da popularidade do seu sucessor. Este homem acaba com uma úlcera gástrica se não fizer a neutralização da bílis que segrega. O avatar de Salazar deve à democracia os lugares de PM e de PR, a que o voto popular o conduziu. É um ingrato.» Carlos Esperança in Cavaco Silva e a PGR cessante, FB.
  • «(…) uma imprensa livre significou demasiadas vezes a liberdade de espalhar mentiras e meias-verdades, e prejudicar os fracos, não atacando os poderosos (…)» Jeremy Corbyn.
  • Sheldom Adelson, o casineiro magnata, bateu o recorde de apoio ao partido Republicano nos EUA. 55 milhões de dólares têm alavancado as políticas de Trump em relação a Israel e a desregulamentação e redução de impostos dos ricos. NYTimes.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Indonésia trava expansão das plantações de palmeiras-de-óleo

  • Terá de haver uma imensa transformação imediata no modo como a população mundial gera energia, usa os transportes e cultiva alimentos se se quiser limitar a subida da temperatura global de 1,5ºC, avisa Drew Shindell, especialista do clima na Duke University e coautor do relatório do Painel Intergovernamental das Alterações climáticas, das Nações Unidas. The Guardian.
  • O Chile aprovou a construção de uma dessalinizadora que será a maior da América Latina. Orçada em 500 milhões de dólares, a dessalinizadora vai dessalinizar a água do mar para clientes industriais no deserto de Atacama, na região de mineração no norte do país que abriga vários depósitos de cobre e de lítio. Reuters.
  • A Indonésia provou uma moratória que suspende a concessão de novas licenças para plantações de palmeiras-de-óleo durante três anos, e ordenou a revisão das plantações existentes. Com cerca de 12 milhões de hectares de plantações para a exploração de óleo de palma, a Indonésia é o maior produtor mundial deste óleo que é usado numa enorme variedade de produtos do quotidiano, incluindo cosméticos, bolachas, batatas fritas, chocolate e detergentes. A expansão da indústria de plantações tem acelerado a destruição das florestas nativas e a apropriação de terras, deixando a Indonésia com uma das taxas de desflorestação mais elevadas do mundo. Uniplanet.
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Reflexão – 2018 será um ano de viragem em termos de ação climática?


Jim Lo Scalzo interroga-se se 2018 poderá ser um ano de viragem em termos de ação climática. Tudo indica que sim, defende, relembrando: o Reino Unido só começou a resolver o grave problema dos seus esgotos quando, em pleno esplendor da época vitoriana, o Tamisa era um imenso esgoto a céu aberto e os seus miasmas provocavam imensos problemas na saúde da população londrina. Também naquela altura havia os «céticos dos esgotos» que diziam que o cheiro nauseabundo que invadia Londres e a péssima qualidade do ar eram provocados por surtos de cólera e outras doenças.

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Mão pesada

A DEM foi multada em 23 mil libras por responsabilidades na contaminação de cursos de água em Outwell, Norfolk. GovUK.
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Memórias curtas

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Mondego: bacia hidrográfica sofre impactos dos incêndios florestais de 2017

  • Os grandes incêndios florestais ocorridos em Portugal em 2017 tiveram impacto na qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Mondego, registando-se um aumento considerável de alumínio, ferro e manganês, revela um estudo realizado por investigadores do Centro de Estudos Sociais e do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. A investigação foi realizada no âmbito do projeto europeu RiskAquaSoil – Plano Atlântico de Gestão de Riscos no Solo e na Água, um projeto INTERREG iniciado em 2016, que tem como objetivo central a deteção dos impactos das alterações climáticas nos espaços rurais, contribuindo para a gestão do risco, o uso dos recursos hídricos e do solo, a reabilitação de áreas agrícolas e o desenvolvimento de novas práticas. O RiskAquaSoil reúne cerca de quatro dezenas de investigadores de Espanha, França, Irlanda, Portugal e Reino Unido. A equipa portuguesa, liderada por Alexandre Tavares, envolve docentes e investigadores do Centro de estudos Sociais, das Faculdades de Ciências e Tecnologia e de Economia da Universidade de Coimbra e da Universidade do Algarve. Ambiente Magazine. Conclusões semelhantes foram divulgadas por estudos anteriores, realizados noutros locais, como esteesteesteeste ou este.
  • O presidente do Zimbabwe quer oferecer a Trump um espaço cheio de vida selvagem onde ele poderá construir um campo de golfe onde poderá divertir-se quando se encontrar com os 5 Grandes. Os filhos de Trump visitaram o Zimbábue para um safari em 2010 que causou furor nas redes sociais quando, em 2016, foram publicadas fotos deles posando ao lado das carcaças de um elefante e de um leopardo. AP.
  • Os cientistas da Grande Barreira de Corais foram informados de que precisariam de fazer «concessões» à Great Barrier Reef Foundation, nomeadamente salientando projetos que parecessem bons para o governo australiano e encorajassem mais doações de empresas como a Google, a Fairfax e a Foxtel. The Guardian.
  • A produção de resíduos a nível mundial poderá crescer 70% até 2050, à medida que a urbanização e a população aumentar, com o sul da Ásia e a África Subsaariana a liderarem o processo, alerta o Banco Mundial. O relatório sublinha que bons sistemas de gestão de resíduos são essenciais para a construção de uma economia circular, onde os produtos são projetados e otimizados para reutilização e reciclagem. À medida que os governos nacionais e locais adotam a economia circular, as formas inteligentes e sustentáveis de gerir resíduos ajudarão a promover o crescimento económico eficiente e, ao mesmo tempo, minimizar os impactos ambientais. O Banco Mundial sugere: (1) fornecer financiamento aos países mais necessitados, especialmente os países que mais crescem, para desenvolverem sistemas de gestão de resíduos de última geração; (2) apoiar os principais países produtores de resíduos na redução do consumo de plásticos e lixo marinho através de programas abrangentes de redução e reciclagem de resíduos; (3) reduzir o desperdício de alimentos através da educação do consumidor, gestão de produtos orgânicos e programas coordenados de gestão de resíduos alimentares.
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Reflexão – Limpar praias é a solução para a poluição plástica?


A solução para a poluição plástica não é a limpeza das praias, é uma responsabilidade das empresas, sugere Starre Vartan na MNN:

Limpar a praia é fixe, mas a verdadeira solução para o problema dos plásticos não é pôr mais gente a apanhar plástico; é fazer com que as empresas se responsabilizem pelo plástico que produzem. E isso tem que significar mais do que apenas encorajar as pessoas a colocarem o plástico no plasticão. Há muitos sítios onde, mesmo em 2018, apenas uma pequena percentagem de plásticos pode ser reciclada e sítios onde não há nenhum.
Será ético para uma empresa lançar um produto - especialmente um descartável, de uso único - e vendê-lo num sítio que não tem capacidade ou competência para lidar com esse plástico? Ao fazer isso, empresas de refrigerantes, empresas de doces, de comida rápida, de produtos de higiene pessoal estão a lucrar com a venda de algo que eles sabem perfeitamente que é prejudicial. Apesar de isso ser errado, elas continuam a fazê-lo, exportando esse tipo de produtos para regiões ou países que não têm infraestruturas para os reciclar. Apetece-me dizer como Stiv Wilson: «Da próxima vez que você ler que "As Filipinas são um dos maiores contribuintes mundiais de plástico para os mares", lembre-se que isso acontece por causa de empresas sedeadas nos EUA, Europa, etc.»
Durante 15 anos recolhi resíduos de plástico em muitos lados e não ajudei a resolver o problema. Pelo contrário: a situação piorou. A população mundial aumentou, e aumentou o uso do plástico – e deve aumentar 40% na próxima década.
Não podemos "mudar pessoalmente" o nosso caminho para fora da confusão em que estamos. George Monbiot resumiu o problema muito bem: «É um mito pensarmos que um melhor consumismo poderá salvar o planeta. Os problemas que enfrentamos são estruturais: um sistema político capturado por interesses comerciais e um sistema económico que busca o crescimento sem fim. É claro que devemos tentar minimizar os nossos próprios impactos, mas não podemos confrontar essas forças meramente "assumindo responsabilidade" pelo que consumimos.»
Portanto, vou continuar a apanhar plástico. Mas vou identificar as marcas que o lançaram para assim poder denunciá-las. E se houver muito mais gente a fazer o mesmo, certamente essas empresas mudarão de atitude.

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Bico calado


«(…) Uma coisa é certa: ninguém estaria à espera de se rir na cara do chefe de estado do país anfitrião, Donald Trump. Mas aconteceu: primeiro um riso abafado, depois uma gargalhada que se espalhou pela sala quando Trump começava o seu discurso já lançado nas fanfarronices do costume. Foi um momento de fraqueza — ou de franqueza — humana que nos deu acesso àquilo que o mundo pensa de Trump. Infelizmente, não é possível pô-lo em linguagem diplomática: o atual presidente do país mais poderoso do mundo é uma anedota global. (…)» Rui Tavares.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

França: Estado e Michelin pagam a retirada de milhares de pneus afundados nos anos 80 para criar um coral artificial

  • Portugal é um dos 14 Estados-membros da União Europeiaque está em risco de falhar a meta de 50% de reciclagem de resíduos municipais até 2020. Além disso, Portugal é um dos Estados-membros que não cumpre as metas específicas de reciclagem de vidro, conjuntamente com Grécia, Malta, Chipre, Hungria, Polónia e Roménia. Os países do bloco comunitário comprometeram-se a alcançar o objetivo de 50% de reciclagem de resíduos municipais até 2020. A diretiva foi recentemente revista para incluir metas mais ambiciosas: 55% em 2025, 60% em 2030, e 65% em 2035. A Comissão Europeia irá realizar visitas aos Estados-membros que estão em risco de não respeitar a meta em 2020, para «discutir as oportunidades e os desafios com as autoridades nacionais, regionais e locais, assim como com agentes económicos, incluindo empresas». Ambiente Magazine.
  • Dezenas de milhares de pneus velhos outrora colocados no fundo do mar ao sul da França para alegadamente criar um coral artificial estão agora a ser retirados por estarem a contaminar o mar com químicos tóxicos. A Michelin e o estado francês pagam a fatura de mais de um milhão de dólares. BBC.
  • Novas investigações da Universidade do Texas, em Austin, mostram que as abelhas expostas ao glifosato perdem algumas das bactérias benéficas no seu organismo e tornam-se mais suscetíveis a infeções e à morte devido a bactérias nocivas. Sustainable Pulse.
  • A cadeia Pret a Manger está a ser processada nos EUA por ter rotulado evendido produtos como sendo «naturais» quando tinham glifosato. The Guardian.
  • Os trópicos estão a dilatar-se segundo as previsões dos modelos climáticos, confirma Paul Staten, da Indiana University Bloomington. Terra Daily. Quem é que está a dilatar os trópicos? Ou são eles que se dilam sozinhos, como se a terra fosse um balão?
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Bico calado

  • «(…) Reparem que, segundo Correia de Campos, a via "reformista" é, na verdade, um sistema de PPP em que o Estado surge como regulador. Há pouco por isso que a distinga da via "mercantilista" a não ser a forma de relação com o privado. Esse será também o resultado da via "nada fazer", uma vez que o SNS já está a ser canibalizado pelos privados que aparecem como substitutivos do público, em vez de complementares.(…)» Mariana Mortágua, in Dra. Maria de Belém, o assunto é sério - JN 25set2018.
  • «(…) Quando um partido se sente órfão do ora catedrático Passos Coelho e não permite que o economista Rui Rio o substitua, talvez porque pagou sempre o que devia à Segurança Social e ao Fisco, não arrecadou fundos europeus para uso fraudulento e não tem títulos académicos oferecidos, é porque é infecto o ar da Rua de S. Caetano, à Lapa, e suspeitos os que querem assaltar a liderança. Não são políticos que defendam causas, são piratas ávidos do poder.(…)» Carlos Esperança, FB.
  • 20 cidades norte-americanas são finalistas de projetos de investimento da Amazon. As cidades prometem isenções fiscais, mas as propostas não são tornadas públicas.  Montgomery County, Maryland, foi a única que o tornou público mas as palavras das 10 páginas que incluíam os incentivos estavam totalmente cobertas a negro. Truthdig.
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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Algarve: caloiros limpam matos

  • Caloiros da Universidade do Algarve limpam matos e pintam paredes, diz o SulInformação.
  • Embora o mercúrio seja uma das substâncias químicas mais perigosas do mundo, ainda são observadas concentrações excessivas em 46.000 das 111.000 massas de águas superficiais da Europa, revela um relatório da Agência Europeia do Ambiente. Estas concentrações provêm principalmente das emissões geradas pela combustão de carvão, lenhite e madeira e, em menor escala, mineração de ouro e certos processos industriais. O pior é que o mercúrio persiste no meio ambiente por até 3.000 anos e viaja por longas distâncias.
  • Pelo menos 34 pessoas morreram no norte do Gana durante as cheias causadas pelas fortes chuvas e pelas águas que vazaram de uma barragem na vizinha Burkina Fasso. AFP.
  • O Ibama identificou Plano de Manejo Florestal Sustentável que emitia créditos fictícios de madeira para 13 empresas da região de Sinop, em Mato Grosso. O responsável pelo empreendimento foi autuado em R$ 782,93 mil por apresentar informação falsa em sistema oficial de controlo e manter em depósito madeira não declarada no Sistema do Documento de Origem Florestal.
  • Altas concentraçõesde mercúrio foram detetadas em peixes colhidos para análise em cursos de água a norte de La Paz, Bolívia. Alarmados, os povos indígenas que vivem na Amazónia pedem que sejam realizadas análises para descartar a contaminação dos membros da comunidade. A presença do químico, dizem eles, é uma consequência da exploração do ouro que prolifera nos rios da região. Página Siete.
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Bico calado

Noam Chomsky visita Lula no Brasil.
  • «O que é impressionante é que um político como Pedro Passos Coelho não se tenha dado conta do mal que esta sua aparição faz à imagem de JMVidalSeixas da Costa, in Twitter, a propósito de artigo de Passos Coelho, intitulado Um agradecimento a Joana Marques Vidal, no Observador de 20set2018.
  • As pessoas ou empresas na União Europeia que querem manter os seus assuntos financeiros secretos encontram com mais frequência os serviços de que necessitam dentro da UE do que num obscuro paraíso fiscal. São 4 os campeões europeus do segredo financeiro: Luxemburgo, Holanda, Alemanha e França. O maior fornecedor de sigilo financeiro para os estados membros da UE são os EUA (4,7%). Isso é cinco vezes o sigilo financeiro fornecido pelos sete paraísos fiscais que constam da lista negra da UE - Samoa Americana, Guam, Namíbia, Palau, Samoa, Trinidad e Tobago e Ilhas Virgens Americanas. TJN.
  • A Dinamarca é o segundo país menos corrupto do mundo no Índice de Perceção de Corrupção. Mas no melhor pano cai a nódoa. O país está neste momento enredado no maior escândalo de lavagem de dinheiro da Europa, centrado em torno de seu principal banco - o Danske Bank. O banco informou que havia feito negócios com pelo menos 6.200 clientes "suspeitos" e que 230 biliões de dólares tinham sido transacionados através da sua filial na Estônia. Ainda há pouco tempo, o banco holandês ING foi multado em US $ 900 milhões por lavagem de dinheiro, e há alguns meses vimos casos semelhantes com bancos na Letónia e em Malta. Transparency International.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Filipinas: o tufão Mangkhut denuncia os maiores poluidores plásticos

  • No Canadá, os técnicos do Parks Canada continuam proibidos de expressar publicamente opiniões alheias às do governo sem prévia autorização da hierarquia ou da tutela. The Narwhal.
  • A devastação causada pelo super tufão Mangkhut, localmente chamado Ompong, não só ceifou vidas e destruiu casas, mas também revelou a escala do problema de plástico das Filipinas, assim como os maiores poluidores plásticos do arquipélago. Uma recolha e análise de resíduos plásticos depositados no rio Pasig, que atravessa Manila, identificou a fabricante de produtos alimentares Monde Nissin, a JBC Food Corporation e a cadeia multinacional de lojas de conveniência 7-Eleven como sendo as três maiores poluidoras de plástico. EcoBusiness.
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Memórias curtas

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Bico calado

  • Porque será que os EUA nunca ganharam as guerras em que se envolvem? Peter Koenig  responde: nenhuma guerra em que os EUA se envolveram teve o objetivo da vitória e da paz.  Eles nunca estiveram interessados em vencer guerras. Teoricamente, uma guerra ganha traz a paz e isso quer dizer que se acabaram as armas, os combates, a destruição, o terror, o medo, os lucros estúpidos da indústria de guerra. Além disso um país em paz é mais difícil de ser manipulado. 
  • O Departamento norte-americano da Defesa está a modernizara a base militar de Agadez, no Níger, com o objetivo de usar drones armados no quadro do reforço da presença militar dos Estados Unidos na região africana do Sahel. A justificação é a habitual: criar condições para tornar mais eficaz o combate ao “terrorismo islâmico” que atua na zona. As verdadeiras razões são outras: estabelecer mecanismos de domínio militar regional e cuidar de muitos e variados interesses neocoloniais, desde o acesso a minas de urânio até à travagem do fluxo de refugiados, a rogo da União Europeia. O Lado Oculto.
  • Aguenta a primeira página. Os repórteres estão a faltarprefácio de John Pilger para o livro Blitz de propaganda - Como os media corporativos distorcem a realidade, de David Eduards e David Cromwell.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Que fármacos navegam nos nossos rios?

  • A Inspeção-Geral do Ambiente vai selar as máquinas da Centroliva até que a empresa tenha um título válido para exercer a atividade, disse, no Parlamento, o inspetor-geral do Ambiente Nuno Banza  A Centroliva, empresa localizada em Vila Velha de Ródão, tinha sido condenada a encerrar, durante três anos, a unidade de secagem de bagaço de azeitona e a pagar uma coima de 300 mil euros por efetuar descargas de águas residuais sem licença, na ribeira do Lucriz, afluente do rio Tejo, segundo decisão da Agência Portuguesa do Ambiente. TSF.
  • As autoridades policiais estão a investigar uma situação de poluição detetada no domingo, no rio Sousa, no concelho de Paredes. A ocorrência foi denunciada pela Junta de Freguesia de Parada de Todeia. Este tipo de situação é frequente, pelo que, em junho, a câmara enviou às juntas de freguesia um pedido no sentido de ser reforçada a vigilância do rio Sousa, com especial atenção para os sinais de poluição. RTP.
  • Cinco fármacos foram identificados em análises a 120 amostras de águas superficiais dos rios Ave e Sousa realizadas durante quase um na. São eles o anti-inflamatório diclofenaco; o filtro ultravioleta EHMC, usado em cosméticos e na indústria; e os antibióticos eritromicina, claritromicina e o azitromicina. Entretanto, sabe-se que o ibuprofeno foi detetado nas águas do Minho, Lima, Leça, Ave, Douro e na ria de Aveiro e o paracetamol no Leça. Público.
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Espanha: alcaides da região do Jarama exigem identificação de cemitérios clandestinos de lamas radioativas

  • Alcaides da zona do Jarama pedem explicações à CSN sobre o enterramento clandestino de lamas radioativas provenientes do derrame de 1970 e que continham césio 137 e estrôncio 90. O derramamento começou nas instalações do então Centro Nacional de Energia Nuclear Juan Vigón e passou pelos esgotos para Manzanares, Jarama e Tejo. A Real Acequia del Jarama foi drenada e parte do lodo tóxico foi enterrado em 1971 em oito cemitérios, segundo os arquivos. A Junta de Energía Nuclear foi a responsável pela operação, tendo mantido segredo. O regime democrático extinguiu a Junta e as estruturas que a substituíram nunca divulgaram nada. Agricultores e população em geral nunca tiveram conhecimento desses cemitérios, uma vez que eles nunca foram devidamente sinalizados. El País. Mais pormenores
  • Cerca de 300 mulheres que viveram ou trabalharam na George Air Force Base desenvolveram quistos nos ovários, tumores no útero, histerectomias, tiveram filhos com defeitos de nascença em seus filhos. 94 relataram abortos. A base aérea foi encerrada em 1990 e faz parte de um programa de descontaminação de 33 resíduos tóxicos. No subsolo há vestígios de combustível antigo no sistema de abastecimento de água. Os solventes industriais usados para desengordurar e limpar os jatos deixaram pelo tricloroetileno, uma substância química que ataca o sistema nervoso, o sangue, os rins, o sistema imunológico e o coração, e permanecem na água e no solo. O próprio Pentágono informou o Congresso norte-americano da existência de níveis elevados de perfluorooctanossulfonato ou ácido perfluorooctanóico, também conhecido como PFOS e PFOAs. Para além de tudo isto, as vítimas dizem ter sofrido exposiçãoa  pesticidas nos alojamentos e a potencial exposição à radiação do trabalho no cone do nariz do F-4. Situações semelhantes registaram-se noutras bases aéreas. Não será por acaso que a Florida está a recolher relatórios de casos de cancro registados à volta da Patrick Air Force Base, que o departamento de saúde do estado de Michigan tem reunido com vizinhos da antiga Wurtsmith Air Force Base por causa de casos de água contaminada, e a cidade de Dayton, no Ohio instalou 150 postos de análise junto de mananciais após a deteção de água contaminada nos poços da albufeira de Dayton’s Huffman por substâncias químicas provenientes da Wright-Patterson Air Force Base. A situação é tão grave que Frank Vera, um antigo especialista em sistemas de armas na George Air Force Base criou uma página no facebook para coordenar ações de apoio às vítimas. Military Times. Estas estórias faze-nos lembrar a da base aérea das Lajes, na Terceira, Açores.


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Reflexão – quem sofre mais com os furacões?


«(…) os furacões podem matar qualquer um de qualquer classe, em qualquer sítio perto da costa. Mas está amplamente provado que os furacões atingem duramente as comunidades pobres e minoritárias. Elas são mais vulneráveis aos riscos de desastres naturais. Florence e Mangkhut provam isto mesmo. Houve mais destruição e mais perdas de vidas em zonas pobres e remotas.
(…) Levará tempo para perceber os impactos económicos de Florence nas comunidades mais pobres e rurais da Carolina do Norte. Mas já é bem evidente que elas estão a suportar uma carga desigual da tempestade. Na segunda-feira, a energética da Carolina do Norte, a Duke Energy, admitiu o derrame de resíduos metais tóxicos devido ao colapso de dois dos seus tanques de cinzas de carvão. Várias lagoas de retenção de efluentes de suiniculturas também tinham transbordado com as chuvas torrenciais. E é precisamente nestas zonas que vivem as comunidades hispânicas de baixo rendimento.
(…) A Carolina do Norte é capaz de recuperar de um furacão com relativa rapidez. É um estado relativamente bem desenvolvido, não está longe da sede da FEMA em Washington, D.C. O mesmo não se pode dizer de Porto Rico, onde cerca de 45% dos moradores vivem na pobreza, já não tinham infraestruturas decentes de esgotos, eletricidade e estradas quando o furacão Maria o atingiu o ano passado. Além disso, não conseguiu receber ajuda adequada, devido ao isolamento e à indiferença política. Quase 3.000 pessoas morreram.(…)»

Emily Atkin, in The Unequal Burden of Climate Change - The New Republic, 18set2018.
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Mão pesada

Augas de Galicia multou a mineira Explotaciones Gallegas, SL, sediada em, na Corunha em 30.000 euros por uma descarga não autorizada lixiviada nos córregos Burgo e Brandelos, afluentes do Ulla. El País.
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Bico calado

  • «(...) o executivo PSD/CDS de Aveiro entregou os transportes a uma empresa privada. Os preços aumentaram exponencialmente, a oferta foi reduzida drasticamente e é conhecida agora a cereja no topo do bolo: a concessão irá custar à autarquia bem mais do dobro do inicialmente adjudicado», conta Nelson Peralta.
  • A Comissão Europeia vai suspender a ação judicial contra a Irlanda depois de Dublin ter recuperado € 13,1 biliões de impostos não pagos pela Apple. EUObserver.
  • A descoberta de rubis trouxe o inferno a Nthoro, no norte de Moçambique. A Montepuez Ruby Mining, filial da Gemfields, sediada em Londres, ganhou, em 2011, o concurso para explorar a região. Tudo tem sido feito para expulsar os locais da sua zona. AFP.
  • Na Carolina do Norte, uma mulher foi despedida por não se apresentar no restaurante onde trabalha. A falta de energia, o estado de emergência de nada lhe valeram. WRAL.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Vouzela: voluntários combatem eucalipto invasor

  • Em Vouzela, dezenas de voluntários da Arriscar estão a arrancar eucaliptos que começaram a crescer desordenadamente depois dos incêndios de outubro de 2017. Objetivo: favorecer o desenvolvimento de espécies autóctones. A autarquia lamenta que o governo não tenha delineado uma estratégia de combate às espécies invasoras. SIC.
  • O governo de António Costa aprova «nova orientação estratégica para o ordenamento florestal» em 2018 com referencial de 2005, diz a Acréscimo. O documento apenas repete as boas intenções da Lei de Bases de 1996 e dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal de 2006 e 2007, e usa o Invesntário Florestal de 20015 como referência, embora tenha havido um em 2010
  • Gado bovino pasta em escombreiras de minas contaminadas por arsénio nas Astúrias. Os ambientalistas das Fapas encontraram em zona abandonada de La Soterraña valores de metal 140 vezes superiores aos legalmente permitidos. El País.
  • Os Ecologistas en Acción denunciam a Consejería de Medio Ambiente de la Comunidad de Madrid ao Consejo de Transparencia por ainda não ter recebido cópia do plano de minimização dos ruídos da indústria metalúrgica Corrugados Getafe solicitado há 15 meses
  • No Reino Unido, as crianças respiram níveis perigosos de ar tóxico ao entrar e ao sair da escola - e até mesmo quando estão dentro das salas de aula, denuncia um estudo de cientistas da Queen Mary University, de Londres. The Guardian.
  • A japonesa Marubeni, uma das maiores investidoras mundiais de energia, abandonou o projeto de construção de uma mega central a carvão. Quartz.
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Reflexão – Comboio vs avião: qual o custo real de viajar?


Para calcular os custos reais das viagens, a DW recolheu milhares de preços de bilhetes, tempos de viagem e valores de emissões de CO2 para comboios e aviões em seis rotas diretas entre cidades europeias: Berlim-Varsóvia, Munique-Budapeste, Londres-Amsterdão, Londres- Marselha, Paris-Barcelona e Zurique-Milão.
A análise mostra que em metade das rotas o comboio ganha ao avião e revela como os números mudariam se fôssemos obrigados a pagar pelas consequências ambientais das viagens.

1 Para metade das rotas, um bilhete de avião é mais barato do que um bilhete de comboio. Na maioria das rotas, quanto mais cedo se compra o bilhete, menor será a diferença de preço.
As low cost praticam preços mais baixos do que os comboios. No entanto, em três das rotas, os comboios oferecem bónus. 

2 Os tempos de viagem de comboio podem parecer assustadores quando comparados com os tempos de viagem rápidos revelados pelas companhias aéreas. Mas a comparação não é justa. Os comboios geralmente vão do centro de uma cidade ao centro de outra cidade; passar pela segurança, esperar na sala de embarque e sair do aeroporto de destino facilmente acrescenta três horas aos horários dos voos.

3 Adicionar o custo social do carbono aos preços do avião e do comboio torna as coisas diferentes. Os aviões são mais baratos em três das rotas. Mas se se adicionar o custo social do carbono, o custo real é muito maior - especialmente para os aviões, que se tornam a opção mais cara de viajar. Pesando todos estes aspetos, o custo total de uma viagem de comboio torna-se mais baixo do que o de uma viagem de avião em quase todas as rotas.
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Bico calado

  • Repórteres OCCRP, descobriram os pormenores de um esquema audacioso de vários milhões de dólares que viu dezenas de ilhas das Maldivas concessionadas a empreendedores em ofertas sem licitação - e o dinheiro foi roubado. Enquanto os magnatas locais e investidores internacionais lucravam, o povo deste arquipélago paradisíaco no Oceano Índico pouco via. Pela primeira vez, os repórteres investigaram a fundo estes negócios, descobrindo o que foi distribuído, para quem e quanto. As revelações também incluem novas provas que implicam o presidente autoritário das Maldivas, Abdulla Yameen, no escândalo.
  • A Oxfam publicou um relatório, Prescription for Poverty (Receita para a Pobreza), que examina as atividades financeiras de quatro das maiores farmacêuticas mundiais - Johnson & Johnson, Pfizer, Merck & Co (conhecida como Merck Sharp & Dohme ou MSD na Austrália) e Abbott. O relatório constatou que, na Austrália, estima-se que, entre 2013 e 2015, as quatro tenham evitado injustamente pagar 215 milhões em impostos por ano. Tais práticas, embora não sendo ilegais, não estão de acordo com o espírito da lei.
  • «Em janeiro de 2017, em Washington, a ministra do Mar dava as boas-vindas ao investimento americano em exploração de petróleo no nosso país. Em Portugal, garantiu a ministra, não há movimentos "contra este tipo de exploração porque estamos a fazer a coisa silenciosamente". Enquanto Ana Paula Vitorino vendia as costas portuguesas à perfuração em grande profundidade, decorria em Portugal uma consulta pública para a atribuição de um título de utilização privativa do espaço marítimo (TUPEM) para a realização de um furo e prospeção petrolífera em Aljezur para a ENI e a Galp. O furo teve 4 votos a favor e 42 295 contra mas, em janeiro de 2017, o Governo decidiu a favor da atribuição do TUPEM. Os tais inexistentes movimentos de que falava a ministra interpuseram uma providência cautelar. O Governo contestou e perdeu. No dia seguinte, o Ministério do Mar interpôs recurso no tribunal do Loulé, ao lado da Galp e da ENI. Durante estes anos, em que o Governo se colocou ao lado das petrolíferas contra os movimentos sociais, as populações, e todas as autarquias implicadas nestes projetos, a ministra do Mar foi assessorada por Ruben Eiras, gestor da Galp Energia. Eiras era assessor de imprensa de Manuel Pinho no Ministério da Economia quando, em 2006, transitou para gestor da Galp Energia. Nestes anos fez várias comunicações públicas, em que defendeu a estratégia da Galp de promoção da prospeção e exploração de gás natural e petróleo em Portugal. Em maio de 2016 o Ministério do Mar nomeou este "trabalhador da Galp Energia" para assessor. Os sites públicos com o seu currículo dão a entender que acumulou este cargo com o seu trabalho na Galp, mas o ministério avançou a um jornal que Eiras interrompeu funções na Galp em dezembro de 2015. Em qualquer dos casos, em fevereiro de 2018, Ruben Eiras foi nomeado diretor-geral das Políticas do Mar em regime de substituição, tendo-se mantido no cargo desde então, apesar da substituição ter cessado em maio. Há neste caso questões jurídicas a esclarecer, nomeadamente quanto a potenciais incompatibilidades e à permanência irregular no cargo em regime de substituição. Mas uma coisa é certa, a política do Ministério do Mar quanto à prospeção e exploração de petróleo em Portugal não se distingue, neste momento, da da Galp, e isso é perigoso, incoerente e irresponsável. É perigoso porque, mais uma vez, assistimos à dominação das políticas públicas pelos interesses privados. É incoerente porque contradiz a intenção de combater as alterações climáticas. É irresponsável porque os contratos são financeiramente ruinosos para o Estado.» Mariana Mortágua, in O lóbi em grande profundidadeJN 18set2018.
  • Cheias provocaram a morte de 100 pessoas em 10 estados da Nigéria, conta a Reuters. RTP e quejandos agora só falam deste tipo de catástrofe nos EUA, no Japão, em Macau e nas Filipinas…
  • Pirómano e membro da Proteção Civil: jovem de 34 anos pode ser condenado a 15 anos de prisão por incêndio que provocou em Ribeira, na Corunha. El País.
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Providência cautelas contra dragagens no Sado

  • Um grupo de moradores na Serra da Arrábida avançou com providência cautelar com vista a impedir as dragagens no Sado e assim poder manter-se as praias agora ameaçadas pela remoção de areia. JN.
  • Togoali, no sul de Darfur, no Sudão, foi arrasada por chuvas torrenciais e deslizamentos de terra, desalojando centenas de famílias. 33 aldeias foram total ou parcialmente destruídas pelas cheias que assolaram o estado de El-Gadarif, no leste do país. O nível das águas do rio Dandar registaram uma subida de cerca de 16 metros, o que provocou o colapso de uma barragem e de mil casas. Middle East Monitor.
  • A China vai intensificar os esforços para garantir que os seus setores de energia eólica e solar possam concorrer sem subsídios e alcançar a "paridade de preços da rede" com fontes de energia tradicionais como o carvão. Reuters
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Reflexão – O que os media de referência omitem sobre o furacão Florence


Há pormenores que os media ditos de referência omitem na cobertura que fazem em relação à evolução do furacão Florence que atinge as Carolinas, a Virgínia, a Geórgia e Maryland. 

Se dessem o mesmo tipo de atenção que dão diariamente, hora a hora, ao futebol, já teriam referido coisas como: 
(1) o colapso de alguns aterros de cinzas anexos a centrais a carvão; 
(2) a inundação de algumas centrais a carvão
(3) a inundação de dezenas de armazéns de resíduos perigosos
(4) a inundação e o colapso de dezenas de ETARs que depuram os efluentes de dezenas de suiniculturas; 
(5) a contaminação de lagos e rios com água carregada de substâncias tóxicas
Enfim, um cocktail altamente perigoso para o futuro da saúde pública de todas as pessoas que vivem naqueles estados que é escondido para não conspurcar a imagem de uma grande potência mundial, omitido para não melindrar o conceito de um país avançado.

Os ambientalistas, - os inconvenientes, os maus de sempre -, há décadas que alertam a gigante Duke para deslocalizar os seus aterros de cinzas para locais mais seguros, mas a energética só parece ser capaz de fazer lóbi a favor dos combustíveis fósseis e da desregulamentação deste negócio desastroso. Os decisores insistem em não aprender com as lições do passado recente, como as do furacão Harvey.(*)
Fontes: NBC e Bloomberg.
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Bico calado

  • A jornalista Katie Hopkins disse um dia que os pobres com dívidas só podiam atribuir culpas a si mesmos. Ironicamente, acaba de se declarar insolvente para evitar a falência. The Guardian.
  • A Shell e a Eni enfrentam um dos maiores casos de corrupção na história da empresa num campo de petróleo nigeriano, conta o Independent.
  • «(…) Trump é completamente desprovido das qualidades para ser quase tudo o que não seja um apresentador de reality show (sim, Trump não foi um homem de negócios de sucesso como se repete vezes de mais…) e, muito menos, para ser o homem mais poderoso do mundo. É ignorante, presunçoso, impulsivo, preguiçoso, superficial, agressivo, instável, narcisista, amoral e desprovido de qualquer respeito pela democracia e a lei. Tem uma intuição sobre os conflitos, em particular sobre como provocá-los e como alimentar uma clientela com esses conflitos, mas o seu mundo é escasso, tal como a sua linguagem. Por onde passa deixa um rastro de ordens contraditórias, de frases sem sentido, de ameaças e de afirmação da força dos cobardes. Quando as coisas ficam negras, lá hasteia a bandeira para McCain, ou desdiz-se com o que disse com Putin. (…) » José Pacheco Pereira, in As soluções à pressaSábado.
  • «De um dia para o outro Pedrógão Grande transformou-se em Pedrógão Pequeno. Não foi um truque de magia: tratou-se, simplesmente, de destruir, sem piedade, um símbolo de solidariedade em nome da esperteza gananciosa. Algo que parece típico neste país. Quando face a tantas questões inquietantes sobre a validação dos processos das casas por reconstruir o presidente da câmara municipal local, Valdemar Alves, apenas diz: "Se punham lá primeira habitação, como podemos dizer à pessoa que não era?", que responder? Investigando, talvez. Num país em que, para tudo, o Estado pede certificados, comprovativos e demais papéis para satisfazer a sua burocracia, dar dinheiro de portugueses solidários para reconstruir casas sem verificação é algo que se faz levianamente? Pelos vistos, é. Só se comprova o que dá jeito. Portugal sempre foi um refém feliz da corrupção. O exemplo vem de cima porque Portugal é um país de desconfiados. Desconfiamos sempre dos suspeitos do costume. E dos outros. Os portugueses conseguem, ao mesmo tempo, desconfiar dos políticos, dos polícias, dos árbitros, dos professores e dos médicos. Em contrapartida há uma desconfiança muito mais sinistra. O Estado desconfia dos portugueses. Desconfia que estes não pagam impostos e que se esquecem de pagar o estacionamento. Investiga-os. Mas parece que isso só se aplica aos pacóvios. No que é importante verificar, o Estado esquece-se de o fazer. Ou cria condições para que isso não seja feito. Agora ninguém responsável sabe o que quer que seja. Não se compreende é como, num país que faz tanta filtragem, com medo de alguém estar a aldrabar o Estado, casas de segunda ou terceira habitação, ou simplesmente abandonadas, tenham sido abençoadas com dinheiro dos cidadãos crentes.(…)» Fernando Sobral, in Pedrógão Pequeno -  JNegócios, via Entre as brumas da memória.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

François-Xavier Drouet: «As nossas florestas tornaram-se fábricas de madeira»

  • Muitos pesticidas e menos pássaros: as nossas florestas tornaram-se fábricas de madeira, alerta o realizador François-Xavier Drouet no documentário «Le temps des forêts». Le Nouvel Observateur.
  • Foram detetados 32 fármacos nas águas do Tejo. Entre as substâncias encontradas estão resíduos de antibióticos, de anti-hipertensivos, anti-inflamatórios, antidepressivos, reguladores lipídicos e antiepiléticos. As maiores concentrações de fármacos, usados na medicina humana e veterinária, foram observadas em áreas próximas da saída dos efluentes de tratamento de águas residuais na margem norte da Área Metropolitana de Lisboa e na zona sul do estuário, próximo de Almada e da desembocadura do Tejo. A investigação é coordenada por Vanessa Fonseca, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE -- Universidade de Lisboa), e decorre até 2019, no âmbito do projeto Biopharma. O projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. DN.
  • A Quercus apresentou queixa contra a Agência Portuguesa do Ambiente e a Águas de Portugal por não facultarem resultados das análises à água da albufeira de Santa Águeda, no concelho de Castelo Branco. A associação ambientalista diz que aguarda há cinco meses pelos resultados das análises à água da barragem que abastece a população do concelho de Castelo Branco e onde, segundo a Quercus, continua a verificar-se a violação do plano de ordenamento. Os ambientalistas recordam o aparecimento que peixes mortos em diversas ocasiões, atribuindo este fenómeno à “aplicação ilegal de pesticidas na zona reservada da albufeira”. Reconquista.
  • Amsterdão lidera os esforços globais de recuperação de abelhas aumentando a diversidade de espécies de polinizadores selvagens. Neste momento há mais 21 espécies de abelhas do que em 1998, resultado da proibição do uso de pesticidas e do fomento do cultivo de flores nativas. Beyond Pesticides.
  • O grupo ClientEarth apresentou uma queixa num tribunal da Suécia para bloquear a construção do gasoduto Nord Stream 2, destinado a transportar gás russo para a Alemanha. Reuters.
  • Estudo da Greenpeace lança luz sobre os "subsídios ocultos de energia" na Europa. Os números compilados revelam a falta de transparência sobre o montante de dinheiro desembolsado pelos governos nacionais para apoiar as centrais de energia, principalmente combustíveis fósseis e nucleares. 58 biliões de euros - essa é a quantia total de dinheiro arrecadada nos chamados "mecanismos de capacidade" em toda a UE, segundo a investigação da Greenpeace. As campeãs destes subsídios são a Espanha e a Polónia (€ 17,9 biliões e € 14,4 biliões, respetivamente), seguidos pela Bélgica, Irlanda e Reino Unido (cerca de € 6 biliões) e Alemanha (cerca de € 3 biliões). EurActiv.
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Reflexão – Pode o desenvolvimento ser verde?


O crescimento não pode ser verde, defende Jason Hicker, na Foreign Policy de 12 de setembro

«A única coisa realista que a humanidade tem que fazer para evitar o colapso ecológico é impor limites rígidos ao uso dos recursos. Esses limites podem garantir que não extraímos mais da terra e dos mares do que a Terra pode regenerar com segurança».
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Mão pesada

  • A B&M Elkin & Son Ltd foi multada em 14 mil libras por responsabilidades na fuga de efluentes agrícolas não tratados para a Gayton Brook, em Milwich, Staffordshire, com consequente contaminação das águas e morte de milhares de peixes. GovUK.
  • A China despediu 16 funcionários governamentais e está investigando outros sobre a construção não autorizada de um lago privado de 20 Km2 que danificou o ambiente e causou cheias. Reuters.
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Bico calado

  • The Spider’s Webdocumentário acerca do paraíso fiscal imperial do Reino Unido. Michael Oswald, o diretor, diz que foi inspirado pelo livre Treasure Islands, de Nick Shaxson. Tax Justice Network.
  • Corrupção e negligência estiveram na base da destruição provocada pelo terramoto de 7,1 de magnitude ocorrido em 19 de setembro de 2017 no México e que matou 369 pessoas. O corte de custos das empresas de construção, combinado com a corrupção ou incompetência das autoridades responsáveis por regulamentá-las, amplificou a tragédia, acusa o grupo Mexicans Against Corruption and Impunity. France24.
  • A administração Trump transferiu cerca de 10 milhões de dólares da Agência Federal de Gestão de Emergências no início deste ano para financiar o programa de detenção e de deportação de imigrantes, denuncia o senador Jeff Merkley, Democrata pelo estado de Oregon. Huffington Post.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Canadá: vestígios de glifosato em alguns produtos alimentares

  • A Generalitat Valenciana subsidia com ajudas de até 80% a instalação de pontos de carregamento para veículos elétricos. Energías Renovables.
  • A polícia alemã expulsou os manifestantes da Hambach Forest, perto de Aachen. Há anos que manifestantes se opõem aos projetos de expansão de uma das maiores minas de carvão a céu aberto da Alemanha. Twitter.
  • O Vale de São Joaquim, no centro da Califórnia, como muitas outras regiões do oeste dos Estados Unidos, enfrenta a seca e a extração contínua de água subterrânea nunca é compensada pela queda de chuva. Por isso, o solo está a afundar-se até meio metro por ano, revela um novo estudo da Universidade de Cornell publicado na Science Advances.
  • Análises encomendadas pela Coalition for Action on Toxics revelam a existência de vestígios de glifosato em alguns produtos das comidas favoritas do Canadá, como Cheerios, Tim Hortons Timbits, Catelli e Fontaine Santé. Em 2015, a World Health Organization’s International Cancer Research Agency classificou o glifosato como «provável carcinógeno». Via Sustainable Pulse.
  • Investigadores da Ohio Northern University, EUA, concluíram que os herbicidas com glifosato são uma das principais causas do trágico envenenamento por fósforo do Lago Erie, que vem provocando a proliferação de algas prejudiciais que contaminam a água potável e mata os peixes. Sustainable Pulse.
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Reflexão - «O gabinete da Galp no Ministério do Mar»


«Desde 2016 que o Ministério do Mar se tem revelado a força motriz no Governo para o processo de prospecção e produção de petróleo e gás em Portugal, onde as concessões da Galp-Eni no mar do Algarve e Alentejo são as últimas ainda em vigor. Este ministério, não sendo o responsável pelas concessões, ajudou as petrolíferas a levantar uma providência cautelar em 2017 e agora recorre, em favor das petrolíferas, da sentença do Tribunal Administrativo de Loulé que travou o furo de Aljezur.

Ruben Eiras, recém-empossado director-geral da Política do Mar, assumiu esta posição vindo directamente da Galp Energia, em Fevereiro de 2018. Antes disso, Eiras foi assessor da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, entre Janeiro de 2016 e Janeiro de 2018. Durante esses dois anos este funcionário da Galp Energia acumulava simultaneamente as funções de assessor da ministra que tratava dos assuntos da Galp e gestor da Galp.
Em Janeiro de 2017, depois de uma consulta pública em que 42 mil pessoas se opuseram ao furo de Aljezur, o Ministério do Mar autorizou o furo Santola1X, a 46km de Aljezur e a mais de 1000 metros de profundidade. Não o fez através de comunicado, mas alguém descobriu por acaso a autorização escondida no site do Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional. 

Entre o fim da consulta pública, em Agosto de 2016, e a decisão em Janeiro de 2017, Ana Paula Vitorino esteve na conferência Eurasian Energy Futures Initiative, em Washington. A ministra do Mar disse na altura que “o investimento dos EUA em exploração e produção de hidrocarbonetos em deep offshore [grande profundidade no mar] em Portugal era bem-vindo”, que “o primeiro poço de prospecção vai ser realizado no próximo ano, a dois quilómetros de profundidade, a 50km da costa do Alentejo”. E arrematou: “Não temos em Portugal movimentos como temos noutros países da Europa contra este tipo de exploração, porque estamos a fazer as coisas silenciosamente.” A ministra destacou na altura o potencial das relações com os EUA na exploração de outros combustíveis fósseis, os hidratos de metano, também explorados no fundo dos solos profundos submarinos, fruto da proposta extensão da plataforma continental. Sentado ao lado de Ana Paula Vitorino estava Ruben Eiras, assessor da ministra e gestor da Galp Energia. Além disso, o assessor e gestor ocupava ainda na altura o cargo de director do Programa de Segurança Energética da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Foi nessa qualidade que delineou, antes de entrar para o Governo, os eixos estratégicos para a energia e a relação EUA-Portugal: explorar petróleo e gás, transformar o Porto de Sines no porto de entrada de gás de xisto produzido nos Estados Unidos, explorar hidratos de metano, fazer mineração submarina nos mares dos Açores, da Madeira e de uma plataforma continental expandida. Em 2015, no relatório Energy Security Perspectives da FLAD, aparecia a necessidade de “incentivar a prospecção e exploração de gás natural em território nacional”. 

Em 2012, no Expresso, referindo-se à extensão da plataforma continental, Eiras escrevia que “grande parte da prosperidade económica futura [de Portugal] joga-se na exploração dos recursos localizados em solo marinho”, e no mesmo jornal, em 2013, referia que “há um sector que necessita com grande urgência de exímias competências na indústria naval, muitas destas existentes em Portugal: a exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas”, e ainda que, “sendo que Portugal faz fronteira marítima com os EUA, há aqui uma potencial oportunidade para maximizar a posição geoestratégica do país, sobretudo com Sines a operar como plataforma reexportadora do gás natural americano para o mercado europeu”. E em 2016, no site do Atlantic Council: “Portugal e os Estados Unidos têm muito a ganhar na construção de um novo quadro de cooperação para a energia oceânica e segurança mineral nas seguintes quatro áreas estratégicas: comércio de gás natural liquefeito (LNG), energias renováveis oceânicas, hidratos de metano e mineração submarina” — a nova posição oficial do Governo assinada pelo gestor da Galp Energia. A brevíssima abordagem do programa eleitoral do Partido Socialista para as legislativas de 2015 em relação à questão da exploração petrolífera no mar, que pouco ia além da necessidade de criar start-ups na área, tornou-se, com a entrada de Ruben Eiras no gabinete de Ana Paula Vitorino, um programa partilhado com a Galp. A petrolífera instalava-se no Ministério do Mar. Eiras, que em 2006 transitou de assessor de imprensa do ministro Manuel Pinho para a Galp, na qual passou 12 anos, foi agora promovido a director-geral da Política do Mar. No dia imediatamente a seguir à decisão favorável à providência cautelar para travar o furo em Aljezur, o Ministério do Mar voltou à carga e recorreu da decisão para tentar garantir que as petrolíferas conseguem mesmo furar, contra a vontade das populações e das autarquias. Fica por saber se Eiras é apenas director-geral da Política do Mar, ou se é, há pelo menos dois anos, o ministro — de facto — do Mar. Isto é, fica por saber quanto é que a Galp manda dentro do ministério, que age como procurador da petrolífera, enquanto funcionários e ex-funcionários da empresa se movem não apenas nos corredores, mas dentro dos gabinetes, à mesa das decisões. 
P.S.: A Galp começa a diversificar os seus investimentos e a investir em energias renováveis. Soube-se agora que comprou a Goldenalco, uma empresa de energia solar, por 90 milhões de euros a Miguel Barreto, o ex-director-geral de Energia e Geologia, que assinou em 2007, pelo Estado, as concessões petrolíferas no mar do Alentejo à Galp. Tudo normal.»
João Camargo, in Público 11set2018.

E, por tudo isto, Ana Paula Vitorino recebeu, na cerimónia de abertura da Conferência dos Oceanos, organizada pelas Nações Unidas, em Nova Iorque, e das mãos de Guterres, um certificado do Ocean 8 pela cooperação internacional no Ocean Scienc; posteriormente, a China atribuiu-lhe o prémio Embaixadora Global dos Oceanos

Sugestões de leituras neste blogue para melhor contextualizar/alargar/aprofundar o tema:

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Bico calado

  • Portugal está em 10º lugar no ranking das democracias a nível mundial, segundo o Relatório da Democracia de 2018. Portugal fica atrás da Noruega, Suécia, Estónia, Suíça, Dinamarca, Costa Rica, Finlândia, Austrália e Nova Zelândia. Público.
  • A Comissão Europeia não tem registo escrito do que foi dito durante as seis reuniões que o seu presidente Jean-Claude Juncker teve com lobistas este ano. EUObserver.
  • «Há algumas coisas que uma criança numa zona de guerra nunca devia ver. Por exemplo, o salário  de 299.900 dólares (mais despesas) da esposa de Stephen Kinnock [e ex primeira-ministra da Dinamarca] como diretora da Save the Children, e os de outros executivos para onde vão os vossos donativos.» Craig Murray, Twitter.
  • Michael Bloomberg, co-presidente da Cimeira do Clima, apoia a fraturação hidráulica e investe em combustíveis fósseis. Littlesis.
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