Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Prémio Mário Ruivo lançado

Imagem captada aqui.
  • Miguel Sousa Tavares, no noticiário das 20h da SIC de 29 de janeiro de 2018, desanca nas 3 celuloses que poluem o Tejo. Entretanto, o PSD acordou e diz ter evidências de dois incidentes numa central em Vila Velha de Ródão, que obrigaram uma empresa a descarregar diretamente para o Tejo, a 16 e 22 de janeiro. Aliás não foi só o PSD que acordou para as questões ambientais. Os media em geral parecem ter descoberto o filão ambiental.
  • Os Ministérios do Mar, Educação e Cultura vão lançar o «Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas», destinado a alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e Secundário. No valor de 5 mil euros, o prémio pretende distinguir anualmente projetos que promovam em filme o conhecimento sobre o oceano junto das gerações mais novas. JEMar.
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Reflexão - «Petróleo e energia: Governo de joelhos»

Recreio de escola pública de Gorinchem, Holanda. Foto: Marisa Rocha 22jan2018.

«As recentes relações do Governo português com as empresas petrolíferas e de energia revelam-nos um quadro coerente de bullying e submissão.
Recordemos casos apenas dos últimos meses: durante a discussão do Orçamento do Estado para 2018, o Parlamento aprovou uma contribuição extraordinária sobre as energias renováveis (com o voto a favor do PS), que recairia principalmente sobre a EDP Renováveis. No mesmo dia, o PS anunciou que iria repetir a votação e, dois ou três dias depois, votou contra, devolvendo centenas de milhões de euros às energéticas, apesar do investimento nas renováveis já estar hoje mais do que amortizado. Durante a discussão no Parlamento, os deputados do PS não tiveram problema nenhum em afirmar a bondade da reviravolta na tomada de posição: era preciso continuar a apostar nas renováveis e este era o Governo que ia baixar o preço da electricidade em 2018. António Costa e a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos repetiram o anúncio: pela primeira vez em 18 anos, a electricidade cairia 0,2%. Surpresa das surpresas, a EDP anunciou no fim do ano um aumento da electricidade em 2,5%. No início de 2018, a empresa anunciou mesmo que iria deixar de pagar a contribuição extraordinária sobre a energia, no valor de mais de 300 milhões de euros. António Costa reagiu, com um temperamento que raramente se lhe vê: “Lamento a atitude hostil que a EDP tem mantido e que representa, aliás, uma alteração da política que tinha com o anterior governo.” A EDP juntou-se à Galp e à REN na recusa de pagar impostos.
A política pública deste Governo sobre temáticas ambientais e civilizacionais como as alterações climáticas ocorre na fronteira entre a cosmética e propaganda. Ainda no final do ano passado, na cimeira “One Planet” de Emmanuel Macron, António Costa anunciou as linhas mestras da acção climática em Portugal — estender o funcionamento das centrais a carvão de 2020 para 2030, tornar o país “carbono neutro” até 2050 e organizar uma cimeira sobre transporte sustentável em Janeiro. Chegámos à tal “cimeira sobre transporte sustentável”, a MobiSummit.
Em Portugal, os transportes são a segunda fonte de emissões de gases com efeito de estufa, depois da energia. Para começar a resolver o problema, anunciou o primeiro-ministro, uma cimeira. Os organizadores da cimeira? EDP, o maior emissor de gases com efeito de estufa em Portugal, Via Verde como pseudónimo da Brisa, proprietária de auto-estradas onde passam anualmente um acumulado de 28 milhões de veículos a gasolina e a diesel e, para compor, a Volkswagen, mundialmente famosa pelo Dieselgate, escândalo em que a fabricante de automóveis criou um software fraudulento para esconder as emissões de gases com efeito de estufa e os pôs em oito a 11 milhões de carros (a Comissão Europeia também exigiu à Volkswagen que indemnizasse os proprietários burlados, mas a Volkswagen recusou-se). Dando uma vista de olhos pelo programa da cimeira que vai “resolver” o nosso problema de transportes, percebe-se que é proibida a entrada a transportes públicos e a única “solução” será substituir os nossos mais de seis milhões de veículos a combustíveis fósseis por outros mais de seis milhões de veículos eléctricos. Tudo o que for preciso para manter os negócios dos organizadores. O Governo empresta um ministro e um secretário de Estado para legitimar a estratégia.
À grande agressividade e até à “atitude hostil” por parte das empresas energéticas privadas, o Governo de António Costa e do secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches responde com anúncios grátis, almoços grátis, legitimação e genuflexão. De joelhos, o Governo tomou a decisão, a 8 de Janeiro e sem qualquer anúncio público, de prolongar, pela terceira vez, a autorização para a Galp e a italiana Eni furarem o mar de Aljezur à procura de petróleo e gás. Esta decisão ignora dezenas de milhares de objecções de cidadãos, organizações e a oposição de todos os municípios que foram consultados no final do ano passado acerca de um eventual prolongamento desta licença. Aliás, a decisão é mesmo uma reviravolta da decisão anterior do secretário de Estado da Energia, que em 2016 recusara uma nova autorização de prolongamento por dois anos para a perfuração por parte da Eni/Galp.
Como entretanto foi aprovada legislação que implica uma avaliação de impacto ambiental na fase de prospecção petrolífera, esta avaliação foi anunciada numa reportagem no Expresso. Para não destoar dos casos anteriores, a Eni anunciou que não fará nenhuma avaliação de impacto ambiental. Perante a submissão, mais bullying. Nos inúmeros processos judiciais em que a Eni responde por corrupção por esse mundo fora, a acusação costuma ser de comprar governantes e não de não cumprir os processos ambientais legais, mas como se viu há sempre a possibilidade de se encontrar governos ainda mais submissos.
A justificação dada pelo secretário de Estado para esta decisão, arrastando-se na miserabilidade argumentativa, inclui o “investimento” feito pelas empresas até agora: 76 milhões de euros, invoca. Quando perdoou uma contribuição de 400 milhões de euros às renováveis, não era preciso contas. Quando a Galp se recusou a pagar 240 milhões de euros relativos à Contribuição Extraordinária do Sector Energético de 2014, 2015, 2016 e 2017, não era preciso fazer contas. Há uma decisão política, não técnica. A decisão é ficar de joelhos.
Neste momento já é de esperar que, como faz com as energéticas, o Governo estenda uma passadeira vermelha às petrolíferas, o que deixa nas mãos da população local, no Algarve e Alentejo (mas não só), e dos movimentos sociais resolver este problema nas ruas, e de vez. Se eles se ajoelham, nós teremos de nos levantar.»
João Camargo, Público 26jan2018.


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Londres: qualidade do ar pior do que em 1959

Imagem captada aqui.
  • Em Londres, os níveis de poluição do ar são neste momento mais altos do que os registados durante o Great Smog de 30 de janeiro de 1959, conta o The Guardian.
  • Um estudo da Universidade de Exeter e da Greenpeace divulga, pela primeira vez, todos os planos de mineração em fundo marinho. O estudo conclui que este tipo de mineração pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas, não só da zona explorada, mas em áreas muito maiores. JEMar.
  • Diego Saldanha, DE Colombo, cidade próxima de Curitiba, estava cansado de ver lixo no rio Atuba que passa próximo da sua casa e resolveu agir. Criou uma ecobarreira caseira para segurar o lixo flutuante e com isso já retirou mais de 1 tonelada de lixo do rio. MC.
  • Em Seul, capital da Coreia do Sul, durante as horas de ponta da terceira semana de janeiro, os transportes públicos foram gratuitos, na esperança de reduzir as deslocações efetuadas com meios de transporte privados. Para além do transporte público gratuito, a cidade também encerrou 360 parques de estacionamento e limitou a utilização do transporte individual por parte de funcionários públicos. The UniPlanet.
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Mão pesada

A Polícia Federal instaurou inquérito policial para investigar a origem de aproximadamente 300 toneladas de madeira ilegal apreendidos. O material, avaliado em R$ 2 milhões, procedia de Novo Aripuanã para Manaus. Acrítica.
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Memórias curtas

Foto: Liu Xiao/Xinhua/Barcroft Images
  • 31jan2006 - Uma abordagem pela rama. Foi a que a Junta de Freguesia de Paramos, liderada por Américo Castro, diz ter feito para escolher o sítio por onde há-de passar o viaduto sobre a linha de caminho-de-ferro. Citando o Maré Viva de 26 de Janeiro, página 4: «Fizemos uma abordagem pela rama, ou seja, fomos conversando com as pessoas, levando algumas ao local para irem ver e darem a sua opinião. Não tenho qualquer dúvida de que o local escolhido pela Junta de Freguesia agrada á grande maioria da população».
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Bico calado


Miguel Sousa Tavares diz que cabe às autarquias verificar a isenção de IMI e não ao Ministério das Finanças. «Estamos perante uma polémica que não tem razão de ser», diz, referindo-se ao «caso» Mário Centeno. Além disso, considera que é ridículo pensar que um ministro se vende por dois bilhetes para ir ao futebol. O comentador da SIC diz ainda que «qualquer dia não há ninguém no seu perfeito juízo que queira governar Portugal. Só quem queira ir para o governo, para depois sair do governo e ir fazer negócios com, por exemplo, Angola». SIC.


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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tejo: remoção da espuma é operação de cosmética

Foto: Ali İhsan Öztürk/Anadolu Agency/Getty Images

A remoção de espuma do Tejo foi considerada uma operação estética pela Quercus. «O problema da poluição no rio persiste e tem de se resolver a montante, junto das fontes de poluição, nomeadamente junto do complexo industrial de Vila Velha de Rodão, disse Lusa Domingos Patacho. O mesmo pensa Arlindo Marques, do Movimento pelo Tejo - proTEJO, considerando o que está a ser feito um «trabalho inglório», pois que «a poluição continua nas águas» e estas, «ao serem mexidas, vão continuar a fazer espuma». Segundo ele, o problema «só se resolve recolhendo toda a água do Tejo e indo à origem da poluição, que está em Vila Velha de Rodão». RR.

A propósito deste tema, valerá a pena ouvir o Mata-bicho de 29 de janeiro:
«A Celtejo já disse que não tem nada a ver com isso [coim a poluição do Tejo] e processa quem disser o oposto. Já se sabe que para esta malta da celulosa quanto mais processos houver em tribunal melhor porque os processos exigem muita papelada e esse é o negócio deles
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Mão pesada

Imagem colhida aqui.
  • A ministra do Ambiente da Baviera, Ulrike Scharf, foi multado pela terceira vez por não combater a poluição atmosférica em Munique. O tribunal acrescentou que um novo atraso poderia significar uma pena de prisão. ClientEarth.
  • A Alon USA, LP (Alon) foi multada em cerca de 400 mil dólares por incumprimento de padrões de volatilidade da gasolina produzida na sua refinaria de Big Spring, Howard County, Texas. EPA.
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Memórias curtas

Foto: Christian Aslund/Greenpeace/AFP/Getty Images
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Bico calado

Imagem colhida aqui.

Christopher Chandler, o milionário neozelandês Zelândia por detrás do Legatum, o grupo de reflexão londrino que promoveu a saída do Reino Unido da União Europeia, acaba de obter a cidadania europeia através de Malta. FT.
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Navigator, Celtejo e Paper Prime alvos de inquérito

Foto: Toby Melville/Reuters
  • A espessa camada de espuma que cobria há dias as águas do Tejo junto ao açude insuflável de Abrantes pode ter sido causada pelo desprendimento de sedimentos acumulados no fundo das albufeiras de Belver e Fratel, sugerem as autoridades ambientais. Por precaução, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, anunciou que a empresa Celtejo terá de reduzir para metade o volume do efluente rejeitado, o que implica a redução da laboração durante dez dias. A fábrica de pasta de papel da Altri, localizada em Vila Velha de Ródão, nega qualquer responsabilidade nos recentes focos de poluição, reiterando que «cumpre escrupulosamente os limites e parâmetros das diversas licenças de que é titular, bem como toda a regulamentação ambiental nacional e europeia aplicável à sua atividade». Refira-se que esta empresa foi alvo de cinco processos contra-ordenacionais por incidências ambientais entre 2011 e 2017. Apenas um dos processos está concluído em tribunal, mas em vez da multa de 12.500 euros pedida pela Igamaot, o juiz decidiu proceder a uma simples admoestação. Em 2017, as autoridades ambientais - IGAMAOT, Agência Portuguesa do Ambiente e comissões de coordenação e desenvolvimento regional - realizaram 403 ações inspetivas que resultaram no levantamento de 99 autos de notícia. Entretanto, o Ministério Público instaurou um inquérito às empresas Navigator, Celtejo e Paper Prime, na sequência de uma participação de crime de poluição do rio Tejo apresentada pelo Ministério do Ambiente.
  • A Associação Portuguesa de Operadores de Gestão de Resíduos e Recicladores (APOGER) está a promover uma marcha lenta de camiões para 15 de Fevereiro em Lisboa e no Porto. A manifestação tem como objetivo protestar contra a portaria que entrou em vigor no início do ano e inviabiliza a compra de bens a particulares (como os que recolhem os produtos com o intuito de os vender) por parte dos seus associados, os sucateiros. Público.
  • O projeto da administração Trump de bombear água do norte da Califórnia para o Sul está a dividir o estado. Os grandes empresários agrícolas do sul aplaudem-no, enquanto os pescadores, as tribos índias e os ecologistas contestam-no. Os Índios consideram a água do Trinity River sagrada e os pescadores dizem que esse plano representará será o fim do salmão e outras espécies. The Sacramento Bee.
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Mão pesada

O Ibama apreendeu uma embarcação e duas toneladas de polvo pescado ilegalmente na costa do Rio de Janeiro. Foram aplicados R$ 242 mil em multas. Ibama.
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Bico calado

  • 27 empresas concorreram ao concurso para elaboração dos projetos de arquitetura e de especialidades do Centro Intermunicipal de Recolha Oficial de Animais para os três polos de Aveiro, Águeda e Ovar, lançado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. DA.
  • «(…) Mas a partir daí Marcelo passou a comportar-se como proprietário da dor dos portugueses, afirmando um poder político que extravasa as funções presidenciais. Assumiu comportamentos que são populistas — o que nele não era novidade, já os tinha tido como comentador — e passou a ter um aproveitamento pessoal dos beijos, abraços e selfies. Tudo isto já lá estava antes? Já, mas passou a funcionar como um contraponto de poder que é negativo para a democracia portuguesa, mais do que para o Governo. Esses aspectos negativos são vários. O Presidente faz um contínuo meta-discurso sobre tudo o que acontece, seja na governação, seja na vida partidária, seja na Justiça, seja nas questões europeias, seja na cultura e, se esse metadiscurso era visto de forma benévola como a dificuldade de Marcelo-Presidente deixar de ser Marcelo-comentador, hoje é sujeito a uma interpretação que procura (e encontra) distanciações e reservas face aos outros poderes, seja o executivo, seja o legislativo. Desde sempre critiquei essa pletora verbal, porque desgastava o poder da palavra presidencial para quando fosse necessária, mas hoje está-se noutro patamar e esse mesmo metadiscurso aparece agora como um conjunto de prevenções, de sinais, de avisos que, não sendo novo nos discursos dos anteriores presidentes, no caso de Marcelo ganha outra amplitude, porque vem mais em continuidade do que foi o seu discurso de comentador de décadas conhecido pelo seu cinismo, a propensão para a intriga e mesmo ajustes de contas nas antipatias próprias. Uma espécie de amnésia colectiva esquece que esta era a “imagem” de Marcelo antes de ser Presidente, e, se se pode mudar, nunca se muda tanto. E o que torna perigoso esse processo é que, em vez de valores de audiências, hoje temos uma base muito mais complexa que é a da “popularidade” política pessoal e intransmissível. Numa altura em que as democracias estão sujeitas ao assalto populista, temos um presidente que não se coíbe de usar as armas dos políticos populistas modernos, feitos pela televisão, para cultivar uma “proximidade” cujo sucesso é sempre ser “contra” alguma coisa.(…)» José Pacheco Pereira, in Marcelo no seu espelho de selfies - Público 27jan2018.
  • «(…) Não me quero meter nos assuntos de Angola, assim como não quero que Angola se meta nos nossos assuntos e tente condicionar o funcionamento da nossa Justiça. Mas não resisto a comentar que me causa espanto que o grande escândalo, para Angola, seja que Portugal queira julgar aqui um eventual acto de corrupção de um magistrado português por parte de um ex-vice-presidente de Angola e não o de saber como é que um ex-vice-presidente seu — que à época deveria ganhar oficialmente aí uns 3 ou 4 mil euros de salário — teria dinheiro para pagar 800 mil euros a um magistrado português ou 3,8 milhões, mais impostos, comissões, despesas notarias, etc. (ou seja, cerca de 120 anos de salários!) por um apartamento no Estoril, que era então o mais caro à venda em Portugal. E que o apuramento desses factos deva estar coberto por uma imunidade ou amnistia. (…)» Miguel Sousa Tavares, in Haverá vida além de Marcelo? – Expresso 27jan2018, via A estátua de sal.
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sábado, 27 de janeiro de 2018

Comisso Europeia processa Portugal por incumprimento na proteção de habitats e espécies

Foto: Luciano Candisani/Natural History Museum.
  • Tesla garante sete estações de carregamento rápido em Portugal até ao final do ano, titula o Público. Mas garante o Combined Charging System recomendado pela Europa?
  • A Comissão Europeia anunciou que vai intentar uma ação junto do Tribunal de Justiça da União Europeia contra Portugal por incumprimento da sua obrigação de proteger adequadamente certos habitats naturais e espécies. Portugal não designou zonas especiais de conservação para proteção dos habitats naturais e das espécies incluídos na rede Natura 2000 e  não estabeleceu as medidas de conservação necessárias para essas zonas. Portugal tinha de designar 7 ZEC na região atlântica até 7 de dezembro de 2010 e 54 Sítios de Importância Comunitária na região mediterrânica até 19 de julho de 2012. AM.
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França: Macron anuncia o encerramento das centrais a carvão até 2021

  • O presidente francês anunciou o encerramento de todas as centrais a carvão até 2021. The Independent.
  • A Irlanda poderá ser multada em 1,68 milhões de euros se não cumprir a determinação do Tribunal de Justiça da União Europeia em relação à central eólica de Derrybrien, em Galway. Tudo porque nunca foi feito um estudo de impacto ambiental sério a esta central construída em 2008. IT.
  • A ClientEarth processou, pela terceira vez o governo britânico por continuar a não proteger a saúde das pessoas contra a poluição do ar. Client Earth.
  • San Francisco processou 29 petrolíferas para exigir indemnizações pelos danos causados pelas alterações climáticas, responsáveis pela subida do nível das águas do mar do mar. Esta é a 9ª cidade a tomar idêntica atitude. Reuters.
  • As alterações climáticas podem ser responsáveis pela migração anual de 24 mil pessoas do delta do Mecão, no Vietname. As secas, a subida do nível das águas do mar e a consequente salinização dos terrenos agrícolas estão na origem desse êxodo, sugerem especialistas. A proliferação da construção de pequenas barragens para controlar as inundações alterou o ecossistema e impede os pobres e sem terra de capturar peixe para se alimentarem. The Independent.
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Bico calado

FotoMike Harterink/Natural History Museum
  • O parlamento irlandês vai debater uma proposta de lei que pretende proibir a importação e comercialização de produtos fabricados nas zonas ocupadas da Palestina por colonatos ilegais. MEM.
  • É a insuspeitíssima BBC que diz: em Inglaterra, o número dos sem-abrigo aumentou 15% em relação a 2016 e o dobro do número registado em 2012.
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Memórias curtas

Foto: Uri Golman/Natural History Museum
  • 27jan2010 - O Ministério do Ambiente mandou encerrar 41 sucatas por serem depósitos ilegais de carros velhos e detectou irregularidades graves em três empresas de resíduos cuja actividade foi suspensa porque recebiam entulho e lamas de estações de tratamento de águas residuais sem autorização nem condições.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

CP lança campanha original para promover o uso do comboio

Imagem captada aqui.
  • A CP deu um ar da sua graça ao lançar uma campanha inédita e original para promover o uso do combóio. Depois de instalar radares em zonas de trânsito intenso, os automobilistas são «autuados» por excesso de lentidão, podendo os respetivos comprovativos ser resgatados por assinaturas mensais para a rede de serviços Intercidades, Regional e comboios urbanos da CP em Lisboa, Porto e Coimbra, mediante a compra da primeira mensalidade. JN.
  • O movimento de cidadãos «Os Contaminados», criado no concelho do Seixal, apresentou uma queixa na União Europeia a denunciar problemas ambientais, como a poluição do ar e o ruído, relacionados com a Siderurgia Nacional e a apelar à intervenção internacional para a sua resolução. O aviso fora feito em novembro de 2017. O movimento queixa-se de que as entidades nacionais não dão resposta, que «existe uma enorme condescendência da Agência Portuguesa do Ambiente porque renovou a licença ambiental à Siderurgia sem estudos epidemiológicos feitos a uma comunidade onde se sucedem os casos de carcinoma de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crónica». Público. Estes problemas já são antigos. Já em janeiro de 2012, perante tanta queixa e a inoperância do ministério, na altura dirigido por Assunção Cristas, a própria câmara de Sines incentivou os munícipes a apresentarem queixa contra osmaus cheiros e descargas poluentes levadas a cabo pelo complexo industrial e petroquímico. Posteriormente, em janeiro de 2016, foi lançada uma petição exigindo o cumprimento das normas ambientais, nomeadamente a redução dos gases, das poeiras e do ruído produzido pela Siderurgia Nacional em Paio Pires. Em março do mesmo ano, moradores do Seixal concentraram-se no Parque da Quinta do Mirante, Aldeia de Paio Pires, para protestar contra a situação e exigir dos ministérios da Economia e do Ambiente medidas para resolver o problema. 
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Pescadores anti-pesca elétrica bloqueiam acesso a portos franceses

  • Pescadores anti-pesca elétrica bloqueram com 15 barcos o acesso aos portos de Calais e de Boulogne. Nesse preciso momento, 84 barcos holandeses praticavam a pesca elétrica, apesar da proibição exigida pelo parlamento europeu em 16 de janeiro contra essa prática. A generalização da pesca elétrica «dizima peixes, sacrifica pescadres, desertifica os territórios costeiros», diz o eurodeputado ecologista Yannick Jadot. NO.
  • A União Europeia suspendeu o financiamento ao seu Water Towers Protection and Climate Change Mitigation and Adaptation Programme. O anúncio ocorreu um dia depois de os Serviços Florestais do Quénia, financiado pela UE, terem feito uma incursão na terra indígena dos Sengwer, na floresta de Embobut. Durante o ataque, um guarda dos Serviços Florestais disparou e matou um indígena. O programa europeu, com orçamento de 31 milhões de euros, foi lançado em junho de 2016 e tinha por objetivo proteger os recursos hídricos do Mount Elgon e das Cherangany Hills. Logo em novembro de 2016, a comunidade Sengwer pedida a suspensão do programa por ocorrência de violações de direitos humanos, nomeadamente deslocalizações forçadas de pessoas. RM.
  • Pelo menos 7 praias de Marina, na Califórnia foram encerradas por terem sido contaminadas por esgotos não tratados que vazaram de uma ETAR na sequência de uma avaria num filtro e no sistema de alarme. AP.
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Bico calado

Imagem captada aqui.
  • «Os autarcas são o espelho fiel dos portugueses. Em nome da descentralização reclamam mais poderes, mais dinheiro, mais direitos, mais competências mas quando o governo lhes atribui responsabilidades e deveres aqui d'el Rei que o governo (seja ele qual for) está a empurrar para as autarquias  competências do poder central. Vem isto a propósito do projecto de diploma, apresentado pelo governo, que responsabiliza as autarquias pela limpeza das florestas, caso os proprietários não cumpram essa obrigação. A proposta apresentada pelo governo insere-se num pacote de medidas de combate aos incêndios florestais e parece-me bastante sensata, pois em função da proximidade e conhecimento do terreno,  as autarquias estão muito mais habilitadas a detectar incumprimentos e obrigar os proprietários a cumprir a lei, do que o governo. A contestação da ANMP a esta proposta do governo apenas confirma aquilo que todos sabemos. Em matéria de descentralização, os autarcas querem o lombo, mas rejeitam os ossos, porque dão muito trabalho a roer.» Carlos Barbosa Oliveira, in Eles só gostam de bifes do lombo - Crónicas do rochedo.
  • «(…) em Ovar, 17 militantes do PSD moravam na mesma casa. O que gastaram nas quotas foram forçados a poupar na renda. Talvez não tenha sido um grande sacrifício: uma comunidade de militantes do PSD, vivendo juntos e dormindo em camarata, é uma boa ideia. Estimula a entreajuda e a troca de impressões sobre a vida interna do partido. Uma espécie de internato ideológico. Os militantes do Bloco vão acampar para a mata; os do PSD vão coabitar numa vivenda em Ovar. Faz sentido. Fiquei mais sossegado quando os jornais foram investigar a casa em questão e descobriram que não era habitada por 17 pessoas mas por apenas 8 – nenhuma das quais militante do PSD. Melhor ainda: 17 militantes do PSD possuem uma moradia em sociedade e alugam-na a gente que não é social-democrata. Lucram onerando pessoas de outros quadrantes ideológicos. O caso é ainda mais interessante no número 379 da Rua dos Pescadores, na mesma localidade. Nessa morada vivem mais 8 militantes do PSD, embora não haja lá qualquer casa. Vivem num terreno baldio, demonstrando um despojamento e um amor à natureza que vão rareando neste nosso mundo moderno.(…)» Ricardo Araújo Pereira, in O problema da habitaçãoVisão 18jan2018.
  • «(…) Será que os responsáveis da SIC aceitariam que entrassem cinco a dez pessoas casa adentro, filmando os seus filhos, as discussões que têm com estes, as suas lágrimas em grandes planos, expondo-os a milhões de espectadores? Será que os responsáveis da SIC aceitariam fazê-lo gratuitamente ou vendiam esses momentos privados por cerca de mil euros? As discussões têm preço? A privacidade tem preço? Quanto valem as lágrimas de uma criança??? Que acompanhamento é que a SIC e a sua SuperNanny irá dar às crianças/jovens que foram violadas na sua privacidade, atiradas aos olhares e comentários de colegas em idade perfeita para fenómenos como o bullying, a exclusão social e afins, durante as próximas semanas/meses? Que acompanhamento é que a SIC e a sua SuperNanny vão dar, às milhares de crianças que vão tentar reproduzir aquilo que viram na televisão, pois como apareceu na televisão é fixe, é válido, é importante? O que a SIC fez, e o que os pais que já eram incompetentes provaram mais uma vez que o são, foi vender um produto, foi ganhar dinheiro com um produto, um produto que é uma criança/jovem que não tem voto na matéria e que também ela foi comprada pelos seus 15 minutos de fama.(…) » Alexandre Henriques, in A SuperNanny mostrou aquilo que os professores há muito dizem - Público 25jan2018.
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Eucalipto: corrida esgota semente geneticamente melhorada

Imagem captada aqui.

A semente de eucalipto geneticamente melhorada mais recomendada pelas celuloses está esgotada nos viveiros devido à corrida dos proprietários que tentam fazer novas plantações antes da entrada em vigor da nova lei que impõe restrições à espécie. TSF.

Isto é que é ser esperto e inteligente a valer!
E, sobre este manancial de esperteza e inteligência, parece que tudo ou quase tudo já terá sido dito. Não há pachorra.

Apostila: após esclarecimento da Drª Margarida Silva, que agradeço, «geneticamente melhorada» substitui «transgénica», na versão anterior deste texto.
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Reino Unido: reciclagem para europeu ver

Imagem colhida aqui.
  • O governo britânico está contra a imposição de objetivos de reciclagem em toda a União Europeia, apesar da sua recente promessa de desenvolver «novos e ambiciosos objetivos» para reciclar, até 2035, 65% dos resíduos urbanos. Mas a Greenpeace conseguiu apurar junto de várias fontes oficiais que o governobritânico tem mantido contatos com embaixadores da EU a quem tem transmit a sua oposição. «Parece que o governo tem propagandeado ambiciosos objetivos de reciclagem em Westminster, enquanto se opõe a eles em Bruxelas. Se Gove não quiser ser acusado de hipocrisia, deve certificar-se de que o seu mintério fala com uma só voz nos dois lados do Canal» disse Louise Edge, da greenpeace UK. The Guardian.
  • A tragédia em Mariana não ensinou nada: mineradora vai ampliar projeto em MG que prevê barragem 4 vezes maior que a de Fundão, protagonista do maior desastre ambiental da história do Brasil. A Pública.
  • Os Nahua, uma tribo que vive numa das partes mais remotas da Amazónia peruana, foram atingidos por uma epidemia misteriosa de mercúrio, de acordo com um relatório inédito do Ministério da Saúde datado de 2015 e 2017. Intitulado Análisis de Situación de Salud del Pueblo Nahua de Santa Rosa de Serjali en la Reserva Territorial Kugapakori Nahua Nanti y Otros, o relatório sugere duas explicações para o grave problema. Uma, a menos provável, refere o consumo de peixe. A outra aponta o dedo ao projeto Camisea, de extração de gás, pelo que exige investigação. O projeto Camisea precipitou indiretamente o contato com os Nahua em meados da década de 1980 e desde 2000 tem sido administrado pela Pluspetrol. No início de 2014, o governo do Peru aprovou a expansão do projeto no território Nahua. A Pluspetrol descartou qualquer responsabilidade na contaminação por mercúrio e atribuiu a culpa às várias minas a montante do seu projeto. The Guardian.
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Memórias curtas

Shetland Islands, EScócia. Foto: Tommy Isbister
  • 25jan2007 - Na Figueira da Foz, a extracção de areia do porto põe em risco a praia do Pedrógão, pelo que o presidente da Junta de Freguesia do Coimbrão pediu o fim da sua extracção.
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Mão pesada


Uma embarcação de pesca artesanal foi apreendida na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, por pescar sardinha com rede de cerco, sem autorização Ibama. As 2 toneladas de sardinha apreendidas foram distribuías na comunidade da Quinta do Caju, zona portuária do Rio. Envolverde.
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Bico calado

  • «Para os pobres e os excluídos, o presidente da República dá as selfies e os sorrisos e favorece a solidariedade e a caridade; para os grandes faz pressão para que continuem a ter os seus milhões intactos. É a imagem que nos dá - para os pobres, acompanhado sempre pela comunicação social (...), favorece a caridadezinha; para aos grandes, está a dar voz para que eles continuem a dar milhões.» Carlos Carvalho, citado pela TSF.
  • «Houve um tempo em que a elite brasileira usava o exército para aplacar a democracia. Agora não precisa de militares na rua. Basta ter todas as televisões do Brasil, juízes com fome de protagonismo e um exército de políticos corruptos disponíveis para queimar quem for preciso para salvar a sua própria peleDaniel Oliveira, in Com presidente eleita e candidato mais popular afastados, está consumado o golpe – Expresso diário 23jan2018, via Estátua de sal.
  • Escândalo no Presidents Club: divulgação de assédio sexual nas chiques galas de angariação de fundos organizadas por este clube só de homens já fez muitas entidades devolver os subsídios recebidos ou rejeitar os prometidos. «Alguns dos proeminentes filantropos do Presidents Club têm pressionado o governo britânico para conseguirem impostos mais baixos. Não estão interessados em saber por que motivo os hospitais públicos precisam de doações, mas fazem-nas para serem apresentados como heróis ou santos. Ninguém implora que eles paguem impostos nem os aplaude quando o fazem, mas, lamentavelmente, as entidades públicas prostram-se por donativos de “filantropos” que fogem aos impostos e elogiam-nos quando eles abrem as suas carteiras. A filantropia é poder, os impostos são para o povinho. Ninguém vê o seu nome numa ala de hospital por pagar os impostos. Filantropo significa gostar das pessoas mas alguns desses milionários parecem, de facto, odiar a humanidade», escreveu George Monbiot no Twitter.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

E se os nossos azulejos funcionassem como paineis fotovoltaicos?

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  • Um grupo de investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto desenvolveu uma tecnologia, chamada Portuguese Solar Tiles, que adiciona aos painéis fotovoltaicos, usados para converter a luz solar em energia elétrica, imagens e logótipos para que se pareçam com os nossos típicos azulejos. Desenvolvida desde 2007 nos laboratórios da FEUP, esta tecnologia foi distinguida com o primeiro lugar na segunda edição de 2017 do Business Ignition Programme, um programa financiado pelo Norte 2020, pelo Portugal 2020 e pela União Europeia. ON.
  • Um deslizamento de terras provocou o descarrilamento de um comboio que circulava na linha West Highland, que liga Mallig a Glasgow.  O acidente ocorreu perto de um viaduto tornado famoso pelos filmes de Harry Potter. Este deslizamento é mais uma prova de que a restauração da floresta deveria ser obrigatória naquelas encostas e de que a agricultura e a silvicultura deveriam estar articuladas no sistema de planeamento, disse Andy Wightman, deputados pelos Verdes. «Aliás, quando sugeri que o reflorestamento devia ser obrigatório em alguns lugares, Fergus Ewing (Secretário da Economia rural e Conetividade) disse estar preocupado com os direitos humanos dos proprietários rurais e eu agora estou mais preocupado com a vida dos viajantes», acrescentou.
  • A Tribo Índia Menominee, do Wisconsin, apresentou um processo federal contra o Corpo de Engenheiros dos Exércitos dos EUA e a Agência de Proteção Ambiental, alegando que não conseguiram assumir responsabilidades básicas ao licenciar  mina a céu aberto em zonas húmidas da Península Superior do Michigan. A água que a abastece é considerada sagrada. EHN.
  • A redução de áreas verdes fomenta a proliferação de mosquitos transmissores de doenças, confirma um estudo realizado por investigadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Dos insetos recolhidos no estudo, 68% pertenciam a cinco espécies: Culex nigripalpus, Aedes albopictus, Cx. quinquefasciatus, Ae. fluviatilis e Ae. scapularis. Outras espécies de vetores – Cx. declarator, Ae. aegypti, Cx. chidesteri, Limatus durhami e Cx. lygrus – também foram encontradas com maior frequência nos parques urbanos. Segundo Medeiros-Sousa, um dos autores do estudo, em cenários de fragmentação e redução das áreas verdes, mosquitos vetores são beneficiados com a extinção de espécies mais selvagens. «Eles são mais adaptados ao meio urbano e, com a redução progressiva das áreas verdes, as espécies mais selvagens vão desaparecendo e as mais urbanas, justamente as mais competentes para a transmissão de patógenos, de certa forma dominam o território», disse. Via EcoDebate.
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Reflexão – Quem ganha com o prolongamento do prazo para o furo de petróleo ao largo de Aljezur

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A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) e a Zero repudiam a prorrogação assinada pelo secretário de Estado de Energia, que dá mais um ano ao consórcio ENI/Galp para pesquisar petróleo ao largo da Costa Vicentina.

«Curiosamente», sublinha Rosa Guedes da PALP, «o secretário de Estado da Energia usa como argumento o indeferimento de três providências cautelares, quando a da PALP está a correr e se dá a coincidência temporal de a ENI ter adiado uma audiência que estava marcada para 8 de janeiro, o mesmo dia em que Seguro Sanches assinou o prolongamento». O despacho de autorização de prorrogação permite que o furo de pesquisa de hidrocarbonetos seja feito até final de 2018 nas concessões «Lavagante», «Santola» e «Gamba», localizadas na Bacia do Alentejo, ao largo da Costa Vicentina.
«A a providência cautelar em curso impugna as sondagens no mar, na Costa Vicentina, por não cumprimento da legislação nacional e por incorrecta transcrição das directivas europeias», realça a PALP. A nova audição deste processo ficou adiada para finais de fevereiro.
O Governante afirmou que agiu «na prossecução do interesse público», já que considerava que a não prorrogação do plano de trabalhos poderia levar à exigência de uma indemnização superior a 76 milhões de euros. E chutou a bola para o Ministério do Ambiente, condicionando o plano de trabalhos previsto para 2018 na Bacia do Alentejo a uma avaliação de impacte ambiental. Porém, sobre a sua realização, o Ministério do Ambiente continua a não querer pronunciar-se.

Por seu lado, a Zero lembra que a decisão do secretário de Estado da Energia colide com as «decisões anunciadas pelo Primeiro-Ministro, em 2016, na Conferência do Clima em Marraquexe e de todo o trabalho que está de momento já a ser desenvolvido para o país atingir a neutralidade carbónica em 2050». A Zero acusa o governo de ter perdido «de forma absolutamente lamentável e incompreensível uma oportunidade soberana de cancelar de uma vez por todas um investimento que tem riscos para os ecossistemas, para as populações, para a economia do Sudoeste Alentejano e Algarve, e que tem a oposição dos autarcas e das comunidades locais». 
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Memórias curtas

Foto: Martin van Lokven/Natural History Museum
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Bico calado


  • «(…) Sendo assim, usando pedagogia antiga, proponho que para educar a Supernanny a obriguem a escrever, num quadro de ardósia, um milhão de vezes, tantos quantos os espectadores do seu programa, a seguinte frase: "A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro. A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro. A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro. A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro. A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro. A intimidade de uma criança não é um espetáculo giro..."» Pedro Tadeu, in Quem educa a Supernanny? - DN 23jan2018.
  • Sabia que a McDonald’s fatura em Espanha e «otimiza» os seus impostos no Luxemburgo, via Luxembourg McD Investments? La Informacion.
  • «Como força política, o UKIP foi, indiscutivelmente, uma invenção da imaginação dos media, criada e inflacionada pela incrível quantidade de tempo de antena concedida, especialmente pela BBC. Foi sempre claro que o UKIP era muito instável, não só por causa da natureza volátil das suas figuras seniores como também pelas suas contínuas lutas internas. Cameron poderia ter esperado que ele implodisse.» George Monbiot.
  • Robert de Niro está a aproveitar-se do rescaldo da catástrofe provocada pelo furacão Irma para alterar as leis de solos que regem Barbuda e implantar um resort de luxo, escreve Naomi Klein na Intercept. O Senado de Antigua e Barbuda alterou uma lei em vigor desde 1834, ano da abolição da escravatura, permitindo agora que privados possuam solos outrora comunais. Tudo isto depois do excelente papel que Robert de Niro desempenhou junto das Nações Unidas e de redes de televisão manifestando a sua solidariedade para com os milhares de desalojados e pedindo ajuda internacional para a reconstrução. Mas sempre omitindo que ele próprio tinha projetos de que poderia beneficiar. Aliás ele é dono de uma imensa rede de restaurantes, condomínios e hoteis nos EUA e no mundo. De Niro conseguiu os seus intentos através de um acordo que assinou, por 198 anos, com o primeiro-ministro Gaston Browne, um ex banqueiro agora baseado em Antigua, uma ilha que há muito enterrou a lei que dava posse das suas terras ao povo. Gaston Browne não hesita em rotular os adversários destas negociatas de terroristas económicos. Asha Frank, membro do Conselho de Barbuda está revoltado e fala de neocolonislismo. Com a ajuda do furacão Irma, Gaston Browne parece ter retirado o que os antigos donos coloniais de Barbuda não conseguiram: deslocou centenas de pessoas de Barbuda para Antigua e retirou-lhes os direitos sobre as terras comunais. Entretanto, avança a construção de um aeroporto, imprescindível para a invasão dos investidores, enquanto pouco ou nada se faz para repor a rede de infraestruturas tão necessárias para permitir o restabelecimento das vidas dos locais. A bióloga Ayana Elizabeth Johnson escreveu uma carta a De Niro apelando para que deixe de ser testa de ferro de investidores sem alma e coração e que se ponha do lado do povo de Barbuda.
  • O governador de Porto Rico anunciou o projeto de privatização da energética do país. Mais um exemplo do chamado capitalismo de desastre. Common Dreams.
  • Milhares de haitianos protestaram junto da embaixada dos EUA em Port-au-Prince após Trump ter chamado «shithole» a Haiti. Trump é uma persona non grata em Haiti, afirmou Mario Joseph, um advogado e ativista dos direitos humanos. Via Common Dreams. Aliás os protestos, com o mesmo objetivo, aconteceram em New York, e em Palm Beach.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sever do Vouga: lixeira recolhida um ano depois

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Na berma da estrada entre Pessegueiro do Vouga e Couto de Esteves, junto à albufeira da Barragem da Ermida, uma lixeira evoluiu durante mais de um ano. Após várias queixas infrutíferas, um cidadão denunciou o caso e arrasou autoridades e entidades várias. 

E não é que, finalmente, o problema parece ter sido resolvido!
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Argentina: Detida por tentar impedir aplicação de pesticida

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  • Há cerca de vinte anos, Sofia Gatica perdeu a filha recém-nascida. Três dias após o nascimento, os seus rins deixaram de funcionar e o bebê morreu. A causa: os pesticidas que afetaram o seu bairro na cidade de Córdoba, uma zona cercada de soja. Lá, os índices de cancro eram 41 vezes superiores à média no país. Sofia fundou Mães de Ituzaingó e, juntos, lançaram a campanha «Acabem com as pulverizações». Em 2012, ela ganhou o Prémio Goldman, o mais importante em questões ambientais. Ontem levaram-na presa quando tentava parar uma pulverização a 300 metros de Dique Chico, uma zona onde é proibido aplicar pesticidas. Esta é a história que ela escreveu no Facebook.
  • A Comissão Europeia convocou os ministros do Ambiente de 9 estados membros - República Checa, Espanha, Itália, Hungria, Roménia, Eslováquia, França, Alemanha e Reino Unido -- contra os quais tenciona recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia por terem violado as normas da qualidade do ar. DN.
  • A Áustria vai processar a Comissão Europeia por permitir que a Hungria expanda a a central nuclear de Paks. A Áustria considera que a energia nuclear não é sustentável nem é uma resposta às alterações climáticas. Idêntica atitude tomou a Áustria em ´há 3 anos, relação à pretensão do Reino Unido construir a central nuclear de Hinkley Point. Reuters.
  • A Arábia Saudita vai construir nos próximos 18 meses 9 dessalinizadoras ao longo da costa do Mar Vermelho. Tudo através de parcerias público-privadas. MEM.
  • Pescadores comerciais e organizaçõers ambientais podem apresentar ações judiciais contra a administração Trump, se não seguir uma recomendação de uma das suas próprias agências para proteger o salmão, o esturjão e outras espécies ameaçadas de extinção no noroeste do Pacífico. O National Marine Fisheries Service refere-se em concreto a 3 pesticidas organofosforados permitidos pelo governo: clorpirifos, diazinon e malatião. The Guardian.
  • Os sacos descartáveis de plástico estão proibidos em Montreal, Canadá. The UniPlanet.
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sábado, 20 de janeiro de 2018

Olhão: Barcos solares ganham prémio Green Project Awards

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  • Barcos solares de Olhão vencem o prémio Green Project Awards. Lançado pela  Sun Concept, o primeiro barco tinha 7 metros e cópias dele foram produzidas para  várias empresas que se dedicam aos passeios marítimo-turísticos um pouco por todo o país. O novo modelo é um catamarã de 12 metros, com maior liberdade de movimentos. TSF.
  • Praia não é cinzeiro foi a campanha que reuniu muitos jovens na caça à beata na praia Bopiranga, na cidade de Itanhaém, São Paulo. Em média, recolheram 4 beatas por metro quadrado. FB.
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Mão pesada

Imagem capturada aqui.
  • A Polícia Marítima de Setúbal apreendeu, na Docapesca de Setúbal, 200 kg de sardinha, cuja captura se encontra sob interdição total. AMN.
  • A Kier Construction Limited e a BKP Waste Recycling Limited foram multadas em 180 mil libras por poluição de águas subterrâneas durante obras no Christchurch Hospital, em Dorset. GovUK.
  • A CC Haulage & Sons Ltd foi multada em 109 mil libras por despejo ilegal de inertes de construção em terrenos agrícolas de Tedburn St Mary, Devon. GovUK.
  • A Barrick Gold Corp. foi multada em 11,5 milhões de dólares e intimada a encerrar definitivamente todas as instalações de superfície relacionadas ao seu projeto de Pascua-Lama, na fronteira do Chile com a Argentina. Tudo por causa de repetidos episódios de contaminação de águas. FP.
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Memórias curtas

Foto: Quercus/ANCN.
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