Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 30 de setembro de 2017

O carangueijo azul promete oportunidades de exploração

Parque de estacionamento de bicicletas na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré
  • O caranguejo azul (Callinectes sapidus) nativo da América do Norte, também conhecido como «siri», foi descoberto no estuário do Guadiana. Segundo o CCMAR, há registo de outros exemplares da mesma espécie capturados anteriormente no estuário do Sado, o que indicia que «estará numa fase de expansão na nossa costa, depois de provavelmente ter navegado, enquanto larva, nas águas de lastro de um navio que cruzou o Atlântico». As espécies invasoras com valor comercial, como é o caso do caranguejo azul ou da corvinata real (Cynoscion regalis), registada no ano anterior, «podem ser um exemplo de como uma ameaça se pode transformar numa oportunidade de exploração», refere o CCMAR. Face à inexistência de predadores naturais destas espécies invasoras, «a sua pesca contribuirá para o controlo da sua densidade», aliviando a pressão de exploração dos recursos pesqueiros tradicionais, como a sardinha, acrescenta. Público.
  • Os automóveis não poderão ultrapassar os 70 km/hora na M30 para Madrid. Objetivo: reduzir a poluição do ar. El País.
  • Os lobistas da Monsanto estão proibidos de aceder ao parlamento europeu. Quem mandou a Monsanto recusar responder a inquéritos para esclarecer alegadas influências na manipulação de restados de estudos sobre a segurança do glifosato? The Guardian.
  • A Syngenta vai indemnizar milhares de agricultores norte-americanos por elevados prejuízos causados por uma semente de milho transgénico comercializada pela empresa antes de ter obtido licença de importação por parte da China. Reuters.
  • relação entre períodos de seca e conflitos prolongados, sugere uma investigação recente após analisar cerca de 1.800 conflitos durante um período de 20 anos na África subsaariana. SD.
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Bico calado

Foto: AP.
  • «(…) Como é que é possível um tipo ter a profissão de advogado, trabalhar para uma autarquia em processos que são públicos e notórios, e depois pedir em tribunal a condenação de um jornal e dos seus jornalistas por publicarmos a sua foto sem lhe pedirmos autorização? O ridículo ainda maior é vivermos num país que tem uma justiça que permite este tipo de oportunismo.”(…)» Francisco Teixeira da Mota in O Mirante não aceitou a censura judicial...Público 29set2017
  • «(…) Sempre que num jornal se escreve “X arrasou Y” é o próprio jornal que pretende “arrasar” Y. Porque o uso de tal metáfora não indica uma constatação, implica uma tomada de posição de quem a profere e uma vontade de realizar a acção. Dizer “arrasou” não é o mesmo que dizer “criticou violentamente”. Enquanto que a segunda forma pode ser dita sem comprometer a neutralidade de quem a diz, a primeira faz o jogo da diminuição e da ridicularização do “arrasado”, diz que está a proferir sobre ele um juízo definitivo e nada nem ninguém o pode salvar. Ninguém é “arrasado” num dia e reaparece intacto no dia seguinte. Toda a crítica pode ser refutada; mas todo o “arraso” é irreversível. Há um gáudio indiscreto na sentença “X arrasa Y”. Não quer dizer que quem experimenta esse gáudio não sinta exactamente o mesmo se a situação se inverter de modo a poder dizer que “Y arrasa X”. Mais do que as determinações ideológicas ou políticas destes enunciados, é preciso ver neles a miséria da linguagem jornalística e uma ingenuidade semelhante àquela dos escritores que, como alguém disse, julgam que basta escrever “merda” para que os leitores sintam o mau cheiro.» António Guerreiro in Vamos arrasá-los  - Público 29set2017.
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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Caloiros plantam mil árvores na Serra da Estrela

Imagem colhida aqui.
  • Mil carvalhos, azinheiras e sobreiros vão ser plantados na Serra da Estrela por caloiros da Universidade da Beira Interior. Realizada entre 25 e 29 de setembro, esta ação é patrocinada pelo Banco Santander. Dinheiro Vivo.
  • A França diz-se aberta a reduzir gradualmente o uso do glifosato após protestos de agricultores contra a proibição total e imediata daquele herbicida, potencial cancerígeno. Reuters.
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Reflexão – Pedrógão, crianças, ingleses e libras

Imagem colhida aqui.

6 crianças entre os 5 e os 14 anos, da região de Leiria, alegadas vítimas dos fogos florestais do verão passado, conseguiram o apoio da Global Legal Action Network (oficialmente criada em 17 de julho de 2017) para processar 47 países que elas consideram responsáveis por nada terem feito para combater os impactos das alterações climáticas que tantos prejuízos dizem ter-lhes causado. Para tal, a GLAN lançou uma campanha de angariação de fundos para captar 35 mil libras (39.500 euros) via CrowdJustice e processar esses países no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Rita Mota, licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, colabora nas investigações desta ONG com escritórios em Londres e Dublin.

É muito estranho 6 menores serem usados para uma campanha desta envergadura. Processar 47 países em bloco pela responsabilidade de um incêndio florestal alegadamente provocado pelas alterações climáticas é obra! Vamos vendo…
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Bico calado

Imagem colhida aqui.

«Donald Trump, nas Nações Unidas, em 19 de setembro declarou estar "pronto, disposto e capaz" de "destruir totalmente" a Coreia do Norte e os seus 25 milhões de habitantes. A sua rival, Hillary Clinton, também se gabou de estar preparada para "destruir totalmente" o Irão, uma nação com mais de 80 milhões de pessoas. Este é o estilo americano, agora sem eufemismos. A maioria da violência dos Estados Unidos em todo o mundo foi perpetrada não só por republicanos, ou mutantes como Trump, mas também por democratas liberais. Barack Obama protagonizou a apoteose, com sete guerras simultâneas, um recorde presidencial, incluindo a destruição da Líbia como um estado moderno. O derrube do governo eleito da Ucrânia teve o efeito desejado: a acumulação de forças norte-americanas lideradas pela NATO na fronteira ocidental da Rússia, invadida pelos nazis em 1941. O "pivô para a Ásia" de Obama em 2011 sinalizou a transferência da maioria das forças navais e aéreas da América para a Ásia e para o Pacífico com o único objetivo de provocar a China. A campanha mundial de assassinatos do Prémio Nobel da Paz é indiscutivelmente a mais extensa campanha de terrorismo desde o 11 de setembro.» John Pilger, in The Killing of HistoryOff-Guardian.
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Açores: Praia do Monte Verde imprópria para banhos

Imagem colhida aqui.
  • A Praia do Monte Verde, na Ribeira Grande, S. Miguel-Açores, continua imprópria para banhos. A autarquia diz que foram identificadas explorações pecuárias ilegais junto à ribeira que poderão ser a causa da contaminação da água. AO
  • Investigadores da University of Portsmouth vão desenvolver um projeto interdisciplinar para criar soluções inovadoras para a poluição do ar que afeta a saúde de muitas comunidades pobres da África subsariana. O projeto recebeu 2 milhões de libras do Medical Research Council, do Arts and Humanities Research Council e da Global Challenges Research Fund, terá a duração de 18 meses e será coordenado pelo Stockholm Environment Institute da University of York. UoPNews. É extraordinário estas sumidades não terem sido contratadas para tentarem resolver o problema dos altos níveis de poluição do ar que afetam o Reino Unido, problema que já levou, em fevereiro passado, a Comissão Europeia a ameaçar com processo.
  • O governo britânico avançou com 15 milhões de libras para financiar a investigação de tecnologias que contribuam para a redução da poluição causada pelos camiões. ELNews.
  • A Nestlé, a Unilever, P&G a Colgate Palmolive e outras são as maiores responsáveis pela poluição de plástico que afeta as Filipinas, denuncia o relatório de uma auditoria e campanha de limpeza levada a cabo pela Greenpeace durante uma semana na Freedom Island, em Manila Bay. EcoWatch.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

Foto de Mário Rui Ribeiro 13set2017.

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares da última semana foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: Portugal, EUA, Brasil, Canadá, Reino Unido, Bangladesh, França, Índia e Holanda.

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Aveiro, Porto, Lisboa, Braga, Coimbra, Guarda, Setúbal, Viseu, Açores e Bragança.
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Mão pesada

  • Dois budistas que despejaram crustáceos no valor de 5 mil libras no Canal da Mancha no âmbito de uma cerimónia religiosa foram multados em cerca de 15 mil libras por terem causado «danos incalculáveis» ao meio ambiente. The Guardian.
  • A Starkist Samoa Co., filial da coreana Dongwon Industries e a maior produtora mundial de atum enlatado, foi multada em 6.3 milhões de dólares por ultrapassar o despejo de nutrientes (nitrogénio total, amónia e fósforo) e má gestão de efluentes no porto de Pago Pago, na ilha de Tutuila, na Samoa americana. A empresa terá ainda de investir 88 mil dólares em equipamentos de emergência a equipas locais. EPA.
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Bico calado

Beacon Rock, Washington.

«(...) E algumas destas campanhas muito ricas nem sempre são as dos candidatos dos grandes partidos, são-no também de candidaturas independentes. Por exemplo, em Oeiras, os candidatos fora dos partidos desenvolvem campanhas opulentas, deixando para uma relativa modéstia algumas campanhas de grandes partidos como o PSD. Parece haver uma maior correlação com o valor das economias dos concelhos, em particular do imobiliário, como é o caso de Lisboa, Oeiras, Cascais, e Sintra. (...)» José Pacheco Pereira in Autárquicas, complacências e agressividades - Sábado 24set2017.
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domingo, 24 de setembro de 2017

APA chumba projeto de mina de feldspato em Monchique

Foto de Mário Rui Ribeiro 13set2017.
  • A Secretaria Regional do Ambiente da Madeira iniciou a limpeza de 60 hectares no Pico do Prado e do Curral, em Santo António. A limpeza desta zona visa proteger a população contra os incêndios e os aluviões. JE.
  • A Agência Portuguesa do Ambiente rejeitou o projeto de uma mina de feldspato na Corte Pequena, em Monchique. Os impactos negativos significativos perspetivados a nível dos recursos hídricos e da paisagem de modo algum compensariam os 10 postos de trabalho possivelmente criados. Sul Informação.
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Erik Solheim: «Quem polui, quem destrói a natureza deve pagar pelo custo dessa destruição ou da poluição»

Foto de Mário Rui Ribeiro 13set2017.
  • Erik Solheim, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, afirma que Trump não é tão importante como julga. «O presidente Reagan não iniciou a economia digital. Nem os políticos no Reino Unido começaram a revolução industrial. Foi o poder dos negócios, os mercados e a tecnologia que avançou. As pessoas dão demasiada importância a Trump. Estamos a avançar rapidamente para uma economia verde. O único problema é se estamos a andar suficientemente depressa. O pior que Trump pode fazer é travar esta mudança. Isso seria mau para o mundo e para a economia dos EUA. Se os EUA não acompanharem esta mudança ficarão de fora e serão ultrapassados pela China, pela Índia e por outros países.» Unearthed.
  • As empresas beneficiam geralmente à custa da destruição ambiental, deixando para os contribuintes a fatura da limpeza. Não deveria ser assim, disse Erik Solheim, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Numa conferência na Universidade de Columbia afirmou: «O lucro de destruir a natureza ou poluir o planeta é quase sempre privatizado, enquanto os custos de poluir o planeta ou o custo de destruir os ecossistemas são quase sempre socializados. Isso não pode continuar.» Solheim disse que podemos inverter a situação se empresas, cidadãos e políticos trabalharem para um objetivo comum - com os maiores poluidores pagando os prejuízos. «Quem polui, quem destrói a natureza deve pagar pelo custo dessa destruição ou da poluição», sublinhou. Reuters.
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Reflexão – Por que motivo a Uber merece perder a licença de operar em Londres?


Por que motivo a Uber merece perder a licença de operar em Londres? pergunta Richard Murphy, in Tax Research UK.
(Excertos traduzidos livremente) 

A Uber não cobra IVA. Não acredito que os utentes da Uber façam contratos com o seu motorista. Eles reservam e pagam através da Uber. Acho que o motorista trabalha para Uber, mas a Uber diz que eles são agentes do motorista que, segundo a Uber, contrata com o passageiro.

A diferença entre as duas posições contratuais é que, se a Uber fornecer o serviço, o IVA será cobrado na tarifa. Se o motorista o faz, como afirma a Uber, o motorista cobra apenas o IVA se estiver registado. Penso que nenhum motorista “fatura” o suficiente para exigir o seu registo. O resultado é que, na ática, o IVA não é cobrado
E isso, na minha opinião, é uma distorção deliberada do mercado, alegando que os contratos não são como eles chegam ao consumidor final de forma a arbitrar o sistema tributário para garantir uma vantagem competitiva deliberada de que a empresa não deveria aproveitar-se.

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Bico calado

Foto de Mário Rui Ribeiro 13set2017.
  • «Os favoritos em Lisboa e Porto adoram arruadas ruidosas em que ficam calados. É a estratégia fácil para não cometer erros. Mas ficar quedo para não expirar na eleição é deixar de inspirar os eleitores A melhor maneira de não fazer uma asneira é não fazer nada. O mundo dos políticos favoritos sabe-o e o submundo dos seus assessores recomenda-o: não mexer, falar pouco, sorrir muito, evitar perguntas, encurtar respostas, usar uma carteira com frases preparadas em vez de uma pasta de projetos, mostrar superioridade, representar confiança, porque o risco dos favoritos é deitar tudo a perder ao abrir a goela.» Pedro Santos Guerreiro in Ganhar parado – Expresso 23set2017.
  • »(…) Neste contexto, é perigoso o modo como as instituições europeias estão a actuar, acompanhadas, como é habitual nos momentos mais decisivos, por uma espécie de consenso comunicacional, que faz suceder artigos sobre artigos, noticiários tendenciosos sobre noticiários tendenciosos, contra o referendo catalão. Basta ler a imprensa e ver a televisão espanhola para perceber que não há verdadeiro debate sobre o que se está a passar, mas uma barragem de posições que tem em comum serem todas contra o referendo e a possibilidade da independência catalã. Estamos a falar da comunicação social de um país e uma democracia europeia, e ninguém parece espantado e revoltado com tanta unanimidade agressiva, com os jornalistas a incorporarem na sua linguagem todo o vocabulário e argumentário anti-catalão. Ora, isto não é normal, como não é normal o esforço das instituições europeias para isolarem a Catalunha, as mesmas que aceitaram o referendo sobre a independência da Escócia (que se irá repetir a curto prazo) e agora se calam perante um processo de controlo e manipulação comunicacional e perante a repressão política que se abate sobre a Catalunha. Sim, repressão política, que parece deixar indiferentes todos aqueles que vêm para a rua protestar contra qualquer violação dos direitos e liberdades e muitos dos quais certamente apoiam o referendo curdo pela independência do Curdistão iraquiano e acham abusiva a posição de o impedir por pressão da Turquia. E depois o argumento da legalidade é o mais hipócrita de todos. A mesma Europa que recusa o referendo catalão participou num processo ilegal de derrube do legítimo Governo ucraniano, apoiando as forças protofascistas que ocuparam a Praça Maidan em Kiev, com a consequência na guerra civil nos Donets, na intervenção russa e na ocupação da Crimeia. Sim, o Presidente corrupto que foi derrubado com o apoio da União Europeia era o Presidente legítimo e eleito da UcrâniaJosé Pacheco Pereira in O que é que se passa na Europa e em Portugal face à Catalunha? - Público 23set2017.
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sábado, 23 de setembro de 2017

Califórnia contra ilegalidades na construção de muro na fronteira com o México

Foto: Will Reynolds Photography/Alamy
  • Os negacionistas do clima querem proteger o status quo que os tornou ricos, escreve John Gibbons, no The Guardian.
  • O Procurador-Geral da Califórnia, Xavier Becerra, anunciou que o estado havia instaurado um processo contra a administração de Trump sobre o seu projeto de construção de um muro na fronteira em San Diego e Imperial County. Becerra disse que o objetivo é obrigar Trump a respeitar a lei. TP.
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Mão pesada

12 serrações nos municípios de Novo Progresso e Altamira, no Pará, foram encerradas e sobre elas foram aplicados 13 autos de infração totalizando R$ 2,6 milhões, pela disposição e queima irregular de resíduos. Ibama.
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Reflexão - O Brexit transformará o Reino Unido numa fortaleza para os poluidores europeus

Lagoa do Fogo, SMiguel-Açores. Foto de Paulo Machado 17set2017.

O Brexit transformará o Reino Unido numa fortaleza para os poluidores europeus,
por Jolyon Maugham, in Unearthed
(Trad. livre de excertos)

O governo britânico prometeu preservar toda a atual legislação ambiental europeia, adaptando-a às necessidades concretas do país.

Acontece que os sistema metereológicos não mostram os seus passaportes nas fronteiras. Se a Ruritânia, ao lado, tem controlos mais ligeiros sobre a poluição do ar, os seus filhos terão mais doenças respiratórias. Há problemas que não podem ser abordados a nível nacional e aqui entra o princípio da subsidiariedade. Significa que devolvemos a legislação ao nível mais baixo de governo consistente com essa legislação atingindo os seus objetivos. Se os estados membros puderem fazê-lo adequadamente por conta própria, Bruxelas não se envolverá.
É um princípio particularmente importante num mundo globalizado onde as empresas são maiores - e às vezes mais poderosas - do que os governos. Vejo isto pela minha experiência – os impostos - onde as multinacionais escolhem e distribuem as suas atividades por vários estados, escolhendo sempre onde a carga tributária é mais leve.

O resultado final é que perdemos coletivamente. Só quando os estados nacionais se agrupam é que adquirimos a capacidade de extrair do capital uma parcela justa de impostos.
Por isso, o que quer o governo britânico dizer com readquirir o controlo? Na melhor das hipóteses, significa uma quimera de controlo legal, que o seu parlamento adquire a capacidade de agitar o punho, impotente, perante problemas que ultrapassam a sua influência. Na pior das hipóteses, é muito mais prejudicial do que isso.

Se o Reino Unido achar que o Brexit o tornou um lugar menos atrativo para os negócios, se é pior para as empresas estarem lá do que dentro do maior mercado económico mundial, o que faremos? Somos obrigados a promover-nos com base nas "vantagens" que oferecemos.
Uma dessas vantagens pode muito bem ser a nossa capacidade de oferecer às empresas dentro desse mercado a oportunidade de evitar os custos de proteções ambientais específicas. A palavra de ordem será: estabeleçam-se aqui e evitem despesas.

Essa ameaça de arbitragem regulatória, para reduzir a regulamentação para "recuperar a competitividade", não é ideia nova. Basta parar e pensar sobre o que isso significa. Não é uma oferta para negócios responsáveis. Os padrões legais mais baixos não atraem empresas que reconheçam o imperativo moral para proteger nosso planeta.

É apenas um passo para a escola do capitalismo radical: apenas os seus adeptos vão mudar-se para onde os padrões mais baixos são tolerados. Isso é mau para todos. A capacidade da UE de manter padrões ambientais será prejudicada. Aumentarão as ameaças colocadas pela poluição e pelas alterações climáticas.
O Reino Unido transformar-se-á num baluarte para os poluidores europeus. Sofrerão a nossa paisagem, a saúde dos nossos filhos e dos nossos pais. Ao enfraquecer ou abandonar a cooperação com os nossos vizinhos, trocando a realidade do controlo real pela ilusão do controlo legal, criando incentivos para enfraquecer as salvaguardas, o Brexit representa um grande risco para o ambiente aqui e no estrangeiro.

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Bico calado

Foto: Jean-Paul Ferrero/Auscape/Alamy
  • Quanto ganha o executivo municipal em Portugal? JN.
  • «(…) o homem nasceu num programa de televisão sobre futebol. Foi o que criou a persona pública, que lhe fez sentir que não importa o que diga desde que seja chocante, que o que é preciso é abanar-se muito e interromper toda a gente. Ou seja, o exemplo pode vir a ser radicalizado: há canais de televisão prontos para inventar os seus candidatos e promover delinquentes (…)» Francisco Louçã in Anda demasiado nervosismo pelo arPúblico 22set2017.
  • «Contactada pela Lusa, a deputada do PS na Assembleia Municipal, Autora Morais, diz que o problema é o processo "ser pouco claro desde o início" e envolver uma "permuta incorreta de terrenos", já que a cedência de 7.000 metros quadrados por parte da câmara implica que, em troca, a corporação lhe ceda os dois quartéis que ocupa atualmente na zona nobre da cidade. "De forma muito sintética, a câmara querer permutar uma bicicleta por um Ferrari", diz a deputada que já presidiu à associação humanitária dos extintos Bombeiros Espinhenses. "Comprou o terreno de Anta por uma bagatela, com recurso a expropriações, e agora avaliou-o em 1,341 milhões de euros para ele corresponder melhor ao valor dos dois quartéis no centro da cidade, cada um avaliado em cerca de 650.000 euros", explica. Disso resulta assim "um claro prejuízo para os bombeiros, que, se vendessem os quartéis por sua própria iniciativa, ficavam a ganhar muito mais".» Bombeiros de Espinho "atónitos e desmotivados" com chumbo de novo quartel na AM - DN 22set2017.
  • «(…) De entre as hierarquias de prioridades políticas, as estratégias da reforma florestal e da conservação da natureza não possuem peso eleitoral ou valor intrínseco na consciência das sociedades para obrigar os políticos a valorizar um território cada vez mais votado ao abandono. É o eterno dilema da economia versus ecologia: os economistas dão poder, os ecologistas trazem reivindicações. Mas ao contrário destes, que se associaram a movimentos políticos, os ecólogos são cientistas que olham e vêm os problemas como um todo, de forma holística.(…)» Maria Améllia Martins-Louçã in O continuum Ecologia-EconomiaPúblico 22set2017.
  • «A Guarda Civil espanhola anunciou, na passada quarta-feira, a detenção do principal colaborador do vice-presidente da Catalunha, Josep Maria Jové. Segundo a comunicação social espanhola, o executivo prendeu 12 membros do governo catalão por causa do referendo pela independência. Ena, Espanha voltou a ter presos políticos.(…) quando vi as imagens da polícia a entrar, à força, pela porta de uma casa e a prender políticos, pensei, maldita Venezuela. Este Maduro só a tiro. Depois é que percebi que era em Barcelona porque, apesar de tudo, havia mais turistas que polícias. (…) Independentemente de a Catalunha ter direito, ou não, a fazer um referendo sobre a independência, Rajoy reagiu à Erdogan. Mandou prender parte do governo autónomo, queimou boletins de voto e arrancou cartazes. Só faltou mandar fuzilar os senhores que fizeram as urnas de voto. Foi à bruta. Acho que até com a ETA houve mais negociações. Depois desta decisão de Rajoy, imagino que, com o apoio do Rei, o referendo está condenado porque Rajoy garantiu a vitória do sim à independência. (…)» António Quadros in A sagrada CatalunhaJNegócios 22set2017
  • «Sejamos honestos e aceitemos que a posição de cada um não resulta de nenhuma questão de princípio mas de cálculos bem interesseiros: as novas independências no bloco de leste foram boas para as potências ocidentais – incluindo as que resultaram no regresso da guerra ao solo europeu –, as do bloco ocidental são más. O nacionalismo é um anacronismo quando se quer ver livre de Espanha ou do Reino Unido, mas absolutamente natural quando se quis ver livre da Jugoslávia ou da URSS.» Daniel Oliveira, via A estátua de sal.
  • «(…) Previstas por quem? Pelos sistemas mediáticos de amplificação, que se preparam sempre para o grande espectáculo do Dilúvio e do sopro colossal (mas nunca para a morte lenta e silenciosa provocada pela seca, que é certamente a catástrofe mais comum do nosso tempo). (…) o mesmo acontece com essa “dura cicatriz” a que chamamos estupidez - que os media anunciam as catástrofes naturais com júbilo e demagogia. Nesse momento, eles jogam aos dados com os cidadãos, tal como Deus com as suas criaturas. São os grandes encenadores e anunciam que vamos assistir a um espectáculo transcendente. É o sublime a que temos direito, aquele sentimento que dantes era experimentado durante a representação da tragédia clássica, onde a emoção sentida pelo espectador se transformava em capacidade de resistência moral.(…)» António Guerreiro in O sublime a que temos direitoPúblico 22set2017.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

22 setembro, Dia Europeu Sem Carros


Sob o slogan “A partilhar chegamos mais longe”, a campanha de 2017 pretende sublinhar a utilização de bens ao invés da posse dos mesmos. Os prestadores de serviços disponibilizam os seus bens, recursos ou competências a vários utilizadores através de uma plataforma fornecida por intermediários. APA.

Lista dos municípios portugueses com eventos/atividades previstas. Veja se o seu está aqui.
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Ponte de Lima: Crianças abraçam o rio

Imagem colhida aqui.
  • O Serviço Educativo das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos leva a efeito mais uma edição do Abraço ao Rio Lima. O objetivo é sensibilizar a população para a necessidade de preservação do recurso hídrico mais importante do concelho de Ponte de Lima, o Rio Lima. Este ano o Abraço ao Rio Lima realiza-se no dia 22 de setembro e conta com a parceria dos Centros Educativos do concelho de Ponte de Lima, com uma escola de Ponte da Barca e com uma delegação de Xinzio de Limia, localidade da Galiza onde nasce o Rio Lima, mais concretamente na Serra de S. Mamede, e que tem estreita ligação com Ponte de Lima quer pelo rio quer pelo nome Lima. Semanário V.
  • A WWF processou os responsáveis pelo derrame de milhares de toneladas de combustíveis do petroleiro Agia Zoni II ao largo da ilha grega de Salamina. NYTimes.
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Bico calado

Imagem colhida aqui.
  • O Valentim, em Gondomar, dava-lhes eletrodomésticos. O Pinto Moreira, em Espinho, dá-lhes esfregonas.
  • «Adjudicar-se uma obra à empresa A.B.B. por ser a única que não reclamou do caderno de encargos e apresenta um valor abaixo do valor base de concurso, é estranho. A concurso foram empresas muito experientes, como a Mota Engil e a Dragados, etc. habituadíssimas a concursos públicos, quase todas garantiam ser impossível efectuar a obra por aquele preço base, e algumas fundamentaram tecnicamente. Acresce a este facto, esta mesma empresa, meses antes ter intentado uma acção judicial contra a Câmara solicitando mais de um milhão de euros e logo na audiência prévia terem efectuado um acordo por 200 mil euros.» Leonor Fonseca, vereadora da CMEspinho (PSD), candidata «Pela minha Gente» - Maré Viva de 20set2017.
  • O Hospital Multiperfil, em Luanda, é público, mas há gente que pensa que é privado. Uma consulta custa 100 dólares e exige-se 200 dólares aos pacientes antes de serem atendidos. Mas foi construído em 2002 com fundos solidários e é mantido com dinheiros públicos. A insuspeita BBC  é que descreve o filme. 
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Rio Tâmega eutrofizado em Amarante, Mondim e Chaves

Imagem captada aqui.

O rio Tâmega sofre de elevado nível de eutrofização em Amarante, Mondim de Basto e Chaves, alerta a equipa do projeto Rios Livres, do GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente. O rio está verde, cheio de algas, fétido e moribundo. A eutrofização ocorre quando a água está parada, as temperaturas são elevadas e há excesso de nutrientes, fruto de poluição. O problema acontece pelo menos desde 2008 e é do conhecimento dos municípios afetados e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Ana Brazão avisa que a qualidade da água do rio ficará ainda pior com a construção das barragens do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) – Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola. Beachcam.


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Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar plagia estudo da Monsanto

Foz dos Ouriços. Foto: Portugal em Caminhadas 17set2017.
  • A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA ) copiou parágrafos inteiros de páginas de um estudo da Monsanto sobre o glifosato (principal ingrediente do RoundUp) para o seu relatório que será analisado para a futura renovação da licença deste herbicida na Europa. A EFSA tinha ficado de elaborar um relatório científico independente sobre os efeitos deste herbicida na saúde humana. Em 2015, um estudo da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha considerado o glifosato como um «carcinogénio provável», enquanto que a EFSA considerou que não existiam tais indícios. Sobre o plágio, afirmou Franziska Achterberg responsável pela política alimentar da Greenpeace na Europa: «Quer isto seja uma questão de negligência ou seja propositado, é completamente inaceitável».  A Comissão Europeia decidiu, no dia 28 de junho de 2016, prolongar por 18 meses (até 31 de dezembro de 2017) a licença do glifosato. A França votou contra; Portugal, Alemanha, Itália e Áustria abstiveram-se. UniPlanet.
  • As frequentes falhas de energia na Florida têm provocado derrames consideráveis de esgotos não tratados. As autoridades têm aconselhado as pessoas a ferverem a água e a evitarem tomar banho nas praias próximas dessas ocorrências. AP.
  • As cidades californianas de San Francisco e Oakland avançaram com processos contra cinco petrolíferas (Chevron, ConocoPhillips, Exxon Mobil, BP e Shell) exigindo compensações de biliões de dólares para se protegerem contra a subida do nível do mar provocada pelas alterações climáticas. Reuters.
  • Aprenda a fazer bombas de sementes de forma simples e fácil. Use em terrenos baldios e áreas que precisem de árvores. Youtube.
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Reflexão – o que é gentrificação climática?

Foto: Sean Gallup/Getty Images

«Gentrificação climática, por sua vez, é a gentrificação (expulsão dos menos abastados) causada por melhorias que pautam o contexto das mudanças climáticas.
A adaptação climática, que é algo imprescindível para a sobrevivência da humanidade, muitas vezes acaba não incluindo alguns aspectos sociais em suas considerações.
Cidades que passaram por reformas com o intuito de se adaptarem às mudanças climáticas acabam fazendo desta melhoria um instrumento de expulsão dos mais pobres - esse processo caracteriza a gentrificação climática.
Cidades inteligentes que passam a incluir mais espaços verdes bem cuidados, certificação LEED, espaços para inclusão de bicicletas, tecnologias de energia renovável e, portanto, soluções “sustentáveis”, abrem espaço para especulação imobiliária, que, por sua vez, acaba expulsando indiretamente os mais pobres - pelo elevado custo de vida - ou diretamente, por meio de remoções e negociações.
Às vezes, nem são necessárias mudanças espaciais de origem antropocêntrica para ocorrer a gentrificação climática.

Um exemplo neste sentido é o de Little Haiti, um bairro de grupos minorizados localizado no sul da Flórida, nos Estados Unidos, que, por ocupar um terreno mais alto, teve os preços de suas casas se elevando de US$ 100 mil para US$ 229 mil dólares depois dos anúncios de elevação do nível do mar.
Projetos destinados a expandir estruturas verdes, que melhorem eficiência na utilização da energia, que reduzam o uso do transporte a combustível, que promovam jardins comunitários em bairros historicamente marginalizados também acabam promovendo gentrificação climática ao expulsar moradores mais pobres - diretamente ou indiretamente.

Outro exemplo aconteceu em Nova Iorque, também nos Estados Unidos, onde uma linha férrea suspensa abandonada passou por revitalização e deu origem ao parque verde High Line, o que fez aumentar especulação imobiliária, causando a expulsão dos antigos moradores mais pobres.

o Brasil, também há um exemplo que pauta o conceito de gentrificação climática: trata-se da transformação do elevado Presidente João Goulart (popularmente conhecido como "Minhocão") em parque. Com menor circulação de carros, maior disponibilidade de áreas verdes (devido aos jardins verticais em empenas cegas de prédios) e espaços compartilhados - portanto uma mudança de cenário que melhora a vida de quem habita pelas proximidades ao local - acaba havendo abertura para especulação imobiliária, que torna mais alto o custo de vida ali e, portanto, obriga antigos moradores com menor poder financeiro a se mudarem.
Nesse contexto, caberia o questionamento: como as cidades podem se adaptar às mudanças climáticas sem excluir a dimensão socioambiental? Noutras palavras: como as cidades podem se adaptar às mudanças climáticas incluindo os mais pobres? Como evitar a gentrificação climática?»


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Bico calado

Uma família finlandesa, residente no Algarve, defraudou o Estado português em mais de 200 mil euros provenientes de subsídios para plantar um olival de regime intensivo numa zona de Reserva Ecológica Nacional. Nem uma árvore foi plantada. O dinheiro, recebido a fundo perdido, circulou por várias contas bancárias até chegar à sociedade offshore Commonwealth Venture Capital Group, LLC, com sede em Delaware, EUA.  A acusação recai sobre crimes de branqueamento de capitais, falsificação e fraude na obtenção de subsídios. Público.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Barrinha de Esmoriz: dique fusível e redução da área dragada não garantem sustentabilidade do ecossistema

Imagem reciclada daqui.

As recentes obras de requalificação da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, com a implantação de um dique fusível na sua foz e a redução da sua bacia não garantem a sustentabilidade deste ecossistema, alerta Domingos Monteiro em ofício enviado à Assembleia Municipal de Espinho. 

Primeiro, porque com a redução da sua bacia, a Barrinha viu diminuída a sua capacidade recetora das chuvadas mais intensas, o que poderá significar menos segurança para pessoas e bens, uma vez que o risco de inundações terá aumentado. 
Segundo, porque o dique fusível retém muito lodo e impede a renovação de toda a bacia, enquanto que, antes da primeira intervenção há 12 anos, «desaguando de forma natural e com a suficiente capacidade, o canal da foz refundava, as marés mais vivas entravam e deixavam em substituição areia limpa e permitiam a entrada de muitos peixes e mariscos, importantes para a subsistência das populações vizinhas e para a manutenção da avifauna que lhe deu estatuto com interesse internacional». 
Domingos Monteiro alerta para o pior que poderá estar para vir, uma vez que os responsáveis decidiram reduzir a área dragada para 21 hectares. Por isso, o munícipe paramense apela: «Agradeço que esta mensagem seja entregue à nossa Câmara e aos membros desta Assembleia para que ponderem e atuem.»

Valerá a pena (re)ver o que o Ambiente Ondas3 escreveu sobre este assunto em 4 de maio e em 24 de abril.
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Moda do chocolate está a dizimar florestas na Costa do Marfim

Imagem colhida aqui.
  • A Zero considera que as duas centrais fotovoltaicas previstas para as herdades de Alcaboucia, em Portel, e Vale da Cota, em Santiago do Cacém, ameaçam 135 hectares de sobreiros e azinheiras. A Reserva Ecológica Nacional sai prejudicada, havendo riscos elevados de erosão e impactos que podem vir a ser provocados em cabeceiras de linhas de água. O contributo destas centrais para o combate às alterações climáticas é, assim, anulado pelas consequências negativas que acarreta. Público.
  • Ella & Pitr criaram um mural gigante na barragem de Piney, em La Valla-En Gier, Rhone-Alpes, França. Chama-se «O Naufrágio do Bem-vindo». This is Colossal.
  • A febre do chocolate está a dizimar as florestas na Costa do Marfim, alerta uma investigação do The Guardian.
  • O lago Al Qudra, no Dubai, registou a morte de uma série de aves e peixes durante as férias da Eid. GN.
  • Uma vez mais, Trump falou em baixar os impostos durante uma catástrofe. «Perante a destruição do Irma e do Harvey, nunca como agora são precisos cortes nos impostos e uma reforma fiscal», disse antes de partir para a Florida. As reações não se fizeram esperar. Enquanto alguns o criticaram por querer, mais uma vez, beneficiar os ricos e privilegiados numa altura que exigia medidas contra as alterações climáticas, outros sublinharam que a reforma fiscal de Trump iria impactar negativamente sobre os que mais têm sofrido com as tempestades e os incêndios florestais. CD.
  • A indústria imobiliária norte-americana bloqueia os alertas da subida do nível das águas do mar que poderiam reduzir os seus lucros nas propriedades na orla costeira. McClatchy.
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Reflexão: Os negacionistas do clima jogam à política com os desastres naturais

Cartoon captado aqui.

Os negacionistas do clima jogam à política com os desastres naturais
por David Horsey, in LATimes 11set2017
(Tradução livre de excertos)

Os negacionistas das alterações climáticas, desde Trump a Rush Limbaugh e ao governador da Flórida, Rick Scott, optam por acreditar que a ciência do clima é uma estória diabólica inventada pelos chineses ou por uma cabala de investigadores malignos para tentar subverter o capitalismo e o cristianismo. Eles escolhem ver as coisas dessa maneira porque os propagandistas apoiados por grandes corporações que lucram imenso com a manutenção do status quo lhes deram razões para negar o que é tão evidente para os líderes em todos os outros países do mundo.

Scott pensa assim porque assim o querem os interesses que financiam a sua carreira política. Na Flórida, as quatro maiores empresas de serviços públicos - Duke Energy, Gulf Power, Florida Power e Light e Tampa Electric - bloquearam de facto o desenvolvimento da energia solar neste estado cheio de sol, injetando milhões de dólares nas campanhas de políticos compatíveis, incluindo mais de um milhão dado a Scott.

Limbaugh, Ann Coulter, Alex Jones e outros animadores de direita, plantam a narrativa de que atuar para mitigar as causas humanas das alterações climáticas mudando para fontes alternativas de energia representaria o fim da economia americana. Eles ignoram convenientemente o facto de que, enquanto os empregos na indústria do carvão estão a desaparecer, o emprego nas empresas de energia solar e eólica está a crescer. Neste momento, o número de pessoas que trabalham em energia limpa, só na Califórnia, é 10 vezes o número total de empregos de mineração de carvão em todo o país.


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Bico calado

Imagem colhida aqui.
  • Portugal ocupa o 8º lugar numa lista de 38 países segundo a riqueza que detêm em paraísos fiscais, tendo em conta a percentagem do seu PIB. O ranking é liderado pelos Emiratos Árabes Unidos, seguidos pela Venezuela, Arábia Saudita, Rússia, Argentina, Grécia e Taiwan. O estudo foi realizado poe Annette Alstadsaeter, da Norwegian University of Life Sciences, Niels Johannesen, da University of Copenhagen e Gabriel Zucman, da University of California, Berkeley. MWHá quem argumente que os milionários norte-americanos, cujo país é 22º neste ranking, estão legalmente autorizados a comprar os seus representantes políticos, pelo que não sentem tanta necessidade de transferir os seus lucros para paraísos fiscais para «otimizar» os seus impostos.  
  • Entre 12 e 15 de setembro, representantes militares e funcionários do governo de todo o mundo reunir-se-ão no Excel Center de Londres, na Feira de Armas DSEI. Arábia Saudita, Israel, Bahrein e Paquistão são alguns dos países regularmente convidados para este tipo de eventos. Políticos britânicos e militares também estarão presentes para cumprimentar os convidados e tentar convencê-los a comprar armas de empresas baseadas no Reino Unido. Essas empresas geralmente oferecem empregos bem remunerados a ministros e figuras militares aposentados. Metade dos 38 representantes das empresas de armas previstos para darem palestras nesta feira de armas costumava trabalhar para as forças armadas. Trata-se de uma fantástica porta giratória. NI.
  • «(…) Há aqui uma visão paternalista da abstenção, há quem pense que o eleitorado é um rebanho e que ocorrências como os jogos de futebol, os supermercados abertos ou os cinemas contribuem para que algumas ovelhas fiquem tresmalhadas. E ninguém coloca uma dúvida: de que vale o voto de alguém que não sabe muito bem se deve votar ou beber umas cervejas enquanto a bola começa ou depois da bola acabar? (…)» O Jumento.
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Paris: mais bicicletas do que automóveis em 2030?

Foto: Alamy
  • Voluntários retiraram cerca de 300kg de lixo do Rio Paiva. A campanha «Vamos Limpar o Rio Paiva» decorreu no sábado passado, 9 se Setembro, em três municípios - Castelo de Paiva, Arouca e Castro Daire. SOS Rio Paiva.
  • A Espanha é uma referência europeia na recolha seletiva de resíduos. Porém, registou-se uma diminuição da qualidade do material recuperado nos municípios devido à presença de materiais inadequados (matéria orgânica, plásticos, vidro e metais, entre outros), o que pode representar 10% do peso total, perdas para o setor entre 11 e 20 milhões de euros por ano, sem contabilizar a ausência de lucros das vendas que não foram realizadas, estimados entre 5 e 7 milhões de euros. Ecotícias.
  • Em 2030 haverá mais bicicletas do que automóveis a circular em Paris, prevê o economista e urbanista Frédéric Héran. Télérama. Entretanto, a polícia parisiense já se manifestou preocupada com possíveis engarrafamentos de bicicletas, conta o Le Figaro.
  • A Ilha de Salamis, na Grécia, foi vítima de uma maré negra provocada por um derrame de crude proveniente do naufrágio de um petroleiro. O capitão e o engenheiro chefe foram detidos, acusados de negligência, e libertados sob fiança. BBC.
  • Uma cegonha é a melhor amiga de um viúvo croata, conta a Deutsche Welle.
  • O Pentágono anunciou ter autorizado aviões militares C-130H a executarem ações de ajuda na recuperação do leste do Texas, devastado pelo furacão Harvey. No entanto, esses «esforços de recuperação» têm pouco a ver com a reconstrução de estruturas danificadas ou com o realojamento de evacuados. Em vez disso, estão preparados para pulverizar produtos químicos, para ajudar a controlar as pragas de insetos, que, alegam, representam um «risco para a saúde dos trabalhadores de resgate e moradores de Houston». Segundo a Força Aérea, o protocolo de controlo de mosquitos envolve a pulverização de «material aprovado e regulado pelo ministério do Ambiente, o Naled», que a Força Aérea insiste não será usado em quantidades suficientemente grandes para «causar qualquer preocupação com a saúde humana». No entanto, o inseticida Naled, fabricado e vendido por um parceiro estratégico da Monsanto, está atualmente proibido na União Europeia devido ao «risco inaceitável» que representa para a saúde humana. O Naled é uma neurotoxina conhecida pelos seus impactos nos em animais e humanos, pois inibe a acetilcolinesterase - uma enzima essencial para a função nervosa e a comunicação - e pode até provocar paralisia. Um estudo recente da Harvard, também apontou a responsabilidade da Naled pela morte em massa de abelhas norte-americanas. Apenas num dia de pulverização de Naled na Carolina do Sul matou mais de 2,5 milhões de abelhas no ano passado. Pior: o Naled tem a capacidade de atravessar a barreira placentária - o que significa que o Naled atravessa livremente a mãe até ao feto. Um estudo realizado na Universidade de Oslo descobriu que o produto de degradação da Naled, o diclorvós, causou uma diminuição de 15% no tamanho do cérebro dos recém-nascidosquando as suas mães foram expostas ao Naled por apenas três dias durante a gravidez. Médicos de Porto Rico também alegaram que Naled prejudica os fetos. MPN.
  • A Greenpeace processou as regiões da Flandres e da Valónia por não estarem a tomar medidas para reduzir as emissões de óxido nitroso. FT.
  • O Banco Mundial alertou para o facto de as alterações climáticas poderem ameaçar 100 milhões de pobres até 2030 se não se modificarem as tendências atuais. Kristalina Georgieva, diretora-geral do BM, sublinhou que havia 500 milhões de pessoas em situações frágeis, sobretudo em África, mas também no Haiti, no Iraque, na Síria e na Líbia. Efeverde.
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Reflexão – Quer que impostos britânicos ajudem a reconstrução de um paraíso fiscal onde se instalou para evitar pagar tantos impostos

Imagem captada aqui.

Ricard Branson foge e evita pagar impostos no Reino Unido mas agora, depois da destruição provocada pelo furacão Irma, quer que os britânicos ajudem na reconstrução. Tudo através de um Plano Marshall, claro que coordenado pela sua Fundação. 

O governo de Theresa May já anunciou 32 milhões de libras para apoiar a reconstrução daquele paraíso fiscal.

Richard Branson é a 324ª pessoa mais rica do mundo, com um património líquido de cerca de biliões de acordo, segundo a Forbes, e que comprou a ilha Necker por 180 mil.
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Mão pesada

Imagem apangada aqui.

Penas de até nove anos de prisão e multas de um milhão de euros foram proferidas em Paris no processo «Crépuscule». Este processo tem o nome de uma empresa que operava no mercado de cotas de carbono, num esquema de fraude muito bem organizada e que custou ao estado francês 1,6 biliões de euros. O esquema consistia na compra de emissões de CO2 isentas de impostos num país estrangeiro antes de as revender em França a um preço incluindo o IVA, e depois investir os fundos numa nova transação. O IVA nunca foi devolvido ao Estado. Le Figaro.
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Bico calado

Contrastes – Texas  e Cuba.

O Ministério Público acusou o cantor Tony Carreira de plagiar 11 músicas de autores estrangeiros, com a colaboração do compositor Ricardo Landum, também arguido, considerando que se «arrogaram autores de obras alheias» após modificarem os temas originais. Público.
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quem ganha com a madeira ardida?

Imagem colhida aqui.

Quem ganha com a madeira ardida? 
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2017, de 12 de junho, no seu ponto terceiro dá a resposta, diz a Acréscimo.

«As empresas do sector energético, concretamente as de produção de energia elétrica e de pellets associadas à utilização de biomassa florestal, que se diz ser residual, têm motivos para, no curto prazo, poderem auferir de um balão de oxigénio decorrente dos grandes incêndios florestais de 2017. 
O acréscimo anormal de oferta a este sector, decorrente dos incêndios em povoamentos florestais, vem adiar um processo de definhamento futuro, face à indisponibilidade, já constatada e justificada, de biomassa florestal residual para dar resposta à capacidade industrial licenciada pelo Ministério da Economia. Para as empresas do sector energético associadas à produção de energia elétrica ou de pellets a partir de biomassa florestal, que no após incêndios não é residual, a catástrofe potencia a utilização de troncos de árvores com baixo teor de humidade. Uma mais valia muito considerável! A eventual abertura de parques de madeira queimada, com preço de aquisição garantido pelo Estado, potenciará ainda mais um negócio claramente oportunista, que sobrevive através do apoio do Orçamento e tem elevadíssimo potencial de agravamento da desflorestação já em curso no país. 
Sobre a criação destes parques, estranha-se que a exigência parta do sector do comércio de madeiras e não das organizações da produção florestal, que supostamente mais se preocupam com a quebra do rendimento dos proprietários florestais. 
A Acréscimo apoia, todavia, os esforços que o Estado venha a desenvolver no apoio às organizações de produtores florestais que se predisponham a apoiar os seus associados no escoamento gradual da oferta anormal de madeira decorrente dos incêndios florestais, bem como nas operações de contenção de riscos pós-incêndios, designadamente de controlo da erosão e da contaminação dos recursos hídricos. 
No que respeita ao sector energético e à sustentabilidade das florestas, a Acréscimo insiste: A aposta em recursos naturais renováveis não é sinónimo de florestas sustentáveis em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo! A aposta em bioenergias não é sinónimo de preservação dos recursos naturais em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo! A aposta em biomassa florestal residual para energia não é sinónimo de redução do risco de incêndios em Portugal! Talvez até os estimule!»

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Reino Unido cria zona de proteção de aves marinhas

Imagem captada aqui.
  • O Reino Unido  acaba de criar uma zona de proteção de aves marinhas, como a Sterna paradisaea e e o papagaio-do-mar. Situada ao largo de Northumberland, a zona estende-se por 12 milhas, cobrindo uma área maior que 120 mil campos de futebol. The Guardian.
  • Até mesmo a miss América, Cara Mund, do Dakota do Norte, eleita a 10 de setembro, diz que a saída dos EUA do acordo de Paris foi uma má decisão. BI.
  • A Índia poderá vir a exportar luz do sol, uma vez que a tecnologia torna mais fácil produzir, armazenar, transportar e entregar "combustíveis solares". O processo envolve a exposição de moléculas de água à luz solar para separar os átomos de hidrogénio e oxigénio e, em seguida, combinando o hidrogénio com dióxido de carbono para criar combustíveis líquidos. O hidrogénio produzido também pode ser condensado (sob pressão a temperaturas muito baixas) em combustíveis de hidrocarbonetos líquidos (LH2), hidrogénio simples e hidreto metálico, ou convertidos em metanol. Outra técnica é combinar hidrogénio com nitrogénio para produzir amónia, que pode então ser comprimida num líquido a temperaturas muito mais moderadas e que é relativamente fácil de transportar. REWorld.
  • Colónias inteiras de flamingos destruídos em Cayo Coco, Cuba. FB.
  • As autoridades brasileiras estão a investigar o massacre de cerca de 10 pessoas de uma tribo no Vale do Javari, na Amazónia, por mineiros de ouro ilegais. The Guardian.
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Reflexão - Recuperação após o furacão Harvey: haverá justiça para todos?

«Não evacuo, as alterações climáticas são uma treta.». Cartoon captado aqui.

Recuperação após o furacão Harvey: haverá justiça para todos?
(Tradução livre de excertos)

O que acontecerá quando as comunidades menos seguras financeiramente, principalmente as de minorias étnicas, tentarem reconstruir? Será que receberão oportunidades iguais para recuperarem? 

Duvido, porque conheço a história. O ano passado fiz um relatório analisando os impactos desproporcionais de risco químico e exposição química tóxica em quatro zonas de Houston: Harrisburg / Manchester e Galena Park, no leste de Houston, ao longo do canal altamente industrializado, e Bellaire e West Oaks / Eldridge, uma zona mais rica, a oeste de Houston. O estudo descobriu que 90% da população de Harrisburg / Manchester e cerca de 40% da população de Galena Park vivem a menos de uma milha de uma fábrica de produtos perigosos, em comparação com menos de 10 e menos de 15% dos residentes de Bellaire e West Oaks / Eldridge. E houve muito mais acidentes em fábricas dentro e à volta das zonas pobres de Houston.

Quanto aos impactos para a saúde: os residentes de Harrisburg / Manchester têm um risco de cancro 24-30% maior e os de Galena Park têm um risco de 30-36% maior, quando comparados com Bellaire e West Oaks / Eldridge, respetivamente. O potencial para os residentes sofrerem de doenças respiratórias em Harrisburg / Manchester e Galena Park foi de 24% e 43% maior do que em Bellaire e West Oaks / Eldridge, respetivamente. Também descobriu que 97% e 86% dos respetivos residentes das comunidades do leste de Houston são pessoas de cor, e as comunidades têm até dez vezes mais pobreza do que as duas no oeste de Houston. 

Já temos provas de que os impactos do Harvey podem não ser tão iguais. Cito o meu colega, Juan Declet-Barreto: "As comunidades que vivem à volta destas fábricas dizem há anos que os regulamentos que protegem as pessoas dos impactos negativos da indústria petroquímica não são adequados". A precipitação sem precedentes e as inundações subsequentes estavam contaminadas com resíduos tóxicos de fábricas, expondo as pessoas a um coquetel de poluentes nocivos. O caos causado pelo furacão Harvey foi intensificado pelo derrame de mais de 1 milhão de quilos de poluentes tóxicos de refinarias e instalações químicas, incluindo substâncias cancerígenas como o benzeno e o 1,3-butadieno e irritantes respiratórios como o sulfeto de hidrogénio, o dióxido de enxofre e o xileno. As pessoas referiram de fumos ásperos que queimavam a garganta e os olhos, dificultando a respiração em circunstâncias já difíceis.

Embora não possamos impedir os furacões de desabarem sem serem convidados, podemos mitigar a gravidade das suas consequências. Por exemplo, as explosões e os incêndios nas instalações da Arkema poderiam ter sido evitados com alternativas mais seguras, e os trabalhadores e as comunidades poderiam ter tido mais informações e coordenação com os serviços de socorro. No entanto, em janeiro passado, as emendas para fortalecer o Programa de Gestão de Riscos, o programa de supervisão projetado para estabelecer salvaguardas em instalações químicas para proteger a saúde pública e a segurança, foram adiados até 19 de fevereiro de 2019.

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