Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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domingo, 31 de dezembro de 2017

Nigéria vai recuperar florestas e terras degradadas

Tejo
  • O Tejo corria muito poluído junto à Barragem do Fratel, sábado, 30 de dezembro. 
  • O governo nigeriano comprometeu-se a restaurar, até 2030, quatro milhões de hectares de florestas e terras degradadas até 2030. A Nigéria é assim um dos 26 países africanos que se comprometeram a recuperar mais de 84 milhões de hectares de terras degradadas como parte da Iniciativa de Restauração da Paisagem Florestal Africana (AFR100), que pretende restaurar 100 milhões de hectares de terra até 2030. The UniPlanet.
  • O Igarapé do Mindu, um dos principais cursos d’água de Manaus, continua alvo do despejo de esgotos sem qualquer tratamento ao longo dos seus 22 km. Acrítica.
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Reflexão: As árvores beneficiam a saúde

Lagoa, Açores.

Uma rua com, pelo menos 10 árvores, representa menos problemas de saúde para os seus moradores, conclui um estudo coordenado por Omid Kardan, da University of Chicago, e em que participaram mais de 30 mil habitantes de Toronto. 
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Mão pesada

  • Um indivíduo foi detido por armazenagem ilegal de resíduos tóxicos em Obrenovac, a cerca de 50 km a sudoeste de Belgrado, Sérvia. Reuters.
  • A Justiça Federal de Alagoas embargou obra de loteamento Vila dos Pescadores, na praia de Marceneiro, em Passo do Camaragibe. A decisão agradou aos vizinhos pois o empreendimento traria mais prejuízo do que benefícios para a comunidade, já que previa alterar a única rua de acesso à praia, fechando quase que totalmente esse acesso. TI.
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Ambiente Ondas3 em retrospetiva

Imagem captada aqui.

Durante 2017, os 8 textos mais populares do Ambiente Ondas3 foram:

Em 2017, os visitantes e leitores do Ambiente Ondas3 vieram, na sua esmagadora maioria, dos seguintes países, por ordem decrescente e segundo a Google Analytics: Portugal, EUA, Brasil, França, Índia, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Canadá e Itália. 

Durante o mesmo período, os visitantes e leitores do Ambiente Ondas3 vieram, na sua maioria, das seguintes cidades/regiões portuguesas: Aveiro, Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal, Braga, Açores, Faro, Leiria e Santarém.

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Bico calado

  • «(…) Lá, onde eu me sento a olhar o campo e as estrelas à noite, há sinais iniludíveis de que alguma coisa de grave e estranho está a acontecer. É verdade que as ribeiras secas, as barragens vazias, o terreno gretado, podem ser apenas consequência de um ano de seca, ou mesmo dois de seguida — que os há ocasionalmente e eu já vivi vários. Mas nunca tinha assistido ao silêncio absoluto das rãs, ao desaparecimento de toda a espécie de pássaros e aves no horizonte, à morte prematura de tantas árvores, enfim, aos sinais de vida que se vão esfumando. A grande questão é saber se o clima está mesmo a mudar de vez ou se estamos apenas perante um ciclo, repetido e reversível, mas que os homens vêem sempre como ameaça de catástrofe — pois a natureza humana, essa, nunca muda e só raramente é optimista. Mas, na dúvida, seria mais prudente ser pessimista e prestar toda a atenção aos cientistas que, fundados em estatísticas e dados de medição inatacáveis, não têm dúvidas de que estamos a entrar num território desconhecido e perigoso de alterações climáticas. (…)» Miguel Sousa Tavares, in Expresso 30dez2017 – Via Estátua de sal.
  • «(…) A comunicação social torna-se absolutamente aborrecida e repete todos os anos as mesmas reportagens. Gostava de saber o que é que aconteceria se houvesse uma estação de televisão em que nada tivesse que ver com o Natal, nem filmes infantis, nem reportagens sobre as consoadas nos hotéis, nem competições de árvores de Natal, nem corridas de Pais Natal, nem multidões nas compras, nem voos cheios e esperas nos aeroportos, nem as greves sazonais. Nem nada. Sem um átomo de “espírito natalício”. Infelizmente ninguém o vai fazer, pelo que estamos condenados a ter tudo igual. Na verdade, não é nada de diferente do que acontece todo ano, só que aqui nota-se mais. (…)» José Pacheco Pereira, in Um país encalhadoPúblico 30dez2017.
  • O Novo Banco perdoa 26 milhões na Estia aos irmãos Martins, accionistas da Martifer. JNegócios 29dez2017.
  • Os bancos Goldman Sachs, JP Morgan e Royal Bank of Scotland não pagaram impostos na Austrália. Em vez disso, fizeram doações ao partido Liberal e ao partido Trabalhista e ganharam contratos do governo. MW.
  • A companhia de aviação Qantas é a campeã australiana da «otimização fiscal»: em três anos bateu recordes de lucros e pagou poucos impostos. O truque: em 2016, declararam lucro estatutário de 1,424 biliões de dólares e admitiram 1.376 biliões de perdas de impostos em prejuízos fiscais (96,6% do lucro) para chegar a uma posição de imposto zero. MW.
  • «(…) Quando alguém como Puigdemont passa por herói da independência da Catalunha, Theresa May passa por estadista ou Donald Trump passa por líder do “mundo livre”, devemos ter medo: a loucura dos povos aliou-se à irresponsabilidade dos líderes. E quando o génio se solta da garrafa, será que é possível levá-lo de volta lá para dentro? A nossa história recente, a história da Europa e do mundo, diz-nos que sim, que é possível. Mas vários milhões de mortos e várias catedrais destruídas depois. (…)» Miguel Sousa Tavares, in Expresso 30dez2017 – Via Estátua de sal.
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sábado, 30 de dezembro de 2017

Mafra suspende concessão das águas aos privados da Be Water

Imagem captada aqui.
  • «Guimarães à Boleia» é uma plataforma gratuita de partilha de carro lançada pela autarquia local.
  • A Assembleia Municipal de Mafra aprovou a suspensão da concessão das águas a privados. Tudo porque a autarquia estava farta das pressões da concessionária Be Water exigindo uma compensação de 19 milhões de euros por os consumos serem inferiores ao contratualizado. Agora a autarquia terá de indemnizar aquela empresa em 10,6 milhões de euros. Refira-se que Mafra foi o primeiro município do país a concessionar a água a privados, em 1994, para resolver os problemas de falta de água no concelho e é o primeiro a acabar com essa concessão e a 'remunicipalizar' o serviço. Público.
  • Portugal e Espanha devem coordenar esforços para uso sustentável da água, sugere a União Internacional para a Conservação da Natureza. Lusa/JNegócios.
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Glifosato: seis países europeus exigem novo estudo

Ardales-Malaga, Espanha. Foto: REUTERS/Jon Nazca 6ago2017.
  • O alerta de seca foi aplicado ao Guadalquivir, a terceira maior bacia hidrográfica de Espanha em termos de capacidade do reservatório. Até março de 2018, o governo espanhol deverá aprovar um decreto declarando a situação oficial de seca prolongada, o que permitirá restringir o uso da água. Na mesma situação estão o Douro, o Júcar e o Segura. As últimas precipitações não aliviaram a situação. El País.
  • Seis países, - França, Bélgica, Luxemburgo, Malta, Eslovénia e Grécia -, enviaram, uma carta à Comissão Europeia manifestando a sua enorme preocupação pelo prolongamento, por mais 5 anos, da licença de uso e comercialização do glifosato. Sublinham que a petição subscrita por mais de um milhão de europeus exigindo a proibição do glifosato por ser potencialmente cancerígeno não pode cair em saco roto e que, por isso, exigem um novo estudo aos riscos cancerígenos que aquela substância representa para a saúde das pessoas
  • Andrei Rudomakha, diretor do Observatório Ambiental do Norte do Cáucaso foi, com um grupo de ativistas, agredido no trajeto de regresso de Gelendzhik, no Mar Negro, onde tinham estado a documentar a construção ilegal de uma mansão de altos funcionários. Refira-se que Yevgeny Vitishko, membro da mesma organização, que liderou uma campha contra os impactos ambientais negativos do projeto dos olímpicos de 2014 em Sochi, foi condenado a pena de prisão por 3 anos acusado de ter danificado uma propriedade do governador regional. Reuters.
  • A estrela do mar regressou à costa ocidental dos EUA após 4 anos de ausência devida a uma doença que provocava a queda dos seus raios, a sua dissolução e posterior morte. MNN.
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Reflexão – O melhor e o pior de 2017 em Ambiente


O melhor:
  • Plano Nacional para a Economia Circular
  • A luta contra a poluição das águas do Tejo
  • As campanhas de reflorestação de outono e inverno após os grandes incêndios
  • O anúncio do abandono do carvão antes de 2013 por parte de Portugal, França, Itália, Grécia, Áustria, Bélgica, Holanda, Reino Unido e Bélgica, Finlândia.
  • O encerramento da central nuclear de Garoña
  • O anúncio do encerramento das centrais térmicas da Iberdrola em Espanha.
  • Lançamento do Corredor de migração de cetáceos do Mediterrâneo
  • Aprovação de moratória europeia que proíbe, durante 16 anos, a pesca industrial no Santuário Ártico.
  • O anúncio do Banco Mundial suspender os subsídios aos combustíveis fósseis.
  • Diretiva europeia que obriga os países membros a tomar medidas mais agressivas contra a produção de resíduos, nomeadamente os provenientes da obsolescência programada.
O pior:
  • O prolongado período de seca
  • Os incêndios no Centro e Norte de Portugal
  • As descargas poluentes no rio Tejo
  • O processo judicial instaurado a Arlindo Marques
  • O impasse na resolução dos efluentes suinícolas
  • A extensão do prazo para o pedido de renovação da licença de funcionamento da Central de Almaraz
  • 32,6% dos solos portugueses estão degradados
  • O eucalipto continua em acelerada expansão em Portugal
  • Espanha carece de plano de abandono do carvão
  • Os elevados índices de poluição registados em muitas cidades 
  • A imparável contaminação dos rios e mares por resíduos plásticos   
  • A rápida regressão do gelo na Antártida
  • A saída dos EUA do Acordo de Paris
  • A elevada taxa de desflorestação na Amazónia
  • A perseguição e o assassinato de ativistas ambientais
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Bico calado

  • «(…) Como ninguém fiscaliza orçamentos para a reconstrução, com a possível concertação de preços entre empreiteiros, nem a qualidade das obras, sob a forte pressão mediática e os constrangimentos sociais de localidades em que todos se conhecem, as tragédias de muitos e o benefício de poucos vão repetir-se em sítios diferentes (…)» Carlos Esperança, FB.
  • «(..) Ver Santana Lopes e Rui Rio ficarem chocados com esta lei é o tipo de lição de moral que não consigo aceitar. É como ver Maradona chocado com o doping no ciclismo. Ou ver Assunção Cristas, agora, depois de meses e reuniões mais secretas do que aquelas a que vai o Nuno Magalhães na casa Mozart, vir dizer que saltou fora. Imagino que jamais o CDS vai aceitar devoluções e IVA, a não ser que venham em nome de um Jacinto Leite Capelo Rego. O CDS é o partido que fica do outro lado do muro a guardar enquanto os outros vão roubar as nêsperas, mas se aparece o dono diz que os outros foram às nêsperas. (…) João Quadros, in Quanto mais me financias, mais gosto de ti - JNegócios 29dez2017.
  • «Carlos Moedas, o ex-secretário de Estado de Passos Coelho, correia de transmissão da Troika e agora Comissário Europeu, disse em entrevista ao DN que agora em Bruxelas é ”muito mais feliz“e do alto do 6º piso do edifício  Berlaymont, afirmou a este jornal: ”Quem não estiver de acordo com os valores europeus não deve estar connosco“. Mas digníssimo Comissário Europeu a que valores europeus em concreto se refere? Ao da solidariedade como se tem visto com os emigrantes, como se viu no caso da Grécia…? Ao da transparência, como se tem visto no funcionamento da Comissão ou do Eurogrupo de que o caso Varoufakis é exemplar? Da igualdade entre Estados em que como diz o seu Presidente: a França é a França! Da democracia em que os Referendos quando não dão o resultado querido são repetidos até darem o resultado certo? Da coesão económica e social? Do nivelamento por cima? Do respeito pelos povos e países por parte do BCE – orgão não eleito -e dos burocratas de Bruxelas como se viu no caso BANIF, Caixa Geral de Depósitos … Do ”Estado de Direito” – com as suas leis, directivas e regulamentos ditados pelo Directório das grandes potências?» Abril de Novo Magazine.
  • «A ideia lançada pelos socialistas europeus de desafiar a Comissão Juncker a considerar Malta, Luxemburgo, Holanda e Irlanda verdadeiros paraísos fiscais da União Europeia deixou o Parlamento Europeu literalmente partido ao meio. Ao recolher 327 votos a favor, 327 contra e 24 abstenções, a iniciativa acabou chumbada pela diferença de apenas um voto, uma vez que em caso de empate prevalece o chumbo. Na hora de carregar no botão, 17 eurodeputados do Partido Socialista Europeu (PSE) votaram contra e quatro abstiveram-se. O único socialista português a votar contra foi Pedro Silva Pereira, que não acompanhou o sentido de voto dos restantes seis socialistas portugueses presentes no plenário. Entre os portugueses que votaram contra estiveram, além de Silva Pereira, Paulo Rangel, José Manuel Fernandes, Cláudia Monteiro de Aguiar, Sofia Ribeiro e Fernando Ruas (PSD), Nuno Melo (CDS) e José Inácio Faria (Partido da Terra); o social-democrata Carlos Coelho não pôde estar presente.» Público.


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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Renováveis britânicas produziram mais do que o carvão

Foto:  Bence Mate
  • As centrais eólicas britânicas geraram mais eletricidade do que as centrais a carvão em mais de 75% dos dias de 2017 e as centrais solares superaram as de carvão em mais de metade desse mesmo tempo, revela a plataforma MyGridGB citada pelo The Guardian.
  • A estatal polaca Enea inaugurou em Kozienice a maior unidade de energia elétrica a carvão da Europa, precisamente numa altura em que outras nações preparam a suspensão dos combustíveis fósseis que emitem gases de efeito de estufa. TD.
  • O Líbano prepara a construção de uma barragem perto de duas grandes linhas de falhas sísmicas. Os vizinhos dizem que os danos ambientais e o risco de terremotos ultrapassam os benefícios da barragem. DW.
  • A Tunísia perderá 50% da sua área agrícola até 2050, prevê um estudo recente do Instituto Tunisino de Estudos Estratégicos. Neji Jalloul, o diretor do Instituto, atribui a crise agrícola do país à importação de sementes do estrangeiro, à relutância dos jovens a investir neste setor, à migração das áreas rurais para as áreas urbanas e à desertificação que ameaça os terrenos agrícolas. Para além da Tunísia ter recursos hídricos escassos, tem-se registado uma diminuição anual da pluviosidade em cerca de 20%. MEM.
  • As autoridades sauditas proibiram temporariamente a importação de goiaba do Egito na sequência do registo de altas taxas de resíduos de pesticidas em amostras do fruto. MEM.
  • As grandes empresas de bebidas e refrigerantes são as principais responsáveis pelo caos ambiental provocado pelas garrafas de plástico, acusa a Greenpeace. Concretamente a PepsiCo, a Nestlé e a Coca-Cola, nos EUA. As duas primeiras anunciaram, entretanto, a adesão a programas de redução das suas embalagens. TP.
  • Mais de 18 mil funcionários chineses não agiram ou desempenharam mal o seu cargo em proteger o meio ambiente desde 2016, admitem os serviços de inspeção ambiental citados pela Reuters.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?


No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares da última semana foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram, por ordem decrescente, dos seguintes países: Portugal, EUA, Brasil, Itália, Angola, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Peru.
Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa, foi a seguinte: Aveiro, Porto, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Santarém e Açores.
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Bico calado

  • «A primeira página do Público de hoje merece ser vista e revista, lida e relida, pensada e repensada. Os jornalistas do Público dizem num único título o Estado a que a democracia portuguesa chegou, dizem-no de forma espontânea (…) “Partidos aprovaram bónus de milhões sem dizer nada a Marcelo”, ao que isto chegou! Quem poderia imaginar que um dia os partidos deste país tivessem a coragem de alguma vez fazerem a este Marcelo o que a ANP, nem mesmo os deputados da ala liberal, alguma vez ousaram fazer ao outro Marcelo, por coincidência o padrinho deste. Ao que isso chegou, os partidos andarem a decidir coisas no parlamento sem dizerem, isto é, sem pedirem autorização a Marcelo! (…)» O Jumento.
  • «Excelentíssimo Senhor Presidente (do Conselho), Excelência, Pedindo desculpa do tempo que tomo a Vossa Excelência, vinha solicitar alguns minutos de audiência (…). Seria possível, Senhor Presidente, conceder-me os escassos minutos que solicito? (…) Acompanhei de perto (como Vossa Excelência calcula), as vicissitudes relacionadas com o Congresso de Aveiro, e pude, de facto, tomar conhecimento de características de estrutura, funcionamento e ligações, que marcam nitidamente um controle (inesperado antes da efectuação) pelo PCP. Aliás, ao que parece, a actividade iniciada em Aveiro tem-se prolongado com deslocações no país e para fora dele, e com reuniões com meios mais jovens. Como Vossa Excelência apontou, Aveiro representou, um pouco mais do que seria legítimo esperar, uma expressão política da posição do PC e o esbatimento das veleidades «soaristas». O discurso de Vossa Excelência antecipou-se ao rescaldo de Aveiro e às futuras manobras pré-eleitorais, e penso que caiu muito bem em vários sectores da opinião pública. Com os mais respeitosos e gratos cumprimentos, Marcelo Rebelo de Sousa». in «Cartas Particulares a Marcello Caetano», organização e seleção de José Freire Antunes, vol. 2, Lisboa, 1985, p. 353 - Via Abril de Novo Magazine.
  • «(,,,) Come-se muito melhor no Norte do que no resto do país. Uma das razões é que as pessoas do Norte estão sempre atentas ao que comem. Exigem comer bem e sempre que isso não acontece queixam-se, primeiro com a boca, atacando a aldrabice e depois com os pés, nunca mais lá voltando. (…) Aqui em Lisboa a cultura da queixa directa está há décadas em declínio, à medida que grassa a queixinha cobarde e desonesta de quem se quer vingar dum restaurante só porque não arranjou mais uma mesinha para sentar os priminhos que apareceram do nada. (…) Aqui somos cúmplices nas aldrabices, preparando-nos de antemão para sermos aldrabados. Sabemos tanto!» Miguel Esteves Cardoso, in Bem podes esperar – Público 28dez2017.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Lisboa: 30 mil cartolas de plástico são um desastre para o Ambiente

Imagem captada aqui.

As 30 mil cartolas de plástico para a passagem de ano em Lisboa vão ser um desastre para o Ambiente. Mas certos políticos, comentadores e tudólogos não enxergam isso. Ainda não chegaram lá: ficam-se a rastejar por questiúnculas. Até há jornalistas que manipulam as notícias descaradamente!

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Macedónia: capital disponibiliza transportes gratuitos para combater poluição

  • Cidadãos vestidos de pai natal levaram a cabo várias ações de protesto contra os elevados níveis de poluição registados em Londres, descreve o The Guardian.
  • Um tribunal holandês deu o dito por não dito. Depois de, há 3 meses, ter ordenado ao governo a tomadas de medidas de combate à poluição do ar, revogou o seu veredito considerando que o governo tem feito o suficiente para limitar as emissões. Reuters.
  • A capital da Macedónia disponibilizou transporte gratuito para todos na sequência dos elevados níveis de poluição registados. A medida manter-se-á enquanto esses níveis não diminuírem. MIA.
  • Oito estados do Nordeste (Connecticut, Delaware, Maryland, Massachusetts, New York, Pennsylvania, Rhode Island e Vermont ) processaram o ministério do Ambiente dos EUA para forçá-lo a impor controles mais rigorosos a um grupo de estados do midwest, cuja poluição do ar dizem estar a vir na sua direção. Reuters.
  • Vale a pena consultar Europe Beyond Coal, uma plataforma que luta por um futuro para além do carvão.
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Reflexão – Já começou a guerra da água com Espanha?

Imagem captada aqui.

«É uma “guerra” que dura há vários anos, mas que se acentuou em 2017 devido à seca severa. De um lado está o governo autonómico da província espanhola de Castilha-La Mancha, autarcas, ambientalistas e população em geral. Do outro estão as mesmas forças mas da província de Múrcia. No meio, sob grande pressão, está o Governo central. Em causa está a água do Tejo. Ou melhor, a água que é transvazada desde 1981 de duas barragens de Castilha para uma em Múrcia: o conhecido transvase Tejo-Segura, que pode levar por ano até cerca 600 hm3 de água até ao levante espanhol.

Os primeiros, com os rios com caudais baixos e as barragens com mínimos de água, pedem o fim do transvase, gritando que a água é deles e que “nem mais uma gota” deve ir para Múrcia. Os segundos, que precisam da água para regar a chamada horta de Espanha, gritam que “a água de Espanha é de toda a Espanha”.
O governo tenta jogar nos dois tabuleiros. Por um lado anuncia grandes planos de combate à seca; por outro, o transvase fica sempre de fora. Vai fazendo valer o argumento de que a água do Tejo para o Segura gera 100 mil empregos na região de Múrcia e vale 2364 milhões de euros para a economia espanhola.

Em meados de Novembro, autarcas e ambientalistas espanhóis de Castilha-La Mancha, em declarações ao PÚBLICO, lançaram um aviso a Portugal: a guerra da água que hoje se vive no país vizinho pode um dia ser ibérica. “A guerra hoje é em Espanha, mas não duvides, um dia, quando houver ainda menos água aqui, que a guerra vai ser entre Portugal e Espanha. Acreditas que Espanha vai deixar passar para Portugal a água que passa hoje, se precisar urgentemente dela? Só um tolo pensaria tal. Preparem-se: os portugueses também vão sofrer o que nós estamos a sofrer”, disse Manuel Ganãn, presidente da Assembleia de Defesa do Tejo na cidade de Aranjuez.

Estará no horizonte uma disputada mais acirrada entre Portugal e Espanha pela água? O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, acredita que não. Salientando que Espanha tem sempre cumprido a Convenção de Albufeira — tratado que define a gestão das águas transfronteiriças e que cumpre 20 anos em 2018 —, o governante diz que a disputa espanhola “é uma questão regional”. “Não estou a ver onde é que ela em algum momento pode prejudicar Portugal ou criar tensão entre os dois países. Qualquer alteração ao que existe [no transvase] é ser mais modesto quanto ao volume e, portanto, na pior das hipóteses, é neutra para Portugal e até nos pode beneficiar”, afirma.

Num encontro recente entre os ministros do Ambiente dos dois países, Espanha recusou a pretensão portuguesa de os caudais semanais de água que o país vizinho passa para Portugal passarem a diários. Matos Fernandes diz, porém, que a discussão ainda “está em cima da mesa” e “será feita no futuro”. “Entre Portugal e Espanha existe uma convenção que funciona e que é reconhecida a nível internacional. Portugal sente que este não é o momento para mexer nela. Não se discutem caudais em tempos de seca. Aquilo que nós queremos não é mais água, é uma maior regularidade. Espanha continuará a cumprir o tratado e não vejo qualquer disputa no futuro. Estou completamente tranquilo”, assegura o ministro.

Opinião diferente tem Paulo Constantino, porta-voz da plataforma proTEJO. “Essa guerra já existe. Já existe um conflito entre Portugal e Espanha pela água e vai acentuar-se cada vez mais.” Para o ambientalista, esta é “uma ‘guerra’ não assumida por Portugal porque não interessa”. “É um conflito em que o nosso país é sempre derrotado porque diz ‘sim’ a tudo o que Espanha impõe. Por isso não se fala nela, está sempre tudo bem, quando na verdade não está”, acrescenta.
Paulo Constantino diz que “a convenção de Albufeira tem de ser revista, até porque não está a ser cumprida no que respeita aos caudais ecológicos”. “Portugal tem de exigir mais água, com descargas diárias e mais caudais ecológicos. E não digam que a Espanha não tem água porque tem, e muita”, conclui. 

Para Carlos Alberto Cupeto, geólogo e professor da Universidade de Évora, a “guerra” de Espanha “não chegou ainda a Portugal”. “Os tempos são de ‘paz’, mas é nos tempos de ‘paz’ que nos devemos preparar para a ‘guerra’”, acrescenta.
Este especialista em ambiente, sustentabilidade, água e hidrogeologia resume este pensamento em duas palavras: “gestão de proximidade”. “Estragaram-se centenas de milhões de euros em investimentos no Tejo ao longo dos anos que, depois, não foram acompanhados. Falta uma gestão de proximidade dos nossos recursos hídricos”, afirma.
Carlos Alberto Cupeto lembra que “em Londres a quantidade de água da chuva que cai por ano é igual à que cai em Évora”. “Só que eles gerem/aproveitam as pequenas quantidades que caem quase todos os dias; cá não gerimos/aproveitamos as grandes quantidades que caem de vez em quando.”
O geólogo salienta “as grandes quantidades de água tratada que se estraga na limpeza de ruas e a regar relvados — nós adoramos relvados”. “Como a água nunca faltou nas torneiras, as pessoas não valorizam a água. E aqui falta também a tal gestão de proximidade, falta o papel psicológico”, acrescenta.
Cupeto conclui afirmando que a nossa relação com Espanha em matéria de água “vai depender da forma como nos posicionamos, como nos comportamos em relação e esse bem, como o gerimos, valorizamos e aproveitamos”. “Se continuarmos a ter o comportamento que temos tido até aqui, não olhando para o futuro, tudo vai correr mal”, afirma.»


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Mão pesada

A Haygrove Ltd, de Ledbury, foi multada em cerca de 12 mil libras por ter responsabilidades na contaminação, com resíduos de fertilizantes, da água das torneiras de 30 casas. The Shuttle.
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Bico calado

Imagem recolhida aqui.
  • Sabia que o Serviço Nacional de Saúde britânico depende de profissionais oriundos de 200 países? 

  • «Os donos da dor alheia elogiaram a mensagem de Natal do primeiro-ministro porque finalmente (para eles) António Costa mostrou que tem coração e sensibilidade ao ter dedicado grande parte da mensagem aos incêndios de Pedrógão e de Outubro. Os donos da dor alheia pensam que são também donos dos sentimentos do primeiro-ministro e que lhes cabe definir o que é a manifestação correcta da dor e do sentimento de compaixão pelas vítimas. Desta vez acharam que o primeiro-ministro se redimiu do passado recente em que não disse as palavras politicamente correctas inscritas no guião que eles traçaram para discursos em tempo de tragédias.(…)» Ai e Vem.

  • « O CDS acha mal que os partidos possam receber dinheiro dos seus militantes dentro da lei porque nunca teve problemas em receber do Jacinto Leite Capelo Rego fora da leiMiguel Tiago, FB. No Público de 15ago2012, lia-se: «Foi literalmente aos molhos que os funcionários da sede nacional do CDS-PP levaram nos últimos dias de Dezembro de 2004 para o balcão do BES, na Rua do Comércio, em Lisboa, um total de 1.060.250 euros, para depositar na conta do partido. Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção.»

  • «(…) E, por fim, o oportunista truque de tentar beneficiar o CDS-PP neste caso, promovendo-o como "o partido que votou contra esta vergonha". Com o PSD defunto, o CDS-PP é a grande esperança que a direita tem para recuperar votos, almejando uma eventual coligação com o PS. Pois bem, a malta do CDS-PP sabia bem que a alteração à lei não precisava dos seus votos, mas mantiveram-se calados ao longo dos meses em que a proposta foi sendo elaborada. Quando chegou a hora da votação, votaram contra, sabendo que os seus votos seriam irrelevantes e que, de qualquer forma, beneficiariam sempre da lei. Após este número de teatro, ligaram para os seus contactos na comunicação social e promoveram o caso como um grande escândalo, alegando terem sido os únicos virtuosos que lhe fizeram frente. Perceberam o truque?» Uma página numa rede social.
  • Uma das empresas britânicas que mais subsídios agrícolas recebe é discretamente controlada por um magnata da Malásia que atuou como intermediário em polémicos esquemas de ajuda, nomeadamente o de Pergau Dam, revela uma investigação conjunta da Private Eye e da Greenpeace. Trata-se da South Pickenham Estate Company, de Norfolk, que, desde que foi criada em 1993, tem estado sediada em paraísos fiscais como as ilhas Caimão ou as ilhas Jersey.


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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Parlamento receia a água da torneira?

Foto: Lance McMillan
  • Finalmente, oito anos depois, os deputados vão beber água da torneira. Mesmo assim, só os que se sentam na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação o poderão fazer. Só a eles o conselho de administração da Assembleia da República deu autorização para optarem por jarros de vidro com água, em vez de água mineral engarrafada, conta o Expresso. Não sabia que o lóbi da água engarrafada era tão poderoso. Haverá uma palavra única que combine ridículo e triste?
  • A Espanha produz agora menos energia do que há 10 anos, garante a REE no seu relatório anual. Em 2007, Espanha produzia 286.948 GWh, agora produz 262.788 GWh, um decréscimo de 8,5% em 10 anos. A Espanha deixou de exportar energia (5.750 GWh, em 2007), estando a importá-la (9.220 GWh em 2017). Com a quebra na produção de energia hidráulica e eólica e manutenção da fotovoltaica, a Espanha registou um aumento de 8,4% na cogeração e 32,9% na importação de gás. Resultado: um aumento de 22,6% nas suas emissões de carbono. Via ER.
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Mão pesada

Em Singapura, 74 empresas de construção foram condenadas por descarregarem água contaminada em linhas de água durante 2017. ST. As multas aplicadas são pequenas, tendo em conta que vender pastilha elástica na rua resulta numa multa de 100 mil libras ou prisão por 2 anos…
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Bico calado

  • «(…) a notícia do Expresso não explica, por um lado, a que se devem tais pagamentos (ou seja, o que fez o actual chairman da TAP de tão relevante para merecer um complemento de ordenado), e Miguel Frasquilho não explica, por outro, que tipo de dívidas tinha para com irmão, pai e mãe. O que ele faz é manter-se num regime de explicações mínimas e de invocação de ignorância (nunca tinha ouvida falar na ES Enterprises; não faz ideia se o BES declarou os referidos rendimentos ao fisco, e por aí fora) que nós tão bem conhecemos de outros lugares. Frasquilho não pode safar-se assim. Ou se explica muito melhor, ou passa a merecer que o classifiquemos como mais um ex-assalariado de Ricardo Salgado tristemente amnésico.» João Miguel Tavares, in As péssimas explicações de Miguel Frasquilho - Público 26dez2017.
  • «(…) Não é por falta de aviso que este caso de alegada corrupção no seio do PSD está a ser abafado. No início de 2017, António Vilela, Presidente da Câmara de Vila Verde pelo PSD, foi detido por suspeita de corrupção e prevaricação e ficou sujeito às habituais medidas de coação. Já nessa época, em Fevereiro, Rui Silva foi referido como suspeito no mesmo despacho judicial. Há três dias, foi finalmente constituído arguido. Os leitores perguntar-se-ão: "Onde andam os jornalistas que tão diligentes foram a analisar todos os dados relativos a Vieira da Silva? Onde está a investigação jornalística que não deixa pedra por levantar?" Pois bem, a resposta é simples: hoje, esses jornalistas, do Sol e do i, andam ocupados a tentar criar uma nova polémica, acusando Fernando Medina de gastar demasiado dinheiro com adereços para a festa de final do ano na cidade. Vimos como os jornais praticamente ignoraram a investigação do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa a Paulo Portas, envolvido numa denúncia que poderá configurar crimes de corrupção e favorecimento ilícito do ex-Vice-Primeiro-Ministro e ex-líder do CDS-PP. Vimos como os jornais praticamente ignoraram o julgamento de Miguel Macedo, ex-Ministro da Administração Interna do Governo de Passos & Portas. E vimos como os jornais praticamente ignoraram a denúncia do gabinete anti-fraude da Comissão Europeia, que determinou ter havido fraude no escândalo Tecnoforma, de onde Passos Coelho e Miguel Relvas alegadamente terão desviado mais de seis milhões de euros de fundos comunitários.(…)» Uma página numa rede social.
  • «A responsável da Unidade Central de Coordenação do Tesouro afirmou em tribunal que há contribuintes que estão detidos por infrações fiscais menos graves do que as do futebolista português Cristiano Ronaldo. (…) O internacional português do Real Madrid, que já está a ser julgado, é acusado de ter, de forma "consciente", criado empresas na Irlanda e nas Ilhas Virgens britânicas, para defraudar o fisco espanhol em 14.768.897 euros, cometendo quatro delitos contra os cofres do Estado espanhol, entre 2011 e 2014. Na base da acusação estão os direitos de imagem do jogador português, ao serviço do Real Madrid desde 2009, e que, desde 1 de Janeiro de 2010, é considerado residente fiscal em Espanha.» Público, citando o El Mundo.
  • Os paraísos fiscais «esquecidos» pela OCDE: EUA, Israel, Reino Unido, Uruguai, Dinamarca, Costa Rica, Islândia, Singapura, Madeira, Labuan (Malásia), Ilhas Canárias, Brunei, Hungria. OF.
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Portimão: lançado concurso para reforço das dunas de Alvor Nascente

Nesta altura do ano, milhões de caranguejos vermelhos migram na Austrália.
  • Em 2017, as autoridades ambientais realizaram 1351 ações de fiscalização e inspeção, 816 das quais na bacia hidrográfica do rio Tejo, levantaram 312 autos de notícia e aplicaram mais de 12,8 milhões de euros em coimas, revela uma exposição do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes. É pena esses processos não serem transparentes e suficientemente públicos para a gente saber os 5Ws básicos – o quê, quando, onde, quem, porquê. E, já agora, quanto pagaram de multa.
  • O Ministério do Ambiente lançou concurso público para execução da empreitada “Alimentação artificial e reforço do cordão dunar da praia de Alvor Nascente”, no concelho de Portimão. A empreitada tem por objetivo reforçar o cordão dunar por forma a assegurar a defesa natural contra episódios erosivos que, periodicamente, atingem a praia e proporcionar o alargamento do areal ao longo de um troço com uma frente de mar de mil metros. Ambiente Magazine.
  • Um tribunal norueguês ordenou o abate de mais de cem renas para preservar as pastagens existentes. TD.
  • Vários grupos ambientalistas estão a processar o serviço de florestas dos EUA e o Bureau of Land Management para tentar impedir a abertura de estradas em florestas perto do Mount Gunnison, no Colorado para permitir a exploração de uma mina. Salon.
  • 20 praias de Salvador estão impróprias para banho.
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Memórias curtas

Foto: Ingo Gerlach/Barcroft Images
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Bom Natal

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Califórnia: cinzas dos incêndios florestais entopem e contaminam fontes de água

Imagem capturada aqui.
  • Três dos sete novos refúgios marinhos anunciados pelo governo federal do Canadá afetarão severamente os pescadores da Terra Nova e Lavrador, diz o sindicato do Peixe, Alimentação e Trabalhadores Aliados (FFAW-Unifor). Os refúgios marinhos do canal Hawke e Funk Island Deep vão ser dados a todas as atividades de pesca para ajudar a conservar o habitat do fundo marinho que é importante para a recuperação do estoque de bacalhau. The Compass.
  • O Departamento de Agricultura do estado do Illinois foi avisado há um ano sobre os potenciais danos às culturas que poderiam ser causados pelo herbicida dicamba se o departamento não apertasse os regulamentos sobre o seu uso. O aviso foi feito r um grupo de aplicadores de pesticidas em dezembro de 2016, durante uma reunião para discutir se o pesticida devia ser designado como "uso restrito", o que significa que apenas aplicadores certificados o podem aplicar. Um pesticida de uso não-restrito pode ser comprado e aplicado por qualquer pessoa não se exigindo o seu registo. IM.
  • Cinzas tóxicas provenientes dos incêndios florestais estão a entupir e a contaminar as fontes de água potável em todo o estado da Califórnia. HCN.
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Mão pesada

A ArcelorMittal foi multada em 1,8 milhões de dólares por infrações à qualidade do ar na sua central a carvão de Monessen, Pensilvânia. TribLive.
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Bico calado

Imagem: Andrzej Krauze
  • «Miguel Frasquilho, atual chairman da TAP, justifica pagamentos feitos pela Espírito Santo Enterprises entre 2009 e 2011 ao seu pai, à sua mãe e ao seu irmão com um acerto de contas de dívidas que ele tinha com os seus familiares. Mas não explica porque isso foi feito através de uma offshore. Nem se estes rendimentos foram declarados pelo BES ao fisco. O pai, a mãe e o irmão do ex-deputado do PSD e ex-quadro do BES Miguel Frasquilho receberam seis transferências entre 2009 e 2011 de uma conta na Suíça titulada pela Espírito Santo Enterprises, uma companhia offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas que é considerada pelo Ministério Público como tendo funcionado como um gigantesco saco azul do Grupo Espírito Santo (GES) para pagamentos não registados. De acordo com a edição semanal do Expresso deste sábado, os valores das transferências para os familiares de Frasquilho somaram 54 mil euros e aconteceram numa altura em que o recém-nomeado chairman da TAP acumulava o lugar de deputado com o cargo de diretor da Espírito Santo Research, uma corretora do BES.» Expresso 23dez2017.
  • «Afinal, Teresa Caeiro esteve mesmo na Raríssimas. A deputada do CDS garantiu ao Observador nunca ter feito parte dos órgãos sociais da associação, mas a ata (3jun2013) de tomada de posse dos dirigentes para o mandato 2013/2015 prova o contrário. (…) Teresa Caeiro foi consecutivamente eleita para a Assembleia da República desde abril de 2002. Passou pelos Governos de Durão Barroso (secretária de Estado da Segurança Social 2003-2004) e de Pedro Santana Lopes mas, aparte essas breves ausências, ocupou sempre o seu lugar na bancada centrista. Nos registos de interesses que os deputados são obrigados a apresentar desde 2007, não existe qualquer referência à sua passagem pela associação Raríssimas.».
  • «(…) sempre que algum serviço público essencial, funcionando em monopólio, é privatizado, o resultado é invariavelmente um serviço pior e mais caro, com lucros garantidos por uma subterrânea teia de cumplicidades e promiscuidades entre políticos e empresários e à custa dos utentes. Foi assim com a PT, com a Galp, com os CTT, com a EDP. A EDP é mesmo o case study absoluto. (…) Miguel Sousa Tavares, in Expresso – via Estátua de sal.
  • «(…) Os CTT públicos eram  uma empresa eficiente e rentável: dava, em média, €60 milhões de lucros por ano ao Estado e cumpria, sobretudo na província, uma função social preponderante. Isso, mais o facto de ser um serviço público funcionando em regime de monopólio, deveria aconselhar qualquer pessoa minimamente dotada de sensatez (já não falo de ideologias) a pensar dez vezes antes de se decidir pela sua privatização. Mas nada deteve a teimosia de Passos, feita de um liberalismo enxertado à pressa, talvez pelo mestre António Borges, o je-m’en-fichisme de Portas e, desculpem a ousadia, a impensável incompetência económica de que a dupla Gaspar/Maria Luís deram provas. (…)» Miguel Sousa Tavares, in A insuportável evidência das coisas - Expresso, via Estátua de sal.
  • «(…) Em Portugal, nos dois diários dito “de referência” os títulos de primeira páginas são claramente secundários e situam-se na parte inferior da página. Até porque, ao que parece, a Espanha e a Catalunha ficam longe, muito longe! Admiremo-nos depois se, vivendo fora do tempo, os potenciais leitores acham que, no fim de contas, podem muito bem dispensar-se da compra e da leitura de jornais em papel…» J.-M. Nobre-Correia.
  • Os casos de sem-abrigo com problemas mentais e de saúde aumentaram 75% desde que os conservadores são governo no Reino Unido, admite um relatório do próprio Department for Communities and Local Government citado pelo The Guardian.
  • O Reino Unido nunca merecerá um acordo de comércio livre com a União Europeia se pretender aproveitar-se do Brexit para se tornar um paraíso fiscal para as empresas e os ricos, alertou Pierre Moscovici, o comissário da área económica da UE. The Guardian.
  • O indulto de Natal concedido pelo Presidente brasileiro, que reduz penas a condenados por crimes de colarinho branco, está a ser duramente criticado pelos investigadores da Lava Jato, que acusam Michel Temer de estar a preparar caminho caso seja ele próprio condenado. Público.
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domingo, 24 de dezembro de 2017

Califórnia: Nestlé ultrapassa limites de exploração de água

Foto: Don Cardy
  • Uma plataforma de médicos, cientistas e grupos profissionais processaram o ministro do Ambiente norte-americano Scott Pruitt por remover cientistas altamente qualificados e independentes de comissões consultivas que asseguram a integridade da ciência no ministério. Essas comissões fornecem informações científicas e técnicas cruciais para informar as decisões do ministério e analisar o rigor científico dos seus programas. EJ.
  • Os reguladores de água da Califórnia disseram à Nestlé que a empresa não parece possuir direitos de água válidos para a maior parte da água canalizada para fora da Floresta Nacional de San Bernardino e vendida como água engarrafada. DS.
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Bico calado

Foto: Thomas Ziegler/WWF/PA
  • «(…) Portugal não se pode queixar de ser pobre porque pode ser um dos países mais pobres da Europa, mas não faz mal, com tanta boa alma é certamente o país onde os pobres são mais felizes, até duvido que com tanta mordomia e afeto queiram deixar de ser pobres. O que seriam dos pobres se um dia enriquecessem e deixassem de contar com todo este amor? Portanto, nesta época natalícia devemos agradecer a toda essa gente bondosa que distribui afetos, atribui subsídios, oferece-se para servir jantares, que todos os dias se metamorfoseia em bondosas e graciosas borboletas, uma espécie de fadas rainhas que voam sobre a pobreza distribuindo graças, abraços, subsídios e sopas quentes.» O Jumento.
  • Há cada vez mais pobres na América, descreve o The Guardian.
  • «Voltei a Amsterdão como turista há três meses e não gostei. Tudo tem de ser previsto (horas de visita a museus, como se explica neste texto), compra antecipadas de bilhetes, etc. Perdeu-se «liberdade» de ir vivendo… Tem-se a sensação de que muitas coisas são obrigatórias ou proibidas: por exemplo, os táxis não podem apanhar passageiros mesmo que circulem vazios, só o podem fazer em praças, que estão mal sinalizadas e que quem anda pelas ruas não sabe onde existem; os motoristas dos belos trams não são da cidade e não sabem indicar onde se deve descer para ir a determinado local, nem quando se mostra mapas, etc., etc. (…)» Joana Lopes, FB.
  • A Assembleia Geral das Nações Unidas rejeitou por esmagadora maioria reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Veja aqui como votaram os seus membros.
  • «Miguel Frasquilho, atual chairman da TAP, justifica pagamentos feitos pela Espírito Santo Enterprises entre 2009 e 2011 ao seu pai, à sua mãe e ao seu irmão com um acerto de contas de dívidas que ele tinha com os seus familiares. Mas não explica porque isso foi feito através de uma offshore. Nem se estes rendimentos foram declarados pelo BES ao fisco. O pai, a mãe e o irmão do ex-deputado do PSD e ex-quadro do BES Miguel Frasquilho receberam seis transferências entre 2009 e 2011 de uma conta na Suíça titulada pela Espírito Santo Enterprises, uma companhia offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas que é considerada pelo Ministério Público como tendo funcionado como um gigantesco saco azul do Grupo Espírito Santo (GES) para pagamentos não registados. De acordo com a edição semanal do Expresso deste sábado, os valores das transferências para os familiares de Frasquilho somaram 54 mil euros e aconteceram numa altura em que o recém-nomeado chairman da TAP acumulava o lugar de deputado com o cargo de diretor da Espírito Santo Research, uma corretora do BES.» Expresso 23dez217.
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